Literatura Medieval
PANORAMA HISTÓRICO <ul><li>Feudalismo </li></ul><ul><ul><li>Suserano e vassalos </li></ul></ul><ul><li>Teocentrismo </li><...
CRONOLOGIA <ul><li>Período: séculos XII a XIV </li></ul><ul><li>Início: 1189 (ou 1198?)   </li></ul><ul><ul><li>Cantiga da...
No mundo nom me sei parelha, mentre me for' como me vai,  ca ja moiro por vos - e ai  mia senhor branca e vermelha,  quere...
POESIA TROVADORESCA <ul><li>Características das cantigas </li></ul><ul><ul><li>Língua: galego-português </li></ul></ul><ul...
POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantigas Lírico-amorosas </li></ul><ul><ul><li>Cantiga de amor </li></ul></ul><ul><ul><li>Cant...
POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantiga de amor </li></ul><ul><ul><li>Origem provençal </li></ul></ul><ul><ul><li>Eu lírico ma...
POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantiga de amigo </li></ul><ul><ul><li>Origem popular </li></ul></ul><ul><ul><li>Eu lírico fem...
CANTIGA 1  Mia irmã fremosa, treides comigo  a la igreja de Vigo, u é o mar salido:  e miraremo-las ondas.  Mia irmã fremo...
POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantiga de escárnio </li></ul><ul><ul><li>Crítica indireta </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso da i...
Ai dona fea! foste-vos queixar porque vos nunca louv’ em meu trobar mais ora quero fazer um cantar em que vos loarei toda ...
PROSA TROVADORESCA <ul><li>Novelas de cavalaria </li></ul><ul><ul><li>Canções de gesta  </li></ul></ul><ul><li>Ciclos de n...
RENASCIMENTO    CULTURAL    XIV e XVI <ul><li>Itália </li></ul><ul><li>berço do  </li></ul><ul><li>Renascimento </li></ul>
“  O Homem é a medida de todas as coisas”
<ul><li>Em oposição à cultura feudal, o Renascimento foi um movimento cultural que expressou a mentalidade burguesa.Ocorre...
FLORENÇA: capital das artes <ul><li>Cidade do renascimento. Depois da &quot;longa noite de trevas&quot; que foi a idade mé...
MECENATO... <ul><li>Mecenas : burguesia,príncipes e até Papas financiaravam e protegiam as artes e os artistas </li></ul><...
Humanismo:  volta aos valores da Antiguidade Clássica <ul><li>O Nascimento de Vênus </li></ul>
Descobrir o Mundo...Descobrir o Homem
<ul><li>O ideal de universalidade:  Os renascentistas acreditavam que uma pessoa poderia vir a aprender e saber tudo o que...
<ul><li>Diferenças entre o pensamento medieval e o renascentista: </li></ul>PENSAMENTO MEDIEVAL   PENSAMENTO RENASCENTISTA...
ALEGORIA DA PRIMAVERA A ARTE DE SANDRO BOTTICELLI
<ul><li>A ARTE DE  SANDRO BOTTICELLI </li></ul>NASCIMENTO DE VÊNUS
<ul><li>ARTE  DE LEONARDO DA VINCI </li></ul>
 
<ul><li>A ARTE DE RAFAEL SANZIO </li></ul>O CASAMENTO DA VIRGEM
TRANSFIGURAÇÃO
<ul><li>A ARTE DE MICHELANGELO   </li></ul>MOISÉS DAVI PIETÁ A CRIAÇÃO DE ADÃO
<ul><li>O RENASCIMENTO FORA DA ITÁLIA </li></ul>PIETER BRUGHEL BANQUETE DE NÚPCIAS HIERONYMUS BOSCH JARDINS DAS DELÍCIAS  ...
<ul><li>O RENASCIMENTO FORA DA ITÁLIA </li></ul>ALBRECHT DÜRER AUTO-RETRATO EL GRECO O ENTERRO DO CONDE ORGAZ VISTA DE TOL...
Humanismo (1434-1527)
HUMANISMO <ul><li>Antropocentrismo :  </li></ul><ul><li>O homem como centro do universo. </li></ul><ul><li>O homem passou ...
Humanistas Homens empenhados na reforma educacional, mas não só... Viviam o desafio da cultura dominante e tentavam abolir...
O humanista <ul><li>Não imitava simplesmente os clássicos, mas </li></ul><ul><li>“buscava inspiração em seus atos, suas cr...
