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VACINAÇÃO NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA À SAÚDE
Arieli Schiessl Fialho
Chefe da Divisão de Imunização da Gerência de Vigilância das doenças
Imunopreveníveis e Imunização na Diretoria de Vigilância Epidemiológica da
Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina
Atenção Primária
A Atenção Primária à Saúde é um conjunto de
intervenções de saúde no âmbito individual e
coletivo que envolve: promoção, prevenção,
diagnóstico, tratamento e reabilitação
(CONASS 2004).
Atenção Primária e Vigilância em
Saúde
A Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde
devem desenvolver ações integradas visando a
promoção da saúde e prevenção de doenças nos
territórios sob sua responsabilidade (PNAB 2017).
Vacinação
É o único meio para interromper a cadeia de
transmissão de algumas doenças;
Só se torna possível com coberturas adequadas e
homogêneas para todos grupos da população;
Melhor relação custo/benefício no setor da
Saúde Pública.
Um breve histórico
1796 – A primeira vacina foi descoberta por Edward Jenner,
que sistematizou os conhecimentos empíricos e criou a vacina
contra a varíola, a partir da pústula formada pelo vírus
vaccínia nas tetas das vacas.
pt.ars-curandi.wikia.com/wiki/Ficheiro:Jenner_vacina_crianca.jpg
1804 – Chegada da vacina contra a varíola no Brasil;
1885 – Descoberta da vacina contra a raiva por Louis Pasteur;
bioorbis.org/2014/01/biodiversidade-e-teoria-da-geracao.html
1904 – Revolta da Vacina;
1927 – Início da vacinação contra a tuberculose no Brasil com a
vacina BCG;
1937 – Criação da primeira vacina eficaz contra a febre amarela;
istoedinheiro.com.br/noticias/artigo/20160205/revolta-
vacina-cem-anos-depois/339342
1955 – Apresentação, por Jonas Salk, dos resultados da vacina
contra poliomielite inativada – VIP;
* A vacina que mudou o mundo – documentário 2010
1957 – Descoberta da vacina oral contra a poliomielite (VOP),
por Albert Sabin;
Introdução no Brasil 1961 (RJ e SP)
http://verdevalefm3.com.br/2016/09/19/comeca-hoje-
campanha-para-atualizar-caderneta-de-vacinacao
1973 – Instituição do
Programa Nacional de
Imunização – PNI;
1977 – Instituição do
primeiro Calendário Básico
de Imunização: vacinas
obrigatórias em menor de 1
ano (BCG, VOP, DTP e
sarampo);
1980 – Estabelecimento da
estratégia dos dias nacionais
de imunização contra a
poliomielite;
www.timetoast.com/timelines/129424
1986 – Criação do Zé Gotinha
1994 – Implantação da vacina contra Hep B na região Oeste e
Meio Oeste para crianças até 14 anos;
1995 – 1ª Campanha Nacional de Seguimento contra o Sarampo
(1 a 3 anos de idade);
1998 – Introdução da vacina dT em substituição da vacina contra
o tétano;
1999 – 1ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza
(idosos);
http://terceiraidadepraiagrande.blogspot.com/2013/06/campanha
-de-vacinacao-contra-gripe-e
2002 – Introdução da vacina tetravalente (DTP + Hib) para
menores de 1 ano;
2003 – Substituição da vacina sarampo (9 meses) pela VTV (12
meses);
2004 – Estabelecimento de diretrizes gerais para o funcionamento
do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais – CRIE;
Instituição do Calendário Básico de Vacinação da Criança,
do Adolescente, do Adulto e do Idoso;
2006 – Introdução da vacina oral contra o rotavírus humano;
2008 – Campanha Nacional de Vacinação para
Eliminação da Rubéola;
Criação do Vacinômetro com o Zé Gotinha;
2010 – Introdução das vacinas Pneumocócica 10 e
Meningocócica C;
2012 – Introdução da vacina Pentavalente
VIP em substituição as duas primeiras doses da VOP;
2013 – Implantação da vacina tetraviral em substituição à
segunda doses da VTV (15 meses);
Atenção Primária e Vigilância em Saúde
2014 – Introdução das vacinas Hepatite A
HPV (meninas de 11 a 13 anos)
dTpa (gestantes e profissionais de saúde)
2015 – VIP em substituição à 3ª dose de VOP
2017 – HPV para meninos de 11 a 14 anos
MnC para adolescentes de 12 a 13 anos
2018 – Segunda dose da Varicela de 4 a 6 anos
MnC para adolescentes de 11 a 14 anos
