SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 20
Baixar para ler offline
UTI – UNIDADE DE TERAPIA
INTENSIVA
DEFINIÇÃO
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma área
hospitalar destinada a clientes em estado crítico, que
necessitam de cuidados altamente complexos e
controles estritos, com centralização de esforços e
coordenação de atividades.
OBJETIVO
CONFORME O MS:
Segundo a Portaria n.466 do Ministério da Saúde, os
serviços de tratamento intensivo têm o objetivo de
prestar atendimento a clientes graves e de risco que
exijam assistência médica e de enfermagem
ininterruptas, equipamentos e recursos humanos
especializados, definindo a UTI como o local que reúne
um conjunto de elementos destinados a este propósito.
TIPOS ETÁRIOS E FÍSICOS
1. SEMI INTENSIVA;
2. UNIDADE CORONARIANA;
3. NEO;
4. PEDIÁTRICA;
5. ADULTO GERAL;
6. ADULTO CARDIOLÓGICA.
De acordo com a Faixa Etária
Neonatal - destinado ao atendimento de pacientes com
idade de 0 a 28 dias.
Pediátrico - destinado ao atendimento de pacientes com
idade de 29 dias a 18 anos incompletos.
Adulto - destinado ao atendimento de pacientes com
idade acima de 14 anos.
Obs. : Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos
incompletos podem ser atendidos nos Serviços de
Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com
o manual de rotinas do Serviço.
CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A
ESPECIALIDADE
Denomina-se UTI Especializada aquela destinada ao
atendimento de pacientes em uma especialidade médica ou
selecionados por grupos de patologias, podendo
compreender:
Cardiológica
Coronariana
Neurológica
Respiratória
Trauma
Queimados
PLANTA FÍSICA
Toda UTI deve ocupar área física própria, de acesso restrito, possuir
acesso fácil às unidades correlacionadas (Centro Cirúrgico,
Emergência, Unidade Semi-intensiva).
Quanto ao ambiente, as UTIs devem possuir no mínimo:
1. Área coletiva de tratamento com boxers;
2. Quarto de isolamento; posto de enfermagem;
3. Área de prescrição médica;
4. Sala de utilidades;
5. Copa;
6. Rouparia;
7. Sala de preparo de materiais e de equipamentos;
8. Depósito de equipamentos e de material de limpeza;
9. Banheiro para clientes;
10. Área administrativa;
11. Sala de estar para a equipe.
DIVISÃO DA UTI
A disposição dos leitos de UTI podem ser em área
comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista;
A área comum proporciona observação contínua do
paciente, é indicada a separação dos leitos por divisórias
laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos
pacientes;
As unidades com leitos dispostos em quartos fechados,
devem ser dotados de painéis de vidro para facilitar a
observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é
necessário uma central de monitorização no posto de
enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiógrafa
e frequência cardíaca.
SEUS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Materiais e equipamentos são utilizados na UTI
ambos devem ser dimensionados e selecionados de
acordo com o tipo de assistência prestada.
Uma dessas e a existência de carro de emergência
com monitor e desfibrilador, gerador de marca passo,
ventilador mecânico, monitor de beira de leito bomba
de infusão, entre outros.
LEITO OU BOX
EQUIPE E PROFISSIONAIS
A UTI deve dispor, no mínimo, da seguinte equipe básica:
Médico com título de especialista em Medicina Intensiva
divididos em:
1. Médico diarista 2. Médico plantonista
Enfermeiro Administrativo;
Enfermeiro assistencial;
Técnico de enfermagem;
Fisioterapeuta;
Secretária;
Auxiliar de serviços.
ATRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM
Enfermeiro
Especialização em UTI – Especialista em atendimento de
