Expectativa quanto ao parto e o conhecimento do motivo da cesárea

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Expectativa quanto ao parto e o conhecimento do motivo da cesárea

  1. 1. [150]Artigo OriginalRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea:entre puérperas adolescentes e adultasExpectation about childbirth type and the knowledge of the caesarean reason:comparison between puerpera adolescent and adultLas expectativas sobre el tipo de entrega y los conocimientos sobre la razón por la cesárea:comparación entre los adolescentes y los adultos las madresDaiane da Silva BruzadeliI, Beatriz Barco TavaresIIIAcadêmica curso de graduação em enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). São José do Rio Preto, SP. E-mail: daiabruz@yahoo.com.br.IIEnfermeira. Doutora em Ciências da Saúde. Docente do Departamento de Enfermagem especializada FAMERP. São José do Rio Preto, SP. E-mail: bbarco@famerp.br.RESUMOO nascimento é repleto de expectativas, influenciado pela história da mulher e a assistência neste processo. Esteestudo teve como objetivo identificar a expectativa das puérperas adolescentes quanto ao tipo de parto e o seuconhecimento do motivo da cesárea, em comparação com as adultas. Trata-se de um estudo transversal,comparativo, realizado com 50 mães adolescentes (grupo caso) e 150 adultas, de julho 2007 a fevereiro 2008, nohospital de ensino de São José do Rio Preto/SP. A frequência das variáveis foi comparada por Teste Exato de Fisher oude Verossimilhança para amostras independentes, p=0,05 e Análise de Concordância, com Coeficiente de Kappa deCohen. Quanto à expectativa de parto e o que realizou, houve uma concordância moderada, Kappa=0,42 (IC95%:0,17 a 0,66), nas adolescentes; a concordância foi de muito leve a leve, Kappa=0,22 (IC95%: 0,05 a 0,38), nasadultas; “cesárea a pedido” representou 41,9% das adolescentes e 43,3% das adultas. Conclui-se que é alta aincidência de cesárea desnecessária, a mulher ainda a visualiza como “um bem de consumo”, o que demonstra anecessidade da educação no pré-natal, enfatizando as vantagens do parto normal, o enfermeiro no seu papel deeducador tem que estar atento a esta assistência.Descritores: Enfermagem Obstétrica; Adolescentes; Cesárea; Parto.ABSTRACTThe birth is full of expectations, influenced by the womans history and the assistance in this process. This studyaimed at identify what is the puerpera teenagers expectation about the childbirth and their choice about what kind ofchildbirth they prefer, why they had chosen this type and if they know why do Caesarean, comparing the answers witholder women. This was transversal, comparative study, with 50 adolescent mothers (case group) and 150 adultmothers, from July 2007 to February 2008, in a teaching hospital in Sao Jose do Rio Preto/SP. The variable frequencywas compared to Accurate Test of Fisher or Probability for independent samples, p=0,05 and Analysis of Concordance,with Kappa coefficient of Cohen. About the childbirth expectation and what really happened, there was a moderateagreement, Kappa=0,42 (IC95%: 0,17 the 0,66), in the adolescents; the agreement was from very light to light one,Kappa=0, 22 (IC95%: 0,05 the 0,38), in the adults; "Caesarean request" represented 41.9% of adolescents and43.3% of the adults. It was concluded that the unnecessary Caesarean incidence is high, the woman still sees it as"consumer good" , what demonstrates a need in the prenatal education, emphasizing the advantages of the normalchildbirth, the nurse as a educator has to give assistance in this subject.Descriptors: Obstetrician nursing; Adolescents; Caesarean; Childbirth.RESUMENEl nacimiento está lleno de expectativas, influenciado por la historia de la mujer y la asistencia en este proceso. Estestudio tuvo como objetivo identificar las expectativas de las madres adolescentes sobre el tipo del parto y susconocimientos de la razón para la cesárea, en comparación con las adultas. Estudio transversal, del comparación con50 madres adolescentes (grupo caso) y 150 adultas, de julio de 2007 a febrero de 2008, em um hospital universitarioen São Jose do Rio Preto/SP. La frecuencia de las variables se compararon mediante la prueba exacta de Fisher oVerossemelhança para muestras independientes, p=0,05 y Análisis de Concordia, con el coeficiente Kappa de Cohen.En cuanto a la expectativa del parto y lo hizo, hubo un acuerdo moderado, Kappa=0,42 (IC95%: 0,17 a 0,66) en lasadolescentes, el acuerdo fue mayor, Kappa=0,22 (IC95%: 0,05 a 0,38), En las adultas, "cesárea a pedido"representado el 41,9% de las adolescentes y el 43,3% de las adultas. Se llegó a la conclusión de que hay altaincidencia de cesárea innecesarias, las mujeres todavía la ve como un "objecto de consumo", lo que demuestra lanecesidad de educación en prenatal, listado los beneficios del parto normal, y la enfermería en su papel comoeducador tiene que estar atento a esta ayuda.Descriptores: Enfermería obstétrica; Las adolescentes; Cesárea; Parto.
