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Apostila completa atos

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             ATOS DOS APOSTOLOS




    Apostila destinada ao Curso de Teologia para

Leigos, ano de 2012, Convento Santa Maria dos Anjos.

                Prof. Jane Querido.

                    BETIM/2012
                                                       0
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                                 ATOS DOS APOSTOLOS

                       CURSO DE TEOLOGIA PARA LEIGOS



   SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

2. OBJETIVO....................................................................................... 01

3. POR QUE E COMO LER ATOS DOS APÓSTOLOS?................... 02

4. O PODER POLITICO NA PALESTINA........................................... 02

   4.1       Sinédrio................................................................................ 02

   4.2        Procurador........................................................................... 02

5. AS 3 CHAVES DOS ATOS .............................................................03

6. OS PRINCIPAIS PROLEMAS ENFRENTADOS NA ÉPOCA......... 04

   6.1 O desafio da Comunidade de Mesa.......................................... 04

   6.2 Judeus se distanciando de Israel.............................................. 05

   6.3 Os gregos e sua fidelidade ao império...................................... 05

   6.4 Convivência de Ricos e Pobres................................................. 06

7. UM POUCO DE HISTORIA............................................................. 07

8. GRUPOS RELIGIOSOS E SOCIAIS............................................... 08

    8.1 Os fariseus................................................................................ 08

    8.2 Saduceus.................................................................................. 09

    8.3 Essênios................................................................................... 09
                                                                                                       1
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  8.4 Samaritanos............................................................................... 10

  8.5 Outros Grupos de menor expressão.......................................... 10

9. ATOS DOS APOSTOLOS............................................................... 11

  9.1 At. 1, 1-26.................................................................................. 11

  9.2 At 2, 1-47................................................................................... 11

  9.3 At. 3,1-26................................................................................... 12

  9.4 At. 4,1-37.................................................................................... 13

  9.5 At. 5,1-42................................................................................... 14

  9.6 At. 6,1-15.....................................................................................15

  9.7 At.7,1-60......................................................................................18

  9.8 At.8,1-40......................................................................................20

  9.9 At. 9,1-43.....................................................................................22

  9.10 At.10,1-48..................................................................................25

  9.11 At.11,1-30..................................................................................26

  9.12 At.12,1-25..................................................................................28

  9.13 At.13,1-52..................................................................................29

 9.14 At.14,1-28……………………..……...….....……………………….32

9.15 At.15,1-41………………………………..……..…………………….32

9.16 At.16,1-40…………………………..……………..………………….34

 9.17 At.17,1-34…………….….……….. .......…………...……………...36

 9.18 At. 18,1-28..................................................................................38

                                                                                                      2
3

9.19 At. 19,1-41…………………………………………..…………..…40

9.20 At.20,1-38………………………………....……………………….41

9.21 At. 21,1-40..............................................................................41

9.22 At. 22,1-30..............................................................................42

9.23 At. 23,1-35..............................................................................43

9.24 At. 24,1-27..............................................................................45

9.25 At. 25,1-27……………..…………..………………….…………...46

9.26 At. 26,1-32..............................................................................47

9.27 At.27,1-44...............................................................................47

9.28 At. 28,1-31..............................................................................49




                                                                                               3
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  1.   INTRODUÇÃO



  Uma Obra em dois volumes:

  Antes de lermos o livro dos Atos, devemos primeiro levar em conta
que ele é apenas a segunda parte de uma obra que foi pensada e
deve ser lida como um todo; seu início é o Terceiro Evangelho
(compare Atos 1, 1-8 com Lucas 1, 1-4). O Evangelho apresenta o
caminho de Jesus, Atos apresenta o caminho da Igreja e juntos,
formam o a caminho da salvação. No centro de tudo temos a cidade de
Jerusalém, ponto de chegada do caminho de Jesus e ponto de
partidas do caminho da Igreja, que continua o testemunho de Jesus
em todos os tempos e lugares.




  EVANGELHO
ATOS

  O Caminho de Jesus                                    O Caminho
da Igreja




                       CAMINHO DA SALVAÇÃO
1

  Os exegetas afirmam que o livro dos Atos foi escrito nos anos 80-90
d.c, quando Roma domina a Palestina e todas as regiões
circunvizinhas. Israel está sob o jugo romano desde 66 a.C

  2.   OBJETIVO

  Oferecer a todos a oportunidade de olhar o lugar teológico em que
nossas comunidades vivem e exercitam sua missão evangelizadora no
anuncio da boa nova e na construção do reino de Deus.

  3.   POR QUE E COMO LER OS ATOS DOS APÓSTOLOS?

    Entrando em uma igreja, podemos olhar a decoração, os enfeites,
as pinturas das paredes. Ou podemos prestar atenção à sua
arquitetura, em particular às pilastras ou colunas que sustentam a
estrutura, paredes e tetos. É isso que queremos mostrar: quais os
pilares que sustentam a obra de Lucas.

    O livro não é muito conhecido entre os católicos, com exceção dos
grupos que se dedicam mais intensamente ao estudo da Bíblia. A
liturgia dominical faz pouco uso dele, mas é o único lugar onde grande
parte dos católicos escuta os Atos.

   Este livro aparece apenas nos domingos do Tempo Pascal, como
primeira leitura. Possivelmente a grande maioria dos católicos
praticamente só conhece bem a rigor, três textos dos Atos: o de At. 1,
1-11, lido todos os anos na festa da Ascensão, o de At. 2, 1-11, que é
o famoso relato de Pentecostes, e um trechinho do discurso de Pedro
a Cornélio At. 10, 37-43, lido na Missa Don dia da Páscoa. Na liturgia
dominical, são lidos ao todo 140 versículos, isto é, 14% do total de
cerca de 1000 versículos do livro! Pouco não?

