FULNI-Ô
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIENCIAS DA NATUREZA
CURSO ARQUEOLOGIA E CONSERVAÇÃO EM ARTE RUPESTRE
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Introdução
Os Fulni-ô, também conhecidos como Carijó ou Carnijó;
Classificação aproximada ao tronco linguístico Macro-Jê.
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• Os Fulni-ô habitam a área que veio a se tornar o município de
Águas Belas, que tem sua fundação por volta de 1700;
• Foi...
• Situado na zona conhecida como o Polígono da Seca
Nordestina (Sertão), a 273 quilômetros da capital do
Estado de Pernamb...
Aldeias: uma próxima da área
urbana de Águas Belas - 11.500
hectares, a 500 metros da sede da
cidade, corresponde à área d...
• A origem do nome Fulni-ô é muito antiga. Significa
"povo da beira do rio“;
• um estudo comparativo entre a língua Karirí...
• Os dados mais antigos – 1749 – segundo registro da
"Informação Geral da Capitania de Pernambuco"
(1906), a aldeia da Rib...
• Relação entre o aldeamento e a cidade de Águas Belas;
• Invasões e demarcação – o governo da
província, demarcou essas t...
• Preocupação de manter viva a tradição;
• Projetos sociais em escolas, museus, etc.;
• Projeto o Índio Vai à Escola, com ...
• Preocupação de manter viva a tradição;
• Projetos sociais em escolas, museus, etc.;
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Projetos Sociais e questões
políticas
• Atualmente possuem força política importante e tentam
se manter unidos no sentido de conquistar seus direitos e
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Pintura corporal destacada por um beleza simbólica;
Musicalidade marcante;
A dança como identidade: Toré e Cafurn...
Apresentação Fulni-ô no Museu do
Índio-RJ (2013)
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 Podem ser por parte de pai ou
mãe fulniô.

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 Família é responsável pelo
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 Confecção de artefatos de
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responsáveis.
 São fabricados na...
• A etnia fulni-ô tem características peculiares que nos ajudam a entender
melhor os aspectos de resistência que, embora h...
• Em especial ao Maike Wítxó Fulni-ô, estudante do curso de Ciências
Sociais na Universidade Federal Rural de Pernambuco, ...
Ghal’ xá!
Referências Bibliográficas
• LAPENDA, Geraldo. Estrutura da Língua Iatê: falada pelos índios Fulniô em Pernambuco. 2ª
Ediç...
Referências Bibliográficas
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FREIRE, José Ribamar Bessa. Dona Taci: a sabedoria fulni-ô[Internete]. Porantim: em defesa d...
Referências Bibliográficas
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Palavra Insurgente: Uma breve história étnica contemporânea do Santuário dos Pajés.
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Os Fulni-ô: uma cultura de resistência

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Fulni-ô é uma das muitas etnias que habitavam o território que hoje conhecemos como Brasil. É a única etnia que preservou o idioma em prática, no Nordeste brasileiro (com exceção o Maranhão). Possuem uma cultura marcada pela música e pela dança e fazem da sua cultura mais do que uma expressão, mas um ato de resistência em meio aos séculos de repressão e tentativas de extermínios.

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Os Fulni-ô: uma cultura de resistência

  1. 1. FULNI-Ô UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIENCIAS DA NATUREZA CURSO ARQUEOLOGIA E CONSERVAÇÃO EM ARTE RUPESTRE DISCIPLINA: HISTÓRIA DOS ÍNDIOS PROFª DRª: JÓINA BORGES Adália Mara Morim Andre das Neves Dithara Campelo Francilene Xavier de Sousa Pedro Bruno Carneiro
  2. 2. Introdução Os Fulni-ô, também conhecidos como Carijó ou Carnijó; Classificação aproximada ao tronco linguístico Macro-Jê. Cultura de resistência – o Yatê/Yaateh/Iatê, o ritual sagrado do Ouricuri e as danças Cafurna e Toré.; Objetivo Geral Aspectos sócio-culturais da etnia Fulni-ô, abordando os contextos históricos, culturais e econômicos; A importância de se manter a cultura e as tradições dessa etnia.
