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O presente trabalho tem por objetivo otimizar o gerenciamento de estoque de materiais alimentícios de uma empresa localizada no Vale do Paraíba, e garantir uma correta gestão do planejamento e controle do estoque. A metodologia utilizada para esse tipo de estudo foi exploratória, utilizando-se a Literatura como base e a pesquisa de campo para obter as informações necessárias para efetuar a analise. Após a coleta de dados dos itens do estoque, selecionou-se três itens e aplicou-se os métodos de gestão de estoque, incluindo a programação da produção e as ferramentas estatística. Constatou-se que a empresa tinha uma quantidade muito alta de materiais em estoque sem necessidade, ficando o estoque parado de um mês para o outro sem necessidade e conseqüentemente um alto valor investido em estoque. Os resultados confirmam que após a aplicação dos métodos de gestão de estoque obteve-se um fluxo equilibrado do item no estoque permitindo que a empresa trabalhe com a menor quantidade de materiais em estoque eliminando o risco de deteriorização devido ao excesso de materiais e reduzindo aproximadamente 96 % do valor que ficava em estoque e que poderia ser utilizado de forma mais eficaz para o desempenho da empresa.

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  1. 1. 1 PROPOSTA DE MELHORIA E REDUÇÃO DE CUSTO NA GESTÃO DE ESTOQUE: ESTUDO DE CASO DE UM RESTAURANTE Área Temática: Gestão da Produção Cíntia Helaine Fonseca ; cintiahfonseca@ig.com.br Maria Aparecida dos Reis; mareis_20@hotmail.com Geovana Lucia Correa; geovana.correa@yahoo.com.br Prof. André Alves Prado; prado@debiq.eel.usp.br Resumo O presente trabalho tem por objetivo otimizar o gerenciamento de estoque de materiais alimentícios de uma empresa localizada no Vale do Paraíba, e garantir uma correta gestão do planejamento e controle do estoque. A metodologia utilizada para esse tipo de estudo foi exploratória, utilizando-se a Literatura como base e a pesquisa de campo para obter as informações necessárias para efetuar a analise. Após a coleta de dados dos itens do estoque, selecionou-se três itens e aplicou-se os métodos de gestão de estoque, incluindo a programação da produção e as ferramentas estatística. Constatou-se que a empresa tinha uma quantidade muito alta de materiais em estoque sem necessidade, ficando o estoque parado de um mês para o outro sem necessidade e conseqüentemente um alto valor investido em estoque. Os resultados confirmam que após a aplicação dos métodos de gestão de estoque obteve-se um fluxo equilibrado do item no estoque permitindo que a empresa trabalhe com a menor quantidade de materiais em estoque eliminando o risco de deteriorização devido ao excesso de materiais e reduzindo aproximadamente 96 % do valor que ficava em estoque e que poderia ser utilizado de forma mais eficaz para o desempenho da empresa. Palavras-chave: Gestão de materiais; Planejamento;Controle de estoque; Sistema integrado ERP (Enterprise Resource Planning) Abstract The present work has for objective to optimize the administration of stock of nutritious materials of a company located in “Vale do Paraíba”, and to guarantee a correct administration of the planning and control of the stock of the company. The methodology used for this type of study is exploratory, being used the Literature as base to accomplish the study and the field research to obtain the necessary information to make the analysis. After the collection of data of the items of the stock it was applied the production programming methods, being included the statistical tools. It was noticed that after the application of the methods and of the tools it was obtained a balanced flow of the item in the stock, allowing the company to work with a smaller amount and without the risk of lack of material. It is well-known that the stock administration when done in an efficient way contributes for a better balance of the stock, eliminating the wastes and consequently increasing the cash flow, this way the company will be able to use their resources in a possible more correct way. It was evidenced that the company had too large amount of materials stored with no real need, therefore the storage stayed motionless from a month to the next month without any need and consequently a high value invested in storage. The results proved that after the application of storage management methods, it got a well balanced flow of
  2. 2. 2 the items stored allowing the company to work with a lower amount of materials in storage, eliminating the risk of decaying due to the excess of materials and diminishing roughly 96% in the value in storage which could be used in more effective way for the company’s performance. Key-words: Administration of materials, Planning, Stock control, Integrated System ERP (Enterprise Resource Planning) 1 INTRODUÇÃO Atualmente as empresas procuram obter a sincronia das atividades que envolvem a administração de seus recursos materiais, buscando ajustar-se para eliminação de perdas, elevação da qualidade e do nível de serviço que prestam para os clientes. Conforme Francischini & Gurgel (2002 p. 81) a meta principal de uma empresa é, sem duvida, maximizar o lucro sobre o capital investido em fabrica, em reserva de caixa e em estoques. Espera-se