Asma	  Relacionada	  ao	  Trabalho	  
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Incidência	  Em	  geral,	  estimada	  entre	  22-­‐40	  casos	  novos/milhão	  trabalhadores	  ativos/ano	  Países	  Indus...
Prevalência	    A	  asma	  afeta	  aproximadamente	  7,7%	  dos	  adultos	  em	  idade	  produtiva	  (EUA,	  2003-­‐2005)...
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Asma	  Agravada	  no	  Trabalho	  	   Exposições	   a	   níveis	   baixos	   ou	   moderados	  de	   irritantes:	   poeira...
Asma	  Agravada	  no	  Trabalho	  -­‐	  Causas	  •  Químicos	  Irritantes	  •  Poeiras	  •  Fumo	  passivo	  •  Alergenos	...
Asma por Irritantes	  Trabalhadores	  	  Expostos:	  limpadores,	  	  trabalhadores	  nas	  indústrias	  de	  plásticos,	 ...
Disfunção	  ReaJva	  das	  Vias	  Aéreas	  (RADS)	  	  Asma	  iniciada	  após	  exposição	  única	  a	  altos	  níveis	  d...
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PB específica – farinha de trigoReação Imediata2030405060708090100110Basal 30min 3h 6h 19,5VEF1PFE
Broncoprovocação	  com	  poeira	  de	  madeira	  50	  60	  70	  80	  90	  100	  110	  1	   2	   3	   4	   5	   6	   7	   8...
PB com poeira de madeiraReação imediata e na manhã seguinte.5060708090100110120Basal 1h 5h 10 24hPFE (%basal)JatobáIpê
Sensibilidade	  e	  Especificidade	  dos	  Métodos	  para	  DiagnósJco	  de	  Asma	  Ocupacional*	  Método	   Sensibilidade...
Asma Ocupacional - Conduta  Emissão	  de	  CAT	  e	  afastamento	  imediato	  e	  definitivo	  da	  exposição.	    Notific...
Prevenção Primária:	  identificação	  e	  substituição	  de	  agentes	  causadores	  de	  asma	  ocupacional	  (ex:	  subs...
Asma	  Relacionada	  ao	  Trabalho	  Discussão	  de	  Casos	  
Caso	  nº	  1	  •  Paciente:	  JCSC,	  sexo	  masc.,	  24	  anos,	  REG	  3028,	  avaliado	  em	  agosto/2011.	  •  Histór...
Curva	  de	  PFE	  -­‐	  Caso	  n°1	  
Curva	  de	  PFE	  -­‐	  Caso	  n°1	  Período	   N°	  de	  dias	   PFE	  (média)	  	  PFE	  (DP)	  	  Trabalhando	   32	  ...
Caso	  nº	  2	  	    Paciente:RDF,	  46	  a,	  masc.,REG	  3022,	  avaliado	  em	  09/06/2011.	    História	  ocupaciona...
Caso	  nº	  2	  
Curva	  de	  PFE	  -­‐	  Caso	  n°2	  REG	  3022	  Período	   N°	  de	  dias	   PFE	  (média)	  	  PFE	  (DP)	  	  Trabalh...
Caso	  nº	  3	    Paciente:JNCS,	  25	  a,	  masc.,REG	  3014,	  avaliado	  em	  31/03/2011.	    História	  ocupacional:...
Curva	  de	  PFE	  -­‐	  Caso	  n°3	  
Curva	  de	  PFE	  -­‐	  Caso	  n°3	  Período	   N°	  de	  dias	   PFE	  (média)	  	  PFE	  (DP)	  	  Trabalhando	   36	  ...
36 anos, masc.funileiro, trabalha com massa plástica (poliéster),exposto também a tinta PU e esmalte sintético (usado na p...
S	  D	  T	  T	  T	  T	  T	  S	  D	  T	  T	  T	  T	  T	  S	  D	  T	  T	  T	  T	  T	  S	  D	  A	  A	  A	  A	  A	  S	  D	  A	...
