RECENSÃO CRÍTICA DOS VÍDEOS DE MICHAEL WESCHVideo 1 - Students helping studentsVideo 2 - A vision of students todayVideo 3...
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papel da web 2.0 na construção de redes de conhecimento e de relações e a necessidade dealterar os paradigmas da sociedade...
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Recensao critica dos videos de Michael Wesch_Equipa Teta

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Atividade 5 da UC:Educação e Sociedade em Rede do Mestrado em Pedagogia do eLearning.

Trabalho realizado pela Equipa Teta (Adelaide Dias, Alberto Cardoso e Cristina Neto)

Publicada em: Educação
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Recensao critica dos videos de Michael Wesch_Equipa Teta

  1. 1. RECENSÃO CRÍTICA DOS VÍDEOS DE MICHAEL WESCHVideo 1 - Students helping studentsVideo 2 - A vision of students todayVideo 3 - The Machine is (Changing) Us: YouTube and the Politics of AuthenticityVideo 4 - The Machine is Us/ing Us (Final Version)Os vídeos apresentados fazem parte de um conjunto de vídeos do professor Michael Wesch,professor de Antropologia Cultural na Universidade do estado do Kansas, EUA.Os três primeiros vídeos foram produzidos no âmbito da disciplina de Etnografia Digital emconjunto com os seus alunos e pretendem alertar para a necessidade da alteração dosparadigmas educacionais no ensino superior, face à revolução tecnológica e ao seu impacto nasociedade actual. Apresentam também a visão dos estudantes sobre o seu percursoacadémico, as suas necessidades e expectativas. No quarto vídeo, assistimos a umaapresentação do professor Wesch no Lincoln Center em Nova Iorque, em junho de 2009, noPersonal Democracy Forum.No global, o autor parte da sua realidade e dos seus alunos, que é o ensino superior, paraalertar para a urgência da mudança de paradigmas neste nível de ensino.Wesch procura evidenciar o espírito de solidariedade, colaboração, cooperação e entreajudaexistente nos estudantes da universidade do Kansas, para com os alunos com dificuldadeseconómicas, revelando um conjunto de valores promovidos no seio daquela comunidadeacadémica que demonstram a essência do espírito académico existente nos alunos dauniversidade. Se educação não é só instrução, mas também transmissão de valores, édemonstrado que a rede pode ser um instrumento precioso na disseminação da prática dessesmesmos valores, apelando à participação. Não poderemos inferir que, numa escala maisalargada, o acesso à educação pode mesmo ser global se as pessoas interiorizarem epraticarem os valores acima referidos? A predisposição para apoiar os que têm menosrecursos? Sendo aqui que se revela a grande contribuição que as tecnologias podem dar naglobalização do acesso à educação, não no âmbito de meros utilizadores, mas de construtoresde informação e de partilha.Tendo os jovens de hoje já nascido na era das novas tecnologias, isso possibilita-lhes umaintervenção mais ativa na deteção e introdução das alterações necessárias, podendo constituiruma mais-valia na implementação da mudança de paradigma. Esta intervenção ocorre,sobretudo, com a sua presença na rede: com a utilização em larga escala das redes sociais,podemos facilmente visualizar o "pensamento" dos estudantes dos nossos dias e apreocupação que demonstram em termos do seu futuro, ao exporem os seus desejos eexpectativas de forma mais transparente e autêntica, como o professor Wesch mostra novídeo referente à utilização do Youtube, onde refere que as pessoas revelam partes de si que
  2. 2. não revelariam de outra forma, pois o “peso” da exposição não é tão forte quando não existeum interlocutor presente e real. Este é um aspeto relacionado com a autenticidade etransparência na rede. O facto de se falar para uma câmara, sem um público concreto,desinibe e permite uma maior autenticidade e uma maior facilidade na procura de relações, deobtenção de feedback. O conceito com que o professor Wesch abre a sua comunicação noLincoln Center de que “media are environments, not just tools”, é ilustrado por estaconstatação observada na rede pela sua equipa, na medida em que o ambiente potenciadeterminados comportamentos que não ocorreriam num outro.Também bem diferentes das de antigamente são as necessidades, desejos e expectativas dosestudantes da nova “e-geração“, cuja satisfação deverá passar pela reformulação do sistemade ensino que deveria aproveitar as capacidades dos estudantes que, através da tecnologia,ganharam recursos antes impensáveis, bem demonstrados na apresentação da utilização doseu tempo que chega a ultrapassar as 24 horas do dia. Este aspeto é revelador da suapolivalência e capacidade de multitasking, a qual adquiriram por via da transformação do real,onde este se confunde com o virtual, ao possibilitar a execução de várias tarefassimultaneamente e ao eliminar a necessidade da presença física para a sua concretização.Outro aspeto importante prende-se com um comentário apresentado: “when I graduate I’llprobably have a job that doesn’t exist today.” Esta é uma realidade que já se vem a verificar hávários anos e que é reveladora da influência que a tecnologia tem na evolução da sociedade,em que, num espaço de pouco mais de uma década as profissões para as quais os estudantescomeçam a ser preparados deixam de existir para emergirem novas profissões. A alteração dosparadigmas profissionais, tão ligados à evolução da tecnologia, exige a preparação dosestudantes sobretudo para a capacidade, gosto e necessidade de continuar sempre a aprendere de se tornarem suficientemente flexíveis para se adaptarem facilmente à evolução.Com o aparecimento da web 2.0 processou-se uma enorme transformação no ciberespaço. Emvez de usarmos apenas as tecnologias de um modo passivo para criar documentos fechados,há uma total abertura ao que podemos designar de novos utilizadores/construtores deconteúdos, possibilitando uma partilha de muito boa informação. Fica então associada a ideiade que não somos nós a usar a rede para produzirmos informação, mas é a rede que nos usapara disseminar tudo o que é produzido por nós. Estando associada uma ideia de enormeresponsabilidade, a informação é depurada pela própria rede através do olhar atento e críticodos outros cibernautas.Na sua apresentação no Lincoln Center, o professor Wesch apresenta a descrição da evoluçãoda expressão, muito utilizada pelos falantes de língua inglesa, whatever, desde o “não meinteressa o que pensas”, ao “não me importo” até ao que se pretende que passe a ser“importo-me, por isso vamos fazer o que for preciso com o que for necessário”. Esta mudançade foco nos interesses dos cidadãos é também demonstrativa da relação entre sociedade epolítica, que se tem vindo a alterar com a presença na rede e a facilidade de comunicação e dedisseminação da informação que ela permite, assim como uma maior filtragem face ao que étransmitido e, muitas vezes, manipulado pelos mass media.Embora partindo de uma realidade que não é universal, a realidade americana, os vídeos doprofessor Wesch, apelam a transformações necessárias globalmente, realçando o importante
  3. 3. papel da web 2.0 na construção de redes de conhecimento e de relações e a necessidade dealterar os paradigmas da sociedade face à evolução da tecnologia e às possibilidades que elaoferece.

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