que o dinheiro investido em estoques seja o lubrificante necessário para a produção e o bom atendimento das vendas. É notório que todas as organizações de transformação devem preocupar-se com o controle de estoques, visto que desempenham e afeta de maneira significativa o resultado da empresa. Sendo assim, a gestão de estoque quando feita de forma eficaz contribui bastante para o desempenho dos processos e o crescimento da empresa, de forma mais objetiva a gestão de estoque contribui para minimizar erros, fraudes perdas e atender com excelência os clientes, afim de que esses se satisfaçam, com isso aumentando a eficiência e a credibilidade da empresa. POZO (2004) Percebe-se uma grande deficiência no setor de materiais da empresa estudada, principalmente no que se refere ao controle de estoque e planejamento de compra de materiais. O objetivo deste trabalho foi estudar a gestão de estoque da empresa e criar políticas de melhorias, que ao ser colocadas em pratica possa gerencia-las, buscando evitar erros que levem a falta ou sobras de produtos no estoque. Assim esta empresa poderá empregar seus recursos de forma mais racional possível. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Gestão de Estoque A razão de manter estoques está relacionada com a previsão de seu uso em um futuro imediato. Pozo (2004) explica que é praticamente impossível conhecer a demanda futura; tornase necessário manter determinado nível de estoque, para assegurar disponibilidades de demandas, bem como minimizar os custos de produção, movimentação e estoque. Dessa forma nenhuma organização pode planejar detalhadamente todos os aspectos de suas ações futuras, entretanto, podem e devem ter uma visão estratégica de todo o complexo produtivo. O estoque é utilizado nas empresas como elemento regulador do fluxo de produção com o fluxo de vendas. Hoje todas as empresas procuram, de uma forma ou de outra, a obtenção de uma
  3. 3. 3 vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, e a oportunidade de atende-los prontamente, no momento e na quantidade desejada. (MARTINS & ALT, 2005) Para Viana (2002) o gerenciamento de estoque tem como objetivo manter o equilíbrio do consumo, estabelecendo níveis de ressuprimento baseados em técnicas que permitam a avaliação sistemática dos processos que são utilizados na obtenção de suas metas. Conforme Slack (1999, 278) pode ser definido estoque como acumulação de recursos materiais em um sistema de transformação. Algumas vezes, estoque também é usado para descrever qualquer recurso armazenado. Para Francischini & Gurgel, (2004, 81) estoque é definido material em estocagem mantido fora do processo de produção que não gera lucro por um espaço de tempo. Segundo Arnold (1999), os estoques são materiais e suprimentos necessários para o funcionamento da empresa, seja produto acabado para venda ou para o processo de produção. De acordo com Viana (2002) o alcance do termo estoque é muito elástico. Do ponto de vista mais tradicional, pode-se considera-lo como representativo de matérias-primas, produtos semi-acabados, componentes para montagem, sobressalentes, produtos acabados, materiais administrativos e suprimentos variados. Pode-se definir estoque desde o estágio de matéria-prima até o produto acabado, a produção de mercadoria deve corresponder à demanda de modo que os produtos em processo se faz necessário e as mercadorias sejam entregues aos consumidor final de acordo com suas necessidades. Nesse sentido existem várias razões para a existência dos estoques. A manutenção de estoques requer investimentos e gastos elevados. Evitar sua formação ou, quando muito, tê-los em número reduzido de itens e em quantidades mínimas, sem que, em contrapartida, aumente o risco de não ser satisfeito a demanda dos usuários, consumidores em geral, representa um ideal conflitante com a realidade do dia-a-dia. A armazenagem de estoque prevendo o seu uso futuro exige investimento por parte da organização. O ideal seria a perfeita sincronização entre a oferta e a demanda, de maneira de tornar a manutenção de estoques desnecessária. Devido a dificuldade em manter o perfeito sincronismo entre fornecimento e a demanda dos produtos em estoque, Slack afirma que se houvesse o equilíbrio entre o fornecimento e a demanda de qualquer item não seria necessário a estocagem de materiais, pois o material em processo conseguiria suprir a demanda dos usuários. As principais causas que exigem estoque permanente para o imediato atendimento do consumo interno e das vendas nas empresas são: • Necessidade de continuidade operacional; • Incerteza da demanda futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento; • Disponibilidade imediata do material nos fornecedores e cumprimento dos prazos de entrega. Conforme percebido por Francischini & Gurgel (2002, p. 84) , existem varias razões para se manter estoque como por exemplo: • Capacidade de produção – custo de aumento da capacidade de produção é maior que o custo de manutenção do estoque para períodos de maior demanda. • Recebimento – há falta de capacidade de recebimento de um numero maior de entregas de material comprado. • Pedido – o custo de pedido e movimentação interna para entrega diária de lotes de compras menores é maior que o custo de manutenção de estoque por períodos mais longos.