  2. 2. [151]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.INTRODUÇÃOO Brasil, em especial a região de São José do RioPreto/SP, tem altos índices de cesáreas, de 1997 a2006, oscilaram de 84,9% a 65,0%, em 2006(1),enquanto a taxa do país foi 45,94%, do Estado deSão Paulo de 55,34%, na cidade de São José do RioPreto foram 76,5%(2). Enquanto a OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS), desde 1985, determinacomo aceitável taxa de cesárea de 10 a 15%(3), e oMinistério da Saúde (MS) estipulou uma taxa de30,0%(4).Os principais motivos das nossas cesáreas são: alaqueadura, o pouco conhecimento das mulheres e odespreparo destas em relação ao parto normal, atémesmo devido à formação do profissional dosmédicos e a reação destes frente à dor dasparturientes, sendo que muitos médicos acreditamque as mulheres têm preferência pela cesárea, porémmuitas preferem o parto vaginal, mas a cesáreatornou-se tão comum que o parto normal deixou deser prática corrente, mesmo que este seja esperadopela gestante(5-7). Consoante a isto, foi identificadocomo fatores de risco para a cesárea as mulherescom idade de 30 anos ou mais, que realizaram maiornúmero de consultas pré-natal, e estespesquisadores ressaltam o “perfil do obstetra”, poisao avaliar 7249 nascimentos, entre 2001 e 2005,verificou que houve diferença significativa emplantões de determinados obstetras(8-9).Nos anos de 2004-2005, a OMS, desenvolveu umestudo na América Latina, e o Brasil fez parte doestudo com mais sete países, monitorou as cesáreasde 120 hospitais, concluindo que as altas taxas decesáreas provocaram maior morbimortalidade dasmulheres, e um elevado custo para a saúde dessespaíses, pois as mulheres permaneceram mais tempointernadas e receberam maior quantidade deantibióticos(10).Para reduzir as taxas de cesárea o MS vemapresentando diversa propostas e ações, entre elasrecomendações para que enfermeiras obstétricasatuem no pré-parto e realizem o parto normal.Porém, em 2007, em um estudo desenvolvido noshospitais de São José do Rio Preto identificou 223leitos obstétricos, com 17 enfermeiras obstétricasque não prestavam assistência à parturiente, destas38,8% desenvolvendo atividades na unidade deobstetrícia, a maioria com atividades administrativase nenhuma realizava o parto(4-5,11).A expectativa da mulher quanto ao tipo de partoé consequência de como as informações sobre osassuntos estão disponíveis ou acessíveis, e estas sãointerpretadas de acordo com a história de vida destamulher. No inicio do pré-natal, as mulheres tem aintenção de realizar o parto normal, mas que pordiversas razões, principalmente pela atuação domédico, no final da gestação a expectativa maior épara realizar a cesárea. Os profissionais de saúde egestantes (ou casal) formam vínculos paradeterminar onde e por quem o parto será realizado, econhecem as alternativas cabíveis na assistência emsituações normais e em casos de complicações(6,12).A idade materna é outro fator que influencia estavivência sendo que, mulheres na faixa etária de 30anos ou mais tiveram maior incidência de cesárea,quanto às adolescentes, não existe um consenso sesó este fator determinaria o tipo de parto, estudosconstataram maior incidência de cesárea enquantooutros identificaram ao contrário(9,13-14).As adolescentes precisam de uma atençãoespecial, para prepará-las a vivenciar a gestação e onascimento de seu filho, e serem orientadas quantoàs vantagens do parto normal.Diante do exposto, este estudo teve objetivo deidentificar a expectativa de puérperas adolescentesquanto ao tipo de parto e o seu conhecimento domotivo da cesárea, em comparação com as adultas.MÉTODOSTrata-se de um estudo transversal, comparativo,realizado no Hospital de Base de São José do RioPreto-SP, Brasil, que é um hospital escola, com 63leitos destinados ao atendimento obstétrico.A população constituiu-se de 50 mãesadolescentes (grupo caso) e 150 adultas (grupocontrole), que compareceram para coleta do examedo Teste do “Pezinho” do recém-nascido, de julho2007 a fevereiro 2008, no hospital descrito acima.Esclarece que esta consulta para a realização doexame descrito anteriormente, é agendada de 15 a30 dias pós-parto. Os índices de adolescentesgrávidas na cidade, que foram de 19,7% a 15,5% de1997 a 2006 segundo dados do datasus(1), pararepresentar esta população com um margem superiordeterminou-se a proporção indicada estatisticamente1:3.Para a inclusão das mães foram definidos oscritérios de: ser puérpera, estar acompanhando o seufilho, e concordar com a participação na pesquisa,assinando o Termo de Consentimento LivreEsclarecido, atendendo a Resolução 196/96 doConselho Nacional de Saúde do Brasil. Esta pesquisafoi aprovada pelo do Comitê de Ética em Pesquisa daFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto(FAMERP), com o parecer n.