Dengue acs no controle.

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Dengue acs no controle.

  1. 1. Disque Saúde0800.61.1997Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúdewww.saude.gov.br/svsEndereço eletrônico da Secretariade Vigilância em Saúde do Ministério da Saúdewww.saude.gov.br/bvsO Agente Comunitário deSaúde no controle da dengueBrasília/DFMinistério da Saúde
  2. 2. Brasília-DF2009O AgenteComunitáriode Saúdeno controleda dengueMinistério da SaúdeSecretaria de Vigilância em SaúdeSecretaria de Atenção à Saúde
  3. 3. ©2009 Ministério da Saúde.Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que nãoseja para venda ou qualquer fim comercial.A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica.A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde doMinistério da Saúde: http://www.saude.gov.br/bvsSérie F. Comunicação e Educação em SaúdeTiragem: 1ª edição – 2009 – 300.000 exemplaresElaboração, edição e distribuiçãoMINISTÉRIO DA SAÚDESecretaria de Vigilância em SaúdeDiretoria Técnica de GestãoSecretaria de Atenção à SaúdeDepartamento de Atenção BásicaProdução: Núcleo de Comunicação/SVSEndereço SVS/MSEsplanada dos Ministérios, Bloco GEdifício Sede, 1º andar, sala 134CEP: 70058-900, Brasília – DFE-mail: svs@saude.gov.brEndereço eletrônico: www.saude.gov.br/svsProdução editorialRevisão e adaptação do texto: Angela Pistelli, Eduardo Dias, Gessyanne Vale Paulino, Heloiza Machado de Souza,Thais Severino da Silva, Samantha Pereira França, Valéria Padrão e Vanessa Borges.Supervisão técnica: Fabiano Geraldo PimentaProjeto gráfico: Eduardo Dias, Fabiano Camilo, Sabrina LopesDiagramação: Sabrina LopesIlustrações: Eduardo DiasFotos: Arquivo SVS (p. 7) e Eduardo Dias (p. 20-21)Impresso no Brasil / Printed in BrazilFicha CatalográficaBrasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.O agente comunitário de saúde no controle da dengue / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.36 p. : il. color. – (Série F. Comunicação e Educação em Saúde)1. Dengue. 2. Agente comunitário de saúde (ACS). 3. Auxiliares de saúde comunitária. I. Título. II. Série.CDU 616.98:578.833.2Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2009/0500Títulos para indexaçãoEm inglês: The community health agent in dengue control Em espanhol: El agente comunitario de salud en el control del dengueEndereço SAS/MSEsplanada dos Ministérios, Bloco G,6º andar, sala 655CEP: 70058-900, Brasília – DFTel.: (61) 3315-2497 Fax: (61) 3226-4340Endereço eletrônico: www.saude.gov.br/dab
  4. 4. SumárioApresentação 5O que é a dengue? 7A dengue no Brasil 8Como se transmite? 10Ciclo de transmissão da dengue 12Dengue – quando suspeitar 16Como é o tratamento 19Dengue – É preciso prevenir! 20Medidas para prevenção da dengue 22Por que os casos dedengue aumentam no verão? 26Trabalhando em equipeno controle da dengue 27Competências do Agentede Controle de Endemias e doAgente Comunitário de Saúde 29
  5. 5. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueApresentaçãoCaros Agentes Comunitários de Saúde,A atuação de vocês tem contribuído de forma significativa paraa melhoria da saúde da nossa população.O estar com a população, esta proximidade compartilhada, per-mite construir vínculos que resultam na confiança mútua, na trocade cuidados.E cuidar do outro não é apenas verificar e acompanhar seu esta-do de saúde, vai muito além. É repartir conhecimento, ensinar au-tocuidado, ver nascer e crescer a consciência da cidadania – o saberdos direitos e responsabilidades para consigo, para com o outro epara com a comunidade.Conhecer, aprender e ensinar são essenciais para a prevenção epromoção da saúde. Vocês, Agentes Comunitários, são elos funda-mentais para democratizar a informação, para torná-la acessível acada um dos brasileiros cuidados todos os dias do ano.Preparamos esta Cartilha contendo orientações sobre cuidadospara evitar a dengue, que podem ser incorporados ao seu dia-a-dia de trabalho e repassados para a comunidade onde você atua.Sabemos que as mudanças, as transformações surgem aos poucose que a participação de vocês neste processo é essencial.