  3. 3. • Os Fulni-ô habitam a área que veio a se tornar o município de Águas Belas, que tem sua fundação por volta de 1700; • Foi um aldeamento de índios e depois Aldeia da Alagoa da Serra do Comunati, seu primeiro nome. Depois passou a denominar-se de Ipanema, do rio que lhe banha as terras, conforme na Descrição de Pernambuco, do ano de 1746. Anteriormente, havia sido habitada pelos índios Tupiniquins que, depois de duras lutas foram vencidos pelos Carnijós que se fixaram em definitivo na nova terra; • 1749 – Informação geral da Capitania de Pernambuco • 1873 Contexto Geográfico: localização e demografia
  4. 4. • Situado na zona conhecida como o Polígono da Seca Nordestina (Sertão), a 273 quilômetros da capital do Estado de Pernambuco. Em 1980, a população do município era de 37.057 habitantes, dos quais 11.714 viviam na área urbana, e 25.343 na área rural. Atualmente, possui cerca de 40.235 habitantes e a área do Município corresponde a 885.986 km², com um bioma classificado como Caatinga (IBGE, 2010); Contexto Geográfico: localização e demografia
  5. 5. Aldeias: uma próxima da área urbana de Águas Belas - 11.500 hectares, a 500 metros da sede da cidade, corresponde à área de Reserva Regularizada, classificada pela FUNAI e a como Tradicionalmente Ocupada (segundo consta no site da FUNAI, encontra-se em processo de estudo e sem demarcação). A população atual é de aproximadamente 6200 índios. Aldeia sagrada do Ouricuri, onde eles se retiram durante três meses (entre setembro e novembro), anualmente, para a prática do ritual secreto do Ouricuri (está classificada
  6. 6. • A origem do nome Fulni-ô é muito antiga. Significa "povo da beira do rio“; • um estudo comparativo entre a língua Karirí, da língua Karnijó, mais tarde a língua Yaathe falada pelos Fulni-ô fora considerada uma língua autônoma, contudo foi classificada por aproximação linguística ao Tronco Macro-Jê; • Escola Bilíngue Antônio José Moreira - professora Marilena Araújo de Sá - Awassury Araújo Etnia e língua: origens e aspectos peculiares.
  7. 7. • Os dados mais antigos – 1749 – segundo registro da "Informação Geral da Capitania de Pernambuco" (1906), a aldeia da Ribeira do Ipanema, viviam 323 pessoas pertencentes a este grupo; • 1855  738 pessoas. • Epidemia de cólera que atacou a aldeia em 1856, diminuíram quase pela metade, chegando em 1861 restando apenas 382 pessoas; • 1873  aproximadamente uma centena; • Início do século XX – ascendência populacional, essa tendência se manteve até o início do século XI e atualmente são contabilizados cerca de 6.200. Síntese Histórica
  8. 8. • Relação entre o aldeamento e a cidade de Águas Belas; • Invasões e demarcação – o governo da província, demarcou essas terras por meio de carta régias e alvarás. No século XX com a mudança do governo e a criação de novas leis, os “civilizados” tentaram encontrar maneiras para tomar posse das terras. • Em 1928  divisão da Terra em 400 lotes de 37 hectares cada e 27 lotes menores; • Em 1929 os Fulni-ô receberam títulos individuais das terras; Síntese Histórica
  9. 9. • Preocupação de manter viva a tradição; • Projetos sociais em escolas, museus, etc.; • Projeto o Índio Vai à Escola, com contou com a colaboração de Daniel dos Santos e Pablo Ravi, que anterior a deste, trabalharam por cinco anos na FUNAI; Projetos Sociais e questões políticas
  10. 10. • Preocupação de manter viva a tradição; • Projetos sociais em escolas, museus, etc.; • Projeto o Índio Vai à Escola, com contou com a colaboração de Daniel dos Santos e Pablo Ravi, que anterior a deste, trabalharam por cinco anos na FUNAI; Projetos Sociais e questões políticas
  11. 11. Projetos Sociais e questões políticas
  12. 12. • Atualmente possuem força política importante e tentam se manter unidos no sentido de conquistar seus direitos e ampliar a participação na sociedade como um todo; • Nas últimas eleições elegeram dois vereadores; • A participação em projetos culturais também é uma maneira de fortalecer a identidade e difundir suas lutas pela terra. A luta pela terra e inserção política
