Projeto bullying

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Projeto bullying

  1. 1. Ao analisar o fenômeno da violência, vemo-nos diantede uma série de dificuldades, não apenas porque ofenômeno é complexo, mas, principalmente, porque nosfaz refletir sobre nós mesmos, sobre nossos pensamentos,sobre nossos sentimentos e atos. As fronteiras da violênciano tempo e no espaço se tornam maleáveis, frágeis edifíceis de serem definidas. É por isso que muitas vezes seconfunde, se inter-relaciona com agressão e indisciplina,quando se manifesta na esfera escolar, e os casos deviolência entre pares são naturalizados. E o que temosnotado é que a grande maioria dos profissionais daEducação não sabe tratar e distinguir os alunos agressivosdos indisciplinados e violentos, arriscando pseudo-diagnósticos. Por isso, a importância de se refletir sobreum assunto tão pouco estudado: BULLYING NASESCOLAS...Projeto este que está sendo trabalhado emtodas as escolas da Rede Municipal de Ensino... (COORDENADORA SANDRA STELLA).
  2. 2. PROJETO BULLYING Trabalhar o tema nas escolas da rede municipal de ensino, bem como um trabalho com as famílias... Objetivo:Minimizar comportamentos inadequados (apelidos, discriminação, etc.) através da interdisciplinaridade,conscientizando os alunos da responsabilidade e do envolvimentode cada um no processo de aprimorar os relacionamentos intra e interpessoal.Público alvo: Alunos das escolas da rede municipal de ensino de Nova Esperança -PR
  3. 3. Origem da palavra: A palavra "Bully" é de origem inglesa e significa "valentão". Grande parte daspessoas confunde ou tende a interpretar o bullying simplesmente como a prática deatribuir apelidos pejorativos às pessoas, associando a prática exclusivamente com ocontexto escolar. No entanto, tal conceito é mais amplo. Para o cientista norueguêsDan Owelus, o bullying se caracteriza por ser algo agressivo e negativo, executadorepetidamente e que ocorre quando há um desequilíbrio de poder entre as partesenvolvidas. Desta forma, este comportamento pode ocorrer em vários ambientes,como escolas, universidades, no trabalho ou até mesmo entre vizinhos. Basicamente, a prática do bullying se concentra na combinação entre aintimidação e a humilhação das pessoas, geralmente mais acomodadas, passivas ou quenão possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo. Emoutras palavras, é uma forma de abuso psicológico, físico e social. No ambiente de trabalho, a intimidação regular e persistente que atinge aintegridade e confiança da vítima é caracterizada como bullying. Entre vizinhos, talprática é identificada quando alguns moradores possuem atitudes propositais esistemáticas com o fim de atrapalhar e incomodar os outros.Falando especificamente do ambiente escolar, grande parte das agressões épsicológica, ocasionada principalmente pelo uso negativo de apelidos e expressõespejorativas. No entanto, as práticas do bullying no ambiente escolar também se referem àsagressões de caráter físico. Um dos casos mais chocantes de bullying escolar foi o deCurtis Taylor, um aluno do oitavo ano de uma escola secundária em Iowa, EstadosUnidos. Curtis foi vítima do bullying durante três anos consecutivos: era espancadonos vestiários da escola, suas roupas eram sujas com leite achocolatado e seuspertences, vandalizados. Curtis não resistiu ao sofrimento e humilhação e suicidou em1993. Este não foi um caso isolado. Na década de 90, os Estados Unidos se depararamcom uma onda de tiroteios em escolas, realizados por alunos que se intitulavam vítimasda prática. Depressão, ansiedade, estresse, dores não-especificadas, perda de auto-estima,problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool são os principais problemasassociados ao bullying. O que é? Conceito Ainda que avesso a estrangeirismos, teremos que utilizar a expressão BULLYING poisnão há na nossa língua palavra que conceitue o conjunto de atitudes agressivas, intencionaise repetidas sem motivo aparente que causam sofrimento. Essas atitudes podem serperpetradas por um aluno ou “grupo” de alunos contra outro, causando um desequilíbrio depoder entre iguais e a conseqüente intimidação. Bom humor e brincadeiras são comuns na juventude e devem estar sempre presentes
  4. 4. em nossas vidas, mas a linha divisória entre atitudes dessa natureza e Bullying, por vezes, étênue. Para fazermos a diferenciação é importante observarmos a relação:intenção/repetição/motivação com o sofrimento causado. Em geral, esse comportamentoabusivo que ocorre frequentemente nas escolas é tido como normal, habitualmente ignoradosou não valorizados da devida forma por pais e professores. A dificuldade de encontrar palavra ou expressão que sintetize essa ampla significaçãotambém ocorre em línguas como o Alemão, Francês e o Espanhol, entre outras, daí a adoçãouniversal do termo BULLYING. Classificação por tipo de atitudeSexual: assediar, induzir e/ou abusar.Exclusão social: ignorar, isolar, excluir.Psicológica / Física: perseguir, amedrontar, olhar ameaçadoramente, não aceitar opiniões,impor sua vontade, aterrorizar, intimidar, dominar, infernizar, tiranizar, chantagear,manipular, bater, colocar apelidos.As intimidações podem, ainda, ter caráter homofóbico ou racial/étnico. Podemos classificar, também, o Bullying como direto ou indireto, ou seja, com apresença da vítima ou não – casos de isolamento, por exemplo. Há ainda a situação denominadacyberbullying, que é a utilização da internet (orkut, MSN) ou o celular (fotos, mensagens) para asagressões. Classificação quanto a gravidadeAinda