19/03/20121Diabetes: conceitos,epidemiologia e cuidadonos serviços de saúdeMicheline Marie M. A. MeinersProfa. AssistenteD...
19/03/20122Sintomas da DIABETES:- Poliúria: aumento do volume urinário;- Desidratação celular;- Polidpsia: muita sede;- Po...
19/03/20123Critérios DiagnósticosDM2 Estágios intermediáriosGlicemia de jejum alteradaTolerância à glicose ↓●DM1 Início ab...
19/03/20124Tipo 1• Destruição das células β produtoras de insulina,levando a uma deficiencia absoluta de insulina.Provavel...
19/03/20125Outros tipos específicos ouassociados• Defeitos genéticos funcionais nas céls. β;• Defeitos genéticos na ação d...
19/03/20126Tipos DM“Diabetes ‘pior’ é aquela sem tratamento ou queestá estabelecida em uma pessoa que não estáadequadament...
19/03/20127Epidemiologia:- DCNT no mundo- Transição Demográfica- Transição Epidemiológica- Transição Nutricional e Hábitos...
19/03/20128Situação das Doenças Crônicas Não TransmissíveisDCNT – Mortalidade (OMS, 2005)Doenças Cardio Vasculares-IAM e A...
19/03/20129Prevalência das DC no ciclo de vidaDC auto-referida: PNAD 1998, 2003 e 2008329 91330536981309 9112547647831,39,...
19/03/201210FONTE: IBGE (2004)A transição demográfica no Brasil9% da população idosa BRASIL2005 a 203015% da população ido...
19/03/201211* Até 1970, os dados referem-se apenasàs capitaisFonte Barbosa da Silva e cols. In: Rouquairol & Almeida Filho...
19/03/201212DCNT no BrasilTendência de mortalidade, Brasil 1996-2007Fonte: Schmidt MI, Duncan BB, Silva GA, Menezes AM, Mo...
19/03/20121332.000 33.000 34.000 35.000 36.000 37.000 38.000 39.000 40.00020032004200520062007amputações 34.878 38.009 37....
19/03/201214Três fatores de risco – dietanãosauddietanãosauddietanãosauddietanãosaudável,tabagismo, e sedentarismovel,taba...
19/03/201215Prevalência de déficit de altura,excesso de peso e obesidadena população com 5 a 9 anos deidade, por sexo. Bra...
19/03/201216Evolução da prevalência de adultos com excesso depeso e obesidade, Brasil - períodos 1974-1975, 1989 e2008-200...
19/03/201217BRASIL – 31.164.123 portadores de HIPERTENSÃO ARTERIALQuantos ainda não têm diagnóstico?
19/03/201218BRASIL – 8.303.151 portadores de DIABETES MELLITUSQuantos ainda não têm diagnóstico?DM → Problema de Saúde Púb...
19/03/201219A situação das DCNT e os SSO QUE SÃO SISTEMAS DEATENÇÃO À SAÚDE??Os Sistemas de Atenção à Saúde são respostass...
19/03/201220Negligência com a pressãoalta e os hábitos de beber efumar de Roberto (S. Paulo,Brasil) ocasionaram 3infartos,...
19/03/201221Diferenças entre CondiçõesAgudas e Crônicas (Lorig 2000)AGUDA CRÔNICAInício Rápido GradualCausa Usualmente uma...
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19/03/201223As evidências sobre o MCC• Efeito sinérgico positivo quando os diferentescomponentes do modelo são combinados•...
19/03/201224FLUXOCuidado aoDiabéticoCuidado Integral da pessoa com DM : Intervenção múltiplasComo organizar em Rede?Ações ...
19/03/201225Parâmetros Assistenciais – DIABETESSaúde do Adulto – Atenção EspecializadaDIABETES MELLITUSPopulação Alvo,Meta...
19/03/201226Desenho da Linha de Cuidado em DM naPerspectiva da RASCuidadoEnfermagemCuidadoMédicoOrientaçãoNutricionalSaúde...
19/03/201227Apoio às Decisões Clínicas: Linhas – GuiasAssistência Farmacêutica3-Aqui tem Farmácia Popular: medicamentos pa...
19/03/201228Lei Federal nº. 11.347 de 27/09/2006Dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiaisnecessário...
