Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 1         Ano VII - N o 41 -Julho/Agosto de 2011 - Rua Pa...
Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 2ESPAÇO CULTURAL                                         ...
Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 3       Por trás do Lar Doce Lar                         ...
Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 4              NOTICIAS DO PARQUE LINEAR ÁGUIA DE HAIA:  ...
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Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 7 Cantinho do Pescador     Um espaço para troca de inform...
Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 8ESPAÇO JOVEM                       EDUCAÇÃO E JUVENTUDE:...
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  1. 1. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 1 Ano VII - N o 41 -Julho/Agosto de 2011 - Rua Pangauá, 669 - E-mail: savre@uol.com.br - CONTATOS: 2685-5458/2791-1123/9364-6510/8145-3242/8354-4998 EDITORIAL LUCIANO HUCK: POR TRÁS DO LAR DOCE LAR A vida após os 40 Batalhador, filho, ex-moto- boy, responsável, o homem O título desse editorial deve Nordeste, Jd. Coimbra, Cidade A.conduzir o leitor a pensar no dito Carvalho, Artur Alvim, V. Nhocu- da casa, amigo, sonhador,popular, para o qual “a vida co- né. Além de todas as bancas de amante das motos e, agora,meça aos 40 anos”. Aqui, entre- jornal dessa região, o Jornal da famoso na Vila Ré. Umtanto, a intenção é outra: quere- Vila Ré e região é distribuído nas jovem, um exemplo.mos afirmar não o começo mas, estações do Metrô (Guilhermina/a continuidade de um trabalho Esperança, Patriarca), em comu- VEJA LINK: http://que está em curso pelo sétimo nidades religiosas, no comércio caldeiraodohuck.globo.com/ano de existência de nosso jor- e nas residências. platb/lardocelar/category/nal. Se aos 40 há um recomeço, que familia-da-silva-sao-paulo/ Com essa edição, a de número este seja para manter a popula-41, a Sociedade Amigos de Vila ção bem informada. Para tanto, Página 3Ré considera que o esforço em seria necessário ampliar a tira-prover os moradores de infor- gem (hoje, de 10.000 exempla-mação tem atingido seus objeti- res), reduzir a periodicidade (atu-vos. A trajetória desses sete anosfoi marcada por muita dificul- almente é bimestral), aumentar o número de páginas (hoje, com PARQUE LINEAR ÁGUIA DE HAIA:dade. Por inúmeras vezes o nos- oito páginas todas coloridas).so Jornal da Vila Ré foi às ruas Essa deverá ser a meta a ser bus- Em reunião realizadacom prejuízo financeiro, por fal- cada no próximo período. Contu- no dia 18 de agosto, nota de anunciantes. Apesar de ser do, isso não será conseguido sem auditório do SESI – A. E.um jornal não comercial, sem a compreensão e colaboração de Carvalho, o Movimentofins lucrativos, com o intuito pri- comerciantes, industriais, profis- de Luta pelo Parque Li-mordial de informar e de convo- sionais liberais e população em near Águia de Haia deucar os moradores à participa- geral. mais um passo para con-ção por melhores condições de O Jornal da Vila Ré e região, quistar esse que é umvida em nosso bairro e região, é além de informar, tem sido um anseio histórico da po-preciso apoio para bancar seus instrumento eficaz para conquis- pulação.custos. tar melhorias para toda a popu- Nascido como Jornal da Savré lação da região. Ampliar as con- Leia mais na(da Sociedade Amigos de Vila Ré), quistas é um desejo de todos e página 4a partir de 2011, assumiu seu ca- depende, fundamentalmente, daráter de Jornal da Vila Ré e região. participação de leitores, mora-Ao incorporar temas abrangen- dores, empresários e de anunci-tes como o do meio ambiente,idosos, jovens, cultura, etc., o Jor- antes. A Sociedade Amigos de Vila Ré e seu órgão informativo o Jor- PSICOTERAPIA FONOAUDIOLOGIA As nossas calçadas...nal da Vila Ré e região passou a nal da Vila Ré e região cumprirá PSICOPEDAGOGIA A pergunta que não pode e não deve calar é: quem fiscaliza, quandoter sua distribuição ampliada sua missão se o envolvimento Aulas Particulares o responsável pelo desmazelo é o poder público?para os bairros vizinhos de V. Es- efetivo dos que a consideram Não há dia em que não se en- Rua Itinguçú, 804 – Cjs 03perança, V. Granada, V. Ré, Jd. importante acontecer. contre calçadas mal conserva- e 04 - Fone: 2685-8012 das, com declive exagerado, com degraus que precisam ser esca- ELEITO O NOVO lados, conforme mostrado em CONSELHO edições anteriores. Como a res- ponsabilidade pela manutenção REGIONAL DO das mesmas cabe aos proprietá- rios de imóvel, estes ficam sujei- MEIO AMBIENTE tos à fiscalização da prefeitura. Mas a pergunta que não pode e DA PENHA não deve calar é: quem fiscaliza quando o responsável pelo des- mazelo é o poder público? É o Conheça a sua caso da calçada próxima ao SESI composição lendo na – CAT Mario Amato, na Rua Deodato Saraiva da Silva. Por ali, circulam página 4 os usuários e os alunos da escola do SESI e precisam ficar atentos para armadilhas como a registrada pela foto.