que a gravidade esteja diretamente relacionada com o sofrimento causado, jáque a reação quanto às agressões dependerá da individualidade dos alvos, pode-se,pela gravidade, classificar conforme segue:Leves: apelidar, “zoar”, “encarnar”, ofender, “encarar”.Médias: excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, amedrontar, dominar.Graves: empurrar , agredir, roubar/quebrar, ofender parentes, discriminar. Onde ocorre O Bullying está presente em todas as escolas, sem exceções, em todo o nosso paíse, possivelmente, em todo mundo, independente de cultura e níveis sociais. É fruto,entre outros fatores, de modelos educativos falhos a que foram submetidos ascrianças no seio familiar, no que, destacamos: • Ausência de limites e de valores. • Punições físicas. • Exposição a ambientes violentos. • Modelo autoritário e repressor na família, que usa de agressividade e explosão para a solução de conflitos. • Falta de regras de convivência e falta de afetividade. • Supervisão deficitária dos pais.
  5. 5. Personagens e sua participação Quanto à participação, os jovens dividem-se em agressores, vítimas ou alvos eespectadores ou testemunhas. Há os que são vítimas e agressores. Agressores Além dos fatos geradores elencados anteriormente, fatores individuais, comohiperatividade e distúrbios comportamentais, contribuem para a adoção doscomportamentos agressivos. Normalmente, os agressores são alunos “populares”,envolve-se em situações anti-socais e de risco, como envolvimento com drogas, álcool etabaco, bem como em brigas. Têm comportamento agressivo também com adultos, nãoaceitando subordinação, no que se gabam de sua postura. Satisfazem-se em dominar eimpor sofrimentos e, insatisfeitos com a família e a escola, são gazeadores. Mantémum grupo em torno de si com o qual dividem a responsabilidade e sentem-se maisforte. Os componentes desse grupo, que gravitam em torno do líder ou líderes,também são considerados agressores. Ainda que não haja estudos conclusivos, admite-se que os que praticam oBullying têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, criminosos, perpetradores de violência doméstica e/ou abusosexual. Vítimas ou alvos Pouco sociáveis, não dispõem de status, recursos ou habilidades para impor umbasta ao que sofrem. Inseguros e sem a esperança de adequarem-se ao grupo, nãopedem ajuda. De baixa auto-estima, podem crer que são merecedores do sofrimento, oque, muitas vezes é incentivado pela falta de intervenção dos adultos. De baixorendimento escolar, resistem para ir a escola, simulando doenças. O tempo,intensidade e a regularidade das agressões contribuem fortemente para oagravamento dos efeitos. Autodestruição, momentos de explosão, desejo de vingança,porte de armas, depressão e até tentativas de suicídio podem ser conseqüências doBullying. O comportamento, hábitos ou modo de vestir fora dos padrões, a raça, o tipofísico, a falta de habilidade em esportes podem ser motivos para torná-los vítimas.Infantilização, proteção e críticas excessivas dos pais podem potencializar avitimização do jovem, que terá dificuldades em defender-se e enfrentar desafios.Dificilmente a vítima pede ajuda, revelando de forma espontânea ser alvo de Bullying. Espectadores ou testemunhas
  6. 6. Os “demais” são a maioria dos alunos. Ou entendem o Bullying como normal eficam felizes por não serem atingidos ou, mesmo incomodados, não reagem com otemor de tornarem-se vítimas. Questionados, transmitem uma falsa normalidade doambiente, ajudando a reforçar a ação dos autores. Há os que, com senso de justiça,interferem nas ações, chamando um adulto para ajudá-los. As testemunhas de Bullying, ainda que não participem diretamente dasagressões, também terão a formação de seu caráter afetado por esse fenômeno.Afinal, qual o resultado desse ambiente contaminado que não cidadãos egoístas, queaceitam as injustiças da sociedade de forma passiva, sem protagonizar ações para seuaperfeiçoamento? Agressores e vítimas Há aqueles que, tanto sofrem, como perpetram agressões. Histórico No início dos anos 70, na Noruega, o Professor Dan Olweus iniciou ainvestigação desse fenômeno mas não recebeu a necessária atenção das instituições eautoridades. O suicídio de três jovens, na década de 80, desencadeou atitudes queculminaram na Campanha Nacional Anti-Bullying, em 1993. A repercussão da reduçãoem torno de 50% nos casos de Bullying, incentivou Reino Unido, Canadá e Portugal adesenvolverem suas próprias ações. Atualmente, em diversos países, pesquisadores dedicam-se ao assunto e, aindaque não haja conclusões sobre o reflexo do Bullying na vida adulta, dadas suasconseqüências, o tema é tratado com tanta seriedade quanto o racismo e a drogadição. Na Europa, além de legislação específica, ações integradas incluem países comoEspanha, Itália, Alemanha e Grécia nessa luta. Nos Estados Unidos, Bullying é umfenômeno crescente com casos dramáticos expostos pela mídia mundial. Dados • A maior pesquisa sobre Bullying, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau admitem ter sofrido Bullying, pelo menos uma vez por semana; no segundo grau, 10%. • Estudo realizado pela ABRAPIA, em 2002, com 5875 estudantes de 5ª a 8º séries, em 11 escolas cariocas, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying. • Os estudos apontam que o Bullying ocorre mais no ensino fundamental. • Os meninos estão mais envolvidos tanto como agressores como vítimas. É raro serem vítimas de meninas. Já as meninas, que são agredidas tanto por meninos quanto por meninas, sofrem mais com o isolamento e a difamação.
