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  1. 1. Percurso Exercício nº 2 Drunk memories Orfeu Todo o trabalho do poeta, compositor e diretor Zé Luiz Rinaldi está marcado pelo teatro, que é onde inicia suas atividades artísticas profissionalmente.Ainda que tenha exercido diversas funções da criação teatral foi, naturalmente, conduzido ao papel da direção, enquanto começava a compor trilhas musicais, o que veio a determinar sua história de composição. Instado pela necessidade de uma compreensão mais profunda dos processos de formação do homem e de sua possível tradução estética, voltou-se para a filosofia. Desde então, todo o seu empenho foi pela busca de uma forma de espetáculo onde pudesse manter unidos a música, a cena e a reflexão sobre o homem, que, para ele, são indissociáveis. As experiências se sucederam: Exercício nº 2 (1988), é uma adaptação do romance “Justine”, de Lawrence Durrell. Apesar da música ainda se manter em segundo plano, a poesia já ganhava a cena e tanto o cenário como os atores tinham movimento e direção próximos a uma partitura. Em Drunk memories - um recital de música, palavra e vídeo (1991), um passo definitivo: para narrar as memórias de um pianista a música ganha o centro e dialoga com imagens na tela, atores e poesia. Com Orfeu (1992), construído a partir dos “Sonetos a Orfeu”, de Rainer Maria Rilke, e no qual contou com a colaboração do compositor Livio Tragtenberg, a poesia como forma e a essência do homem como motivo da criação tomaram, definitivamente, conta de seu espaço de pesquisa. Balu Segue-se Balu (1994), no qual, buscando investigar o limite da atuação dramática da música, o piano é transformado em uma instalação, ficando estabelecidos como únicos elementos a tensão, o equilíbrio e a música.
  2. 2. Apremiação da Fundação VITAE, com a “Bolsa VITAE deArtes”, permitiu-lhe a composição da ópera deslimites da palavra, sobre o poema homônimo de Manoel de Barros. Apresentada no teatro CCBB do Rio de Janeiro, em 2000, o espetáculo coroou o percurso iniciado no teatro, que encaminhou-se para a composição e amadureceu com os estudos em filosofia. Tal projeto foi o lugar propício para realizar, plenamente, a linguagem de espetáculo para a qual havia se disposto - ter a música como condutora de uma ação dramática na qual seus elementos, simplificadamente, música, imagem e palavra interagissem para tratar e revelar poeticamente o homem: linguagem, estrutura e dinâmica. deslimites da palavra Em 1997, Zé Luiz Rinaldi realiza a gravação do primeiro cd, MEB_Música Extemporânea Brasileira, organizando um material produzido no trabalho para o teatro e a investigação da música popular brasileira. O disco apresenta canções a partir de poemas de Emily Dickinson e Federico Garcia Lorca, bem como versões muito particulares de “Terezinha de Jesus”, do cancioneiro popular e de “Máscara Negra”, de Zé Kéti, entre outras. Paralelamente, os estudos em filosofia tomaram corpo e rumo impensáveis: iniciados na Graduação em Filosofia, cursada na Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, tiveram continuidade no Mestrado e Doutorado nessa mesma Universidade e culminaram no desenvolvimento da pesquisa de Pós-Doutorado sobre a Questão da Arte, realizada na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO. Todo o seu percurso de pesquisa contou com a constante subvenção do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPQ. Comprometido com o caráter formador da arte, Rinaldi mantém um contínuo trabalho na área de formação e pesquisa, como professor e pesquisador.Assim, tanto a publicação do livro Mais verdadeiro que o real, bem como a série de programas para o rádio Palavra que eu uso me inclui nela, 1º Prêmio Roquete Pinto-Rádio Arte, são resultados diretos da sua prática artística e de pesquisa e da experiência de ensino. Tal trajetória levou Rinaldi a investir cada vez mais em possibilidades colaborativas. Assim, criou e realizou o Emprovisório e o Pedaço de chão, ambos eventos de confluência artística para o fomento de trabalhos autorais e a experiência de novas possibilidades. Posteriomente, foi agraciado com nova premiação. Desta vez o seu inovador trabalho com canções brasileiras recebeu do Instituto Cultural Itaú, o prêmio “Rumos Musicais Tendências e Vertentes”, além da edição pela “Cartografia Musical Brasileira”, onde teve reconhecido o seu lugar como representante da atual produção artística nacional. Esse momento foi decisivo para orientar o seu atual trabalho de composição. Rinaldi dedicou-se intensamente à seleção de poemas e à composição de suas canções. Reuniu antigos e novos parceiros reativando o grupo de artistas que integra o MEB_ Música Extemporânea Brasileira e retomou os shows e gravações.
