Artigo cátions

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Artigo cátions

  1. 1. Retendo cátions no solo: a capacidade de troca catiônica O solo possuiconstituintes minerais e orgânicos que possuemcargas. Estas podem tanto ser positivas quanto negativas.Entretanto, geralmente há o predomínio das cargas negativas. Por serem negativas,as cargas atraem íons comcarga positiva. Estão enquadrados nesse grupo,por exemplo, o potássio,o cálcio, o magnésio, o sódio, alumínio e o hidrogênio. Esta capacidade de reter íons positivos em seus constituintes é conhecida como capacidade de troca catiônica, pois esses íons alémde retidos podemser cedidos às plantas e, nesse sentido,eles podem serconsiderados como passíveis de,por exemplo, deixar o mineral que o retém e passara para dentro da planta. Por isso é utilizado o termo “troca” em no termo “capacidade de troca catiônica”. A título de curiosidade, umas das maneiras de determinar a CTC, que é abreviatura de capacidade de troca catiônica, é por meio da análise do conteúdo de potássio,cálcio, magnésio, sódio, alumínio solubilizado e hidrogênio presentes em uma amostra de terra. Assim, em termos simples, quanto maior a quantidade desses íons no solo,maior será a sua CTC. Antes de realizar a aplicação de algum fertilizante, um agricultor deve conhecera CTC do solo que receberá os adubos.Por exemplo, se ele adiciona uma quantidade de cálcio, magnésio e potássio que excede a CTC do solo,estes íons provavelmente serão perdidos nas águas de chuva que lavam o solo, ocorrendo prejuízos para o próprio agricultor e também para o ambiente já que algum corpo d´agua (rio)hídrico receberá essa carga de nutrientes oriundos da lavoura. BRAIMOH, A.K.; VLEK, P.L.G. The impact of land-cover change on soil properties in Northern Ghana. Land Degradation & Development, v.15, p.65-74, 2004. Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/retendo-cations-no-solo-a-capacidade-de-troca- cationica/85932/#ixzz3Gu6mTMkU Capacidade de Troca de Cátions: efetiva e a pH 7.0 O QUE É CTC DO SOLO? No solo os cátions são formadores de cargas positivas, adsorvidos aos coloides e podemser substituídos por outros cátions. Daí o nome de "Cátions Trocáveis": o cátions Ca²+pode ser trocado pelo cátion K+ e pelo H+ e vice versa. Capacidade de Troca de Cátions (CTC) vem a ser o número total de cátions que o solo pode reter e que vai dependerda quantidade de cargas negativas presentes. Quanto maior o número de cargas negativas numsolo maior será a sua capacidade de troca de cátions ou de reter cátions. Nos solos há uma predominância das cargas negativas, embora apresentem, também, cargas positivas. A matéria orgânica do solo é formada de cargas negativas e dependentes de pH. Os solos argilosos teriam uma maior CTC e maior capacidade de reter cátions. Os solos arenosos teriam poucas cargas negativas, reteriam menos cátions e, portanto, sujeitos à alta lixiviação de K. Entretanto, podemos encontrar solos argilosos que se comportam como arenosos, pela baixa atividade de suas argilas e presença de óxidos de ferro e alumínio. CÁLCULO DAS CTC'S DO SOLO? Existem dois tipos de CTC: 1. CTC efetiva (t)
  2. 2. A CTC efetiva vem a ser a capacidade do solo de reter cátions ao pH natural. Se o resultado da análise de uma amostra de solo informar um pH em água de 4,8. este seria o pH natural do solo. Então, os cátions Ca²+, Mg²+, K+ e Na+ mais o cátion ácido Al³+comporiam a CTC efetiva (t) do solo. Para o cálculo, se usaria os valores destes cátions expressos numa unidade cmolc/dm³ ou mmolc/dm³, de acordo com o resultado da análise. IMPORTANTE! para o cálculo, todos os valores devem estar expressos na mesma unidade: ou cmolc ou mmolc. Não se pode misturar unidades expressas em mg/dm³ ou outra, comunidades expressas emcmolc ou mmolc. Quando o K e o Na estiverem expressos em mg/dm³ e o Ca, Mg e Al em cmolc/dm³ e mmolc/dm³ deve-se fazer a conversão. para entender como fazer, leia o artigo no link a seguir. conversão cmolc em mg/dm³ e vice versa Cálculo da CTC efetiva Utilizando os dados do Quadro 1, verificamos que todos os cátions básicos estão expressos na unidade cmolc/dm³. Então, a CTC efetiva vai ser expressa em cmolc/dm³. CTC efetiva (t) da amostra 1 = K + Ca + Mg + Al CTC efetiva (t) da amostra 1 = 0,08 + 6,0 + 2,29 + 0,0 CTC efetiva (t) da amostra 1 = 8,37 cmolc/dm³ A análise da amostra 3 que é originária de um solo arenoso, a CTC efetiva será: CTC efetiva (t) da amostra 3 = 0,12 + 0,65 + 0,12 + 2,0 CTC efetiva (t) da amostra 3 = 2,89 cmolc/dm³ O que podemos analisar, comparando as amostras 1 (solo argiloso) e a amostra 3 (solo arenoso)? A amostra 3 tem a CTC efetiva mais baixa por causa de sua textura arenosa o que não permite reter cátions. Daí os preoblemas de perdas de cáions por lixiviação e um manejo criterioso da adubação deve ser feito, procurando parcelar as aplicações de adubos nitrogenados e potássicos emvárias vezes. Na amostra 3 quase 70% dos pontos de troca estão ocupados pelo Al³ (2,0 cmolc/dm³) o qual acarretará sérios prejuízos para o desenvolvimento da cultura. Na amostra 1 não há presença de Al³. 2) CTC a pH 7,0 (T) A CTC a pH 7.0 reflete a quantidade de cátions adsorvida a pH 7.0. O máximo de cargas negativas liberadas a pH 7,0 e ocupadas por cátions. Cálculo da CTC a pH 7,0 CTC a pH 7.0 (T) = K + Ca + Mg + (H + Al) CTC a pH 7,0 (T) da amostra 1 = 0,08 + 6,0 + 2,29 + 5,0 CTC a pH 7,0 (T) da amostra 1 = 13,37 cmolc/dm³ CTC a pH 7,0 (T) da amostra 3 = 0,12 + 0,65 + 0,12 + 7,7 CTC a pH 7,0 (T) da amostra 3 = 8,59 cmolc/dm³ A amostra 1 tem a maior quantidade de cátions adsorvidos (retidos) a pH 7.0 que a amostra 3. As amostras 1 e 3 apresentam CTCs a pH 7.0 com grande quantidade de H+. Este H precisa ser neutralizado pela calagem, para liberar cargas negativas. Os Estados brasileiros, através de seus órgãos de pesquisa e as recomendações de calageme adubação, apresentam tabelas onde classificam os níveis de CTC's, V%, conforme os dados obtidos nos trabalhos experimentais a campo. O produtor de cada região deve consultar as assistências técnicas locais para a interpretação das análises de solos. É importante o conhecimento destas tabelas regionais para uma correta recomendação de adubação.

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