TURISMO NO CENTROPLANO DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DO CENTRO DA CIDADE DE SÃO PAULO
Créditos                                                                                                                  ...
São Paulo e o seu Centro                        A identidade de um grande destino turístico tem de passar, necessa-       ...
Índice                                              SEÇÃO I                               SEÇÃO II                        ...
Apresentação do plano                                        fortalecedora para uma formação sólida, e um caminho        c...
A Concepção do Trabalho                                       Em paralelo à primeira etapa, foi desenvolvido pelo        C...
Esses dados, complementares ao diagnóstico, serviram         São Paulo e o turismo                                        ...
Contexto histórico                                               No século XVII, São Paulo transforma-se em sede da       ...
ex-escravos e imigrantes recém-chegados, ocupando um                             da economia mundial, motiva uma política ...
Turismo no Centro - Plano de Desenvolvimento Turístico do Centro da cidade de São Paulo
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  1. 1. TURISMO NO CENTROPLANO DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DO CENTRO DA CIDADE DE SÃO PAULO
  2. 2. Créditos Prefeitura da Cidade de São Paulo Gilberto Kassab Prefeito Caio Luiz de Carvalho Presidente da São Paulo Turismo O conteúdo técnico aqui publicado é de inteira responsabilidade da São Paulo Turismo S/A. A São Paulo Turismo não possui nenhum vínculo com os estabelecimentos e atrativos mencionados neste material. Luciane LeiteTodos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida, por qualquer processo, sem a permissão expressa dos responsáveis. Diretora de Turismo e Entretenimento da São Paulo Turismo Venda proibida. Material produzido no idioma português. Tiragem total: 1250 exemplares. Mais informações no site: www.cidadedesaopaulo.com/turismonocentro Impresso em Junho de 2008. Edição sob responsabilidade da São Paulo Turismo S.A. Comprometa-se com o meio ambiente. Adote o 3R na sua vida: reduza, reutilize, recicle! Copyright © 2008 São Paulo Turismo. Plano de Desenvolvimento Turístico do Centro de São Paulo Coordenação Técnica: Equipe Técnica Colaboração: Instituições de Ensino Turismo no Centro - Plano de Desenvolvimento Turístico do Centro da Cidade de São Paulo Aline Delmanto São Paulo Turismo: Beatriz Lage Superior envolvidas: 1a ed. – São Paulo: São Paulo Turismo, 2008. Fernanda Ascar Adriana Omuro Carolina Negri Centro Federal de Educação Vários colaboradores. Adriano Gomes Cristina Rollo Tecnológica de São Paulo 1. Centro urbano (São Paulo, SP) 2. Plano de Desenvolvimento Turístico do Centro da Cidade de São Paulo 3. Turismo – São Paulo (SP). Desenvolvimento e Andreia Piason Daniela de Moura Rocha (CEFET-SP) Textos: Bernando Ignarra Déborah Fabrício Centro Universitário Nove de CDD – 306.4881611 Raquel Vettori Fábio Alves Filipe Vieira de Oliveira Julho (UNINOVE) 08.04942 Fabio Montanheiro Flávia Coppa Francisco Centro Universitário SENAC-SP Projeto Gráfico: Fernanda Ascar Jacqueline A. de Menezes Universidade Anhembi René Perol Janaína Trentin Juliana Carrasco Morumbi Índice para catálogo sistemático: Assistente: Luis Pazcuzzi Lucia Regina Universidade Cruzeiro do Sul 1.Plano de Desenvolvimento Turístico do Centro da Cidade de São Paulo 306.4881611 Fabio Montanheiro Marília Uint Luciana Sinzato (UNICSUL) Mario La Torre Marcelo Baptista Universidade Paulista (UNIP) São Paulo Turismo S/A Mapas: Raquel Vettori Maria Gabriela L. e Silva Avenida Olavo Fontoura, 1209 Fabio Montanheiro Marisa Marrocos Apoio: Parque Anhembi – Santana Gilberto Back (Universidade Estagiários: Rodrigo Sultão Lima Alves Associação Viva o Centro CEP: 02012-021 Anhembi Morumbi) Ana Carolina Teixeira Conselho Municipal de São Paulo – SP René Perol Alan Aparecido Guizi Menor aprendiz: Turismo Alessandra Tamashiro Vinícius B. Barbosa Subprefeitura Sé Colaboração Textos: Bruna B. Teixeira Adriano Gomes Dario G. S. Espinoza Revisão de textos: Créditos imagens: Luis Pascuzzi Fabiana Mari Maeda Jurotrans Traduções nas respectivas imagens Gabriel C. R. G. Arrojo constantes neste material. Maria Fernanda Passarelli Thaís Nunes Simões 3 www.cidadedesaopaulo.com/turismono centro TURISMO NO CENTRO
