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Criando um Quadro Analítico: Os
          três Pilares
         Scott, 2008, cap. 3


                    Mestrado em Administração – UFPR
       Disciplina: Análise Institucional de Organizações
                  Professor: Clóvis L. Machado-da-Silva
               Acadêmico: Ronei da Silva Leonel Junior
Instituição – definição


As instituições abrangem elementos
reguladores, normativos e culturais-
cognitivo que, junto com atividades e
recursos, provêm estabilidade e significado
para a vida social (Scott, 2008, p. 48)
Instituição – características

 • Duráveis, simbólicas, resistentes à mudança e
   são transmitidas entre as gerações pela
   manutenção e reprodução.

 • Encontram-se dentro de uma dualidade, onde
   controlam e constrangem o comportamento e ao
   mesmo tempo fornecem suporte e capacitam as
   atividades e os atores.

 • É possível falar de instituições tanto como
   propriedade como processo.
Os três pilares


Duas abordagens sobre os pilares.

1- Um determinado pilar é vital para as
  organizações

2- Uma definição ampla que contemple os três
 pilares ao mesmo tempo
Os três pilares

Scott - Uma abordagem intermediária que
compreenda que os três pilares são igualmente
fundamentais para as instituições e que cada um
possui características próprias e que só são
observadas quando colocadas lado a lado com os
outro pilares.


• São faces de um mesmo fenômeno e estão
  interligados na realidade empírica.
Pilar regulativo

• Envolve a capacidade de estabelecer regras e
  inspecionar a conformidade.

• Derivado das tradições e/ou das regras e leis.

• O processo de coerção pode ser por mecanismos
  informais (costumes) ou formais (polícia).
Pilar normativo
• Inclui valores e normas

• Os sistemas normativos não só definem metas e
  objetivos como também designam os caminhos
  apropriados para a perseguição destes.

• Papéis: não são antecipações, mas prescrições –
  expectativas – de como um ator específico deve,
  supostamente, proceder.
Pilar normativo
• Construídos       formalmente,        surgirem
  informalmente e serem internalizados.

• O mecanismo de controle no pilar normativo
  encontra-se associado a conformidade aos
  padrões desejados para o seu papel.

• Neste sentido, a conformidade ou a violação das
  normas envolvem um alto grau de auto-
  avaliação do ator.
Pilar cultural-cognitivo

• Preocupa-se com o compartilhamento de
  concepções sobre a natureza da realidade social
  e os quadros por meio dos quais os significados
  são criados.

• A mediação entre o mundo externo de estímulos
  e as respostas do indivíduo é feita por uma
  coleção    internalizada de    representações
  simbólicas do mundo.
Pilar cultural-cognitivo
• Nesta linha, para a compreensão ou explanação
  de alguma ação, o analista deve preocupar-se
  não somente com as condições objetivas, mas
  com a interpretação subjetiva do ator.

• O termo cultural-cognitivo reconhece que
  processos interpretativos internos são formados
  por quadros culturais externos.

• Os aspectos constituintes de tais culturas variam
  em seu grau de institucionalização, o que
  ressalta o fato da cultura possuir tanto um
  caráter unitário como fragmentado
Legitimidade

• As organizações necessitam mais do que
  recursos materiais e informações técnicas se elas
  buscam sobreviver e prosperar em seu ambiente
  social. Elas precisam de aceitabilidade e
  credibilidade social, isto é, legitimidade.


• Três definições para Legitimação
Legitimidade

• Suchman: Legitimidade é uma percepção
  generalizada ou suposições que as ações de uma
  entidade são desejáveis, corretas, ou apropriadas
  dentro dos sistemas de normas, valores, crenças
  e definições construídas socialmente.

• Berger e Luckman: “é uma objetivação de
  sentido de „segunda ordem‟. A legitimidade
  produz novos significados, que servem para
  integrar os significados já ligados a processos
  díspares.” (1976, p. 127)
Legitimidade

• Meyer e Scott: Legitimidade organizacional
  refere-se ao nível de suporte cultural de uma
  organização.

• Cada pilar possui suas próprias bases para a
  legitimação.
Suposições básicas

• As diferenças nas abordagens sobre a teoria
  institucional decorre principalmente das
  diferenças existentes em duas suposições
  básicas.