Febre amarela aos 9 meses para todos os municípios
Calendário Nacional de Vacinação 2018
1. BCG
2. Hepatite B (dose ao nascer)
3. Penta (DTP/Hib/HepB)
4. VIP (Vacina inativada poliomielite)
5. VOP (Vacina oral poliomielite)
6. VORH (Vacina oral rotavírus humano)
7. Pneumocócica 10 valente
8. Febre amarela
9. Tríplice viral (Sarampo, caxumba e rubéola)
10. DTP (Tríplice bacteriana)
11. Meningocócica C (conjugada)
12. Influenza (campanha anual) 6 m< 5 anos)
13. Tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela)
14. Hepatite A
15. Varicela
Criança
Calendário Nacional de Vacinação 2018
dT (Dupla adulto)
dTpa (Gestante e profissionais de saúde)
Febre amarela
Hepatite B
Influenza (Grupos prioritários)
Papilomavirus humano 6, 11, 16 e 18– HPV
Tríplice viral
Meningocócica C (conjugada)
Idoso
dT (Dupla adulto)
Hepatite B
Febre amarela
Influenza (campanha anual)
Pneumocócica 23
Adolescente e adultos
Cobertura Vacinal. Crianças < 1 ano e 1 ano
de idade. Santa Catarina. 2015 a 2017
0
20
40
60
80
100
120
BCG Rotavírus Meningo C Pneumo 10 Poliomielite Penta Hep A Tríplice viral Tetra viral
2015 2016 2017
90%
95%
Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
Cobertura vacinal acumulada. Crianças < 1
ano e 1 ano de idade. Santa Catarina. 2018
83,16
78,7
80,93
76,06
79,56
76,84
69,61
84,86
47,13
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
BCG Rotavírus Meningo C Pneumo 10 Poliomielite Penta Hep A Tríplice viral Tetra viral
Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
68%
47,91%
44%
17%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
D1 D2 D1 D2
Cobertura vacinal acumulada. Vacina HPV.
Santa Catarina. 2014 à 2018
Feminino
9 a 14 anos
Masculino
11 a 14 anos
Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
Cobertura vacinal acumulada. Vacina Meningo C
em adolescentes. Santa Catarina. 2017 à 2018
2,79%
60%
45%
0,20%
27%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
11 anos 12 anos 13 anos 14 anos Total
Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
Possíveis causas da queda da vacinação
O sucesso das ações de imunização causou falsa sensação de que não há
mais necessidade de se vacinar
Desconhecimento individual sobre a importância e benefícios das vacinas:
não se vê mais algumas doenças como um risco
FAKE NEWS: Circulação de notícias falsas na internet e WhatsApp causando
dúvidas na população sobre a segurança e eficácia das vacinas
Horários de funcionamento das unidades de saúde incompatíveis com as
novas rotinas
Movimento antivacina
Cenário epidemiológico atual - Brasil
Fonte: Ministério da saúde
Busca ativa de faltosos;
Avaliação constante das coberturas vacinais/homogeneidade em todos os municípios;
Readequação de horários mais compatíveis com a rotina atual da população brasileira;
Divulgar e promover a vacinação de adultos;
Construir novas estratégias de ação entre imunização e atenção primária;
 Reforçar com a equipe de saúde a importância da vacinação da gestante;
Estratégias
Estratégias
Estimular a vacinação de profissionais de saúde;
Reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a
mobilização sobre a vacina por envolver professores e também a família – PSE/SPE;
Manter atualizado o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-
PNI)
Referências
Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Atenção Primária- Seminário do
Conass para construção de consensos / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. -
Brasília : CONASS, 2004, disponível em:
http://189.28.128.100/dab/docs/geral/conass_documenta2.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. 1ª
edição. Brasília, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a
Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a
organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.533, de 18 de agosto de 2017. Redefine o
Calendário Nacional de Vacinação, o Calendário Nacional de Vacinação dos Povos
Indígenas e Campanhas Nacionais de Vacinação, no âmbito do Programa Nacional de
Imunizações (PNI), em todo território nacional. Brasília, 2016.
