O MODELO CONEXIONISTA E ASL<br />Gonzalo Abio<br />YanaLiss<br />
O CONEXIONISMO<br />O conexionismo faz parte do grupo das abordagens que procuram explicar a ASL pelo viés da cognição, ou...
REVISITANDO OS PARADIGMAS<br />Paradigma Behaviorista <br />e<br />Paradigma Mentalista<br />Segundo Poersch (2005):<br />
O paradigma Behaviorista (Fig.1)<br />O paradigma behaviorista, em relação ao processo de aquisição de conhecimento, nega ...
O paradigma Mentalista (Fig.2)<br />Esseparadigmaenfatiza o papel da mente nos processos cognitivos. <br />Mente e cérebro...
CARACTERÍSTICAS DO CONEXIONISMO<br />
Os modelos conexionistas, segundo Waring (1996) compartilham as seguintes características: <br />1)As arquiteturas conexio...
Poersch (2005) apresenta o seguinte quadro contendo as características do Conexionismo:<br />
Segundo Poersch (2005) o conexionismo está entre as abordagens que rejeitam a modularidade da linguagem e o inatismo. <br ...
Os conexionistas, com base nasdescobertas da neurociência, argumentam que todos os processos cognitivos ocorrem no cérebro...
Composição dos Neurônios (POERSCH, 2005): <br />
O neurônio é constituído de: um corpo e dois tipos de filamentos (axônios e dendritos) responsáveis para a formação da red...
Representação de uma rede neural (POERSCH, 2005):<br />
Quando um axônio alcança um dendrito há um espaço em que as reações químicas são processadas: as sinapses. <br />As sinaps...
Cada unidade de processamento de um neurônio recebe a atividade de outros neurônios através de conexões sinápticas. <br />...
CONEXIONISMO E A APRENDIZAGEM<br />Segundo Mellon (2004) o conexionismo assume que a aprendizagem é uma consequência de co...
CONEXIONISMO E A APRENDIZAGEM<br />“As redes aprendem, alterando a força das conexões como resposta à atividade neural” e ...
Assim, o processamento se dá em paralelo:vários processos ocorrem simultaneamente e de forma distribuída – a informação é ...
A BASE DA APRENDIZAGEM E DA MEMÓRIA NO MODELO CONEXIONISTA<br />Quando determinados subconjuntos de neurônios são mais est...
A BASE DA APRENDIZAGEM E DA MEMÓRIA NO MODELO CONEXIONISTA<br />Esse algoritmo altera a força das conexões na rede como re...
O aprendizado acontece através do reforço das sinapses, que é uma associação entre dois neurônios, sendo que um ou ambos p...
PLASTICIDADE NEURAL<br />A plasticidade consiste no desenvolvimento do sistema nervoso central por meio da modificação das...
os neurônios (sinapses interneuronais);
da criação de novas conexões (reorganização neuronal),
da existência de períodos críticos e de especializações hemisféricas. </li></ul>Havendo interações que ocorrem em todos os...
O CONEXIONISMO E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM (AL)<br />Visão emergentista- substitui o confronto entre visões radicais da aquis...
     A linguagem:<br /><ul><li>É fruto do entrelaçamento de diversos tipos de processamentos de informações (auditivas, mo...
Daí a afirmação de que o conhecimento linguísticonão é inato, massim emergente (ELLIS, 1998). </li></li></ul><li> O papel ...
Aposta na riqueza do insumo:<br /><ul><li>Os resultados advindos de estudos empíricos e computacionais conexionistas (Seid...
A experiência do falante é traduzida pela frequênciade exposição a determinado insumo linguístico.</li></li></ul><li>Semel...
Para o modelo conexionista as redes são mais sensíveis a erros no início da aprendizagem e na medida em que o treinamento ...
Tendo adquirido a língua materna na infância, o aprendiz já traz para a aprendizagem da língua estrangeira um sistema neur...
Ao construir ligações diretas entre sons e significados na L2 e ao reestruturar conceitos já existentes na língua materna,...