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Asma relacionada ao trabalho

  1. 1. Asma  Relacionada  ao  Trabalho  
  2. 2. Asma  Relacionada  ao  Trabalho  Asma  Ocupacional  (asma  causada  pelo  trabalho)  Asma  Agravada  no  Trabalho  (asma  pré-­‐existente  agravada    por  fatores  ocupacionais)
  3. 3. Asma  Ocupacional  Definição  “Asma  ocupacional  é  a  obstrução  variável  das  vias  aéreas  causada  pela  exposição,  no  ambiente  de  trabalho,  a  poeiras,  gases,  vapores  ou  fumos”.  (Newman  Taylor  AJ,  1980”)      
  4. 4. Asma  Ocupacional  Asma  por  Sensibilizantes  Asma  por  agentes  de  alto  peso  molecular  Asma  por  agentes  de  baixo  peso  molecular  Asma  por  Irritantes  RADS  Exposição  Crônica  a  Baixos  Níveis  de  Irritantes  
  5. 5. Importância   Em  países  industrializados,  a  asma  ocupacional  tornou-­‐se  uma  das  pneumopatias  ocupacionais  mais  comuns.     Tem  graves  consequências  médicas  e  sócio-­‐econômicas.   O  diagnóstico  precoce,  afastamento  da  exposição  e  tratamento  melhoram  o  prognóstico.  
  6. 6. Incidência  Em  geral,  estimada  entre  22-­‐40  casos  novos/milhão  trabalhadores  ativos/ano  Países  Industrializados:    Países  escandinavos:  7-­‐18  casos/100  000  trab./ano.    Europa  ocidental  e  EUA:  2,4-­‐4,3/100  000  Países  em  Desenvolvimento:    África  do  Sul:  1,8/100  000  trab./ano.    Brasil  (SP):  1,7/100  000  trab./ano.  
  7. 7. Prevalência    A  asma  afeta  aproximadamente  7,7%  dos  adultos  em  idade  produtiva  (EUA,  2003-­‐2005).    Asma  ocupacional  –  responsável  por    17,6%  dos  casos  de  asma  iniciada  na  idade  adulta  (Toren  and  Blanc,  2009).      Asma  agravada  no  trabalho  –  Nos  EUA,  21,5%  dos  casos  de  asma  em  adultos  (Henneberger,  2006).  No  Brasil,  13%  dos  adultos  com  asma  (Caldeira,  2006)  
  8. 8.  Em  adultos  com  obstrução  ao  fluxo  aéreo,  indagar:    “Sua  asma  melhora  nos  dias  de  folga  ou  nas  férias  ?”      Em  cerca  de  50%  dos  que  respondem  afirmativamente,  pode-­‐se  confirmar  o  diagnóstico  de  asma  relacionada  ao  trabalho.  
  9. 9. Asma  Ocupacional  por  Sensibilizantes  (asma  com  latência)  Mais  de  400  sensibilizantes  descritos  em  literatura:  •  Agentes  nos  quais  a  sensibilização  pode  ser  demonstrada  na  maioria  dos  pacientes  (geralmente  IgE  específica)  –  exemplo:  látex.  •  Agentes  com  mecanismo  imunológico  fortemente  suspeito  mas  não  facilmente  demonstrável  –  ex:  químicos  reativos.  
