A Crise e o Paradigma Educacional Emergente

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A Crise e o Paradigma Educacional Emergente

  1. 1. A crise e o Paradigma Educacional Emergente Ivanilde Apoluceno de Oliveira
  2. 2. Crise dos Paradigmas Mudança de visão de mundo conseqüência de uma insatisfação dos modelos explicativos existentes” (causados por fatores internos, como o desenvolvimento teórico-metodológico numa mesma teoria ou externos, as mudanças na sociedade e na cultura de uma época).
  3. 3. • Os acontecimentos atuais como a queda do mundo de Berlim, o fracasso do socialismo real, a intolerância étnica e as contradições do capitalismo nos colocam diante da crise dos paradigmas. • Estamos saindo do século das “certezas” para o das “dúvidas”, problematiza-se a técnica e busca-se o homem numa dimensão totalizante na qual o ético e o poético estão incluídos.
  4. 4. A influência da crise dos paradigmas no campo da educação • Antigüidade - Gregos (IV a I AC) – Sabedoria vinculada à filosofia e à educação – Exercício do pensar como produção do conhecimento (filosofia - episteme) – No processo de ensino a episteme se contrapõe à doxa – Relação entre saber e classe social. O filósofo capaz de governar
  5. 5. Concepção de Educação •Individual •Formar intelectual e moralmente o indivíduo (estrutura formal do pensamento e memorização) •Levar o indivíduo a aprender
  6. 6. • Modernidade:(XII a XIX - DC) Renascimento à Modernidade - 1950 > – força da consciência, da subjetividade no processo de construção do conhecimento e do saber científico – Busca de fundamentação do saber por meio da exigência de uma rigorosidade metodológica. – A ciência e a técnica foram desenvolvidas por responderem às exigências intelectuais, sociais e econômicas da sociedade capitalista.
  7. 7. • A escola passa a ser o espaço privilegiado de transmissão e difusão do conhecimento científico. • a ciência o “sinônimo de "verdade" e o saber científico adquire uma conotação de "poder" em relação ao saber popular. • Os intelectuais modernos (técnicos, especialistas) assumem a função social de produtores/transmissores do saber científico.
  8. 8. • O sistema educacional capitalista regido por essa lógica subjetivista caracterizado pela "diferenciação especialização", pela divisão do saber e classes e por sua dependência ao processo produção. é e e de de • A escola torna-se um instrumento de qualificação técnica para o mercado de trabalho em seus diferentes níveis de acordo com os interesses do Capital. • A escola capitalista assume um caráter individualista, técnico e unilateral separando a teoria da prática e a escola do trabalho.
  9. 9. Concepção de Educação – Escola: espaço de produção do saber científico – Individual / metafísica • Pedagogia Nova - Formação Cognitiva e psicológica do aluno. Aprender a aprender • Pedagogia Tecnicista - Formação técnica para o mercado de trabalho. Aprender a fazer – Social/Dialética • Pedagogias Progressistas - Formação técnica e política comprometida com o processo de transformação social. Levar o aluno a pensar e agir no contexto social
  10. 10. Contemporâneo (XX/1950>) • Ciência – Crítica à racionalidade científica (objetividade) e ao domínio ideológico da ciência frente às outras formas de manifestação do saber. – Visão totalizante de ciência: pluralista e multicultural (diálogo com as diversas culturas) – Ênfase ao “.espírito de síntese” na investigação científica – Pesquisadores vistos como os conectores, os “sintetizadores” das diversas esferas do saber ( científico, mítico, poético, senso comum)
  11. 11. – Valorização do racional, do vivido, do cotidiano e do imaginário social – Ciência histórica, dialética e política interligando subjetividade e objetividade – Renovação metodológica pelo engajamento da comunidade pesquisada e pela ênfase à análise de abordagem qualitativa e do cotidiano no processo de investigação
  12. 12. Concepção de Educação – A dialogicidade como vínculo da relação pedagógica – A relativização do saber escolar com a valorização da experiência de vida do aluno e do cotidiano social e da escola como espaço de aquisição do conhecimento – O ensino voltado à formação humana no social, no real, na escola como parte do real – Desenvolvimento integral do indivíduo: racional, ético,afetivo, sensitivo, intuitivo e poético