19/03/201229Diabetes,Educação emSaúde,AtividadesFIsicasOrientadas
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Dm conceitos, epidemiologia e cuidado nos serviços de saúde

  1. 1. 19/03/20121Diabetes: conceitos,epidemiologia e cuidadonos serviços de saúdeMicheline Marie M. A. MeinersProfa. AssistenteDIABETES MELLITUSDEFINIÇÃO:É um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos crônicos edegenerativos caracterizado por hiperglicemia crônica comalterações do metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras,resultante de defeitos na secreção ou ação (resistência periféricanos tecidos alvo) da insulina ou ambas. (SBD, Diabetes na prática clínica, 2011)A insulina é produzida pelas células β das ilhotas deLangerhans no pâncreas.Quando não tratada pode levar a comprometimentosna qualidade de vida, produtividade e sobrevida,disfunção e insuficiência de vários órgãos.
  2. 2. 19/03/20122Sintomas da DIABETES:- Poliúria: aumento do volume urinário;- Desidratação celular;- Polidpsia: muita sede;- Polifagia: fome excessiva;- Fadiga- Ganho ou perda de peso acentuado;-Sensação de peso nas pernas;-Vista borrada;- Feridas que não cicatrizam.Valores Glicemia apósjejum de 8hsGlicemiaaleatóriaTeste Tolerância aGlicose Oral (2 hsapós 75g)- TTGOA1CNormal ≤ 99 mg/dl> 200 mg/dl aqualquer momentoCom apresentaçãode sintomas dehiperglicemia≤ 139 mg/dl ≤ 5,6%Pré-diabetes*100-125 mg/dl 140-199 mg/dl 5,7–6,4%Diabetes ≥ 126 mg/dl ≥ 200 mg/dl ≥ 6,5%DiabetesGestacionalFonte: ADA. Standards of Medical Care in Diabetes. Diabetes Care, 2010, 33(Supp 1):11-61.Critérios Diagnósticos de Diabetes* Pessoas com risco aumentado de ter diabetes.
  3. 3. 19/03/20123Critérios DiagnósticosDM2 Estágios intermediáriosGlicemia de jejum alteradaTolerância à glicose ↓●DM1 Início abruptoSintomas característicosSociedade Brasileira de Diabetes: DiretrizesSBD 2007: Tratamentoe acompanhamento doDiabetesMellitus. 2007.Tipos DM• Devem ser classificados de acordo com aorigem da disfunção ou suas causas;• Classificação:– Tipo 1;– Tipo 2;– Outros tipos específicos por outras causas;– Diabetes gestacional.Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso: diagnósticoe classificação dodiabetesmellituse tratamento dodiabetesmellitusTipo2. 2007..
  4. 4. 19/03/20124Tipo 1• Destruição das células β produtoras de insulina,levando a uma deficiencia absoluta de insulina.Provavelmente resultante de uma respostaautoimune do organismo• Incidência principalmente na infância e naadolescência, podendo acometer adultos;~5% [casos de DM]0,1 – 0,4% [pop. total]Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso: diagnósticoe classificação dodiabetesmellituse tratamento dodiabetesmellitusTipo2. 2007..Tipo 2• Hoje grande parte das pessoas com DM2 estáassociada à obesidade e sedentarismo (aumentoda resistência à insulina). Também estáassociada a redução na secreção de insulina;• Fatores predisponentes: Histórico familiar, estilode vida, DM gestacional prévio, dentre outros.• Pode-se dizer que a DM2 é prevenível ou podeser postergada com mudanças de estilo de vida.• Corresponde ~ 95% dos casos de diabetes.Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso: diagnósticoe classificação dodiabetesmellituse tratamento dodiabetesmellitusTipo2. 2007..