  3. 3. São Paulo e o seu Centro A identidade de um grande destino turístico tem de passar, necessa- O Projeto Centro é mais uma etapa para fazer do Centro de São Paulo riamente, pelo seu coração, que é o Centro. E ele deve bater, pulsar, de um lugar mais atraente e freqüentado por turistas e moradores, o que forma saudável e vitoriosa, 24 horas por dia. irá torná-lo, de forma efetiva, não só o ponto alto de uma visita, mas a síntese de nosso orgulho e amor pela cidade. São Paulo precisa de ícones, resgatar e propagar sua história e, princi- palmente, que moradores e visitantes os conheçam e os valorizem. Então, ao trabalho. É uma satisfação ampliar nosso conhecimento e ter a oportunidade de cuidar ainda mais do lugar que representa a nossa Há muito se fala em revitalização do Centro. Mas é a primeira vez que a alma e a nossa história. cidade ganha um estudo tão detalhado como esse Projeto, que resultou em um inventário completo de suas possíveis atrações e necessi- dades. E o que é melhor, com olhos voltados a torná-lo mais sedutor e Gilberto Kassab interessante tanto para os que chegam quanto para os que aqui vivem. Prefeito de São Paulo Nosso Centro São Paulo tem histórias. Muitas... Às vezes a correria do dia-a-dia equipamentos, serviços e atrações em um espaço equivalente a não permite que nos atentemos a isso, mas tem sido cada vez mais apenas 0,37% da cidade. freqüente ver paulistanos ou os que escolheram aqui para viver manifestarem sua intenção de contar ou conhecer mais sobre a cidade Pontos fortes, fracos, produtos de interesse turístico, necessidades de e suas histórias. mudança, expectativas de quem trabalha ou por ali circula, tudo isso está apresentado neste documento e descrito detalhadamente em Destinos precisam prometer algo. Moradores têm que acreditar e cantar www.cidadedesaopaulo.com/turismonocentro. a sua aldeia. Uma cidade precisa de memória e de história, assim como os visitantes devem levar na bagagem experiências que encantem seus Coerentemente, a região também será a primeira a ganhar sinalização interlocutores e os conectem para sempre àquele destino. turística que, em breve, estará nos principais atrativos turísticos da capital. E não há lugar que fale mais das nossas origens, raízes e histórias do que o Centro. E isso precisa ser vivenciado por todos os turistas Nunca o Centro foi olhado com tamanha profundidade pela perspectiva e mesmo por moradores que ainda não tiveram essa oportunidade. turística. Afinal, essa é uma visão nova até para a própria capital pau- Afinal, uma cidade só é boa para o turista quando é também para o lista, de se vir e acreditar-se interessante para atrair visitantes. cidadão que nela vive. Mas os resultados estão aí, com índices históricos de ocupação A Lei Cidade Limpa, iniciativa do Prefeito Gilberto Kassab, já mudou a hoteleira, de chegada de turistas, de matérias favoráveis na mídia inter- cara da capital e especialmente do Centro. Descobrimos ou relembra- nacional, de um incremento sensível no número de eventos recebidos mos diversas atrações e belezas que estavam escondidas. Com isso pela cidade, o que a coloca no topo da lista entre os destinos que mais nosso desafio ficou ainda maior e mais estimulante. recebem eventos internacionais nas Américas, e muito mais. Por razões como essas, o Projeto Turismo no Centro é fundamental para Isso mostra que estamos no caminho certo, mas, principalmente, que o futuro, o presente e o passado da capital paulista. Para que ele se nosso trabalho está apenas começando. © Marcos Hirakawa tornasse realidade, mais de 800 universitários de seis instituições   de ensino superior paulistanas, juntamente com a equipe técnica da Caio Luiz de Carvalho São Paulo Turismo, inventariaram nada menos que quatro mil Presidente da São Paulo Turismo4 5 www.cidadedesaopaulo.com/turismono centro
  4. 4. Índice SEÇÃO I SEÇÃO II SEÇÃO IIIINTRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO DO ESPAÇO DIAGNÓSTICO DO TURISMO NO CENTRO PLANO DE AÇÃO8 Apresentação do plano 24 Caracterização do espaço 35 INFRA-ESTRUTURA DE APOIO AO TURISMO 68 PLANO DE AÇÃO8 A necessidade e O surgimento do Plano 24 Localização da área de estudo 35 Meios de hospedagem 68 ANÁLISE DO AMBIENTE9 A definição do espaço 24 Aspectos sociais 39 Bares e restaurantes 70 MACRO ESTRATÉGIAS 28 ASPECTOS ECONÔMICOS 42 Agenciamento10 A Concepção do Trabalho 43 comércio 73 CONSIDERAÇÕES FINAIS10 Os primeiros resultados 29 ASPECTOS AMBIENTAIS11 Metodologia 30 INFRA-ESTRUTURA URBANA 44 Atendimento ao turista 44 Locadoras de veículos12 São Paulo e o turismo12 O Turismo 46 ATRATIVOS TURÍSTICOS13 O impacto da atividade no mundo e no Brasil 46 Patrimônio Histórico-Cultural13 O turismo na cidade de São Paulo 46 Atrativos culturais no centro de São Paulo 46 Análise dos atrativos turísticos14 Contexto histórico 58 OUTROS ATRATIVOS14 Os primórdios 74 BIBLIOGRAFIA15 O CENTRO SE TRANSFORMA 60 A Demanda Turística17 Decadência e ressurgimento 60 A pesquisa 76 CRÉDITOS FINAIS 60 Demanda Real19 Estrutura político-institucional 62 Avaliação da Infra-estrutura do Centro e da Cidade.19 Estrutura da administração municipal 65 Demanda Reprimida e Potencial21 O turismo na administração municipal22 Instituições representativas
