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Virologia Clínica Parte 3 Viroses Humanas [Profa.Zilka]

Profª. Zilka Nanes Lima - UEPB - Microbiologia e Imunologia
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Viroses humanas. Aula ministrada no módulo Virologia Clínica da especialização em Microbiologia da Faculdade Maurício de Nassau em Campina Grande. {Dias 28 e 29 de Maio de 2017]

Virologia Clínica Parte 3 Viroses Humanas [Profa.Zilka]

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VIROLOGIA CLÍNICA
Parte 3 –
VIROSES HUMANAS
Professora Zilka Nanes Lima
Especialização em Microbiologia
Gripe H1N1 ou Influenza A
Referências:
• Aula predominante retirada dos seguintes livros:
 Santos, N.S.de O.; Romanos, M.T.V.; Wigg, M.D. Introdução à Virologia
Humana. 2ª edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro - RJ, 2008.
 Playfair, J.H.L.; Chain, B.M. – Imunologia Básica: Guia ilustrado de conceitos
fundamentais. 9ª edição. Editora Manole, Barueri-SP. 2013.
 Levinson, W. Microbiologia Médica e Imunologia. 13a Edição. Ed. ArtMed.
Porto Alegre – RS, 2016.
 Koneman et al. Diagnóstico Microbiológico. Texto e Atlas Colorido : 6ª Edição
São Paulo, SP. Panamericana, 2008.
 Jawets, Melnick e Adelberg. Microbiologia Médica. 25ª Edição. Ed. ArtMed.
Porto Alegre – RS, 2012.
 Declaro que não há conflito de interesses.
(Professora Zilka Nanes Lima)
Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 2
Introdução
 Não existe uma taxonomia apropriada para os vírus.
 Eles podem ser classificados de acordo com tamanho, formato,
natureza do genoma, modo de disseminação e – de especial interesse –
se são eliminados ou meramente forçados, pelo sistema imune, a se
esconder.
 Sendo assim selecionamos grupos importantes de vírus que
infectam células. Algumas espécies vamos estudar com mais detalhes.
Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 3
Taxonomia vernacular
(*Família – Taxonomia de Lineu)
Poxvírus (*Poxviridae) - varíola, vacínia
Herpes-vírus (*Herpesviridae) - herpes simples, catapora, vírus
Epstein Baar, citomegalovírus, herpes vírus associado ao Sarcoma
de Kaposi
Adenovírus (*Adenoviridae) – adenovírus
Hepadnavírus (*Hepadnaviridae) – vírus da hepatite B
Papilomavírus (*Papillomaviridae) - HPV
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D
N
A
Taxonomia vernacular
(*Família – Taxonomia de Lineu)
Mixovírus (*Orthomyxoviridae) – influenza /
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  • 1. VIROLOGIA CLÍNICA Parte 3 – VIROSES HUMANAS Professora Zilka Nanes Lima Especialização em Microbiologia Gripe H1N1 ou Influenza A
  • 2. Referências: • Aula predominante retirada dos seguintes livros:  Santos, N.S.de O.; Romanos, M.T.V.; Wigg, M.D. Introdução à Virologia Humana. 2ª edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro - RJ, 2008.  Playfair, J.H.L.; Chain, B.M. – Imunologia Básica: Guia ilustrado de conceitos fundamentais. 9ª edição. Editora Manole, Barueri-SP. 2013.  Levinson, W. Microbiologia Médica e Imunologia. 13a Edição. Ed. ArtMed. Porto Alegre – RS, 2016.  Koneman et al. Diagnóstico Microbiológico. Texto e Atlas Colorido : 6ª Edição São Paulo, SP. Panamericana, 2008.  Jawets, Melnick e Adelberg. Microbiologia Médica. 25ª Edição. Ed. ArtMed. Porto Alegre – RS, 2012.  Declaro que não há conflito de interesses. (Professora Zilka Nanes Lima) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 2
  • 3. Introdução  Não existe uma taxonomia apropriada para os vírus.  Eles podem ser classificados de acordo com tamanho, formato, natureza do genoma, modo de disseminação e – de especial interesse – se são eliminados ou meramente forçados, pelo sistema imune, a se esconder.  Sendo assim selecionamos grupos importantes de vírus que infectam células. Algumas espécies vamos estudar com mais detalhes. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 3
  • 4. Taxonomia vernacular (*Família – Taxonomia de Lineu) Poxvírus (*Poxviridae) - varíola, vacínia Herpes-vírus (*Herpesviridae) - herpes simples, catapora, vírus Epstein Baar, citomegalovírus, herpes vírus associado ao Sarcoma de Kaposi Adenovírus (*Adenoviridae) – adenovírus Hepadnavírus (*Hepadnaviridae) – vírus da hepatite B Papilomavírus (*Papillomaviridae) - HPV Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 4 D N A
  • 5. Taxonomia vernacular (*Família – Taxonomia de Lineu) Mixovírus (*Orthomyxoviridae) – influenza / (*Paramyxoviridae) - caxumba, sarampo Togavírus (*Togaviridae) – rubeóla, chikungunya Rabdovírus (*Rabdoviridae) - vírus da raiva Flavivírus - Arbovírus (*Flaviviridae) – febre amarela, dengue Picornavírus – Enterovírus (*Picornaviridae) – poliomielite Filovírus - Arenavírus (*Filoviridae) – vírus ebola, vírus Marburg Retrovírus (*Retroviridae) – HIV, HTLV Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 5 R N A
  • 6. Poxviridae (varíola, vacínia) Histórico da varíola – Jenner 1796  2000 a.C. – primeiro caso relatado 1157 a.C. – causa da morte de Ramsés V 710 a.C. – atingiu a Europa através das Cruzadas 1519 – chegou nas Américas Século XVIII (1701-1800) – Praga epidêmica 1977 – último caso da doença na Somália Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 6
  • 7. Poxvírus (varíola)  Classificação Família: Poxviridae Subfamília: Chordopoxviridae Gênero: Orthopoxvirus Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 7  Estirpes: Duas [varíola maior – 5 subtipos (cowpox - varíola bovina), e varíola menor (smallpox – varíola humana)]  Período de incubação: cerca de doze dias  Transmissão: contato direto prolongado  Características: vírus com dois envelopes – tamanho grande – 250-400 nm, genoma de DNA dupla fita linear  Morfologia: simetria do capsídeo complexa. Semelhante a um tijolo.