  4. 4. 4 Por outro lado, para o gerenciamento dos estoques é imprescindível atuar no planejamento e no controle de estoque. 2.2 Planejamento de estoque O planejamento de estoques é um fator ponderável para a confiabilidade operacional da empresa, dessa forma a empresa precisa estabelecer regras sobre itens do estoque, de modo que o controle de estoque possa desempenhar suas funções de forma eficiente. Para Pozo (2004) não é possível saber a quantidade exata de produtos que serão utilizados, vencidos ou danificados, pois existe a incerteza quanto ao consumo. Sendo assim, aconselha-se o planejamento através de dados baseados em conceitos anteriormente apresentados (médias, métodos e técnicas estatísticas). A administração de estoque esta diretamente relacionada com a previsão de consumo conforme afirma Francischini & Gurgel (2002 p. 103), sendo de competência do administrador de estoque, realizar estudos estatísticos para obter uma previsão de consumo de acordo com as informações obtidas para uma tomada de decisão sobre qual nível de estoque deverá manter e quanto comprar para atender as necessidades dos consumidores. Conforme Francischini & Gurgel (2002) o consumo real de determinado item possui dois comportamentos: • Padrões básicos de comportamento ao longo do tempo, que podem ser estimados por métodos de previsão; • Variáveis aleatórias, cujas causas são tão variadas que se tornam virtualmente impossível prevê-las. Quanto a natureza, há dois métodos para estimar a demanda: • Métodos qualitativos - baseados em opiniões e estimativas de diretores, gerentes, vendedores e consultores especializados; • Método quantitativos - baseados em ferramentas estatísticas e de programação de produção, pressupondo a utilização de cálculos matemáticos. A demanda pode ser classificada quanto ao comportamento ao longo do tempo como: Demanda constante e Demanda variável: • Demanda constante – a quantidade consumida não varia significativamente ao longo do tempo; • Demanda variável - a quantidade consumida altera-se significativamente ao longo do tempo, aumentando ou diminuindo de acordo com as necessidades dos clientes. Apesar das razões para manter estoques serem muitas, mantê-los em excesso podem gerar desperdícios e empatar um capital que poderia estar aplicado em outros recursos mais rentáveis. Portanto, um planejamento de estoque eficaz deve permitir que a empresa trabalhe, com a menor quantidade possível de estoque, desde que não falte produtos. Por meio do planejamento pode-se tomar decisões de estoque em cada ponto no sistema de estoque, os gerentes de produção precisam gerir as tarefas dia-a-dia dos sistemas. Pedidos de itens de estoque serão recebidos dos consumidores internos e externos; os itens serão despachados e a demanda vai gradualmente exaurir o estoque. Serão necessárias colocações de pedidos para reposição de estoques, entregas vão chegar e requerer armazenamento (SLACK et.al, 1999). Segundo Slack et.al (1999, p.282-284), os administradores de produção estão envolvidos em três principais tipos de decisões:
  5. 5. 5 Quanto pedir. Cada vez que um pedido de reabastecimento é colocado, de que tamanho deve ser? (Algumas vezes, isso é chamado de decisão de volume de ressuprimento) • Quando pedir. Em que momento, ou em que nível de estoque o pedido deve ser reabastecimento deveria ser colocado? (Algumas vezes, isso é chamado de decisão de momento de reposição. • Como controlar o sistema. Que procedimentos e rotinas devem ser implantados para ajudar a tomar essas decisões? Diferentes prioridades deveriam ser atribuídas a diferentes itens do estoque? Como a informação sobre estoque deveria ser armazenada? Dessa forma, torna-se necessário definir alguns parâmetros necessários à definição de quais materiais serão pedidos e em quantidades, a cada período de abastecimento. • 2.3 Previsão e Controle de estoque A previsão de estoques, é fundamentada nas informações que são fornecidas pela área de vendas onde são elaborados os valores de