º199/2007.Os dados foram coletados através de umaentrevista individual, com um instrumento específicoconstituído dos seguintes dados: levantamento sócio-econômico, a expectativa para o tipo do parto, oconhecimento do motivo da cesárea, e o peso dorecém-nascido e a idade gestacional ao nascer foiverificado na carteirinha do RN.A análise das variáveis foi realizada utilizando oTeste Exato de Fisher ou Teste de Verossemelhançapara amostras independentes, observando o nível designificância de p=0,05, quando cabível e também o
  3. 3. [152]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.método de Análise de Concordância, observando oCoeficiente de Kappa de Cohen. Estão apresentadosna forma descritiva, em Tabelas com númerosabsolutos e percentuais.RESULTADOS E DISCUSSÃOConstata-se que 34 (68,0%) das puérperasadolescentes estavam na faixa etária de 18 a 19anos, e 60 (40,0%) das adultas entre 26 a 31 anos.Índice semelhante a este foi encontrado em 2003,também na em São José do Rio Preto, sendo 54,9%de gestantes adolescentes na faixa etária de 18 a 19anos(15).As características socioeconômicas das puérperasadolescentes e das adultas estão apresentados naTabela 1.Tabela 1. Distribuição das puérperas segundo as características socioeconômicas. São José do Rio Preto, 2008.CaracterísticasAdolescentes AdultasN % N % PEscolaridadeAté 7 anos 11 22,0 17 11,3<0,00058 a 10 anos 21 42,0 18 12,011 ou + 18 36,0 115 76,7Estado ConjugalCom Companheiro 37 74,0 135 90,00,007Sem Companheiro 13 26,0 15 10,0OcupaçãoNão remunerada 42 84,0 53 35,3<0,005Remunerada 08 16,0 97 64,7Renda FamiliarAté 1 SM* 10 20,0 08 5,30,0022 a 4 SM 33 66,0 84 56,05 ou + SM 07 14,0 58 38,7Núm de Hab/residênciaAté 3 14 28,0 62 41,30,304 12 24,0 44 29,35 ou + 24 48,0 46 29,4TOTAL 50 100 150 100*SM = Salário Mínimo (R$ 380,00)Na Tabela 1, ressalta-se que 21 (42,0%) dasadolescentes possuem escolaridade entre 8 a 10anos, enquanto que 115 (76,7%) das adultaspossuem 11 anos ou mais. Isto se deveprincipalmente pela diferença de idade, visto que asadolescentes não tiveram ainda chance de ter ensinosuperior (p<0,0005). Em estudo realizado entreprimíparas, identificou que 53,5% das mulherespossuíam ensino médio completo ou superior.Contrapondo-se a este resultado, pesquisadoresdemonstram que 41,7% de puérperas adolescentes e44,7% de puérperas com idade superior a 35 anospossuíam a mesma escolaridade, de 4 a 7 anos(16-17).Em relação ao estado conjugal há evidência deassociação (p=0,007), sendo que 37 (74,0%) dasadolescentes e 135 (90,0%) do grupo controlepossuem companheiro. A presença do companheiro éconsiderada como um apoio para gestante, outrosestudos encontram que entre as adolescentes, 61,9%a 82,1% que têm companheiro, e de 83,0% entre asmulheres acima de 35 anos(17-18).No grupo caso, 8 (16,0%) das adolescentesexecutam atividade remunerada, contra 97 (64,7%)das adultas. Neste caso, mesmo tendo evidênciaestatística (p<0,005), deve-se considerar que asadolescentes ainda não têm idade para umaocupação remunerada, ou seja, dependem de outrospara viver. Em concordância com os resultadosobtidos tem-se, que entre as adolescentes, 61,9%nunca trabalharam, 21,4% trabalhavam quando ficougrávida e 16,7% não trabalhavam quandoengravidou(18).Ainda na Tabela 1, observa-se que 33 (66,0%)puérperas adolescentes e 84 (56,0%) adultaspossuem renda familiar de dois a quatro saláriosmínimos (p=0,002). Corroborando com esteresultado, pesquisadores descrevem que a rendafamiliar de 65,1% de puérperas adolescentes foi atétrês salários mínimos(18).A expectativa das puérperas adolescentes e dasadultas quanto ao tipo de parto e o parto realizadoestão apresentados na Tabela 2.
