Ensaio sobre a dádiva, Mauss

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Marcel Mauss desenvolve pesquisa etnológica sobre os nativos da Oceania e Noroeste Americano. Apresenta o ritual realizado por eles denominado Potlatch. Apresentamos aqui algumas características fundamentais desse ritual que consiste em dar, receber e retribuir.

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Ensaio sobre a dádiva, Mauss

  1. 1. MARCEL MAUSS ADRIANA MARIA AVILA ANTONIO CAVALCANTE DE ALMEIDA PPGDR – UTFPR CAMPUS PATO BRANCO 2015
  2. 2.  “Deve-se ser um amigo para seu amigo e retribuir presentes por presentes deve-se ter riso por riso e fraude por mentira”. (Trecho do Havamál, um poema escandinavo apud MAUSS, 2013, p.8).
  3. 3.  “Qual é a regra de direito e de interesse que, nas sociedades de tipo atrasado ou arcaico, faz que o presente recebido seja obrigatoriamente retribuído? Que força existe na coisa dada que faz que o donatário a retribua?” (MAUSS, 2013, p.11). QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO
  4. 4. Pesquisa antropológica investiga o caráter voluntário, livre mas por sua vez obrigatório e interessado das trocas nas sociedades arcaicas. Populações: tribos da Oceania e noroeste americano. Pesquisa publicada na França em 1925 (meu pai tinha um ano de vida). DA DÁDIVA E, EM PARTICULAR, DA OBRIGAÇÃO DE RETRIBUIR OS PRESENTES
  5. 5.  OCEANIA Fonte: http://elementoturismo.com.br/blog/?paged=11
  6. 6.  ESTADOS UNIDOS - USA Fonte: http://folha.img.uol.com.br/mapa_eua_450.gif
  7. 7.  POTLATCH (DAR) Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ef/Edward_Curtis_image_6.jpg
  8. 8.  O TOTEM promoverá o encontro e a troca. Como referência, podemos citar o Potlatch, que é uma cerimônia praticada entre tribos índigenas da América do Norte, como os Haida, os Tlingit, os Salish e os Kwakiutl. Também há um ritual semelhante na Melanésia. Consiste num festejo religioso de homenagem, geralmente envolvendo um banquete de carne de foca ou salmão, seguido por uma renúncia a todos os bens materiais acumulados pelo homenageado – bens que devem ser entregues a parentes e amigos. A própria palavra potlatch significa dar, caracterizando o ritual como de oferta de bens e de redistribuição da riqueza. A expectativa do homenageado é receber presentes também daqueles para os quais deu seus bens, quando for a hora do potlatch destes. Fonte: http://www.fabricadofuturo.org.br/index.php?pag=38&prog=46&id=13 1 DEFINIÇÃO DE POTLATCH
  9. 9.  Fonte: http://www.historynotes.info/wp- content/uploads/2012/06/potlatch.jpg
  10. 10.  A essência do Potlatch: “A finalidade antes de tudo é moral, seu objeto é produzir um sentimento de amizade entre as duas pessoas envolvidas, e, se não tivesse esse efeito, faltaria tudo”(Schmidt apud Mauss, 2013, p. 37). EXTENSÃO DESSE SISTEMA LIBERALIDADE, HONRA, MOEDA
  11. 11.  KULA E POTLATCH Troca de papéis: “Aparentemente, pelo menos, o kula – assim como o potlatch do Noroeste americano – consiste em dar, da parte de uns, e de receber, da parte de outros, os donatários de um dia sendo os doadores da vez seguinte”(Maus, 2013, p. 42).
  12. 12.  “O kula em sua forma essencial, não é senão um momento, o mais solene, de um vasto sistema de prestações e de contraprestações que, em verdade, parece englobar a totalidade da vida econômica e civil das Trobriand” (Mauss, 2013, p. 49).
  13. 13.  “Esse povos tem uma economia extra doméstica e um sistema de troca muito desenvolvido, com um ritmo mais intenso e precipitado, talvez, que o que conheciam nossos camponeses ou as aldeias de pescadores de nossas costas há menos de cem anos. Têm uma vida econômica extensa que ultrapassa as fronteiras das ilhas e dos dialetos, e um comércio considerável. Ora eles substituem com vigor, através de dádivas feitas e retribuídas o sistema de compra e venda”(Mauss, 2013, p.57,58). Outras sociedades melanésias
  14. 14.  NOROESTE AMERICANO Grupos com interações sociais intensas: “Convidam-se as pessoas do clã quando se matou uma foca, quando se abre uma caixa de bagas ou de raízes conservadas; convidam-se todos quando encalha uma baleia.” (Mauss, 2013, p.62)
  15. 15.  CULTURA DO NÃO APEGAR-SE AS RIQUEZAS MATERIAIS “Eis portanto um sistema de economia no qual se consomem e se transferem constantemente riquezas consideráveis. Se quiserem, pode-se dar a essas transferências o nome de intercâmbio ou mesmo de comércio, de vendas, mas é um comércio nobre, cheio de etiqueta e generosidade; em todo caso quando é feito com outro espirito, em vista de ganho imediato, ele é um objeto de desprezo muito acentuado.”(Mauss, 2013, p.62)

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