  10. 10. Agentes  de  Alto  Peso  Molecular  (1)  Antígenos  de  Origem  Animal  •  Animais  de  laboratório:  cobaias,  ratos  (trabalhadores    de  laboratórios)  •  Aves  (trab.  de  granjas)  •  Mamíferos:  porco,  gado  bovino  (criadores)  •  Peixes  diversos  e  crustáceos  como  lagosta,  caranguejo  e  ostra  (pescadores,  trabalhadores  de  indústrias  alimentícias)  •  Lacto-­‐albumina  (padeiros)  •  Proteínas  do  ovo  (produtores  de  ovos)  •       Artrópodes:    ácaros  dos  grãos  (trabalhadores    em  silos),    besouro,    larvas  de  insetos,  borboletas,  bicho  da  seda  •       Fungos:    Aspergillus,  Alternaria  (padeiros)  
  11. 11. Agentes  de  Alto  Peso  Molecular  (2)    Enzimas  Biológicas    •  Pancreatina,  tripsina,  papaína,  pepsina,  bromelina,  lactase  (trab.  indústrias  farmacêuticas)  •  Amilase  fúngica  (padeiros)  
  12. 12. Agentes  de  Alto  Peso  Molecular  (3)  Antígenos  de  Origem  Vegetal  •  Farinhas  de  trigo,  centeio  e  soja;  glúten  (padeiros)  •  Grãos    •  Látex  (trab.  indústria  da  borracha,  trabalhadores  da  saúde)  •  Mamona  (ind.  de  óleo)  •  Psyllium  (enfermeiros)  •  Chá  ,  chá  de  ervas.  •  Flores  –  ex:  rosa  e  crisântemo  (produtores,  floristas).  •  Henna  (cabeleireiros)  •  Batatas  (donas  de  casa),  espinafre  (trab.  na  ind.  de  massas),  chicória    (verdureiros),  cogumelos  (produtores,  cozinheiros)  •  Temperos  como  alho,  cebola  e  ervas  aromáticas  (trab.  na  ind.  de  alimentos)    
  13. 13. Agentes de Baixo Peso Molecular (1)Di-­‐isocianatos  •  Estão  entre  as  mais  importantes  causas  de  asma  ocupacional  em  todo  o  mundo.  •  Sua  utilização  começou  na  segunda  guerra  mundial.  •  Precursores  dos  poli-­‐isocianatos,  são  usados  em  diversas  indústrias  na  produção  de  plásticos,  elastômeros,  espumas,  adesivos,  tintas  e  vernizes.    
  14. 14. Agentes de Baixo Peso Molecular (2)  Di-­‐isocianatos    Di-­‐isocianato  de  tolueno  (TDI)  –  poliuretano  (trab.  na  ind.  de  espumas,  plásticos  e  vernizes);  pré-­‐polímero  de  TDI  (aplicadores  de  verniz  em  pisos)    Combinação  de  di-­‐isocianatos:  di-­‐isocianato  de  tolueno  (TDI),  de  difenilmetileno  (MDI),  de  hexametileno  (HDI)  –  pintores  em  spray     Di-­‐isocianato  de  difenilmetano  –  trab.  de  fundições  
  15. 15. Agentes de Baixo Peso Molecular (3)Anidridos  Ácidos  •  Anidrido  ftálico,  tetracloroftálico,  trimelítico,  maleico,      hímico  e  o  dioctilftalato  (DOP).  •  Usados  em  todo  o  mundo  há  pouco  mais  de  50  anos.  •  Empregados  na  producão  de    plastificantes,  de  resinas  epóxi  e  poliéster  (usadas  em  tintas,  vernizes,  adesivos,  plásticos  reforçados),  corantes,  inseticidas  e  outros.  •  Podem  causar  efeitos  pulmonares  e  sistêmicos  por  hipersensibilidade  (mediada  por  IgE  ou  outras)  ou  toxicidade  direta.  
  16. 16. Agentes de Baixo Peso Molecular (4)•  Medicamentos:    penicilinas,  cefalosporinas,  amoxicilina,  tetraciclina,  metildopa,  intermediário  do  salbutamol,  isoniazida,  cimetidina  (trab.  da  ind.  farmacêutica    e  de  hospitais).  •  Poeira  de  madeira:  cedro,  mogno,  carvalho,  imbuia,  pau  marfim,  cabriúva,  ipê.  •  Corantes  Reativos  :  indústrias  têxtil,  de  alimentos  e  química.  •  Metais:  sulfato  de  níquel  (trab.  de  galvanizações),  sais  de  cromo  (cromeações,  trab.  com  cimento),  cobalto  (polimento  de  metal  duro),  sais  de  platina  (refinarias  de  platina),  fumos  de  zinco  (trab.  com  solda  de  metal  galvanizado).    
