Successfully reported this slideshow.

Apresentação Artigo Peixonauta

1.901 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

Apresentação Artigo Peixonauta

  1. 1. Como pode um peixe vivo viverfora do Brasil: o caso Peixonauta. Ana Caroline Fernandes Nonato Rodolfo Leandro de Faria Olivo Wilian Gatti Junior
  2. 2. Contexto• Mercado de animação para televisão (Exame, 2009): US$ 158 bilhões.• Mercado de varejo no Brasil para produtos licenciados: R$ 2,7 bilhões/ano• Animações dominadas por produtoras canadenses e americanas.• Há 4 anos não havia nenhuma animação brasileira para crianças de 3 a 7 anos na grade dos canais infantis. Hoje são 4 (Peixonauta, Meu Amigãozão, Princesas do Mar e Escola pra Cachorro).• Brasil não tinha condições de produzir desenhos na velocidade e preço acessíveis ao mercado internacional (ex. 30 minutos da série Bob Esponja é comercializada a US$ 2.000,00. Algumas animações podem sair de graça).• Dificuldade de obter empréstimos, pois não há garantias físicas para fornecer aos bancos: os ativos são intangíveis.
  3. 3. Cadeia Produtiva• Canal de Televisão – Quem tem a concessão pública da transmissão do sinal e pode explorar comercialmente.• Produtor - Quem produz conteúdo para ser licenciado na televisão e em várias mídias.• Distribuidor – Agente de vendas do conteúdo, oferecendo este conteúdo para diversas mídias. Tv fechada, Tv aberta, DVD, VOD, internet, celulares, outras mídias.• No Brasil a tv assumiu toda a cadeia produtiva, criou uma produção verticalizada.Fonte: ABPI-TV (2007)
  4. 4. Modelos de Negócio• Prestação de serviços – Terceirização, o canal de televisão contrata uma produtora para realizar uma determinada produção.• Co-produção – O canal de televisão faz um acordo com a produtora entrando com parte dos recursos do orçamento. Existe uma divisão dos direitos patrimoniais.• Pré-compra – O canal de televisão compra antecipadamente a produção do produtor independente, fica com direito da primeira exibição mas não fica com direitos patrimoniais.• Licenciamento – O canal de televisão compra direitos do produto já realizado para um número de exibições por período determinado.Fonte: ABPI-TV (2007)
  5. 5. A Pesquisa• Questão: Como as empresas brasileiras fazem a gestão da produção/comercialização de suas animações?• Metodologia: Estudo de caso (produtora TV Pinguim) – Yin (2001) – caso raro ou extremo
  6. 6. Estudo de Caso• Entrevista e pesquisas de dados secundários;• Entrevista realizada com Celia Catunda, sócia fundadora da TV Pinguim, em 17 de maio (1h15 de duração) na sede da produtora.• Grounded Theory leva a crer que os fatores institucionais foram decisivos para o sucesso da TV Pinguim;• Assim adotamos o referencial teórico da Teoria Institucional para o contexto do estudo de caso.
  7. 7. TV Pinguim• Fundada em 1989• Dois sócios (hoje são três): Celia Catunda e Francisco (Kiko) Mistrorigo• Em seu início era dedicada a produção publicitária, mas seus sócios entendiam que o sucesso só viria com a produção de conteúdo próprio e gerenciamento de marcas e personagens ligados a cultura e imerso em contexto brasileiro• 1993: série para pré-escola Poesias Animadas para TV Cultura• 1994: Rita também na TV Cultura• 2002: De onde vem?
  8. 8. Estudo de Caso: Peixonauta• Boom de cartoons nos EUA. Desde de 1992 havia um canal exclusivo para animações nos EUA (Cartoon Networks).• Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica) imposto regulamentado em 2001 (artigo 39 da Lei do Audiovisual). Uma TV estrangeira pagaria 11% sobre o lucro de uma produção caso não destine 3% do seu lucro a uma co- produção com empresa nacional. Conquista da ABPI-TV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão).• Em 2002 a TV Pinguim visitou as feiras do setor (MIPCOM e MIPTV) em busca de parceiros para co-produção. Nas reuniões (pré-agendadas) levou a bíblia do Peixonauta.• Inicia projeto de co-produção com a canadense Nelvana (produtora das animações Os Backyardigans, Franklin, Miss Spider, Babar e as aventuras de Badou entre outras).
  9. 9. Estudo de Caso: Peixonauta• Entre 2003 assina pré contrato com a Discovery Kids, mas a TV Pinguim não tinha todo o dinheiro para a produção da série de 52 episódios de 11 minutos (R$ 6 milhões). Co-produção com a Nelvana foi abortada depois de 1 ano de projeto. O tempo previsto para a produção com os canadenses não atendia aos prazos contratados com a Discovery.• Parte do investimento vem da Discovery incentivada pelo artigo 39 da Lei do Audiovisual. Outra parte de patrocínio da Bunge (R$ 400 mil). TV Pinguim buscou a parte restante junto a investidores.• Apresentaram o projeto a um grupo de investidores de risco em um evento da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Nenhum resultado, mas a empresa aprende a, por exemplo, montar um business plan.• Um participante do evento, ligado a Ancine (Agência Nacional do Cinema), apresentou a TV Pinguim ao BNDES.