  4. 4. [153]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.Tabela 2. Distribuição das puérperas segundo expectativa quanto ao tipo de parto e o parto realizado.São José do Rio Preto, 2008.Expectativa departoParto realizadoAdolescentes* Adultas**P. Normal Cesárea P. Normal CesáreaN % N % N % N %Cesárea 2 10,5 17 56,7 4 18,2 74 59,2Normal 17 89,5 13 43,3 18 81,8 51 40,8TOTAL 19 100 30 100 22 100 125 100* N=49 adolescentes que responderam ** N=147 adultasDe acordo com a Tabela 2, destaca-se que asadolescentes tiveram uma concordância moderadaquanto ao parto que desejavam e o que realizaram,Coeficiente Kappa: 0,42 (IC95%: 0,17 a 0,66),observando que das que realizaram cesárea, 17(56,7%) adolescentes queriam este tipo de parto e13 (43,3%) desejavam realizar parto normal. Dasque realizaram parto normal, 17 (89,5%) desejavameste tipo de parto e duas (10,5%) desejavam realizarcesárea.Já entre as adultas essa concordância foi muitoleve a leve quanto ao parto que desejavam e ao querealizaram Coeficiente Kappa: 0,22 (IC95%: 0,05 a0,38), observando que entre as submetidas àcesárea, 74 (59,2%) desejavam este tipo de parto e51 (40,8%) desejavam realizar parto normal. Entreas que realizaram parto normal 18 (81,8%) queriameste tipo de parto e 4 (18,2%) desejavam realizarcesárea.A mulher sofre desde sua infância influenciassobre como acontece um parto, o que levará a criarum imaginário para vivenciar o nascimento do seufilho, as taxas entre o parto esperado e o realizadosão as mais diferentes. No Rio de Janeiro, em umamaternidade pública, 62,9% das mulheres que sesubmeteram à cesárea gostariam de ter vivenciado oparto normal, e 81,5% das que realizaram o partonormal realmente o desejava. Já na maternidadeconveniada constatou-se que 74,2% de mulheres quefizeram cesárea e 83,7% que realizaram partonormal não gostariam de realizar cesárea(14,16).Diante da expectativa de desenvolver o partonormal, estudiosos destacam que 74,7% dasmulheres gostariam deste tipo de parto, e destas66,0% tiveram essa expectativa satisfeita. Já entreas 25,3% mulheres que gostariam de resolver suagestação via cesárea, menos da metade, ou seja, em42,8% procedeu à cesárea. Este índice é tambémusado para aferir a qualidade da assistênciaobstétrica, pois o elevado número de cesárea podeser um resultado negativo desta assistência(6,14,16).Quanto à incidência de cesárea, em Campinas,interior de São Paulo, em um hospital de referência,a taxa de cesárea foi de 54,9%, sendo predominanteem puérperas adultas e entre as adolescentesdiminuiu para 36,2%(13). Na cidade de São José doRio Preto, 63,1% das adolescentes tiveram partonormal, resultado semelhante ao estado dePernambuco, que foi de 61,8% de adolescente comparto normal(18-19).Entre os fatores que influenciam o tipo de parto,destaca-se a assistência ao pré-natal, na Tabela 3,apresenta-se a assistência do pré-natal daspuérperas relacionando com o tipo de parto.