  6. 6. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSAlém deste material, o Ministério da Saúde publicou, em 2009,as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemiasde Dengue, que auxiliará estados e municípios na organizaçãode suas atividades de prevenção e controle, em período de baixatransmissão ou em situação epidêmica.Somente com ações cotidianas, desenvolvidas pelas EquipesSaúde da Família, integradas com as atividades dos profissionaisda vigilância em saúde, poderemos ter êxito neste desafio, que éde todos nós, trabalhadores do Sistema Único de Saúde. Somaresforços é o único caminho para controlar este mal.Assim, nosso apelo é para que vocês compartilhem as informa-ções desta Cartilha, sobre as formas de evitar a doença, com suacomunidade e criem parcerias com instituições – associações demoradores, igrejas, escolas, associações de comerciantes, serviçosde limpeza urbana e outros que possam ajudar a modificar paramelhor o espaço onde vivem e trabalham.Agradecemos o esforço e a colaboração de cada um de vocês.Gerson PennaSecretário de Vigilância em Saúde
  7. 7. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueO que é a dengue?A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus chamadoflavivirus, e transmitida ao homem principalmente pelo mosquitoAedes aegypti.A dengue está presente em mais de cem países do mundo, lo-calizados no Sudeste Asiático, na África e nas Américas. A doençaatinge toda a América Latina, menos o Chile.O Aedes aegypti é menorque um pernilongo/muri-çoca comum. A foto mos-tra o mosquito aumenta-do em mais de dez vezes.Os primeiros registros de dengue no mundo foram feitos nofim do século 18, na ilha de Java, no Sudoeste Asiático, e naFiladélfia, Estados Unidos. Somente no século passado (sécu-lo 20), a dengue foi reconhecida como doença pela Organiza-ção Mundial da Saúde. A cada ano, são registrados entre 50milhões e 80 milhões de casos de dengue em todo mundo.
  8. 8. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSRegiãoEstadosInfestados (1.752)200 0 200400 Km19952008RegiãoEstadosInfestados (4.006)A dengue no BrasilA dengue é uma doença endêmica no Brasil. O crescimento desor-denado das cidades, deficiências no abastecimento regular de águae na coleta e no destino adequado do lixo, aumentam em muitoos criadouros do mosquito da dengue. Além disso, a facilidade damovimentação das pessoas entre cidades de diferentes estados donosso País, facilitam a circulação do vírus da dengue. Por esses mo-tivos, o número de municípios infestados pelo Aedes aegyti aumen-tou no Brasil, conforme demonstram os mapas abaixo.Municípios infestados por Aedes aegypti, Brasil – 1995-2008
  9. 9. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueA participação das pes-soas para eliminar oscriadouros do mosquito éfundamental para prevenire controlar a dengue.Promover esta mobilizaçãoé parte importante do tra-balho do Agente Comuni-tário de Saúde (ACS) juntoà população.
  10. 10. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSComo se transmite?Saiba mais sobre o mosquito Aedes aegyptiO mosquito transmissor da dengue é o Aedes aegypti. Ele é origi-nário da África e também é responsável pela dengue hemorrágica(febre hemorrágica).Seu ciclo apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto, ilus-tradas abaixo, em tamanho ampliado.ovo pupalarvaadultoO Aedes aegpyti é escuro e rajadode branco nas patas e no corpo10
  11. 11. A fêmea do Aedes aegyptipode voar até três quilôme-tros em busca de locais paradepositar seus ovos.11
  12. 12. Secretaria de Vigilância em Saúde/MS12 Ciclo de transmissão da dengueO ciclo se inicia quando a fêmea do Aedes aegypti pica umapessoa com dengue. O tempo necessário para o vírus se repro-duzir no organismo do mosquito é de 8 a 12 dias. Após isso, elecomeça a transmitir o vírus causador da doença.Esse mesmo mosquito, ao picar um ser humano sadio, transmi-te o vírus para o sangue dessa pessoa. Dentro de um tempo, quevaria de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar. A partirdaí o ciclo pode voltar a se repetir, caso essa segundapessoa seja picada por outro Aedes aegypti.