demandas de mercado e providenciados os níveis de estoques. Muitas vezes, porém, o setor de Logística, em especifico a administração de Estoques, necessita prover os fornecedores dos volumes preciosos para atender a uma demanda que ainda não foi definida ou acertada pela área de vendas, mas que o sistema de suprimentos necessita processar. Então caberá ao administrador de estoque prever a demanda e informar aos fornecedores de materiais para que o processo produtivo não sofra processo de descontinuidade e, assim, possamos atender a nossos clientes. A previsão das quantidades que o mercado ira necessitar é uma tarefa importantíssima no planejamento empresarial, e, em função disso, devemos alocar métodos e esforços adequados em seu diagnostico. A previsão deve levar sempre em consideração os fatores que mais afetam o ambiente e tendem a mobilizar os clientes. (POZO, 2004) Conforme percebido por Francischini & Gurgel (2002, p. 147, 148) o controle de estoque é um dos pilares da administração de materiais, uma vez que não basta que os produtos entrem adequadamente no estoque e sim criar meios para que não haja excessos, faltas, nem deterioração dos materiais estocados. Por esse motivo o controle de estoque deve obter um fluxo de informação adequada para realização de análise de um resultado esperado. Portanto para um administrador de materiais, o controle de estoque eficaz permite que a empresa trabalhe com um nível de estoque baixo, sendo possível atender a demanda. Na prática da Administração de Materiais muitos fatores influenciam na evolução da quantidade estocada, como, por exemplo: • A demanda durante o período de consumo não ser constante, ou seja, sofrer influencias de aleatoriedade próprias de cada empresa e de cada período; • Falhas na área de compras ou no controle de estoque que atrasem o pedido do item em estoque aos fornecedores; • O fornecedor atrasar a entrega do item em estoque; • O controle da quantidade rejeitar lotes de entregues do item em estoque O gráfico representa a evolução do estoque em uma empresa.
  6. 6. 6 Quantidade em estoque Consumo do estoque Estoque Real Consumo do estoque Reposição do estoque Tempo Figura 1 - Evolução do estoque real. Fonte FRANCISCHINI e GURGEL (2002, p. 149) 2.4 Tempo de reposição de estoque Segundo Francischini & Gurgel (2002, p. 151), tempo de reposição do estoque é definido como o período entre a detecção de que o estoque de determinado item precisa ser reposto ate a efetiva disponibilidade do item para consumo. Embora pareça simples, esse processo possui varias etapas, e o Administrador de Materiais deve assegurar-se de que os procedimentos serão cumpridos sem falhas: • Contatará necessidade de reposição pelo almoxarifado; • Informar a aérea de compras da necessidade de reposição; • Contatar os fornecedores para obter as propostas de fornecimento por meio de cotações, licitações, etc., ou outro meio mais adequado; • Emitir o pedido de compra • Cumprir o prazo de entrega pelo fornecedor: fabricação, separação e expedição do pedido feito; • Transportar o item comprado do fornecedor ate o comprador; • Desembaraços alfandegários, quando necessários; • Realizar os procedimentos adequados de inspeção e ensaios pelo Controle de Qualidade, quando necessários. Conforme Martins & Alt (2005) existem alguns modelos de reposição de estoque, um deles é o Modelo de Reposição Contínua e que também pode ser chamado de modelo do lote padrão ou modelo de estoque mínimo ou ainda modelo de ponto de reposição e tem por objetivo sempre que o estoque atingir o ponto de pedido emitir um pedido de compra com quantidade igual ao lote econômico ou dependendo da necessidade detectada pelo administrador de materiais. Existem vários gráficos que representam a evolução do estoque, um exemplo seria o gráfico Curva dente-de-serra, onde no eixo x coloca-se o tempo e no eixo y, a quantidade em estoque. Observa-se que existem dois períodos distintos: período de Consumo do Estoque e período de Reposição do Estoque.
