Trovadorismo

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Estudo sobre as características do Trovadorismo.

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Trovadorismo

  1. 1. TROVADORISMO
  2. 2. TROVADORISMO: Conjunto de manifestações literárias contemporâneas à primeira dinastia – a dinastia de Borgonha (1109-1385).
  3. 3. MOMENTO HISTÓRICO Primeira fase da história de Portugal: séculos XII a XIV 1095: O rei Afonso VI, de Leão e Castela, concede o condado Portucalense a seu genro Henrique de Borgonha
  4. 4. • 1109-1385: Dinastia de Borgonha. Declínio do feudalismo.
  5. 5. • 1139: D. Afonso Henriques, filho e sucessor de Henrique de Borgonha, após vencer os mouros em batalha, declara a independência do condado Portucalense e proclama-se rei. É o início da 1ª dinastia.
  6. 6. • Reconhecimento da independência de Castela (tratado de zamora).
  7. 7. Fim da Revolução de Avis; D. João I é aclamado rei de Portugal; início da dinastia de Avis.
  8. 8. CRONOLOGIA DO TROVADORISMO • INÍCIO: 1189 (ou 1198?) – Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares Tavares. • FIM – 1385 – Fim da dinastia de Borgonha.
  9. 9. A POESIA TROVADORESCA • A poesia não era escrita para ser lida por um leitor solitário; • Era cantada (daí o nome de cantiga); • Devemos considerar as cantigas como poesia intimamente ligada à música, própria para apresentações públicas.
  10. 10. Chamamos de poesia trovadoresca à produção poética, em galego-português, do final do século XII ao século XIV. Seu apogeu ocorre no reinado de Afonso III, pelos meados do século XII.
  11. 11. OS CANCIONEIROS • Cancioneiro da Ajuda; • Cancioneiro da Vaticana; • Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa
  12. 12. OS AUTORES • Os autores das cantigas são chamados trovadores. • Eram pessoas cultas, quase sempre nobres.
  13. 13. OS INTÉRPRETES • Jogral; • Segrel; • Menestrel ;
  14. 14. CARACTERÍSTICAS DAS CANTIGAS Língua: galego-português; Tradição oral e coletiva; Poesia cantada e acompanhada por instrumentos musicais, colecionadas em cancioneiros; Autores: trovadores Intérpretes: jograis, segréis e menestréis; Gêneros: lírico e satírico.
  15. 15. GÊNEROS cantigas de amor LÍRICO cantigas de amigo cantigas de escárnio SATÍRICO cantigas de maldizer
  16. 16. Características das cantigas de amor • Voz lírica masculina. • Tratamento dado a mulher mia senhor. • Expressão da vida da corte.
  17. 17. • Convenções do amor cortês: a. idealização da mulher b. vassalagem amorosa. c. expressão da coita. • Origem provençal.
  18. 18. Características da cantiga de amigo • Voz lírica feminina. • Tratamento dado ao namorado amigo. • Expressão da vida campesina e urbana. • Realismo fatos comuns da vida cotidiana.
  19. 19. • Amor realizado ou possível – sofrimento amoroso. • Simplicidade – pequenos quadros sentimentais. • Paralelismo e refrão. • Origem popular e autóctone (isto é, na própria Península Ibérica.)
  20. 20. Características das cantigas satíricas • Cantigas de escárnio • Indiretas • Uso da ironia e do equívoco
  21. 21. De vós, senhor, quer’eu dizer verdade e nom ja sobr’[o] amor que vos ei: senhor, bem [moor] é vossa torpicidade de quantas outras eno mundo sei; assi de fea come de maldade nom vos vence oje senom filha dum rei [Eu] nom vos amo nem me perderei, u vos nom vir, por vós de soidade[...] (Pero Larouco)
  22. 22. Tradução: Sobre vós, senhora, eu quero dizer verdade e não já sobre o amor que tenho por vós: senhora, bem maior é vossa estupidez do que a de quantas outras conheço no mundo tanto na feiúra quanto na maldade não vos vence hoje senão a filha de um rei Eu não vos amo nem me perderei de saudade por vós, quando não vos vir.
  23. 23. Cantigas de maldizer • Diretas, sem equívocos. • Intenção difamatória • Palavrões e xingamentos.
  24. 24. Maria Mateu, daqui vou desertar. De cona não achar o mal me vem. Aquela que a tem não ma quer dar e alguém que ma daria não a tem. Maria Mateu, Maria Mateu, tão desejosa sois de cona como eu! Quantas conas foi Deus desperdiçar quando aqui abundou quem as não quer! E a outros, fê-las muito desejar: a mim e a ti, ainda que mulher. Maria Mateu, Maria Mateu tão desejosa sois de cona como eu!
  25. 25. • Conheceis uma donzela por quem trovei e a que um dia chamei de Dona Beringela? nunca tamanha porfia vi nem mais disparatada. Agora que está casada chamam-lhe Dona Maria. Algo me traz enjoado, assim o céu me defenda: um que está a bom recato (negra morte o surpreenda e o Demônio cedo o tome!) quis chamá-la pelo nome e chamou-lhe Dona Ousenda. Pois que se tem por formosa quanto mais achar-se pode, pela Virgem gloriosa! um homem que cheira a bode e cedo morra na forca quando lhe cerrava a boca chamou-lhe Dona Gondrode. Dom Afonso Sanches

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