  13. 13. Uma pessoa doente não transmite dengue paraoutra sadia, seja por contato direto, alimentos,água ou quaisquer objetos.Vale a pena lembrar que a dengue só é transmitida pela fêmeainfectada do Aedes aegypti.O vírus que causa a dengue possui quatro variações, classifica-das como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A pessoa infectadaadquiriu um destes tipos. Se essa pessoa contrair a doença outrasvezes e por outros tipos do vírus, aumentam as chances de desen-volver a dengue hemorrágica ou a dengue com complicações.13O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengue
  14. 14. Depois de adulto, o mosquito Aedes aegypti vive,em média, de 30 a 35 dias.A fêmea do Aedes aegypti põe ovos de 4 a 6vezes durante sua vida. Ela pode colocar mais de100 ovos de cada vez, em locais preferencialmen-te com água limpa e parada.O Aedes aegypti costuma picar as pessoas du-rante o dia.Quem contamina o ser humano é a fêmea domosquito, enquanto o macho apenas se ali-menta de seiva de plantas. A fêmea precisade uma substância do sangue (a albumina)para completar o processo de amadurecimen-to de seus ovos.14Secretaria de Vigilância em Saúde/MS
  15. 15. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueIMPORTANTEOs ovos do Aedes aegypti podem sobrevi-ver até 450 dias (aproximadamente 1 anoe 2 meses), mesmo que o local onde ele foidepositado fique seco. Se este local receberágua novamente, o ovo volta a ficar ativo,podendo se transformar em pupa e depoisem larva, e, a partir daí, atingir a fase adul-ta de 2 a 3 dias. Essa alta resistência dosovos é um dos fatores que dificultam a er-radicação desse mosquito.15Pratos de plantas podemvirar criadouros, por isso éimportante preenchê-loscom areia.Alerte os moradoresque a areia não interfereno crescimento edesenvolvimento dasplantas e flores.
  16. 16. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSFraquezaDor de cabeça, dor nofundo dos olhos e nas juntasNáusea, vômitos Manchas vermelhas na pele16Dengue – quando suspeitarO primeiro sintoma da dengue é febre alta: de 39°C a 40°C. A den-gue pode se apresentar de duas formas:Dengue clássicaOs primeiros sinais de dengue podem surgir de 3 a 15 dias após apicada do mosquito. A doença dura em média de 5 a 7 dias e, alémda febre, apresenta os seguintes sintomas:
  17. 17. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueDengue hemorrágicaOs sintomas são iguais aos da Dengue clássica e pode existir ainda:• sangramento de gengivas e narinas;• fezes escuras, o que pode indicar a presença de sangue;• manchas vermelhas ou roxas na pele;• dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;• vômitos e tonteira;• diminuição da urina;• dificuldade para respirar.Se alguém da sua comunidade apresen-tar dois ou mais sintomas de dengue,alerte-o de que deve ir à Unidade Bá-sica de Saúde (UBS). Comunique à suaequipe, pois, se a pessoa não compare-cer, deve ser realizada a busca ativa.IMPORTANTE17
  18. 18. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSÉ importante que você, ACS, encaminheos casos suspeitos para avaliação imediataDurante o atendimento, é feito o levantamento da história epide-miológica do paciente, isto é, pergunta-se onde reside, se já esteveem local onde existe ou já aconteceram casos da doença, se já tevedengue e quantas vezes.Depois, são observados os sinais e sintomas da doença – vejapáginas 16 e 17.18Em situações de epidemia não é necessário fazer a con-firmação sorológica em todos os doentes. O mais im-portante, nessa situação, são os exames de plaquetas ehematócritos, pois estes irão auxiliar e agilizar os cuida-dos para com o doente.IMPORTANTETodas as pessoas com suspeita dedengue devem beber muita água,mesmo na espera para ser atendida.
  19. 19. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueComo é o tratamentoAinda não existe vacina para a dengueNormalmente a doença dura de 5 a 7 dias.Quem está com dengue deve ficar em re-pouso e beber muita água.Não há um tratamento específico paraa doença. As medicações utilizadas sãoanalgésicos (remédios para aliviar a dor)e antitérmicos (para diminuir a febre).No entanto, nunca se deve tomar me-dicamentos sem orientação médica.É importante que uma pessoa com den-gue, que apresente dores muito fortes na barri-ga e/ou vômitos persistentes, mal-estar com transpi-ração abundante, fraqueza muscular, sonolência e/ou irritabilidade,dificuldade para respirar, hemorragias (sangue nas fezes ou nos vô-mitos), diminuição na quantidade de urina e queda de temperatura,deve ser encaminhada imediatamente para uma unidade de saúde.19ATENÇÃOA pessoa doente NÃO pode tomar remédios àbase de ácido acetil salicílico, pois esta substânciaaumenta o risco de hemorragia.