  13. 13. – O Ensino como problematização da realidade social – Educação como processo existencial-ético-político, relacionando o individual e o social – Educação centrada no sujeito coletivo – Educação numa perspectiva multidisciplinar, multicultural, ecológica e globalizada
  14. 14. – Escola de qualidade como equidade (qualidade no processo visando a igualdade de oportunidades e tratamento) – Escola como sistema aberto com a diversificação de espaços, processos e metodologias e tecnologias educacionais (redes de conhecimentos e de informações)
  15. 15. Características da prática pedagógica • Ênfase na aprendizagem e não no ensino. • Aprendizagem relacionada ao conhecimento, significativa, contextualizada e de conexões. • Abordagem construcionista e não instrucionista. • Aprendizagem contínua e dialógica.
  16. 16. • Aprendizagem pautada na capacidade de auto-organização e autonomia do educando. • Aprendizagem de inteligências múltiplas e de práxis • Aprendizagem do autoconhecimento e reconhecimento do outro
  17. 17. Currículo Contemporâneo • Base no princípio da auto-organização e da interação sujeito-objeto (diferente do currículo de enfoque instrucional). • Inter-relacionado (gerado no processo de reflexão e ação que ocorre no ato de aprender e de interação com o meio ambiente e a cultura) • Interdisciplinar, transversal e transdisciplinar
  18. 18. Características do Currículo Disciplinar e Interdisciplinar Disciplinaridade Princípio epistemológico As diversas disciplinas realizam determinados olhares a partir de determinado campo, demarcado como campo legítimo do saber Interdisciplinaridade Princípio epistemológico Observar sob variados olhares disciplinares o mesmo fenômeno. Interpretação da realidade tendo em vista a multiplicidade de leituras
  19. 19. Disciplinar • A Referência é o conteúdo. • Currículo fragmentado e de conhecimentos lineares • Preocupação com questões científicas. • Busca informações explicativas dos fatos. • Olhar para o saber científico e para o teórico, o abstrato, o lógico • Construção individual do conhecimento • • • • • • Interdisciplinar A referência é o processo de construção do conhecimento Currículo integrado e de conhecimentos convergentes Preocupação com perguntas existenciais e de sentido para a vida humana. Busca a compreensão e o sentido dos fatos no cotidiano. Olhar para a interação entre os saberes (intelectual e social), o cotidiano e a ação Construção coletiva do conhecimento
  20. 20. Desenho Curricular Disciplinar Interdisciplinar Divisão saber científico e saber do senso comum Relação saber científico e saber do senso comum Disciplina Tema social
  21. 21. Desenho Curricular Transversal Relação saber científico e senso comum
  22. 22. Desenho Curricular Transdisciplinar Relação entre os saberes Abertura dos saberes para os conhecimentos que as atravessa e as ultrapassam Está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina
  23. 23. Disciplinaridade Metáfora da Árvore Representação de uma árvore, cujas raízes devem estar fincadas em solo e tronco sólidos, que se ramifica em galhos, estendendo-se aos mais diversos aspectos da realidade (GALLO, 2000).
  24. 24. Interdisciplinaridade Metáfora da Tessitura É elaborada a exemplo de um tecido: «com um sem-número de fios, lenta e pacientemente entrecruzados, articulados, sucedendo-se um ao outro, em um movimento sincronizado, fornecendo a forma, a cor, a resistência necessária, a beleza e a funcionalidade que o processo de sua constituição engendra» (CASCINO, 2001, p. 128).
  25. 25. Transversalidade Metáfora da Rede Uma das metáforas da transversalidade é a da rede, por ser formada por múltiplos fios e nós de interconexões
  26. 26. Transdisciplinaridade Metáfora do Caleidoscópio Saberes em continuum processo de interação, mobilização, complementação e construção
  27. 27. Currículo Contemporâneo • Em ação • Produto cultural (núcleo de relações entre educação, poder, identidade social e construção da subjetividade)

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