  • 8. Vírus da varíola humana (Vaccinia virus – varíola bovina) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 8
  • 9. Poxvírus (varíola) Gênero: Orthopoxvirus Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 9  Entrada no organismo: via respiratória  Citotropismo: células epiteliais da orofaringe e mucosa respiratória, sistema reticuloendotelial, leucócitos maduros.  Biossíntese viral: ocorre inteiramente no citoplasma da célula infectada.  Patogênese e manifestações clínicas: pústulas na orofaringe e pele por cerca de 8 dias, febre, calafrios, dores musculares, cefaléia, dificuldade respiratória, vômitos violentos. Na infecção sistêmica – CIVD, hipotensão e colapso cardiovascular. Podendo haver ainda hemorragia.
  • 10. Poxvírus (varíola)  Gênero: Orthopoxvirus Pústulas na pele Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 10
  • 11. Poxvírus (varíola) Diagnóstico Laboratorial Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 11  Cultura de células vivas  Exame ao microscópio eletrônico dos fluidos das vesículas, pústulas ou crostas  Sorologia: estudos imunológicos  Biologia molecular: PCR – Reação de Polimerase em cadeia.
  • 12. Poxvírus (varíola) Gênero: Orthopoxvirus Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 12  Epidemiologia: A varíola foi erradicada pela vacinação em 1979. Taxa de fatalidade ronda os 30%. Dos 76 laboratórios identificados como possuidores da vacina em 1980, 74 cumpriram as recomendações da OMS. Correntemente apenas dois laboratórios são conhecidos por reterem o vírus da varíola: os Centros para o Controle e Prevenção das Doenças (CDC) em Atlanta, e no Centro de Investigação Russo de Virologia e Biotecnologia no Koltsovo.  Prevenção e controle: vacinação. A vacina é feita do vírus atenuado da varíola bovina (Vaccinia virus)
  • 13. Poxvírus (varíola, vacínia) Gênero: Orthopoxvirus Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 13  Imunologia: Disseminam-se localmente, evitando anticorpos; expressam antígenos na célula infectada, induzido a imunidade mediada por células (Th1 – citotóxica). A reação cruzada antigênica entre os dois vírus é a base para o uso do vírus da varíola bovina conferir proteção contra a varíola humana.  Tratamento: Os casos suspeitos devem ser isolados num quarto de pressão negativa, e serem vacinados. Suporte de hidratação e nutrição contínua. Administrar cidofovir. SUSPEITA DE CASO DE VARÍOLA HUMANA – INFORMAR A OMS  Atualidade: Em 2016, com o degelo dos permafrosts árticos das áreas subpolares ou semi-subpolares mais continentais no Extremo Norte da Europa Setentrional como a Nenétsia, onde nesses permafrosts havia cadáveres antigos (do final Século XIX e início do Século XX) com amostras antigas de vírus extremamente perigosos datadas da mesma época dos cadáveres, acabam se tornando livres e passam a contaminar as pessoas atuais, com isso aumentando as chances da varíola retornar e voltar a gerar surtos como gerava na época da Idade Média, o temor surgiu após a morte de um menino de 12 anos em algum parte remota, inóspita, pouco habitada e bem interiorana da Nenétsia morrer da doença e 20 pessoas ficarem infectadas após 75 anos sem casos graves de carbúnculo. (UOL. 12 de setembro de 2016.)
  • 14. Família: Herpesviridae  Classificação Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 14 Subfamília Gênero Exemplos de espécies e doenças Alphaherpesviridae Simplexvirus (HSV-1 e HSV-2) Varicellovirus * Herpesvirus Humano 1 / HHV-1 (Herpes oral) * Herpesvirus Humano 2 / HHV-2 (Herpes genital) * Herpesvirus Humano 3 / HHV-3 (Varicela ou catapora, herpes zoster) Betaherpesviridae Cytomegalovirus Roseolovirus *Herpesvirus Humano 5 / HHV-5 (Doença de inclusão citomegálica) Herpesvirus Humano 6 / HHV-6 (Roséola infantum) Gammaherpesviridae Lymphocryptovirus Rhadinovirus *Herpesvirus Humano 4 / HHV-4 (Mononucleose infecciosa) *Herpesvirus Humano 8 - HHV-8 (Sarcoma de Kaposi)
  • 15. Família Herpesviridae Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 15 As lesões muco-cutâneas causadas por herpesvírus: Tipo 1- O vírus permanece no local da infecção, restrito a superfície corpórea (vesículas causadas por HSV-1 e HSV-2) Tipo 2 – O vírus se aloja no tecido epitelial após disseminação sistêmica (varicela-zoster, HHV-6 e HHV-7, HHV-8) Biossíntese viral de HSV-1 e HSV-2: Predomina replicação lítica. Vírus ficam em latência.