  5. 5. [154]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.Tabela 3. Distribuição das puérperas segundo a assistência pré-natal e o tipo de parto.São José Rio Preto, 2008.Pré-natalAdolescentes AdultasP. Normal Cesárea P. Normal CesáreaN % N % N % N %Número de consultas3 a 6 3 15,8 7 22,6 4 17,4 12 9,47 a 10 13 68,4 21 67,7 14 60,9 59 46,511 ou + 2 10,5 3 9,7 5 21,7 52 41,0Não lembra 1 5,3 -- -- -- -- 4 3,1IntercorrênciasNão 17 89,5 16 51,6 12 52,2 67 52,7Sim 2 10,5 15 48,4 11 47,8 60 47,3Ganho de peso na gestação (Kg)Até 10 9 47,4 13 41,9 8 34,8 46 36,211 a 15 7 36,8 10 32,3 12 52,2 48 37,8Mais de 15 3 15,8 8 25,8 3 13,0 33 26,0Financiamento*SUS 19 100 24 77,4 21 91,3 44 34,6Convênio/particular -- 7 22,6 2 8,7 83 65,4Total 19 100 31 100 23 100 127 100* Forma de pagamento do pré-natal e parto. SUS= Sistema Único de SaúdeChama a atenção na Tabela 3, que as 200(100,0%) mulheres foram assistidas no pré-natal, e onúmero de consultas variou de três a 14 consultas.Considerando-se o número de consulta e o tipo departo, identifica-se que a maioria das mulheres, 107(53,5%), realizou de sete a 10 consultas, sendo 13(68,4%) das adolescentes e 14 (60,9%) das adultasque tiveram parto normal, e ainda 21 (67,7%) e 59(46,5%) que realizaram cesárea respectivamente(p 0,001).Os resultados sobre a assistência pré-natal entreadolescentes são divergentes dependendo do local doestudo, o número das consultas entre 84,6% dasgestantes adolescente foi de seis a 12, um outro essamesma quantidade de consultas representou 45,1%e ainda um terceiro, encontrou 46,2% com cinco asete consultas, ressaltando que teoricamente asmulheres submetidas ao maior número de consultasno pré-natal estariam mais “protegidas dacesárea”(6,17-19).Comprova-se na Tabela 3, que 17 (89,5%) dasadolescentes e 12 (52,2%) das adultas nãoapresentaram intercorrências durante a gestação, evivenciaram o parto normal, isto mostra que nogrupo caso o parto normal teve menosintercorrências (p=0,017).Relacionando-se o tipo de parto com ofinanciamento, percebe-se que o Sistema Único deSaúde financiou o parto normal de 19 (100,0%) dasadolescentes e 21 (91,3%) das adultas. A cesárea desete (22,6%) mulheres do grupo caso e de 83(65,4%) das adultas foram autofinanciada, porconvênio ou particular, com comprovação estatísticade que as adultas adquiriram mais a cesárea(p=<0,001). Esse resultado vai de encontro à deoutros pesquisadores, que observaram o índice decesárea de 81,8% entre parto pago por convenio ouparticular(20).Quanto às características do recém-nascido (RN)de acordo com o tipo de parto, verifica-se que 13(68,4%) das adolescentes e 17 (73,9%) das adultascom parto normal apresentaram filho com peso aonascer superior a 2.500g. Ainda relacionando o partonormal com a idade gestacional, constata-se que sete(36,0%) das adolescentes e 13 (56,5%) das adultastiveram filho com 38 ou mais semanas, ou seja, RN atermo. Entre os recém-nascidos via cesárea, o pesosuperior a 2.500g foi de 20 (64,5%) dasadolescentes e 103 (81,1%) das adultas; com idadegestacional de 38 ou mais semanas de 21 (67,7%)das adolescentes contra 51 (40,2%) das adultas(p<0,001).Os recém-nascidos, com peso ao nascer entre2.500 a 3.500g, representou 80,3%, e ao compararcom a faixa etária materna, observaram que em47,3% das mulheres com idade de 15 a 19 anos e51,3% com 20 a 34 anos tiveram seus recém-nascidos com peso acima de 3.001g, em São José doRio Preto e em Minas Gerais(16-17).As características socioeconômicas daspuérperas, e o tipo de parto estão apresentados naTabela 4.