  5. 5. Apresentação do plano fortalecedora para uma formação sólida, e um caminho com isso superar outro desafio, o de fazer com que a aca- MAPA 01 – Divisão do perímetro de estudo para o início da vida profissional daqueles que pretendem demia realmente se envolva com os problemas da cidade O Plano de Desenvolvimento Turístico do Centro da seguir no planejamento do turismo. apresentando soluções práticas e indo além do ambiente cidade de São Paulo é resultado de um esforço coletivo, de sala de aula. Uma possibilidade de cooperação entre liderado pelo Órgão Municipal de Turismo de São Paulo, Assim, o presente documento traz a compilação dos setor público, iniciativa privada e terceiro setor, com em cooperação com o setor acadêmico, Associação Viva o resultados apresentados pelas Instituições de Ensino Su- ganho para todas as partes. Rua R . de B arros Centro e Conselho Municipal de Turismo – COMTUR. perior, com complementos e ajustes técnicos realizados ma n n oth pela equipe da São Paulo Turismo. Aceito o desafio, o Centro Federal de Educação Tecno- Ru aN De forma inédita e inovadora, a São Paulo Turismo e os lógica de São Paulo (CEFET-SP), o Centro Universitário Ru aG mais de 800 estudantes de turismo das Instituições de É importante destacar que, em função do dinamismo da Nove de Julho (UNINOVE), o Centro Universitário ua ian ase Ensino Superior envolvidas no projeto foram a campo cidade e da atividade turística, o Plano não é estático; SENAC-SP, a Universidade Anhembi Morumbi, a do s Esta Av. Prestes Maia Rua M au á durante todo o ano letivo de 2007, com o propósito de está aberto a contribuições e a novas propostas de inter- Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) e a Uni- o ias Av. d aix eC ed levantar informações capazes de embasar a criação de um venções no Centro, relacionadas ao turismo. versidade Paulista (UNIP) incluíram as várias etapas do Av. Du qu Rua Sena dor Queir óz plano de turismo para o centro de São Paulo. desenvolvimento do Plano na programação das discipli- Ave Av. C. Líbero nid aS rço ão Com a conclusão do plano, fica para a São Paulo nas obrigatórias pertinentes ao assunto e, no primeiro Joã Rua 25 de Ma o Essa região, há algum tempo, vem sendo alvo de inter- Turismo a satisfação de cumprir com o seu papel de semestre de 2007, iniciaram-se os trabalhos práticos. Rua Amaral Gurgel a ng venções dos setores público e privado, com o objetivo articuladora entre os setores interessados e envolvidos ira Av. Me l . Ip no ra Ge ia Av A definição do espaço pin rto comum de promover sua requalificação. Nesse sentido, a na atividade turística, primando por uma administração rcúrio Po ris Ave d. s. C ró La nid on Av. São ada Rua 15 aC São Paulo Turismo, consciente da importância histórica pública transparente e participativa. E então, é chegada aE Ru ro B xte rior Líbe de Nov Lu Rua e cultural do local, identificou uma excelente oportu- a hora de arregaçar as mangas e, com muito empenho, A área delimitada para o desenvolvimento do estudo é is Rua a Rua da an embro est Figu nidade de trabalhar o turismo como um dos elementos trabalhar para que, de fato, as ações apresentadas tomem composta pelos distritos República e Sé, além de uma R. P Joã Av. ônio Rua eira Ant o Gu Riac Sto aglutinadores de soluções transversais para os problemas vida e contribuam para o resgate vocacional do turismo pequena parcela dos distritos Santa Cecília e Bom Reti- hue a Rua Rua lo nit imar Mar ia aA Pau Ru ões do Centro, e abraçou a idéia. no Centro de São Paulo. ro. Apesar de a área de atuação da Viva o Centro se res- la Rosa Rua Cons. Furtado tringir aos distritos centrais anteriormente citados, Santa Durante todo o processo, esforços não foram poupados A necessidade e O surgimento do Plano Cecília e Bom Retiro, com tamanha riqueza turística e Viaduto Jaceguai Oeste para encontrar meios de tornar o plano real. E os obs- tão próximos ao Centro Velho e Novo, não poderiam ser Av. Radial Leste táculos foram muitos. Como projeto piloto e ambicio- Em 24 de julho de 2006 – durante a CLI Reunião ignorados e, portanto, os espaços com maior concentra- so, cada etapa era um novo desafio. Para a São Paulo Ordinária do COMTUR - foi apresentada pelo Super- ção de atrativos e mais próximos do perímetro foram Turismo foi uma experiência enriquecedora: coordenar intendente Geral da Associação Viva o Centro, Marco incluídos. tão grande equipe, desenvolver metodologias, adaptar Antônio Ramos de Almeida, a necessidade