HUMANISMO – Panorama Histórico
HUMANISMO <ul><li>Um fator fundamental na divulgação das ideias humanistas foi a descoberta da imprensa, por Gutemberg (Al...
HUMANISMO <ul><li>Produção escrita : </li></ul><ul><ul><li>Teatro  – é a manifestação literária onde ficam mais claras as ...
GIL VICENTE <ul><li>Características do teatro : </li></ul><ul><ul><li>Personagens-tipo : ilustram as classes sociais da ép...
GIL VICENTE <ul><li>Principais obras : </li></ul><ul><ul><li>Auto da Barca do Inferno; </li></ul></ul><ul><ul><li>Auto da ...
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Literatura Medieval

  1. 1. Literatura Medieval
  2. 2. PANORAMA HISTÓRICO <ul><li>Feudalismo </li></ul><ul><ul><li>Suserano e vassalos </li></ul></ul><ul><li>Teocentrismo </li></ul><ul><ul><li>Deus como centro do universo </li></ul></ul>
  3. 3. CRONOLOGIA <ul><li>Período: séculos XII a XIV </li></ul><ul><li>Início: 1189 (ou 1198?) </li></ul><ul><ul><li>Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós </li></ul></ul><ul><li>Término: 1418 </li></ul><ul><ul><li>Nomeação de Fernão Lopes como guarda-mor da Torre do Tombo </li></ul></ul>TROVADORISMO:
  4. 4. No mundo nom me sei parelha, mentre me for' como me vai, ca ja moiro por vos - e ai mia senhor branca e vermelha, queredes que vos retraia quando vos eu vi em saia! Mao dia que me levantei, que vos enton nom vi fea! &quot; E, mia senhor, des aquel di' , ai!  me foi a mim muin mal, e vós, filha de don Paai Moniz, e ben vos semelha d'aver eu por vós guarvaia, pois eu, mia senhor, d'alfaia nunca de vós ouve nem ei valia d'ua correa&quot;. (Paio Soares de Taveirós) No mundo ninguém se assemelha a mim enquanto a minha vida continuar como vai porque morro por ti e ai minha senhora de pele alva e faces rosadas, quereis que eu vos descreva (retrate)  quanto eu vos vi sem manto (saia : roupa íntima) Maldito dia! me levantei / que não vos vi feia (ou seja, viu a mais bela). E, minha senhora, desde aquele dia, ai tudo me foi muito mal e vós, filha de don Pai Moniz, e bem vos parece de ter eu por vós guarvaia (guarvaia: roupas luxuosas) pois eu, minha senhora, como mimo (ou prova de amor) de vós nunca recebi algo, mesmo que sem valor. CANTIGA DA RIBEIRINHA
  5. 5. POESIA TROVADORESCA <ul><li>Características das cantigas </li></ul><ul><ul><li>Língua: galego-português </li></ul></ul><ul><ul><li>Tradição oral e coletiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Poesia cantada e acompanhada por instrumentos musicais </li></ul></ul><ul><ul><li>Autores: trovadores </li></ul></ul><ul><ul><li>Gêneros: lírico-amorosas e satirícas </li></ul></ul>
  6. 6. POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantigas Lírico-amorosas </li></ul><ul><ul><li>Cantiga de amor </li></ul></ul><ul><ul><li>Cantiga de amigo </li></ul></ul><ul><li>Cantigas Satíricas </li></ul><ul><ul><li>Cantiga de escárnio </li></ul></ul><ul><ul><li>Cantiga de Maldizer </li></ul></ul>
  7. 7. POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantiga de amor </li></ul><ul><ul><li>Origem provençal </li></ul></ul><ul><ul><li>Eu lírico masculino </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento dado à mulher: mia senhor </li></ul></ul><ul><ul><li>Expressão da vida da corte </li></ul></ul><ul><ul><li>Convenções do amor cortês: </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Idealização da mulher; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Vassalagem amorosa; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Expressão da coita </li></ul></ul></ul></ul>
  8. 8. POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantiga de amigo </li></ul><ul><ul><li>Origem popular </li></ul></ul><ul><ul><li>Eu lírico feminino </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento dado ao namorado: amigo </li></ul></ul><ul><ul><li>Expressão da vida campesina e urbana </li></ul></ul><ul><ul><li>Realismo: fatos comuns à vida cotidiana </li></ul></ul><ul><ul><li>Amor realizado ou possível – sofrimento amoroso </li></ul></ul><ul><ul><li>Paralelismo e refrão </li></ul></ul>