  2. 2. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 2ESPAÇO CULTURAL BANCAS DE JORNAL Um dia no sertão O jornal da Savré pode ser encon- trado nas bancas de jornal: O mundo coberto de penas, este tas coisas. É, também, uma crítica Banca Granada - Rua Olivia deseria o nome de um dos clássicos ao desenvolvimento das regiões Oliveira, 132 - Fone: 2681-0923 - V.da literatura brasileira, mas Gra- sul e suldeste do país sob o co- Granadaciliano Ramos decidiu chamar seu mando de Getúlio Vargas. Banca Granadão - Rua Itinguçu,livro de Vidas Secas. Assim reve- O livro conta a história de uma 181 - V. Granadalou Fábio César Alves, mestre em família de retirantes que percorre Banca Dois Irmãos - Rua Itinguçu,Literatura Brasileira e doutoran- o sertão em busca da sobrevivên- 475 - V. Granadado em Teoria Literária pela Uni- cia. Fabiano, Sinha Vitória, o me- Bomboniere e Jornais Amaro -versidade de São Paulo, em pales- nino mais velho, o menino mais Rua Itinguçu, 715 - V. Rétra realizada no dia 2 de julho na novo e a cachorra Baleia formam Revistaria Garotão - Rua Itinguçu,Biblioteca Mário de Andrade, em o grupo. Os personagens são in- 853 - V. RéSão Paulo. A palestra faz parte do trospectivos, característica de Revistaria Gabriela - Rua Itinguçu,Ciclo Literatura, Vestibular e algo Graciliano, segundo Fábio. Eles re- 1165 - V. Ré - Fone: 2791-1629mais, oferecido pela instituição. velam desejos frustados. Revistaria Nhatumani - Rua Fábio falou sobre a biografia de Fabiano vive uma revolta inte- Nhatumani, 925 - V. RéGraciliano e contextualizou a obra rior, uma crise entre a vontade de Banca Santa Maria - Rua Néa, 514com o Brasil da época. O livro foi lutar, de mudar sua realidade, e o - V. Ré - Fone: 8700-6433publicado em 1938. Ele disse que conformismo, que faz com que elea década de 1930 foi marcada aceite sua condição. A tensão é ca- Banca São Serapião - Rua São Serapião, 310 - V. Répela entrada de novos atores so- racterizada pela brutalidade (Fa-ciais e por uma nova configura- biano X meio) e pelos sonhos (Fa- ço do sertão. Oasis Cultural - Rua São Serapião, 754 - V. Réção política. Assim, diferentemen- biano = meio) que representam o De acordo com Fábio, o tema da pelo patrão que sempre apresen-te dos escritores da geração de alento para a realidade dele e da propriedade perpassa a obra. Fa- ta contas que não batem com as Banca Buriti Alegre - Rua Buriti Alegre, 547 - V. Ré1922, os modernistas, que enfati- família. São retratados muitas ve- biano quer se arranjar, tornar-se da Sinhá Vitória e Fabiano sente-zavam a linguagem e a idealiza- zes como animais e essa aproxi- vaqueiro, possiur terras, possuir se explorado. O sertão fora repro- Banca do Gilberto - Rua Jarauara, duzido naquele auditório de bibli- 321 - V. Réção de um país novo, os da gera- mação fica clara quando a ca- a palavra. Sinha Vitória quer umação de 1930 destacavam a luta de chorra exprime sentimentos huma- cama como a de um patrão de Fa- oteca. O poder, a falta de poder e o Banca do Pedro - Rua Wadihclasses. nos, ela faz a ligação entre o ani- biano. No capítulo Inverno, a fa- abuso de poder, a desigualdade e Hatti, 11 - V. Ré Ele afirmou que o escritor ala- mal e o homem. mília é ameaçada, desta vez não as realidades foram expostas, um Banca Vitória - Rua Itinguçu, 2523goano se prendia à matéria obser- Além da palestra, como carac- pela seca, mas pela época das chei- mundo de sonhos, injusto, cober- - V. Révada. O objetivo é ir à matéria li- terísitica do ciclo, ocorreram as as, pois a chuva não cessa e tudo to de penas Banca Santa Quitéria - Praça Santaterária sem rodeios. É como Gra- intervenções artísticas. A Cia. da quer alagar. A questão é a falta de Para mais informações sobre o Quitéria s/n - Jd.Nordesteciliano disse certa vez: “A palavra Fulô representou alguns trechos um lugar seguro para a família ciclo, acesse: http:// Banca Aramã - Praça Aramã, 28 -não foi feita para enfeitar, brilhar do livro. Fabiano e Sinhá Vitória, permanecer. www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/ J.Nordestecomo ouro falso; a palavra foi fei- agora “encarnados”, roubaram a Conforme o palestrante, a igre- secretarias/cultura/bma/progra- Banca Juparanã - Largo Juparanã,ta para dizer”. Vidas Secas diz mui- cena e o auditório virou um peda- ja, a sociedade e a cadeia trazem macao/index.php?p=9012 s/n - Jd.Nordeste a ideia de opres- Banca do Joaquim - Rua Dr. José são. Há a impos- EXPEDIENTE: O Jornal da do Amaral, 219 - Jd. 3 Marias Savré é de responsabilidade sibilidade de