  13. 13. • • • • Pintura corporal destacada por um beleza simbólica; Musicalidade marcante; A dança como identidade: Toré e Cafurna. O sagrado e secreto Ouricuri – três meses – setembro a novembro; • Yatê ou Yateh – Macro-Jê; • Dona Itaci ou Taci – uma manifestação da sabedoria Fulni-ô; Cultura e resistência
  14. 14. Apresentação Fulni-ô no Museu do Índio-RJ (2013)
  15. 15.  São consideráveis:  Podem ser por parte de pai ou mãe fulniô.  Equilíbrio entre os remanescentes e descendentes.  Existe uma discordância quanto à posse dessa terra.  Prática de arrendamento também é usual pelos Fulniô. Relações Inter étnicas
  16. 16.  Família é responsável pelo cultivo.  Confecção de artefatos de palma, mulheres são as responsáveis.  São fabricados na época do ritual do Ouricuri.  Questão econômica se da também fora da terra indígena. Economia
  17. 17. • A etnia fulni-ô tem características peculiares que nos ajudam a entender melhor os aspectos de resistência que, embora historicamente possuam um aspecto político de influência, também passaram por momentos de grande repressão e tentativa de exclusão de suas terras e supressão de suas práticas culturais. • Podemos ainda ressaltar o aspecto musical como uma das características mais importantes desse grupo, e dentro dessa abordagem, uma vez que não encontramos trabalhos voltados para a arqueologia, também temos a possibilidade de pesquisas voltados para a Arqueomusicologia, ou ainda na Arqueo-Etnomusicologia, que embora sejam abordagens mais recentes dentro da Arqueologia, podem contribuir no fortalecimento das manifestações culturais Fulni-ô. • Segundo o relato de Maike Waítxó Fulni-ô há presença de arte rupestre, o que também pode vir a possibilitar o trabalho de conservação e preservação das pinturas rupestre; Considerações
  18. 18. • Em especial ao Maike Wítxó Fulni-ô, estudante do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal Rural de Pernambuco, que mesmo em meio às ocupações do dia a dia esteve presente, à medida do possível, e com muita atenção. Nosso muito obrigada, por nos enviar a letra em Yatê e a tradução da música na dança Cafurna (presente no vídeo), bem como por tirar dúvidas acerca de algumas palavras básicas e na sugestão do livro “Estrutura da Língua Yatê: falada pelos índios Fulni-ô em Pernambuco”. • Agradecemos ainda ao registro da sabedoria Fulni-ó presente nas falas da Dona Itaci, também conhecida como Dona Taci, que, para nossa surpresa, acabamos por descobrir em conversa com o Maike, tratar-se de sua avó e que a mesma completou no último dia 16 do presente mês, um ano de partida. • À Daniela La Chioma, Doutoranda em Arqueomusicologia (USP), pelos diálogos e esclarecimentos acerca da Arqueologia da Música e Etnomusicologia. Agradecimentos
  19. 19. Ghal’ xá!
  20. 20. Referências Bibliográficas • LAPENDA, Geraldo. Estrutura da Língua Iatê: falada pelos índios Fulniô em Pernambuco. 2ª Edição. Recife: Editora Universitária UFPE, 2005. • FAUSTO, Carlos. Os Índios Antes do Brasil. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed., 2005. • Projeto Escolas de Índio. Coord. ALMEIDA, Inês. Organização e Revisão: MENDONÇA, Caroline. BECHARA, Cássica. AMORIM, Eline. ENEIDA, Heloísa. ARCANJO, Jozelito. POMPÉIA, Rosário. BARATA, Rogério. Caderno do Tempo: Professoras e Professores indígenas em Pernambuco. 2a Edição Belo Horizonte, 2006. • Organização: CARNEIRO, Manuela. História dos Índios no Brasil. Ed. Companhia das Letras, São Paulo. Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992. • Sites Consultados: • SILVA, Fábia Pereira da. Artigo: Descrição da estrutura silábica do Yaathe, uma língua indígena brasileira. Anais do VII Congresso Internacional da Abralin Curitiba 2011. • Disponível em: <http://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/artigo%3Asilva2011/silva_2011_silaba.pdf> Acessado em 19/02/2014.
