2 fase comentada

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Comentário da 2 Fase da 3ª Olimpiada de História.

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2 fase comentada

  1. 1. CENTRO DE ENSINO JOÃO MOHANA <br />Prof. Wilfred Batista<br />2FASE COMENTADA <br />
  2. 2. Comentário<br />Nessa questão era esperado que a equipe percebesse a partir da observação da imagem a crítica feita à crise no final do Império Brasileiro e a defesa do Republicanismo pelo periódico. Esperava-se ainda que a oposição e a posição dos elementos que representavam as duas formas de governo fossem percebidas: a reluzente figura da República, que ao subir os degraus do palácio afasta os símbolos já ultrapassados e sucateados do Império (trono, cetro, coroa) que se encontram amontoados como lixo.<br />
  3. 3. Comentário<br />Nessa questão o objetivo era pensar o momento das grandes navegações e suas descobertas para além dos interesses comerciais, enfatizando as trocas culturais que enriqueciam e impulsionavam os homens do século XV, assim como as problemáticas religiosas vivenciadas dentro da Europa. O documento foi incorporado pelos historiadores em meados do século XIX, mas não houve nenhuma “conspiração” para ocultá-lo. A ênfase nesse importante momento histórico de chegada dos europeus no Brasil, a partir de uma mescla entre economia, cultura e política religiosa, evidencia a complexidade de um período em que o ineditismo do empreendimento arrebatou os mais diversos segmentos sociais. Nesse caso, a biografia de Mestre João é um rico exemplo dessa aquisição de novos conhecimentos através do contato entre as mais diversas sociedades que, se nem sempre, foram agradáveis e solícitas entre si – perseguições religiosas, disputas comerciais, etc. revelaram um mundo em convulsão durante as expansões territoriais.<br />
  4. 4. Comentário<br />A segunda questão sobre o texto de Paulo Roberto Pereira tinha como proposta trazer à tona as diferentes técnicas desenvolvidas pelos homens para o controle de suas rotas, seja no século XV, durante as navegações, seja na atualidade, em que a função do GPS seria localizar o motorista no trânsito das cidades, orientar navios e aviões. No mar, no céu ou no asfalto, o texto chama a atenção para a necessidade do homem em registrar seus caminhos, fazendo dialogar o passado e o presente. Esse tipo de comparação quando realizado de forma não anacrônica é pertinente. A questão também nos aproxima criticamente da simbologia da proclamação republicana no Brasil, que teria reinterpretado e adaptado aquele contexto de novas descobertas a fim de legitimar seu próprio discurso nacionalista. É importante também notar que a descoberta da carta de Mestre João séculos após de sua escrita, pelo historiador Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878), abre novos horizontes historiográficos para pesquisas sobre esse período das grandes navegações, a respeito dos contatos culturais, das rivalidades religiosas e das disputas náuticas, assim como cria condições para uma reapropriação desses sentidos históricos. Cabe ao historiador reconhecer essas armadilhas temporais e contextualizar suas fontes.<br />
  5. 5. Comentário<br />A questão tinha por objetivo levar o grupo a refletir sobre a forma como se lidava com o desconhecimento cientifico sobre a propagação das doenças em meados do século XIX, assim era esperado que a equipe identificasse o documento como uma estratégia para promover o apaziguamento da população, uma vez que os médicos do período pouco sabiam sobre a febre amarela e sua forma de transmissão (a descoberta do mosquito como transmissor da doença data de 1884). A relação entre a propagação da doença e o clima estava atrelada ao estrangeiro não aclimatado, não acostumado com os trópicos, que no documento era culpabilizado pela transmissão da doença.<br />
  6. 6. Comentário<br />Essa questão teve como proposta trabalhar com o primeiro trecho do Regimento elaborado pelo rei Dom João III em 1548, apontando alguns dos objetivos da Corte Portuguesa ao criar um modo de administração colonial por meio dos Governos Gerais – que existiriam no Brasil até 1808. O documento discorre sobre as expectativas do rei português em relação ao seu primeiro governador geral, Tomé de Souza, que apesar de seu grande desempenho na Bahia atuou em grande parte da costa brasileira. No documento resgatamos algumas das incumbências a ele atribuídas, como conservar, enobrecer, fortalecer e povoar as capitanias brasileiras, a começar pela região da Baía de Todos os Santos, local que se configurava como principal suporte administrativo do Brasil. Dessa forma, a criação de fortalezas, baseadas num modelo arquitetônico amplamente utilizado desde o período Medieval, visava efetivar o poder real junto ao processo de colonização – fundando a cidade de Salvador em 1549 –, assim como defender esses distintos pontos estratégicos de ocupação portuguesa dos constantes ataques indígenas e estrangeiros. Por fim, é importante notar a condição de fidelidade embutida nas palavras do rei Dom João a Tomé de Souza, uma vez que oferecia ao governador geral o estatuto de seu representante em terras coloniais. Nesta estrutura, o Rei delega poder e espera fidelidade em troca; o governador geral vai, por sua vez, encabeçar uma rede de poder e delegar mais funções para fazer cumprir as ordens que recebera, esperando também fidelidade em troca. <br />