re- editorial dos diretores da Banca Tico e Teco - Rua das ação para a famí- Sociedade Amigos de Vila Ré. Violetas s/n - Fone: 2046-7746 - lia, faltavam Editor: Alair Molina Colaboração: Jd.Popular meios. O mundo Américo, Félix, Milton, Mônica, Banca do Walter - Rua João José Raimundo, Ricardo Delgado de Queiroz, 1103 - V.S.Francisco - injusto é repre- Lanzieri, Sergio Manso e Teodoro Fone: 2049-1206 sentado pelos Alves. Diagramação e arte: J. de urubus, que ame- Mendonça Neto - (11)9664-5072 - Banca Indaiá - Rua João José de Queiros, 32 - V.S.Francisco - Fone: açam devorar a RUA PANGAUÁ, 669 - VILA RÉ Contatos: 7142-8637 e 8145-3242 3485-6658 família; pelo sol- www.sociedadeamigosdevilare.com.br Banca SESI - Av. Esperantina, s/n - dado que abusa e-mail: savre@uol.com.br Tiragem: Jd.Coimbra de seu poder e 10 mil exemplares. Impressão: mete Fabiano Gazeta SP - 2954-6218 Banca Jd. Coimbra - Rua Max Planck - Jd.Coimbra numa cadeia;
  3. 3. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 3 Por trás do Lar Doce Lar MAIS ARMADILHAS Em 2000 a família fez um em- préstimo para realizar uma ver- dadeira reforma. “Nós demoli- mos a casa toda e erguemos ou- tra completamente diferente. Er- ramos, pois começou a faltar di- nheiro e o pedreiro cometeu umA expectativa dá lugar a felicidade erro que abalou a estrutura”, conta Jaime. Correções foram Batalhador, filho, ex-motoboy, Apesar da infância feliz e das feitas e a obra começou a se ar-responsável, o homem da casa, brincadeiras nas ruas, Jaime co- rastar. A continuidade era dadaamigo, sonhador, amante das meçou a trabalhar muito jovem. à medida que o dinheiro permi-motos e agora famoso na Vila Ré. Como Dona Mara possui Lúpus e tia.Essas são algumas das caracte- enfrentava uma série de dificul- Se não bastassem tais dificul-rísticas que podem ser lembradas dades devido à doença, o filho, dades, no ano de 2007 a mãe dequando o assunto é Jaime da Sil- que na época tinha apenas 13 Jaime e de Jéssica, que na épocava. anos, passou a trabalhar confec- já tinha 7 anos, sofreu um der- Quem acompanhou o quadro cionando bancos de madeira em rame que prejudicou sua fala e vista, mas a reforma não era ga- dar dinheiro para reformar. Ain-“Lar Doce Lar” do programa Cal- uma marcenaria próxima a sua dificultou a vida da família. “Tive rantida”, diz ele. da é apertado, mas agora pode-deirão do Huck no dia 16 de ju- casa e vendê-los aos finais de que ensiná-la a comer, falar, ler Três meses depois Luciano Huck mos gastar o dinheiro com nóslho pôde conhecer um pouco da semana para contribuir em casa. e escrever novamente”, o filho re- foi até o cartório onde Jaime tra- mesmos”, diz Jaime.história deste exemplo de homem Crescido, aos 18 anos o jovem lembra das dificuldades. balha atualmente e revelou que Para o futuro, o jovem de 31e de sua família, formada por sua deu início à profissão de motoboy, eles haviam sido os escolhidos anos pensa em casamento e cons-mãe Mara e sua irmã Jéssica. o que preocupava a mãe. “Minha LAR DOCE LAR para o quadro. Começava a re- truir a sua família. Como um apai- Moradores da Vila Ré de longa preocupação era com ele sofrer Um ano após o derrame, uma forma do “Lar Doce Lar.” xonado por está vila, é aqui mes-data, Dona Mara criou seu filho algum acidente”, conta Dona amiga de Jaime enviou em segre- mo que pretende morar e seguirnas ruas do bairro que na época Mara. A preocupação se concreti- do a carta para o programa de PÓS HUCK sua vida com a futura esposa esequer eram asfaltadas e o trans- zou. Um carro passou por cima do TV, mas somente em 2011 é que A família relata que apesar do filhos, para ensinar-lhes aquiloporte público da região ainda era joelho do jovem que teve que pas- ela foi sorteada. “Não sabia da ocorrido o orçamento ainda é que aprendeu com sua história.precário. “A linha do trem não sar por 3 cirurgias para se recu- carta. Ela me contou quando a apertado, mas afirma que a re-possuía muros de proteção”, re- perar, mas como ainda precisava produção do quadro entrou em forma melhorou muito a vida. Por Bruno de Carvalho Soares,lembra o ex-motoboy. trabalhar logo voltou as ruas. contato para fazer a pré-entre- “Pelo menos não temos que guar- Felipe Paiuca e Raimundo Justino