de um Plano ferramentas para conseguir trabalhar “isoladamente” de Desenvolvimento Turístico para o Centro de São Depois de delimitado, o perímetro de trabalho foi recor- o planejamento de um território que não se isola. Um Paulo, capaz de reposicionar a imagem e resgatar o real tado em 14 partes, tendo como critério a concentração território peculiar, dicotômico. Para os alunos, a oportu- valor da região. geográfica já conhecida de atrativos potenciais e efetivos nidade real de desenvolvimento de um projeto, acompa- e a oferta de comércio e serviços. A distribuição dessas nhando cada uma de suas etapas – indo além da teoria Sendo a necessidade do Plano um consenso entre os parcelas foi definida por sorteio e a quantidade de cada de sala de aula. Percorreram rua por rua, inventariaram conselheiros, a São Paulo Turismo prontamente propôs universidade, distribuída proporcionalmente ao número cada detalhe, e, por fim, puderam propor alternativas para às Instituições de Ensino Superior com curso de Turismo de alunos envolvidos em cada uma das instituições. tornar melhor o centro de São Paulo. Uma experiência o desafio de, juntas, consolidarem a proposta, buscando8 9 APRESENTAÇÃO do Plano www.cidadedesaopaulo.com/turismono centro TURISMO NO CENTRO
  6. 6. A Concepção do Trabalho Em paralelo à primeira etapa, foi desenvolvido pelo Centro, dividido em dois núcleos. O primeiro compreen- esta ferramenta de pesquisa aplica-se, de forma ampla, Curso de Tecnologia da Informação da Universida- de a versão completa do Plano, com as propostas em de- para cidades inteiras, seu conteúdo foi adaptado às ne- O modelo de trabalho apresentado às faculdades de Anhembi Morumbi, em parceria com a Anhembi senvolvimento e o acompanhamento das atividades onde cessidades do trabalho, focado em uma pequena parcela constituiu-se em três etapas: Telecom (departamento de tecnologia da São Paulo estarão reunidas as informações básicas do município, do tecido urbano. As adaptações foram feitas segundo Turismo), um banco de dados para armazenamento e além da caracterização e análise dos itens trabalhados. critérios aproximativos para a realidade do centro de São tabulação das informações coletadas em campo, além de O segundo é voltado para o turista e inclui informações Paulo, e ainda, referências de ferramentas de pesquisa já 1a ETAPA um software para inserção, consulta e análise dos dados. práticas relativas ao turismo no Centro de São Paulo. utilizadas em ocasiões anteriores. • Inventário - Identificação e coleta de informações rela- É nesta parte que se localiza a ferramenta de busca dos tivas a serviços, equipamentos e atrativos turísticos ou Para validação da análise foi fundamental a parceria com estabelecimentos com relevância ao turismo. Pode-se Para garantir a aplicação correta dos formulários, a São de interesse turístico; o Laboratório de Planejamento e Marketing Turístico considerar a publicação deste documento como um outro Paulo Turismo elaborou um manual e ministrou um • Pesquisas em fontes secundárias; da Universidade Anhembi Morumbi, que possibilitou resultado, já que oficializa as intenções da São Paulo treinamento para os professores envolvidos, orientando • Pesquisa de demanda turística. a elaboração dos mapas, que ilustram o resultado final. Turismo e serve como referência aos possíveis parceiros e quanto à forma correta de preenchimento, para que tal investidores. conteúdo fosse multiplicado aos alunos. 2a ETAPA Concluídas as etapas, os resultados apresentados pelos • Diagnóstico – Caracterização e avaliação da infra- professores e alunos foram agrupados, padronizados e Metodologia Parte dos formulários entregues pelos alunos foi valida- estrutura urbana e turística, atrativos, patrimônio, submetidos à análise crítica do corpo técnico da São da e somada aos preenchidos pela equipe da São Paulo serviços turísticos e afins; Paulo Turismo para constituição do presente plano. Foi dada especial atenção à definição da metodologia Turismo, totalizando mais de 4 mil itens inventaria- • Análise e tratamento dos dados da demanda; Algumas intervenções e novas pesquisas foram neces- de trabalho do Plano de Desenvolvimento Turístico do dos, disponíveis para consulta na página do Plano na • Análise do ambiente – identificação dos pontos fortes sárias para garantir a coerência do conjunto – já que os Centro de São Paulo em razão da divisão do trabalho internet. e fracos, ameaças e oportunidades para o desenvolvi- trabalhos foram feitos sob parcelas do território. Foram entre as instituições de ensino e do parcelamento do mento do turismo na região. ainda, acrescentadas propostas baseadas na percepção da território. Pesquisa de demanda turística São Paulo