  5. 5. 19/03/20125Outros tipos específicos ouassociados• Defeitos genéticos funcionais nas céls. β;• Defeitos genéticos na ação da insulina;• Doenças no pâncreas exócrino;• Induzidos por fármacos ou ag. químicos;• Infecções.Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso: diagnósticoe classificação dodiabetesmellituse tratamento dodiabetesmellitusTipo2. 2007..2% [casos DM]Diabetes gestacional• Redução da tolerância à glicosediagnosticada pela primeira vez nagestação podendo ou não persistir após oparto;• ↑ resistência insulínica.Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso: diagnósticoe classificação dodiabetesmellituse tratamento dodiabetesmellitusTipo2. 2007.2 – 5% [gestantes]
  6. 6. 19/03/20126Tipos DM“Diabetes ‘pior’ é aquela sem tratamento ou queestá estabelecida em uma pessoa que não estáadequadamente informada, preparada e conscientizadapara se cuidar.”DULLIUS, Diabetes Mellitus: saúde, educação, atividades físicas. 2007.Tipo pior?Tipo mais brando?Tipo mais difícil?Complicações crônicasMicroangiopatia Macroangiopatia NeuropatiaRetinopatia Coronária (IAM) Polineuropatiasimétrica distalNefropatia Cerebral (AVC) Focal ou PeriféricaPeriférica AutonômicaPé diabético• Duração do diabetes• Grau de controle metabólico• Susceptibilidade genéticaDeterminantes: TabagismoEtilismoHipertensão Arterial
  7. 7. 19/03/20127Epidemiologia:- DCNT no mundo- Transição Demográfica- Transição Epidemiológica- Transição Nutricional e Hábitos de VidaD. coronarianaD. cerebrovascularD. vascular periféricaDoença Renal CrônicaDPOC /enfisemaDiabetes MelitusCânceresHISTÓRIA NATURAL DAS (principais) DCNTFatores de riscointermediintermediintermediintermediáriosriosriosriosHipertensãoDislipidemiaObesidade /sobrepesoIntolerância àGlicoseFatores de riscoModificáveis:TabagismoAlimentaçãoinadequadaÁlcoolInatividade físicaFatores de risconão modificáveis:sexoidadeherança genéticaDeterminantesmacroDeterminantesmacroDeterminantesmacroDeterminantesmacro----econômicasesociais:econômicasesociais:econômicasesociais:econômicasesociais:Condições sócio-econômicas,culturais e ambientaisDesfechosDesfechosDesfechosDesfechos
  8. 8. 19/03/20128Situação das Doenças Crônicas Não TransmissíveisDCNT – Mortalidade (OMS, 2005)Doenças Cardio Vasculares-IAM e AVC-30%Câncer-13%Doenças Crônicas Respiratórias-7%Diabetes-2%PROMOVER. PREVENIR. TRATAR.CUIDAR.80% das mortes por DCNTs ocorrem nos paísespobres e de média renda
  9. 9. 19/03/20129Prevalência das DC no ciclo de vidaDC auto-referida: PNAD 1998, 2003 e 2008329 91330536981309 9112547647831,39,1 9,71122,745,16579,10102030405060708090Total 0 a 4anos5 a 13anos14 a 19anos20 a 39anos40 a 49anos50 a 64anos65 anos e+199820032008Ciclo virtuoso:Investimentos em Saúde não só reduzem a carga de doenças como permite odesenvolvimento econômico pela força do trabalho e investimentos dopróprio setor, o que possibilita um maior investimento da Sociedade no setorpúblico de Saúde.Ciclo vicioso:sobre o desenvolvimentohumano, social e econômico;pessoas vulneráveis esocialmente desfavorecidos ficammais doentes e morrem maiscedo do que as pessoas de maiorrenda;reduz a produtividade econtribui para a pobreza;cria um ônus significativo nossistemas de saúde edificulta atingir as metas domilênio.