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Vacinação na Atenção Primária

  • 2. VACINAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Arieli Schiessl Fialho Chefe da Divisão de Imunização da Gerência de Vigilância das doenças Imunopreveníveis e Imunização na Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina
  • 3. Atenção Primária A Atenção Primária à Saúde é um conjunto de intervenções de saúde no âmbito individual e coletivo que envolve: promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação (CONASS 2004).
  • 4. Atenção Primária e Vigilância em Saúde A Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde devem desenvolver ações integradas visando a promoção da saúde e prevenção de doenças nos territórios sob sua responsabilidade (PNAB 2017).
  • 5. Vacinação É o único meio para interromper a cadeia de transmissão de algumas doenças; Só se torna possível com coberturas adequadas e homogêneas para todos grupos da população; Melhor relação custo/benefício no setor da Saúde Pública.
  • 6. Um breve histórico 1796 – A primeira vacina foi descoberta por Edward Jenner, que sistematizou os conhecimentos empíricos e criou a vacina contra a varíola, a partir da pústula formada pelo vírus vaccínia nas tetas das vacas. pt.ars-curandi.wikia.com/wiki/Ficheiro:Jenner_vacina_crianca.jpg
  • 7. 1804 – Chegada da vacina contra a varíola no Brasil; 1885 – Descoberta da vacina contra a raiva por Louis Pasteur; bioorbis.org/2014/01/biodiversidade-e-teoria-da-geracao.html
  • 8. 1904 – Revolta da Vacina; 1927 – Início da vacinação contra a tuberculose no Brasil com a vacina BCG; 1937 – Criação da primeira vacina eficaz contra a febre amarela; istoedinheiro.com.br/noticias/artigo/20160205/revolta- vacina-cem-anos-depois/339342
  • 9. 1955 – Apresentação, por Jonas Salk, dos resultados da vacina contra poliomielite inativada – VIP; * A vacina que mudou o mundo – documentário 2010 1957 – Descoberta da vacina oral contra a poliomielite (VOP), por Albert Sabin; Introdução no Brasil 1961 (RJ e SP) http://verdevalefm3.com.br/2016/09/19/comeca-hoje- campanha-para-atualizar-caderneta-de-vacinacao
  • 10. 1973 – Instituição do Programa Nacional de Imunização – PNI; 1977 – Instituição do primeiro Calendário Básico de Imunização: vacinas obrigatórias em menor de 1 ano (BCG, VOP, DTP e sarampo); 1980 – Estabelecimento da estratégia dos dias nacionais de imunização contra a poliomielite; www.timetoast.com/timelines/129424
  • 11. 1986 – Criação do Zé Gotinha
  • 12. 1994 – Implantação da vacina contra Hep B na região Oeste e Meio Oeste para crianças até 14 anos; 1995 – 1ª Campanha Nacional de Seguimento contra o Sarampo (1 a 3 anos de idade); 1998 – Introdução da vacina dT em substituição da vacina contra o tétano; 1999 – 1ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (idosos); http://terceiraidadepraiagrande.blogspot.com/2013/06/campanha -de-vacinacao-contra-gripe-e
  • 13. 2002 – Introdução da vacina tetravalente (DTP + Hib) para menores de 1 ano; 2003 – Substituição da vacina sarampo (9 meses) pela VTV (12 meses); 2004 – Estabelecimento de diretrizes gerais para o funcionamento do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais – CRIE; Instituição do Calendário Básico de Vacinação da Criança, do Adolescente, do Adulto e do Idoso; 2006 – Introdução da vacina oral contra o rotavírus humano;
  • 14. 2008 – Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola; Criação do Vacinômetro com o Zé Gotinha; 2010 – Introdução das vacinas Pneumocócica 10 e Meningocócica C; 2012 – Introdução da vacina Pentavalente VIP em substituição as duas primeiras doses da VOP; 2013 – Implantação da vacina tetraviral em substituição à segunda doses da VTV (15 meses);
  • 15. Atenção Primária e Vigilância em Saúde 2014 – Introdução das vacinas Hepatite A HPV (meninas de 11 a 13 anos) dTpa (gestantes e profissionais de saúde) 2015 – VIP em substituição à 3ª dose de VOP 2017 – HPV para meninos de 11 a 14 anos MnC para adolescentes de 12 a 13 anos 2018 – Segunda dose da Varicela de 4 a 6 anos MnC para adolescentes de 11 a 14 anos Febre amarela aos 9 meses para todos os municípios