Turismo, indo ao encontro dos objetivos gerais Para qualificação do perfil da demanda turística real do 3a ETAPA do Plano e à linha de planejamento adotada pelo órgão As faculdades utilizaram os mesmos instrumentos de centro de São Paulo, foi utilizado como base o formulá- • Elaboração de estratégias e propostas objetivando o oficial de turismo. pesquisa, e seguiram métodos e prazos similares, a fim de rio de pesquisa padrão aplicado pela São Paulo aprimoramento dos produtos e serviços para posicionar se obter resultado padronizado, possível de ser conso- Turismo. Algumas alterações foram necessárias a fim o Centro de São Paulo competitivamente no cenário Por fim, o resultado do trabalho foi apresentado, discu- lidado em um plano único. As definições foram feitas, de se adequar à realidade do espaço em questão e aos turístico da cidade. tido e validado com as Instituições de Ensino Superior sempre, mediante aprovação dos representantes das ins- objetivos propostos pelo projeto. A pesquisa foi aplicada envolvidas, Associação Viva o Centro, Subprefeitura Sé tituições em reuniões mensais. Através dessas reuniões, durante o 1º semestre de 2007, concomitante ao levanta- e COMTUR. A partir da conclusão do Plano, conta- a São Paulo Turismo pôde acompanhar os resultados e mento dos dados do inventário. se com o apoio dos envolvidos e de possíveis novos dificuldades encontradas pelos alunos, reportadas pelos parceiros para que as ações propostas venham a ser professores e coordenadores que acompanharam o traba- Visando dar praticidade sem negligenciar a significância concretizadas. lho de perto, agilizando a solução de problemas. estatística, convencionou-se que cada aluno aplicaria dez questionários na área delimitada e designada à sua Os primeiros resultados Inventário faculdade. Foram respondidos 4 mil formulários que Para a elaboração do inventário da oferta foram usados forneceram informações relevantes ao entendimento da O lançamento do Plano de Desenvolvimento Turístico como base os formulários do Projeto Inventário da Ofer- dinâmica da atividade turística no espaço. do Centro de São Paulo carrega consigo os primeiros ta Turística, do Ministério do Turismo, elaborados para resultados concretos. Um deles é o site do Turismo no o Programa de Regionalização do Turismo. Uma vez que10 11 APRESENTAÇÃO do Plano www.cidadedesaopaulo.com/turismono centro TURISMO NO CENTRO
  7. 7. Esses dados, complementares ao diagnóstico, serviram São Paulo e o turismo O impacto da atividade no mundo para subsidiar as análises e propostas que serão apresen- e no Brasil tadas ao longo deste trabalho. O Turismo Sendo uma das principais atividades econômicas e A oferta turística de São Paulo conta Diagnóstico Embora haja diversas definições sobre o que seja turismo, sociais do planeta, o turismo se destaca por seus ele- Em conjunto com os professores e coordenadores pode-se afirmar que é um fenômeno cujos impactos vados números: os gastos com viagens e turismo são da com 95 museus, 140 teatros, 250 salas de envolvidos e a partir da combinação de metodologias econômico, social, cultural e ecológico têm alcançado ordem de US$ 6 trilhões2, com crescimento médio anual cinema e mais de 40 centros culturais e 2 WTTC, World Travel & utilizadas nos diagnósticos de turismo, desenvolveu-se importância crescente no mundo contemporâneo. de 4,4%3; gerando aproximadamente 200 milhões de casas de cultura. Tourism Economic Reseach, um roteiro de análise de todos os componentes que empregos (entre 6% e 8% do total de empregos no 2007. podem influenciar no desenvolvimento da atividade Trata-se do deslocamento dos indivíduos para diferentes mundo)4; investimentos mundiais no setor chegaram, em motivação, com 50% do fluxo de turistas estrangeiros turística no centro de São Paulo. cidades, regiões ou países, e a conseqüente utilização de 2005, a US$ 918 bilhões (9,4% do total de investimentos que vem ao país por essa razão7. Além da pujança eco- 3 OMT, Tourims Highlights, serviços durante a visita, como transporte, hospedagem, globais)5. nômica peculiar da cidade, 75% das feiras de negócios 2005. Análise de ambiente, Estratégias e Propos- alimentação, e outros. O lazer é a motivação primordial, nacionais são realizados em São Paulo8, o que explica tas mas pode haver distintas finalidades, como negócios No Brasil, do mesmo modo, pesquisas comprovam o tamanha quantidade de visitantes. 4 MTur, Turismo no Brasil Convencionou-se, para análise do ambiente, o uso da e cultura. vigor do segmento. Desde a metade da década de 1990, 2007 - 2010, 2006. 