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Apostila completa atos

  • 1. 0 ATOS DOS APOSTOLOS Apostila destinada ao Curso de Teologia para Leigos, ano de 2012, Convento Santa Maria dos Anjos. Prof. Jane Querido. BETIM/2012 0
  • 2. 1 ATOS DOS APOSTOLOS CURSO DE TEOLOGIA PARA LEIGOS SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. OBJETIVO....................................................................................... 01 3. POR QUE E COMO LER ATOS DOS APÓSTOLOS?................... 02 4. O PODER POLITICO NA PALESTINA........................................... 02 4.1 Sinédrio................................................................................ 02 4.2 Procurador........................................................................... 02 5. AS 3 CHAVES DOS ATOS .............................................................03 6. OS PRINCIPAIS PROLEMAS ENFRENTADOS NA ÉPOCA......... 04 6.1 O desafio da Comunidade de Mesa.......................................... 04 6.2 Judeus se distanciando de Israel.............................................. 05 6.3 Os gregos e sua fidelidade ao império...................................... 05 6.4 Convivência de Ricos e Pobres................................................. 06 7. UM POUCO DE HISTORIA............................................................. 07 8. GRUPOS RELIGIOSOS E SOCIAIS............................................... 08 8.1 Os fariseus................................................................................ 08 8.2 Saduceus.................................................................................. 09 8.3 Essênios................................................................................... 09 1
  • 3. 2 8.4 Samaritanos............................................................................... 10 8.5 Outros Grupos de menor expressão.......................................... 10 9. ATOS DOS APOSTOLOS............................................................... 11 9.1 At. 1, 1-26.................................................................................. 11 9.2 At 2, 1-47................................................................................... 11 9.3 At. 3,1-26................................................................................... 12 9.4 At. 4,1-37.................................................................................... 13 9.5 At. 5,1-42................................................................................... 14 9.6 At. 6,1-15.....................................................................................15 9.7 At.7,1-60......................................................................................18 9.8 At.8,1-40......................................................................................20 9.9 At. 9,1-43.....................................................................................22 9.10 At.10,1-48..................................................................................25 9.11 At.11,1-30..................................................................................26 9.12 At.12,1-25..................................................................................28 9.13 At.13,1-52..................................................................................29 9.14 At.14,1-28……………………..……...….....……………………….32 9.15 At.15,1-41………………………………..……..…………………….32 9.16 At.16,1-40…………………………..……………..………………….34 9.17 At.17,1-34…………….….……….. .......…………...……………...36 9.18 At. 18,1-28..................................................................................38 2
  • 4. 3 9.19 At. 19,1-41…………………………………………..…………..…40 9.20 At.20,1-38………………………………....……………………….41 9.21 At. 21,1-40..............................................................................41 9.22 At. 22,1-30..............................................................................42 9.23 At. 23,1-35..............................................................................43 9.24 At. 24,1-27..............................................................................45 9.25 At. 25,1-27……………..…………..………………….…………...46 9.26 At. 26,1-32..............................................................................47 9.27 At.27,1-44...............................................................................47 9.28 At. 28,1-31..............................................................................49 3
  • 5. 0 1. INTRODUÇÃO Uma Obra em dois volumes: Antes de lermos o livro dos Atos, devemos primeiro levar em conta que ele é apenas a segunda parte de uma obra que foi pensada e deve ser lida como um todo; seu início é o Terceiro Evangelho (compare Atos 1, 1-8 com Lucas 1, 1-4). O Evangelho apresenta o caminho de Jesus, Atos apresenta o caminho da Igreja e juntos, formam o a caminho da salvação. No centro de tudo temos a cidade de Jerusalém, ponto de chegada do caminho de Jesus e ponto de partidas do caminho da Igreja, que continua o testemunho de Jesus em todos os tempos e lugares. EVANGELHO ATOS O Caminho de Jesus O Caminho da Igreja CAMINHO DA SALVAÇÃO
  • 6. 1 Os exegetas afirmam que o livro dos Atos foi escrito nos anos 80-90 d.c, quando Roma domina a Palestina e todas as regiões circunvizinhas. Israel está sob o jugo romano desde 66 a.C 2. OBJETIVO Oferecer a todos a oportunidade de olhar o lugar teológico em que nossas comunidades vivem e exercitam sua missão evangelizadora no anuncio da boa nova e na construção do reino de Deus. 3. POR QUE E COMO LER OS ATOS DOS APÓSTOLOS? Entrando em uma igreja, podemos olhar a decoração, os enfeites, as pinturas das paredes. Ou podemos prestar atenção à sua arquitetura, em particular às pilastras ou colunas que sustentam a estrutura, paredes e tetos. É isso que queremos mostrar: quais os pilares que sustentam a obra de Lucas. O livro não é muito conhecido entre os católicos, com exceção dos grupos que se dedicam mais intensamente ao estudo da Bíblia. A liturgia dominical faz pouco uso dele, mas é o único lugar onde grande parte dos católicos escuta os Atos. Este livro aparece apenas nos domingos do Tempo Pascal, como primeira leitura. Possivelmente a grande maioria dos católicos praticamente só conhece bem a rigor, três textos dos Atos: o de At. 1, 1-11, lido todos os anos na festa da Ascensão, o de At. 2, 1-11, que é o famoso relato de Pentecostes, e um trechinho do discurso de Pedro a Cornélio At. 10, 37-43, lido na Missa Don dia da Páscoa. Na liturgia dominical, são lidos ao todo 140 versículos, isto é, 14% do total de cerca de 1000 versículos do livro! Pouco não?
  • 7. 2 Por outro lado, não faltam motivos para ler o livro, como mostraremos. Nele não somente está a origem das festas da Ascensão e Pentecostes, como também tem sido ao longo da história doa cristianismo, um dos mais poderosos instrumentos de renovação ou de “reforma”. Muitas vezes quando os cristãos tomaram a consciência de que a vida da Igreja se afastava do modelo deixado pelos apóstolos e pelas primeiras gerações de discípulos de Jesus, voltaram a ler os Atos, para reencontrar o caminho certo e o impulso para uma renovação radical. O movimento de Jesus, portanto, foi antes da institucionalização da Igreja, isto é foi um movimento do Espírito e um movimento missionário. O livro dos Atos constrói assim na perspectiva do Espírito Santo, na perspectiva da missão e das pequenas comunidades. É a partir dessas três perspectivas que nos devemos hoje repensar a Igreja atual. Se Lucas escreveu os Atos com o objetivo de obter uma perspectiva, uma metodologia ou um espírito para institucionalizar em sua época, o movimento de Jesus, nós também hoje pode com o mesmo propósito confrontar nossa Igreja atual com movimento de Jesus, assim como Lucas o reconstruiu. 4. O PODER POLITICO NA PALESTINA 4.1 Cinéreo: Conselho de judeus presidido pelo sumo sacerdote (papa judeu). Este governava religiosa e politicamente. Era assistido por 71 membros da nobreza e do sacerdócio. Resolvia assuntos internos.
  • 8. 3 4.2 Procurador: (Judéia), reis vassalos. Mantinham a ordem, proferiam sentenças capitais e cobravam tributos. Fora isto deixava aos judeus resolver seus próprios assuntos, mas intervinham em épocas de crise, depunham sumos sacerdotes e nomeavam outros. Devido à firmeza monoteísta dos judeus o todo-poderoso império romano teve de fazer concessões a eles: Isenção do culto ao imperador; Isenção do serviço militar; Judeu não podia ser intimado a julgamento durante o sábado; Os militares romanos não podiam usar insígnias com figuras proibidas para os judeus; Os judeus podiam receber tributos para o templo. Em síntese, o Império romano tolerava o judaísmo como religião Lícita “religião lícita”. O povo estava insatisfeito e esperava a restauração da realiza de Israel (At. 1,6). Alguns judeus se organizaram El lutas de resistência e levantes (66 d.C). Roma reagiu violentamente em 67 d.C matou 40 mil judeus. (este mesmo ano de 67 d.C é considerado ano da morte de Paulo). 5. O LIVRO DOS ATOS DEVE SER LIDO A PARTIR DE 3 CHAVES A) Um movimento animado pelo Espírito Santo;