  9. 9. CANTIGA 1 Mia irmã fremosa, treides comigo a la igreja de Vigo, u é o mar salido: e miraremo-las ondas. Mia irmã fremosa, treides de grado a la igreja de Vigo, u é o mar levado: e miraremos-las ondas. A la igreja de Vigo, u é o mar salido, e verrá i, madre, o meu amigo: e miraremo-las ondas. A la igreja de Vigo, u é o mar levado, e verrá i, madre, o meu amado: e miraremo-las ondas. (Martin Codax)
  10. 10. POESIA TROVADORESCA <ul><li>Cantiga de escárnio </li></ul><ul><ul><li>Crítica indireta </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso da ironia </li></ul></ul><ul><li>Cantiga de Maldizer </li></ul><ul><ul><li>Crítica direta </li></ul></ul><ul><ul><li>Intenção difamatória </li></ul></ul><ul><ul><li>Palavrões e xingamentos </li></ul></ul>
  11. 11. Ai dona fea! foste-vos queixar porque vos nunca louv’ em meu trobar mais ora quero fazer um cantar em que vos loarei toda via; e vedes como vos quero loar; dona fea, velha e sandia! Ai dona fea! se Deus mi perdom! e pois havedes tan gran coraçon que vos eu loe em esta razon, vos quero já loar toda via; e vedes queal será a loaçon: dona fea, velha e sandia! Dona fea, nunca vos eu loei em meu trobar, pero muito trobei; mais ora já um bom cantar farei em que vos loarei todavia; e direi-vos como vos loarei: dona fea, velha e sandia! João Garcia de Guilhadi Cantiga de Escárnio Cantiga de Maldizer – I Marinha, o teu folgar tenho eu por desacertado, e ando maravilhado de te não ver rebentar; pois tapo com esta minha boca, a tua boca, Marinha; e com este nariz meu, tapo eu, Marinha, o teu; com as mãos tapo as orelhas, os olhos e as sobrancelhas, tapo-te ao primeiro sono; com a minha piça o teu cono; e como o não faz nenhum, com os colhões te tapo o cu. E não rebentas, Marinha? Afonso Eanes de Coton
  12. 12. PROSA TROVADORESCA <ul><li>Novelas de cavalaria </li></ul><ul><ul><li>Canções de gesta </li></ul></ul><ul><li>Ciclos de novelas </li></ul><ul><ul><li>Ciclo Clássico </li></ul></ul><ul><ul><li>Ciclo arturiano ou bretão </li></ul></ul><ul><ul><li>Ciclo carolíngeo </li></ul></ul>
  13. 13. RENASCIMENTO CULTURAL XIV e XVI <ul><li>Itália </li></ul><ul><li>berço do </li></ul><ul><li>Renascimento </li></ul>
  14. 14. “ O Homem é a medida de todas as coisas”
  15. 15. <ul><li>Em oposição à cultura feudal, o Renascimento foi um movimento cultural que expressou a mentalidade burguesa.Ocorreu na Europa durante os séculos XIV, XV, XVI. </li></ul>
  16. 16. FLORENÇA: capital das artes <ul><li>Cidade do renascimento. Depois da &quot;longa noite de trevas&quot; que foi a idade média, a humanidade renasceu para a cultura. Esse renascimento começou em Florença, quando poetas, pintores, escultores e arquitetos criaram entre os séculos XIII e XV uma quantidade infinita de obras de arte . </li></ul>
  17. 17. MECENATO... <ul><li>Mecenas : burguesia,príncipes e até Papas financiaravam e protegiam as artes e os artistas </li></ul><ul><li>Entre as famílias mais ricas de Florença contavam-se os Médicis, que acabaram por controlar o governo da cidade e tornar-se mecenas generosos. </li></ul><ul><li>Lourenço de Médici </li></ul>
  18. 18. Humanismo: volta aos valores da Antiguidade Clássica <ul><li>O Nascimento de Vênus </li></ul>
  19. 19. Descobrir o Mundo...Descobrir o Homem