1 Strenghts, Weaknesses, técnica SWOT1 como modelo de verificação dos pontos como resultado das ações de políticas públicas em nível O turismo de lazer, entretanto, vem ocupando maior fatiaOpportunities and Threats. fortes e fracos, ameaças e oportunidades para a região, O turismo enseja um impulso acentuado na economia, federal, o país começa a se destacar no cenário turís- em São Paulo ao longo dos anos. A cidade já é o quinto 5 WTTC, 2005. considerando os itens primordiais para o desenvolvimen- pois seu efeito multiplicador é bastante elevado. tico mundial, chegando a receber, em 2006, mais de 5 principal destino do visitante estrangeiro neste tipo de to do turismo. O seu desenvolvimento implica na inclusão de seto- milhões de visitantes. Em 2005, segundo o IBGE, a motivação9. A imagem de “capital do trabalho”, embora 6 Secretaria Municipal de res tão distintos – e aparentemente sem relação, como atividade gerou 8,1 milhões de empregos (15,1% do setor ainda forte – e verdadeira – cede espaço, aos poucos, para Finanças, 2008. Finalizada a análise, foram definidas estratégias com farmácias, mercados e lojas de vestuário – tornando-se, de serviços) e R$ 131,6 bilhões de valor agregado ao país, a “capital da cultura, lazer e entretenimento” consideran- a indicação de ações necessárias para o desenvolvimento muitas vezes, a principal fonte de receitas e empregos de 16,26% a mais em relação a 2004. do a sua vasta oferta: 15 mil bares, 12,5 mil restaurantes, 7 EMBRATUR, 2006. turístico desse território. um destino. 250 salas de cinema, 95 museus, 140 teatros, 40 centros O turismo na cidade de São Paulo culturais, entre outros equipamentos. 8 UBRAFE, 2007. Frente à amplitude de possibilidades na forma como O correto planejamento e execução da atividade turística desenvolver cada uma das ações, possíveis entraves podem colaborar na recuperação e preservação do Em termos econômicos, o turismo, a cada ano, participa O caráter cosmopolita permite o desfrute da diversidade 9 EMBRATUR, 2006. burocráticos e aprofundamentos técnicos exigidos, patrimônio histórico e cultural, na utilização sustentável de forma mais significativa no crescimento da cidade de cultural do município, através de sua gastronomia e even- optou-se por apresentá-las de forma sucinta, sem dos recursos naturais, em oportunidades para empreendi- São Paulo. Em ascensão, a arrecadação de ISS (Imposto tos específicos. As várias facetas também possibilitam o negligenciar a verificação de exeqüibilidade. O desen- mentos locais, dentre outros. Sobre Serviços de Qualquer Natureza) do setor chegou acolhimento de demandas segmentadas: ruas de comér- volvimento detalhado de cada uma delas é o próximo a R$ 110,84 milhões em 20076, um crescimento de mais cio especializado, congressos, festas para as diferentes passo a ser dado. Sua evolução é assunto de progressivos estudos, por parte 20% com relação a 2005. De acordo com o São Paulo “tribos”, entre outras. da universidade, mercado e governo. Ações visando à Convention & Visitors Bureau, são cerca de 500 mil em- Pela característica de interdisciplinaridade da atividade estruturação de destinos (melhorias em infra-estrutura, pregos diretos e indiretos gerados pela atividade turística São esses os atrativos que fazem de São Paulo ponto turística, a realização de algumas das propostas depende- oferta turística e qualificação de profissionais) e sua na cidade. de interesse para turistas, nacionais e estrangeiros, que rá de competências de outros órgãos públicos e parceiros promoção/divulgação têm recebido constante atenção a começam a descobrir as múltiplas possibilidades da ca- da iniciativa privada. Nestes casos, o papel da São Paulo partir da percepção de seu valor na sociedade atual. Em São Paulo, a motivação da maior parcela de visitan- pital. Nesse contexto, o centro é parte fundamental para Turismo será o de estabelecer as parcerias necessárias que tes é a realização de negócios ou participação em feiras a consolidação dessa imagem por sua rica oferta cultural, permitam alcançar os objetivos em questão. e convenções. A cidade é líder nacional neste tipo de histórica e de entretenimento. 12 13 São Paulo e o Turismo www.cidadedesaopaulo.com/turismono centro TURISMO NO CENTRO
