Planos narrativos

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Planos narrativos e ritmo

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Planos narrativos

  1. 1. Planos Narrativos
  2. 2. Em cinema ”um plano é o intervalo entre dois cortes". Ou seja, do momento em que o diretor fala "gravando!" ao momento em que ele grita "corta!". Isso pode até estar certo, mas há uma definição que engloba os planos em todas as mídias: ele é a reunião de todos os elementos limitados pelo enquadramento. Ou seja, tudo o que está no quadrinho, ou tudo o que está na tela, ou no espaço determinado dentro da foto.
  3. 3. Plano Panorâmico Mostra um cenário de forma mais ampla. Sua função é ambientar o público antes de envolvê-lo com os personagens.
  4. 4. Plano Geral Tem a função de mostrar a relação do personagem com o ambiente. Ele mostra onde está o personagem, o que está fazendo, outras pessoas que possam estar ali com ele.
  5. 5. Plano Americano Mostra boa parte do corpo de um personagem, mas não tudo. Pode ser considerado plano americano se o enquadramento vai da cabeça até a cintura ou coxa. É um plano narrativo e dramático.
  6. 6. Plano Italiano É um pouco mais fechado que o Plano Americano. Mostra o personagem a partir do tórax. Ele nos dá um pouco mais de intimidade com o personagem.
  7. 7. Close Mostra os elementos do rosto do personagem. Nos aproxima ainda mais do personagem e nos dá uma percepção mais clara das suas emoções.
  8. 8. Big Close Enquadra apenas um único elemento do rosto da personagem, como um olho o a boca. É um plano às vezes simbólico e muito expressivo.
  9. 9. Plano Detalhe Mostra uma parte do corpo do personagem, um animal ou um objeto. É diferente do Big Close por não se prender à elementos do rosto.
  10. 10. Plano Sequência Ele não tem cortes. Nas HQs ele exige um pouco mais de cuidado para ser executado (se é que é realmente possível), podendo se tornar uma única e grande ilustração contando uma história.
  11. 11. http://www.youtube.com/watch?v=-RGhSADIGOY http://www.youtube.com/watch?v=NUlbPAzKFFo http://www.youtube.com/watch?v=_8YRx47oylM http://www.youtube.com/watch?v=1UWOhjnClJQ
  12. 12. Aula 4
  13. 13. Estruturando a ideia
  14. 14. A ideia Escolha do tema Público Quanto espaço vai usar Recursos visuais que você tem disponíveis.
  15. 15. Vai ser uma comédia? Drama? Terror? Vai ser uma saga dividida em capítulos? E os personagens? Como são? E o universo em que a história se passa, como é?
  16. 16. Tente estruturar o principal e deixe fluir naturalmente o restante.
  17. 17. Começo, Conflito e Resolução
  18. 18. Começo: É como sua história vai começar. Esta fase é crucial porque ela serve para capturar o leitor, então ela vai apresentar o protagonista e os elementos que vão gerar identificação com aquela história.
  19. 19. Conflito: Nesta etapa já estamos envolvidos com o protagonista, com o mundo e com alguns coadjuvantes e já sabemos o que ele (a) vai ter que enfrentar. É a etapa onde a história deixa a zona de conforto, o mundo comum, para embarcar na assim chamada aventura.
  20. 20. Resolução: É o final da história. Mas não apenas isso! Você preparou o público para isso. Seu personagem enfrentou diversos desafios para chegar a esse momento.
  21. 21. Quando alguém acompanha uma história, acaba criando suas próprias expectativas, enquanto se envolve com os personagens.
  22. 22. Se você acompanha os desafios do protagonista, é porque quer vê-lo vencedor no final. Isso causa a sensação de recompensa no público e isso é vital para que sua produção seja uma boa memória na cabeça de quem foi impactado.
  23. 23. Exercício com animações da Pixar Em grupo: Identificar planos narrativos Dividir: começo, conflito e resolução
  24. 24. RITMO
  25. 25. Toda montagem tem um ritmo, seja um videoclipe, uma hq, uma vinheta, um longa metragem ou mesmo um curta.
  26. 26. E o ritmo em um discurso audiovisual está intrinsecamente ligado ao tema abordado e como ele é narrado.
  27. 27. Essa velocidade com que as imagens são apresentadas tem muito a ver com a idéia que está na cabeça do diretor/escritor/quadrinista/ editor, TUDO gira em torno do conceito visual dele, se esse conceito é limitado o material final ficará igualmente limitado.
  28. 28. Ter no mínimo uma noção de movimento de câmera é primordial para uma boa narrativa visual, além de conhecer os planos de cena e enquadramentos.
  29. 29. O ritmo é o segundo momento da montagem; o primeiro, cortes satisfatórios com continuidade para clareza da narrativa.
  30. 30. Ritmo mais rápido, em geral, sugere mais intensidade.
  31. 31. O ritmo vem da variação da duração dos planos.
  32. 32. O tipo de transição também afeta o ritmo.
  33. 33. O tempo é um dos elementos do ritmo. Se quiser mostrar um café da manhã no ritmo do personagem (dinâmico), usar planos curtos; se o personagem é pouco dinâmico, usar planos mais longos.
  34. 34. Movimentos de câmera; movimentos dentro do plano e o corte em movimento fazem a cena dinâmica.
  35. 35. Não deixe os cortes se tornarem previsíveis, se não muda o ritmo não altera a dinâmica. Não há surpresas.
  36. 36. Os melhores cortes passam despercebidos, são suaves. Os piores cortes chamam atenção para si mesmos. Eles pulam.
  37. 37. Exemplos de ritmos
  38. 38. Trabalho: Em grupos, estruturar uma ideia de narrativa visual, com tema livre, podendo usar uma sequência fotográfica, uma história em quadrinhos, um vídeo ou uma animação como resultado final.
  39. 39. Etapas: 1 – Definição do tema e do suporte (vídeo, animação, teatro, etc) 2 – Montagem do roteiro 3 – Produção 4 - Apresentação

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