Essa reestruturação desfaz a forte associação inicial entre a língua materna e a estrangeira, embora algum grau de transfe...
A PESQUISA CONEXIONISTA EM ASL<br />A experiência da aprendizagem é testada com computadores em modelos compostos por neur...
O modelo do Processamento Distribuído Paralelo (PDP)<br />Segundo esse modelo, as informações não são armazenadas em um ún...
Outro conceito importante nesse modelo é o de esquema (schemata). <br />Segundo Rumelhart et al. (1986) os esquemas, são c...
OUTROS MODELOS DE ESTUDOS CONEXIONISTAS<br />O estudo de Sokolik (1990) investiga o porquê de os adultos não serem melhore...
OUTROS MODELOS DE ESTUDOS CONEXIONISTAS<br />O estudo de Sokolike Smith (1992): <br /><ul><li>Eles desenvolveram um tipo d...
EVIDÊNCIAS EM NARRATIVAS DE APRENDIZAGEM<br />Paiva acredita que é através do acúmulo das experiências com práticas sociai...
CRÍTICAS AO MODELO CONEXIONISTA <br />Mellon (2004) e Ellis (2007) são alguns dos pesquisadores que criticam esse modelo p...
Algumas das Referências:<br />CHRISTIANSEN, Morten H.; CHATER, Nick. Connectionist Natural Language Processing: The State ...
ELMAN, Jeffrey L. Connectionist models of development: Where next? Trends in Cognitive Science, 9, 111-117, 2005. Disponív...
POLLACK, J. B. Connectionism: past, present, and future. In: Artificial Intelligence Review, v. 3, n. 1, p. 3-20, 1989.<br...
<ul><li>Algumas imagens usadas e não referenciados nos slides podem ser encontradas através dos links abaixo:</li></ul>htt...
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Apresentação Seminário sobre Conexionismo

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UFMG - FACULDADE DE LETRAS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ESTUDOS LINGUÍSTICOS/DOUTORADO
DISCIPLINA - TEORIAS DE
Apresentação do Seminário do Grupo Conexionismo

Autores:

Gonzalo Abio e Yana Liss

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Apresentação Seminário sobre Conexionismo

  1. 1. O MODELO CONEXIONISTA E ASL<br />Gonzalo Abio<br />YanaLiss<br />
  2. 2. O CONEXIONISMO<br />O conexionismo faz parte do grupo das abordagens que procuram explicar a ASL pelo viés da cognição, ou seja, “em termos de representações mentais e processamento de informação” (ELLIS, 1999);<br />Tem comosuporte a Linguística Cognitiva que vê a língua como fruto da experiência humana (a língua se constrói pelo uso e não por princípios inatos).<br />
  3. 3. REVISITANDO OS PARADIGMAS<br />Paradigma Behaviorista <br />e<br />Paradigma Mentalista<br />Segundo Poersch (2005):<br />
  4. 4.
  5. 5. O paradigma Behaviorista (Fig.1)<br />O paradigma behaviorista, em relação ao processo de aquisição de conhecimento, nega a existência da mente;<br />E defende que o conhecimento é aprendido através de estímulos e respostas.<br />
  6. 6.
