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Teologia moral frei oton - aula 3 bioetica

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Teologia moral frei oton - aula 3 bioetica

  1. 1. Frei Oton Júnior, ofm Teologia Moral Temas de Bioética Centro Franciscano Outubro de 2010 O Fim da Vida
  2. 2. A morte obscena
  3. 3. <ul><li>A dor e a morte põem em crise a pretensão narcisista do homem moderno que pede o poder de controlar e programar toda a sua vida através da ciência e da tecnologia. </li></ul><ul><li>A morte é expressão definitiva do nosso existir no sinal da mortalidade e pois no sinal da mortalidade, da falência, símbolo concreto daquele absurdo que ameaça e incide sobre nossa existência. </li></ul>27/06/11
  4. 4. <ul><li>A morte se tornou tabu, como antes era o sexo. </li></ul><ul><li>“ Ob/scena” = o que não pode ser encenado, falado... </li></ul><ul><li>A morte e seu contexto vêm removidos </li></ul><ul><li>Paralisia relacional para com o morrente </li></ul>27/06/11
  5. 6. A morte e o morrer 27/06/11
  6. 7. Curas sintomáticas e paliativas <ul><li>Curas sintomáticas (agem sobre os sintomas da doença, mas não sobre as causas dos sintomas). </li></ul><ul><li>Paliativas = Pallium (latim: manto) </li></ul>27/06/11
  7. 8. Curas minimais <ul><li>Curas minimais são as curas que garantem o suporte vital mínimo: </li></ul><ul><ul><li>hidratação </li></ul></ul><ul><ul><li>alimentação </li></ul></ul><ul><ul><li>higiene, cuidado com as feridas... </li></ul></ul><ul><li>= CURAS ORDINÁRIAS </li></ul>27/06/11
  8. 9. Cirurgia no Século XVI e XVII
  9. 10. 27/06/11 Ausência de anestesia eficaz e de antisépticos
  10. 11. <ul><li>Desenvolvimento da anestesia no século século XIX </li></ul><ul><li>(héter e clorofórmio) </li></ul>27/06/11
  11. 12. Meios proporcionais e desproporcionais 27/06/11
  12. 13. <ul><li>MEIOS A SEREM CONSIDERADOS </li></ul><ul><ul><li>O tipo de terapia </li></ul></ul><ul><ul><li>O gral de dificuldade e de risco que comporta </li></ul></ul><ul><ul><li>O gasto necessário </li></ul></ul><ul><ul><li>A possibilidade de aplicação </li></ul></ul><ul><ul><li>Os resutados que se pode esperar, tendo em conta as condições do doente, de suas forças físicas e morais </li></ul></ul>27/06/11
  13. 14. Evangelium Vitae (1995) <ul><li>[Há a decisão de] renunciar ao chamado «excesso terapêutico», certas intervenções médicas já inadequadas à situação real do doente, porque não proporcionadas aos resultados que se poderiam esperar ou ainda porque demasiado gravosas para ele e para a sua família. Nestas situações, quando a morte se anuncia iminente e inevitável, pode-se em consciência «renunciar a tratamentos que dariam somente um prolongamento precário e penoso da vida, sem, contudo, interromper os cuidados normais devidos ao doente em casos semelhantes». </li></ul>27/06/11
  14. 15. <ul><li>Há, sem dúvida, a obrigação moral de se tratar e procurar curar-se, mas essa obrigação há-de medir-se segundo as situações concretas, isto é, impõe-se avaliar se os meios terapêuticos à disposição são objetivamente proporcionados às perspectivas de melhoramento. A renúncia a meios extraordinários ou desproporcionados não equivale ao suicídio ou à eutanásia; exprime, antes, a aceitação da condição humana defronte à morte (EV 65). </li></ul>27/06/11
  15. 16. Acaniçamento (interventos desproporcionais) 27/06/11
  16. 17. Acaniçamento Terapêutico <ul><li>Insistência no recurso que não modificam de modo significativo o decurso natural e irreversível da doença, não melhorando e até mesmo piorando a qualidade de vida do paciente. </li></ul>27/06/11
  17. 18. <ul><li>Inutilidade </li></ul><ul><li>Acaniçamento </li></ul><ul><li>Danosidade </li></ul>27/06/11
  18. 19. <ul><li>A interrupção de procedimentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou desproporcionais aos resultados esperados pode ser legítima. É a rejeição da &quot;obstinação terapêutica&quot;. Não se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se não poder impedi-la. As decisão devem ser tomadas pelo paciente, se tiver a competência e a capacidade para isso; caso contrário, pelos que têm direitos legais, respeitando sempre a vontade razoável e os interesses legítimos do paciente. </li></ul><ul><li>Catecismo da Igreja Católica 2278 </li></ul>27/06/11
