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Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
ISSN 0103-5150
Fisioter. Mov., Curitiba, v. 24, n. 2, p. 221-229 abr./jun. 2011
Licenciado sob uma Licença Creative Commons
[T]
Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a
força muscular
[I]
Acute effect of different forms of heating on muscle strength
[A]
Cecilia Voloschen de Albuquerque[a]
, Juliana Paula Maschio[b]
, Cristiane Regina Gruber[c]
,
Ricardo Martins de Souza[d]
, Sara Hernandez[e]
[a]
Graduanda do oitavo período de Fisioterapia das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail:
ceciliavoloschen@pop.com.br
[b]
Graduanda do oitavo período de Fisioterapia das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail:
maschio.juliana@gmail.com
[c]
Fisioterapeuta e Licenciada em Educação Física, especialista em Treinamento Individual e Qualidade de Vida, Mestre
em Engenharia Biomédica, professora da Escola de Saúde das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR -
Brasil, e-mail: cristiane_gruber@hotmail.com
[d]
Graduado em Educação Física, Mestre em Ciências do Exercício e Esporte, Doutorando em Educação Física,
professor da Escola de Saúde das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail:
profricardo2006@yahoo.com.br
[e]
Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia traumato-ortopédica e desportiva pela Pontificia Universidade Católica do
Paraná (PUCPR), Mestre em Educação Física, responsável pela avaliação isocinética na Clínica do Joelho, Curitiba, PR -
Brasil, e-mail: sarinha_hrn@hotmail.com
[R]
Resumo
Os exercícios físicos têm a finalidade de manter e melhorar um ou mais componentes do condicionamento
físico, dentre os quais está a força muscular. Para o aperfeiçoamento do treino da força são utilizadas várias
técnicas de aquecimento, com vistas a alcançar seus benefícios. O objetivo deste estudo foi avaliar a força
muscular dos extensores do joelho, antes e após a aplicação de alongamento estático (GAE), exercício ae-
róbico (GEA) e associação de ambos (GAE+GEA), verificando, dessa maneira, os efeitos dos diferentes tipos
de aquecimento sobre a força muscular. Para tanto, participaram do estudo 16 indivíduos do sexo feminino
(idade de 22,5 ± 4,7 anos e IMC de 20,8 ± 1,83 kg/m2), divididos em três grupos (GAE, GEA e GAE+GEA).
As variáveis observadas foram: pico de torque concêntrico, pico de torque excêntrico e trabalho total. Cada
Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S.
222
neste estudo, encontram-se o alongamento e o aque-
cimento aeróbico. O alongamento muscular é frequen-
temente efetuado nas práticas desportivas, com o
objetivo de aumentar a flexibilidade muscular e a
amplitude articular, assim como, possivelmente, me-
lhorar o desempenho atlético (5). Já os exercícios ae-
róbicos tendem a aumentar a temperatura corporal,
possibilitando maior velocidade das reações quími-
cas no corpo humano (6).
Embora a literatura evidencie os benefícios do
aquecimento, ainda surgem divergências quanto ao
tipo de aquecimento que seria mais eficiente para
melhorar o desempenho nos exercícios resistidos
(7). O treinamento da flexibilidade realizado antes
desses exercícios vem trazendo controvérsias no âm-
bito científico no que se refere aos seus efeitos para
a performance muscular do indivíduo (8). Pesquisas
comprovam que o alongamento pode prevenir en-
curtamentos teciduais, otimizando o desenvolvimen-
to de contrações voluntárias máximas e o desempe-
nho muscular, o que contribuiria para o treino de
força e potência (9, 10). Porém, estudos apontam
que a realização de exercícios de alongamento antes
Introdução
Os exercícios físicos são movimentos corporais
planejados, estruturados e cíclicos, feitos para man-
ter e melhorar um ou mais componentes do condi-
cionamento físico (1). Dentre estes componentes
está a força muscular, a qual é definida como a ca-
pacidade do músculo esquelético produzir tensão e
torque máximos.
Para aperfeiçoar o treinamento de força muscu-
lar, são utilizadas várias técnicas de aquecimento,
visando a alcançar benefícios como: aumento da
temperatura muscular, do metabolismo energéti-
co, da elasticidade do tecido conjuntivo, do débito
cardíaco, da velocidade de transmissão do impulso
nervoso (melhorando a sensibilidade dos proprio-
ceptores, o recrutamento das unidades motoras, a
coordenação e a capacidade de suportar carga); di-
minuição da viscosidade do sistema músculo-tendí-
neo; redistribuição do fluxo sanguíneo e melhora da
difusão do oxigênio disponível nos músculos (2-4).
Dentre as diversas técnicas realizadas previamen-
te a um exercício resistido, e que serão abordadas
grupo, posteriormente à avaliação da força no dinamômetro isocinético, realizou, após um intervalo mí-
nimo de 48 horas, um protocolo de aquecimento seguido da reavaliação da força muscular. Os resultados
obtidos indicaram não haver influência significativa inter e/ou intraprotocolos nas variáveis observadas,
considerando nível de significância de p ≤ 0,05. Portanto, conclui-se que, de forma aguda, o desempenho de
força muscular na extensão do joelho não sofreu alterações significativas após os diferentes protocolos de
aquecimento utilizados. [#]
[P]
Palavras-chave: Aquecimento. Alongamento muscular. Força muscular. Dinamômetro isocinético.
[B]
Abstract
The physical exercises are designed to maintain and improve one or more components of physical fitness,
and among them are muscle strength. For the improvement of strength training, many heating techniques
are used in order to achieve its benefits. The aim of this study was to evaluate the muscle strength of knee
extensors, before and after applying with static stretching (SSG), aerobic exercise (AEG) and the combination
of both (SSG + AEG), checking in this way, the effects of different types of warm on muscle strength. For this
participated in the study 16 women (age 22.5 ± 4.7 years, BMI 20.8 ± 1.83 kg/m2), they were divided into
three groups (SSG, AEG and SSG + AEG). The verified variables were: concentric peak torque, eccentric peak
torque and total work. Each group, after evaluating of the strength in the isokinetic dynamometer then of
minimum 48 hours, performed a warm-up protocol and reviewed the force. The results indicated that there
was no significant inter and/or intra protocols on the observed variables, considering a significance level of
p ≤ 0.05. Therefore, we concluded that, acutely, the performance of muscle strength in knee extension did not
change significantly after the different protocols used for heating.