  7. 7. O paradigma Mentalista (Fig.2)<br />Esseparadigmaenfatiza o papel da mente nos processos cognitivos. <br />Mente e cérebro são duas realidades de diferentes substâncias:<br />a) O primeiro é espiritual;<br />b) E o um segundo éfísico.<br />
  8. 8. CARACTERÍSTICAS DO CONEXIONISMO<br />
  9. 9. Os modelos conexionistas, segundo Waring (1996) compartilham as seguintes características: <br />1)As arquiteturas conexionistas são baseadas na arquitetura do cérebro; <br />(2) Em vez de usar termos como sinapses e neurônios, os modelos usam os conceitos de nós e redes. Os nós são interconectados para formar uma rede de interconexões e cada nó pode estar conectado a diferentes redes;<br />(3) O conhecimento é armazenado nessas interconexões e é associado com outros conhecimentos contidos em uma rede e também em outras redes, por isso a relação com o associacionismo.<br />
  10. 10. Poersch (2005) apresenta o seguinte quadro contendo as características do Conexionismo:<br />
  11. 11. Segundo Poersch (2005) o conexionismo está entre as abordagens que rejeitam a modularidade da linguagem e o inatismo. <br />Estuda a mente numa perspectiva computacional. E, descreve o processamento cognitivo à semelhança de um computador: <br /> a) Inputou dados de entrada;<br /> b) Processamentoou dados ocultos;<br /> c) Outputou dados de saída.<br />
  12. 12. Os conexionistas, com base nasdescobertas da neurociência, argumentam que todos os processos cognitivos ocorrem no cérebro.<br />A mente é nada mais do que o agrupamento desses processos. <br />O cérebro contém milhares de neurônios conectados em paralelasque formam redes inter-neurais.<br />
  13. 13. Composição dos Neurônios (POERSCH, 2005): <br />
  14. 14. O neurônio é constituído de: um corpo e dois tipos de filamentos (axônios e dendritos) responsáveis para a formação da rede: <br />Axônios - transmissores elétricos de conexão de um neurônio para o corpo de uma sinapse;<br />Dendritos- impulsos elétricos de ligação da sinapse com outros neurônios.<br />
  15. 15. Representação de uma rede neural (POERSCH, 2005):<br />
  16. 16. Quando um axônio alcança um dendrito há um espaço em que as reações químicas são processadas: as sinapses. <br />As sinapses são responsáveis ​​pelo aprendizado.<br />Aprender - significa modificar as forças sinápticas)<br />
  17. 17. Cada unidade de processamento de um neurônio recebe a atividade de outros neurônios através de conexões sinápticas. <br />As sinapses entre os neurônios podem ser excitatória ou inibitória, forte ou fraca.<br />O padrão de conectividade em uma rede conexionista determina como ela vai reagir a estímulos sensoriais ou informações de outras redes com as quais ele se comunica.<br />
  18. 18. CONEXIONISMO E A APRENDIZAGEM<br />Segundo Mellon (2004) o conexionismo assume que a aprendizagem é uma consequência de conexões repetidas da rede neural e se caracterizaria por mudanças de padrões dessas conexões. <br />O conhecimentoé incorporado a uma rede de unidades de processamento simples através de conexões que são fortalecidas ou enfraquecidas, em resposta às regularidades e frequência do input.<br />
  19. 19. CONEXIONISMO E A APRENDIZAGEM<br />“As redes aprendem, alterando a força das conexões como resposta à atividade neural” e “a repetição de experiências de aprendizagem ocasiona um incremento na força das conexões” (POERCH, 2004, p.451).<br />O processamento da rede é totalmente distribuído e em paralelo.<br />
  20. 20. Assim, o processamento se dá em paralelo:vários processos ocorrem simultaneamente e de forma distribuída – a informação é armazenada de modo fragmentada em uma rede neuronal. <br />Outro princípio fundamental é a concepção de que o cérebro não armazena as informações por meio de símbolos, mas através de padrões específicos de atividade elétrica que ocorrem nas sinapses inter-neuronaisde uma rede de neurônios. <br />