  3. 3. Em 2012, lança o livro Antes da despedida (32). Obra poética que conta com trabalhos criados por diversos artistas plásticos, exclusivamente para a sua publicação e, em 2014, o livro ninharias, seu segundo título em poesia publicado pela editora carioca Contra Capa. CD BOCA do MUNDO Em 2015, com o lançamento do cd e do show BOCA do MUNDO, com o MEB, Zé Luiz realiza uma síntese desse percurso de investigação artística ao apresentar um espetáculo plástico-poético-musical, todo ele gerado com a poesia, oferecendo um caminho possível para a canção. Em BOCA do MUNDO, grandes poetas como E. Dickinson, Fernando Pessoa, Rainer Maria Rilke, Paulo Leminski, Eugénio de Andrade, Orides Fontela e Juan Ramón Jiménez, são os parceiros de sambas e bossas. show BOCA do MUNDO http://meboficial.com.br
  4. 4. Zé Luiz Rinaldi Poeta, compositor e diretor, Rinaldi pesquisa múltiplas interações entre a música, a palavra e a cena, orientado pela investigação poética da arte e do homem. Doutor em Filosofia pela UFRJ, com sua pesquisa sobre a Questão da Arte apoiada pelo CNPq, desenvolveu seu projeto de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UNIRIO. Rinaldi é autor dos livros “Mais verdadeiro que o real”, “Antes da despedida (32)” e “ninharias”, editados pela Contra Capa Ed. No teatro, cria a Música e a Direção musical de diversas montagens com diretores tais como: Luiz Antônio Martinez Corrêa (Metamorfoses, de Ovídio; Ubu, de Alfred Jarry e O Elefantinho, de Bertold Brecht); Bia Lessa (Idéias e Repetições - um musical de gestos; Ensaio nº4 - Os Possessos, de Dostoievsky e Exercício nº1); Celina Sodré (Amor Consciente, sobre contos de K. Mansfield e D. H. Lawrence, William Wilson, de Edgar A. Poe e Ferocidade, adaptação do Macbeth, de W. Shakespeare); Gilberto Gawronsky (Assim que passem 5 anos, de Garcia Lorca); Fábio Ferreira (Menos um (-1) miscelânia em um ato, Discursos, O Idiota - Primeiro dia, de F. Dostoiévski e Barba Azul, A Esperança das Mulheres, de Dea Loher)Jefferson Miranda (Sísifo, Mann na praia, Minh`alma é imortal , 7X2=Y e A noite de todas as ceias) e Ulysses Cruz (Anjo negro, de Nelson Rodrigues), entre outros. Premiado com a Bolsa Vitae de Artes, criou e dirigiu a ópera “deslimites da palavra” (CCBB-RJ), sobre poema homônimo de Manoel de Barros. Seu trabalho recebeu do Instituto Cultural Itaú, o prêmio Rumos Musicais Tendências e Vertentes, figurando assim na edição da Cartografia Musical Brasileira, como representante da produção artística nacional. Seu atual projeto musical é o MEB_Música Extemporânea Brasileira, que tem como matéria de criação a poesia e a música popular brasileira.

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