  • 16. Calendário Nacional de Vacinação 2018 1. BCG 2. Hepatite B (dose ao nascer) 3. Penta (DTP/Hib/HepB) 4. VIP (Vacina inativada poliomielite) 5. VOP (Vacina oral poliomielite) 6. VORH (Vacina oral rotavírus humano) 7. Pneumocócica 10 valente 8. Febre amarela 9. Tríplice viral (Sarampo, caxumba e rubéola) 10. DTP (Tríplice bacteriana) 11. Meningocócica C (conjugada) 12. Influenza (campanha anual) 6 m< 5 anos) 13. Tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) 14. Hepatite A 15. Varicela Criança
  • 17. Calendário Nacional de Vacinação 2018 dT (Dupla adulto) dTpa (Gestante e profissionais de saúde) Febre amarela Hepatite B Influenza (Grupos prioritários) Papilomavirus humano 6, 11, 16 e 18– HPV Tríplice viral Meningocócica C (conjugada) Idoso dT (Dupla adulto) Hepatite B Febre amarela Influenza (campanha anual) Pneumocócica 23 Adolescente e adultos
  • 18. Cobertura Vacinal. Crianças < 1 ano e 1 ano de idade. Santa Catarina. 2015 a 2017 0 20 40 60 80 100 120 BCG Rotavírus Meningo C Pneumo 10 Poliomielite Penta Hep A Tríplice viral Tetra viral 2015 2016 2017 90% 95% Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
  • 19. Cobertura vacinal acumulada. Crianças < 1 ano e 1 ano de idade. Santa Catarina. 2018 83,16 78,7 80,93 76,06 79,56 76,84 69,61 84,86 47,13 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 BCG Rotavírus Meningo C Pneumo 10 Poliomielite Penta Hep A Tríplice viral Tetra viral Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
  • 20. 68% 47,91% 44% 17% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% D1 D2 D1 D2 Cobertura vacinal acumulada. Vacina HPV. Santa Catarina. 2014 à 2018 Feminino 9 a 14 anos Masculino 11 a 14 anos Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
  • 21. Cobertura vacinal acumulada. Vacina Meningo C em adolescentes. Santa Catarina. 2017 à 2018 2,79% 60% 45% 0,20% 27% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 11 anos 12 anos 13 anos 14 anos Total Fonte: sipni.datasus.gov.br em 01/08/2018
  • 22. Possíveis causas da queda da vacinação O sucesso das ações de imunização causou falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar Desconhecimento individual sobre a importância e benefícios das vacinas: não se vê mais algumas doenças como um risco FAKE NEWS: Circulação de notícias falsas na internet e WhatsApp causando dúvidas na população sobre a segurança e eficácia das vacinas Horários de funcionamento das unidades de saúde incompatíveis com as novas rotinas Movimento antivacina
  • 23. Cenário epidemiológico atual - Brasil Fonte: Ministério da saúde
  • 24. Busca ativa de faltosos; Avaliação constante das coberturas vacinais/homogeneidade em todos os municípios; Readequação de horários mais compatíveis com a rotina atual da população brasileira; Divulgar e promover a vacinação de adultos; Construir novas estratégias de ação entre imunização e atenção primária;  Reforçar com a equipe de saúde a importância da vacinação da gestante; Estratégias
  • 25. Estratégias Estimular a vacinação de profissionais de saúde; Reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver professores e também a família – PSE/SPE; Manter atualizado o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI- PNI)
  • 26. Referências Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Atenção Primária- Seminário do Conass para construção de consensos / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. - Brasília : CONASS, 2004, disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/geral/conass_documenta2.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. 1ª edição. Brasília, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.533, de 18 de agosto de 2017. Redefine o Calendário Nacional de Vacinação, o Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas e Campanhas Nacionais de Vacinação, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em todo território nacional. Brasília, 2016.
  • 28. Avalie a webpalestra de hoje: https://goo.gl/forms/xSMaKlFM6l 9IFS652