  • 9. 4 B) Movimento missionário (desde Jerusalém até os confins do da Terra) C) Movimento representado pelas comunidades domésticas (momentos decisivos acontecem nas pe2quenas comunidades. Todo o livro possui uma dinâmica que parte do Templo e chega a casa. A formação de pequenas comunidades é o que faz com que a Palavra se faça presente nas cidades e nas culturas. A pequena comunidade e o lugar onde se mantém vivo o ensinamento dos apóstolos (a memória de Jesus) e onde se vive a Koinonia (eles tinham tudo em comum), a diakonia (não havia pobres entre eles) e a eucaristia (At2, 42-47). O povo que compunha a sociedade da época era: Hebreus: cristãos de origem judaica (fiéis a Lei e ao Templo); Helenistas (viviam fora da Palestina e liam a Bíblia em grego (tinham problemas com a Lei) Prosélitos: pagãos de origem grega (simpatizantes da religião judaica) 6. OS PRINCIPAIS PROLEMAS ENFRENTADOS NA ÉPOCA 6.1 O desafio da comunidade de “mesa”: Nas comunidades cristãs conviviam cristão-judeus e não-judeus (prosélitos e tementes a Deus). Os judeus não podem aceitar que pagãos sentem com eles à mesa para a refeição ou eucaristia. Até Pedro é vítima deste preconceito (At. 10,16-28). Lc, para resolver este problema que diminuía os pagãos, vendo ameaçado seu espírito
  • 10. 5 missionário, mostra que Paulo comia com os pagãos: Lídia (At. 16,14- 15), carcereiro (16,34), Justo (18,6b), no navio (27,33-38). Até Pedro comia com eles (10,16SS; 11,1SS e 15,7ss. Se Paulo é acusado de ter introduzido pagãos no templo (21,29), Lc defende dizendo que isto já Pedro e Tiago o permitiram antes dele. Lc faz com que a prática de Paulo seja legitimada por Pedro e Tiago. 6.2 Judeus se distanciando de Israel: Os cristãos vindos do judaísmo se sentem expulsos da sinagoga. Não conseguem conciliar judaísmo e cristianismo. Depois da tragédia de 70 os judeus (fariseus) se reorganizam em Jãmnia, uma cidadezinha a 50km de Jerusalém. O centro da vida religiosa será, de agora em diante, não mais o templo nem as funções sacerdotais, mas a Tora escrita e sua interpretação oral. Acentua-se desta forma a ortodoxia e os judeus pressionam os cristãos a voltarem ou seriam traidores. Lucas quer encorajar estes cristãos judeus. Os traidores do AT são os chefes de Israel, os doutores e sacerdotes e não Jesus e seus seguidores. Ele pinta negativamente os lideres judeus. Neste tempo a igreja esta em fase de transição. Já não é bem judaísmo, mas também ainda não tem estrutura de igreja. 6.3 Os gregos e sua fidelidade ao império: Muitos funcionários do império aderiam à fé. Será possível ser fiel a Jesus e ao império? Como aderir a Jesus e ter Paulo por missionário
  • 11. 6 importante se os dois foram eliminados pelo império? Lucas é muito simpático ao império romano. Assim, ele sempre empurra a culpa pela morte de Jesus e de Paulo aos chefes dos judeus, enquanto os romanos são bons (Lc 23,22; AT 3,13), o centurião romano reconhece que Jesus é justo (Lc 23,47), os chefes romanos protegem a Paulo (13,13; 16,30-34; 18,16). Paulo é perseguido pelos judeus e salvo pelos romanos. Os culpados sempre são os judeus. Lc nem se quer menciona o martírio de Pedro e Paulo em Roma, pois quer atrair a benesses do império. 6.4 Convivência de Ricos e Pobres: Nas comunidades lucanas convivem ricos e pobres. No mundo grego isto era inimaginável. Havia os bem ricos e os quase mendigos. Lc mostra a convivência, insiste em acabar com a escravidão ao dinheiro (Lc 3,13; 12,33; 14,14). Em atos o dinheiro é visto de forma negativa (Judas 1,18; Ananias e Safira 5,1-11; Simão, o mago 8,20; o lucro dos ourives 19,24). Os apóstolos não têm dinheiro (3,5), Paulo não quer prata (20,33). Em meio a todos estes problemas Lc quer mostrar que a palavra de Jesus, movida pelo espírito santo, avança. O numero de fieis aumenta. Se o evangelho de Lc é o livro de Jesus, o dos atos é o livro do espírito santo. O espírito produz a palavra. Existem muitos obstáculos, mas a palavra vence.
  • 12. 7 7. UM POUCO DE HISTORIA Na palestina, a grande maioria das pessoas, cerca de 80% morava em pequenos sítios nas aldeias e povoados do interior. O país todo era do tamanho do estado de Sergipe, com uma população de 600 a 700 mil habitantes. Era um povo sem terra, trabalhando como diarista nas fazendas que estavam nas mãos de poucos proprietários, vários deles oficiais aposentados do exercito romano. O desemprego era grande, inclusive no tempo das safras, quando costumava aparecer mais serviços (Mt 20,1-7). Os que possuíam pequenos pedaços de terra aproveitavam-na ao Maximo, plantando até em terrenos pedregosos, na esperança de colher alguma coisa (Mt 13,4-8). Muitos diaristas e pequenos proprietários de terra viviam endividados, por causa do desemprego e dos altos impostos. Os não pagamentos das dividas implicava cadeia e escravidão. O sofrimento era tanto que com freqüência aconteciam revoltas populares de camponeses desesperados. A situação econômica dos moradores de Jerusalém estava um pouco melhor, por causa do templo que tinha sido iniciado por Erodes 20 anos antes de Jesus nascer. Era o principal meio de vida para os 30 mil habitantes de Jerusalém, que durante as festas religiosas a população da cidade passava de 100 mil pessoas. O mal estar era grande, desemprego, fome e abandono provocavam doenças. Diante de tanta insegurança o povo buscava refugio na religião, na
  • 13. 8 observância da lei de deus. Mas a religião estava sendo manipulada pelos doutores da lei e pelos fariseus, impondo muitos preceitos e obrigações. Já não era a religião do coração, e sim das leis, dos ritos e gestos exteriores. Jesus não mediu palavras ao denunciar tanta hipocrisia. Diante disso cresceu muito a busca de novas experiências religiosas. Religiões e cultos misteriosos, vindos do oriente e do Egito espalharam-se por todo canto conseguindo muitos adeptos. Nestes cultos buscava-se a proteção divina contra as forças negativas do destino. Foi neste contexto sociopolítico-cultural que chegou a varias partes do império romano a boa noticia de Jesus levado por missionários (as). GRUPOS RELIGIOSOS E SOCIAIS 8.1 Os Fariseus Os Fariseus são pessoas piedosas que vivem dependentes dos cumprimentos escrupuloso da lei, até os mínimos detalhes. Foi precisamente este formalismo que Jesus não se cansou de denunciar. Nesta perspectiva religiosa foi um grupo radical. Politicamente foi um grupo oportunista, que acabaram por se tornar uma espécie de “diretores de consciência moral”, quando aceitaram serem fieis ao imperador Augusto, por imposição de Erodes Magno. Foi assim que perderão bastante da sua autoridade moral e política junto do povo. Só
  • 14. 9 depois do ano de 70, após a derrocada de Jerusalém, e terminado o poder dos saduceus e dos sacerdotes,é que os fariseus voltaram a dominar o mundo judaico e a salvar Israel de perder a sua identidade religiosa, em confronto com algumas das primeiras comunidades cristãs. 8.2 Saduceus É um grupo dentro do judaísmo e não podemos considerar tanto um grupo político, mas religioso. A sua origem esta no período persa ou helenístico (536-170 AC). O nome dos saduceus deriva de Sadoque, sacerdote do tempo de Davi. A doutrina dos saduceus é mal conhecida, pois era um grupo pequeno, um grupo sacerdotal em torno do Sumo Sacerdote. Parecem não reconhecer outra lei que o Pentateuco. Não crêem na ressurreição nem nos anjos e colaboram com os romanos para manterem o seu poder. Serão muito duros com Jesus e com o cristianismo nascente, pois foram eles que o entregarão a Pilatos para ser morto por motivos religiosos e políticos. Viram nele um blasfemo e um homem de idéias messiânicas capaz de arrastar multidões e por em perigo a estabilidade religiosa e política que sempre defenderam. Todavia, não tinham vitalidade religiosa bastante para sobre viverem ao desastre do ano 70 e desaparecem da historia. 8.3 Essênios É uma espécie de monges que viviam em comunidade nas margens do mar morto. Foi um grupo que protestou contra o sacerdócio
  • 15. 10 mundano e imoral do templo de Jerusalém, assim como contra o culto vigente no mesmo templo. Sob a direção de um sacerdote chamado mestre de justiça criticam mordazmente os sumos sacerdotes de Jerusalém como usurpadores do verdadeiro sacerdócio. Invés de sacrifícios reuniu-se para participar de banquetes sagrados comunitários. Não se casavam e viviam no trabalho manual, todas as propriedades eram comuns, fomentando assim um espírito de fraternidade. Vivem na oração e na meditação das escrituras preparando ativamente a vinda do reino de Deus. O seu mosteiro será destruído pelos romanos em 70. São fanáticos e tradicionalistas. 8.4 Samaritanos Eram habitantes da samaria descendentes da população mista (israelita e pagã). Os samaritanos afastaram-se do judaísmo oficial, tem o Pentateuco em comum com os judeus, mas construíram seu próprio templo no monte Gerizim. As relações entre eles e os judeus são muito tensas e o comportamento de Jesus ao seu respeito vai escandalizar seus contemporâneos. 8.5 Outros grupos de menor expressão a. Zelotas (zelavam pela independência de Israel); b. Herodianos (partidários da dinastia de Herodes); c. Movimentos Baptistas (batismo como rito de iniciação).