  6. 6. [155]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.Tabela 4. Distribuição das mulheres adolescentes e adultas segundo o tipo departo e as características socioeconômicas. São José Rio Preto, 2008.Características SocioeconômicasAdolescentes AdultasP. Normal Cesárea P. Normal CesáreaN % N % N % N %EscolaridadeAté 7 anos 3 15,8 8 25,8 4 17,4 12 9,48 a 10 anos 10 52,6 11 35,5 4 17,4 15 11,811 ou + 6 31,6 12 38,7 15 65,2 100 78,8Estado ConjugalCom Companheiro 13 68,4 24 77,4 21 91,3 114 89,8Sem Companheiro 6 31,6 7 22,6 2 8,7 13 10,2OcupaçãoNão remunerada 17 89,5 25 80,6 11 47,8 42 33,0Remunerada 2 10,5 6 19,4 12 52,2 85 67,0Renda FamiliarAté 1 SM* 5 26,3 5 16,1 3 13,0 5 3,92 a 4 SM 11 57,9 22 71,0 14 60,9 70 55,15 ou + SM 3 15,8 4 12,9 6 26,1 52 41,0Habitante na residênciaAté 3 6 31,6 8 25,8 6 26,1 56 44,14 3 15,8 9 29,0 8 34,8 36 28,45 ou + 10 52,6 14 45,2 9 39,1 35 27,5Total 19 100 31 100 23 100 127 100Na Tabela 4, observa-se que o parto normalocorreu em 10 (52,6%) das adolescentes comescolaridade de 8 a 10 anos e 15 (65,2%) dasadultas com escolaridade de 11 anos ou mais. Asmulheres com escolaridade maior ou igual há 11 anosque operaram de cesárea representa 12 (38,7%) dasadolescentes e 100 (78,8%) das adultas.A faixa etária das adultas corrobora para queestas tenham maior escolaridade, contrariando estaafirmação, estudiosos verificaram um baixo grau deescolaridade nas mulheres independente da faixaetária, com 59,7% que cursaram o ensinofundamental, e quanto maior o nível de escolaridademais elevado foi o índice de cesárea, representando1,5 vezes para quem estudou até o ensino médio e2,5 para as mulheres com nível superior(6,19).Durante a fase da gestação, na maioria dasvezes, o apoio do companheiro contribui para o bomdesenvolvimento da gravidez e do nascimento, entreas puérperas que realizaram o parto normal 13(68,4%) das adolescentes e 21 (91,3%) das adultaspossuíam companheiro, sendo que entre as que sesubmeteram a cesárea estavam 24 (77,4%) dasadolescentes e 114 (89,8%) das adultas.Relacionando-se o tipo de parto com a ocupaçãoremunerada observa-se que, as puérperas com partonormal representam 2 (10,5%) das adolescentes e12 (52,2%) das adultas (p=0,001). Das mulheresque vivenciaram a cesárea foi de seis (19,4%) dogrupo caso contra 85 (67,0%) das adultas(p<0,001), certificando que a incidência da cesáreafoi maior entre as mulheres com melhor condiçãofinanceira.A renda familiar de 2 a 4 salários mínimosrepresenta 11 (57,9%) das adolescentes e 14(60,9%) das adultas que realizaram parto normal, eentre as que sofreram a cirurgia de cesáreaencontra-se 22 (71,0%) das adolescentes e 70(55,1%) das adultas (p=0,002).Em relação ao número de habitantes naresidência, verifica-se que as residências com cincoou mais pessoas, representa 10 (52,6%) dasadolescentes e nove (39,1%) das adultas com oparto normal, e 14 (45,2%) das adolescentes comcesárea, já entre 56 (44,1%) das adultas comcesárea a coabitação era até três pessoas.O conhecimento do motivo da cesárea érevelador, pois muitas vezes o que foi definido noprontuário como sofrimento fetal, desproporçãocefalopélvica na verdade não passou de uma cesáreaprogramada.A Tabela 5 esta demonstrada o conhecimentoquanto ao motivo da cesárea das 158 mulheres quetiveram o nascimento do seu filho por esta via, sendo31 (62,0%) das adolescentes e 127 (63,5%) dasadultas.