  4. 4. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 4 NOTICIAS DO PARQUE LINEAR ÁGUIA DE HAIA: Foram eleitos os representantes daUm espaço para ser apropriado pela população sociedade civil do CADES - PenhaEsboço do arquiteto Sun Alex que apresentou o projeto do Parque Linear Águia de Haia Em reunião realizada no dia 18 entorno com a arborização da Av. A exposição feita pelo Cel. Car-de agosto, no auditório do SESI – Águia de Haia e sinaliza uma per- los Benedito Carvalho MartinsA. E. Carvalho, o Movimento de feita integração com o bairro. Sua (de camisa escura na foto) do 3ºLuta pelo Parque Linear Águia de implementação transformará Grupamento de Bombeiros (les-Haia deu mais um passo para uma área degradada e evitada te) revelou que a região requer um Com a participação de 615 foram iniciados e de por em prá-conquistar esse que é um anseio pela população num espaço de melhor atendimento pelos bom- moradores da região (em 2009 tica as novas propostashistórico da população. uso público, ambientalmente beiros. A localização da área do foram 553) , no dia 31/07, na Sub- Luiz Carlos Felix Nunes, o Félix, Depois da apresentação do his- saudável. parque é estratégica, pois está prefeitura da Penha, foram elei- da Sociedade Amigos de Vila Ré,tórico dos mais de dez anos de Como objetivo da reunião era próxima de um sistema viário tos os novos conselheiros do CA- foi reeleito, em 1º lugar, nova-luta, pelos membros Manoel e iníciar o debate de como será o propício a deslocamentos de ur- DES (Conselho Regional de Meio mente, e tem como causa o Par-Félix, o arquiteto Sun Alex da Se- nosso parque, foram convidados, gência. Como essa também é uma Ambiente Desenvolvimento Sus- que Medicinal Águia de Haia.cretaria do Verde e do Meio Am- também, o Capitão Mohamad reivindicação histórica da popu- tentável e Cultura de Paz). No dia da votação, foram regis-biente apresentou as experiênci- Kassem El Turk (de camisa clara lação, a proposta será aprecia- O CADES é constituído por oito tradas a presença de liderançasas de implantação de parques li- na foto) que apresentou um pro- da e encaminhada. conselheiros e oito suplentes, re- importantes da Vila Ré, Vila Es-neares na zona norte e sul da Ci- jeto de instalação da 3ª CIA, em Participaram dos debates e es- presentando a sociedade civil e, perança, Vila Matilde, Penha,dade. Através da projeção de área contígua (atrás da 64 DP). clarecimentos a Diretora Núcleo mais oito (titulares e suplentes) Rincão, Cangaíba, Jd.Nordeste,imagens, fez uma bela exposição Além da localização física da 3ª Verde Leste II - Débora Diogo, indicados pelo governo. Portan- Arthur Alvim, Aricanduva, entredo conceito do parque, entendi- CIA, o projeto tem caráter sócio- Marina B. da Rosa da Secretaria to, os nossos representantes es- outros.do como uma área aberta, para cultural e educativo, propondo de Habitação, o Engº Thiago De- tão indicados ao final. Para os próximos dois anos,ser apropriada pela população, uma nova relação da Polícia Mi- lla Volpi, representando a Subpre- Os novos conselheiros têm a continuaremos acompanhando ecom espaços para desenvolver feitra da Penha, FATEC, CADES-Pe- grande responsabilidade de dar trabalhando em conjunto. litar com a comunidade, em es- continuidade aos trabalhos que Parabéns a todos!inúmeras atividades e atender a pecial, com os jovens. nha, CADES-Ermelino Matarazzo,todos os segmentos das comuni- e representantes do Forum para TITULARES:dades. o Desenvolvimento da Zona Les- Nº CONSELHEIRO VOTOS 1 Luiz Carlos Felix Nunes 130 Em seguida, Sun Alex apresen- te, Shopping Popular San Rapha- 2 Jeremias da Neves 102tou o projeto do Parque Linear el, Emef J. C. Figueiredo Ferraz, 3 Francisco de Assis Timóteo Leite 97Águia de Haia, contendo quadras Sociedade Amigos do Burgo Pau- 4 Gerolina Pereira Cruz 80poliesportivas, pistas de cami- lista, Sociedade Amigos do Jd. S. 5 Sergio Tortelli do Santos 57nhada e de ciclovia, praças e mi- Nicolau, Sociedade Amigos de 6 Mônica dos Santos 48 7 Fábio Araújo Pereira 33rantes, bosques, coreto, play Vila Ré, Conseg A.E.Carvalho. 8 Raul Soares Felix 20ground, polo cultural, auditório, O conforto das instalações do SUPLENTES:biblioteca, telecentro, salas para auditório do SESI contribuiu para Nº CONSELHEIRO VOTOSoficinas, jardim medicinal, can- um bom evento, graças à colabo- 9 João Carlos Barbatti 15teiros floridos e muito mais. O ração da Diretora Silvia Helena a 10 Cláudia de Jesus Bento 11 11 Ângela Maria Calábria 8projeto prevê uma intervenção no quem agradecemos. 12 José Lucchino Judice 4
