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Internet: um pouco de história

  1. 1. Internet: um pouco de história Atualmente milhões de pessoas se conectam diariamente à internet, usam-na como ferramenta de trabalho, de diversão, de informação. Mas poucos desses usuários sabem que o desenvolvimento da internet é uma conseqüência, pelo menos indireta, da guerra fria e tem origem na década de 1950. O vertiginoso desenvolvimento do mundo tecnológico nos assombra a cada dia, mas depois da impressão inicial nos familiarizamos com os avanços e os incorporamos a nossa vida profissional e pessoal. O mundo de hoje é inconcebível sem a televisão, o telefone e os computadores, por exemplo. Esta familiaridade com a tecnologia nos leva a ignorar sua origem ou seu funcionamento. Atualmente centenas de milhões de pessoas se conectam diariamente à internet, usam-na como ferramenta de trabalho, de diversão, como uma fonte inesgotável de informações, mas poucos desses milhões de internautas sabem realmente como se desenvolveu a tecnologia que usam com tanta freqüência e intimidade. O desenvolvimento da internet é uma conseqüência, pelo menos indireta, da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética a partir da década de 1950. Com o lançamento e a colocação em órbita da Terra do primeiro satélite artificial, o Sputnik, a União Soviética assombrou o mundo. A resposta dos Estados Unidos foi imediata, com a criação da Advanced Research Projects Agency, ARPA (Agência de pesquisas de projetos avançados), cujo objetivo era transformar os Estados Unidos em líder científico-tecnológico pelo desenvolvimento de armamento mais poderoso e comunicações mais avançadas. Vencer a corrida espacial também se transformou numa prioridade que exigiu a criação de tecnologia até então desconhecida. Diante da ameaça de um conflito bélico da magnitude que uma guerra nuclear poderia ter, uma das prioridades era proteger as comunicações. Dessa forma, ante a um ataque inimigo, se poderia manter a linha de comando funcionando e também estabelecer o controle sobre o arsenal que permitiria um contra-ataque. Assim surgiu a idéia de criar uma rede interconectada de computadores que, ao mesmo tempo, fosse independente em cada uma de suas partes, isto é, se uma fosse destruída as outras poderiam continuar funcionando. Este projeto foi elaborado e apresentado por Paul Baran, um dos cientistas da ARPA. Paralelamente ao projeto, a informática já se mostrava uma poderosa tecnologia para o futuro. Por isso, diversos cientistas criaram programas e inovações, como Ted Nelson e Douglas Engelbart, que desenvolveram documentos eletrônicos para distribuição digital e os primeiros sistemas de hipertextos baseados em computadores. Depois do projeto de uma rede realizado por Lawrence G. Roberts em 1967 e de dois anos de aperfeiçoamento, a idéia inicial de Paul Baran finalmente se concretizou com a criação da ARPANET, que no começo interconectava quatro módulos: a Universidade A internet revolucionou o cotidiano das pessoas e ajudou a mudar a concepção de trabalho. Digital Vision
  2. 2. da Califórnia (UCLA), a Universidade da Califórnia de Santa Bárbara (UCSB), a Universidade de Utah e o Instituto de Pesquisas de Stanford. Em 1971, Roy Tomilson criou o programa e-mail para enviar mensagens pela rede, que então já conectava quinze módulos, dentre eles a NASA. Um ano depois (1972) realizou-se a primeira conexão internacional com a ARPANET, com a adesão da Universidade de Londres (Inglaterra) e do Royal Radar Establishment (Noruega), o que deu à rede um caráter internacional. Um dos problemas iniciais da ARPANET foi a incompatibilidade entre os diferentes tipos de computadores. A solução foi encontrada a partir das idéias desenvolvidas por Vincent Cerf e Robert Kahn, que criaram o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), em linhas gerais uma linguagem comum para os diferentes computadores integrados à rede de trabalho. Uma vez implementado o TPC/IP pelos diferentes módulos, conseguiu-se um acesso melhor e a transferência de informações pela rede. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos se desvinculou da ARPANET por questões de segurança e criou a própria rede, a MILNET. A ARPANET parou de funcionar em 1990, mas havia algo novo a caminho. Desenvolvida por Tim Berner-Lee apareceu na internet a World Wide Web (www), que usava novos e originais recursos, o HTTP, ou Hypertext Transfer Protocol, um protocolo de transferência de hipertextos; o HTML, ou Hypertext Markup Language, que se tornou um elemento essencial para o sucesso da rede, ao permitir a utilização de textos e imagens por meio de palavras-chave. Com isso a navegação ficou mais fácil e atraente. Aos recursos anteriores se agregou um browser, que é o programa que permite a navegação (inicialmente foi o Mosaic, depois apareceram outros navegadores, como o Netscape e o Explorer, em suas diferentes versões). Numa comparação, pode-se afirmar que a World Wide Web, com seus recursos, foi para a internet o que o programa Windows significou para os usuários de computadores pessoais, quer dizer, criou um ambiente de fácil acesso, até para pessoas sem um conhecimento muito profundo de computação. O crescimento da internet A World Wide Web teve um desenvolvimento rápido e um acúmulo de recursos cada vez mais complexos. Como exemplo do crescimento, basta lembrar que em junho de 1993 havia 130 sites para acessar e sete anos depois, em junho de 2000, havia mais de dezessete milhões de sites. A esse crescimento soma-se o fato de que, segundo pesquisa realizada em meados de 2000, mais de 270 milhões de pessoas usam diariamente a internet, 5% da população mundial, a maioria concentrada na Alemanha, Itália, França, Holanda, Espanha, no Canadá e nos Estados Unidos, num total superior a 246 milhões de usuários (cerca de 89%). As projeções mostram que, em 2004, o comércio eletrônico terá um movimento superior a sete trilhões de dólares. Além desse crescimento de usuários e do movimento econômico, a internet revolucionou também a vida cotidiana das pessoas, com jornais on-line, sites de esportes, canais de televisão, música, fóruns com personalidades, sites para estabelecer relações sentimentais, sem contar que, no trabalho, ajudou a produzir o que foi denominado a terceira revolução industrial, que mudou até mesmo a concepção de trabalho.
  3. 3. Apesar desse rápido desenvolvimento, os especialistas em telecomunicações da América Latina lamentam que apenas 4% das páginas da internet estejam em espanhol e português e informam que existe um atraso lamentável no uso desta tecnologia na região. No encerramento do Fórum Latino-Americano de Agências Reguladoras de Telecomunicações, realizado em setembro de 2000 em Oxaca, México, do qual participaram representantes de quinze países da América Latina, manifestou-se a necessidade de promover o desenvolvimento da internet na região e de adotar todas as medidas necessárias para facilitar um uso maciço da internet até em áreas mais afastadas. A idéia é que a rede seja uma ferramenta a mais no crescimento e desenvolvimento dos países latino-americanos. O futuro O desenvolvimento da internet não terminou, as novas tecnologias permitem atualmente prescindir do computador para a ligação com a rede visto que outros serviços, como os bips, os pagers e os telefones celulares podem enviar e receber correios eletrônicos ou permitir acesso à Web. Os desenhos de carros modernos incluem conexões com a internet e por ela ao sistema de posicionamento global (GPS, na sigla em inglês). O desenvolvimento de uma nova rede denominada internet 2, criada em 1996 e administrada pela Corporação Universitária para o Desenvolvimento Avançado da Internet, é uma realidade que assombrou o mundo da informática. Não é apenas uma rede, mas a consolidação de centenas de redes de alta velocidade, interconectadas através de fibra óptica. Transmite dados a velocidades de até 2.4 gigabits por segundo, equivalente a uma rede 45 mil vezes mais rápida do que a que existe na atualidade. Foi posta em funcionamento em fevereiro de 1999 e abrange uma grande quantidade de universidades do mundo inteiro. Seu uso comercial ainda não está definido, mas espera- se que esteja disponível até 2002 e deve prestar serviços como televisão interativa, vídeo-conferência virtual em 3D e filmes a pedido. Também abre para o mundo científico novas formas de trabalho, como a possibilidade de partilhar em tempo real, entre grupos de cientistas geograficamente separados, tecnologias de ponta como as imagens produzidas pelos microscópios eletrônicos. A NASA, com base nestas novas tecnologias, já construiu uma Clínica Cooperativa Virtual que conecta instalações médicas nos Estados Unidos e permite que os médicos tenham acesso a imagens 3D de alta resolução de diferentes tipos de exames. Quer dizer, os médicos de diferentes cidades e partes do mundo poderão atender pacientes e fazer diagnósticos ou simular cirurgias por meio de um "CyberScalpel" (bisturi cibernético) e realizar cirurgias a distância. Parece uma história de ficção científica, mas é real e, mais surpreendente, faz parte da nossa vida cotidiana. Basta lembrar que houve um tempo em que as pessoas se maravilharam com a primeira projeção do cinema, com a primeira transmissão de rádio e televisão. Assim como os filmes de ficção científica produzidos décadas atrás nos assombravam e nos faziam sonhar com tecnologias que pareciam futuristas e que hoje são uma realidade. Pesquisas Barsa

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