[K]
Keywords: Warm up. Muscle stretching. Muscle strength. Isokinetic dynamometer.
Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular
223
Tabela 1 - Procedimentos
Dia 1 Dia 2
Familiarização Aquecimento
Teste de FCVM* de
extensão do joelho
Reavaliação
Legenda: * = teste de força de contração voluntária máxima.
atento quanto à posição adotada pelo praticante no
momento da avaliação; c) cada procedimento foi
orientado e/ou executado por um único avaliador.
Todas as avaliações da força de contração volun-
tária máxima (FCVM) da musculatura extensora do
joelho foram realizadas no dinamômetro isocinéti-
co (CYBEX - modelo NORM 7000). Somente o mem-
bro dominante foi avaliado. A descrição das etapas
do estudo encontra-se a seguir:
Avaliação da FCVM de extensão do joelho
sem aquecimento prévio
Primeiramente, a dominância do membro infe-
rior foi identificada. O eixo de rotação do dinamô-
metro foi alinhado com o eixo anatômico do joelho
(epicôndilo lateral do fêmur), enquanto que o braço
de alavanca do dinamômetro foi fixado na região
distal da perna (5 cm acima do maléolo medial), de
forma a permitir um arco completo de dorsiflexão
do tornozelo. A amplitude da angulação do teste foi
limitada em 90° com início em 0° de extensão e tér-
mino em 90° de flexão do joelho (19), sendo feita a
correção da gravidade como parte dos procedimen-
tos de preparo do dinamômetro (20, 21). O encosto
da cadeira do dinamômetro foi ajustado a um ângu-
lo de 120°, a fim de aumentar a inclinação do qua-
dril e, por conseguinte, aumentar o alongamento do
músculo reto femoral e diminuir a coativação dos
músculos isquiotibiais (22), fazendo assim com que
haja maior produção de força do quadríceps femo-
ral (22). Durante a avaliação, os sujeitos receberam
orientação para segurarem firmemente nos apoios
laterais do assento, auxiliando a realização da força
durante o movimento contrarresistido (Figura 1).
Este foi executado a uma velocidade angular de
30°/s – considerada lenta, segundo Terreri et al.
(23) –, usada para aquisição de maior produção de
força (21, 23, 24).
das atividades que envolvam força acarreta prejuízo
ao desempenho desta (11-15). Entretanto, alguns
autores não observaram efeitos deletérios dos exer-
cícios de flexibilidade e de outras formas de aqueci-
mento sobre a força muscular (16-18).
Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar
a força muscular dos extensores do joelho, antes e
após a aplicação de aquecimento com alongamento
estático, exercício aeróbico e associação de ambos,
verificando, dessa maneira, os efeitos dos diferentes
tipos de aquecimento sobre a força muscular.
Materiais e métodos
Casuística
Foram selecionados para este estudo 18 indiví-
duos do sexo feminino, porém dois deles foram ex-
cluídos por apresentarem dor durante a realização
dos testes, resultando em uma amostra constituída
por 16 participantes (22,5 ± 4,7 anos, 162 ± 6,13 cm,
54,89 ± 7,26 kg e 20,8 ± 1,83 kg/m2
). Os critérios de
inclusão foram: a) serem classificados como ativos
ou irregularmente ativos por meio do Questionário
Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão cur-
ta; b) não apresentarem lesões osteomioarticulares
que dificultassem a realização da avaliação e a apli-
cação do programa de exercícios.
Todos os voluntários foram informados sobre os
objetivos e procedimentos do estudo e assinaram um
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estu-
do foi aprovado pelo Comitê de Ética das Faculdades
Integradas do Brasil (Unibrasil), com parecer n. 025/
2010, e está de acordo com a Resolução n. 196/96 de
pesquisa em seres humanos, do Conselho Nacional
de Saúde.
Procedimentos
Todos os procedimentos foram realizados nas de-
pendências da Clínica do Joelho (Curitiba, PR), com
o auxílio da fisioterapeuta da clínica e colaboradora
da pesquisa, da seguinte maneira:
Objetivando reduzir a margem de erro durante a
realização das avaliações, foram adotadas as seguin-
tes estratégias: a) instruções padronizadas sobre ro-
tina de exercícios e coleta de dados foram oferecidas
antes de cada procedimento; b) o avaliador estava
Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S.
224
Figura 1 - Posicionamento do voluntário na cadeira do dina-
mômetro isocinético
direção ao tórax (abraçando o membro) enquanto
o membro dominante, com auxílio do avaliador, era
posicionado em extensão de quadril e flexão de joe-
lho até o limite no qual o participante referisse estar
sentindo tensão máxima suportável de alongamento
da musculatura extensora de joelho, porém sem sen-
tir dor. Neste momento, o alongamento foi mantido
durante 30 segundos (29). Após um intervalo de 1
minuto, o procedimento foi repetido no mesmo mem-
bro (20). Realizaram-se quatro repetições em cada
membro inferior (29) de maneira alternada.
Os seis indivíduos que participaram do grupo GEA
realizaram o aquecimento na bicicleta ergométrica
(Ergofit®
, modelo 167). Foram posicionados e orien-
tados pelo avaliador, da seguinte maneira: a altura
do banco foi definida com base na altura da espinha
ilíaca ântero-superior do voluntário e a distância do
banco para o guidom ajustada com base na flexão do
tronco em aproximadamente 30 graus (28). O exercí-
cio foi realizado à velocidade entre 60 e 70 rpm (30),
com carga de 50 W (30), durante 10 minutos (28).
Para o grupo GAE+GEA foram realizados os mes-
mos exercícios do grupo GAE e GEA, seguidamente
um ao outro, com intervalo de um minuto entre o
alongamento estático e o exercício aeróbico. Este
grupo foi constituído de quatro participantes, pois
dois foram excluídos do estudo por apresentarem
dor durante a realização dos testes.