  • 16. 11 9. ATOS DOS APOSTOLOS 9.1 ATOS 1, 1-26: A obra é dedicada como referencia a Teófilo (amigo de Deus) (Lc 1,3). Os versículos de 3 a 5 retoma o final do evangelho de Lc 24,50-53. Lc relata o final da vida de Jesus. AT é o começo da missão. Para Lc a ressurreição se da somente em um dia em AT a ressurreição se da em 40 dias. Quarenta é o numero simbólico, um tempo de preparação, de crise, de tentação, antes de começar um tempo novo da missão. A igreja não nasce porque Jesus vai embora ou porque não retorna, mas nasce porque o ressuscitado não vai embora. É a presença e não a ausência de Jesus que torna possível a igreja. 9.2 ATOS 2, 1-47: Sem pentecostes a páscoa (passagem), em Jesus para uma vida nova não estaria completa. Na primeira parte o discurso de Pedro ate o versículo 21 é um discurso apocalíptico e carismático de pentecostes. No versículo 22-27 o discurso é profético e missionário. O anuncio suscita a conversão. O que devemos fazer? Arrependam-se e cada um de vocês seja batizado (AT 2, 37-40). Este é o retrato da primeira comunidade: perseverantes em ouvir os ensinamentos dos apóstolos (didachê) designa a instrução mais aprofundada que se segue a adesão de fé inicial selada pelo batismo, na comunhão fraterna
  • 17. 12 (koinonia) expressa a união dos cristãos baseadas na mesma fé e no mesmo projeto de vida, no partir do pão (a expressão se refere com certeza a ceia eucarística) e nas orações (a novidade crista, porem não é celebrada no templo e sim nas casas, expressando de fato a encarnação do sagrado dentro do profano). Os judeus celebravam 3 momentos de pentecostes: festa das semanas do novo trigo (50 dias após a páscoa); festa do novo vinho (50 dias após o novo trigo); festa do novo óleo (50 dias após o novo vinho). Pentecostes ou festa das semanas era a festa israelita celebrada 7 semanas depois da páscoa, quando terminava a colheita (Ex 34,22; Nm 28,26). Principalmente a partir do ano 70 DC, após a queda de Jerusalém os judeus tomavam esta festa como comemoração da aliança e dom da lei (Pentecostes judaico). Colocando o dom do espírito em pentecostes Lc sugere a plenitude da aliança, não mais com dom da lei, mas com o dom do espírito, que faz compreender em profundidade a vontade de Deus de seu projeto (Pentecoste cristã). 9.3 ATOS 3,1-26 Um dos sinais e prodígios que geram temor: Indo para o templo Aleijado trazido para mendigar na porta do templo Pedro não tem dinheiro Pedro lhe da à cura. Onde esta a chave da cura?
  • 18. 13 Restaura a dignidade Aleijado entra no templo com eles, participa A grande cura é esta dignidade de participar, ser igual. O templo para Lc é sinal de importância e poder. O papel de Pedro é a conscientização, é levar à pessoa a participação num lugar de importância. Oferece o que tem. Que se levante, da lhe a sua mão e faz com que o aleijado ande e entre no templo. No sentido teológico ele encontra a fé e no sociológico ele encontra a dignidade. Pedro e João entraram com ele. O mesmo nível. A dinâmica de AT3 mostra bem como deve ser a pratica da comunidade. Primeiro o ato libertador. Depois o anuncio da libertação, que explica o sentido do ato libertador suscita mudança de vida. 9.4 ATOS 4,1-37 Pedro e João haviam curado o cocho de nascença no templo. Suprema ousadia, porque a cura fora feita em nome de Jesus, e o templo era a sede dos mesmos poderes que haviam condenado Jesus a morte. Quais poderes? O poder econômico, o político e o religioso. O poder econômico era detido pelos chefes dos sacerdotes e pelos anciãos, grandes proprietários de terra. O poder político para questões judiciais e governo interno dos judeus era detido pelo mesmo grupo. O poder religioso, detido pelos anteriores e mais os doutores da lei ou escribas especialistas em assuntos religiosos e jurídicos. Todos juntos formavam o Sinedrio, tribunal supremo que havia condenado Jesus a morte.
  • 19. 14 Os chefes dos sacerdotes (Saduceus) mandam prender Pedro e João. Pedro, cheio do espírito santo falou para a multidão, e muitos daqueles que tinham ouvido o discurso acreditaram. E o numero dos homens chegou a 5 mil. Pedro e João foram colocados em liberdade, voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os chefes dos sacerdotes e os anciãos haviam dito, a ouvir o relato, todos elevaram a voz a Deus em oração. Quando terminaram a oração estremeceu o lugar em que estavam reunidos. Todos então ficaram cheios do espírito santo. Aparece então o segundo retrato da comunidade: A multidão dos fieis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava propriedade particular as coisas que possuía, mas tudo era posto em comum entre eles. O traço principal é a unanimidade que se traduz em partilha, isto é o mesmo animo em todos, animo de viver o projeto de Deus e empenhar tudo no serviço a este projeto. Foi assim que procedeu Jose, levita nascido em Chipre, apelidado pelos apóstolos com o nome de Barnabé “filho da exortação”. Ele vendeu o campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos. 9.5 ATOS 5,1-42 A mentira de Ananias e Safira. Lc faz critica aos judeus de Jerusalém. O casal Ananias e Safira são caracterizados como violadores das normas, pois o projeto é compartilhar os bens e isto não acontece com
  • 20. 15 perfeição. Ananias e Safira juntos fazem o ato: vendem, escondem o dinheiro. A mulher também faz parte do ato econômico e social. Antes, no mundo judaico, a mulher não tinha vez e nem direito algum. Aqui ela é participante do lado bem e no falho de seu marido. Ela é proprietário, portanto a venda se da com seu consentimento. A primeira intenção é participar da comunidade. Vender a propriedade ou colocar em comum sem perder o direito de propriedade. O problema é a mentira de ambos. Ai esta a transgressão do projeto da comunidade, pois deram só metade. A morte é a frustração de não poder entrar no grupo. Acabou o projeto para eles. A partir da fraude financeira contra a comunidade tudo pode acontecer. A lenda de Ananias era um remédio assustador para cortar o mal pela raiz. O maior pecado é o que se faz contra a comunidade, pois Lc quer que suas comunidades sejam autenticas. Mentir para a comunidade em assuntos financeiros, a destrói. Ananias e sua mulher pecaram contra o espírito santo, pois a comunidade e a igreja é obra dele. Um grande temor se espalhou por toda a igreja e entre todos aqueles que ouviam falar do que tinha acontecido. Aparece então o terceiro retrato da comunidade: muitos sinais de prodígios eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Uma multidão cada vez maior de homens e mulheres aderiam ao Senhor pela fé. 9.6 ATOS 6, 1-15 A Igreja crescia _O crescimento numérico dos discípulos (+ de 5.000)
  • 21. 16 _Aumentaram a murmuração- Toda tarefa era feita pelos apóstolos; com esse crescimento, as viúvas Helen itas ficaram desamparadas (este número crescia pelo retorno a Jerusalém dos Judeus cristãos helenitas). At 6,1 _ Os apóstolos queriam pregar e evangelizar; não queriam mais os serviços chamados domésticos. (Não que não sejam importantes) _ Sugeriram que a multidão escolhesse sete para este serviço e estes homens teriam que ser: Homens de boa reputação, cheios do espírito santo e Cheios de sabedoria. At. 6,3 _E elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia, At. 6,5 Esta decisão agradou a todos e acabou com a murmuração; E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé. At. 6,7 POR QUE “7” (?) -Representante dos Gregos da comunidade Cristã; 3 hebraicos, 3 helenitas e 1 prosélito -Jerusalém era dividida em 7 distritos; _ número Sagrado para os Judeus; _ Número da perfeição divina; deus descansou no 7º dia;
  • 22. 17 _ Algumas festas duravam 7 dias; _ Algumas tarefas judaica duravam 7 dias; _ O candeeiro de ouro tinha 7 ramos. A PRISÃO E ACUSAÇÃO DE ESTEVÃO AT 6, 8-15 Estevão (do Grego Stephanes “Coroa”) não era apóstolo, operava milagres em nome de Jesus. A oposição se levantou contra ele e eram exatamente dos helenistas, pois tinham sua própria sinagoga. A oposição daquela época era: Libertos - do latim libertino- judeus escravizados em foram libertos. Cirineus- de cirene, cidade norte da Líbia, nas costas africana, fundada em 632 a.C. por gregos. Alexandrinos- Alexandria fundada em 332 a.C. por Alexandre o Grande da Macedônia. Era um grande porto marítimo situado na costa noroeste do delta do Nilo no Egito. Cilícia- nome clássico da região costeira da Ásia Menor, na porção oriental do mar mediterrâneo. As montanhas de Antauro da síria formam a fronteira Leste da região onde Paulo nasceu. Seus habitantes se converteram ao Cristianismo. Tornou-se Colônia romana na época de Pompeu.
  • 23. 18 Província da Ásia- Oeste da Ásia Menor, hoje Turquia, neste capítulo abrangia a Ásia proconsular da época dos romanos = Província da Frigia, Misia, Caria, e Lídia. ACUSAÇÃO CONTRA ESTEVÃO Cristãos de língua grega começaram agora atingir seus companheiros judeus com o evangelho. Estevão levou a efeito um ministério apostólico de pregação e cura. Enfrentou a oposição da parte de membros das sinagogas de língua grega. Inventaram acusações: Jesus mudaria a Lei e os costumes que Moisés dera. Jesus destruiria o templo, isto irritou também os judeus e líderes do concílio. Estevão é preso, seu rosto brilhava como se fosse de um anjo. At. 6,15 9.7 ATOS 7 ,1-60 A DEFESA DE ESTEVÃO – 7, 1-53 -Estevão teve oportunidade de defesa; - Começou um retrocesso da história de Israel; - Seu objetivo era defender o evangelho das falsas acusações e traçar um paralelo entre a forma como os Judeus do A. T. tratavam seus profetas e o modo pelo qual os líderes dos Judeus tratavam Jesus.