  21. 21. A BASE DA APRENDIZAGEM E DA MEMÓRIA NO MODELO CONEXIONISTA<br />Quando determinados subconjuntos de neurônios são mais estimulados do que outros, os padrões de atividades elétricas mais fortes são impressos com mais intensidade, mudando o peso entre as conexões neuronais.<br />A maioria dos modelos conexionistas vem equipados com um algoritmo de aprendizagem que os habilita a aprender a partir de suas experiências. <br />
  22. 22. A BASE DA APRENDIZAGEM E DA MEMÓRIA NO MODELO CONEXIONISTA<br />Esse algoritmo altera a força das conexões na rede como resposta à atividade neuronal proporcionada por uma informação de entrada sobre outras redes. <br />A alteração dos pesos das conexões entre neurônios codifica (engrama), na rede, informação vinda de seu meio ambiente.<br />
  23. 23. O aprendizado acontece através do reforço das sinapses, que é uma associação entre dois neurônios, sendo que um ou ambos podem ser responsáveis pelo aumento da eficiência da sinapse. <br />Essa associação se dá através de reações químicas no espaço entre os pontos onde um axônio encontra um dendrito, sendo essas reações responsáveis pelo aprendizado. <br />Ellis (1998) denomina todo esse processamento, de plasticidade neuronal.<br />
  24. 24. PLASTICIDADE NEURAL<br />A plasticidade consiste no desenvolvimento do sistema nervoso central por meio da modificação das ligações entre: <br /><ul><li>suas células;
  25. 25. os neurônios (sinapses interneuronais);
  26. 26. da criação de novas conexões (reorganização neuronal),
  27. 27. da existência de períodos críticos e de especializações hemisféricas. </li></ul>Havendo interações que ocorrem em todos os níveis, dos genes ao meio ambiente, originando formas e comportamentos emergentes.<br />
  28. 28. O CONEXIONISMO E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM (AL)<br />Visão emergentista- substitui o confronto entre visões radicais da aquisição da linguagem como o inatismo e o empirismo;<br />Esse novo embasamento teórico tenta dar conta das interações entre processos cognitivos;<br />O Conexionismo descarta as antinomias:<br />a) conhecimento e processamento linguístico<br />b) competência e desempenho<br />
  29. 29. A linguagem:<br /><ul><li>É fruto do entrelaçamento de diversos tipos de processamentos de informações (auditivas, motoras, visuais, articulatórias) em vários níveis – do genético ao neuronal.
  30. 30. Daí a afirmação de que o conhecimento linguísticonão é inato, massim emergente (ELLIS, 1998). </li></li></ul><li> O papel do insumo é destacado:<br />1) Oinsumolinguísticoeo ambiente em que é veiculadoapresentammuitasregularidadesdistribucionaisquenorteiam a aprendizagem da linguagem; <br />2) A AL envolve a exploraçãodas restriçõesprobabilísticasexistentes em váriostipos de informaçãolinguísticae extra-linguística; <br />3) Não há uma divisãoestrita entre conhecimentolinguísticoe extralinguístico: a eficácia da aprendizagemdepende, tanto daestrutura do input, quantodo conhecimentoprévio(linguísticoe não-linguístico). <br />
  31. 31. Aposta na riqueza do insumo:<br /><ul><li>Os resultados advindos de estudos empíricos e computacionais conexionistas (Seidenberg e McClelland, 1989; Plaut et al.,1996; Harm e Seidenberg; 1999; Zimmer, 2004; Rinaldi, 2004; Françoso et al., 2004; 2005) na aquisição da linguagem indicam que a resposta a qualquer input se dá em função da experiência do aprendiz ou da rede conexionista;
  32. 32. A experiência do falante é traduzida pela frequênciade exposição a determinado insumo linguístico.</li></li></ul><li>Semelhanças entre o Modelo Conexionista e a Interferência Linguística (IL)<br /><ul><li>Há fortes semelhanças entre a explicação conexionista da ASL e a proposta da Inteferência Linguística.