  17. 17. Agentes de Baixo Peso Molecular (4)•  Aminas  –  etilenodiaminas  (produção  de  borrachas  e  cosméticos),  etanolaminas  (tintas  acrílicas,  cosméticos,  solda  de  alumínio)  e  outras.  •  Colofônio  (resina  de  pinheiro)  –  fluxo  de  solda  de  equipamentos  eletrônicos,  tintas  e  outros.  •  Formaldeído  –  trab.  em  hospitais,  no  isolamento  de  edifícios,  na  ind.  de  móveis,  ind.  de  borracha,  fundições.  •  Plásticos  –  produtos  da  degradação  térmica  de  polivinilcloreto  (PVC),  polietileno,  polipropileno  e  poliester    •  Névoa  de  óleo  –  trab.  na  ind.  metalúrgica  e  nos  processos  de  usinagem  de  peças  metálicas.    
  18. 18. Asma  Agravada  no  Trabalho     Exposições   a   níveis   baixos   ou   moderados  de   irritantes:   poeiras,   fumaça   (inclui   fumo  passivo),   produtos   de   limpeza,   fatores   físicos  como  temperatura  no  ambiente  de  trabalho  ou  exercícios   físicos,   alérgenos   comuns   no  trabalho  (ácaros,  antígenos  animais,  esporos  de  fungos),   vírus   e   outras   infecções   respiratórias,  fatores  emocionais.    
  19. 19. Asma  Agravada  no  Trabalho  -­‐  Causas  •  Químicos  Irritantes  •  Poeiras  •  Fumo  passivo  •  Alergenos  comuns  presentes  no  ambiente  de  trabalho  •  Estresse  emocional  •  Baixa  temperatura  do  ambiente  de  trabalho  •  Exercícios  físicos  
  20. 20. Asma por Irritantes  Trabalhadores    Expostos:  limpadores,    trabalhadores  nas  indústrias  de  plásticos,  de    borracha,  ind.  química,  bombeiros.    •  Exposição  Aguda    (inclui  RADS)  –  sintomas  iniciam  após  exposição  a  altas  doses  de  irritantes,  como  cloro,  amônia,  ácidos  (acético,  sulfúrico,  hidroclorídrico  e  outros),  fumaça  de  incêndios,  dióxido  de  enxofre  e  outros.  •  Exposição  crônica  a  baixos  níveis  ou  exposição  intermitente  a  altos  níveis  de  irritantes.  
  21. 21. Disfunção  ReaJva  das  Vias  Aéreas  (RADS)    Asma  iniciada  após  exposição  única  a  altos  níveis  de  irritantes  na  forma  de  vapores,  fumos  ou  fumaça  –  ex:  cloro,  fumaça  de  incêndio,  di-­‐isocianatos,  misturas  acidentais  ou  reações  químicas.  
  22. 22. Causas  mais  comuns  de  asma  ocupacional  em  países  industrializados  e  em  desenvolvimento*  Países  Industrializados  Países  em  Desenvolvimento  Isocianatos   Agentes  de  limpeza  Farinhas  de  cereais/Poeira  de  grãos  Produtos  da  degradação  térmica  de  plásticos  ou  borracha  Fumos  de  solda   Látex  Poeira  de  madeira   Isocianatos  Antígenos  animais   Farinhas  de  cereais/Poeira  de  grãos    Aldeídos   Produtos  agrícolas  Látex   Produtos  metálicos  Persulfatos   Solventes  derivados  do  petróleo  Fluxos  de  solda   Poeira  de  Madeira  Peixes  e  crustáceos  *retirado  de  Jeebhay  and  Quirce,  2007  
  23. 23. Asma Ocupacional em São Paulo, 1995-2000Agentes Implicados (394 pacientes)Sexo  Feminino  (n=156)  •  Produtos  de  Limpeza  –  38,5%  •  Agentes  Biológicos  –  23,7%  •  Solventes  –  20,5%  •  Plásticos  ou  Borracha  (aquecimento)  –  18,0%  •  Tintas  não  Poliuretânicas  –  11,5%  •  Resinas  –  11,5%  •  Isocianatos  –  7,0%  •  Fibras  Têxteis  –  7,0%  