  5. 5. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 5 Dia de Ação Socioambiental Pelo terceiro ano consecuti- Luta pelo Parque Águia de Haia Terapeuta Naturista que prati- vo, a Sociedade Amigos de Vila as(os)alunas (os) da EMEF Pro- cou sua massagem gratuita- Ré – SAVRE participa da festa fessor José Carlos de F iguei- mente e, também, da Associa- do Dia de Ação Socioambien- redo Ferraz ,conduzidos pela ção Budista de Beneficência e tal, organizada pela Rede So- professora Mirtes, declama- Assistência Social Tzu-Chi no cial Penha. Como em 2010, a ram o poema; Manifesto em Brasil que apresentou produtos festa foi no Largo do Rosário, Favor do Meio Ambiente e da feitos de reciclagem de garra- na Penha. Desta vez, A SAVRE Vida, de autoria da própria fas PET, como vassouras, co- participou junto com a Secre- professora (vide abaixo). bertores, camisas, coletes, ca- taria do Verde (SVMA). O tema No ato, foram distribuídas checol e sacolas. focado, mais uma vez, foi SA- mudas de plantas medicinais Com ótimas apresentações VRE na defesa do meio ambi- e amostras de sabão feito de de grupos folclóricos e musi- ente, com destaque para a Co- óleo de cozinha usado, junto cais, a organização do evento leta Seletiva e a divulgação do com a receita de como fazê-lo. esteve impecável e nada saiu Parque Linear Águia de Haia A barraca da SAVRE contou errado. Parabéns ao Neemias, (Parque Medicinal). Para bem também com a colaboração do Julio e demais colaboradores representar o Movimento de Dr. Milton Chester de Castro, da rede social Penha. Passarela ou arapuca? AS TÂMARAS DA VILA RÉ O vai e vem a pé das pessoas, A tâmara parece re-entre a Vila Ré e Artur Alvim, pela presentar a alma doPraça Independência (final da povo do Oriente Me-Rua Itinguçu e início da Rua dos dio, povo sofrido queContinentes) só é possível duran- resiste a todas as in-te o dia. Ainda, assim, exigindo terpéries do tempo emuito cuidado. A passarela de li- da vida . Nem a secagação, existente entre os dois de seus desertos, nembairros, não garante a seguran- os canhões dos senho-ça do morador e quem se atrever res das guerras , nemnão tem garantia de que vá atra- a espadas dos reis evessar ileso. tiranos, derrota este Segundo os relatos dos mora- povo e a tâmara tam- Ismael e sua tamareiradores da região, a passarela é bém tem esta resistên-ponto de encontro de usuários de cia, pois, aqui na Vila Ré, temos o já que foram retiradas de frutasdrogas e marginais que se apro- exemplo disso. No número 36 do secas, mas já estão (com seisveitam da falta de iluminação e Jornal da SAVRÉ, o Sr. Abdou Mo- anos)e, já florecendo A especta-falta de visibilidade para come- hamad Zoghbi, contou a história tiva, agora, é que as flores resul-ter toda sorte de violência, como de sua tamareira, plantada na tem em frutos. Você passaria desacompanhado ou em companhia de suspeitosfurtos, assaltos e tentativas de Rua Serapião, com sementes vin- A tamareira ou datileira é uma por essa passarela durante a noite?estupros. das diretamente de Saddam Hus- palmeira extensivamente cultiva- A engenharia equivocada que noite, a situação torna-se mais os problemas citados, poderia sein, o ex-presidente do Iraque. da pelos seus frutos comestíveis,fechou as laterais da passarela dramática, uma vez que a passa- manter a circulação de pessoas Agora o Professor Ismael Ma- as tâmaras. Pelo fato de ser culti-com placas de concreto de dois rela não tem iluminação. entre os dois bairros, dando mais ciel, artista plástico e ex-prof. do vada há milénios, a sua área natu-metros de altura, transformou-a A Praça Independência, que já vida à região. Liceu de Artes e Oficios de São ral de distribuição é desconheci-numa arapuca para os incautos e foi centro comercial importante Esse é um grave problema de Paulo , mostra em seu quintal, na da, mas seria originária dos oásisdesavisados. Sem qualquer visi- da Vila Ré, quando concentrava segurança que precisa ser enfren- rua Renato (fundo da escola de da zona desértica do norte de Áfri-bilidade, para quem está de fora, várias atividades, tinha o ponto tado, tirando os tapumes de con- artes EBA) seus três pés de tâma- ca, embora haja quem admita umado que pode estar ocorrendo den- final do ônibus Vila Ré e era liga- creto, colocando grades de ferro ras, plantados nas três pontas de origem no sudoeste da Ásia. As tâ-tro dela, a passarela fornece co- ção natural para Artur Alvim, foi e instalando iluminação adequa- um triâgulo imaginário. Conta o maras possuem coloração averme-bertura perfeita para a prática de fechada quando da construção do da. E, é claro, com mais policia- professor Ismael que plantou as lhada e são frutos fibrosos de sa-assaltos, mesmo durante o dia. À Metrô. A passarela, não fossem mento. sementes mais por coriosidade, bor agridoce.