  20. 20. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSO controle da dengue exige um esforço detodos os profissionais de saúde, gestores epopulação.Não se combate a dengue sem parcerias.É preciso envolver outros setores da adminis-tração do município, como limpeza urbana,saneamento, educação, turismo, meio am-biente, entre outros.É importante lembrar que, para se repro-duzir, o mosquito Aedes aegypti se utilizade todo tipo de recipientes que as pessoascostumam usar nas atividades do dia-a-dia:garrafas e embalagens descartáveis, latas,pneus, plásticos, entre outros. Estes reci-pientes são normalmente encontrados a céuaberto, nos quintais das casas, em terrenosbaldios e mesmo em lixões.É preciso que as ações para o controle dadengue garantam a participação efetiva decada morador na eliminação de criadouros jáexistentes ou de possíveis locais para repro-dução do mosquito.Dengue – É preciso prevenir!Importância da participação ativade todos os setores da sociedade20
  21. 21. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueLevantamento Rápido de Índicesde Infestação do Aedes aegypti (LIRAa)Uma das atividades para prevenção da dengue é o LevantamentoRápido de Índices de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa).Esse levantamento é amostral, ou seja, não há necessidade detodas as casas serem visitadas. O resultado deste são índices de in-festação predial e são divididos da seguinte forma:• inferiores a 1%: estão em condições satisfatórias;• de 1% a 3,9%: estão em situação de alerta;• superior a 4%: há risco de surto de dengue.Após esse levantamento é possível saber onde os mosquitos es-tão se desenvolvendo mais: se em locais de abastecimento de água,se em depósitos domiciliares, lixo, etc. A coordenação das equipesde saúde deve ter acesso aos resultados do LIRAa, para que possaorganizar a rotina das visitas domiciliares de seus agentes, progra-mar multirões de limpeza urbanae promover ações de prevenção ecombate à dengue.As amostras para análise e refe-renciamento do LIRAa geralmen-te são coletadas pelos Agentes deCon­trole de Endemias, parceiros im-portantes no combate da doença.A ACS Eni Maria da Silvaorienta sobre os cuidados básicospara a prevenção da dengue21
  22. 22. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSMedidas para prevenção da dengueCuidados fora de casa• Limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, lembrar aosmoradores de que a água deve ser sempre tratada.• Manter recipientes/locais de armazenamento de água, comocaixas d’água, poços, latões e tambores, bem fechados.• Guardar garrafas vazias de boca para baixo.• Eliminar a água acumulada em plantas, como bambus, bananeiras,bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras.22
  23. 23. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengue• Entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública,ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locaisprotegidos da água da chuva.• Verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto quepossa acumular água nos terrenos baldios.• Identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas eterrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existemcriadouros do Aedes aegypti.Cuidados dentro de casa• Evite, sempre que possível, o uso de pratos nos va-sos de plantas. Caso opte por sua utilização, nãodeixe acumular água neles e nos xaxins. Colo-que areia, preenchendo o prato até sua bor-da, ou lave-o, semanalmente, com esponjaou bucha e sabão, para eliminar completa-mente os ovos do mosquito.• Lave os bebedouros de animais com es-cova, esponja ou bucha, e troque a águapelo menos uma vez por semana.• Não deixe qualquer depósito de águaaberto (ex.: potes, tambores, filtros, tan-ques e outros). Como o mosquito é bempequeno, qualquer fresta, neste tipo dedepósito, é suficiente para a fêmea conse-guir colocar ovos e iniciar um novo ciclo.23
  24. 24. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSCuidados com o lixo• Não jogar lixo em terrenos baldios.• Manter o lixo tampado e seco até seu recolhimento.• Tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo.• Separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embala-gens plásticas, enfim, tudo que possa acumular água. Fecharbem em sacos plásticos e colocar no lixo.O acondicionamento e o destino adequado do lixo são pro-blemas que atingem toda a população, tanto nas áreas urbanasquanto nas rurais.Ao orientar os moradores para selecionar os recipientes e guar-dá-los de forma adequada, você contribui para evitar que sejamjogados em rios ou deixados a céu aberto, trazendo outros proble-mas para a comunidade (como foco de ratos e de outros animais,entupimento de bueiros, dentre outros).A educação em saúde e a participação comunitária devem serpromovidas para que a comunidade adquira conhecimentos econsciência do problema, e possa participar efetivamente.Discuta com a comunidade as possibilidades de novos destinospara o lixo reciclável.Essas medidas contribuem para evitar a repro-dução do mosquito da dengue e para tornar osambientes saudáveis.24