  7. 7. [156]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.Tabela 5. Distribuição das 31 puérperas adolescentes e 127 adultas segundo o motivo da cesárea.São José do Rio Preto, 2008.Adolescentes AdultasN° % N° %Cesárea a pedido 13 41,9 55 43,3Hipertensão arterial 5 16,1 9 7,1Sem dilatação 4 12,9 10 7,9Sofrimento fetal 3 9,7 9 7,1Médico marcou 1 3,2 5 3,9Laqueadura -- -- 8 6,3Apresentação anômala -- -- 8 6,3Rompeu bolsa d’água -- -- 7 5,5HIV+ -- -- 3 2,4Não respondeu/ Não sabe 4 12,9 6 4,7Outros 1 3,2 7 5,5TOTAL 31 100 127 100Corroborando com a hipótese de que muitascesáreas ocorrem desnecessariamente, constata-sena Tabela 5, que o principal motivo da cesárea foi “apedido”, ou seja, a mulher solicitou o procedimento eeste foi realizado, representando 58 (43,0%)cesáreas, distribuídas entre 13 (41,9%) dasadolescentes e 55 (43,3%) das adultas. Em regiõesque não se tem o hábito de adquirir a cesárea, e oparto normal é considerado fisiológico, destaca-seque 19% das mulheres que solicitaram a cesárea,mas não a realizaram por não ser necessário(14).Os médicos justificam a cesárea “a pedido” dasseguintes maneiras: por ter cesárea anterior; devidoa ter acontecido problemas na gravidez; cesárea dóimenos; para realizar a laqueadura, visto que esta éproibida no momento do parto, segundo a lei federalnº9.263/96. Estes motivos elucidam o desejo damulher pela cesárea, medo de sofrer dores,possibilidade de haver complicaçõesmaterno/fetal(20).Semelhante a outros estudos, a hipertensãoarterial foi à segunda causa da cesárea, acometeu 5(16,1%) do grupo caso e 9 (7,1%) das adultas. Oresultado assemelhou-se a outro estudo que obteve ahipertensão arterial como o segundo motivo deindicação para a cesárea, em 21,69% dasmulheres(7).Tem-se visto que as indicações que são maisutilizadas para justificarem as cesáreas são: cesáreaanterior, seguida por sofrimento fetal, apresentaçãopélvica, cesárea a pedido(13,16).A distócia funcional, citada como “falta dedilatação” ocorreu em quatro (12,9%) dasadolescentes 10 (7,9%) das adultas, o quedemonstra um índice ainda pequeno quandocomparado a outro estudo que encontrou umaporcentagem de 25,37% deste motivo(5).O sofrimento fetal citado por 3 (9,7%) dasadolescentes e 9 (7,1%) das adultas que realizaremcesárea, somente 12 (7,5%) do total das cesáreas,na cidade de Maringá, no Estado do Paraná, estemotivo teve índice de 20,39% das mulheres(5).O fato de médico ter marcado cesárea acometeuum (3,2%) do grupo caso e cinco (3,9%) dasadultas, e em outro grupo de estudo de puérperasverificou-se que este mesmo motivo acometeu18,3% das mulheres(15). Constou-se que a cesárea“desnecessária” acometeu 46,8% das mulheres, poissubmeteram-se a este procedimento por solicitação,cesárea “a pedido”, ou por que o “médico marcou”.As outras indicações que acometeram o grupocontrole, ou seja, das adultas foram: 8 (6,3%) dasadultas por laqueadura, oito (6,3%) devidoapresentação anômala, 7 (5,5%) mulheres porapresentarem rompimento da bolsa d’água e três(2,4%) por ser HIV positivo.CONCLUSÃOA expectativa, de 43,3% das adolescentes e de40,8% das adultas, era de realizar o parto normal,destas 10,5% de adolescente submeteram-se àcesárea e 18,2% entre as adultas. Ressaltando queesta expectativa quanto ao tipo de parto sofreinfluencia durante a gestação, tanto de familiarescomo dos profissionais de saúde que as atende nopré-natal.O motivo da cesárea identificado na maioria doscasos foi a “cesárea a pedido”, entre 41,9% dascesáreas de adolescentes e 43,3% das adultas.Demonstrando mais uma vez o alto índice de cesáreadesnecessária na cidade, pois a maioria da cesáreafoi “a pedido da mulher”, que visualizam esteprocedimento cirúrgico como “um bem de consumo”que pode ser adquirido. Neste estudo não foi possívelcomprovar que a adolescência aumenta anecessidade de submeter à mulher a cesárea. Nesteestudo não foi possível comprovar que a adolescênciaaumenta a necessidade de submeter à mulher acesárea.Corroborando com a política de saúde dogoverno, no Programa de Humanização do Pré-natal