  33. 33. Para o modelo conexionista as redes são mais sensíveis a erros no início da aprendizagem e na medida em que o treinamento avança as ativações são cada vez mais menores podendo chegar ao que em ASL chama-se de fossilização.</li></li></ul><li>Conexionismo e Transferência L1-L2:<br /><ul><li>O fato de o cérebro ser estruturado de maneira a promover a transferênciade informação neuronal tem consequências cruciais para a ASL;
  34. 34. Tendo adquirido a língua materna na infância, o aprendiz já traz para a aprendizagem da língua estrangeira um sistema neurolinguísticomuito bem organizado.</li></li></ul><li><ul><li>Inicialmente, a ASL é altamente influenciada pelas estruturas da L1;
  35. 35. Ao construir ligações diretas entre sons e significados na L2 e ao reestruturar conceitos já existentes na língua materna, o aprendiz vai, pouco a pouco, aumentando o acesso automático ao léxico e à estrutura gramatical e fonológica na L2 sem recorrer à L1;
  36. 36. Essa reestruturação desfaz a forte associação inicial entre a língua materna e a estrangeira, embora algum grau de transferência entre as duas línguas esteja sempre presente, dada a natureza interativa do processamento cognitivo.</li></li></ul><li>A PESQUISA CONEXIONISTA EM ASL<br />Segundo Ellis (1999, p. 28), “[A]s abordagens conexionistas investigam as representações que podem resultar quando mecanismos simples de aprendizagem são expostos a evidências complexas da linguagem. <br />Para Plunkett (1998, p.97), “[o] principal objetivo da pesquisa conexionista é identificar a natureza dos mecanismos dos processos fonológicos, semânticos e gramaticais”. <br />Algumas pesquisas nessa perspectiva “testam suas hipóteses, desenvolvendo modelos computacionais análogos às redes neurais que se estabelecem na mente humana como o local de aprendizagem”. (MITCHELL e MYLES, 2004, p.123).<br />
  37. 37. A PESQUISA CONEXIONISTA EM ASL<br />A experiência da aprendizagem é testada com computadores em modelos compostos por neurônios artificiais que são alimentados com inputsemelhante ao recebido pelo ser humano e suas respostas, ou output, são comparadas com o comportamento humano.<br />Para Poersch(2004, p.451) “a repetição de experiências de aprendizagem ocasiona um incremento na força das conexões”. Esse fenômeno é demonstrado no famoso estudo de Rumelhart e McClelland (1986), intitulado Processamento Distribuído Paralelo (PDP).<br />
  38. 38. O modelo do Processamento Distribuído Paralelo (PDP)<br />Segundo esse modelo, as informações não são armazenadas em um único lugar do cérebro, mas são distribuídas pelas várias camadas do cérebro que servem a certas funções linguísticas e não-linguísticas(WARING, 1996).<br />No PDP vários processamentos podem acontecer de forma paralela ou simultânea e o conhecimento é distribuído entre as várias interconexões. Assim as atividades de aprendizagem dão-se de forma paralela, acontecendo simultaneamente em vários locais do cérebro.<br />
  39. 39. Outro conceito importante nesse modelo é o de esquema (schemata). <br />Segundo Rumelhart et al. (1986) os esquemas, são como “estruturas de dados que representam os conceitos genéricos armazenados na memória...” <br />Esses esquemas são “um conjunto de conexões fortes que, quando ativadas, trazem implicitamente a habilidade para gerar estados que correspondem aos esquemas instanciados” (p.21).<br />
  40. 40. OUTROS MODELOS DE ESTUDOS CONEXIONISTAS<br />O estudo de Sokolik (1990) investiga o porquê de os adultos não serem melhores aprendizes de segunda língua do que as crianças, apesar de terem habilidades superiores às das crianças. <br />A explicação estaria no fato de o cérebro adulto ser menos plástico do que o cérebro infantil, havendo uma redução nas modificações das conexões entre os neurônios.<br />