  • 16. Família Herpesviridae (Citotropismo) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 16
  • 17. Gênero: Simplexvirus (HSV)  Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Alphaherpesviridae Espécie: Herpesvirus Humano  Histórico: O HSV foi o primeiro herpesvírus humano a ser reconhecido. Herpes (rastejar) - a etiologia herpes labial foi estabelecida em 1919.  Estirpes: Dois tipos (HSV-1/ predominantemente oral) (HSV-2/ predominatemente genital)  Período de incubação: 2 a 12 dias  Transmissão: contato direto, o vírus liga-se ao receptor de fator de crescimento do fibroblasto  Características: vírus com envelope duplo, pode ter até 200 nm (médio), genoma de DNA linear dupla fita.  Morfologia: Simetria do capsídeo - icosaédrico, apresenta uma camada amorfa denominada tegumento. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 17
  • 18. Gênero: Simplexvirus (HSV)  Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Alphaherpesviridae Espécie: Herpesvirus Humano  Entrada no organismo: pele, mucosas oral e genital  Vias de eliminação: saliva, sêmen e secreções.  Citotropismo: Virose dermotrópica (epiderme), mucosa oral e genital. Os vírus penetram pelas terminações nervosas  axônio  gânglio sensorial  Latência: HSV-1  latência nos gânglios do nervo trigêmeo / HSV-2  latência nos gânglios sacrais próxima a coluna.  Biossíntese viral: 1. Partículas virais adsorvem a superfície da célula e 2. posteriormente tem interação irreversível entre o envelope viral e a membrana celular 3. fica só o nucleocapsídeo, 4. liberação do DNA viral dentro do núcleo, 5. DNA viral circulariza, 6. replicação pela DNA polimerase viral, 7. montagem do capsídeo, 8.adquire envelope da carioteca, 9. adquire outro envelope da membrana plasmática, 10. vírus liberado por exocitose no meio extracelular. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 18
  • 19. Gênero: Simplexvirus (HSV) – REPLICAÇÃO HSV-1 E HSV-2 Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 19 O vírus é liberado por exocitose ou lise celular. Pode se disseminar entre células através de pontes escapando de anticorpos. Formação de sincícios também dissemina a infecção A infecção de neurônios pode resultar em replicação viral ou latência dependendo dos genes virais que o neurônio seja capaz de transcrever. Tendem a persistir e causar diferentes sintomas quando reativados.
  • 20.  Patogênese e manifestações clínicas Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 20 Vírus herpes simples HSV-1 / HSV-2 Adaptado: Murray (Microbiologia Médica)
  • 21.  Patogênese e manifestações clínicas Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 21 Adaptado: Murray (Microbiologia Médica)
  • 22.  Diagnóstico Laboratorial Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 22 Vírus herpes simples HSV-1 / HSV-2 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi d=S1415-54192009000300003 Adaptado: Murray (Microbiologia Médica)
  • 23. Gênero: Simplexvirus (HSV)  Epidemiologia / Prevenção e controle (Não há vacina) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 23  Imunologia: o vírus evita os anticorpos pela disseminação direta célula a célula e formação de sincícios. Alguns herpesvírus parecem ter adquirido genes do hospedeiro durante a evolução, modificando assim a função imune normal. Já é que é latente não há imunidade permanente à doença.
  • 24. Espécie: Vírus Epstein Barr (EBV)  Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Gammaherpesviridae Gênero: Lymphocryptovirus  Sorotipo: Um (HHV-4)  Doenças: Mononuclose infecciosa, linfoma de Burkitt, carcinoma naso-faríngeo, leucoplasia pilosa.  Período de incubação: 2 a 7 semanas  Transmissão: saliva (doença do beijo)  Características: vírus envelopado – tamanho médio,250-400 nm, genoma de DNA linear dupla fita.  Morfologia: simetria do capsídeo- icosaédrico.  Entrada no organismo: via respiratória  Eliminação: saliva  Citotropismo: células da faringe, células linfóides (linfócito B) . O vírus liga-se ao receptor do complemento.  Latência: permanece latente nos linfócitos B  Biossíntese viral e replicação: similar ao vírus da herpes simples. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 24
  • 25. Ciclo de infecção viral. Vírus Epstein Barr (HHV-4) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 25
  • 26. Ciclo de infecção viral. Vírus Epstein Barr (HHV-4) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 26
  • 27. Espécie: Vírus Epstein Barr (EBV) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 27
  • 28. Espécie: Vírus Epstein Barr (EBV) Manifestações clínicas: A mononucleose infecciosa, originalmente descrita como febre glandular, precisamente queixas somáticas sistêmicas consistindo principalmente em fadiga, mal-estar, febre, dor de garganta e linfadenopatia generalizada, é a síndrome clínica mais bem conhecida causada pelo EBV. Durante a infância a infecção primária em geral é inaparente ou indistinguível. Um terço dos casos ocorre durante a adolescência manifestando-se, em mais de 50% dos casos, pela tríade clássica - as principais manifestações clínicas da mononucleose infecciosa: fadiga, faringite, linfadenopatia generalizada Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 28
  • 29. Espécie: Vírus Epstein Barr (HHV-4)  Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Gammaherpesviridae Gênero: Lymphocryptovirus  Imunologia / Principais antígenos virais: *Antígeno do capsídeo viral (VCA) *Antígeno precoce (EA, early antigen) *Antígeno nuclear de Epstein Barr Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica http://www.misodor.com/MONONUCLEOSE%20INFECCIOSA.php 29
  • 30. Espécie: Vírus Epstein Barr (HHV-4)  Família: Herpesviridae Patogênese e Imunologia: A resposta imune adquirida é permanente, um dos anticorpos gerados é IgM anti-VCA, posteriormente é produzido IgG anti-VCA. Há também de anticorpos heterofilos que desaparecem seis meses após a infecção (que são detectados no soro com anticorpos diferentes). O EBV penetra no linfócito B no local do receptor para o componente C3 do complemento. Imunidade permanente a doença. Os linfócito T citotóxicos são os “linfócitos atípicos” encontrados no hemograma. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica http://www.misodor.com/MONONUCLEOSE%20INFECCIOSA.php 30