  8. 8. [157]Bruzadeli DS, Tavares BB. Expectativa quanto ao parto e conhecimento do motivo da cesárea: entre puérperas adolescentes e adultasRev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):150-7. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n1/v12n1a18.htm.e Nascimento é essencial uma constante educaçãodurante o pré-natal, enfatizando as vantagens doparto normal, pelos profissionais de saúde,principalmente o enfermeiro no seu papel deeducador, tem que estar atento a esta assistência.REFERÊNCIAS1. DATASUS [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde(BR). Indicadores de cobertura [cited 2010 mar 31].Available from:http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2008/f08.def2. Secretaria Executiva, Ministério da Saúde.Cadernos de Informações de Saúde. Informaçõesgerais – município: São José do Rio Preto [Internet].Brasília (Brasil): Ministério da Saúde; 2009 [cited2010 mar 31]. Available from:http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/cadernos/SP/SP_Sao_Jose_do_Rio_Preto_Geral.xls3. World Health Organization. Appropriate technologyfor birth. Lancet. 1985;24(2):436-7.4. Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica deSaúde da Mulher, Ministério da Saúde. Parto, abortoe puerpério: assistência humanizada à mulher.Ministério da Saúde, Brasília (Brasil): Ministério daSaúde; 2001. 199p.5. Campana HCR, Pelloso, SM. Levantamento dospartos cesárea realizados em um hospitaluniversitário. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2007 [cited2010 mar 15];9(1):51-63. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n1/v9n1a04.htm.6. Oliveira SMJV, Riesco MLG, Miya CFR, Vidotto P.Tipo de parto: expectativas das mulheres. Rev LatAm Enfermagem. 2002;10(5):667-74.7. Barbosa GP, Giffin K, Tuesta AA, Gama AS, ChorD, Dorsi E, et. al. Parto cesáreo: quem o deseja? Emquais circunstâncias?. Cad Saude Publica.2003;19(6):1611-20.8. Sakae TM, Freitas PF, D`Orsi E. Fatores associadosa taxas de cesárea em hospital universitário. RevSaude Publica. 2009;43(3):472-80.9. Bonfante TM, Silveira GC, Sakae TM, SommacalLF, Fedrizzi EM. Fatores associados á preferência pelaoperação cesariana entre puérperas de instituiçãopública e privada. Arquivos Catarienses de Medicina.2009;38(1):26-32.10. Department of Reproductive Health an Research.Techinical Cooperation with Coutries. World HealthOrganization. Rising Caesarean deliveries in latinAmerica: how best to monitor rates and risks.[Internet]. 2009 [cited 2010 mar 15].Washington:WHO. Available from:http://search.bvsalud.org/regional/index.php. inglês.11. Tavares BB. Enfermeiras obstétricas atuantes emhospital do Departamento Regional de Saúde DRS-XV- São José do Rio Preto/SP [thesis]. São José doRio Preto: Faculdade de Medicina de São José do RioPreto/FAMERP; 2007. 128p.12. Dias MAB, Domingues RMSM, Pereira APE,Fonseca SC, Gama SGN, Theme Filha MM et al.Trajetória das mulheres na definição pelo partocesáreo: estudo de caso em duas unidades dosistema de saúde suplementar do estado do Rio deJaneiro. Cien Saude Colet [Internet]. 2008 [cited2010 mar 15];13(5):1521-34. Available from:http://www.scielosp.org/pdf/csc/v13n5/17.pdf13. Maia VOA, Maia ACA, Queiroga FL, Maia FilhoVOA, Araújo AB de, Lippo LAM, et al. Via de parto degestações em sucessivas em adolescentes: estudo de714 casos. Rev Bras Ginecol Obstet.2004;26(9):703-7.14. Chemello CS, Tanaka ACA, Buzzetti CM, LorenziDRS. Estudo da incidência de gravidez entreadolescentes no município de São Macos RS. Rev.Cient. AMECS. 2001; 10(1):33-8.15. Tavares BB, Ferrari DC, Soler ZASG.Caracterização da gestação e do parto dasadolescentes de São José do Rio Preto em 2003. ArqCiênc Saúde. 2006;13(1):12-17.16. Tavares BB. Expectativa de primíparas de SãoJosé do Rio Preto quanto ao tipo de parto e oconhecimento da indicação de cesárea [dissertation].São Paulo: Escola de Enfermagem/USP; 2000. 101 p.17. Zaganelli FL. Aspectos do perfil social da gestaçãoe do parto da adolescente e da mulher adulta e suasrepercussões sobre o recém-nascido [dissertation].Belo Horizonte: Faculdade de Medicina/UFMG; 2006.126 p.18. Faria DGS, Zanetta DMT. Perfil de mãesadolescentes de São José do Rio Preto/Brasil ecuidados na assistência pré-natal. Arq Ciênc Saúde.2008;15(1):17-23.19. Carnel EF, Zanolli ML, Morcillo AM. Fatores derisco para indicação do parto cesáreo em Campinas(SP). Rev Bras Ginecol Obstet. 2007;29(1):34-40.20. Yazlle MEHD, Rocha JSY, Mendes MC, Patta MC,Marcolin AC, Azevedo EG de. Incidências de cesáreassegundo fonte de financiamento de assistência noparto. Rev Saude Publica. 2001;35(2):202-06.Artigo recebido em 03.12.08.Aprovado para publicação em 30.10.09.Artigo publicado em 31.03.10.

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