Ficha de Trabalho - Agricultura

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Ficha de Trabalho - Agricultura

  1. 1. M A TE RI A L DI DÁ C TI C O – FOL HA DE ROSTO Ficha de Trabalho (cont.)
  2. 2. A agricultura portuguesa continua a evidenciar uma fraca capacidade para atrair recursos, devido a múltiplos problemas que urge resolver. (…) A agricultura portuguesa continua a apresentar dificuldades específicas. Os problemas que a agricultura portuguesa enfrenta não podem ser atribuídos apenas a dificuldades de ajustamento estrutural, fortemente enraizadas, mas também à forma como a PAC se aplica actualmente a Portugal. Assim, as questões críticas para a agricultura portuguesa nos próximos anos parecem consistir na necessidade de: – Relançar e acelerar o ajustamento estrutural; – Apoiar o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, centrada na qualidade e orientada para o mercado; – Melhorar a sustentabilidade e a competitividade das áreas rurais. (…) Fonte: Comissão das Comunidades Europeias. 2003. Comunicação da Comissão ao Conselho e Parlamento Europeu – Relatório sobre a Situação da Agricultura Portuguesa. Bruxelas: CCE (adaptado) 1. Refira dois obstáculos estruturais que se colocam ao desenvolvimento da agricultura portuguesa. 2. Apresente dois exemplos de medidas da PAC que condicionaram negativamente o desenvolvimento da agricultura portuguesa. 3. Mencione duas medidas complementares à actividade agrícola que podem permitir o desenvolvimento das áreas rurais. 4. Exponha dois exemplos de práticas agrícolas desadequadas, justificativos da necessidade de desenvolver uma agricultura sustentável, centrada na qualidade. Texto – 1 Retrato da agricultura em Portugal A maioria dos agricultores portugueses tem 50 a 60 anos, mais de 20% não sabe ler ou escrever, 90% das explorações tem dimensão económica pequena e 80% usa mão-de-obra familiar, noticia a Lusa. Com base em dados recolhidos pela agência Lusa junto da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), é possível concluir que a agricultura portuguesa se baseia em explorações de pequena ou muito pequena dimensão económica, mas também em termos de área, com a média do país a rondar 11,5 hectares. No entanto, as características da agricultura e dos agricultores não são as mesmas no sul, no Alentejo ou no Centro e Norte do país, reflexo das áreas médias por exploração de 61 hectares no primeiro caso, ou de 2,6 hectares na Beira Litoral que vão influenciar o tipo de cultura presente. Cerca de 3% das explorações detêm 63% da área cultivada, assim como 93% dos agricultores possuem 26% daquela área. Quanto ao agricultor, 71% tem mais de 55 anos, 47% mais de 65 anos e somente 2% tem menos de 35 anos. No nível de instrução, a maioria (81%) frequentou o ensino básico, enquanto a «formação» específica em agricultura se resume em 89% dos casos à prática do dia-a-dia. Um ponto relevante, principalmente realçado para a CNA, é a estrutura familiar da mão-de-obra, factor que torna mais graves as consequências da crise que o sector actualmente enfrenta. É a floresta que é responsável pela maior área da agricultura, seguida do olival e da vinha, sendo estas duas das mais rentáveis, segundo a CNA. É também a vinha que ocupa maior parte dos agricultores, segundo a CAP. Fonte: IOL Portugal Diário, 2008-07-05 (http://diario.iol.pt/)
  3. 3. Lógica de fileira para a agricultura
  4. 4. Desde há 20 anos, precisamente na altura em que se iniciaram os apoios comunitários da UE, que a agricultura portuguesa vem sofrendo alguma transformação, quer na reconversão da sua estrutura produtiva, quer mesmo na sua débil organização. Apesar dos volumosos fluxos financeiros a fundo perdido e duma modernização sem precedentes nalguns sectores agrícolas, a realidade económica demonstra porém que o Produto Agrícola se tem mantido praticamente estagnado, precisamente desde há duas décadas. Ou seja, parte da agricultura modernizou-se e ganhou competitividade, mas outra parte vem mantendo níveis de