Reavaliação da FCVM de extensão do joelho
após aquecimento prévio
Um minuto após o aquecimento, os sujeitos foram
reavaliados no dinamômetro isocinético, seguindo os
mesmos parâmetros da avaliação inicial. Para com-
paração da força da musculatura extensora de joelho
sem e com aquecimento prévio, foram coletadas e
registradas as seguintes variáveis isocinéticas: PTC,
PTE e TT. Os resultados de pico de torque foram ex-
traídos do melhor ângulo de produção de força dado
pelo gráfico produzido pelo dinamômetro, e o traba-
lho total foi obtido pela soma do trabalho concêntri-
co e do trabalho excêntrico de 1-RM.
Análise estatística
O teste de Kolmogorov-Smirnof foi aplicado para
confirmar a normalidade dos dados. Assumindo-se
Em seguida, executou-se um período de familia-
rização ao equipamento, que incluiu a realização
de três contrações submáximas dos extensores de
joelho (25), a fim de possibilitar o aprendizado do
movimento com o funcionamento da máquina e o
recrutamento de unidades motoras (26). Após a fa-
miliarização aguardou-se 45 segundos para a avalia-
ção inicial, na qual o indivíduo realizou uma contra-
ção máxima (fase concêntrica e excêntrica). Segundo
Dvir (25), um intervalo entre as séries de 30 a 60
segundos é suficiente para recuperação muscular e
desempenho ideal na sequência do teste. Neste mo-
mento, foram coletadas e registradas, por meio do
dinamômetro, as seguintes variáveis isocinéticas:
pico de torque concêntrico (PTC), pico de torque ex-
cêntrico (PTE) e trabalho total (TT).
Aquecimento
Após um período mínimo de 48 horas (27, 28)
da avaliação inicial, os sujeitos foram submetidos
a um programa de aquecimento, sendo seleciona-
dos aleatoriamente para fazerem parte de um dos
três grupos – alongamento estático (GAE), exercício
aeróbico (GEA) ou exercício aeróbico mais alonga-
mento estático (GAE+GEA).
Os voluntários participantes do grupo GAE (seis
indivíduos) foram submetidos ao alongamento pas-
sivo do músculo quadríceps. Após serem orientados,
foram posicionados em decúbito dorsal com os mem-
bros inferiores para fora da maca. Inicialmente, o mem-
bro não dominante deveria permanecer em flexão de
quadril e joelho, sendo mantido pelo participante em
Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular
225
Figura 2 - Média e desvio-padrão do PTC, dado em Newton por
metro (N/m), antes e depois da aplicação de alonga-
mento estático (AE), do exercício aeróbico (EA) e do
alongamento estático mais exercício aeróbico (EAA)
Figura 3 - Média e desvio-padrão do PTE, dado em Newton por
metro (N/m), antes e depois da aplicação de alonga-
mento estático (AE), do exercício aeróbico (EA) e do
alongamento estático mais exercício aeróbico (EAA)
Figura 4 - Média e desvio-padrão do TT, dado em Joules (J),
antesedepoisdaaplicaçãodealongamentoestático
(AE), do exercício aeróbico (EA) e do alongamento
estático mais exercício aeróbico (EAA)
TT-PRE
160
180
200
220
240
260
280
300
320
340
360
380
400
TT-POS
GRUPO AE
GRUPO EA
N/m
GRUPO EAA
PTC-PRE
60
80
100
120
140
160
180
200
PTC-POS
GRUPO AE
GRUPO EA
N/m
GRUPO EAA
PTE-PRE
60
80
100
120
140
160
180
200
PTE-POS
GRUPO AE
GRUPO EA
N/m
GRUPO EAA
uma distribuição normal, um número de análises de
variância ANOVA multifatorial com medidas repeti-
das foi aplicado para testar as diferenças entre os gru-
pos experimentais GAE, GEA e GAE+GEA. O teste de
Tukey foi aplicado quando houve diferença entre os
grupos para determinar onde as diferenças ocorreram.
Os testes estatísticos para todas as variáveis analisadas
apresentaram nível de significância de p ≤ 0,05 e foram
aplicados por meio do software Statística®
versão 7.0.
Resultados
O presente estudo objetivou avaliar a força mus-
cular dos extensores do joelho, antes e após a apli-
cação de aquecimento com alongamento estático,
exercício aeróbico e a associação de ambos. Para
tanto, analisou-se o PTC, o PTE e o TT antes e depois
dos diferentes protocolos aplicados.
As Figuras 2, 3 e 4 apresentam, respectivamente,
a média e o desvio-padrão do PTC, PTE e TT, antes e
depois do alongamento estático, do exercício aeróbi-
co e da associação de ambos. Observa-se que as di-
versas técnicas realizadas previamente ao exercício
resistido, neste estudo, não produziram diferenças
estatisticamente significativas inter e/ou intraproto-
colos nas variáveis analisadas (p ≤ 0,05), ou seja, não
houve alteração do desempenho de força muscular.
Discussão
Neste estudo, a força muscular de extensão do
joelho foi avaliada antes e após a aplicação de alon-
gamento estático, aquecimento aeróbico e associa-
ção de ambos, a fim de avaliarem-se os efeitos dos
diferentes tipos de aquecimento sobre a força mus-
cular. De forma geral, os resultados indicaram não
haver influência significativa inter e/ou intraproto-
colos nas variáveis observadas (PTC, PTE e TT).
Estes resultados assemelham-se aos de Amaral et
al. (16), que verificaram a influência do alongamento
no desempenho da força de membros inferiores no
teste de 1 RM em atletas. Para tanto, após a familia-
rização, os indivíduos, em uma sessão, realizavam o
aquecimento em bicicleta durante 10 minutos mais o
alongamentoestático,enasessãoseguinte,realizavam
o aquecimento somente na bicicleta. Após cada sessão
a carga máxima foi reavaliada e concluiu-se que os di-
ferentes aquecimentos aplicados não influenciaram
Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S.
226
Fowles et al. (35) avaliaram a performance da
força muscular após 30 minutos de alongamento
passivo máximo. Os resultados desse estudo evi-
denciaram a diminuição da força, em comparação
ao grupo controle. De acordo com os autores, o res-
ponsável pela queda na capacidade de força máxi-
ma após exercícios de alongamento pode ser o de-
créscimo na ativação das unidades motoras.
Na mesma linha de pensamento, Wilson et al.