   1- Questões Ontológicas

   2- Análise da Racionalidade
Questões Ontológicas
             • No lugar do dualismo entre Subjetivo-Objetivo,
               há um contínuo entre Ambiente Metafísico e
               Ambiente Empírico.
             • Neste sentido, a realidade social pode ser
               abordada mais próxima de qualquer um destes
               pólos.




                                                                                                                                                      Ambiente Empírico
               Pressuposições




                                                                                                                        Metodológicas
                                                                    Classificações




                                                                                                                                        Observações
                                                                                            Proposições
                                          Concepções




                                                                                                          Correlações

                                                                                                                         Suposições
                                                                                            Complexas
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Metafísico
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                                                                                             Simples e
                                Modelos
                   Gerais




                                                                                     Leis




    Fonte: Scott, 2008, p. 63
Questões Ontológicas

• Partes do mundo real podem ser tratados
  epistemologicamente como objetivas, isto é,
  como fatos no mundo. (John Searle)
• A realidade social é uma importante subclasse
  da realidade.
• Instituições sociais referem-se a um tipo de
  realidade social que envolve o desenvolvimento
  coletivo e usa ambas as regras, regulativas e
  constitutivas.
Questões Ontológicas

• Regras regulativas: fatos institucionais

• Regras constitutivas: criação de fatos

• As regras constitutivas constroem os objetos
  sociais e eventos para que as regras regulativas
  sejam aplicadas.
Análise da Racionalidade
• Racionalidade econômica neoclássica
• Racionalidade Limitada: visão econômica
• Racionalidade Limitada: visão sociológica

• Ator Racional x Ator Situacional (Langlois)

• A ação social é sempre ligada ao contexto social
  que especifica os valores do fim e os meios
  apropriados, que fornecem regras sociais ou
  referências para o comportamento
Considerações finais
                 Pilar                   Pilar              Pilar Cultural-
                 Regulativo              Normativo          Cognitivo

Bases para       Utilidade /             Obrigação social   Práticas garantidas
aquiescência     oportunidade                               / compreensão
                                                            compartilhada
Mecanismos       Coercitivo              Normativo          Mimético

Indicadores      Regras /Leis/           Certificação /     Crenças comum /
                 Sanções                 Acreditação        lógicas de ação
                                                            compartilhada /
                                                            isomorfismo
Bases da         Legalidade              Moralmente         Compreensibilidade
legitimidade                             governado          / suporte cultural


 FONTE: Adaptado de SCOTT, 2008, p. 51
Referências
 • SCOTT, W. R. Institutions and organizations:
   ideas and interests. 3. ed. Thousand Oaks: Sage,
   2008.
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Apresentação análise institucional 15-09 scott cap 3