produtividade muito baixos, conferindo uma média global baixa, sem evolução, naturalmente resultante dos sectores que entretanto regrediram, mas também daqueles que, embora tendo sido objecto de modernização, não se organizaram adequadamente de forma a enfrentar o embate competitivo dos mercados globais. O desafio com que está confrontada a agricultura portuguesa é de uma enorme dimensão. Por um lado, a conjuntura dos mercados e a competição com produtos provenientes dos quatro cantos do Mundo, com um perfil de relação qualidade-preço vantajosa, produzidos em países com muito melhor organização, ou então em países com custos de produção muito mais baixos. Por outro, os factores endógenos do nosso país. Falta de organização, métodos de trabalho caros e pouco produtivos, desadaptação às novas formas de comercialização, micropropriedade, baixo nível académico dos agricultores, deficiente formação técnico-profissional. Estudos recentes independentes produzidos por uma consultadoria internacional indicam que apenas 20% da nossa agricultura é competitiva, sendo essa mesma referenciada como a única capaz se nada for feito entretanto aos restantes 80%, de sobreviver na competitividade global. O que surpreende muitos observadores e analistas é o facto do valor acrescentado bruto da agricultura portuguesa não crescer desde há tanto tempo, apesar dos vultuosos investimentos registados. Algo tem de ser feito que rompa com a situação actual. Não podemos de uma penada alterar a dimensão das explorações e as competências académicas e técnicas dos nossos agricultores, mas podemos contribuir decididamente para que os investimentos provenientes dos fundos estruturais do Programa de Desenvolvimento Rural, ou seja, o novo quadro comunitário de apoio agrícola para os próximos sete anos sejam bem aplicados em projectos realmente reprodutíveis em criação de valor. Este programa assenta numa visão estratégica para a agricultura portuguesa, e nele poderemos definir como grandes apostas dominantes: as fileiras estratégicas, como o vinho, o azeite, as hortofrutículas e a floresta. O apoio a estas fileiras terá prioridade. Porquê? Porque o país tem boas condições edafoclimáticas para estas culturas, porque há um saber-fazer já bem consolidado e porque nestes sectores, com melhor organização e investimentos, mais imateriais do que materiais, poderemos atingir patamares de competitividade excelentes. O conceito de fileira. Um tipo de organização capaz de promover as melhores sinergias, desde a produção agrícola, transformação do produto, até ao consumidor final. Este processo de produção, transformação e comercialização, em lógica de fileira, reduz custos de contexto, custos de produção e torna o produto final mais competitivo. A comercialização agregada. É impensável continuarmos a ter nalgumas destas fileiras agentes económicos relevantes, como as cooperativas, por exemplo, a trabalhar individualmente. Com a concentração da oferta, não só se comercializa por melhores preços e se tem mais garantias de colocação dos produtos, como se defende o próprio sector, dado que, muitas vezes, o que desencadeia baixos preços e perdas de rendimento a todos os agentes é um negócio de ruína feito entre um mega-agente comprador e um vendedor pequeno ou médio, fragilizado por falta de liquidez. Lógica de fileira, modernização de processos, concentração da oferta para fazer negócio com os megacomerciantes europeus. Não podemos perder mais tempo. O que adianta andar a repetir ideias sobre modelos de trabalho e organização já passados? O que adianta tentar recuperar métodos e práticas que já não voltam, por muito agrado que sintamos por elas? O nosso lugar é no futuro. E ele não espera por nós. Só uma nova visão, decorrente do PDR e dos novos conceitos de economia, adaptados às nossas especificidades regionais, nos pode ajudar a desenvolver uma agricultura criadora de valor. Fonte: Jorge Almeida – Notícias de Vila Real, 2007-10-09

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