(36)apontam que o alongamento estático reduziria
a tensão passiva e a rigidez da musculatura esque-
lética, tornando a unidade músculo-tendínea mais
maleável, a qual passaria por um rápido período de
diminuição de comprimento, com ausência de so-
brecarga, até que os componentes elásticos do siste-
ma fossem ajustados o suficiente para a transmissão
da força, colocando um componente contrátil numa
posição menos favorável em termos de produção de
força nas curvas de força-comprimento e força-velo-
cidade. Outra explicação para o decréscimo de força
após o alongamento é relacionada a fatores mecâni-
cos, que provocariam modificações plásticas, tanto
nos componentes elásticos dos tecidos moles como
na fáscia muscular, induzindo modificações mais
permanentes em seus comprimentos (31).
Deve-se levar em consideração que no presente
estudo o método de alongamento estático foi reali-
zado em apenas uma sessão, e após um minuto de
intervalo reavaliou-se a contração voluntária máxi-
ma de extensão do joelho. Sugere-se, dessa maneira,
que o tempo de estimulação empregado (120 segun-
dos, divididos em quatro séries de 30 segundos) foi
insuficiente para alterar fisiologicamente a estrutu-
ra muscular. Portanto, seguindo-se o raciocínio de
Fowles (35) e Wilson (36), a não alteração nas variá-
veis analisadas (PTC, PTE e TT) pode ser decorrente
da interferência de fatores como intensidade e vo-
lume dos tipos de aquecimento empregados. No en-
tanto, Depino et al. (37), ao analisarem a duração do
efeito agudo do alongamento dos isquiotibiais após
o término de um protocolo realizado com quatro sé-
ries de 30 segundos, verificaram a manutenção do
comprimento muscular por três minutos. Por con-
seguinte, de acordo com os autores, as modificações
do comprimento muscular ainda estariam presentes
após um minuto do alongamento (tempo utilizado
neste estudo para reavaliação da força).
Além do alongamento estático, alguns estu-
dos (38, 39) explanam que os exercícios aeróbi-
cos, quando realizados previamente aos exercícios
negativamente o desempenho de 1 RM. Este achado,
apesar de amostra e método de avaliação distintos,
corrobora os resultados do estudo em questão.
Em revisão de literatura realizada por Shrier et al.
(11), com o objetivo de avaliar se o alongamento pro-
porciona melhorias no desempenho, verificou-se que
22 dos 23 artigos analisados sugeriram não haver ne-
nhum tipo de benefício para a força isométrica, torque
isocinético ou para o salto em altura. Exemplificando
este resultado, pode-se observar que no presente es-
tudo o alongamento também não foi capaz de alterar
as variáveis relacionadas à força muscular.
O estudo de Fermino et al. (31), com 12 voluntá-
rios, observou não haver diferença significativa no
número máximo de repetições em cada série com
carga para 10 RM no exercício de mesa flexora, in-
dependentemente da forma de aquecimento rea-
lizado: alongamento por meio do método passivo
estático ou aquecimento específico. Isso demons-
tra que aquecimentos gerais, como alongamentos
e exercícios que envolvem o corpo como um todo,
podem apresentar alguns benefícios, mas não são
tão eficazes para favorecer o ganho de força (31).
O mesmo ocorreu no estudo em questão, porém uti-
lizando alongamento estático e exercício aeróbico.
Outros estudos que não verificaram alterações
significantes na capacidade de gerar força após dife-
rentes protocolos de aquecimento foram o de Simão
et al. (28) e Nader et al. (32), que analisaram o aque-
cimento específico, aeróbico e de flexibilidade pas-
siva, e o de Nicoli et al. (7), que avaliaram o aqueci-
mento específico e o aeróbico.
Em contrapartida, Souza et al. (33), ao analisa-
rem o efeito agudo do intervalo passivo e do alonga-
mento estático no desempenho de séries múltiplas
dos exercícios de agachamento e supino reto, obser-
varam que pode haver diminuição do número de re-
petições máximas quando se utiliza, entre as séries,
o exercício de alongamento. Corroborando esse es-
tudo, Tricoli e Paulo (34) determinaram os efeitos
de uma sessão aguda de exercícios de alongamento
estático no desempenho de tarefa que envolve força
máxima no aparelho de leg press e verificaram uma
redução expressiva na carga média obtida no teste.
O estudo comparou o teste de carga máxima pre-
cedido por uma sessão de alongamento para mem-
bros inferiores com duração de 20 minutos com ou-
tra sessão na qual o mesmo teste foi precedido por
um aquecimento especifico que consistia em cinco
repetições com intensidade igual a 50% 1 RM.
Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9
Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular
227
diferenças estatisticamente significativas em rela-
ção ao PTC, PTE e TT antes e depois dos diferentes
protocolos de aquecimento utilizados, não alteran-
do assim o desempenho de força muscular na ex-
tensão do joelho avaliada por meio do dinamomêtro
isocinético. Isto posto, sugere-se como aplicação
prática, que a parte inicial de uma sessão de testes
de força ou treinamento resistido – o aquecimento –
seja realizada de acordo com o objetivo do trabalho
(treinamento ou reabilitação) e conforme a adapta-
ção de cada indivíduo. Contudo, novos estudos de-
vem ser efetuados, utilizando-se maiores níveis de
volume e intensidade de aquecimento, maior amos-
tra e voluntários de genêro, com faixa etária e nível
de condicionamento físico distintos.
Referências
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e flexibilidade de mulheres climatéricas após alon-
gamento muscular. Revista PIBIC. 2007;4(1):71-80.
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Influência dos diferentes tipos de aquecimento no
número de repetições nos exercícios resistidos. Arq
Mov. 2007;3(2):42-55.
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alongamento sobre a força muscular: uma breve revi-
são sobre as possíveis causas. Rev Bras Cineantropom
Desempenho Hum. 2007;9(2):203-4.
resistidos, exercem redução no desempenho da força.
Uma possível justificativa para tal fato é que uma
sessão de exercício de resistência promoveria mu-
danças metabólicas agudas durante o treino de força
subsequente (40), comprometendo as adaptações
decorrentes ao estímulo dessa força a partir da al-
teração do padrão de recrutamento muscular (40).
Sabe-se ainda que fadiga, intensidade e volume de
aquecimento são fatores decisivos ao se analisar a
performance muscular, parecendo existir um nível
ótimo dessas variáveis durante o aquecimento, que
estaria relacionado a um melhor rendimento (3).