  19. 20. O Doente Terminal 27/06/11
  20. 21. <ul><li>DOENTE INCURÁVEL </li></ul><ul><li>≠ </li></ul><ul><li>TERMINAL </li></ul><ul><li>≠ </li></ul><ul><li>ESTATO VEGETATIVO </li></ul>27/06/11
  21. 22. CUIDADO DO DOENTE TERMINAL <ul><li>No doente terminal os cuidados específicos são já ineficazes, mas conserva o direito às curas minimais (hidratação, alimentação, tratamento das feridas...) e às curas paliativas . </li></ul>27/06/11
  22. 23. Os Direitos do doente terminal <ul><li>O doente terminal conserva dignidade e direitos: </li></ul><ul><li>Direito de não ser abandonado. </li></ul><ul><li>Direito ao diálogo e à compreensão </li></ul><ul><li>Direito à autonomia. </li></ul><ul><li>Direito à verdade. </li></ul><ul><li>Direito às curas minimais e sintomáticas. </li></ul><ul><li>Direito a não sofrer quando a dor pode ser atenuada. </li></ul>27/06/11
  23. 24. Curas Paliativas <ul><li>Controlam ou atenuam os sintomas típicos da doença terminal como a dor, os problemas por causa da pele, das vias orais e bexiga. </li></ul>27/06/11
  24. 25. <ul><li>Mesmo quando a morte é considerada iminente, os cuidados comumente devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos. O emprego de analgésicos para aliviar os sofrimentos moribundo, ainda que com o risco de abreviar seus dias, pode ser moralmente conforme à dignidade humana se a morte não é desejada, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevitável. Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta razão devem ser encorajados. </li></ul><ul><li>Catecismo da Igreja Católica, 2279. </li></ul>27/06/11
  25. 26. <ul><li>Quando as condições de saúde estão se deteriorando em um modo irreversível e letal, o homem entra na fase terminal da existência na terra. Para ele, a vida é especial e cada vez mais precária e penosa. Do mal e do drama psicológico vem o sofrimento da separação física e espiritual que significam o morrer. </li></ul><ul><li>Como tal, o paciente terminal é uma pessoa que necessita de acompanhamento humano e cristão, onde médicos e enfermeiros são chamados a fazer a sua parte qualificada e indispensável. </li></ul><ul><li>Carta dos Operadores Sanitários, n. 115. </li></ul>
  26. 27. VIGIAI COMIGO, Cicely Saunders, EDB, 2008 <ul><li>“ Tu és importante porque és tu, e és importante até o fim” </li></ul><ul><li>“ A resposta cristã ao mistério da morte e do sofrimento não é uma explicação, mas uma presença”. </li></ul>
  27. 28. A Eutanásia
  28. 29. 1. O que é Eutanásia? 27/06/11
  29. 30. <ul><ul><ul><ul><ul><li>Supressão ou a aceleração da morte de um doente incurável ou terminal, de um sujeito malformado ou portador de deficiência com o fim de evitar-lhe sofrimento físico e psíquico inútil ou insuportável. </li></ul></ul></ul></ul></ul>27/06/11
  30. 31. 2. A mentalidade eutanásica 27/06/11
  31. 32. <ul><li>Existe um Direito à morte? </li></ul>27/06/11
  32. 33. <ul><li>Não é um Direito, porque </li></ul><ul><li>Só é Direito aquilo que exprime, realiza, completa o ser humano. </li></ul><ul><li>É Direito o acesso às curas, à assistência, à liberdade de consciência... </li></ul><ul><li>Não é direito aquilo que leva à minha auto-destruição </li></ul>27/06/11
  33. 34. <ul><li>Não é liberdade </li></ul><ul><li>Aqui não se trata de autodeterminação, mas de uma decisão condicionada pelo medo, pelo sofrimento, pela solidão. </li></ul><ul><li>Não são estes contextos mais favoráveis para poder falar de uma escolha lúcida, racional, de tudo autônoma ou que possa ser chamada de ápice da pessoa. </li></ul><ul><li>Mais realístico falar de respeito e de piedade para com a dor humana mais que de respeito pela autonomia </li></ul>27/06/11
  34. 35. <ul><li> No trato diante o doente terminal é freqüente o banco de prova de sentido de justiça e de caridade, da nobilidade de ânimo, da responsabilidade e da capacidade profissional dos profissionais da saúde, a começar pelos médicos. </li></ul><ul><li>Aos participantes do Congresso internacional da associação &quot;Omnia Hominis&quot; , 25-8-1990 </li></ul>27/06/11