  • 24. 19 - Mesmo sabendo que corria perigo, pregou salvação aos seus seguidores; A MORTE DE ESTEVÃO – 7, 54-60 Ao acabar o discursso, a acusação aos Judeus ficou clara: - Os membros do Sinédrio se enfureciam, rangiam os dentes, - Estevão chio do espírito, fixando os céus, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus; - Eles gritavam. - Com alta voz tampavam seus ouvidos; -O pegaram e expulsaram da cidade; -Foi apedrejado pelas testemunhas, (Conforme a tradição atiraram a primeira pedra); e arremeteram unânimes contra ele; - Apedrejavam, pois, a Estevão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. At. 7,59 - E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor não lhes impute este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte. At. 7, 60.
  • 25. 20 9.8 ATOS 8, 1-40 APÓS A MORTE DE ESTEVÃO -Com a morte de Estevão, explode a perseguição contra os Cristãos em Jerusalém. - Ficam de fora os apóstolos que eram fiéis à observância das leis; -Helenistas e Prosélitos foram perseguidos; - Perseguidos em Jerusalém vão anunciar a palavra pela Judéia e Samaria; - Dá-se a impressão, segundo Lucas que só os helenistas evangelizariam fora de Jerusalém, - A morte de Estevão foi decisiva para a expansão do Cristianismo fora de Jerusalém; O EVANGELHO EM SAMARIA AT.8,4-8 - O 1º lugar a ser evangelizado foi a Samaria – Judeus Samaritanos são inimigos; -Um helenista Judeu-Cristão de língua grega (Felipe) 2º dos sete escolhidos. -Vivia Simão-Magico, fabricante de ilusões concorrente, porém, se alia a Felipe. Simão era um mágico que todos davam ouvidos a ele
  • 26. 21 pela sua habilidade com ilusionismo e ele acreditava ter um grande poder. -Os apóstolos, Pedro e João chegam a Samaria e rezam pelos Samaritanos para que recebam o Espírito Santo. - Simão oferece dinheiro em troca desse poder, ofereceu dinheiro para ter o poder de impor as mãos. Simão é expulso e chamado à conversão. At. 8, 20. Felipe pregou a palavra e homens e mulheres foram batizadas inclusive Simão. A CONVERSÃO DE UM ETÍOPE - Felipe vai de Jerusalém para Gasa = deserto - Eunuco etíope, iniciação cristã-Catequese -Eunuco etíope era o tesoureiro da Rainha Candace e gentio puro, porém tornara prosélito do Judaísmo e havia subido de Jerusalém com finalidades religiosas. (Eunuco* Homem castrado) -Eusébio – Historiador da Igreja primitiva refere-se ao Eunuco Etíope como o 1º indivíduo gentio a abraçar o Cristianismo. (Só que era Judeu de religião) CONVERSÃO 1º passo - Ir ao encontro das pessoas no caminho delas: “Mas um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai em direção do
  • 27. 22 sul pelo caminho que desce de Jerusalém a Gaza, o qual está deserto”. At. 8,26 2º passo- Aproximar-se e acompanhar “Regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías. At. 8,28 3º passo- Ler a Bíblia junto com a s pessoas - “Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus.” At. 8,35 4º passo- O Batismo (V. 37) - “Felipe manda parar o carro e descem ambos a água tanto Felipe como o Eunuco e Felipe o batizou” At. 8,38 5º passo- Felipe desaparece – “Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho”. At. 8,39 Felipe vai para Azoto e mais adiante a outras cidades > Cesareia > limite norte de Samaria. 9.9 ATOS 9,1-43 A CONVERSÃO DE SAULO E SEUS PRIMEIROS TRABALHOS Quem era Saulo de Tarso este homem que tanto perseguiu o povo de Deus? Saulo ou Paulo era estritamente judaico de parentesco, mas nasceu, poucos anos depois de Cristo, 342, na cidade grega de renome comercial e literário de Tarso, na província da Cilícia, e herdou os direitos de um cidadão romano. Ele recebeu uma educação judaica
  • 28. 23 em Jerusalém, aprendeu na escola do Rabino Fariseu, Gamaliel, neto de Hillel, não ficando totalmente estranho à literatura grega, como seu estilo, o seu método dialéctico, as suas alusões à religião e filosofia gentia, e suas citações pontuais de poetas pagãos. Um nativo helenista, e um cidadão romano, combinado em si mesmo por assim dizer, as três nacionalidades grandes do mundo antigo, foi dotado de todos as qualificações naturais para um apostolado universal. Ele podia discutir com os fariseus como filho de Abraão, da tribo de Benjamim, e como um discípulo do renomado Gamaliel, apelidado de "Glória da lei." Ele poderia enfrentar os gregos em sua própria esbelta língua e com a força convincente de sua lógica. Vestida com a dignidade e a majestade do povo romano, que podia viajar com segurança por todo o Império, com o título orgulhoso: Civis Romanus sum. Este fardamento providencial para seu futuro trabalho o fez por um tempo o mais perigoso inimigo do Cristianismo, mas após sua conversão, o seu promotor mais útil. As armas de destruição foram transformadas em armas de construção. O motor foi revertido, e a direção mudada, mas se o mesmo motor manteve-se, a sua potência foi aumentada sob nova inspiração. POR QUE DEUS ESCOLHEU PAULO? At. 9,3-7 - Conhecia os costumes judaicos (era Judeu) - Conhecia um pouco da vida grega (Um pouco também do idioma)
  • 29. 24 - Tinha acesso às autoridades - Tinha cultura, posição social, era líder - Era cidadão romano (Devia também falar o latim) - Falava grego e aramaico - Era conhecido por todos - Conhecia o mundo atual (Império romano) Lucas apresenta sua conversão e o chamado à missão; Paulo fala isso nas cartas; Paulo fala isso nas cartas de (Gl 1,11-16; I Cor 15, 8- 10) -Conquistado por Jesus (Fl. 3,12) Atos 9,22 Saulo, porém, se fortalecia cada vez mais e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo. -De perseguidor ele passa peseguido “Atos 9,23 Decorridos muitos dias, os judeus deliberaram entre si matá- lo.”– Resistimos e somos atraídos por aquilo que mais combatemos. Porque provoca uma transformação radical em nossa vida. -Judeus tramam matá-lo e ficam de espreitam na porta da Cidade. Paulo sabendo de tudo foge no meio da noite ajudado por seus discípulos, foge pelas muralhas da cidade dentro de um cesto. (“Atos 9,25 os discípulos, tomando-o de noite, desceram-no pelo muro, dentro de um cesto.”) - Foi para Jerusalém, 03 anos depois do acontecido, lá encontrou- se com Pedro e Tiago (Gol 1, 16-24)
  • 30. 25 -Jerusalém inicialmente reage com medo, pois, os discípulos não o deixaram aproximar porque não acreditaram na sua conversão. Barnabé fala a seu favor e então passaram a andar com eles em Jerusalém falando com ousadia em nome de Jesus. At. 9,27 - Disputavam também contra os gregos (helenistas) os quais queriam matá-lo; os irmãos o tiraram de Jerusalém o levaram até Cesareia e depois até tarso. At. 9, 32 - Assim as Igrejas de toda Judéia, Galileia e Samaria tinham paz e se multiplicavam. 9.10 ATOS 10,1-48 LUCAS COMEÇA A PREPARAR UM RELATO SOBRE A CONVERSÃO DE CORNÉLIO, UM PROSÉLITO 10,1-48 Morava em Cesaréia, um homem chamado Cornélio, centurião da força romana da Corte Italiana. Cesareia era a capital da Judéia. Ali havia corte de soldados=600; ficava a 48 km ao norte de Jope. Cornélio era um homem temente a Deus, não se tornara prosélito, mas de contínuo orava a Deus. At. 10,2 - Na hora nona (três da tarde), teve uma visão onde suas orações esmolas subiram até os céus. Manda chamar Pedro em Jope. - Na hora sexta (Meio dia), Pedro sobe para orar e teve uma visão: “Teve fome e veio do céu um vaso como um grande lençol atado tendo toda a Sirte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do Céu. Uma voz
  • 31. 26 disse:_ Pedro mata e come. Pedro replicou, pois era coisa imunda= Ao que Deus purificou não consideres comum. Isso sucedeu por três vezes e o vaso foi recolhido ao Céu” -Pedro chega à casa de Cornélio, Cornélio se prostrou e o adorou, mas Pedro não permitiu que ele adorasse um homem1 (10,25-26); - Pedro relatou a história da vida de Cristo, falando do seu trabalho, sua morte e ressurreição, e da missão dos apóstolos de divulgar o evangelho (10,36-43) - O Espírito Santo caiu sobre os gentios, dando-lhes o dom de línguas (10,44-46) que coisa extraordinária que Deus fez naquele lugar... - Pedro entendeu este sinal de Deus como confirmação da aceitação dos gentios por Deus, e mandou que eles fossem batizados (10,46-48) CONSEQUÊNCIAS DA CONVERSÃO DE CORNÉLIO 1º - Ultrapassar a distância geográfica 2º - Ultrapassar o separatismo 3º Ultrapassar o preconceito 9.11 ATOS 11,1-30 A DEFESA DE PEDRO E O RECONHECIMENTO DA IGREJA AT. 11,1-18 -As notícias sobre o número de pessoas que foram salvas e batizadas no Espírito santo entre os gentios, chegaram bem depressa
  • 32. 27 aos ouvidos dos apóstolos e dos demais irmãos. Em Jerusalém Pedro foi questionado pelos que eram da circuncisão. (Partido da circuncisão- Literalmente no grego “Judeu de nascença”, agora convertidos ao cristianismo, ou seja, judaizantes, mas ainda guardavam os costumes judaicos como circuncisão e algumas práticas alimentares) -Pedro então se defende, relata o ocorrido e todos maravilharam dizendo: “Na verdade, até aos gentios, Deus deu o arrependimento para a vida” At. 11,18 A MISSÃO DE BARNABÉ AT. 11,19-30 -Os crentes e apóstolos se acomodaram, mesmo sabendo das maravilhas entre os gentios. -Não tinham pressa em pregar a palavra e ganhar as almas; - Após o apedrejamento de Estevão, houve uma dispersão para as regiões da Fenícia, (hoje Líbano) e em Tiro e Sidon já havia igrejas. -Dalí foram para Chipre e Antioquia, mas só anunciavam a palavra aos “Judeus.” Alguns deles que eram de Chipre e de Cirene (Norte da África) foram a Antioquia, falaram aos gregos e anunciaram-lhes o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. At. 11,20 -Barnabé foi a Tarso buscar Paulo para a Antioquia. Trabalharam na evangelização por um ano. At. 11, 25 _ Foi na Antioquia que os discípulos foram chamados pela primeira vez de Cristãos.