  25. 25. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueDevemos todos investir numa nova concepção e relação com omeio ambiente, na construção da consciência ambiental.Existem muitos projetos de reaproveitamento/reciclagem delixo, que podem e devem ser envolvidos para contribuir no contro-le da dengue. Você também deve estimular a comunidade a ajudarinstituições que recolhem vidros, latas e embalagens de plástico.Eles podem ser vendidos em usinas de reciclagem.Esta casa recebeu a visita da nossa ACS. Compare com a casa da pá-gina 22. Identifique o que mudou depois que os moradores tomaramos devidos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti.25
  26. 26. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSPorque no verão faz mais calor e chove muito, au-mentando os locais com água parada, os quais po-dem se tornar criadouros do mosquito da dengue.Se nos locais que se enchem de água já existi-rem ovos do Aedes aegypti, eles ficam novamenteativos, evoluindo para o estágio de larvas, que setransformarão em mosquitos. O calor acelera ociclo do mosquito, de ovo a adulto, que ocorreem menos dias, contribuindo para aumentar asua população.Da mesma forma, o calor também acelera amultiplicação do vírus dentro do mosquito. Comisso, no verão (época geralmente mais quente doano), uma fêmea do mosquito infectada tem maischances de transmitir a doença antes de morrer.Por que os casos dedengue aumentam no verão?A reprodução domosquito não para.Por isso, é preciso ficaralerta com a dengue, emtodas as épocas do ano.26
  27. 27. Organizações sociais, comoigrejas, associações comunitárias,clubes de mães, conselhos desaúde e outros são importantesparceiros no controle da dengue.27
  28. 28. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSAs ações de vigilância em saúde/controle da dengue devem serdesenvolvidas no cotidiano das equipes de Atenção Básica/Saúdeda Família.Não somente os Agentes Comunitários de Saúde, mas todos osprofissionais das Equipes Saúde da Família, têm importante papele contribuição no desenvolvimento destas  ações. É preciso que ocombate à dengue seja planejado em conjunto. Os gestores muni-cipais e os profissionais devem estabelecer fluxos e protocolos deatendimento, garantindo os exames laboratoriais e realizando oencaminhamento de casos graves, quando necessário, se respon-sabilizando por ele.Para diminuir os casos de dengueé preciso interromper a cadeia detransmissão. E a única forma éeliminar os criadouros do mosquito.28Os profissionais das UnidadesBásicas de Saúde (UBS) sãoresponsáveis pelas açõesde prevenção e controle dadengue. Estas ações devemfazer parte das rotinas e estarintegradas às demais açõesdesenvolvidas nestas unidades.
  29. 29. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengueCompetências do Agentede Controle de Endemias e doAgente Comunitário de SaúdeUm parceiro importante no controle da dengue é o Agente deControle de Endemias (ACE), também denominado de Agente deVigilância Ambiental, de Zoonoses, entre outros. Este profissionalé responsável pela eliminação de criadouros de difícil acesso, comocaixas d’água, ou pelo uso de larvicidas (biológicos ou químicos).O ACS e o ACE são co-responsáveis pelo controle da dengue edevem trabalhar de forma integrada. Muitas das ações desenvolvi-das são comuns aos dois profissionais, como a educação em saú-de, a mobilização comunitária, a identificação de criadouros, entreoutras. Entretanto, algumas ações são específicas dos ACS, comoo acompanhamento das pessoas com dengue. E outras ações sãode responsabilidade dos ACE, como a destruição de criadouros dedifícil acesso ou que precisem do uso de larvicida.Os gestores e as equipes de saúde devem definir claramenteos papéis, competências e responsabilidades de cada um destesagentes e, de acordo com a realidade local, definir os fluxos detrabalho. A relação entre o número de ACE e ACS será variável,baseando-se no perfil epidemiológico e nas demais característicaslocais (como geografia, densidade demográfica e outras).29
  30. 30. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSCompetências doAgente de Controle de Endemias1. Encaminhar os casos suspeitos de dengue à UBS, responsávelpelo território;2. Atuar junto aos domicílios, informando seus moradores sobrea doença – seus sintomas e riscos – sobre o agente transmissor emedidas de prevenção;3. Informar o responsável pelo imóvel não residencial, sobre aimportância da verificação da existência de larvas oumosquitos transmissores da dengue;4. Vistoriar imóveis não residenciais, acompa-nhado pelo responsável, para identificar locais eobjetos que sejam ou possam se transformar emcriadouros de mosquito transmissor da dengue;5. Orientar e acompanhar o responsávelpelo imóvel não residencial na remoção, des-truição ou vedação de objetos que possam setransformar em criadouros de mosquitos;6. Vistoriar e tratar com aplicação de larvicida,caso seja necessário, os pontos estratégicos;30