  • 31. Espécie: Vírus Epstein Barr (HHV-4)  Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Gammaherpesviridae Gênero: Lymphocryptovirus Diagnóstico Laboratorial: 1. Abordagem hematológica – linfocitose absoluta com cerca de 30% dos linfócitos atípicos. 2. Abordagem imunológica: 2a. Sorologia para anticorpos heterofilos, reage em duas semanas da infecção. 2b. Sorologia para anticorpos específicos para EBV (IgM e IgG anti-VCA) Epidemiologia: Mais de 90% dos adultos possuem anticorpos. Frequência mais elevada em estudantes universitários.  Prevenção: Não há vacina. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 31
  • 32. Espécie: Vírus Epstein Barr (HHV-4)  Classificação -Família: Herpesviridae Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 32
  • 33. Gênero: Cytomegalovirus humano (HHV-5 - HCMV) Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Alphaherpesviridae Espécie: Herpesvirus Humano 5  Histórico: As inclusões citomegáligas foram descritas em 1908 por Ribbert. A etiologia viral foi em 1921 por Lipschutz que nomeou de doença de inclusão citomegálica. Somente em 1956 o isolamento viral foi descrito. É um vírus linfotrópico. Na infecção se formam células gigantes multinucleadas, por isso o nome Citomegalo, que podem ser vistos como corpúsculos de inclusão em forma de “olho de coruja” à miscroscopia.  Estirpes: Um sorotipo humano  Período de incubação: 4 a 12 semanas  Transmissão: contato direto, fluídos biológicos – saliva, sangue, semen, secreção vaginal, leite materno, urina – infectados. Transplantes de órgãos.  Características: vírus com envelope duplo, pode ter até 250 nm (médio), genoma de DNA linear dupla fita não segmentado associado a proteínas  Morfologia: Simetria do capsídeo - icosaédrico, apresenta uma camada amorfa denominada tegumento. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 33
  • 34. Gênero: Cytomegalovirus HUMANO (HHV-5 - HCMV) Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Alphaherpesviridae Espécie: Herpesvirus Humano 5  Latência: permanece latente e reativa-se em condições de imunossupressão.  Citotropismo: predileção por glândulas salivares e endócrinas. Linfócitos T. Podendo também infectar pulmão, fígado, rins e cérebro. Em doença aguda - macrófagos, células dendríticas, endoteliais e epiteliais. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 34 Células gigantes multinucleadas.  
  • 35. Gênero: Cytomegalovirus HUMANO (HHV-5 - HCMV) Classificação -Família: Herpesviridae Subfamília: Alphaherpesviridae Espécie: Herpesvirus Humano 5  Doença de inclusão citomegálica durante a gravidez Atualmente esta é a causa mais comum de anormalidade congênita após infecção primária da mãe. Os danos são mais comum ao feto infectado através da via placentária durante o primeiro trimestre da gestação. Danos ao feto: microcefalia, convulsões, surdez, retinopatia, icterícia, e púrpura (lesões semelhantes a “bolinhos de arroz”) . Hepatoesplenomegalia. Deficiência intelectual.  Doença de inclusão citomegálica em humanos imunocompetentes. Geralmente a infecção é assintomática. Sintómatica: Mononucleose heterofíla negativa (febre, letargia e linfócitos atípicos)  Doença de inclusão citomegálica em adultos imunossuprimidos Pneumonias, esofagite e hepatites.  Doença de inclusão citomegálica em soro-positivos com AIDS. Retinite  cegueira; trato intestinal  colite diarréica intratável Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 35
  • 36. Família Adenoviridae Classificação: Gênero: Mastadenovirus Espécie: Adenovírus Humano C Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 36 Sorotipos: 41, dos quais dois causam diarréia Transmissão: saliva, perdigoto, espirro Período de incubação: 5 a 10 dias Características: Desnudo, 75 nm, genoma de DNA linear fita dupla. Morfologia: Simetria – capsídeo icosaédrico Citotropismo: líticas em mucosas da orofaringe, ocular e entérica, latentes nos linfócitos e adenoides. Latência viral: existe. A proteína E3 atua impedindo a eliminação de linfócitos infectados. Patogenia e manifestações clínicas: Virose respiratória. Faringite febril. Febre faringo-conjuntival. Ceratoconjuntivite epidêmica. Pneumonia e doença respiratória em recrutas. Cistite hemorrágica aguda em crianças jovens. Meningoencefalite. Quadro geral: resfriado com congestão nasal, coriza, dor de garganta, tosse e rouquidão.
  • 37. Família Adenoviridae Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 37  Biossíntese viral e replicação: causa infecções líticas, persistentes e latentes.  Prevenção e controle: Vacina atenuada disponível (somente para militares nos EUA)  Imunologia: Não há imunidade permanente para estas doenças. Nos vértices do capsídeo se encontram fibras que contém as proteínas de fixação viral e agem como hemaglutinina sendo tóxicas para as células.  A marca anatomopatológica é uma inclusão intranuclear densa e central dentro da célula epitelial infectada. Infiltrados de células mononucleadas e necrose de células epiteliais são observados.
  • 38. Família Adenoviridae Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 38  Diagnóstico Laboratorial: - Material para análise: swab de garganta ou conjuntival, saliva, aspirado do trato respiratório coletados na fase aguda da doença. - Aglutinação pelo látex - Imunofluorescência (direta ou indireta) - kits - Ensaio imunoenzimático (EIA) - Reação de polimerase em cadeia (PCR) - Cultura de células após tratamento – evidenciação da propagação observa-se células aglomeradas com aparência de cachos de uva. Posteriormente emprega-se reações sorológicas de fixação do complemento.
  • 39. Hepatites Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 39 HAV – disseminação fecal-oral, não é citolítico, liberado por exocitose.