  • 33. 28 (Cristãos- Até então o cristianismo havia sido considerado como uma seita do Judaísmo, mas, como a partir de então, os gentios constituíam a maioria nesta assembléia, obviamente, eles não podiam ser considerados Judeus e precisavam de um nome que os identificassem. Cristão significa parecido com Cristo ou pessoas de Cristo) 9.12 ATOS 12,1-25 Ápice e o final da missão de Pedro nos Atos. Os procuradores romanos, não eram populares aos judeus, por esta razão o Rei Herodes manda prender alguns da Igreja dentre eles Tiago, para assim ganhar a simpatia do povo e das autoridades judaicas. (Tiago – filho de Zebedeu, irmão do apostolo João, foi um dos três apóstolos preferido de Jesus) Tiago foi decapitado por ordem legal de acordo com a s leis romanas (Herodes tinha poder por ser procurador romano) se fosse julgado pelo sinédrio, seria apedrejado. A morte de Tiago agradou a Herodes e ao povo, começa a perseguição em direção a Pedro, então mandou prendê-lo. Como era festa dos “Pâes asmos” que seguia a Páscoa (era só uma festa) resolveu esperar para julgá-lo após a festa. Desta forma deixou-o na prisão sob a guarda de quatro quaternos de soldados (Quatro grupos, cada um com quatro), para revezar nas vigilâncias da noite. Enquanto Pedro estava na prisão, a Igreja fazia contínua oração por ele a Deus. At. 12,4-5
  • 34. 29 O anjo veio a Pedro, uma luz iluminou toda prisão e Pedro é solto pelos anjos do Senhor; Pedro vai para outro lugar e se reúnem em casa de Maria (mãe de João Marcos) Continuam suas orações. Logo que amanheceu, houve um grande alvoroço, Herodes inquiriu as sentinelas e mandou que fossem justiçadas. Quando Herodes dirigia sua palavra ao povo, todos o clamavam como um deus e não o viam como homem e ele aproveitou para se engrandecer, então Deus mandou que um anjo ferisse Herodes e este morreu comido pelos vermes. At. 12,23 (Comido pelos vermes pode ser entendido como uma morte de tiranos / A causa da morte foi apendicite que levava a peritonite se encaixaria na sintomatologia descrita por Josefom e com a falta de higiene médica no mundo antigo, seu caso piorou) Barnabé e Saulo, havendo terminando aquele serviço voltou de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos. At., 12,25 9.13 ATOS 13,1-52 A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO Em Antioquia / Selêucia alguns profetas e doutores, servindo a Jesus, quando jejuavam receberam ordem do Espírito Santo para mandar Barnabé e Saulo para obra evangelística. Oraram impondo as mãos e despediram. Viajaram até a ilha de Chipre.
  • 35. 30 _Antioquia é um porto marítimo dirigido por um grupo de cinco homens (Profetas e mestres). Reunidos em oração. (Barnabé e Saulo têm missão especial) _Quando chega a Salamina anuncia a palavra de Deus nas sinagogas dos Judeus. _ Atravessaram a ilha de Páfos _Encontram um Judeu mago, falso profeta de nome Bar - Jesus estava na casa do proconcul que chamava Sergio Paulo e mandaram chamar Saulo, pois queriam ouvir a palavra dele sobre aquilo; _ Elimas quer separar o proconsul da verdade; _Saulo repreende os falsos profetas, _O nome de Saulo muda para Paulo At.13,9 _ No sul da Galácia pregaram sobre Jesus e foram aceitos. No próximo sábado fora rejeitados e expulsos da cidade; sacudiram a poeira dos pés como era de costume e partiram para Icônio. At. 13, 51 _ Em Antioquia da Pisídia – vão à sinagoga pois qualquer participante podia tomar a palavra No início é uma síntese do antigo testamento, resumo da história de Israel desde a escravidão no Egito até Davi. O anuncio termina com o convite à conversão.
  • 36. 31 A religião Judaica não conseguia fazer através da lei; Deus vai fazer através da graça por amor. _ Paulo e Barnabé são convidados a falar novamente; _ Temem perder os clientes que pagam as sinagogas Paulo e Barnabé vão para Icônio, capital de Licaônica, parte da província romana da Galácia, anuncia na sinagoga onde prosélitos e helenistas se convertem. Paulo e Barnabé fogem para Listra e Derbe cidades da Licaônica. Nem todos estão interessados em transformação, os que estão contra projeta a morte de Paulo. Em Listra cura um paralítico At. 14,8-10 (Tendência do povo a idolatria); Os judeus da Antioquia e Icônio instigam o povo de Listra contra os evangelistas. Apredejam Paulo e o arrastam para fora da cidade; no dia seguinte partem para Derbe com Barnabé. Depois de anunciar voltam para Listra, Icônio e Antioquia Os discípulos exortando-os a perseverarem na fé.
  • 37. 32 9.14 ATOS 14,1-28 O REGRESSO - Voltaram pelo mesmo caminho – preocupações com as igrejas que foram hostis, não houve incidentes, encorajaram os crentes novos. -Nomearam líderes em cada igreja. (os presbíteros), Em Perge pregaram o evangelho, (Não tinham pregado na ida); onde houvera a separação de João marcos, eles já haviam estruturado; -De Perge a Atália, porto adjacente tomaram o navio até Antioquia da Síria não parando em Chipre. (Duração 02 anos) -Paulo e Barnabé atravessaram a região da panfilia. 9.15 ATOS 15, 1-41 A primeira viagem de Paulo produziu problemas, chegaram homens de Jerusalém para Antioquia – Os pagãos deveriam ser circuncidados e observar a lei de Moisés. Para ser cristão é preciso converter ao judaísmo. Duas autoridades vão falar Pedro e Tiago; Pedro se coloca como inaugurador da missão entre os pagãos. Os pagãos receberam o mesmo Espírito Santo que os judeus convertidos. 1º Judaizados – Cristianizados Barnabé e Paulo contam todos os sinais e prodígios
  • 38. 33 O CONCÍLIO ECUMÊNICO DE JERUSALÉM Aconteceram mais ou menos 49 d.C. A igreja cristã começou como um grupo religioso judaico que observava essencialmente, leis, costumes judaicos, e que começando a sofrer o influxo de membros gentios, por causa da missão gentílica da igreja primitiva. Era irreconciliável o estilo pagão de vida mesmo quando refinado pela fé cristã. Mesmo reconhecendo Jesus como o Messias, e sabendo que um novo movimento religioso estava começando, não viram alguma para abandonarem seus costumes religiosos dos quais reputavam como importantíssimos. O problema tratado pelo primeiro concílio Cristão consistiu, portanto, em determinar quanto do Judaísmo os convertidos gentios ao Cristianismo afim de que não se rompesse a concórdia entre convertidos gentios e convertidos judeus. - O Concílio vaticano II tentou abrir as janelas da igreja Católica para o mundo – Germinando a opção pelos pobres. - Jerusalém- a Igreja se abre para o mundo dos gentios. - O que convenceu Jerusalém não foram os argumentos de Paulo e Barnabé, e sim os argumentos de Pedro. At. 7-9 Duas partes principais dos argumentos de Pedro: A) At. 15,7-9 – Recorda o que aconteceu na casa de Cornélio (desde os primeiros dias)
  • 39. 34 B) At. 15,10-11 _ Conotação conclusiva – a sabedoria dos Judeus Cristãos acontece a partir da maneira como se salvam os gentios (Pela graça e não pela lei judaica) _ circuncisão não; abertura do mundo gentio, sim! O Espírito Santo está soprando no sentido da compreensão para com o diferente. Montesquieu – “Tirania é exercida a sombra da lei e com aparência de justiça.” _ O Concílio escancarou as portas para o mundo dos pagãos. 9.16 ATOS 16,1-40 2ª VIAGEM DE PAULO – O TESTEMUNHO ATÉS OS CONFINS DA TERRA _ É provável que o período que Paulo e Barnabé passaram em Antioquia foi durante os meses do inverno e que a vinda da primavera, que trazia consigo abertura das rotas de viagem por terra e mar, despertou Paulo para as novas atividades. A proposta de Paulo visava uma nova visita as áreas já evangelizadas. _ O desejo de barnabé era levar Marcos dando a ele uma nova oportunidade para comprovar seu valor. E assim aconteceu, mas infelizmente houve um desentendimento entre Paulo e Barnabé e eles se dividiram e Paulo seguiu com Silas em direção ao ocidente e Barnabé e Marcos foram para Chipre. _ Alcançará a Macedônia e a Grécia, mundo europeu.
  • 40. 35 _ Timóteo é escolhido para a tarefa missionária. _Timóteo é filho de uma Judia convertida ao cristianismo e de um pai grego. Conforme costume judaico, em casamento misto o filho deveria ser educado na religião da mãe. _A evangelização começa sempre na sinagoga (prudência de Paulo). _ Paulo tinha planos de chegar a Éfeso, mas o Espírito Santo o impede de que forma? Talvez pelas circunstâncias e pela leitura através da fé. Ao invés de Éfeso, o grupo chega a Trôade ponto entre a Ásia e a Europa. Através de um sonho chegaram a Macedônia- venha a Macedônia e ajuda-nos; At. 16,9. Chega a Filipos principal cidade da macedônia ficaram lá alguns dias, fizeram trabalhos evangelísticos junto às mulheres daquele lugar e Lidia da cidade de Tiatira que estava lá abriu o coração a deus e foi batizada. Pouco depois se confrontaram com um espírito advinhador que estava num jovem escravo e o espírito saiu e deixou de ser lucro para seu patrão. At. 16,16 Por este motivo se iraram contra Paulo e Silas e mandaram prendê- los dizendo: estes homens dizendo ser servos de Deus altíssimo estão perturbando a nossa cidade. Mas Paulo e Silas não se calaram