  31. 31. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengue7. Vistoriar e tratar os imóveis cadastrados e identificados peloACS, que necessitem do uso de larvicidas e/ou remoção mecânicade difícil acesso, que não possam ser eliminados pelo ACS;8. Nos locais onde não existir ACS, seguir a rotina de vistoria dosimóveis e, quando necessário, aplicar larvicida;9. Elaborar e/ou executar estratégias para o encaminhamentodas pendências (casas fechadas e/ou recusas do morador em rece-ber a visita);10. Orientar a população sobre a forma de evitar locais que pos-sam oferecer risco para a formação de criadouros do Aedes aegypti;11. Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo demobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue;12. Notificar os casos suspeitos de dengue, informando a equipeda Unidade Básica de Saúde;13. Encaminhar ao setor competente a ficha de notificação dadengue, conforme estratégia local.31
  32. 32. Secretaria de Vigilância em Saúde/MSCompetências doAgente Comunitário de Saúde1. Encaminhar os casos suspeitos de dengue à Unidade Básicade Saúde, de acordo com as orientações da Secretaria Municipalde Saúde;2. Atuar junto aos domicílios, informando aos seus moradoressobre a doença – seus sintomas e riscos – sobre o agente transmis-sor e as medidas de prevenção;3. Informar o morador sobre a importância da verificação daexistência de larvas ou mosquitos transmissores da dengue no do-micílio e peridomicílio, chamando a atenção para os criadourosmais comuns na sua área de atuação;4. Vistoriar o domicílio e peridomicílio, acompanhado pelo mo-rador, para identificar locais e objetos que sejam ou possam setransformar em criadouros de mosquito transmissor da dengue;5. Orientar e acompanhar o morador na remoção, destruiçãoou vedação de objetos que possam se transformar em criadourosde mosquitos;6. Caso seja necessário, remover mecanicamente os ovos e lar-vas do mosquito;7. Encaminhar ao Agente de Controle de Endemias (ACE) os ca-sos de verificação de criadouros de difícil acesso ou que necessi-tem do uso de larvicidas/biolarvicidas;32
  33. 33. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengue8. Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo demobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue, bemcomo conscientizá-la quanto à importância de que todos os domi-cílios em uma área infestada pelo Aedes aegypti sejam trabalha-dos pelo Agente de Controle de Endemias;9. Comunicar ao enfermeiro supervisor e ao ACE a existência decriadouros de larvas e/ou do mosquito transmissor da dengue, quedependam de tratamento químico/biológico, da interveniência davigilância sanitária ou de outras intervenções do poder público;10. Comunicar ao enfermeiro supervisor do ACS e ao ACEos imóveis fechados e as recusas;11. Notificar os casos suspeitos de dengue, em fi-cha específica, e informar a equipe da Unidade Básicade Saúde;12. Reunir-se regularmente com o ACE para pla-nejar ações conjuntas, trocar informações sobrefebris suspeitos de dengue, a evolução dos ín-dices de infestação por Aedes aegypti da áreade abrangência, os índices de pendências, os cria-douros preferenciais e as medidas que estão sendoou serão adotadas para melhorar a situação;13. Orientar sobre a importância da hidratação oral,desde os primeiros sintomas da doença;14. Acompanhar os pacientes com dengue, apósatendimento nos serviços de saúde, por meio de visitasdomiciliares, orientando a família e a comunidade.33
  34. 34. ACS, acompanhe todos os pacientes de dengue da sua microárea, pormeio de visita domiciliar. Informe a família e a comunidade sobre a im-portância da hidratação oral e de estarem atentos aos sintomas.Anotações
  35. 35. Para prevenir e controlar a dengue, a melhor maneira é impedir que o mos-quito se prolifere, interrompendo seu ciclo de reprodução, ou seja, impe-dindo que os ovos sejam depositados em locais com água parada.
  36. 36. Disque Saúde0800.61.1997Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúdewww.saude.gov.br/svsEndereço eletrônico da Secretariade Atenção à Saúde do Ministério da Saúdewww.saude.gov.br/dabEndereço eletrônico da Secretariade Vigilância em Saúde do Ministério da Saúdewww.saude.gov.br/bvsO Agente Comunitário deSaúde no controle da dengueBrasília/DFMinistério da SaúdeAtenção à Saúde

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