  10. 10. 19/03/201210FONTE: IBGE (2004)A transição demográfica no Brasil9% da população idosa BRASIL2005 a 203015% da população idosa20 MILHÕES MAIS DE 40 MILHÕES1980 1990 20002005 2010 2020 2030
  11. 11. 19/03/201211* Até 1970, os dados referem-se apenasàs capitaisFonte Barbosa da Silva e cols. In: Rouquairol & Almeida Filho: Epidemiologia & Saúde,2003 pp. 293.Mortalidade Proporcional(%) nas capitais:• D. Infecciosas eParasitárias:46% em 1930,5% em 2003D. cardiovasculares: 12%em 1930, 31% em 2003• Causas externas – 12%Transição epidemiológica no BrasilEvolução da mortalidade proporcional segundo principais causas,Brasil*, 1930 a 2004051015202530354045501930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2004Infecciosas e Parasitárias Neoplasias Aparelho CirculatórioAparelho Respiratório ExternasMaio, 2011http://www.thelancet.com/series/health-in-brazilThe three Lancet chronic disease series
  12. 12. 19/03/201212DCNT no BrasilTendência de mortalidade, Brasil 1996-2007Fonte: Schmidt MI, Duncan BB, Silva GA, Menezes AM, Monteiro CA, Barreto SM, Chor D, Menezes PR. Health in Brazil4. Chronic non-communicable diseases in Brazil:burden and currentchallenges.The Lancet2011;377.DCNT•72% dos óbitos em 2007•↓ 20% da mortalidade• ↓ 31% em DCV• ↓ 38% em DRC• ↑ 2% em DMDCNT no BrasilTaxa de internação hospitalar por doenças crônicasselecionadas, Brasil 2000-20090501001502002503003504004502000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Taxa deinternação/100.000habMasculinoFemininoTotal
  13. 13. 19/03/20121332.000 33.000 34.000 35.000 36.000 37.000 38.000 39.000 40.00020032004200520062007amputações 34.878 38.009 37.517 37.740 39.1892003 2004 2005 2006 2007Freqüência por ano competência, internações por amputações, segundoclassificação por procedimento SIH/SUS, Brasil, 2003 a 2007.Fonte: Fonte: Datasus/SIHProcedimentos (39001172;39003108;39003159;39003175;39004139 e 39046176)Doença Renal Crônica Terminal (APAC)Brasil, 2000 a 2006Fonte: Moura et al,2007
  14. 14. 19/03/201214Três fatores de risco – dietanãosauddietanãosauddietanãosauddietanãosaudável,tabagismo, e sedentarismovel,tabagismo, e sedentarismovel,tabagismo, e sedentarismovel,tabagismo, e sedentarismo-levama quatro DOENDOENDOENDOENÇASCRÔNICASASCRÔNICASASCRÔNICASASCRÔNICASprevalentes: doendoendoendoençacardiovascular,acardiovascular,acardiovascular,acardiovascular,Diabetestipo2,doenDiabetestipo2,doenDiabetestipo2,doenDiabetestipo2,doençapulmonarobstrutivacrônicae câncer.apulmonarobstrutivacrônicae câncer.apulmonarobstrutivacrônicae câncer.apulmonarobstrutivacrônicae câncer.Transição Nutricional e Hábitos de vida:desafios do estilo de vida do século 21ElasElasElasElasrepresentamrepresentamrepresentamrepresentam80% da cargade doençae80% da cargade doençae80% da cargade doençae80% da cargade doençaemortesno mundo!!!mortesno mundo!!!mortesno mundo!!!mortesno mundo!!!DCNT no BrasilPrevalência de fatores de risco para DCNT por região, VIGITEL 2006-201016,214,916,239,128,911,415,1 14,918,034,229,915,0051015202530354045Tabagismo InatividadefísicaÁlcool Carne comgorduraFLV regular Obesidade%20062010
  15. 15. 19/03/201215Prevalência de déficit de altura,excesso de peso e obesidadena população com 5 a 9 anos deidade, por sexo. Brasil -períodos 1974-1975, 1989 e2008-2009.Prevalência de déficit depeso, excesso de peso eobesidade na populaçãocom 10 a 19 anos de idade,por sexo. Brasil - períodos1974-1975, 1989 e 2002-2003 e 2008-2009.Sobrepeso e Obesidade Infância e Adolescência
  16. 16. 19/03/201216Evolução da prevalência de adultos com excesso depeso e obesidade, Brasil - períodos 1974-1975, 1989 e2008-2009.7,210,218,628,62,87,81,83,650,14812,416,9masculino feminino masculino feminino masculino femininoDéficit de peso Excesso de peso Obesidade1974-75 1989 2002-03 2008-9Uma bombarelógio para aspróximasgerações!!!!!!!!!!
  17. 17. 19/03/201217BRASIL – 31.164.123 portadores de HIPERTENSÃO ARTERIALQuantos ainda não têm diagnóstico?