  6. 6. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 6 ECOPONTO, UMA BOA IDÉIA A SER MELHORADA Estação de Entrega Voluntária de Inservíveis · lista de descartáveis a ser re- cebido · número de ecopontos Capacidade de recebimento Alguns ecopontos não têm ca- pacidade para receber mais que quatro a cinco caçambas de en- tulho por dia (uma caçamba =10 metros cúbicos ou 12 sacos). Como este é o numero de caçam- bas disponíveis, o resultado é que muitas pessoas voltam com seu entulho e vão procurar ou- tro ecoponto ou pior acabam jo- gando em qualquer lugar. Recebimento de outros des- cartáveis Os ecopontos não recebem su- catas de gesso e nem produtos O entulho gerado por constru- me, a Prefeitura de São Paulo, volumes de entulho (até 1 m³), diminuiu um pouco a quantida- de amianto; como telhas, caixasções, demolições e pequenas re- através da Secretaria Municipal grandes objetos (móveis, poda de de entulho e materiais volu- dagua, etc. Não recebem tam-formas em prédios ou residênci- de Serviços (SES), está aumentan- de árvores etc.) e resíduos reci- mosos jogados nas vias publi- bém; lâmpadas fluorescentesas, que são jogados de maneira do a oferta de áreas para depo- cláveis. Nos EcoPontos, o muní- cas e terrenos baldios, mas, o re- longas, vidro quebrados (a mai-ilegal em avenidas, ruas e pra- sição regular dos resíduos da cipe poderá dispor o material sultado ainda não é satisfatório, oria dos pontos de coleta seleti-ças, têm gerado sérios proble- construção e demolição de gratuitamente em caçambas dis- há muito que se fazer para ter- va não tem interesse em muitosmas ambientais para a cidade pequenos geradores, além de fa- tintas para cada tipo de resíduo. mos uma cidade limpa. produtos por seu baixo valorde São Paulo e para a popula- cilitar e incentivar a reciclagem A intenção da Prefeitura de São Ecopontos precisam ser me- comercial).ção, que está perdendo espaços desses materiais. Paulo é aumentar o número de lhorados em três aspectos. Au- Como a população pouco in-de lazer e recreação. Ecopontos, que são locais de unidades. mentar: formada pode desfazer destes Para combater este tipo de cri- entrega voluntária de pequenos A implantação dos ecopontos · capacidade de recebimento produtos? Número de ecopontos Ainda que a Zona Leste seja a Zona Lente e em especifico a di- ou então falta de recursos para radores tenham condições de lo- lisios doméstico, que em outrasregião com maior numero de eco- mensão geográfica da Subprefei- se locomover até o ecoponto, comover até eles, pois com certe- épocas eram recuperados, agorapontos (19), Zona Sul (9) Zona tura Penha. como é o caso do Jardim Popular za a maioria, conta com veiculo são descartados e adquire se umNorte (9), Zona Oeste (3), Centro Primeiro não basta implantar onde uma casa abandonada, na próprio. novo, com isso a periferia torna(3) a Subprefeitura Penha com- os ecopontos se não houver di- Rua Coronel Paulo Mariano (esta A periferia da zona Leste, por se a região com maior necessi-posta pelos distritos: Penha, Ar- vulgação e conscientizarão da a venda) virou ponto de desova conta do forte crescimento que o dade de pontos públicos de reco-tur Alvim, Cangaiba e Vila Matil- população. Em alguns locais nota de todos os tipos de descartáveis país atravessa esta também ten- lhimento dos descartáveis.de têm até o momento dois eco- se que entulho e madeiras são (foto). do um grande desenvolvimento, Sei que é muito difícil ter umpontos em funcionamento e um jogados a menos de cem metros Será que os moradores do en- surgindo a cada dia novas cons- ecoponto a no maximo um quilo-terceiro, na Gamelinha, em fase do ecoponto, nestes casos com torno, desta casa, teriam facili- truções populares e principal- metro dos moradores /usuários,final de construção. É muito pou- certeza é falta de conhecimento dade de levar os descartáveis ao mente reformas, que gera uma então temos que pensar em solu-co se levarmos em consideração da população. Em outros casos ecoponto mais próximo que esta quantidade enorme de descartá- ções que atenuem a desova doso crescimento vertiginoso da prevalece à lei do menor esforço a três quilômetros? (figura) veis. A melhora no poder aquisi- descartáveis nas vias publica. E Pode ser que em outros bairros tivo da população que há anos se for melhorado o serviço de de São Paulo, mesmo os ecopon- era marginalizada, faz com que cata-bagulho? E se for colocada to estando tão distante seus mo- haja uma troca de moveis e ulti- caçambas para entulho em pon- tos estratégicos, sob as respon- sabilidades de vigilância de mo- radores voluntários? Autoridades Municipais, Se- nhores Conselheiros do Meio Am- biente, vamos pensar em solu- ções. Temos que ter uma cidade limpa com o meio ambiente pro- tegido. Luiz Caros Felix Nunes Conse- lheiro Regional do Meio Ambien- te da Subprefeitura - Penha Para anunciar ligue para os telefones que estão no nosso expediente