  24. 24. Asma Ocupacional em São Paulo, 1995-2000Agentes Implicados (394 pacientes)Sexo  Masculino  (n=  238)  •  Isocianatos  –  24,8%  •  Plásticos  ou  Borracha  (aquecimento)  –  19,7%  •  Metais  –  18,9%  •  Solventes  –  17,6%  •  Resinas  –  17,2%  •  Tintas  não  Poliuretânicas  –  13%    •  Agentes  Biológicos  –  10,1%  •  Poeira  de  madeira  –  10,1%    
  25. 25. “Morbidade Respiratória em Trabalhadores da Limpeza Internana Região Metropolitana de São Paulo”*346 limpadores avaliadosAgentes citados como relacionados aos sintomas de vias aéreas:    AgenteAlvejantes com cloroCitações157 (25%)Poeira 122 (20%)Ácidos 48 (8%)Detergentes amoniacais 47(8%)Desinfetantes 37(6%)Outros 181 (29%)Não sabe 33 (5%)Total de agentes citados 625 (100%)*Elayne de Fátima Maçãira. Tese de mestrado, FSP –USP, 2004  
  26. 26. Confirmação  do  diagnóstico  de  asma  •  História  clínica  •  Diagnóstico  funcional  –  espirometria  e  provocação  brônquica  inespecífica.  Estabelecimento  da  relação  entre  asma  e  exposição  ocupacional  •  História  ocupacional  -­‐  Exposição  a  agente  suspeito,  relação  com  a  jornada  de  trabalho,  com  fins  de  semana  e  férias.  •  Evidência  de  obstrução  reversível  associada  à  exposição  ocupacional    
  27. 27. Espirometria•  Importante no diagnóstico de asma eprognóstico da AO - freqüentemente énormal, mas pode apresentar padrãoobstrutivo ou restritivo. Quando anormal,está relacionada a pior prognóstico•  Antes e após a jornada de trabalho - deveser feita após o fim de semana ou após umdia de folga, buscando-se observar reduçãosignificativa do VEF1 com a jornada detrabalho. São freqüentes falsos negativos.
  28. 28. Testes de BroncoprovocaçãoInespecífica Histamina,  metacolina  e  carbacol  são  os  agentes  mais  empregados.   Administração  de  aerossol,  através  de  um  nebulizador  de  jato  ou  dosímetro,  em    concentrações  progressivas,  observando  a  função  pulmonar  (curva  dose-­‐resposta)  e  calculando  a  dose  e  concentração  da  droga  capaz  de  reduzir  o  VEF1  em  20%  do  basal  (PD20  ou  PC20).  
  29. 29. Broncoprovocação  Inespecífica  Curva  dose-­‐resposta  020406080100120VEF1(% )Log Concentração (mg/ml)MetacolinaCarbacolPC 20
  30. 30. Brocoprovocação Inespecífica -Indicações1.  Quando  a  espirometria  é  normal,  para  diagnóstico  de  asma.  Já  foram  descritos  casos  de  asma  ocupacional  com  provocação  inespecífica  negativa.  2.  Para  avaliar  o  prognóstico  da  asma  ocupacional.  Quanto  maior  a  responsividade  brônquica,  pior  o  prognóstico.  3.  Para  avaliar  o  efeito  de  medidas  terapêuticas,  como,  por  exemplo,  o  afastamento  do  trabalho.  
  31. 31. Testes Cutâneos e SorológicosEspecíficosQuando positivos, indicam sensibilização•  Testes  Cutâneos  -­‐  prick-­‐tests  ou  testes  intradérmicos    com  extratos  de  alergenos  proteicos,  como  antígenos    de  animais,  enzimas  biológicas,  poeira  de  farinha  e  com  alguns  agentes  de  baixo  peso  molecular,  como  sais  de  platina  e  níquel  ou  antibióticos.  •  Testes  Sorológicos  -­‐  determinam  a  presença  de    anticorpos    IgE  ou  IgG  pelo  RAST  ou  ELISA  específicos    para  antígenos  de  alto  peso  molecular  ou  antígenos  de    baixo  peso  conjugados  a  proteínas,  como  os  anidridos    ácidos  e  isocianatos.  Raramente  disponíveis  em  nosso    meio.  