  18. 18. 19/03/201218BRASIL – 8.303.151 portadores de DIABETES MELLITUSQuantos ainda não têm diagnóstico?DM → Problema de Saúde Pública
  19. 19. 19/03/201219A situação das DCNT e os SSO QUE SÃO SISTEMAS DEATENÇÃO À SAÚDE??Os Sistemas de Atenção à Saúde são respostassociais, organizadas deliberadamente, pararesponder às necessidades, demandas erepresentações das populações, em determinadasociedade e em certo tempo. Seus objetivos são:• Alcance de um nível ótimo de saúde, distribuído de forma equitativa;• Garantia de uma proteção adequada dos riscos para todos oscidadãos;• Acolhimento humanizado de todos os cidadãos ;• Garantia da provisão de serviços efetivos e de qualidade;• Garantia da prestação de serviços com eficiência.Fonte: MENDES (2011)
  20. 20. 19/03/201220Negligência com a pressãoalta e os hábitos de beber efumar de Roberto (S. Paulo,Brasil) ocasionaram 3infartos, tornando-odependente de sua famíliapara suas necessidadesmais básicashttp://www.who.int/features/galleries/chronic_diseases/roberto/01_en.htmlExemplo do problemaPolítica Pública e o Desafio das DoençasCrônicasAcesso universal, sobretudo aos mais pobres;Provisão de intervenções custo-efetivas com equidade;Disponibilidade e acesso a tecnologias e medicamentos;Ampliação da adesão ao tratamento;Sistema de Vigilância- essencial para quantificar e acompanhar(tendências) a magnitude das DCNTs e seus determinantes; fornecefundamento necessária para “advocacy” e planejamento;.Promoção da saúde ao longo do ciclo de vida e prevenção deriscos e apoio para mudanças sustentáveis de estilos de vida-componentes mais importantes para reduzir a carga das doenças e amortalidade prematura
  21. 21. 19/03/201221Diferenças entre CondiçõesAgudas e Crônicas (Lorig 2000)AGUDA CRÔNICAInício Rápido GradualCausa Usualmente umagenteMuitos fatores deriscoDuração Curta IndefinidaTratamento Cura frequente Cura raraPapel doProfissionalSelecionar econduzir a terapiaEnsinar, assessorarou fazer parceriaPapel do Paciente Seguir instruções Parceiro/ Gerente dacondição no dia-a-diaO que é responsável pela lacuna daqualidade/ efetividade nos SS?O sistema corrente éfragmentado e orientadoas doenças agudas e nãopara os usuários ouprofissionais• Não podemos praticar a clínica do século XIX no mundo doséculo XXI. É preciso mudar. (LIPMANN, 2000)• Entre 60% a 65% de pessoas com HA, dislipidemia e DM nãoestão controlados. (ROUMIE et al., 2006)• A crise da clínica está em transplantar a lógica do atendimento àscondições agudas para as condições crônicas. Isso não dá certo.(GRUMBACH & BODENHEIMER, 2004)
  22. 22. 19/03/201222Proposta do SUS: dos SistemasFragmentados para as RASFONTE: MENDES (2009)SISTEMA FRAGMENTADOE HIERARQUIZADOREDES POLIÁRQUICASDE ATENÇÃO À SAÚDEAPSACABSMCPSAEFarm.HospLab.InteraçõesProdutivasInteraçõesProdutivasEquipe de SaúdePreparada eProativaMelhoria dos ResultadosDesenho daLinha deCuidadoApoio aDecisõesClínicasSistema deInformaçõesClínicasApoio paraAutocuidadoRecursos &PolíticasCOMUNIDADEOrganização da Atenção àSaúdePacienteInformado e“Empoderado”SISTEMA DE SAÚDEWagner, 1998Modelo de Cuidado às Condições Crônicas