  20. 20. <ul><li>O ideal de universalidade: Os renascentistas acreditavam que uma pessoa poderia vir a aprender e saber tudo o que se conhece. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Diferenças entre o pensamento medieval e o renascentista: </li></ul>PENSAMENTO MEDIEVAL PENSAMENTO RENASCENTISTA Teocentrismo Antropocentrismo Verdade = Bíblia Verdade = experimentação, observação Vida material sem importância Vida terrena e material também é importante Conformismo Crença no progresso Natureza = fonte do pecado Natureza = beleza, onde o homem se insere Ascetismo Hedonismo Dogmatismo Fé diferente da razão
  22. 22. ALEGORIA DA PRIMAVERA A ARTE DE SANDRO BOTTICELLI
  23. 23. <ul><li>A ARTE DE SANDRO BOTTICELLI </li></ul>NASCIMENTO DE VÊNUS
  24. 24. <ul><li>ARTE DE LEONARDO DA VINCI </li></ul>
  25. 26. <ul><li>A ARTE DE RAFAEL SANZIO </li></ul>O CASAMENTO DA VIRGEM
  26. 27. TRANSFIGURAÇÃO
  27. 28. <ul><li>A ARTE DE MICHELANGELO </li></ul>MOISÉS DAVI PIETÁ A CRIAÇÃO DE ADÃO
  28. 29. <ul><li>O RENASCIMENTO FORA DA ITÁLIA </li></ul>PIETER BRUGHEL BANQUETE DE NÚPCIAS HIERONYMUS BOSCH JARDINS DAS DELÍCIAS CARROÇA DE FENO
  29. 30. <ul><li>O RENASCIMENTO FORA DA ITÁLIA </li></ul>ALBRECHT DÜRER AUTO-RETRATO EL GRECO O ENTERRO DO CONDE ORGAZ VISTA DE TOLEDO SOB A TEMPESTADE
  30. 31. Humanismo (1434-1527)
  31. 32. HUMANISMO <ul><li>Antropocentrismo : </li></ul><ul><li>O homem como centro do universo. </li></ul><ul><li>O homem passou a considerar-se não mais como imagem de Deus, mas como um ser ligado à sua natureza material, física e terrena. </li></ul>
  32. 33. Humanistas Homens empenhados na reforma educacional, mas não só... Viviam o desafio da cultura dominante e tentavam abolir a tradição intelectual medieval, buscando na antiguidade clássica as raízes para a elaboração de uma nova cultura. Eram cristãos, mas desejavam reinterpretar o Evangelho à luz da experiência e valores da Antiguidade; Acreditavam que o homem é a fonte de energias criativas ilimitadas, possuindo uma disposição inata para a ação, a virtude e a glória.
  33. 34. O humanista <ul><li>Não imitava simplesmente os clássicos, mas </li></ul><ul><li>“buscava inspiração em seus atos, suas crenças, suas realizações, de forma a sugerir um novo comportamento calcado na determinação da vontade, no desejo de conquistas e no anseio do NOVO” </li></ul>De um erudito preocupado com a renovação universitária – humanista passou a representar todos que criticavam a cultura tradicional e acreditavam no homem e sua capacidade realizadora
  34. 35. HUMANISMO – Panorama Histórico
  35. 36. HUMANISMO <ul><li>Um fator fundamental na divulgação das ideias humanistas foi a descoberta da imprensa, por Gutemberg (Alemanha –1452), mas que chegou a Portugal somente em 1494. </li></ul>
  36. 37. HUMANISMO <ul><li>Produção escrita : </li></ul><ul><ul><li>Teatro – é a manifestação literária onde ficam mais claras as características do período; </li></ul></ul><ul><ul><li>Poesia Palaciana – a poesia deixa de ser acompanhada por música e passa a ser declamada dentro do palácio; </li></ul></ul><ul><ul><li>Historiografia – crônicas (Fernão Lopes), na época, eram os registros da vida de personagens e acontecimentos históricos. </li></ul></ul>
  37. 38. GIL VICENTE <ul><li>Características do teatro : </li></ul><ul><ul><li>Personagens-tipo : ilustram as classes sociais da época; </li></ul></ul><ul><ul><li>Concepção religiosa : lamenta a perda dos valores, mas, ao mesmo tempo, luta por um cristianismo mais humanizado; </li></ul></ul><ul><ul><li>Crítica social : faz de forma impiedosa, não escapando nenhum comportamento inadequado. </li></ul></ul>                                          
  38. 39. GIL VICENTE <ul><li>Principais obras : </li></ul><ul><ul><li>Auto da Barca do Inferno; </li></ul></ul><ul><ul><li>Auto da Lusitânia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Auto da Índia; </li></ul></ul><ul><ul><li>A farsa de Inês Pereira; </li></ul></ul><ul><ul><li>O velho da horta. </li></ul></ul>

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