  32. 32. Curvas de Pico de Fluxo ExpiratórioMétodo mais freqüentemente empregadopara o diagnóstico de asma ocupacional• Usar  aparelhos  portáteis  já  testados  e  de  boa  qualidade.  •   Ensinar  o  trabalhador  a  realizar  as  medidas  corretamente.    •   Orientar  o  trabalhador  para  realizar  a  atividade  onde  ocorre  a  exposição  ao  agente  suspeito.  •   Manter  a  medicação  constante  durante  o  período  de  registro.    
  33. 33. Curvas de Pico de Fluxo Expiratório    Realizar  no  mínimo  4  medidas  de  PFE  ao  dia,  em  intervalos  regulares,  com  pelo  menos  3  manobras  reprodutíveis  por  vez.  Ideal  ter  2  períodos  de  trabalho  intercalados  por  um  de  afastamento  (≥  3  semanas).    OASYS  é  um  programa  disponível  que  constrói  as  curvas  e  faz  análises  estatísticas  dos  dados.    O  sistema  OASYS,  através  da  análise  discriminante,  produz  um  escore.    O  sistema  também  exibe  um  gráfico  com  os  valores  médios,  máximos  e  mínimos  diários.  
  34. 34. Curvas de Pico de Fluxo Expiratório - OASYS  
  35. 35. Curva  de  PFE  -­‐  OASYS  
  36. 36. Curvas de Pico de Fluxo ExpiratórioInterpretaçãoAnálise  Visual    (tem  se  mostrado  superior  às  análises  estatísticas)  Padrões  mais  freqüentes  de  deterioração  e  recuperação:    Padrões  Diários  Deterioração  diária  progressiva  com  recuperação  no  fim  de  semana.  Deterioração  equivalente  com  recuperação  nos  fins  de  semana.  Recuperação  nos    finais  de  semana  e  nos  períodos  de  afastamento.  Padrões  Semanais  Deterioração  progressiva  sem  recuperação  nos  fins  de  semana.  Deterioração  equivalente  sem  recuperação  nos  fins  de  semana.  Recuperação  nos  períodos  de  afastamento.  
  37. 37. S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  A  A  A  A  A  S  D  A  A  A  A  A  0  100  200  300  400  500  600  700  37 anos, masc., operador de extrusora.Padrão Diário.
  38. 38. A  A  S  D  A  A  A  A  A  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  0  50  100  150  200  250  42  anos,  fem.,  faxineira.    Padrão  de  deterioração  semanal  progressiva  
  39. 39. Curvas de Pico de Fluxo ExpiratórioIncovenientes• O  trabalhador  precisa  estar  trabalhando  e    exposto.  •   O  próprio  indivíduo  faz  o  registro,  o  que  exige    colaboração  e  capacidade.  •   Desaconselháveis  em  casos  de  asma  severa.  •   Tratamento  com  corticosteróides  e  infecções        intercorrentes  podem  dificultar    a    interpretação.  
  40. 40. Curva de PFE em Casos de Asma Ocupacional(n= 394 ) em São Paulo/SP – 1995-2000Realizou38%Demitido23%Afastado21%Asma Grave8%Transferido3%Analfabeto4%Outros3%
  41. 41. Testes de Broncoprovocação EspecíficaConsiderados testes padrão para o diagnóstico deasma ocupacional.Etapas:  Dia  1:  Exposição  ao  placebo  e  monitorização  da  função  pulmonar.    Dia  2:  Exposição  ao  agente  suspeito  e  monitorização  da  função  pulmonar.  Se  necessário,  repetir  em  outros  dias  em  concentrações  maiores.  Métodos:  Administração,  via  nebulizador,  de  extratos  de  alergenos  hidrossolúveis  de  alto  peso  molecular.  Administração,  em  câmaras  de  broncoprovocação,  de  agentes  em  forma  de  poeiras,  gases  ou  vapores.  
  42. 42. Testes de Broncoprovocação Específica•   Raramente  disponíveis  em  nosso  meio  •   Podem  induzir  reações  asmáticas  graves.  •   Podem  ser  negativos  se  a  exposição  já  cessou.  •   São  demorados  e  trabalhosos.  •   Exigem  hospitalização  para  observação,  no  caso  de      ocorrerem  reações  tardias.  •   Não  estão  indicados  para  fins  médico-­‐legais.  •   Indicados  quando  há  asma  ocupacional  por  agente  ainda  não  descrito  em  literatura  ou  em  casos  de  exposições  múltiplas.  