pacientes de alta complexidade.
Supervisiona a ação do grupo de técnicos e auxiliares de
enfermagem, como a higienização, controle das
medicações e prescrições, tendo papel assistencial
fundamental.
ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE
ENFERMAGEM
Prestar assistência segura, humanizada e individualizada
aos clientes;
Preparar clientes para consultas e exames, orientando-os
sobre as condições de realização dos mesmos;
Prepara e administrar medicações por via oral, tópica,
intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa e
retal s médicas ou de enfermagem;
Verificar os sinais vitais e as condições gerais dos
clientes;
Executar atividades de limpeza, desinfecção,
esterilização de materiais e equipamentos, bem como
seu armazenamento;
Realizar atividades na promoção de campanhas do
aleitamento materno bem como a coleta no domicílio;
Propor a aquisição de novos instrumentos para a
reposição daqueles que estão avariados;
Auxiliar na preparação do corpo após o óbito entre
outras.
CRITÉRIOS PARA INTERNAÇÃO E ALTA
Enfermeiro da Clínica de Origem
 Passar o caso por telefone à enfermeira da UTI e confirmar o horário para
transferência;
 Providenciar o transporte de suporte avançado para o paciente;
 Acompanhar o transporte do paciente até a unidade e passar o caso e
possíveis intercorrências do transporte.
Equipe de Enfermagem da Clínica de Origem
 Acomodar adequadamente o paciente na maca ou isolete de transporte;
 Auxiliar o médico e enfermeiro no transporte;
 Ajudar a transferir o paciente para o leito na UTI;
 Passar o caso para a equipe de enfermagem da UTI;
 Entregar o prontuário completo, medicamentos e pertences.
EQUIPE MÉDICA INTENSIVA
Ceder a vaga na unidade e confirmar horário com
enfermeiro da unidade;
Checar o respirador mecânico;
Enfermeiro da UTI deve estar presente Obrigatoriamente
no momento da admissão e fazer a avaliação do
paciente com o preenchimento do impresso de avaliação
admissional do paciente na unidade (impresso de
histórico e exame físico);
Verificar junto ao funcionário da clínica de origem, se a
documentação de internação do paciente está completa:
prescrição médica do dia e folha de controle de
enfermagem, medicações e os pertences do paciente;
Identificar (se houver) pertences e entregar para a família
se estiver presente, ou obrigatoriamente no próximo
horário de visitas - anotar no livro de ocorrências;
Realizar anotação de admissão no livro de ocorrências
e/ou admissão, onde deverão constar: data, horário,
número do prontuário, nome completo, clínica de origem,
diagnóstico e número do leito;
EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVA
 Montar a unidade, receber o paciente e transferir da maca
para o leito em segurança;
Promover oxigenação adequada, monitorização, manutenção
de acessos e infusões, proteção para evitar perda de tubos,
sondas e drenos, checar drenos de tórax e sonda vesical
quanto à permeabilidade (se aberto ou fechado);
 Observar nível de consciência, sinais vitais, presença de
próteses, talas, próteses, integridade da pele;
Identificar grau de dependência (deficiência visual,
mobilidade, comunicação).
Proceder a rotina de controles e medicações conforme
prescrições médicas e de enfermagem, priorizar as
atividades conforme gravidade do paciente;
Anotar todas as observações no prontuário devidamente
assinado e carimbado;
 Orientar o paciente e os familiares sobre rotinas do
setor: visitas, pertences, informações, lista de materiais
de higiene.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Paciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptPaciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.ppttuttitutti1
 