  21. 21. Referências Bibliográficas • FREIRE, José Ribamar Bessa. Dona Taci: a sabedoria fulni-ô[Internete]. Porantim: em defesa da causa indígena. Ano XXXV [janeiro/fevereiro 2013]; 352:13. Disponível em: <http://www.cimi.org.br/pub/Porantim/2013/Porantim%20352.pdf> Acessado em 19/02/2014. • DIAZ, H. Jorge. Arara – Tribos Indigenas Brasileiras – Fulniô. Instituto de Investigações Sociológicas. Univercidade Autónoma “Benito Juárez” de Oaxaca. • Estudos Avançados de Cultura Contemporânea. Disponível em: <http://culturacontemporanea.blogspot.com.br/2012/06/introducao-peter-schroder-e-facil.htlm> Acessado em 19/02/2014. • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Disponível em: <http://cidades.ibge.gov.br/painel/painel.php?lang=&codmun=260050&search=pernambuco|%C3%81guasbelas|infograficos:-dados-gerais-do-municipio> Acessado em 26/02/2014. • Universidade Federal de Alagoas. Disponível em: <http://www.ufal.edu.br/noticias/divulgacaocientifica/yaathe-e-a-unica-lingua-indigena-que-permanece-viva-no-nordeste-1> Acessado em: 19/02/2014. • Fundação de Ação Social Prefeitura de Curitiba. Disponível em: <http://www.fas.curitiba.pr.gov.br/noticia.aspx?idf=1248> Acessado em 26/02/2014. • Povos Indígenas no Brasil: Fulni-ô. Disponível em: <http://pib.socioambiental.org/pt/povo/fulni-o/487> Acessado em: 19/02/2014.
  22. 22. Referências Bibliográficas • Palavra Insurgente: Uma breve história étnica contemporânea do Santuário dos Pajés. <http://palavrainsurgente.blogspot.com.br/2011/10/uma-breve-historia-etnica-contemporanea.html> Acessado em 26/02/2014. • Prefeitura Municipal de Águas Belas. Disponível em: <http://www.aguasbelas.pe.gov.br/internas.php?id=21> Acessado em 26/02/2014. • Fundação Joaquim Nabuco: Mapa Território Indígena Fulni-ó. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br/index.php?searchword=fulni%C3%B4&ordering=&searchphrase=all&Itemid=290&option=com_search> Acessado em 19/02/2014. • Fulni-ô: História e Educação de um povo bilíngue em Pernambuco. Disponível em: <http://www.pppg.ufma.br/cadernosdepesquisa/uploads/files/Artigo%204(35).pdf> Acessado em: 19/02/2014 • • Regional Diário do Nordeste: cultura e mistérios mantidos pelos Fulni-ô. Disponível em: <http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/cultura-e-misterios-mantidos-pelos-fulni-o-1.318611>. Acessado em: 19/02/2014 • Projeto Walê Fulni-ô. Disponível em: <http://projetowale.blogspot.com.br/> Acessado em: 19/02/2014. • • • XII Encontro de Culuturas Chapada dos Veadeiros. Encontro de Culturas. Disponível em: http://www.encontrodeculturas.com.br/2013/noticia/555/festa-fulni-o-marca-encerramento-da-aldeia-multietnica Acessado em: 19/02/2014. • Educação Tecnológica. Disponível em: <http://esvictorwesley.blogspot.com.br/2010/04/tribo-fulni.html> Acessado em: 19/02/2014. • O Corpor Pertubador. Disponível em: <http://ocorpoperturbador.blogspot.com.br/2010/12/avani-india-fulni-oentrevista.html> Acessado em: 19/02/2014.

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