  • 40. Hepatites Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 40
  • 41. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B) Classificação: Gênero: Orthohepadnavirus Espécie: Hepatitis B virus Sorotipos: Existem 4 sorotipos com 9 subtipos do HBsAg, são: ayw, ayr, adw e adr. Transmissão: sexual, perinatal e parenteral.  Incubação: 45 a 160 dias  Características: Envelopado, 42 nm, genoma de DNA dupla fita incompleto  Morfologia: simetria do capsídeo – icosaédrica  Latência: estado portador  Biossíntese viral e replicação: Replica-se o DNA no núcleo, montagem no citoplasma, liberação por brotamento.  Citotropismo: hepatócitos  Prevenção e controle: existe vacina Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 41
  • 42. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B)  Imunologia: * HBsAg - É o chamado antígeno de superfície do vírus, um marcador que indica infecção atual. * Anti HBs - Indica se existem anticorpos contra a hepatite B, os quais podem ser por causa da vacina ou de uma infecção anterior curada espontaneamente. * Anti HBc total - Chamado anticorpo "core" da hepatite B indicando uma infecção prévia. - Anti HBc IGM - Anticorpo que indica uma infecção que aconteceu recentemente. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 42 No envelope lipoproteíco está o HBsAg , que é composto das proteínas L(large). M(medium) e S (small). Nucleocapsídeo icosaédrico composto pelo antígeno do core HBcAg.
  • 43. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B)  Imunologia: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 43 Nas hepatites B e C, são encontrados imunocomplexos e autoanticorpos, sendo que o vírus persiste nos indivíduos “portadores”, particularmente em países tropicais e na China, onde está fortemente associado ao desenvolvimento de cirrose e câncer hepático.
  • 44. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B) Classificação: Gênero: Orthohepadnavirus Espécie: Hepatitis B virus Replicação: O HBV permite a produção de três tipos de partículas virais. 1. Completas infecciosas 2. Incompletas filamentosas 3. Incompletas esféricas Genes importantes: Gene S  HBsAg Gene X HBxAg Gene C  HBcAg e HBeAg Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 44
  • 45. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B)  Partículas virais na microscopia óptica. As partículas incompletas esféricas e filamentosas são compostas pelo HBsAg (predominantemente pela proteína S).  Partículas virais na microscopia óptica. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 45
  • 46. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B) Classificação: Gênero: Orthohepadnavirus Espécie: Hepatitis B virus Evolução da doença: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 46
  • 47. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B) Diagnóstico Laboratorial: * MARCADORES DE INFECÇÃO AGUDA: HBsAg, Anti-HBc IgM * MARCADORES DE EVOLUÇÃO: HBsAg, HBeAg, Anti-HBe *MARCADORES PARA CONTROLE DE CURA: HBsAg, Anti-HBs * MARCADORES EPIDEMIOLÓGICOS: HBsAg, Anti-HBc Total, Anti-HBs *MARCADOR DE VACINAÇÃO: Anti-HBs Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 47
  • 48. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B) Classificação: Gênero: Orthohepadnavirus Espécie: Hepatitis B virus  Patogênese e manifestações clínicas: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 48
  • 49. Família Hepadnaviridae (vírus da hepatite B) Classificação: Gênero: Orthohepadnavirus Espécie: Hepatitis B virus Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 49
  • 50. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Gênero: Alphapapillomavirus Espécie: Papilomavirus Humano 16  Sorotipos: 118 tipos descritos, cerca de 100 tipos que acometem o humano.  Histórico: A associação do vírus HPV com o câncer de colo de útero começou em 1949, quando o patologista George Papanicolaou introduziu o exame mais difundido no mundo para detectar a doença: o exame Papanicolaou.  Período de incubação: de 6 semanas a 2 anos.  Transmissão: contato genital e pele a pele.  Características: desnudo, 55 nm, genoma de DNA circular fita dupla superenovelado.  Morfologia: simetria – capsídeo icosaédrico  Citotropismo: Células epitelias escamosas  Latência: Pode ficar latente durante anos. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 50
  • 51. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Gênero: Alphapapillomavirus Espécie: Papilomavirus Humano 16  Biossíntese viral e replicação: Não se multiplica em culturas de células. Pouco se sabe sobre a replicação do HPV. Em humanos, as partículas virais inicialmente infectam células basais e a proliferação ocorre em células escamosas. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 51
  • 52. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Gênero: Alphapapillomavirus Espécie: Papilomavirus Humano 16  Biossíntese viral e replicação: Os genes precoces são transcritos primeiro, posteriormente os genes tardios. Em células não-malignas o DNA viral é epissomal, E6 e E7 não são superexpressos. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 52
  • 53. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Espécie: Papilomavirus Humano 16  Carcinogênese: Proto-oncogenes – E6 e E7-são genes que normalmente ajudam às células a crescer. Genes supressores de tumor – p53, pRb - são genes normais que retardam a divisão celular, reparam erros do DNA ou indicam quando as células devem morrer (processo conhecido como apoptose ou morte celular programada). 53
  • 54. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Espécie: Papilomavirus Humano 16  Carcinogênese: Proto-oncogenes 54
  • 55. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Espécie: Papilomavirus Humano 16  Patogênese e manifestações clínicas: Aparecimento de verrugas na boca, garganta e na região genital (vulva, ânus, colo do útero). Alguns sorotipos tem relação com o desenvolvimento de câncer do colo uterino.  Diagnóstico Laboratorial: 1. Papanicolau (citopatológico) 2. Colposcopia 3.Histopatológico 4.Imunocitoquímica 5. Testes para detecção do DNA viral  Epidemiologia: Segundo a OMS, sugerem que a prevalência mundial da infecção pelo HPV está em torno de 630 milhões de pessoas infectadas (em 2008). A infecção está diretamente relacionada ao número de parceiros sexuais e à idade Profa. Zilka Nanes Lima/ Virologia Clínica 55
  • 56. Família Papillomaviridae (HPV-16) Classificação: Espécie: Papilomavirus Humano 16  Prevenção e controle: existe vacina (HPV-6, 11, 16 e 18). Profa. Zilka Nanes Lima/ Virologia Clínica 56 A resposta imune celular é mais importante para a regressão da infecção, enquanto a imunidade humoral ajuda a impedir o espalhamento e impede reinfecção.