Historia Da Enfermagem
Historia Da EnfermagemHistoria Da Enfermagem
Historia Da EnfermagemFernando Dias
 
Slide Centro Cirúrgico
Slide Centro CirúrgicoSlide Centro Cirúrgico
Slide Centro CirúrgicoLuana Santos
 
Anotações de enfermagem
Anotações de enfermagem   Anotações de enfermagem
Anotações de enfermagem universitária
 
Anotação de enfermagem, admissão e preencimento de impresso
Anotação de enfermagem, admissão e preencimento de impressoAnotação de enfermagem, admissão e preencimento de impresso
Anotação de enfermagem, admissão e preencimento de impressoFabricio Marques Moreira
 
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdfAula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdfThiagoCunha93
 
Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Aline Bandeira
 
Aula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM
Aula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEMAula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM
Aula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEMLuziane Costa
 
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)Proqualis
 
Modelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagemModelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagemRaíssa Soeiro
 
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)resenfe2013
 
Código de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagemCódigo de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagemCentro Universitário Ages
 

Mais procurados (20)

Paciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptPaciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.ppt
 
Historia Da Enfermagem
Historia Da EnfermagemHistoria Da Enfermagem
Historia Da Enfermagem
 
Slide Centro Cirúrgico
Slide Centro CirúrgicoSlide Centro Cirúrgico
Slide Centro Cirúrgico
 
Anotações de enfermagem
Anotações de enfermagem   Anotações de enfermagem
Anotações de enfermagem
 
Anotação de enfermagem, admissão e preencimento de impresso
Anotação de enfermagem, admissão e preencimento de impressoAnotação de enfermagem, admissão e preencimento de impresso
Anotação de enfermagem, admissão e preencimento de impresso
 
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdfAula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
Aula 1- Assistência ao Paciente Grave.pdf
 
Urgência e emergência
Urgência e emergênciaUrgência e emergência
Urgência e emergência
 
Sinais Vitais
Sinais VitaisSinais Vitais
Sinais Vitais
 
Uti
UtiUti
Uti
 
Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1
 
Transporte de pacientes
Transporte de pacientesTransporte de pacientes
Transporte de pacientes
 
Infecção hospitalar
Infecção hospitalarInfecção hospitalar
Infecção hospitalar
 
História da enfermagem
História da enfermagemHistória da enfermagem
História da enfermagem
 
Aula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM
Aula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEMAula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM
Aula 1 - HISTÓRIA, ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM
 
Relatórios de enfermegem
Relatórios de enfermegemRelatórios de enfermegem
Relatórios de enfermegem
 
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
Aula prevenção de lesão por pressão (LP)
 
Aula tempos cirurgicos
Aula tempos cirurgicosAula tempos cirurgicos
Aula tempos cirurgicos
 
Modelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagemModelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagem
 
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
Diagnósticos de Enfermagem: Uso das Taxonomias (NANDA, NIC, NOC e CIPE)
 
Código de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagemCódigo de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagem
 

Semelhante a UTI - Cuidados críticos para pacientes graves

1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptxssuser51d27c1
 
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigjAULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigjElainneChrisFerreira
 
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptxAula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptxNaraLcia2
 
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioCuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioKarolina Azevedo
 
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptxAULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptxRenata Sousa
 
AULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICA
AULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICAAULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICA
AULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICATHIALYMARIASILVADACU
 
Paciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptPaciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptgizaraposo
 
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341voceduardomscsousa
 
Rotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagemRotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagemAline R Louro
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaAroldo Gavioli
 
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDFUPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDFCaroBatista3
 
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdfUE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdfEducareEnsinoeFormao
 

Semelhante a UTI - Cuidados críticos para pacientes graves (20)

Uti
UtiUti
Uti
 
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
1 ENCONTRO CONCEITOS UTI.pptx
 
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigjAULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
AULA UTI SEXTA 13.pdf w,dwej,.jgpogipigj
 
AULA UTI.pptx
AULA UTI.pptxAULA UTI.pptx
AULA UTI.pptx
 
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptxAula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
Aula 1 - UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI (2).pptx
 
Hist rico uti
Hist rico utiHist rico uti
Hist rico uti
 
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós OperatórioCuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
Cuidados de Enfermagem em Cirurgia Ortopédica no Pré, Trans e pós Operatório
 
Recepção
RecepçãoRecepção
Recepção
 
Recepção
RecepçãoRecepção
Recepção
 
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptxAULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
AULA-01- Cuidado Sistematizado de Enfermagem no período pré-operatório.pptx
 
AULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICA
AULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICAAULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICA
AULA 07 -SRPA.pdf SALA DE RECUPERAÇÃO POS ANESTESICA
 
Paciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.pptPaciente Critico 1.ppt
Paciente Critico 1.ppt
 
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
Enfermagem em UTI saude enfermagem112341
 
Urgencia-e-Emergencia.pptx
Urgencia-e-Emergencia.pptxUrgencia-e-Emergencia.pptx
Urgencia-e-Emergencia.pptx
 
Rotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagemRotinas gerais de_enfermagem
Rotinas gerais de_enfermagem
 
Segurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgênciaSegurança do paciente em unidades de urgência
Segurança do paciente em unidades de urgência
 
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDFUPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
UPA - O que faz un enfermeiro (aula 10).PDF
 
Pacientes Graves - 1.pptx
Pacientes Graves - 1.pptxPacientes Graves - 1.pptx
Pacientes Graves - 1.pptx
 
Apostila
 Apostila Apostila
Apostila
 
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdfUE 18 PB Aula 1 e 2-  Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
UE 18 PB Aula 1 e 2- Introdução Estrutura e Organização dos serviços de UE.pdf
 

UTI - Cuidados críticos para pacientes graves

  • 1. UTI – UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
  • 2. DEFINIÇÃO A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma área hospitalar destinada a clientes em estado crítico, que necessitam de cuidados altamente complexos e controles estritos, com centralização de esforços e coordenação de atividades.
  • 3. OBJETIVO CONFORME O MS: Segundo a Portaria n.466 do Ministério da Saúde, os serviços de tratamento intensivo têm o objetivo de prestar atendimento a clientes graves e de risco que exijam assistência médica e de enfermagem ininterruptas, equipamentos e recursos humanos especializados, definindo a UTI como o local que reúne um conjunto de elementos destinados a este propósito.
  • 4. TIPOS ETÁRIOS E FÍSICOS 1. SEMI INTENSIVA; 2. UNIDADE CORONARIANA; 3. NEO; 4. PEDIÁTRICA; 5. ADULTO GERAL; 6. ADULTO CARDIOLÓGICA.
  • 5. De acordo com a Faixa Etária Neonatal - destinado ao atendimento de pacientes com idade de 0 a 28 dias. Pediátrico - destinado ao atendimento de pacientes com idade de 29 dias a 18 anos incompletos. Adulto - destinado ao atendimento de pacientes com idade acima de 14 anos. Obs. : Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos incompletos podem ser atendidos nos Serviços de Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com o manual de rotinas do Serviço.
  • 6. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A ESPECIALIDADE
  • 7. Denomina-se UTI Especializada aquela destinada ao atendimento de pacientes em uma especialidade médica ou selecionados por grupos de patologias, podendo compreender: Cardiológica Coronariana Neurológica Respiratória Trauma Queimados
  • 8. PLANTA FÍSICA Toda UTI deve ocupar área física própria, de acesso restrito, possuir acesso fácil às unidades correlacionadas (Centro Cirúrgico, Emergência, Unidade Semi-intensiva). Quanto ao ambiente, as UTIs devem possuir no mínimo: 1. Área coletiva de tratamento com boxers; 2. Quarto de isolamento; posto de enfermagem; 3. Área de prescrição médica; 4. Sala de utilidades; 5. Copa; 6. Rouparia; 7. Sala de preparo de materiais e de equipamentos; 8. Depósito de equipamentos e de material de limpeza; 9. Banheiro para clientes; 10. Área administrativa; 11. Sala de estar para a equipe.
  • 9. DIVISÃO DA UTI A disposição dos leitos de UTI podem ser em área comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista; A área comum proporciona observação contínua do paciente, é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes; As unidades com leitos dispostos em quartos fechados, devem ser dotados de painéis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é necessário uma central de monitorização no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiógrafa e frequência cardíaca.
  • 10. SEUS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Materiais e equipamentos são utilizados na UTI ambos devem ser dimensionados e selecionados de acordo com o tipo de assistência prestada. Uma dessas e a existência de carro de emergência com monitor e desfibrilador, gerador de marca passo, ventilador mecânico, monitor de beira de leito bomba de infusão, entre outros.