No entanto, cabe ressaltar que, de acordo com esses
estudos (38, 39), os exercícios de resistência de lon-
ga duração (21-160 minutos) são os que poderiam
influenciar negativamente a prática de exercícios
resistidos. Considerando que no estudo em questão
o tempo total de treino aeróbico foi de 10 minutos,
conclui-se que a realização de exercícios aeróbicos
com baixo volume e intensidade, antes do treino de
força, não é capaz de produzir efeitos deletérios no
desempenho muscular.
Outro fator que pode ter influenciado os resulta-
dos do estudo é a ocorrência da familiarização e do
teste de contração voluntária máxima de extensão
do joelho no mesmo dia, pois pode ter ocorrido fa-
diga muscular, comprometendo a eficácia na reali-
zação do teste inicial. Do mesmo modo, fatores de
cunho psicológico, como motivação para execução
dos testes e habituação, devem ser considerados
como relevantes ao se avaliar o desempenho mus-
cular em voluntários. Ainda, para uma maior fide-
dignidade dos resultados após os diferentes tipos
de aquecimento, haveria a possibilidade da amostra
de cada grupo ser constituída de maior número de
indivíduos, ou os participantes do estudo poderiam
ter executado todos os tipos de aquecimento pro-
postos em diferentes dias e reavaliados após cada
sessão. Apesar desses possíveis vieses, pode-se
considerar que os cuidados preparatórios realiza-
dos antes da execução das medidas de avaliação e
durante as três formas de aquecimento foram sufi-
cientes para garantir a validade interna do estudo.
Conclusão
De forma aguda, assumindo-se as limitações des-
te estudo e as características do grupo amostral, in-
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Received: 10/18/2010
Aprovado: 18/03/2011
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Efeito de diferentes formas de aquecimento muscular

  • 1. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 ISSN 0103-5150 Fisioter. Mov., Curitiba, v. 24, n. 2, p. 221-229 abr./jun. 2011 Licenciado sob uma Licença Creative Commons [T] Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular [I] Acute effect of different forms of heating on muscle strength [A] Cecilia Voloschen de Albuquerque[a] , Juliana Paula Maschio[b] , Cristiane Regina Gruber[c] , Ricardo Martins de Souza[d] , Sara Hernandez[e] [a] Graduanda do oitavo período de Fisioterapia das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail: ceciliavoloschen@pop.com.br [b] Graduanda do oitavo período de Fisioterapia das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail: maschio.juliana@gmail.com [c] Fisioterapeuta e Licenciada em Educação Física, especialista em Treinamento Individual e Qualidade de Vida, Mestre em Engenharia Biomédica, professora da Escola de Saúde das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail: cristiane_gruber@hotmail.com [d] Graduado em Educação Física, Mestre em Ciências do Exercício e Esporte, Doutorando em Educação Física, professor da Escola de Saúde das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), Curitiba, PR - Brasil, e-mail: profricardo2006@yahoo.com.br [e] Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia traumato-ortopédica e desportiva pela Pontificia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Mestre em Educação Física, responsável pela avaliação isocinética na Clínica do Joelho, Curitiba, PR - Brasil, e-mail: sarinha_hrn@hotmail.com [R] Resumo Os exercícios físicos têm a finalidade de manter e melhorar um ou mais componentes do condicionamento físico, dentre os quais está a força muscular. Para o aperfeiçoamento do treino da força são utilizadas várias técnicas de aquecimento, com vistas a alcançar seus benefícios. O objetivo deste estudo foi avaliar a força muscular dos extensores do joelho, antes e após a aplicação de alongamento estático (GAE), exercício ae- róbico (GEA) e associação de ambos (GAE+GEA), verificando, dessa maneira, os efeitos dos diferentes tipos de aquecimento sobre a força muscular. Para tanto, participaram do estudo 16 indivíduos do sexo feminino (idade de 22,5 ± 4,7 anos e IMC de 20,8 ± 1,83 kg/m2), divididos em três grupos (GAE, GEA e GAE+GEA). As variáveis observadas foram: pico de torque concêntrico, pico de torque excêntrico e trabalho total. Cada
  • 2. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S. 222 neste estudo, encontram-se o alongamento e o aque- cimento aeróbico. O alongamento muscular é frequen- temente efetuado nas práticas desportivas, com o objetivo de aumentar a flexibilidade muscular e a amplitude articular, assim como, possivelmente, me- lhorar o desempenho atlético (5). Já os exercícios ae- róbicos tendem a aumentar a temperatura corporal, possibilitando maior velocidade das reações quími- cas no corpo humano (6). Embora a literatura evidencie os benefícios do aquecimento, ainda surgem divergências quanto ao tipo de aquecimento que seria mais eficiente para melhorar o desempenho nos exercícios resistidos (7). O treinamento da flexibilidade realizado antes desses exercícios vem trazendo controvérsias no âm- bito científico no que se refere aos seus efeitos para a performance muscular do indivíduo (8). Pesquisas comprovam que o alongamento pode prevenir en- curtamentos teciduais, otimizando o desenvolvimen- to de contrações voluntárias máximas e o desempe- nho muscular, o que contribuiria para o treino de força e potência (9, 10). Porém, estudos apontam que a realização de exercícios de alongamento antes Introdução Os exercícios físicos são movimentos corporais planejados, estruturados e cíclicos, feitos para man- ter e melhorar um ou mais componentes do condi- cionamento físico (1). Dentre estes componentes está a força muscular, a qual é definida como a ca- pacidade do músculo esquelético produzir tensão e torque máximos. Para aperfeiçoar o treinamento de força muscu- lar, são utilizadas várias técnicas de aquecimento, visando a alcançar benefícios como: aumento da temperatura muscular, do metabolismo energéti- co, da elasticidade do tecido conjuntivo, do débito cardíaco, da velocidade de transmissão do impulso nervoso (melhorando a sensibilidade dos proprio- ceptores, o recrutamento das unidades motoras, a coordenação e a capacidade de suportar carga); di- minuição da viscosidade do sistema músculo-tendí- neo; redistribuição do fluxo sanguíneo e melhora da difusão do oxigênio disponível nos músculos (2-4). Dentre as diversas técnicas realizadas previamen- te a um exercício resistido, e que serão abordadas grupo, posteriormente à avaliação da força no dinamômetro isocinético, realizou, após um intervalo mí- nimo de 48 horas, um protocolo de aquecimento seguido da reavaliação da força muscular. Os resultados obtidos indicaram não haver influência significativa inter e/ou intraprotocolos nas variáveis observadas, considerando nível de significância de p ≤ 0,05. Portanto, conclui-se que, de forma aguda, o desempenho de força muscular na extensão do joelho não sofreu alterações significativas após os diferentes protocolos de aquecimento utilizados. [#] [P] Palavras-chave: Aquecimento. Alongamento muscular. Força muscular. Dinamômetro isocinético. [B] Abstract The physical exercises are designed to maintain and improve one or more components of physical fitness, and among them are muscle strength. For the improvement of strength training, many heating techniques are used in order to achieve its benefits. The aim of this study was to evaluate the muscle strength of knee extensors, before and after applying with static stretching (SSG), aerobic exercise (AEG) and the combination of both (SSG + AEG), checking in this way, the effects of different types of warm on muscle strength. For this participated in the study 16 women (age 22.5 ± 4.7 years, BMI 20.8 ± 1.83 kg/m2), they were divided into three groups (SSG, AEG and SSG + AEG). The verified variables were: concentric peak torque, eccentric peak torque and total work. Each group, after evaluating of the strength in the isokinetic dynamometer then of minimum 48 hours, performed a warm-up protocol and reviewed the force. The results indicated that there was no significant inter and/or intra protocols on the observed variables, considering a significance level of p ≤ 0.05. Therefore, we concluded that, acutely, the performance of muscle strength in knee extension did not change significantly after the different protocols used for heating. [K] Keywords: Warm up. Muscle stretching. Muscle strength. Isokinetic dynamometer.