  • 57. Família Papillomaviridae Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 57
  • 58. Família Orthomixoviridae (Influenza) Classificação: Gênero: Mixovirus Espécie: Influenzavirus A (subtipo H1N1) H1N1 é somente um dos muitos sorotipos. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente. Existem vários sorotipos.  Período de incubação: 3 a 5 dias.  Entrada no organismo: via respiratória Características: Envelopado, 80 a 120 nm, genoma de RNA de fita simples com oito segmentos e de polaridade negativa.  Morfologia: Simetria do capsídeo – helicoidal.  Latência viral: não existe  Prevenção e controle: vacina disponível  Citotropismo: Há um tropismo (atração) deste vírus H1N1 maior pelo pulmão em comparação com o vírus da gripe comum (sazonal) que possui tropismo pelo nariz e pela garganta.  Imunologia: Não há imunidade permanente. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 58
  • 59. Família Orthomixoviridae (Influenza) Classificação: Gênero: Mixovirus Espécie: Influenzavirus A (subtipo H1N1)  Biossíntese e replicação viral: Esquema simplificado do ciclo replicativo do virus de Influenza. . Adaptado de www.micro.msb.le.ac.uk/335/orthomyxoviruses.html 59
  • 60. Família Orthomixoviridae (Influenza) Classificação: Gênero: Mixovirus Espécie: Influenzavirus A (subtipo H1N1)  Patogênese e manifestações clínicas: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 60
  • 61. Família Orthomixoviridae (Influenza) Classificação: Gênero: Mixovirus Espécie: Influenzavirus A (subtipo H1N1)  Diagnóstico laboratorial: Infecção pelo H1N1- PCR em tempo real em laboratório de referência.  Prevenção e controle: existe vacina Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 61
  • 62. Deriva antigênica - Influenza Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 62
  • 63. Co-infecção por dois sorotipos de Influenza na mesma célula Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 63
  • 64. Família Togaviridae* Classificação: Gênero: Rubivirus Espécie: Vírus da rubeóla Sorotipos: Um Histórico: doença conhecida como “sarampo alemão” Período de incubação: 14 a 21 dias Transmissão: Secreções do nariz e saliva Características: Envelopado, 60 nm, genoma de RNA linear fita simples não segmentado com polaridade negativa. Morfologia: Simetria – capsídeo icosaédrico * Nesta famíla também está o vírus da Chikunguya, envelopado, RNA fita simples com polaridade positiva, icosaédrico e que causas virose multissistêmica. O vetor principal é o Aedes aegypti. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 64
  • 65. Família Togaviridae* Classificação: Gênero: Rubivirus Espécie: Vírus da rubeóla Citotropismo: células da nasofarige Biossíntese e replicação viral: Participação de vesículas intracelulares na replicação deste vírus. Latência: Não Patogênese e manifestações clínicas: febre baixa e mal estar, erupções na pele e aumento dos gânglios cervicais. Só trás complicações em transmissão vertical (retinopatia, surdez e cardiopatias no recém-nascido) Prevenção e controle: vacina disponível  Imunologia: Imunidade permanente a doença Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 65
  • 66. Família Togaviridae* Classificação: Gênero: Rubivirus Espécie: Vírus da rubeóla Rubéola na gestação: CAP – conduto arterial persistente Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 66
  • 67. Ordem: Monomegavirales Família Rabdoviridae Classificação: Gênero: Lysavirus Espécie: Vírus da raiva  Sorotipos: único tipo  Período de incubação: No homem - 2 a 10 semanas, em média 45 dias. No cão – 21 dias a 2 meses.  Transmissão: mordida de animal (cachorro, gato, gambá, guaxinin, morcego). Características: Envelopado, 75x180 nm, genoma de RNA linear fita simples não segmentado com polaridade negativa.  Morfologia: Simetria do capsídeo – helicoidal.  Citotropismo: neurônios  Biossíntese e replicação viral: Reconhecimento pelo receptor de acetilcolina, sai da célula por brotamento.  Patogênese: encefalite com morte de neurônios  Prevenção e controle: vacina inativada  Imunologia: Não há informações, poucos indivíduos sobreviveram à raiva Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 67
  • 68. Ordem: Monomegavirales Família Rabdoviridae Classificação: Gênero: Lysavirus Espécie: Vírus da raiva HIDROFOBIA SALIVAÇÃO EXCESSIVA AGRESSIVIDADE ALUCINAÇÕES DIFICULDADE DE DEGLUTIR PARALISIA MOTORA ESPASMOS Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 68 MORTE SINTOMAS DE RAIVA HUMANA
  • 69. Ordem: Monomegavirales Família Rabdoviridae Classificação: Gênero: Lysavirus Espécie: Vírus da raiva  Vacina anti-rábica (contra a raiva) : Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 69 Louis Pasteur (1822-1895): Em 1880, o cientista francês iniciou os seus estudos sobre a raiva e em 1885 aplicou pela primeira vez a vacina em um ser humano. A descoberta da vacina anti-rábica foi o primeiro resultado de grande repercussão da microbiologia aplicada à medicina.