  7. 7. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 7 Cantinho do Pescador Um espaço para troca de informações e contar suas aventuras e causos de pescador. O dia que o Paraty morreu afogado Quando falamos de Paraty, temos três abordagens a serem feitas: pode ser Paraty a cidade, Paraty o carro ou Paraty o peixe. Paraty a cidade nos transporta para o litoral sul do Rio de Janeiro, belíssima cidade litorânea. Parati o carro, utilitário da Woks lançado nos meados dos anos oitenta. A pescaria de Paraty mida. praia, lá com certeza sairia alguns carapi- Pescar paraty de caniço ou com vara de A pescaria deu cer- cus, perna de moça e outros peixes miú-molinete é uma arte para poucos. Ele não to e sempre que pos- dos, para surpresa minha a pescaria nãomorde a isca com voracidade como outros sível íamos para o rio durou mais que meia hora, pois ouvi meupeixes. Simplesmente, fica mordiscando itaguaré buscar nos- irmão gritando de longe: “Um morto, umcom os beiços e tirando pequenos pedaços sos paratys. O local morto...”da isca; isto causa apenas um pequeno era sempre o mesmo; Corri em direção a ele e ouvi: “Apareceumovimento na bóia ou na ponta da vara, parávamos nossos um homem morto onde estava pescando”.quando sem bóia no caso da pescaria com carros em cima de Voltamos ao local e ficamos sabendo que,vara de molinete. A isca para paraty vai da uma grande pedra há na sexta-feira, morreram dois irmãos afo-massa a pequenos filés de sardinha. O mais uns dez metros do rio, gados, um foi retirado no mesmo dia e ocomum é a massa de pão. A pescaria se dá exatamente em uma outro, o que atrapalhou a pescaria do meumelhor em águas paradas ou com pouca curva onde rio mais irmão, apareceu no domingo.correnteza. parecia um grande Contado este episodio, voltamos à pes- Do final dos anos oitenta até meados dos lago. Do local, até a caria inusitada, no mesmo local das nos-anos noventa, fazíamos nossas pescarias praia eram uns du- sas pescarias de paraty. Era um sábado eno litoral norte de São Paulo; das praias de zentos metros, facili- para lá fomos eu, meu irmão e um colegaBertioga até os costões de São Sebastião. tando a pescaria de de trabalho -o Massami, que estava ansio-Concentramos muito nossa pescaria no rio praia quando a maré não estava para pei- outro antes. so para pescar paraty. Mais uma vez osItaguaré, por ser perto, de fácil acesso, pela xe no rio. Num certo domingo, final de um feriado nossos procedimentos foram os mesmosexuberante flora e fauna do local e, claro, Foi numa destas pescarias na praia que prolongado, lá estava eu e meu irmão ten- de sempre: chegamos bem cedo, estacioneipela piscosidade do rio. O rio Itaguare, na o inusitado ocorreu. Na época, eu tinha um tando a pescaria de Paraty, dia ruim nada meu carro Paraty no alto de uma pedra pla-época, era rico em robalos, caratingas, cor- carro parati ano 1992. Mas, para explicar de peixe sair do rio, deixei meu irmão pes- na, a uns dez metros da margem do rio Ita-vinas, guavira, siris, diversos peixes peque- este episodio, é necessário explicar um cando no rio e fui fazer minha pescaria na guaré.nos e uma grandes de cardumes de paraty. Este também foi um dia ruim de pescaria A principio não pescávamos, porque ou- Paraty o peixe e, do mesmo modo, larguei meu irmão e ovimos falar que ele não era pescado em Nome cientifico: Mugil Curema colega Massami pescando no rio e fui pes- Características: Corpo alongado, fusiforme e robusto. Dorso cinza-azulado a esverdeado,anzol, até meu irmão descobrir que a mas- car na praia. Passados uns quarenta mi- flancos prateados e verde claro. Apresentam pequena mancha verde na região superior dasa de pão era um bom atrativo para os pa- base peitoral. Medem de 25 a 35 cm, podendo atingir até 45 cm. de comprimento e pesam nutos e lá estava o meu irmão na praia gri-ratys. No começo foi difícil começamos de 0,5 a 1 Kg. tando para mim. Pensei: “será que há outrousando anzóis grandes já que os peixes Ocorrência: Ocorrem em águas tropicais do Atlântico e do Pacífico. No Brasil, ocorrem em morto?” Na distância em que ele estava eueram grandes, aos poucos percebemos que todo o litoral. não conseguia entender o que ele gritava.o melhor seria usar anzóis pequenos linha Habitat: É uma espécie costeira de águas rasas, nadando perto da superfície, nas áreas de Sai da água e caminhei para a areia seca.fina 0,25mm, com bóia. O anzol com isca recifes, praias, estuários e lagoas salobras. Foi então que entendi o que falava: “O car-devia ficar no fundo do rio, já que o paraty Hábitos: São encontrados em pequenos a grandes grupos nadando em águas calmas. ro, o carro...” Corri desesperado em dire- Alimentam-se de algas e microorganismos