  23. 23. 19/03/201223As evidências sobre o MCC• Efeito sinérgico positivo quando os diferentescomponentes do modelo são combinados• Maior satisfação dos usuários• Maior satisfação das equipes profissionais• Melhores resultados clínicos• Quando aplicado como parte de um programa de gestãodo cuidado, melhora a qualidade da atenção• Muito efetivo na atenção a portadores de asma,depressão, diabetes e insuficiência cardíacaFONTES: McLISTER et al. (2001); WAGNER et al. (2001);BODDENHEIMER et al. (2002);GLASGOW et al. (2002);HARTWELL etal. (2002);MONTON et al. (2002);SCOTT et al. (2002); ENDICOTT et al.( 2003);GILMER & O`CONNOR (2003);ORGANIZAÇÃOMUNDIAL DA SAÚDE (2003); WELLIGHAM,( 2003);CHIN et al (2004);DANIEL et al. (2004);GROMEN et al (2004); GONSET etal. (2004);LI et al. (2004);LOUDON et al. (2004); LOZANO et al. (2004); WANG et al. (2004); BATTERSBY et al. (2005);BRAY etal. (2005);DWIGHT-JOHNSON et al. (2005);GOETZEL et al. (2005);HOMER et al. (2005); SIMINERIO et al. (2005);SINGH(2005);STOEBEL et al. (2005);SINGH (2005); OUWENS et al. (2005); BAUER et al. (2006); HUNG et al. (2006);LANDIS et al.(2006);PIATT et al. (2006);SINGH & HAM (2006)Continuidade do Cuidado no Ciclo de Vida e/ouGrupos populacionaisPopulação em RiscoSobrepeso/ObesidadeSedentarismoTabagismoAlcoolismoPopulação geralPortadoresde HA e DMPacientes comcomplicaçõesPacientes comSequelasPromoção da SaúdeAssistência - Diagnóstico e TratamentoCuidados paliativosPrevençãoA organização do sistema de saúde deve enfatizar o CUIDADO DAPESSOA COM DIABETES E NÃO O DIABETES
  24. 24. 19/03/201224FLUXOCuidado aoDiabéticoCuidado Integral da pessoa com DM : Intervenção múltiplasComo organizar em Rede?Ações daequipeConsultasLaboratóriosExames diagnósticose de acompanhamentoIntervençõesImunização, Orientação nutricionalExame preventivo do péServiço Psicologia, Suporte social,Assistência FarmacêuticaControle PA e glicemia capilar,Controle do tabagismo, etcEndocrinologia ,Cirurgia vascular, CardiologiaOftalmologia, etcReferênciaEspecializadaAtividades educativase de autocuidadoInsulinaterapia, Atividade física,Orientação dietética e alimentar,Manejo da medicaçãoMonitorização de glicemia capilaretcParâmetros Assistenciais - DIABETESSaúde do Adulto – Atenção BásicaDIABETESPopulação alvo, Metas e Ações Parâmetros ObservaçõesPopulação alvo População ≥ 18 anosPrevalência de Diabetes MellitusPopulação ≥ 18 anos, seguindo aprevalência atual do VIGITEL (2010,Brasil = 6,3%)Estados e Municípios: Para o cálculo da prevalência, usar o% de referência do seu estado, seguindo o Vigitel vigente.Meta (cobertura) 70% 70% dos auto-referidos no Vigitel vigente.Atendimento em UBS 80% 80% da meta (cobertura) precisa ser atendido em UBS.Consulta Médica 4/pac/anoConsulta Enfermagem 6/pac/ano o exame do pé deve fazer parte destas consultasAtiv. Educativa na Unidade 6/pac/anoLei nº 11.347 de 27 de setembro de 2006 – obriga aEducação em Saúde atrelado a disponibilizar insumos paraautomonitoramento – 15/grupo.Visita domiciliar ACS 12/pac/anoConsulta de Nutrição 4/pac/anoGlicemia capilar na unidade 12/pac/anorealizado durante consultas médicas, atividades deenfermagem ou reuniões educativas.ECG 1/pac/anoGlicemia em jejum 12/pac/anoHemoglobina glicosilada 4/pac/anoColesterol total 1/pac/anoHDL 1/pac/anoLDL 1/pac/anoTriglicerídeos 1/pac/anoCreatinina 1/pac/anoÁcido úrico 1/pac/anoEAS 1/pac/anoMicroalbuminuria 1/pac/anoMapeamento de retina 1/pac/anoCurativo c/ debrid. em pé diabético 0,01Xnº DM previstosCurativo simples 5 proc/paciente