  • 3. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular 223 Tabela 1 - Procedimentos Dia 1 Dia 2 Familiarização Aquecimento Teste de FCVM* de extensão do joelho Reavaliação Legenda: * = teste de força de contração voluntária máxima. atento quanto à posição adotada pelo praticante no momento da avaliação; c) cada procedimento foi orientado e/ou executado por um único avaliador. Todas as avaliações da força de contração volun- tária máxima (FCVM) da musculatura extensora do joelho foram realizadas no dinamômetro isocinéti- co (CYBEX - modelo NORM 7000). Somente o mem- bro dominante foi avaliado. A descrição das etapas do estudo encontra-se a seguir: Avaliação da FCVM de extensão do joelho sem aquecimento prévio Primeiramente, a dominância do membro infe- rior foi identificada. O eixo de rotação do dinamô- metro foi alinhado com o eixo anatômico do joelho (epicôndilo lateral do fêmur), enquanto que o braço de alavanca do dinamômetro foi fixado na região distal da perna (5 cm acima do maléolo medial), de forma a permitir um arco completo de dorsiflexão do tornozelo. A amplitude da angulação do teste foi limitada em 90° com início em 0° de extensão e tér- mino em 90° de flexão do joelho (19), sendo feita a correção da gravidade como parte dos procedimen- tos de preparo do dinamômetro (20, 21). O encosto da cadeira do dinamômetro foi ajustado a um ângu- lo de 120°, a fim de aumentar a inclinação do qua- dril e, por conseguinte, aumentar o alongamento do músculo reto femoral e diminuir a coativação dos músculos isquiotibiais (22), fazendo assim com que haja maior produção de força do quadríceps femo- ral (22). Durante a avaliação, os sujeitos receberam orientação para segurarem firmemente nos apoios laterais do assento, auxiliando a realização da força durante o movimento contrarresistido (Figura 1). Este foi executado a uma velocidade angular de 30°/s – considerada lenta, segundo Terreri et al. (23) –, usada para aquisição de maior produção de força (21, 23, 24). das atividades que envolvam força acarreta prejuízo ao desempenho desta (11-15). Entretanto, alguns autores não observaram efeitos deletérios dos exer- cícios de flexibilidade e de outras formas de aqueci- mento sobre a força muscular (16-18). Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a força muscular dos extensores do joelho, antes e após a aplicação de aquecimento com alongamento estático, exercício aeróbico e associação de ambos, verificando, dessa maneira, os efeitos dos diferentes tipos de aquecimento sobre a força muscular. Materiais e métodos Casuística Foram selecionados para este estudo 18 indiví- duos do sexo feminino, porém dois deles foram ex- cluídos por apresentarem dor durante a realização dos testes, resultando em uma amostra constituída por 16 participantes (22,5 ± 4,7 anos, 162 ± 6,13 cm, 54,89 ± 7,26 kg e 20,8 ± 1,83 kg/m2 ). Os critérios de inclusão foram: a) serem classificados como ativos ou irregularmente ativos por meio do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão cur- ta; b) não apresentarem lesões osteomioarticulares que dificultassem a realização da avaliação e a apli- cação do programa de exercícios. Todos os voluntários foram informados sobre os objetivos e procedimentos do estudo e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estu- do foi aprovado pelo Comitê de Ética das Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), com parecer n. 025/ 2010, e está de acordo com a Resolução n. 196/96 de pesquisa em seres humanos, do Conselho Nacional de Saúde. Procedimentos Todos os procedimentos foram realizados nas de- pendências da Clínica do Joelho (Curitiba, PR), com o auxílio da fisioterapeuta da clínica e colaboradora da pesquisa, da seguinte maneira: Objetivando reduzir a margem de erro durante a realização das avaliações, foram adotadas as seguin- tes estratégias: a) instruções padronizadas sobre ro- tina de exercícios e coleta de dados foram oferecidas antes de cada procedimento; b) o avaliador estava
  • 4. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S. 224 Figura 1 - Posicionamento do voluntário na cadeira do dina- mômetro isocinético direção ao tórax (abraçando o membro) enquanto o membro dominante, com auxílio do avaliador, era posicionado em extensão de quadril e flexão de joe- lho até o limite no qual o participante referisse estar sentindo tensão máxima suportável de alongamento da musculatura extensora de joelho, porém sem sen- tir dor. Neste momento, o alongamento foi mantido durante 30 segundos (29). Após um intervalo de 1 minuto, o procedimento foi repetido no mesmo mem- bro (20). Realizaram-se quatro repetições em cada membro inferior (29) de maneira alternada. Os seis indivíduos que participaram do grupo GEA realizaram o aquecimento na bicicleta ergométrica (Ergofit® , modelo 167). Foram posicionados e orien- tados pelo avaliador, da seguinte maneira: a altura do banco foi definida com base na altura da espinha ilíaca ântero-superior do voluntário e a distância do banco para o guidom ajustada com base na flexão do tronco em aproximadamente 30 graus (28). O exercí- cio foi realizado à velocidade entre 60 e 70 rpm (30), com carga de 50 W (30), durante 10 minutos (28). Para o grupo GAE+GEA foram realizados os mes- mos exercícios do grupo GAE e GEA, seguidamente um ao outro, com intervalo de um minuto entre o alongamento estático e o exercício aeróbico. Este grupo foi constituído de quatro participantes, pois dois foram excluídos do estudo por apresentarem dor durante a realização dos testes. Reavaliação da FCVM de extensão do joelho após aquecimento prévio Um minuto após o aquecimento, os sujeitos foram reavaliados