  • 12. EQUIPE E PROFISSIONAIS A UTI deve dispor, no mínimo, da seguinte equipe básica: Médico com título de especialista em Medicina Intensiva divididos em: 1. Médico diarista 2. Médico plantonista Enfermeiro Administrativo; Enfermeiro assistencial; Técnico de enfermagem; Fisioterapeuta; Secretária; Auxiliar de serviços.
  • 13. ATRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM Enfermeiro Especialização em UTI – Especialista em atendimento de pacientes de alta complexidade. Supervisiona a ação do grupo de técnicos e auxiliares de enfermagem, como a higienização, controle das medicações e prescrições, tendo papel assistencial fundamental.
  • 14. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM Prestar assistência segura, humanizada e individualizada aos clientes; Preparar clientes para consultas e exames, orientando-os sobre as condições de realização dos mesmos; Prepara e administrar medicações por via oral, tópica, intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa e retal s médicas ou de enfermagem; Verificar os sinais vitais e as condições gerais dos clientes;
  • 15. Executar atividades de limpeza, desinfecção, esterilização de materiais e equipamentos, bem como seu armazenamento; Realizar atividades na promoção de campanhas do aleitamento materno bem como a coleta no domicílio; Propor a aquisição de novos instrumentos para a reposição daqueles que estão avariados; Auxiliar na preparação do corpo após o óbito entre outras.
  • 16. CRITÉRIOS PARA INTERNAÇÃO E ALTA Enfermeiro da Clínica de Origem  Passar o caso por telefone à enfermeira da UTI e confirmar o horário para transferência;  Providenciar o transporte de suporte avançado para o paciente;  Acompanhar o transporte do paciente até a unidade e passar o caso e possíveis intercorrências do transporte. Equipe de Enfermagem da Clínica de Origem  Acomodar adequadamente o paciente na maca ou isolete de transporte;  Auxiliar o médico e enfermeiro no transporte;  Ajudar a transferir o paciente para o leito na UTI;  Passar o caso para a equipe de enfermagem da UTI;  Entregar o prontuário completo, medicamentos e pertences.
  • 17. EQUIPE MÉDICA INTENSIVA Ceder a vaga na unidade e confirmar horário com enfermeiro da unidade; Checar o respirador mecânico; Enfermeiro da UTI deve estar presente Obrigatoriamente no momento da admissão e fazer a avaliação do paciente com o preenchimento do impresso de avaliação admissional do paciente na unidade (impresso de histórico e exame físico);
  • 18. Verificar junto ao funcionário da clínica de origem, se a documentação de internação do paciente está completa: prescrição médica do dia e folha de controle de enfermagem, medicações e os pertences do paciente; Identificar (se houver) pertences e entregar para a família se estiver presente, ou obrigatoriamente no próximo horário de visitas - anotar no livro de ocorrências; Realizar anotação de admissão no livro de ocorrências e/ou admissão, onde deverão constar: data, horário, número do prontuário, nome completo, clínica de origem, diagnóstico e número do leito;
  • 19. EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVA  Montar a unidade, receber o paciente e transferir da maca para o leito em segurança; Promover oxigenação adequada, monitorização, manutenção de acessos e infusões, proteção para evitar perda de tubos, sondas e drenos, checar drenos de tórax e sonda vesical quanto à permeabilidade (se aberto ou fechado);  Observar nível de consciência, sinais vitais, presença de próteses, talas, próteses, integridade da pele;
  • 20. Identificar grau de dependência (deficiência visual, mobilidade, comunicação). Proceder a rotina de controles e medicações conforme prescrições médicas e de enfermagem, priorizar as atividades conforme gravidade do paciente; Anotar todas as observações no prontuário devidamente assinado e carimbado;  Orientar o paciente e os familiares sobre rotinas do setor: visitas, pertences, informações, lista de materiais de higiene.