  25. 25. 19/03/201225Parâmetros Assistenciais – DIABETESSaúde do Adulto – Atenção EspecializadaDIABETES MELLITUSPopulação Alvo,Meta e Ações Parâmetros ObservaçõesPopulação alvo População referendada pelas UBSMeta (cobertura) 30% 30% dos Diabéticos atendidos em UBSConsulta Médica Especializada 4/pac/ano endócrino e/ou cardioConsulta Enfermagem 6/pac/ano o exame do pé deve fazer parte dessas consultasECG 1/pac/anoHemoglobina glicosilada 2/pac/anoGlicemia capilar na unidade 12/pac/ anoGlicemia em jejum 4/pac/anoColesterol total 1/pac/anoHDL 1/pac/anoTriglicerídeos 1/pac/anoCreatinina 1/pac/anoÁcido úrico 1/pac/anoEAS 1/pac/anoMicroalbuminuria 1/pac/anoMapeamento da Retina 1/pac/anoCurativo c/ debrid. em pé diabético 0,01 x nº DM previstosCurativo simples 5 proc/pacienteConsulta de Nutrição 4/pac/anoAtendimento em psicologia 2/pac/anoClearance de creatinina 1/pac/anoProteinuria 24 anos 1/pac/anoMonitorização ambulatorial de PA 1/pac/anoRX PA e perfil 1/pac/anoAtiv. Educativa de assistência especializada 1/pac/anoTeste ergométrico 1/pac/anoAssistência domiciliar 1/pac/anoAtendimento ambulatorial c/observ. até 6 horas 1/pac/anoAtendimento em assistência social 4/pac/anoPrograma Estratégia Nacional para Educação em Saúde para o Autocuidado emDiabetes Mellitus
  26. 26. 19/03/201226Desenho da Linha de Cuidado em DM naPerspectiva da RASCuidadoEnfermagemCuidadoMédicoOrientaçãoNutricionalSaúdeBucalCuidadoDomiciliarSuportePsicológicoSeguimentoFarmacêuticoAtençãoOftamologicaAtenção emEndocrinologiaAtençãoCardiovascularExamesdiagnósticosAtençãoRenalAtençãoaos PésPrática deAtiv FísicasTransportesanitárioInteração naComunidadeAtençãoUrgências eEmergênciasUsuário e FamíliaAutocuidadoEstimativa de usuários / equipeMédia de cobertura / equipe = 4.000 pessoasCálculo da população ≥ 18 anos (+ ou – 70,5% dapop./equipe)Prevalência estimada de Hipertensão (HA) = 23,3% -VIGITEL/2010Prevalência estimada de DM = 6,3% - VIGITEL/2010Cada equipe de saúde da família deve cuidar de:•657 portadores de Hipertensão•178 portadores de DiabetesAtenção Primária em Saúde
  27. 27. 19/03/201227Apoio às Decisões Clínicas: Linhas – GuiasAssistência Farmacêutica3-Aqui tem Farmácia Popular: medicamentos para otratamento da hipertensão e diabetes e anticoncepcionaisDisponíveis em Farmácias e drogarias privadas cadastradas ao programa, com preçosaté 90% menores dos que são cobrados nos estabelecimentos privados não-cadastrados.2- A Farmácia Popular do Brasil é um programa do Governo Federal para ampliar oacesso da população aos medicamentos considerados essenciais.1-Unidade Básica de Saúde:Portaria nº4217, de 28 de dezembro de 2010Deve dispor do Elenco de Referência composto por medicamentos e insumos que se destinam a atenderaos agravos prevalentes e prioritários da atenção básica à saúde e constantes da RENAME vigente, alémdas Insulinas e Insumos para Diabetes.Saúde não tem Preço
  28. 28. 19/03/201228Lei Federal nº. 11.347 de 27/09/2006Dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiaisnecessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aosportadores de Diabetes inscritos em programas de educação paradiabéticos.Portaria GM nº. 2.583 de 10/10/2007Define elenco de medicamentos e insumos disponibilizados peloSistema Único de Saúde, nos termos da Lei nº. 11.347 de 2006, aosusuários portadores de Diabetes Mellitus.Portaria nº 4.217, de 28/12/2010Aprova as normas de financiamento e execução do ComponenteBásico da Assistência Farmacêutica.Política Nacional de Assistência Farmacêuticapara o DiabetesMEDICAMENTOS PADRONIZADOS:Elenco Básico de Medicamentos para HA e DM
  29. 29. 19/03/201229Diabetes,Educação emSaúde,AtividadesFIsicasOrientadas

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