  • 41. 36 enquanto estavam presos cantavam hinos a Deus e outros presos escutavam. De repente em meio ao grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. At. 16,26 As portas foram abertas pelo poder de Deus, mas ninguém fugiu, estavam todos ali e os carcereiros se prostaram diante Paulo e Silas e perguntou o que fariam para se salvar. “E eles disseram: Crê no senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa”. Os magistrados diante daquela situação mandaram soltar Paulo e Silas e deixou que fossem em paz. E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram. At. 16,40 9.17 ATOS 17,1-34 SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA – CONTINUAÇÃO De Filipos passaram através de Antílopes até a Tessalônica (De Neápolis começara uma estrada romana chama Via Egnatia) Via Egnátia 53 km para Anfílopes, 43 km para Apolônia e então 56 km para Tessalônica e depois passava para o oeste, atravessando a Macedônia até a praia do mar Adriático em dirraquio, de onde os viajantes podiam atravessar o mar para a Itália. “vemos aí a importância das estradas no contexto.
  • 42. 37 Paulo e seu grupo se dirigiam à Tessalônica capital administrativa da Macedônia, Centro comercial importante. Pregaram na sinagoga e houve reação por parte dos judeus, tomados de grande inveja invadiram a casa de Jason um judeu que já havia hospedado Paulo e Silas e tentaram tira-los para fora... Qual o teor da acusação? Transtorno social e subvenção At. 17, 6- 9 Paulo e Silas partem para Bereia (80 Km do sul de Tessalônica), os judeus da Tessalônica ficam sabendo do sucesso vão para lá agitar o povo. Paulo parte para costa e Silas e Timóteo permanecem ali. Paulo foi conduzido a Atenas, (uma cidade com cinco mil habitantes) e se revolta com a adoração de ídolos. Atenas era palco da cultura e dos grandes filósofos gregos de todas as tendências. (centro religioso cheio de templos, estátuas e altares). Paulo é recebido com frieza. Duas correntes principais: Epícuro - Cuidar do epicurismo, objetivo central do ser humano e a busca da felicidade; século IV a.C. Eram os céticos que rejeitavam todo tipo de religião. Estóico – Eram seguidores de Zenão de Cicio – Sec. IV a. C. propunham ideais éticos elevados, ensinados a ser indiferente a dor e ao prazer, a alegria e a tristeza e a aceitarem as leis da natureza.
  • 43. 38 Paulo conversa com os filósofos na praça, mas acham Paulo charlatão e pregador de divindades estrangeiras. 9.18 ATOS 18,1-28 O ANUNCIO DO EVANGELHO AOS PAGÃOS AT 17,22-23 Paulo foi levado para o areópago (Suprema corte) foi motivo de zombaria, mas muitos creram (Paulo pregava a ressurreição de Cristo) entre eles Dionísio, membro do conselho e posteriormente foi o 1° Bispo da Igreja de Atenas e uma mulher chamada Damares (Mulher aristocrata liderou o movimento das mulheres de Atenas) E DEPOIS DISTO PARTIU PAULO DE ATENAS, E CHEGOU A CORINTO. AT 18:1 De Atenas para Corinto – Era capital da província romana de Acaia, destruída pelos romanos em 146 a.C. Recriada por Julio Cesar. Era um centro comercial estratégico, tinha poucos judeus e possuía reputação por imoralidade. Recebidos por Áquila e Priscila, judeus da dispersão e expulso de Roma pelo Imperador Claudio Paulo voltou a trabalhar em seu ofício e pregar nos sábados nas sinagogas. Silas e Timóteo voltaram da Macedônia trazendo notícias da Igreja e ajuda para seu sustento financeiro. Paulo continua pregando nas sinagogas Crispo principal da sinagoga, creu no senhor
  • 44. 39 foi salvo e foi batizado ele e toda família; e o Senhor falou a Paulo em visão: “Não temas, fala e não te cales” At. 18,8-9 NOVO LEVANTE CONTRA PAULO Levado até Gálio (Pro cônsul) da Acaia. Foi liberado, mas, prenderam Sóstenes, novo líder da Sinagoga converteu que houvera convertido. Ficaram ali seis meses, nesta ocasião escreveu as duas epístolas aos Tessalonicenses. Acompanhado por Áquila e Priscila partem para Cencréia, raspa a cabeça*. Pois havia feito uma promessa (*Raspar a cabeça era um voto que os judeus faziam a Deus ou em gratidão por bênçãos passadas. Um voto de Narizeu (do hebraico Nazir, derivado de Nazar separar, consagrar, abster) temporário, incluía abstinência do álcool e também de cortar os cabelos) De Cencréia até Éfeso – Paulo deixa Áquila e Priscila, iniciando ali seu ministério. Prega na Sinagoga, despede-se e faz promessa de voltar De Éfeso a Cesareia – Passando por Jerusalém, saudou a Igreja e desceu a Antioquia, de onde havia partido anos antes. Paulo permanece um ano e meio em Corinto. Depois de Corinto, despediu-se e embarcou para a Síria com Priscila e Áquila.
  • 45. 40 9.19 ATOS 19,1-41 TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO Foi o período mais importante na vida de Paulo. A província da Ásia foi evangelizada e postos avançados do cristianismo foram lançados na Grécia. Durante este período Paulo escreveu I e II Coríntios. Éfeso – Cidade importante pelo seu comércio e população, mais importante pelos seus famosos templo da deusa Ártemis ou Diana (uma das sete maravilhas do mundo antigo). Muitos peregrinos do mundo todo vinham adorar Diana e o comércio era grande. Era também sede da magia, espiritismo, astrologia e toda de superstição. At. 19,34-35 Ali Paulo escreveu a carta de I coríntios, ensinou por três meses na sinagoga, depois pregou e ensinou seus discípulos na escola de Tirano por dois anos. E Deus Envia Erasto e Timóteo a macedônia, ficando mais algum tempo na Ásia. Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. At. 19,11 Um ourives chamado Demétrius que fabricava jóias com a esfinge da Diana, temendo a queda de seus negócios, provocou um grande alvoroço. (*pode ter alugado um salão onde o proprietário era Tirano. Podia ser um rabino que tinha uma escola de teatro.)
  • 46. 41 9.20 ATOS 20,1-38 PAULO VOLTA A MACEDÔNIA E, depois que cessou o alvoroço, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para a macedônia. At. 20,1 Foi neste lugar que Paulo escreveu a segunda carta aos Coríntios levada por Tito; daí Paulo parte a Grécia (Nome popular da província romana de Acaia) a Corinto. Em Corinto fica três meses, era inverno e difícil de viajar, foi quando escreveu a carta aos romanos. Enviou sete companheiros na frente, pois evitou uma cilada. Era a festa da páscoa e muitos iriam de navio; Em Corinto a Fillipos participaram da páscoa com a igreja. Paulo sabe que já está chegando seu fim sua ida é decisiva para Jerusalém, muitos o adverte do risco que corre indo para Jerusalém. Ficaram em Tiro sete dias em oração com os irmãos depois toda a comunidade, homens, mulheres e filhos vão até a praia com Paulo e se despede. Paulo é impulsionado pelo Espírito. At. 20,28 Um profeta de nome Ágabo (o mesmo que previu a fome na Judéia em atos 11,28) tem a visão do que vai acontecer. Mesmo assim Paulo segue para Jerusalém. Paulo chega a Jerusalém e a Palestina ferve de revolta. Judeus se preparam para enfrentar o poder romano. 9.21 ATOS 21,1-40 PRISÃO DE PAULO EM JERUSALÉM Paulo chega a Jerusalém e recebe as boas vindas sendo recebido na casa de Tiago (irmão de Jesus e líder da igreja). Os plesbíteros se reúnem e Paulo relata sua viagem missionária. Todos se maravilharam dizendo que milhares se converteram e eram zelosos pela fé. Muitos começaram a falar de Paulo que ele ensinava os judeus pelo mundo afora a abandonarem a lei de Moisés. Como a multidão estava se ajuntando, Tiago sugere que Paulo cumpra “VOTO DE NAZIREATO” a quatro judeus pobres e assim ele provaria que não estava contra a lei. A lei pedia um voto de 30 dias, o assunto é polêmico, mas Paulo prova
  • 47. 42 aqui o respeito pela lei judaica, portanto não nenhuma suposição que Paulo tenha feita alguma coisa errada nesse ponto. Antes fez aquilo em que um espírito autentico de adoração e de consagração numa atitude de suprema dedicação a Cristo. Os romanos salvam Paulo da multidão judaica, Paulo entra em contato com tribunus Militum (cargo equivalente a de um oficial) deixando claro que ele não é um subversivo. O Tribuno pensou ser ele um egípcio revolucionário, mas o identificou como sendo de Tarso então permitiu que ele falasse para multidão em hebraico. At. 21,39-40 9.22 ATOS 22,1-30 O DISCURSO DE PAULO Paulo de sua biografia era judeu zeloso e relata sua conversão. O discurso é interrompido, os judeus não agüentam ouvir Paulo falar e pedem a sua morte. Iria ser açoitado e então diz ao centurião que era cidadão romano e exige seus direitos. At. 22,25. É comunicado então ao Tribuno. ( “Lex Valeria, Lex Porcia e Lex Julia As leis antigas que proibiam a fustigação e até mesmo o ato de algemar um cidadão romano”) Paulo se salva da tortura. O Tribuno era Claudio Lisias, que havia comprado a cidadania romana por vultuosa soma em dinheiro e questionava Paulo, pois este recebera de graça a cidadania. Paulo então é solto e enviado ao Sinédrio Judaico.
  • 48. 43 9.23 ATOS 23,1-35 PAULO NO SINÉDRIO Começa o discurso com a defesa. É interrompido por Ananias, o sumo sacerdote* que manda baterem em sua boca. Paulo profetiza que Deus haveria de feri-lo. At. 23,3. (*Sacerdote- vem do latim sacer, sagrado, consagrado; do grego iréus derivado de ireos = sagrado. Havia três tipos: sacerdote, Sumo sacerdote e levitas) O povo fala que Paulo blasfemou contra o Sumo sacerdote eleito por Deus; Paulo ironiza dizendo que não sabia de seu cargo, se referindo que um homem naquela posição não poderia dar uma ordem para bater. Paulo usa uma estratégia para desmoralizar o Sinédrio e sabendo de como se compunha (Fariseus e Saduceus), joga um partido contra o outro. At. 23, 6-9. Os saduceus não acreditavam na ressurreição e fazia política da boa vizinhança com a igreja romana.. Os Sumos sacerdotes; Exploravam e dominavam o povo a partir do culto. Os anciãos eram latifundiários que exploravam o povo fora do culto. Os fariseus: Classe média em ascensão alvejava cada vez mais o poder, aceitavam os espíritos, ressurreição, os anjos e as visões e estes absolveram Paulo.