no dinamômetro isocinético, seguindo os mesmos parâmetros da avaliação inicial. Para com- paração da força da musculatura extensora de joelho sem e com aquecimento prévio, foram coletadas e registradas as seguintes variáveis isocinéticas: PTC, PTE e TT. Os resultados de pico de torque foram ex- traídos do melhor ângulo de produção de força dado pelo gráfico produzido pelo dinamômetro, e o traba- lho total foi obtido pela soma do trabalho concêntri- co e do trabalho excêntrico de 1-RM. Análise estatística O teste de Kolmogorov-Smirnof foi aplicado para confirmar a normalidade dos dados. Assumindo-se Em seguida, executou-se um período de familia- rização ao equipamento, que incluiu a realização de três contrações submáximas dos extensores de joelho (25), a fim de possibilitar o aprendizado do movimento com o funcionamento da máquina e o recrutamento de unidades motoras (26). Após a fa- miliarização aguardou-se 45 segundos para a avalia- ção inicial, na qual o indivíduo realizou uma contra- ção máxima (fase concêntrica e excêntrica). Segundo Dvir (25), um intervalo entre as séries de 30 a 60 segundos é suficiente para recuperação muscular e desempenho ideal na sequência do teste. Neste mo- mento, foram coletadas e registradas, por meio do dinamômetro, as seguintes variáveis isocinéticas: pico de torque concêntrico (PTC), pico de torque ex- cêntrico (PTE) e trabalho total (TT). Aquecimento Após um período mínimo de 48 horas (27, 28) da avaliação inicial, os sujeitos foram submetidos a um programa de aquecimento, sendo seleciona- dos aleatoriamente para fazerem parte de um dos três grupos – alongamento estático (GAE), exercício aeróbico (GEA) ou exercício aeróbico mais alonga- mento estático (GAE+GEA). Os voluntários participantes do grupo GAE (seis indivíduos) foram submetidos ao alongamento pas- sivo do músculo quadríceps. Após serem orientados, foram posicionados em decúbito dorsal com os mem- bros inferiores para fora da maca. Inicialmente, o mem- bro não dominante deveria permanecer em flexão de quadril e joelho, sendo mantido pelo participante em
  • 5. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular 225 Figura 2 - Média e desvio-padrão do PTC, dado em Newton por metro (N/m), antes e depois da aplicação de alonga- mento estático (AE), do exercício aeróbico (EA) e do alongamento estático mais exercício aeróbico (EAA) Figura 3 - Média e desvio-padrão do PTE, dado em Newton por metro (N/m), antes e depois da aplicação de alonga- mento estático (AE), do exercício aeróbico (EA) e do alongamento estático mais exercício aeróbico (EAA) Figura 4 - Média e desvio-padrão do TT, dado em Joules (J), antesedepoisdaaplicaçãodealongamentoestático (AE), do exercício aeróbico (EA) e do alongamento estático mais exercício aeróbico (EAA) TT-PRE 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360 380 400 TT-POS GRUPO AE GRUPO EA N/m GRUPO EAA PTC-PRE 60 80 100 120 140 160 180 200 PTC-POS GRUPO AE GRUPO EA N/m GRUPO EAA PTE-PRE 60 80 100 120 140 160 180 200 PTE-POS GRUPO AE GRUPO EA N/m GRUPO EAA uma distribuição normal, um número de análises de variância ANOVA multifatorial com medidas repeti- das foi aplicado para testar as diferenças entre os gru- pos experimentais GAE, GEA e GAE+GEA. O teste de Tukey foi aplicado quando houve diferença entre os grupos para determinar onde as diferenças ocorreram. Os testes estatísticos para todas as variáveis analisadas apresentaram nível de significância de p ≤ 0,05 e foram aplicados por meio do software Statística® versão 7.0. Resultados O presente estudo objetivou avaliar a força mus- cular dos extensores do joelho, antes e após a apli- cação de aquecimento com alongamento estático, exercício aeróbico e a associação de ambos. Para tanto, analisou-se o PTC, o PTE e o TT antes e depois dos diferentes protocolos aplicados. As Figuras 2, 3 e 4 apresentam, respectivamente, a média e o desvio-padrão do PTC, PTE e TT, antes e depois do alongamento estático, do exercício aeróbi- co e da associação de ambos. Observa-se que as di- versas técnicas realizadas previamente ao exercício resistido, neste estudo, não produziram diferenças estatisticamente significativas inter e/ou intraproto- colos nas variáveis analisadas (p ≤ 0,05), ou seja, não houve alteração do desempenho de força muscular. Discussão Neste estudo, a força muscular de extensão do joelho foi avaliada antes e após a aplicação de alon- gamento estático, aquecimento aeróbico e associa- ção de ambos, a fim de avaliarem-se os efeitos dos diferentes tipos de aquecimento sobre a força mus- cular. De forma geral, os resultados indicaram não haver influência significativa inter e/ou intraproto- colos nas variáveis observadas (PTC, PTE e TT). Estes resultados assemelham-se aos de Amaral et al. (16), que verificaram a influência do alongamento no desempenho da força de membros inferiores no teste de 1 RM em atletas. Para tanto, após a familia- rização, os indivíduos, em uma sessão, realizavam o aquecimento em bicicleta durante 10 minutos mais o alongamentoestático,enasessãoseguinte,realizavam o aquecimento somente na bicicleta. Após cada sessão a carga máxima foi reavaliada e concluiu-se que os di- ferentes aquecimentos aplicados não influenciaram