  7. 7. 7 Quantidade em estoque Consumo do estoque Estoque Real Consumo do estoque Reposição do estoque Tempo Figura 2 - Curva dente-de-serra Fonte FRANCISCHINI e GURGEL (2002, p. 150) 2.5 Estoque de Segurança Os estoques de segurança têm como função proteger o sistema quando a demanda e o tempo de reposição variam ao longo do tempo. Seu dimensionamento é função da variação da demanda que pode ser representada pelo desvio padrão e pela variação do tempo de reposição. Os estoques de segurança diminuem os riscos de não-atendimento das solicitações dos clientes internos e externos. (MARTINS & ALT, 2005 p. 262) Segundo Arnold (1999) quando há instabilidades aleatórias e imprevisíveis do suprimento, da demanda ou lead time poderá ocorrer uma diminuição do estoque sendo assim utiliza-se o estoque de segurança para proteger a empresa dessas possíveis eventualidades e assegurar o processo de produção da empresa e o atendimento aos clientes. Francischini & Gurgel (2002) apontam as falhas mais criticas no procedimento de reposição de estoque: • Aumento repentino de demanda – esses podem ocorrer por várias causas como por exemplo a chegada de um grande pedido do produto final para determinado cliente, aumento da produção para estocagem do produto final, promoções, etc . • Demora no procedimento do Pedido de Compra –Ocorre quando há problemas de falhas no sistema de informações do Almoxarifado ou na área de Compras ocasionando demoras excessivas na emissão do pedido. • Atrasos de entrega pelo fornecedor – Nem sempre o fornecedor esta em situação favorável para cumprir seus prazos de entrega , pois alguns contratempos podem impedir sua pontualidade como problemas de produção, transporte, ou dependência de liberação alfandegária. Assim, a maneira mais comum de abordar esse problema é dimensionar um estoque mínimo ou estoque de segurança que fique à disposição dos usuários quando algo saia fora do planejado. Conforme Martins & Alt (2006) o problema da determinação do estoque de segurança esta relacionado com o valor de consumo quando superior ao consumo médio dos períodos anteriores, devendo assumir um certo risco de não atender a demanda quando for superior ao
  8. 8. 8 consumo médio. Como se corre o risco de variações de consumo enquanto se espera o pedido ser atendido, então o SD representará o desvio padrão do consumo durante o tempo de atendimento. Segundo David et.al (2003, p. 90 ,91) o desvio padrão é definido como sendo a raiz quadrada positiva da variância, sendo que a variância é a medida de variabilidade que utiliza todos os dados. A variância é baseada na diferença entre o valor de cada observação e a media. 2.6 Sistema Integrado de Gestão (ERP) A era da informação faz com que as empresas utilizem cada vez mais as técnicas e a tecnologia da informação – TI. O sistema ERP (Enterprise Resource Planning) é um pacote de software de negócios que permite a empresa automatizar os processos e tem por objetivo promover a integração entre os processos de negócios da organização e fornecer elementos para as decisões estratégicas. O sistema ainda possibilita a empresa automatizar e integrar seus processos de negocio, compartilhar dados e praticas em toda a empresa e produzir e acessar as informações em tempo real. (ESCORSIM, 2006, p. 47) O ERP é um sistema que facilita o fluxo de informações dentro de uma empresa, integrando as diferentes funções, tais como: logística, finanças, RH, contabilidade, entre outras. (LIMA; MAÇADA; RIOS, 2005, p.3) De forma geral, a introdução de sistemas informatizados, qualquer que seja o setor alvo da empresa, tem a finalidade, independentemente de se obter informações necessárias em tempo real, de modernizar procedimentos por meio de implementação de primazia pela qualidade, envolvendo a estrutura organizacional para assegura a melhoria dos serviços. Segundo Viana (2002), “um sistema de informações serve de subsídios aos diversos setores da empresa envolvidos com seu abastecimento”, como se percebe nas seguintes informações: Informações para os usuários • Dados de materiais de estoque; • Dados dos materiais fora do estoque; • Compras em processamento; • Situação das cotas de materiais; • Requisição de materiais em processamento. Informações para a gestão • Dados gerenciais de materiais; • Situação de materiais em estoque; • Situação de materiais fora de estoque; • Compras em processamento • Recebimento em processamento • Requisição de material em processamento • Unidade com cotas de materiais • Situação de cotas da unidade • Liberação de cota. Informações para compras
