Infecção puerperal

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Infecção puerperal.Palestra apresentada no Congresso Estadual de Ginecologia e Obstetrícia em maio de 2014

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Infecção puerperal

  1. 1. Anderson Anisio
  2. 2. INFECÇÃO PUERPERAL
  3. 3. SEMMELWEIS 1818-1865
  4. 4. Ao ser contratado em 1846 como médico assistente na Primeira Clínica Obstétrica do Allgemeine Krankenhaus (Hospital Geral de Viena) percebeu uma alta mortalidade materna por “febre puerperal”.
  5. 5. Mortalidade Materna (óbitos de mulheres em idade fértil) RMM - 2013: 55,5 óbitos maternos por 100 mil n.v. Fonte: SIM – Dez/2013
  6. 6. Óbitos maternos totais 1142 Fonte: SIM – Dez/2013
  7. 7. Óbitos maternos por infecção puerperal 69 Fonte: SIM – Dez/2013
  8. 8. Óbitos maternos (tipo de causa) Infecção puerperal: 4ª causa de óbitos maternos
  9. 9. Mortalidade Materna (por faixa etária) Fonte: SIM – Dez/2013
  10. 10. Mortalidade Materna (por faixa etária) Fonte: SIM – Dez/2013 29 26
  11. 11. INFECÇÃO PUERPERAL • CONCEITO - morbidade febril puerperal - Temp. ≥ 38ºC nos 10 dias iniciais do pós-parto exceto nas primeiras 24h • MICROBIOLOGIA - infecção polimicrobiana - mycoplasmas - Neisseria e Clamidia - mulheres HIV+: herpes e CMV - Clostridium sordellii e perfringens - síndrome do choque tóxico estreptocócica ou estafilocócica
  12. 12. INFECÇÃO PUERPERAL • ENDOMETRITE - mais frequente (miometrite) • PARAMETRITE • ANEXITE • PERITONITE • TROMBOFLEBITE SÉPTICA • CHOQUE SEPTICÊMICO
  13. 13. FATORES DE RISCO • Cesariana - mais importante - c/ATB profilática - 11% - TP - 1,7% - eletivas - s/ATB - 28% - TP - 3,55% - eletivas Smaill FM, Gyte GM. Antibiotic prophylaxis versus no prophylaxis for preventing infection after cesarean section. Cochrane Database Syst Rev 2010; • Vaginose bacteriana
  14. 14. FATORES DE RISCO ● Trabalho de parto prolongado ● RPMO ● Toques vaginais sucessivos ● Monitorização fetal ● Mecônio no líquido amniótico ● Extração manual da placenta ● Baixo nível socioeconômico
  15. 15. FATORES DE RISCO ● DMG ou anemia grave ● Prematuridade ● Parto operatório ● Gravidez pós-termo ● Infecção por HIV ● Colonização - GBS ● Transporte nasal de Staphylococcus aureus ● Escherichia coli – choque séptico
  16. 16. PATOGENESE TRABALHO DE PARTO FLORA VAGINAL NA CAVIDADE INFECÇÃO DEPENDE MECANISMOS DE DEFESA QUANTIDADE E A VIRULENCIA DE BACTÉRIAS > MORBIDADE EM CESARIANA: CORPOS ESTRANHOS; NECROSE MIOMETRIO; HEMATOMAS E SEROMAS
  17. 17. DIAGNÓSTICO • FEBRE • TAQUICARDIA • DOR ABDOMINAL • AMOLECIMENTO UTERINO - hemorragia • LOQUIOS PURULENTOS • CALAFRIOS • CEFALEIA • MAL ESTAR / ANOREXIA
  18. 18. EXAMES • HEMOGRAMA - leucocitose e aumento de neutrófilos • CULTURA DE SECREÇÃO • HEMOCULTURA • USG
  19. 19. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • INFECÇÃO DO LOCAL CIRÚRGICO: PAREDE, EPISIOTOMIA, LACERAÇÕES PERINEAIS • MASTITE OU ABSCESSO MAMÁRIO • PIELONEFRITE • PNEUMONIA POR ASPIRAÇAO - ANESTESIA GERAL • TVP/ EMBOLIA PULMONAR • APENDICITE • VIROSES • COLITE PSEUDOMEMBRANOSA
  20. 20. TRATAMENTO • Clindamicina: 900mg EV a cada 8 horas + Gentamicina 240mg EV – dose única DISFUNÇÃO RENAL – substituir a Gentamicina por Ampicilina + Sulbactan: 1,5g a cada 6h ou clindamicina + cefuroxima: 750mg EV a cada 8h)
  21. 21. TRATAMENTO • Resistencia a Clindamicina – anaeróbios  Ampicilina + Sulbactam – 1,5g a cada 6h • Resistencia a Clindamicina - GBS: 13-20%  Clindamicina + Gentamicina + Ampicilina ou Ampicilina + Sulbactan Castor ML, Whitney CG, Como-Sabetti K, et al. Antibiotic resistance patterns in invasive group B streptococcal isolates. Infect Dis Obstet Gynecol 2008
  22. 22. • DURAÇÃO - Afebril por 48h • ATB oral - Se hmc + - 7 dias • Febre persistente - reavaliar - 20% - org.resistentes - Enterococo (adicionar ampicilina ou penicilina (vancomicina em caso de alergia) TRATAMENTO
  23. 23. FEBRE PERSISTENTE • CAUSAS  Hematoma infectado - USG  Celulite ou abscesso pélvico - USG  Infecção do local cirúrgico  Tromboflebite pélvica séptica - TC ou RM Trombose venosa do ovário - TC ou RM  Necrose do miométrio – TC ou RM
  24. 24. FEBRE PERSISTENTE • CAUSAS  Febre ao uso do medicamento Endometrite recurrente Endometrite pós-parto tardia – 15% - parto vaginal - Amoxacilina c/clavulanato – 875mg 2x/dia por 7 dias
  25. 25. PREVENÇÃO • ATB profilática em cesarianas • Dequitação espontânea em cesarianas • The effect of placental removal method and site of uterine repair on postcesarean endometritis and operative blood loss. Acta Obstet Gynecol Scand 2005; 84:266. • ATB tópicos • Vaginal chlorhexidine during labour for preventing maternal and neonatal infections Cochrane Database Syst Rev 2004 • Lavagem vaginal - clorexidina • Embrocação vaginal com povidine pré-cesárea • Preoperative vaginal preparation with povidone-iodine and the risk of postcesarean endometritis. Obstet Gynecol 2005; 105:1024.
  26. 26. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Endometrite pós-parto – mais comum morbidade febril pós-parto • Infecção polimicrobiana • Cesariana – fator de risco mais importante • Diagnóstico clínico • Diagnóstico diferencial: infecção local abscesso e mastite; ITU; TVP; pneumonia
  27. 27. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Laboratório – valor limitado • Clindamicina + Gentamicina • Tempo de uso - 48h afebril • Não fazer ATB oral sem hemocultura • Sem melhora 48/72 depois do ttto: incluir ampicilina ou vancomicina (alérgicas) • Aprofundar a investigação • Cesariana - ATB profilática - Dequitação espontânea
  28. 28. Obrigado

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