  35. 36. <ul><li>Nada nem ninguém pode autorizar a morte de uma criança, quer feto ou embrião, ou seja, humano inocente ou adulto, velho, doente, incurável ou agonizante. Além disso, ninguém pode tomar este ato de matar para si ou para outrem confiado à sua responsabilidade, nem pode aceitar expressa ou implicitamente. Nem nenhuma autoridade pode legitimamente impor ou permitir. Esta é, de fato, uma violação da lei divina, um insulto à dignidade humana, um crime contra a vida, um ataque contra a humanidade. </li></ul><ul><li>CDF, Iura et Bona, 1980 </li></ul>
  36. 37. Carta dos operadores Sanitários (1995) Pont. Cons. Pastoral de Saúde <ul><li>148. Os fiéis médicos e paramédicos para a tarefa de &quot;estar sempre a serviço da vida e ajudá-lo até ao fim&quot; não pode prestar-se a qualquer prática de eutanásia, a pedido de qualquer um, muito menos sua família. Na verdade, não há direito individual à eutanásia, porque lhe dá o direito a dispor arbitrariamente de sua vida. Nenhum profissional de saúde pode ser o executivo de uma guardiã do direito inexistentes. </li></ul>27/06/11
  37. 38. <ul><li>Ao contrário da jurisprudência, já mencionado, a morrer com dignidade e cristã. Este é um direito real e legítimo, que os trabalhadores de saúde deve proteger, cuidar dos moribundos e aceitar o cumprimento natural da vida. Há uma diferença radical entre &quot;dar morte&quot; e &quot;permitir a morrer&quot;: o primeiro é ação supressora de vida, o segundo é a aceitá-la até a morte. </li></ul>27/06/11
  38. 39. 27/06/11
  39. 40. Critérios fundamentais <ul><li>Intenção </li></ul><ul><li>Meio </li></ul><ul><li>finalidade </li></ul>27/06/11
  40. 41. Catecismo da Igreja Católica- 1997 <ul><li>2276 Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas, para levar uma vida tão normal quanto possível. </li></ul><ul><li>2277 Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inadmissível. Assim, uma ação ou uma omissão que, em si ou na intenção, gera a morte a fim de suprimir a dor constitui um assassinato gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito pelo Deus vivo, seu Criador. O erro de juízo no qual se pode ter caído de boa-fé não muda a natureza deste ato assassino, que sempre deve ser condenado e excluído. </li></ul>27/06/11
  41. 42. <ul><li>2278 A interrupção de procedimentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou desproporcionais aos resultados esperados pode ser legítima. É a rejeição da &quot;obstinação terapêutica&quot;. Não se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se não poder impedi-la. As decisões devem ser tomadas pelo paciente, se tiver a competência e a capacidade para isso; caso contrário, pelos que têm direitos legais, respeitando sempre a vontade razoável e os interesses legítimos do paciente. </li></ul>27/06/11
  42. 43. <ul><li>Um Filho Pergunta à Mãe: </li></ul><ul><li>- Mãe, posso ir ao Hospital ver meu amigo? Ele está Doente! </li></ul><ul><li>- Claro! Mas o que ele tem? </li></ul><ul><li>O filho com a Cabeça baixa diz:- Tumor no cérebro. </li></ul><ul><li>A mãe, furiosa diz:- E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer? </li></ul><ul><li>O filho dá as costas e vai. Horas depois ele volta com os Olhos vermelhos de tanto chorar dizendo: </li></ul><ul><li>- Ai mãe, foi horrível! Ele morreu na Minha frente. </li></ul><ul><li>A mãe com Raiva diz:- E agora? Tá Feliz? Valeu a pena ter visto aquela cena? </li></ul><ul><li>Uma última lágrima cai de seus olhos e acompanhado de um sorriso ele diz: </li></ul><ul><li>- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer: -&quot;EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!&quot; </li></ul>27/06/11
  43. 44. Importância fundamental da presença 27/06/11 SENHOR, QUEM É O MEU PRÓXIMO?
  44. 45. 27/06/11
  45. 46. 27/06/11 Dor, doença, morte são absurdos, mas o Deus Crucifixo os visitou. Deus pode dar sentido a isto que humanamente é sem sentido.

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