  9. 9. 9 • • • • • Dados gerais de materiais; Dados gerais dos fornecedores cadastrados; Compras em processamento; Recebimento em processamento; Localizações. Informações para o almoxarifado • Dados gerais de materiais; • Recebimento em processamento; • Requisição de material em processamento; • Devolução de materiais em processamento; • Localizações. A empresa estudada utiliza o Sistema Integrado Logix para todos os seus processo. O sistema possui vários Módulos como, Contabilidade, Contas a Pagar, Suprimentos, Recurso Humanos, entre outro. Segue a tela principal do Modulo de Suprimentos com os processos disponíveis para auxiliar o planejamento e controle do estoque. O modulo utilizado para o controle de estoque é Suprimentos (SUP), Figura 1 – Tela Principal Módulo Suprimentos Fonte: Logix (2008)
  10. 10. 10 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Pesquisa exploratória Utilizou-se a pesquisa exploratória para obter maior conhecimento dos problemas detectados, definindo-os de forma mais clara suas características. 3.2 Estudo de Caso O Estudo de Caso é uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida, como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa ou uma unidade social. Visa conhecer o seu “como” e os seus “porquês”, evidenciando a sua unidade e identidade próprias. É uma investigação sobre uma situação específica, procurando descobrir o que há nela de mais essencial e característico. A análise foi feita no estoque de materiais de um restaurante localizada na região do Vale do Paraíba. Percebeu-se uma grande deficiência na gestão de estoque da empresa, principalmente no que se refere a previsão de consumo e o planejamento de compra dos materiais, causando excessos, faltas e deteriorização dos materiais estocados. 3.3 Observação Iniciou-se uma observação no estoque da empresa para a captação do problema e retratalo como ele se manifesta. Avaliou-se como era realizado o planejamento de materiais, a previsão de consumo e o controle de estoque. Percebeu-se uma grande deficiência no planejamento de estoque. Após essas observações iniciou-se a coleta de dados, selecionou-se três itens para aplicação dos métodos de programação da produção e gestão de gestão de estoque. O planejamento foi baseado nos dados do consumo dos anos de 2005, 2006 e 2007, no calculo do nível de atendimento desejado pela empresa, no desvio-padrão dos respectivos meses de cada ano. Através desses dessas informações iniciou-se o calculo do Estoque de Segurança, o tamanho do lote de compra, o Ponto de pedido e a previsão de demanda para o item. A formula abaixo é o modo de calculo do Ponto de Pedido. (MARTINS & ALT, 2006). PP= (TA x D) + ES PP = Ponto de Pedido TA = Tempo de Atendimento D = Demanda ES = Estoque de Segurança A expressão para o calculo do estoque de segurança será: ES = Zα x SD x Raiz quadrada TA ES = Estoque de segurança
  11. 11. 11 SD = Desvio padrão do consumo Zα = Nível de atendimento TA = Tempo de atendimento O valor do coeficiente Z é obtido através da tabela de distribuição normal. (MARTINS & ALT, 2006). A expressão abaixo é utilizada para o calculo do nível de não atendimento. (MARTINS & ALT, 2006). Z= D1 - D/ Sd Z = nivel de não atendimento D1 = consumo superior a media D2 = consumo medio Sd= desvio padrão 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES As tabelas 1, 2 e 3 mostram a movimentação do estoque dos itens estudados antes da aplicação dos métodos de gestão de estoque. Tabela 1 – Movimentação de estoque do item Feijão antes da aplicação dos métodos e ferramentas de planejamento. Lote de Vr Saldo Meses Estoque inicial Compra Valor unit. Demanda Saldo Final jan/08 0 3000 3,96 1500 1500 5940 fev/08 1500 0 3,96 930 570 2257,2 mar/08 570 1200 3,53 1920 150 529,5 Fonte: as autoras Tabela 2– Movimentação de estoque do item Batata Palha antes da aplicação dos métodos e ferramentas de planejamento. Lote de Meses Estoque inicial Compra Valor unit. Demanda Saldo Final Vr Saldo jan/08 0 955 2,25 480 475 1068,75 fev/08 475 0 2,25 300 175 393,75 mar/08 175 1055 2,25 390 840 1890 Fonte: as autoras Tabela 3 – Movimentação de estoque do item Óleo antes da aplicação dos métodos e ferramentas de planejamento. Lote de Meses Estoque inicial Compra Valor unit. Demanda Saldo Final Vr Saldo jan/08 0 4200 2,3 1240 2960 6808 fev/08 2960 1000 2,3 1380 2580 5934 mar/08 4280 0 2,3 1560 2720 6256 Fonte: as autoras