  10. 10. Estudo de Caso: Peixonauta• Pelo Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual (Procult) do BNDES consegue o restante do financiamento para produzir a série.• Em termos comparativos, no Japão, a indústria de brinquedos financia a produção de animações.• Produção realizada em 22 meses. Empresa com 15 funcionários contou com a participação de 150 pessoas para a produção da 1ª temporada. Estréia no canal Discovery Kids em abril de 2009.• Segundo o IBOPE foi no último trimestre de 2010 a terceira atração mais vista no canal atrás de Mister Maker e Mecanimais.• Contratos de licenciamento de produtos conduzidos no Brasil pela Redibra e de transmissão no exterior pela canadense Breakthrough Entretainment
  11. 11. BrinquedosLong JumpCandideDicanLiderToysterMaterial EscolarJandaiaSerticMochilaPacificVestuárioLupo RiachueloEditorialEditora AbrilMelhoramentosFestaRegina Festas Alimentos Pão de Açúcar
  12. 12. Estudo de Caso: PeixonautaMERCADO INTERNACIONAL VENDIDO PARA MAIS DE 65 PAÍSES• Canadá: TVA Quebec, em francês.• Middle East - Canal Al Jazeera, em árabe: United Arab Emirates, Oman, Kuwait, Bahrain, Qatar, Saudi Arabia, Iraq, Iran, Republic of Yemen, Jordan, Palestine, Syria, Lebanon, Egypt, Libya, Algeria, Tunisia, Morocco, Sudan, Chad, Djibouti, Mauritania, Somalia.• Middle East - Canal E-Vision, em inglês: United Arab Emirates, Oman, Kuwait, Bahrain, Qatar, Saudi Arabia, Iraq, Iran.• Turquia, Canal Smart HD, em turco.
  13. 13. Estudo de Caso: Peixonauta• América Latina, Discovery Kids, em espanhol, inglês e português: Argentina, Belize, Bolivia, Brazil, Chile, Colombia, Costa Rica, Ecuador, El Salvador, Falkland Islands, French Guyana, Guatemala, Guyana, Haiti, Honduras, Mexico, Nicaragua, Panama, Paraguay, Peru, Suriname, Uruguay, Venezuela, Anguilla, Antigua & Barbuda, Aruba, Bahamas, Barbados, Bermuda, British Virgin Islands, Cayman Islands, Cuba, Dominica, Dominican Republic, Grenada, Guadeloupe, Haiti, Jamaica, Martinique, Montserrat, Netherland Antilles, Puerto Rico, St. Lucia, St. Kitts & Nevis, St. Vincent & Grenadines, Trinidad & Tobago, Turks & Caicos Islands.• Venezuela, Canal TVES, TV Aberta.• TAM Linhas Aéreas, rotas nacionais e internacionais, em inglês e português.• Em negociação adiantada: – EUA: Qubo TV, em inglês e Discovery Kids "en Español". – França: France Television TF1 e Canal Gulli – Diversos países: Globo Internacional, em português.• TV aberta no Brasil: estreou em maio de 2011 no SBT
  14. 14. Teoria Institucional Autor Década Elementos ObjetivoBerger e 60 - 70 Sociais Realidade socialmente construídaLuckmannMeyer, Padrões e práticas como Como a interação de padrões e estruturasScott e 70 - 80 valores. Sentimentos e são legitimadosZucker significadosPowell e Forças coercitivas, Homogeneidade, similaridade e ajustes 80 - 90DiMaggio miméticas e normativas entre organizações
  15. 15. Resultados Obtidos Pilar Regulatório Pilar Normativo Pilar Cognitivo-CulturalMecanismos Leis / Incentivos Fiscais Associações / Parcerias Crenças / Lógicas de AçãoBrasil 1) Não há barreiras de entrada 1) Criação da Associação de 1) O Brasil não possuía a animações estrangeiras no Produtores tradição em produção de Brasil; Independentes de Televisão animações; 2) Não há obrigatoriedade de (1999); 2) TVs abertas acreditam que reinvestimento de lucros das 2) Projeto conjunto de público infantil deseja produtoras internacionais no exportação áudio-visual com animações importadas, além de Brasil como há na França e apoio da Apex, Sebrae e adquiri-las a baixo custo. Canadá; Ministério da Cultura (2002); 3) Incentivo fiscal pelo artigo 3) ANCINE. 39 da lei do áudio visual (2001).TV Pinguim a) Apresentou projeto a a) Conseguiu convencer o a) Convenceu a Discovery Kids FINEP, apesar não obter BNDES a criar a linha de que o Brasil poderia criar uma financiamento, conseguiu financiamento Procult (2007); animação de sucesso e fechou adquirir experiência. b) Utilizou a linha do BNDES contrato do Peixonauta (2003); para fechar o pacote de b) Conseguiu convencer financiamento da 1ª distribuidores internacionais e temporada do o Peixonauta está em cerca de Peixonauta.(2009). 60 países (2011) Quadro 1 – Pilares institucionais que possibilitaram o Peixonauta Fonte: Elaboração dos autores adaptado de Vermulen et al (2007)
  16. 16. Considerações Finais• Forte perfil empreendedor da TV Pinguim;• Habilidade em utilizar os pilares institucionais a seu favor;• Capacidade de influenciar atores importantes no cenário institucional (BNDES, Discovery Kids e ANCINE);• Forte capacidade operacional de serviços de cumprir prazos e ficar dentro de orçamento estipulado.• Foco na competência central (produção de animações) e contratação de terceiros para atividades de apoio.

×