  8. 8. Contexto histórico No século XVII, São Paulo transforma-se em sede da A partir de 1867, a ferrovia ensejou um aperfeiçoamento sua população, que havia três anos era de 65 mil habi- Capitania. Em 1711, é elevada à categoria de cidade. técnico na infra-estrutura da cidade, com sistemas de tantes, passa para 130 mil. Em 1915, São Paulo teria 500 Os primórdios Indígenas ainda eram a maioria da população. Falava- iluminação pública, abastecimento de água, esgotos, mil habitantes. Em 1930, aproximadamente 900 mil. se tupi. A substituição da exploração de mão-de-obra e transportes (linhas de trem e bonde), expandindo o A história do Centro de São Paulo se confunde com a indígena por trabalho escravo africano é feita a partir de acesso a áreas periféricas. Nas duas primeiras décadas do século XX, desponta- evolução da própria cidade. Martim Afonso de Souza 1765. Somente nessa época, através da análise de plantas vam os primeiros automóveis. A eletricidade substitui o teria fundado a povoação de Piratininga em 1532. Padres históricas, pode-se afirmar que a cidade ocupara a região O CENTRO SE TRANSFORMA carvão, modificando sensivelmente o meio urbano. Em jesuítas, liderados pelo Padre Manuel da Nóbrega, se es- do triângulo histórico, formada pelas igrejas de São 1924, os ônibus tomam o lugar dos bondes, após uma tabeleceram nessa região visando uma aproximação com Bento, São Francisco e Carmo. Obras públicas em infra- O advento da República, em 1889, muda o aspecto da crise de energia elétrica. tribos indígenas, estratégica para os interesses do gover- estrutura começam a surgir, incluindo estradas e pontes, cidade. Pretendendo se desfazer da aparência deixada no português. Em 25 de janeiro de 1554 foi celebrada a o que faz expandir as áreas urbanizadas. pelo Império, baseada no valor agrário e no escravismo, a A evolução do comércio induziu o avanço da publicidade primeira missa no local conhecido hoje como Pátio do arquitetura voltava-se para o exemplo das cidades euro- nas fachadas dos edifícios. Aparecem novas formas de Colégio. À época, era um abrigo provisório de religiosos, No início do Império, em 1822, a região original da péias, símbolos da modernidade. Com o intenso fluxo de lazer, baseadas no consumo, como sorveterias, confei- e funcionava ainda como igreja e escola. Data e local são cidade encontrava-se adensada. Bairros novos, embora imigrantes europeus, a partir de 1890, São Paulo passa tarias, mercearias de luxo e restaurantes. Os serviços de considerados marcos da fundação da cidade. incipientes, começavam a aparecer. O crescimento de São a contar com profissionais liberais e operários especia- gastronomia são incrementados a partir das diferentes Paulo ligava-se com as frentes pioneiras na conquista de lizados. Em decorrência de um novo modelo econômico, cozinhas, reflexo das variadas origens dos imigrantes. A terra escolhida era rica, porém, o caminho para Santos terras férteis e a realização de obras direcionadas ao es- baseado na indústria, surgiam os bairros operários, uma O lazer baseado na cultura também ganha corpo com a e a circulação de bens eram complicados, com trilhas coamento da produção agrícola. Mesmo com a centrali- inovação no país. construção de teatros, cinemas e bibliotecas. rústicas. Por isso, a vila tinha um tamanho acanhado. No zação do governo no Rio de Janeiro, tentando enfraque- século XVI, configurava-se somente como um espaço en- cer a cidade, desenvolveu-se uma elite empresarial a qual Em virtude disso, na virada do século XIX para o XX, Com a mudança das famílias mais ricas para bairros volvendo o Pátio do Colégio e o que é hoje a Praça da Sé. atuava no setor de serviços comerciais e financeiros. começou a explosão demográfica da cidade. Em 1893, mais afastados, parte do Centro passa a ser residência de Linha do tempo 1745: Igreja da Sé foi elevada à categoria de Catedral. 1810: Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte 1883: Cia. Cantareira de Águas e Esgoto começa a funcionar fazendo o abastecimento domiciliar 1590: Igreja de Sto. Antônio (reformada em 1899) 1642: Igreja de São Francisco de Assis 1822: Independência do Brasil 1889: Proclamação da República 1560: Elevada à condição de Vila 1592: Convento do Carmo 1774: 2024 hab. 1826: 26.020 hab. 1867: Abertura do Mercado Municipal (antiga edificação) 1890: Bovespa 1800 d.c. 1600 d.c. 1700 d.c. 1850 d.c. 1801 d.c. 1554: Fundação de São Paulo – 1a Missa 1700: 840 hab. 1756: Igreja de São Gonçalo 1825: Abertura do Jardim da Luz 1888: Abolição da escravatura 1893: 130.755 hab. 1598: Mosteiro de São Bento 1774: Fundação do Mosteiro da Luz 1828: 1a turma da Academia de Direito do Largo de São Francisco 1892: Viaduto do Chá (remodelado em 1938)14 1591: Construção da primeira versão da Igreja da Sé 1711: São Paulo é elevada à categoria de cidade 1804: Igreja da Ordem Terceira do Carmo 1872: Início da iluminação pública a gás/1os bondes puxados a burro 15