  12. 12. 12 É notório que os itens possuem uma grande oscilação no volume do lote de compra de um mês para o outro, sendo que alguns meses é comprado uma quantidade muito alta do item e não é utilizado ficando parado no estoque para ser utilizado no próximo mês, por isso que em alguns meses não é comprado o item. Fica evidente a falha no planejamento de compra de materiais e em conseqüência a quantidade elevada dos estoques e o alto valor de capital investido sem necessidade, aumentando o risco de perdas e reduzindo o fluxo de caixa da empresa. Para que a gestão de estoque seja eficiente é necessário que o administrador de materiais estabeleça regras e métodos de decisões sobre os itens e suas quantidades para atender as necessidades da produção sem excessos ou falta de materiais. As tabelas 4, 5 e 6 demonstram a movimentação dos itens de estoque estudados após a aplicação dos métodos de gestão de estoque Tabela 4 – Movimentação de estoque do item Feijão após a aplicação dos métodos e ferramentas de planejamento. Lote de Meses Estoque inicial Compra Valor unit. Demanda Saldo Final Vr Saldo jan/08 0 1545 3,96 1500 45 178,2 fev/08 45 910 3,96 930 25 99 mar/08 70 1910 3,53 1920 60 211,8 Fonte: as autoras Tabela 5 – Movimentação de estoque do item Batata Palha após da aplicação dos métodos e ferramentas de planejamento. Lote de Meses Estoque inicial Compra Valor unit. Demanda Saldo Final Vr Saldo jan/08 0 493 2,25 480 13 29,25 fev/08 13 312 2,25 300 25 56,25 mar/08 25 390 2,25 390 25 56,25 Fonte: as autoras Tabela 6 – Movimentação de estoque do item Óleo após da aplicação dos métodos e ferramentas de planejamento. Lote de Meses Estoque inicial Compra Valor unit. Demanda Saldo Final Vr Saldo jan/08 0 1252 2,3 1240 12 27,6 fev/08 12 1383 2,3 1380 15 34,5 mar/08 15 1785 2,3 1560 240 552 Fonte: as autoras Observa-se que o lote de compra é feito de acordo com a demanda especifica para cada mês, equilibrando o fluxo das entradas e saídas de materiais. Utilizou-se como base para os cálculos as informações do comportamento da demanda ao longo do tempo juntamente com os métodos de planejamento. Para que a administração de materiais seja eficaz é necessário coordenar a movimentação de suprimento com as exigências da produção. Não basta que os materiais entrem adequadamente no estoque, é necessário estabelecer meios para que não haja excessos, faltas nem deteriorização dos materiais estocados. Contudo um planejamento de estoque eficaz permite que a empresa trabalhe com a menor quantidade possível. Percebe-se que a empresa conseguiu obter o equilíbrio do fluxo de materiais, eliminando os excessos e o tempo que os materiais ficam parados no estoque
  13. 13. 13 As tabelas 7, 8 e 9 mostram o resultado da aplicação dos métodos de gestão de estoque. Observa-se que a empresa conseguiu reduzir um valor considerável do capital investido em estoque, conseqüentemente obteve-se um aumento do fluxo de caixa da empresa e a eliminação de perda de materiais. Tabela 7: Capital investido em estoque com e sem planejamento do item óleo. Capital investido em estoque Sem Com Redução Redução planejamento planejamento R$ % janeiro 6.808,00 27,60 6.780,40 99,0% fevereiro 5.934,00 34,50 5.899,50 99,0% março 6.256,00 552,00 5.704,00 91,0% total 18998 614,1 18383,9 97,0% Fonte:as autoas (2008) Tabela 8: Capital investido em estoque com e sem planejamento do item Batata Palha. Capital investido em estoque Sem Com Redução planejamento planejamento Redução R$ % janeiro 1068,75 29,25 1039,5 97,0% fevereiro 393,75 56,25 337,5 86,0% março 1890 56,25 1833,75 97,0% total 3352,5 141,75 3210,75 96,0% Fonte: os autoras (2008) Tabela 9: Capital investido em estoque com e sem planejamento do item Feijão. Capital investido em estoque Sem Com Redução Redução planejamento planejamento R$ % janeiro 5940 178,2 5761,8 97,0% fevereiro 2257,2 99 2158,2 96,0% março 529,5 211,8 317,7 60,0% total 8726,7 489 8237,7 94,0% Fonte: as autoras (2008) Os gráficos 1, 2 e 3 demonstram a comparação dos valores investidos em estoque antes e após a aplicação dos métodos de gestão de estoque.