  41. 41. OUTROS MODELOS DE ESTUDOS CONEXIONISTAS<br />O estudo de Sokolike Smith (1992): <br /><ul><li>Eles desenvolveram um tipo de rede conexionista no computador que aprendeu a identificar o gênero de um conjunto de palavras em francês com base nas regularidades ‘observada’ no input.;</li></ul>O estudo de Ellis e Schmidt (1997):<br /><ul><li>Eles usaram uma língua artificial, em laboratório para investigar a aquisição de plural regular e irregular.</li></li></ul><li>OUTROS MODELOS DE ESTUDOS CONEXIONISTAS<br />No Brasil, Poersch (2004) cita uma simulação para um estudo sobre a aquisição de construções passivas, realizado no Centro de Pesquisas Linguísticas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). <br /><ul><li>Nesse estudo, foi testada a produção e a compreensão de 300 falantes monolíngues, adultos e crianças, de português e de inglês. A partir dos resultados como os humanos, simulou a aquisição de mesmo fenômeno no computador, comprovando que o modelo computacional foi capaz de aprender as informações sobre a passiva.</li></li></ul><li>OUTROS MODELOS DE ESTUDOS CONEXIONISTAS<br />Oestudo de Haskell, Macdonald e Seidenberg (2003) que usou modelagem em computador, análise de corpus e estudos comportamentais para investigar o plural de substantivos compostos do tipo mice-eaterem oposição a formas não gramaticais como rats-eater. <br /><ul><li>A teoria defendida por Haskell, Macdonald e Seidenberg (2003, p.158) “assume que as crianças empregam capacidades cognitivas e perceptuais poderosas na aprendizagem de língua e que essas capacidades envolvem a codificação de regularidades estatísticas presentes no input”.</li></li></ul><li>EVIDÊNCIAS EM NARRATIVAS DE APRENDIZAGEM<br />Paiva analisou algumas narrativas de auto aprendizagem do projeto AMFALE, em que é possível observar evidências de alguns dos processos e de como os narradores procuraram outras experiências de aprendizagem diferentes das adotadas pela escola no ensino regular. Como por exemplo, o uso repetitivo de video-games, descrito em uma das narrativas deve provocar um aumento na força das conexões, segundo e explicado por Poersch (2004).<br />
  42. 42. EVIDÊNCIAS EM NARRATIVAS DE APRENDIZAGEM<br />Paiva acredita que é através do acúmulo das experiências com práticas sociais da linguagem que se fortalecem essas associações e gera-se a aquisição. <br />As regularidades de padrões de input configuram uma intuição probabilística que permite, por exemplo, aos falantes e aprendizes de uma segunda língua evitar opções que não se conformam com as regularidades da SL e produzem afirmações como “acho que não se fala isso em inglês” (ou qualquer outra língua)- fato que comprova a existência dessa intuição probabilística.<br />
  43. 43. CRÍTICAS AO MODELO CONEXIONISTA <br />Mellon (2004) e Ellis (2007) são alguns dos pesquisadores que criticam esse modelo pela: visão restrita, falta de suficientes evidências empíricas e por não adotar uma perspectiva de sistema complexo ao estudar sistemas linguísticos complexos. <br />Os estudos conexionistas concentram-se na aquisição de aspectos sintáticos específicos e de vocabulário. Portanto,não existe uma teoria de aquisição de segunda língua que aborde o fenômeno em todas as suas dimensões. <br />Para Ellis (2003) é necessário que sejam realizados estudos longitudinais para investigar o desenvolvimento de sequências das construções na ASL.<br />
  44. 44. Algumas das Referências:<br />CHRISTIANSEN, Morten H.; CHATER, Nick. Connectionist Natural Language Processing: The State of the Art. Cognitive Science, v. 23, n. 4, p. 417-437, 1999. Disponível em: <http://csjarchive.cogsci.rpi.edu/1999v23/i04/p0417p0437/MAIN.PDF><br />CHRISTIANSEN, Morten H.; CHATER, Nick. Connectionist psycholinguistics: Capturing the empirical data. Trends in Cognitive Sciences, v.5, n.2, February 2001. Disponível em: http://www.dectech.org/publications/LinksNick/Language/Connectionist%20psycholinguistics%20capturing%20the%20empirical%20data.pdf<br />ELMAN, Jeffrey L. Connectionism and language acquisition. In M. Tomasello & E. Bates (Eds.), Essential readings in language development. Oxford: Basil Blackwell, 2001. Disponível em: <http://crl.ucsd.edu/courses/commdis/pdf/elman-chapter.pdf><br />ELMAN, Jeffrey L. Computational approaches to language acquisition. Encyclopedia of Language and Linguistics. (K. Brown, Ed.) Oxford: Elsevier. 2005, p. 726-732. Disponível em: <http://crl.ucsd.edu/~elman/Papers/ELL_elman.pdf><br />