  9. 9. ex-escravos e imigrantes recém-chegados, ocupando um da economia mundial, motiva uma política nacional de milhões dez anos mais tarde. São Paulo se torna, definiti- Com algumas exceções, as residências nos distritos Sé, número grande de sobrados e cortiços. Suas ruas estreitas substituição de importações e São Paulo, através de sua vamente, a principal cidade do país em termos econômi- República e Bom Retiro são ocupadas por famílias ca- já sofriam com um grande tráfego de veículos e pedestres indústria, se destaca. Tal projeção causa ainda maior cos e demográficos. rentes, com pouco acesso a serviços básicos e ao mercado nas primeiras décadas do século XX. impacto com a política de desenvolvimento industrial, consumidor. Proliferam-se os cortiços e moradias ilegais. pós-1945. No governo Juscelino Kubitschek, indústrias Decadência e ressurgimento Escritórios e empresas se transferem para outras áreas da Washington Luís e outros administradores propõem automobilísticas proporcionam um aporte de recursos cidade, como a Avenida Paulista. Crescem os problemas reformas urbanas, como a retificação e o alargamento financeiros em São Paulo ao mesmo tempo em que o O crescimento da cidade, embora a posicionasse com de segurança, comércio informal e consumo de drogas. das vias. O mercado imobiliário despontava em volumo- acesso rodoviário se torna mais eficiente. Empresas da proeminência no cenário nacional, ocasionou uma ex- À noite, raros são os usos sociais positivos. sas operações, com a construção de edifícios. O espaço Europa, Estados Unidos e Japão também se estabele- pansão urbana significativa e desorganizada. Na década público valorizava-se com a implantação de parques e cem na capital, fazendo dela um dos principais centros de 1980, a estagnação econômica e o aumento de massas No entanto, apesar do desgaste na utilização do espaço jardins, ordenamento das propriedades privadas e rea- urbanos do mundo. O Centro em si, porém, não tem um marginalizadas contribuem para o agravamento de público, o Centro continua com a função de importante lização de serviços permanentes de limpeza. progresso proporcional ao que acontecia no restante da problemas sociais e de infra-estrutura, pois a expansão eixo econômico da cidade. Neste contexto, seguindo uma capital. Pelo contrário, as fábricas já existentes transfe- desses serviços não era proporcional às novas demandas. tendência mundial de revitalização dos centros históri- O Centro se divide, então, basicamente em duas áreas rem-se para regiões periféricas, trazendo a decadência cos das grandes cidades, inicia-se, a partir da década de distintas: a parte antiga (atual distrito Sé), seguindo para bairros como o Brás e a Mooca. Automóveis se multiplicando nas ruas e avenidas, trans- 1990, um esforço conjunto entre poder público, iniciativa modelos europeus de arquitetura; e a parte moderna, o portes públicos deficientes e a falta de soluções viárias privada e entidades do terceiro setor, destacando-se em Centro Novo (atual distrito República), com construções O crescimento da cidade atrai brasileiros de todas as adequadas dão os primeiros sinais do colapso que o 1991, a formação da Associação Viva o Centro, para a re- verticalizadas. regiões, muitos sem qualificação. A ocupação não se dá sistema de mobilidade urbana da cidade enfrentaria. cuperação social e física dessa região. Foi elaborada uma tanto na concentração, mas principalmente na extensão série de estratégias e ações com o objetivo de reverter o A crise de 1929, marcada pela quebra da Bolsa de urbana do território. A população, que em 1950 já era O Centro, especificamente, atravessa uma fase visível processo de decadência ali instalado. Um marco nas ações Valores de Nova York e a conseqüente desestruturação superior a 2,2 milhões de habitantes, passa a quase 4 de decadência a qual perdura até a virada de século. de recuperação é o lançamento, em 1993, do Programa 1905: Prédio da Pinacoteca do Estado (Liceu de Artes e Ofícios até 1946) 1924: Início da circulação de ônibus 1940: 2024 hab. 1947: Edifício Altino Arantes 1954: Inauguração da atual Catedral da Sé, ainda sem as duas torres principais 1906: Igreja de N. Sra. do Rosário dos Homens Pretos (sede atual) 1932: Revolução Constitucionalista 1964: Golpe militar 1974: Início das operações do Metrô 1900: 239.820 hab. 1911: Teatro Municipal 1915: Palácio dos Campos Elísios 1938: Estação Júlio Prestes 1950: 2.198.096 hab. 1970: 5.885.475 hab. 1984: Diretas Já 1900 d.c. 1960 d.c. 1980 d.c. 1930 d.c. 1940 d.c. 1920 d.c. 1941 d.c. 1910 D.c. 1901: Estação da Luz 1913: Viaduto de Santa Ifigênia 1920: 579.033 hab. 1938: Edifício Matarazzo 1960: 3.781.446 hab., torna-se a maior cidade brasileira em número de habitantes 1913: Início da construção da Catedral da Sé atual 1929: Edifício Martinelli 1951: Edifício Copan16 1900: Inicia a circulação dos 1os bondes elétricos 1922: Semana de Arte Moderna 1933: Mercado Municipal (construção atual) 1942: Biblioteca Municipal Mário de Andrade 1980: 8.475.380 hab. 17

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