  43. 43. Broncoprovocação EspecíficaMétodo de Pepys  
  44. 44. Câmaras  de  Broncoprovocação  
  45. 45. Testes de Broncoprovocação Específica.Padrões de RespostaTípicas:  1-­‐Imediata   -­‐   começa   no   máximo   10-­‐20   minutos   após   a  exposição  e  dura  de  1  a  2  horas.  2-­‐Tardia  -­‐  pode  ocorrer  1-­‐2  horas  ou  4-­‐8  após  a  exposição,  e  se  associa  a  eosinofilia  e  inflamação  das  vias  aéreas.  Combinada  (imediata  e  tardia).  Atípicas:  1-­‐Progressiva  2-­‐Imediata  prolongada  3-­‐Quadrada  4-­‐Asma  noturna  recorrente  após  exposição  única.    
  46. 46.  Provocação Brônquica com LátexReação Imediata30405060708090100110120Basal 20min 1h 3h 5h 7h 9h 11hPFE (% basal)NitrílicaLátex
  47. 47. PB específica – farinha de trigoReação Imediata2030405060708090100110Basal 30min 3h 6h 19,5VEF1PFE
  48. 48. Broncoprovocação  com  poeira  de  madeira  50  60  70  80  90  100  110  1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11   12   13  Ipê  Jatobá  
  49. 49. PB com poeira de madeiraReação imediata e na manhã seguinte.5060708090100110120Basal 1h 5h 10 24hPFE (%basal)JatobáIpê
  50. 50. Sensibilidade  e  Especificidade  dos  Métodos  para  DiagnósJco  de  Asma  Ocupacional*  Método   Sensibilidade  (%)   Especificidade  (%)  PFE  seriado  (OASYS)**   78   92  Espirometria    pre/pós  turno  de  trabalho  50   91  Variação    da  resposta  à  metacolina  ≥  3,2  vezes  48   64  Provocação  no  local  de  trabalho   desconhecida   desconhecida    Provocação  Específica   desconhecida  (<100%)  desconhecida  (<100%)  *Retirado    de  Burge  S.,  2010.  **≥  4  medidas  /  dia  e  ≥  3  semanas  
  51. 51. Asma Ocupacional - Conduta  Emissão  de  CAT  e  afastamento  imediato  e  definitivo  da  exposição.    Notificação  do  caso  (SINAN).    Tratamento  da  asma.    Acompanhamento  do  caso  junto  ao  INSS.  Reabilitação  profissional  quando  possível.    Maioria  dos  pacientes  tornam-­‐se  asmáticos  crônicos  (persistência  dos  sintomas  após  remoção  da  exposição:  29-­‐100%)    A  continuidade  da  exposição  agrava  a  asma  e  pode  causar  reações    graves  e  até  fatais.  
  52. 52. Prevenção Primária:  identificação  e  substituição  de  agentes  causadores  de  asma  ocupacional  (ex:  substituição  de  luvas  de  látex).   Secundária:  controle  dos  níveis  de  exposição  (medidas  ambientais)  e  dos  indivíduos  expostos.   Terciária:  diagnóstico  precoce  da  doença  e  afastamento  da  exposição.  
  53. 53. Asma  Relacionada  ao  Trabalho  Discussão  de  Casos  
  54. 54. Caso  nº  1  •  Paciente:  JCSC,  sexo  masc.,  24  anos,  REG  3028,  avaliado  em  agosto/2011.  •  História  ocupacional:  trabalha  em  ind.  da  borracha  desde  maio/2008,  sendo  3  anos  como  prensista  e  depois  no  acabamento,  transportando  peças  da  produção  para  a  rebarba  e  depois  para  a  embalagem.  •  História  clínica:  assintomático  até  fev/2010,  quando  começou  a  sentir  prurido  nasal,  dispnéia  e  chiado,  piorando  no  trabalho  e  melhorando  nas  folgas.  Transferido  para  o  acabamento  a  pedido  do  médico  da  convênio,  melhorou  da  asma  mas  não  da  rinite.  •  Exames  realizados:  prick-­‐test  positivo  para  ácaros  e  barata.  IgE  total    e  Ig  E  específica  para  poeira  doméstica  aumentadas.  •  Espirometrias:  distúrbio  ventilatório  obstrutivo  que  melhora  após  BD.  •  Valores  menores  de  função  pulmonar  trabalhando  no  acabamento  e  nas  prensas.  