  45. 45. ELMAN, Jeffrey L. Connectionist models of development: Where next? Trends in Cognitive Science, 9, 111-117, 2005. Disponível em: <http://crl.ucsd.edu/~elman/Papers/elman_tics_2005.pdf><br />HERNÁNDEZ, Arturo; LI, Ping; MACWHINNEY, Brian. The emergence of competing modules in bilingualism. Trends in Cognitive Sciences, v. 9, n. 5, p. 220-225, May 2005. Disponível em: <http://www.learnlab.org/uploads/mypslc/publications/tics.pdf><br />ELLIS, Nick C. Emergentism, connectionism and language learning. Language Learning, 48, , 1998, p. 631-664.<br />GARSON, James, Connectionism. In: ZALTA, Edward N. (ed.). The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Winter 2010 Edition). Disponível em: <http://plato.stanford.edu/archives/win2010/entries/connectionism><br />NUNES, Elizabete Kuczynski. A produção de conhecimento na perspectiva conexionista. Revista Liberato, v.7, n.1, 2006. Disponível em: <http://www.liberato.com.br/upload/arquivos/0131010717062516.pdf><br />MOTA, Mailce Borges; ZIMMER, Márcia Cristina. Cognição e aprendizagem de L2: o que nos diz a pesquisa nos paradigmas simbólico e conexionista. Revista Brasileira de Lingüística Aplicada, v. 5, n. 2, p. 155-187, jul-dez 2005. Disponível em: <http://www.periodicos.letras.ufmg.br/rbla/arquivos/194.pdf><br />PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. O modelo conexionista, s/d. Disponível em: <http://www.veramenezes.com/conexionismo.pdf><br />POERSCH, Jose Marcelino. A new paradigm for learning language: connectionist artificial inteligence. Linguagem & Ensino (UCPel), Pelotas-RS, v. 8, p. 161-183, 2005. Disponível em: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.112.6199&rep=rep1&type=pdf.<br />
  46. 46. POLLACK, J. B. Connectionism: past, present, and future. In: Artificial Intelligence Review, v. 3, n. 1, p. 3-20, 1989.<br />ROSSA, Adriana Angelim; ROSSA, Carlos Ricardo. O paradigma conexionista e o ensino de língua estrangeira, Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 44, n. 3, p. 53-59, jul./set. 2009. Disponível em: <http://caioba.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/viewFile/5764/4184><br />ZIMMER, Márcia C. . A leitura em língua estrangeira e os efeitos da frequência e da consistência do insumo lexical em L2. Linguagem em (Dis)curso, v. 10, p. 111-131, 2010. Disponível em: <http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/1001/100105.pd><br />ZIMMER, Márcia C. ; ALVES, Ubiratã K. . Os conhecimentos implícito e explícito, o input e o paradigma conexionista. In: VII Encontro do CELSUL Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul, 2006, Pelotas. Anais do VII Encontro do CELSUL Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul [CD ROM]. Pelotas : EDUCAT, 2006. p. 1-6. Disponível em: <http://www.celsul.org.br/Encontros/07/dir2/6.pdf> .<br />ZIMMER, Márcia Cristina; ALVES, Ubiratã Kickhöfel; SILVEIRA, Rosane. A aprendizagem da L2 como processo cognitivo: a interação entre conhecimento explícito e implícito. Nonada, n. 9, p. 89-102, 2006. Disponivel em: <http://tchenafon.ucpel.tche.br/artigos/aprendizagem.pdf><br />
  47. 47. <ul><li>Algumas imagens usadas e não referenciados nos slides podem ser encontradas através dos links abaixo:</li></ul>http://www.tendencias21.net/Nuevos-enfoques-en-el-estudio-de-la-mente_a667.html<br />conexionismo3.JPG<br />http://br.photaki.com/picture-ativa-as-celulas-nervosas-sinapses-sinapse-sinapses-as-sinapses_150205.htm<br />http://neurociencia2011psico01.blogspot.com/2011/03/portfolio-de-neurociencias-turma-201101.html<br />
  48. 48. Fim da Apresentação do Grupo Conexionismo<br />Gonzalo e<br />YanaLiss agradecem<br />Dúvidas, <br />questionamentos <br />e discussões serão <br />retomados nos fóruns, ao<br />Longo da semana.<br />

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