encontrados no lodo e na areia.nada rasteiro pelo fundo em busca de co- ção ao meu carro e, chegando perto da pe- dra onde deixei a paraty, nada avistei. Pen- sei: “roubaram o meu carro!” Já em cima da pedra, olhei para todos os lados em busca da parati e nada vi. Quan- do voltei os olhos em direção ao rio, avis- tei a parati bem no meio dele, com água até os vidros da porta. Notei, também, meu amigo Massami se esforçando para que não fosse arrastada para o mar. Com ajuda de outros pescadores, arras- tamos o carro para fora do rio e então fi- quei sabendo o que tinha acontecido: quan- do estacionei, não puxei o freio de mão, deixando apenas com o cambio engatado. Depois, quando fui à praia pescar, come- çou a cair uma chuva fina. Meu irmão cor- reu para o carro para se abrigar e, prova- velmente deve ter esbarrado na alavanca do cambio soltando a marcha que estava engatada. O carro deslizou para o rio na rampa de pedra e, com o impulso, foi parar somente no meio do rio. Por pouco não ocorre uma tragédia. Com o barulho e gritos do meu irmão, Massami teve tempo de saltar de lado para não ser atropelado pela parati. Engraçado: o para- ty não queria sair do rio e a paraty foi dar um mergulho. Felix pescador e-mail: luizcfn@ig.com.br
  8. 8. Jornal da Vila Ré e região - No 41 - Julho/Agosto de 2011 - Pág. 8ESPAÇO JOVEM EDUCAÇÃO E JUVENTUDE: POR UMA FORMAÇÃO MAIS HUMANA Antes de tudo: as idéias aqui sugeridas estão ligadas à experiência com juventude que tivemos ao longo dos últimos anos. De maneira alguma elas ignoram o abandono no qual se encontra a Educação bra-sileira, especialmente no estado de São Paulo, mas reforçam a gota de esperança deque um dia esse jogo possa virar... Quando um professor novo chega a uma pode ser cessado (e como é difícil manterinstituição escolar, certamente o peso da o diálogo com uma juventude que quaseformação acadêmica e de vida que pos- sempre foi tratada como massa!).sui falará alto. Acredito que podemos fir- Praticar essa visão, ilustrada por Pau-mar alguns pontos como indispensáveis lo Freire como uma “educação bancária”,para uma visão pedagógica que seja ao na qual o aluno (do latim, sem luz) esperamesmo tempo humana e coerente com as receber a luz de seu mestre sábio, exigerealidades ali impostas. do docente se apropriar de elementos Universo complexo, diverso, muitas ve- muito novos, ás vezes assustadores. Re-zes confuso, a escola pública obriga os cente pesquisa do NIC.br mostra que 52%educadores a se equilibrar entre um ide- dos professores entrevistados nunca fezal de qualidade e Democracia (escola para um curso específico para uso de ferramen-todos, gestão democrática, ampliação de tas tecnológicas, aprendendo o básico so-metodologias, novas formas de aprender mente por esforço próprio ou com outrase ensinar) e um cenário no qual suas in- pessoas.tenções e anseios são quase sempre po- Da mesma forma, uma série de expres-dados. sões culturais mais contemporâneas, Um professor diferenciado, que quer como o grafite, são desconhecidas e ásproporcionar novas experiências aos vezes renegadas na sala de aula. Em suma,educandos, ao propor novos temas, apro- os professores precisam “ensinar o queximar-se da comunidade, etc., provavel- não aprenderam”. E isso tanto pode sermente encontrará resistência de direto- desafiador quanto cair como um balderes e coordenadores, ou ainda pior, dos de água fria para quem está na linha depróprios pares e estudantes. frente da escola. Dentro de uma escola, a expressão “ma- Essa semana, de volta do recesso, umatar um leão por dia” é perfeita para ilus- aluna comentou comigo ao me abraçar:trar a rotina do Educador comprometido “Que bom que o senhor voltou, por quecom seus alunos e com a importância da muitos professores passam por aqui e aprofissão docente. gente não os vê mais...”. Que bom que eles Nessa tarefa de (re)humanizar a esco- estavam lá... que iríamos retomar essala, é necessário frequentemente ceder em aventura de aprendermos juntos.alguns pontos, aceitar acordos, “morder São 500 anos de História e um milhãoo fruto amargo e não cuspir”, como dizia de desafios... Apenas começamos...Geir Campos. E isso é tarefa dura, pois Raimundo Justino da Silva - Institutoparte da premissa de que o Diálogo jamais Paulista de Juventude DECIFRA-ME! Essa estranha planta está presente na avenida do Franquinho (Calim Eid), sentido Penha, antes do cruzamento da Rua Santo Henrique, na Vila Ré. Seu forma- to chama a atenção pois apresenta uma folhagem vistosa, projetando um lon- go pendão para o alto; de tão grande, chega a curvar-se para o chão. Quem conhece essa planta? Qual o seu nome? Qual a sua procedência? Quem souber in- formar, entre emcontato com a redação (Alair=8145-3242, Félix=2685-5458).

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