  • 1. Criando um Quadro Analítico: Os três Pilares Scott, 2008, cap. 3 Mestrado em Administração – UFPR Disciplina: Análise Institucional de Organizações Professor: Clóvis L. Machado-da-Silva Acadêmico: Ronei da Silva Leonel Junior
  • 2. Instituição – definição As instituições abrangem elementos reguladores, normativos e culturais- cognitivo que, junto com atividades e recursos, provêm estabilidade e significado para a vida social (Scott, 2008, p. 48)
  • 3. Instituição – características • Duráveis, simbólicas, resistentes à mudança e são transmitidas entre as gerações pela manutenção e reprodução. • Encontram-se dentro de uma dualidade, onde controlam e constrangem o comportamento e ao mesmo tempo fornecem suporte e capacitam as atividades e os atores. • É possível falar de instituições tanto como propriedade como processo.
  • 4. Os três pilares Duas abordagens sobre os pilares. 1- Um determinado pilar é vital para as organizações 2- Uma definição ampla que contemple os três pilares ao mesmo tempo
  • 5. Os três pilares Scott - Uma abordagem intermediária que compreenda que os três pilares são igualmente fundamentais para as instituições e que cada um possui características próprias e que só são observadas quando colocadas lado a lado com os outro pilares. • São faces de um mesmo fenômeno e estão interligados na realidade empírica.
  • 6. Pilar regulativo • Envolve a capacidade de estabelecer regras e inspecionar a conformidade. • Derivado das tradições e/ou das regras e leis. • O processo de coerção pode ser por mecanismos informais (costumes) ou formais (polícia).
  • 7. Pilar normativo • Inclui valores e normas • Os sistemas normativos não só definem metas e objetivos como também designam os caminhos apropriados para a perseguição destes. • Papéis: não são antecipações, mas prescrições – expectativas – de como um ator específico deve, supostamente, proceder.
  • 8. Pilar normativo • Construídos formalmente, surgirem informalmente e serem internalizados. • O mecanismo de controle no pilar normativo encontra-se associado a conformidade aos padrões desejados para o seu papel. • Neste sentido, a conformidade ou a violação das normas envolvem um alto grau de auto- avaliação do ator.
  • 9. Pilar cultural-cognitivo • Preocupa-se com o compartilhamento de concepções sobre a natureza da realidade social e os quadros por meio dos quais os significados são criados. • A mediação entre o mundo externo de estímulos e as respostas do indivíduo é feita por uma coleção internalizada de representações simbólicas do mundo.
  • 10. Pilar cultural-cognitivo • Nesta linha, para a compreensão ou explanação de alguma ação, o analista deve preocupar-se não somente com as condições objetivas, mas com a interpretação subjetiva do ator. • O termo cultural-cognitivo reconhece que processos interpretativos internos são formados por quadros culturais externos. • Os aspectos constituintes de tais culturas variam em seu grau de institucionalização, o que ressalta o fato da cultura possuir tanto um caráter unitário como fragmentado
  • 11. Legitimidade • As organizações necessitam mais do que recursos materiais e informações técnicas se elas buscam sobreviver e prosperar em seu ambiente social. Elas precisam de aceitabilidade e credibilidade social, isto é, legitimidade. • Três definições para Legitimação
  • 12. Legitimidade • Suchman: Legitimidade é uma percepção generalizada ou suposições que as ações de uma entidade são desejáveis, corretas, ou apropriadas dentro dos sistemas de normas, valores, crenças e definições construídas socialmente. • Berger e Luckman: “é uma objetivação de sentido de „segunda ordem‟. A legitimidade produz novos significados, que servem para integrar os significados já ligados a processos díspares.” (1976, p. 127)
  • 13. Legitimidade • Meyer e Scott: Legitimidade organizacional refere-se ao nível de suporte cultural de uma organização. • Cada pilar possui suas próprias bases para a legitimação.
  • 14. Suposições básicas • As diferenças nas abordagens sobre a teoria institucional decorre principalmente das diferenças existentes em duas suposições básicas. 1- Questões Ontológicas 2- Análise da Racionalidade
  • 15. Questões Ontológicas • No lugar do dualismo entre Subjetivo-Objetivo, há um contínuo entre Ambiente Metafísico e Ambiente Empírico. • Neste sentido, a realidade social pode ser abordada mais próxima de qualquer um destes pólos. Ambiente Empírico Pressuposições Metodológicas Classificações Observações Proposições Concepções Correlações Suposições Complexas Definições Metafísico Ambiente Simples e Modelos Gerais Leis Fonte: Scott, 2008, p. 63
  • 16. Questões Ontológicas • Partes do mundo real podem ser tratados epistemologicamente como objetivas, isto é, como fatos no mundo. (John Searle) • A realidade social é uma importante subclasse da realidade. • Instituições sociais referem-se a um tipo de realidade social que envolve o desenvolvimento coletivo e usa ambas as regras, regulativas e constitutivas.
  • 17. Questões Ontológicas • Regras regulativas: fatos institucionais • Regras constitutivas: criação de fatos • As regras constitutivas constroem os objetos sociais e eventos para que as regras regulativas sejam aplicadas.
  • 18. Análise da Racionalidade • Racionalidade econômica neoclássica • Racionalidade Limitada: visão econômica • Racionalidade Limitada: visão sociológica • Ator Racional x Ator Situacional (Langlois) • A ação social é sempre ligada ao contexto social que especifica os valores do fim e os meios apropriados, que fornecem regras sociais ou referências para o comportamento
  • 19. Considerações finais Pilar Pilar Pilar Cultural- Regulativo Normativo Cognitivo Bases para Utilidade / Obrigação social Práticas garantidas aquiescência oportunidade / compreensão compartilhada Mecanismos Coercitivo Normativo Mimético Indicadores Regras /Leis/ Certificação / Crenças comum / Sanções Acreditação lógicas de ação compartilhada / isomorfismo Bases da Legalidade Moralmente Compreensibilidade legitimidade governado / suporte cultural FONTE: Adaptado de SCOTT, 2008, p. 51
  • 20. Referências • SCOTT, W. R. Institutions and organizations: ideas and interests. 3. ed. Thousand Oaks: Sage, 2008.