  • 49. 44 Judeus radicais: Não se conformam, querem fazer justiça com a s próprias mãos. DEUS FALA COM PAULO At.23,11 Na noite seguinte Deus fala com Paulo e lhe dá a certeza do futuro. “Coragem! pois do modo testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que o faças também em Roma.” Paulo queria muito ir a Roma, de que maneira ele não sabia. PAULO ENVIADO A CESARÉIA AT. 23, 12-35 Há uma conspiração para matar Paulo. Eram mais de 40 homens, Zelotes fanáticos que fizeram votos de não comerem enquanto não o matassem. Planejaram o matar pedindo o Tribuno que trouxesse novamente ao Sinédrio. O sobrinho de Paulo escuta a conversa e conta a Paulo que conta ao centurião que conta ao Tribuno. Com medo de que um romano fosse morto na sua jurisdição, podendo perder sua cidadania romana, Lisias resolveu enviar Paulo sob forte proteção*, à noite, até Tibério Claudio Félix, Governador romano em Cesareia, a principal capital sede da autoridade romana na palestina. (*A escolta = 200 infantes, 70 cavalheiros e 200 lanceiros = 470 homens que é a metade de toda guarnição de Jerusalém.) Cinco dias depois chegam a Cesaréia para o julgamento, os acusadores são o Sumo sacerdote Ananias e alguns judeus. Em Cesaréia é levado diante do Governador que pergunta de onde era, mas já sabendo que era da Cilicia (Outra província da Síria) disse: Mandou então que fosse detido no pretório de Herodes, que agora era Quartel general. At. 23,35.
  • 50. 45 9.24 ATOS 24,1-27 PAULO PERANTE FELIX Cinco dias da chegada de Paulo a Cesaréia, chegaram os judeus para processá-lo entre eles Ananias e membros do Sinédrio, representado por um judeu advogado chamado Tertúlio. Foi o orador profissional, contratado pelos judeus para declarar o caso deles contra o apostolo Paulo. Paulo acusado de: Sedição: Levantar o povo contra o governo Heresia: Causar divisão religiosa na pregação de falsas doutrinas Sacrilégio: profanar o Templo A defesa: Autorizado por Félix, Paulo defendeu-se seguindo a mesma ordem da acusação, descreve sua volta e sua estada em Jerusalém (12 dias) e sua única prova é pregar a ressurreição. Fala também que ficaram fora muitos anos e quando voltou trouxe esmolas e ofertas para Jerusalém (Um benefício aos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém). At.24,22-23 FÉLIX ADIA SUA DECISÃO POR DUAS RAZÕES 1ª – Esperava a chegada de Claudio Lisias com mais detalhes; 2ª – Por sua esposa ser judia, talvez conhecesse um pouco acerca do “caminho” Paulo costumava afirmar que pertencia ao Caminho At.9,2 Um toque de Ironias de Lucas é que Paulo antes tinha perseguido aqueles que pertenciam ao caminho que é igual ao modo verdadeiro de adorar e servir a Deus, pois, os cristãos criam que adorava de modo certo o Deus de seus ancestrais judaicos. Manda guardar Paulo na prisão, mas, com brandura e bem servido. Félix e sua esposa Drusila muitas vezes escutavam Paulo falar sobre sua fé em Cristo; que lhes fala com ousadia sobre justiça,
  • 51. 46 domínio próprio e acerca do juízo vindouro. Por muitas vezes Félix chamava Paulo em particular esperando que ele lhe oferecesse dinheiro em troca da liberdade. At. 24, 24-26 Passou-se dois anos e Félix foi substituído; Paulo é mantido preso. 9.25 ATOS 25,1-27 PAULO PERANTE FESTO Pórcio Festo substituiu Félix no ano 60 d.C. nomeado pelo Imperador Nero. Após três da posse de Festo, este foi a Jerusalém e foi assediado pelos judeus para julgar Paulo. Foi marcado então outro julgamento em Cesaréia oito dias depois (Este seria o 4º julgamento de Paulo). Necessita de alguma justificativa para denunciar Paulo. Paulo foi absolvido por cinco vezes mas continuava preso. Queriam transferir o julgamento para Jerusalém (para matá-lo). Paulo defende-se e afirma não ter ofendido a lei, nem o templo, nem o governo romano. Festo querendo assegurar o apoio dos judeus, perguntou se Paulo queria ser julgado em Jerusalém. Paulo então apela para ser julgado em Roma por César, como cidadão romano. Foi concedido o direito. At. 25,10-12 PAULO DEFENDE-SE PERANTE O REI AGRIPA O Rei Herodes Agripa II, filho de Herodes Agripa I e bisneto de Herodes o grande e irmã das famosas Berenice e Drusila.
  • 52. 47 9.26 ATOS 26,1-32 O Rei Agripa e Berenice com grande pompa visita o governador Festo e autoriza Paulo a se defender embora não houvesse acusadores. Paulo então narra sua vida antes da conversão, sua conversão e sua vida após a conversão. Este é o 3º relato de sua conversão. Paulo foi interrompido por Festo que o chamou de louco. At. 26,24 Paulo então quase convence Agripa a se converter At. 26,28. Então Agripa se dirigiu a Cesar e disse: Este homem bem poderia ser solto se não tivesse apelado para César. Por que um inocente não poderia ser solto? _Para ter o apoio dos judeus (Política) _ Como teria apelado para César, à lei autorizava sua absolvição, mas a essa altura, soltá-lo seria uma ofensa contra o Imperador. Deus iria cumprir o desejo de Paulo 9.27 ATOS 27,1-44 O NAUFRÁGIO Paulo parte para Roma como prisioneiro, juntamente com outros. Lucas estava presente. O comando era de Julio, centurião da coorte Augusta (Imperial), identificada como Cohors Augusta I, um regimento de tropas auxiliares que estava na Síria nos tempos de Augusto. Embarcaram num navio adramitino. Também era citado Aristarco da Tessalônica . Um dia de viagem > Cesaréia > Sidom – em Sidon Paulo foi permitido visitar os irmãos para obter assistência. Será que Paulo tinha privilégios? Talvez com um soldado fosse comum os navios pararem para abastecer e as pessoas podiam sair para a terra.
  • 53. 48 De Sidon>> Mirra, era correto passar a oeste de Chipre, mas no verão e no outono os ventos eram predominantes do oeste ou noroeste. Era mais fácil navegar pelo leste e sotavento, conservando- se perto do litoral. Em Mirra é autorizada a troca de navio, como existia uma rota comercial do Egito para Roma para levar trigo, estes navios eram maiores e mais protegidos. Era um navio de Alexandria. É feita então a troca. DE MIRRA, CNIDO, CRETA, BONS PORTOS Por ser um navio maior, a intenção era navegar até Roma evitando o inverno. O navio navegava muito devagar, não conseguiu atracar em Cnido, continuando navegaram abaixo de Creta junto à salmona, chegando a Bons Portos “não identificando em outros documentos, mas, é identificada como Limeonas Kalons ou Calomonia”. As autoridades (cinturião e comandante) não deram ouvidos a Paulo que os exortava a não continuar a viagem, citando o Jejum - dia judaico da expiação. A navegação a partir de 15 de setembro se tornava perigosa podendo navegar somente no período de 11 de novembro a 10 de março. De Bons portos > Fênice, a intenção era o navio navegar pelo litoral, o navio parte, tudo em ordem, o vento brando indicava um dia de viagem até o destino. Em Fênice, houve uma mudança no vento, um tufão chamado Euráquio e parece ser uma inscrição do grego Euro, o vento leste e o latim aquilo, o vento norte, talvez um termo dos marinheiros pro vento noroeste. O navio é levado ao léu por uma ilha chamada clauda. Lucas narra em detalhes uma descrição do navio e como os marinheiros fizeram para reforçar o navio. Um dia de tempestade - começaram a aliviar o navio. No 3° lançaram mão da armação do navio; há muitos dias não estrelas nem sol, não sabiam onde estavam não comiam e as esperanças estavam
  • 54. 49 acabando. Paulo adverte, não deram ouvidos, mas tende bom ânimo, nenhuma se perderá somente o navio. Estavam no navio 270 pessoas, Paulo os manda alimentarem (14 dias sem comer) Após se alimentarem, lançaram o trigo no mar, levantaram as âncoras e o navio seguiu pela correnteza por uma enseada. Os soldados então queriam matar os prisioneiros para que não fugissem, mas, Paulo é poupado junto com os demais. E assim todos se salvaram a nado em tábuas. 9.28 ATOS 28,1-31 E, HAVENDO ESCAPADO, ENTÃO SOUBERAM QUE A ILHA SE CHAMAVA MALTA. AT 28,1 Malta era refúgio no idioma fenício. Foi ocupada no século x a.C. os romanos tomaram a ilha posteriormente grega ocuparam um minúsculo território. São recebidos com humanidade, fazem uma fogueira, (só para cristãos). Paulo é mordido por uma cobra, mas não morre (gera espanto). Consideravam-no um assassino, escapou do mar, mas morreria na praia. Dizem ser um deus, é recebido por Públio (Um dos chefes da ilha), provavelmente derivava a sua autoridade do proprhetor da Cilícia (no grego protos) por três dias em sua casa; Paulo cura o pai de Públio, impondo as mãos e curam muitos na ilha. Com certeza eles aceitaram a viver o evangelho de Jesus, formando ali uma grande comunidade cristã. RESUMO FINAL Foi nesse período que provavelmente foram escritas as epístolas aos colossenses, a Filemom, aos Filipenses e provavelmente aos Efésios. O livro de Atos se encerra bruscamente como um livro inacabado e sim dando uma idéia de que o autor iniciaria uma outra seção. Lucas continuou sendo fiel auxiliar de Paulo até o martírio deste e então deu continuação ao seu ministério ao seu evangelho por mais 20 anos até 84 d. C. falecendo em Beócia na Grécia
  • 55. 50 Não se sabe quais as circunstâncias do segundo encarceramento e morte de Paulo. Embora a tradição indique que ele foi aprisionado pela 2ª vez vez, levado de volta a Roma e lançado na prisão. “ASSIM TERMINOU A CARREIRA DO MAIOR E MAIS INFLUENTE EXPOENTE DO CRISTIANISMO EM TODA SUA HISTÓRIA, APÓS TER COMBATIDO O BOM COMBATE, TER ENCERRADO A CARREIRA E TER CONSERVADO A FÉ” Jane Querido. 2012