  • 70. Família Flaviviridae (Febre amarela, dengue, Zika) Classificação: Gênero: Flavivirus Espécie: Vírus da febre amarela  FEBRE AMARELA  Sorotipos: Um só  Histórico: são arbovírus, assim como o vírus da dengue e Zika vírus.  Período de incubação: 3 a 6 dias  Transmissão: picada de Aedes aegypti  Características: Envelopado, 45 nm, genoma de RNA linear de fita simples não segmentado com polaridade positiva  Morfologia: simetria do capsídeo – icosaédrico. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 70
  • 71. Família Flaviviridae (Febre amarela, dengue, Zika) Classificação: Gênero: Flavivirus Espécie: Vírus da febre amarela   Patogênese e manifestações clínicas da febre amarela: Doença de aparecimento súbito - Icterícia, febre, hemorragia, cefaleia, mialgias e fotofobia. Oferece risco à vida, doença grave. Prostração e choque.  Prevenção e controle: existem vacinas para febre amarela e dengue. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 71 FEBRE AMARELA
  • 72. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 72
  • 73. Família Flaviviridae (Dengue, Zika) Classificação: Gênero: Flavivirus Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 73 Zika vírus Sorotipos: Dois * Chikungunya é de outra família (Togaviridae)
  • 74. Família Picornaviridae (vírus da poliemielite) Classificação: Gênero: Enterovirus Espécie: Poliovírus Sorotipos: Três Histórico: Em 1908, o biólogo e médico austríaco Karl Landsteiner descobriu que a poliomielite era causada por um vírus. Desde do Egito Antigo tem relatos da doença. Por volta de 1910 haviam epidemias nas cidades durante o verão. No Brasil há relato do primeiro surto em 1933 no Sul-Sudeste. Em 1953 ocorre a maior epidemia no Rio de Janeiro. Período de incubação: 7 a 12 dias Transmissão: via oral-oral (fonte orofaríngea) e fecal-oral (fonte intestinal) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 74
  • 75. Família Picornaviridae (vírus da poliemielite) Classificação: Gênero: Enterovirus Espécie: Poliovírus Características: Desnudo, 28 nm, genoma de RNA linear de fita simples não segmentado com polaridade positiva. Não é inativado o trato GI. Morfologia: simetria do capsídeo – icosaédrico Citotropismo: faringe e intestino delgado, neurônios motores do corno anterior. Biossíntese viral e replicação: O vírus interage com receptores específicos da membrana e penetra na célula. Ele então perde o capsídeo. Depois de replicar o material genético, os novos vírus acumulam-se no citoplasma e são liberados quando a célula infectada lisa. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 75
  • 76. Família Picornaviridae (vírus da poliemielite) Classificação: Gênero: Enterovirus Espécie: Poliovírus Biossíntese viral e replicação: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 76
  • 77. Família Picornaviridae (vírus da poliemielite) Classificação: Gênero: Enterovirus Espécie: Poliovírus Patogênese e manifestações clínicas: É uma doença infecciosa aguda, em sua forma grave afeta o SNC. A destruição dos neurônios motores nos cornos anteriores da medula espinhal resulta em paralisia flácida. 1. Poliomielite abortiva 2. Poliomielite não-paralitíca (meningite viral) 1. Poliomielite paralítica Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 77 Localização e anatomia da região bulbar (em laranja), abaixo da ponte.
  • 78. Família Picornaviridae (vírus da poliemielite) Classificação: Gênero: Enterovirus Espécie: Poliovírus  Prevenção e controle: A vacina foi desenvolvida na década de 1950, a vacina contra a pólio reduziu o número global de casos da doença por ano de centenas de milhares para menos de mil. Os esforços pela vacinação, apoiados pelo Rotary International, Organização Mundial da Saúde e UNICEF devem resultar na erradicação global desta doença.  Epidemiologia no Brasil: Após a vacinação das crianças de zero a cinco anos iniciada em 1980, a partir de 1990, não houve mais casos de poliomielite (paralisia flácida aguda) confirmados. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 78 Jonas Salk Albert Sabin  A vacina Salk (1950) é eficaz, não impede a infecção intestinal inicial e as pessoas transmitiam o vírus. A vacina oral de Sabin (1960) entra no intestino e impede que o vírus entre na circulação sanguínea. As pessoas não transmitem o vírus.  
  • 79. Família Picornaviridae (vírus da poliemielite) Classificação: Gênero: Enterovirus Espécie: Poliovírus  Imunologia: São vírus pequenos. “Vistos” pelo sistema imune durante a entrada (via intestino) e, em seguida, quando as células do hospedeiro são lisadas. Sendo assim, são susceptíveis aos anticorpos (incluindo IgA) produzidos na resposta imune humoral. Imunidade permanente a doença tipo-específica Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 79
  • 80. Família Filoviridae Classificação: Gênero: Ebolavirus Espécie: Vírus Ebola Zaire  Gênero: Marburgvirus Espécie: Vírus de Marburg Sorotipos: quatro (ébola-Zaire, ébola-Sudão, ébola- Bundibugyo e o ébola-Costa do Marfim) Período de incubação: 5 a 12 dias Transmissão: sangue ou fluidos corporais Reservatório natural: morcegos  Características: Envelopado, 80 nm de largura com milhares de nm de comprimento, genoma de RNA linear de fita simples não segmentado com polaridade negativa. Morfologia: simetria do capsídeo – helicoidal Citotropismo: predileção células endoteliais, fagócitos, hepatócitos. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 80
  • 81. Família Filoviridae Patogênese e manifestações clínicas: Classificação: Gênero: Ebolavirus Espécie: Vírus Ebola Zaire  Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica  REPLICAÇÃO 81
  • 82. Família Filoviridae Classificação: Gênero: Ebolavirus Espécie: Vírus Ebola Zaire  Prevenção e controle: Não existe vacina. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 82
  • 83. Família Retroviridae (HIV*, HTLV**) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1  ** Gênero: Deltaretrovírus Espécie: vírus linfotrópico da célula T humana Sorotipos: HIV (Dois subtipos) Período de incubação: Por tempo indeterminado Transmissão: contato sexual, transfusão sanguínea, perinatal. Características: Envelopado, 100 nm, genoma de RNA linear não segmentado com polaridade positiva, carreador de transcriptase reversa. Morfologia: simetria do capsídeo – icosaédrica  Citotropismo: Células dendríticas que revestem a mucosa genital e anal, células T auxiliares (CD4-positivas, sendo esta proteína o receptor para o vírus) e células Th17. Monócitos e macrófagos do encéfalo. Latência: existe Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 83