  7. 7. Comentário<br />Essa questão trazia uma proposta mais historiográfica (discutir como se faz a história e a importância desta disciplina). Tinha por objetivo de retomar a discussão sobre a história oral, um dos temas de nossa olimpíada anterior. Era esperado que a equipe identificasse no texto a importância que o autor dá à finalidade social da história e os limites da história factual descompromissada. A história oral, assim como de outros métodos de análise do passado, não pode em si ser considerada a mais completa ou verdadeira, mas uma possibilidade de transformar conteúdos tradicionais.<br />
  8. 8. Comentário<br />O objetivo da questão era mostrar que existe uma representação das funções da mulher independente de sua inserção social. De um lado as chamadas desafortunadas, como as órfãs e viúvas que chegavam às fábricas por desvantagem social; de outro lado a mulher casada que possui certa estabilidade de vida. No entanto a dissociação entre as figuras de mulher não se sustenta, pois em ambos os tipos o “ser mulher” é culturalmente universalizado. Do mesmo modo, os documentos mostram como no próprio seio da cultura operária estão presentes expectativas de modos de comportamentos burgueses e condutas conservadoras.<br />
  9. 9. Comentário<br />O objetivo da questão era mostrar que existe uma representação das funções da mulher independente de sua inserção social. De um lado as chamadas desafortunadas, como as órfãs e viúvas que chegavam às fábricas por desvantagem social; de outro lado a mulher casada que possui certa estabilidade de vida. No entanto a dissociação entre as figuras de mulher não se sustenta, pois em ambos os tipos o “ser mulher” é culturalmente universalizado. Do mesmo modo, os documentos mostram como no próprio seio da cultura operária estão presentes expectativas de modos de comportamentos burgueses e condutas conservadoras.<br />
  10. 10. Comentário<br />O objetivo da questão era que o aluno observasse atentamente a pintura de Tarsila do Amaral, que foi uma das artistas modernistas brasileiras que, junto com outros pintores, dedicou-se à temática social. O assunto abordado na obra refere-se à industrialização – perceba o quanto o trem é representativo deste contexto – e o resultado deste processo. Trata-se de uma obra que esboça uma preocupação com um dos elementos do processo de industrialização do Brasil: a migração, representada por um grupo familiar desembarcando numa estação de trem. Observe ainda que as cores utilizadas no quadro não são vibrantes e tampouco as pessoas estão com a fisionomia alegres; a indumentária é simples indicando que vêm de uma origem humilde. Por fim, era necessário que a equipe percebesse a relação entre a pobreza expressa na obra, a forma como ela foi representada, e a relação com o fato de os indivíduos viajarem de “segunda classe”. <br />
  11. 11. Comentário<br />O objetivo da questão era que o aluno observasse atentamente a pintura de Tarsila do Amaral, que foi uma das artistas modernistas brasileiras que, junto com outros pintores, dedicou-se à temática social. O assunto abordado na obra refere-se à industrialização – perceba o quanto o trem é representativo deste contexto – e o resultado deste processo. Trata-se de uma obra que esboça uma preocupação com um dos elementos do processo de industrialização do Brasil: a migração, representada por um grupo familiar desembarcando numa estação de trem. Observe ainda que as cores utilizadas no quadro não são vibrantes e tampouco as pessoas estão com a fisionomia alegres; a indumentária é simples indicando que vêm de uma origem humilde. Por fim, era necessário que a equipe percebesse a relação entre a pobreza expressa na obra, a forma como ela foi representada, e a relação com o fato de os indivíduos viajarem de “segunda classe”. <br />
  12. 12. Comentário<br />Sob o olhar crítico e poético de João Cabral de Melo Neto, em versos bastante conhecidos, o objetivo da questão era fazer com que a equipe discutisse a tensão histórica existente no campo e suas forças desproporcionais em batalha, levando em conta a necessidade de desengessar a cultura latifundiária no Brasil.<br />
  13. 13. Comentário – TAREFA <br />Na Primeira Fase, nossa tarefa foi responder a um questionário com dados sobre os membros das equipes participantes. Já a tarefa da Fase 2 propôs uma atividade bastante conhecida pelos professores de história: a linha do tempo. As temporalidades são um tema importante para que seja possível visualizar o processo histórico em seu desenrolar. Todos criticamos as “decorebas sem sentido” de datas; mas compreender as temporalidades, e entender que os documentos têm a dizer muito sobre o momento em que são produzidos, é fundamental. Assim, o objetivo do exercício era despertar nas equipes discussões sobre os documentos e sua produção e sobre os processos a que eles se referem.<br />

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