  14. 14. 14 8.000,00 6.000,00 4.000,00 2.000,00 0,00 janeiro fevereiro março Sem planejamento 6.808,00 5.934,00 6.256,00 Com planejamento 27,60 34,50 552,00 Gráfico 1: Valor investido em estoque do item Óleo. Fonte: as autoras 2000 1500 1000 500 0 janeiro fevereiro março Sem planejamento 1068,75 393,75 1890 Com planejamento 29,25 56,25 56,25 Gráfico 2: Valor investido em estoque do item Batata Palha. Fonte: as autoras 6000 4000 2000 0 janeiro fevereiro março Sem planejamento 5940 2257,2 529,5 Com planejamento 178,2 99 211,8 Gráfico 1: Valor investido em estoque do item Feijão. Fonte: as autoras
  15. 15. 15 A tabela 10 mostra o valor total reduzido do Capital investido em estoque da empresa após a aplicação dos métodos de gestão de estoque. Observa-se a empresa conseguiu reduzir aproximadamente 96% do valor que ficava em estoque e que poderia ser utilizado de forma mais eficaz para o desempenho da empresa Tabela 10: Total de Capital investido em estoque e o total reduzido. Total do Capital investido em estoque Sem Com Redução Redução planejamento planejamento R$ % janeiro 235,05 13581,7 98,0% 13816,75 fevereiro 8584,95 302,55 8282,4 96,0% março 8675,5 820,05 7855,45 95,0% total 31077,2 1357,65 29719,55 96,0% Fonte: as autoras (2008) O gráfico 1 demonstra o total reduzido dos valores investido no estoque da empresa após a aplicação dos métodos de gestão de estoque. Observa-se que é significativo o valor reduzido sendo que poderia ser aplicado de forma mais eficaz para o desempenho da empresa. 15000 10000 5000 0 1 2 3 Sem planejamento 13816,75 8584,95 8675,5 Com planejamento 235,05 302,55 820,05 Gráfico 1: valor total reduzido do Capital investido em estoque. Fonte: as autoras
  16. 16. 16 5 CONCLUSÃO Os resultados confirmam que a empresa ao utilizar os métodos de controle de estoque, demonstrou ter um perfeito equilíbrio no fluxo de materiais em estoque, permitindo que a empresa trabalhe com um menor volume de estoque sem o risco de falta de material. Percebeu-se na pesquisa que a empresa possuía um alto valor de Capital investido em estoque sem necessidade, em conseqüência a redução do fluxo de caixa e o excesso de materiais que ocasionava a perda por deteriorização pelo tempo curto de validade que os materiais alimentícios possuem. Constatou-se que essa alta quantidade em estoque era conseqüência do mau gerenciamento do estoque, principalmente no que se refere ao planejamento, onde observou-se que em alguns meses era comprado uma quantidade muito alta do item sem necessidade, e a demanda para o mês era baixa, ficando o estoque parado para ser utilizado no próximo mês. Contudo, fica evidente que a gestão de estoque quando feita de forma eficiente contribui para um melhor equilíbrio do estoque. Sendo assim é necessário que o administrador de materiais estabeleça regras e métodos de decisões sobre os item e suas quantidades em estoque para que o desempenho das atividades seja eficaz, e que contribua com a redução dos custos e com o aumento do fluxo de caixa da empresa.
  17. 17. 17 REFERÊNCIAS ARNOLD Tony J. R. Administração de materiais. São Paulo: Atlas, 1999. DAVID R. Anderson, DENNIS J. Sweeney, THOMAS A. Williams. Estatística aplicada a administração e economia. 2ª Edição. São Paulo: Thomson, 2003. ESCORSIM, Sergio. Fatores relevantes de transferência de tecnologia na implementação do sistema de planejamento e controle da produção na industria Metalgráfica Iguaçu S.A. 2006. Ponta Grossa/ PR. Disponível em: <http://pg.cefetpr.br/ppgep/dissertacoes/siss_2006/scorsin_ppgep.pdf>. Acesso em: 15 de out. de 2008. FRANCISCHINI G. Paulino, GURGEL Floriano do Amaral. Administração de materiais e do patrimônio. São Paulo: Thomson, 2002. LIMA, Mauro; MAÇADA, Antonio Carlos G.; RIOS Leonardo R. Avaliação dos benefícios obtidos com a implementação de um sistema de gestão empresarial: um estudo de caso de uma empresa brasileira. 2005. Porto Alegre/RS. Disponível em: <http://www.ea.ufrgs.br/professores/acgmacada/pubs/Enegep0901_0491%20mauro%20lima%20 2005.pdf>. Acesso em: 15 de out. de 2008. MARTINS Petrônio G., ALT Paulo Renato Campos. Administração de materiais e recursos patrimoniais. (2ª edição). São Paulo: Saraiva, 2006 (Pág 133). MARTINS Petrônio G., LAUGENI Fernando Piero. Administração da Produção. São Paulo: Saraiva, 2006. (Pág. 387). POZO Hamilton. Administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem Logística. São Paulo: Atlas, 2004. SLACK Nigel, et.al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1999. VIANA João José. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo: Atlas, 2002.

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