  • 84. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1  Biossíntese viral e replicação: Entrada na célula : ligação da proteína do envelope viral gp120 à proteína CD4 da superfície celular Depois gp120 também interage com CCR5 (receptor de quimiocina no linfócito T) ou CXCR4 (receptor de quimiocina no macrófago).  No citoplasma a transcriptase reversa transcreve RNA  DNA. O DNA viral se integra no genoma humano e transcreve cópias de mRNA viral e RNA genômico. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 84
  • 85. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1   Biossíntese e replicação viral Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 85
  • 86. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1  Biossíntese e replicação viral Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 86
  • 87. Biossíntese viral e replicação - HIV Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 87
  • 88. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1   Patogênese e manifestações clínicas: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 88
  • 89. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1   Patogênese e manifestações clínicas: Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 89
  • 90. Sintomas da AIDS Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 90
  • 91. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1   Diagnóstico Laboratorial: Detecção de anticorpos (ELISA para Ac contra p24) Detecção de antígenos (Western blotting) Cultura viral (células mononucleares) Amplificação do genoma do vírus (PCR em tempo real) Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 91
  • 92. Formação de sincícios de linfócitos TCD4+ Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 92
  • 93. Lise de linfócitos T CD4+ pelos linfócitos T CD8+
  • 94. Teste rápido para HIV Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 94
  • 95. Família Retroviridae (HIV*) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae * Gênero: Lentivirus Espécie: Vírus da Imunodeficîência Humana 1   Prevenção e controle: Usar preservativo nas relações sexuais. Não existe vacina.  Imunologia: (Imunidade humoral) Anticorpos contra as proteínas p24, p41 e gp120. Alguns anticorpos contra gp120 são neutralizantes com alta especificidade para a estirpe infectante. (Imunidade celular)Na fase assintomática persiste uma forte resposta T CD8. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 95
  • 96. Família Retroviridae (HTLV**) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae ** Gênero: Deltaretrovírus Espécie: vírus linfotrópico da célula T humana 1 Sorotipos: HTLV (Quatro) Período de incubação: O período de incubação do HTLV-1 é longo e por esta razão, a sintomática é inexistente. Transmissão: contato sexual, transfusão sanguínea, perinatal. Características: Envelopado, 100-140 nm, genoma com duas cópias RNA linear com polaridade positiva, carreador de transcriptase reversa. Morfologia: simetria do capsídeo – icosaédrica  Citotropismo: Predominantemente células T auxiliares (CD4- positivas), células T (CD8-positivas). A infecção inicia-se pelas células dendriticas. Latência: existe Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 96
  • 97. Família Retroviridae (HTLV**) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae ** Gênero: Deltaretrovírus Espécie: vírus linfotrópico da célula T humana 1 Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 97
  • 98. Família Retroviridae (HTLV**) Classificação: Subfamília: Orthoretroviridae ** Gênero: Deltaretrovírus Espécie: vírus linfotrópico da célula T humana 1 A Leucemia de célula T (LTA) ocorre em 1 a 5% de pessoas infectadas com o HTLV-1 e é mais frequente em homens. São cerca de 30 anos entre a infecção e o desenvolvimento da leucemia. A LTA aguda é caracterizada por uma contagem elevada de leucócitos com células multilobuladas, adenopatia periférica e hepatoesplenomegalia. Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 98
  • 100. Caso 1 - Analisado
  • 101. Caso 1 - Analisado Células de Downey (Linfócitos atípicos) no esfregaço sanguíneo. Encontradas no Leucograma.
  • 102. Caso clínico 2  Uma menina de três meses de idade apresenta diarréia aquosa, não saguinolenta. A coprocultura revela apenas a microbiota entérica normal. Resposta: Considera-se que o organismo associado seja o rotavírus, a causa mais comum da diarréia em crianças. O ensaio imunoadsorvente ligado à enzima (ELISA), para a detecção do antígeno do rotavírus nas fezes, é positivo, o que conforma o diagnóstico.    Teste rápido para detecção de anticorpos contra rotavírus. Imunocromatografia de alta sensibilidade.
  • 103. Caso clínico 3  Um neonato nasceu com cabeça pequena (microcefalia), icterícia e hepatoesplenomegalia. A urina contêm células gigantes multinucleadas com inclusões nucleares. Resposta: Infecção por citomegalovírus adquirida no útero. Citomegalovírus é a principal causa de anomalias congênitas. Para ocorrer infecção fetal, a mãe deve ser infectada pela primeira vez durante a gestação. Desse modo, ela não possuirá anticorpos preexistentes para neutralizar o vírus antes de infectar a placenta e o feto.    Pré-natal (IgG e IgM para citomegalovírus. Não existe vacina contra citomegalovírus aprovada pela Organização Mundial da Saúde.
  • 104. Caso clínico 4  Uma mulher de 65 anos relata ter sofrido vários episódios de confusão e perda de memória durante as últimas semanas. Ao exame, ela mostra-se afebril, mas apresenta marcha vacilante (sem equilíbrio) e há relato de mioclonia (contração muscular súbita e involuntária nas mão e pés). Nos meses seguintes, sua condição piorou e ela faleceu. Na autópsia, o exame microscópico do encéfalo revelou diversos vacúolos, mas com ausência de corpos de inclusão viral. Resposta: Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) causada por príons. CJD é uma encefalopatia espongiforme. Os vacúolos conferem ao encéfalo aspecto similar a uma esponja. Aspecto espongiforme do cerebelo.
  • 105. Caso clínico 4 Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) causada por príons.
  • 106. E depois da anamnese concluo: “- É só uma virose.” Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 106
  • 108. “Sonhos determinam o que você quer. Ação determina. Ação determina o que você conquista.” Aldo Novak “ Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer.” Dwight Elsenhower “ Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; E Z é manter a boca fechada.” Albert Einstein Quando mais aprendo sobre vírus, mais tenho certeza que este amontoado de moléculas orgânicas são “malwares” celulares. Zilka Nanes Lima Professora Zilka Nanes / Virologia Clínica 108