  7. 7. Conseqüências no ambiente escolar e na sociedade Se aprofundarmos nossa reflexão, veremos claramente que o Bullying, essefenômeno cruel e silencioso, não traz somente conseqüências negativas para oambiente escolar. A sociedade nada mais é que o resultado das atitudes de cada um deseus membros. Essas relações desestruturadas na juventude, quando da formação devalores e do caráter, irão refletir duramente ao longo da vida desses alunos. Bullyingestá diretamente relacionado com futuro profissional, está diretamente relacionadocom uso de drogas, com a violência sexual e doméstica, com os crimes contra opatrimônio, e, conseqüentemente, com a necessidade de altos investimentosgovernamentais para atender a demanda da justiça, dos presídios, dos programassociais e da saúde. Criança sem limites e sem amor ... aluno perpetrador de Bullying ... adultoviolento e desestruturado: ainda que não seja a regra, essa é a absoluta probabilidade.Quebrar esse ciclo na escola é revolucionar a sociedade! Tópicos importantes para pais e educadores Indícios que seu filho/aluno pode estar sendo alvo de Bullying • Baixo rendimento escolar. • Não querer ir a aula / simular doenças / medo / pedir para trocar de escola. • Pedir para sempre ser levado à escola. • Voltar para casa machucado ou com pertences rasgados. • Mudança de comportamento / comportamento fechado / depressão / baixa auto-estima. • “Perder” dinheiro. • Evitar falar sobre o assunto. • Pesadelos / sono conturbado. Caso se confirme que o jovem está sendo vítima de Bullying, não o culpe. Façaelogios pela coragem de contar e busque ajuda na escola. Não peça a ele o que não sejacapaz de fazer. Evitando a formação de agressores As seguintes características são comuns na formação dos agressores: • Esperam sempre que atendam suas ordens, pois foram mal acostumadas em casa. • São intimidados em casa e vistos como “problema”. • Sofrem castigos físicos e/ou algum tipo de abuso.
  8. 8. • São pressionados para o sucesso. • São humilhados pelos adultos. • Os agressores não precisam de punição e sim de ajuda. Em um programa Anti- Bullying jamais podem ser marginalizados e sim tratados também como vitimados pela situação. Algumas considerações para pais/professores de alunos que cometem Bullying • Não ignorar a situação, mas manter a calma e controlar a própria agressividade, mostrando que a violência deve ser evitada. • Não agredir nem intimidar. • Mostrar que não aprova o comportamento mas não deixa de amá-lo. • Dialogar, buscando o que pode ser feito, bem como o que pode estar levando àquele comportamento. • As orientações e limites devem ser claros e firmes. • Crie situações em que ele possa ser útil e solidário, elogie sua evolução. Uma vez reforçados os conceitos básicos, passemos para as ações de enfrentamento: Estratégias para o combate ao Bullying Os fatores que levam ao Bullying são diversos. Os aspectos sociais e culturaissão fundamentais para sua solução. Nesse sentido, não há fórmulas prontas para aelaboração e execução de um programa Anti-Bullying. Mesmo assim, algumas premissasbásicas, bem-sucedidas em experiências de sucesso, devem ser levadas em conta: • Ampla divulgação do conceito Bullying; • Nomeação de guardiões ou tutores de turmas - professores responsáveis pela implantação e acompanhamento em cada uma das turmas; • Criação de equipes de alunos solidários que darão suporte aos professores; • Investigação e serviços para que as vítimas possam encontrar apoio e narrar seu sofrimento; • Para o item acima, cabe destacar a ação do Projeto Educar para a Paz, da pesquisadora Cléo Fante, que estimula os alunos a escreverem redações com os títulos “Minha Vida Escolar” e “Minha Vida Familiar” que mostra- se ótima ferramenta para que as vítimas desabafem. Fonte: paisonline.homestead.com

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