  55. 55. Curva  de  PFE  -­‐  Caso  n°1  
  56. 56. Curva  de  PFE  -­‐  Caso  n°1  Período   N°  de  dias   PFE  (média)    PFE  (DP)    Trabalhando   32   467,7734   9,6445  Afastado   16   487,4218   6,7309  T  de  Student  =  7,29  (p<0,0001)  OASYS  work  effect:  3,00  
  57. 57. Caso  nº  2      Paciente:RDF,  46  a,  masc.,REG  3022,  avaliado  em  09/06/2011.    História  ocupacional:  trabalha  há  25  anos  como  funileiro  e  pintor  de  autos.    História  clínica:  Refere  há  3-­‐4  anos  dispnéia  ao  se  expor  a  tintas  automotivas,  particularmente  o  catalisador  de  tinta  poliuretânica.  Antecedente  de  “bronquite”  até  os  11  anos.  Permaneceu  assintomático  até  há  cerca  de  4  anos.    Exames  realizados:  prick-­‐test  positivo  para  ácaros    Espirometria:  normal.      
  58. 58. Caso  nº  2  
  59. 59. Curva  de  PFE  -­‐  Caso  n°2  REG  3022  Período   N°  de  dias   PFE  (média)    PFE  (DP)    Trabalhando   20   506,10   20,0965  Afastado   7   515,40   43,5703  OASYS  work  effect:  3,00  
  60. 60. Caso  nº  3    Paciente:JNCS,  25  a,  masc.,REG  3014,  avaliado  em  31/03/2011.    História  ocupacional:  trabalha  há  um  ano  em  ind.  de  autopeças  como  operador  de  solda  a  ponto,  exposto  a  fumos  de  solda  e  névoa  de  óleo.    História  clínica:  Antecedente  de  asma  leve  dos  9  aos  15  anos.  Refere    que  7  meses  após  ser  admitido  na  empresa  voltou  a  ter  sintomas  de  rinite  e  asma,  começando  cerca  de  uma  hora  após  o  início  da  jornada  de  trabalho  e  melhorando  no  final  da  mesma.  Necessita  usar  broncodilatador  a  cada  2  horas  durante  o  trabalho.        Exames  realizados:  prick-­‐test  positivo  para  ácaros    Espirometria:  distúrbio  obstrutivo  leve  com  resposta  a  Bd.      
  61. 61. Curva  de  PFE  -­‐  Caso  n°3  
  62. 62. Curva  de  PFE  -­‐  Caso  n°3  Período   N°  de  dias   PFE  (média)    PFE  (DP)    Trabalhando   36   553,8888   22,1798  Afastado   14   571,0714   26,7415  T  de  Student  =  2,32  (p<0,0246)  OASYS  work  effect:  3,00  
  63. 63. 36 anos, masc.funileiro, trabalha com massa plástica (poliéster),exposto também a tinta PU e esmalte sintético (usado na pintura deautos na oficina). Fase 1: máscara de duplo filtro. Fase 2: AfastadoFase 3: máscara descartável.
  64. 64. S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  A  A  A  A  A  S  D  A  A  A  A  0  200  400  600  800  1000  33  anos,  masc,  operador  de  moinho  de  polietileno.  Padrão  de  deterioração  semanal  progressiva  
  65. 65. T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  T  T  T  T  T  S  D  A  A  A  A  A  S  D  A  A  A  A  A  S  D  A  0  100  200  300  400  500  600  20  anos,  masc,  exposto  a  verniz  poliuretano  e  poeira  de  madeira.  Padrão  de  deterioração  semanal  progressiva.  

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