  • 6. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S. 226 Fowles et al. (35) avaliaram a performance da força muscular após 30 minutos de alongamento passivo máximo. Os resultados desse estudo evi- denciaram a diminuição da força, em comparação ao grupo controle. De acordo com os autores, o res- ponsável pela queda na capacidade de força máxi- ma após exercícios de alongamento pode ser o de- créscimo na ativação das unidades motoras. Na mesma linha de pensamento, Wilson et al. (36)apontam que o alongamento estático reduziria a tensão passiva e a rigidez da musculatura esque- lética, tornando a unidade músculo-tendínea mais maleável, a qual passaria por um rápido período de diminuição de comprimento, com ausência de so- brecarga, até que os componentes elásticos do siste- ma fossem ajustados o suficiente para a transmissão da força, colocando um componente contrátil numa posição menos favorável em termos de produção de força nas curvas de força-comprimento e força-velo- cidade. Outra explicação para o decréscimo de força após o alongamento é relacionada a fatores mecâni- cos, que provocariam modificações plásticas, tanto nos componentes elásticos dos tecidos moles como na fáscia muscular, induzindo modificações mais permanentes em seus comprimentos (31). Deve-se levar em consideração que no presente estudo o método de alongamento estático foi reali- zado em apenas uma sessão, e após um minuto de intervalo reavaliou-se a contração voluntária máxi- ma de extensão do joelho. Sugere-se, dessa maneira, que o tempo de estimulação empregado (120 segun- dos, divididos em quatro séries de 30 segundos) foi insuficiente para alterar fisiologicamente a estrutu- ra muscular. Portanto, seguindo-se o raciocínio de Fowles (35) e Wilson (36), a não alteração nas variá- veis analisadas (PTC, PTE e TT) pode ser decorrente da interferência de fatores como intensidade e vo- lume dos tipos de aquecimento empregados. No en- tanto, Depino et al. (37), ao analisarem a duração do efeito agudo do alongamento dos isquiotibiais após o término de um protocolo realizado com quatro sé- ries de 30 segundos, verificaram a manutenção do comprimento muscular por três minutos. Por con- seguinte, de acordo com os autores, as modificações do comprimento muscular ainda estariam presentes após um minuto do alongamento (tempo utilizado neste estudo para reavaliação da força). Além do alongamento estático, alguns estu- dos (38, 39) explanam que os exercícios aeróbi- cos, quando realizados previamente aos exercícios negativamente o desempenho de 1 RM. Este achado, apesar de amostra e método de avaliação distintos, corrobora os resultados do estudo em questão. Em revisão de literatura realizada por Shrier et al. (11), com o objetivo de avaliar se o alongamento pro- porciona melhorias no desempenho, verificou-se que 22 dos 23 artigos analisados sugeriram não haver ne- nhum tipo de benefício para a força isométrica, torque isocinético ou para o salto em altura. Exemplificando este resultado, pode-se observar que no presente es- tudo o alongamento também não foi capaz de alterar as variáveis relacionadas à força muscular. O estudo de Fermino et al. (31), com 12 voluntá- rios, observou não haver diferença significativa no número máximo de repetições em cada série com carga para 10 RM no exercício de mesa flexora, in- dependentemente da forma de aquecimento rea- lizado: alongamento por meio do método passivo estático ou aquecimento específico. Isso demons- tra que aquecimentos gerais, como alongamentos e exercícios que envolvem o corpo como um todo, podem apresentar alguns benefícios, mas não são tão eficazes para favorecer o ganho de força (31). O mesmo ocorreu no estudo em questão, porém uti- lizando alongamento estático e exercício aeróbico. Outros estudos que não verificaram alterações significantes na capacidade de gerar força após dife- rentes protocolos de aquecimento foram o de Simão et al. (28) e Nader et al. (32), que analisaram o aque- cimento específico, aeróbico e de flexibilidade pas- siva, e o de Nicoli et al. (7), que avaliaram o aqueci- mento específico e o aeróbico. Em contrapartida, Souza et al. (33), ao analisa- rem o efeito agudo do intervalo passivo e do alonga- mento estático no desempenho de séries múltiplas dos exercícios de agachamento e supino reto, obser- varam que pode haver diminuição do número de re- petições máximas quando se utiliza, entre as séries, o exercício de alongamento. Corroborando esse es- tudo, Tricoli e Paulo (34) determinaram os efeitos de uma sessão aguda de exercícios de alongamento estático no desempenho de tarefa que envolve força máxima no aparelho de leg press e verificaram uma redução expressiva na carga média obtida no teste. O estudo comparou o teste de carga máxima pre- cedido por uma sessão de alongamento para mem- bros inferiores com duração de 20 minutos com ou- tra sessão na qual o mesmo teste foi precedido por um aquecimento especifico que consistia em cinco repetições com intensidade igual a 50% 1 RM.
  • 7. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 Efeito agudo de diferentes formas de aquecimento sobre a força muscular 227 diferenças estatisticamente significativas em rela- ção ao PTC, PTE e TT antes e depois dos diferentes protocolos de aquecimento utilizados, não alteran- do assim o desempenho de força muscular na ex- tensão do joelho avaliada por meio do dinamomêtro isocinético. Isto posto, sugere-se como aplicação prática, que a parte inicial de uma sessão de testes de força ou treinamento resistido – o aquecimento – seja realizada de acordo com o objetivo do trabalho (treinamento ou reabilitação) e conforme a adapta- ção de cada indivíduo. Contudo, novos estudos de- vem ser efetuados, utilizando-se maiores níveis de volume e intensidade de aquecimento, maior amos- tra e voluntários de genêro, com faixa etária e nível de condicionamento físico distintos. Referências 1. Silva A, Macri SPCS. Avaliação da qualidade de vida e flexibilidade de mulheres climatéricas após alon- gamento muscular. Revista PIBIC. 2007;4(1):71-80. 2. Bishop D. Warm up I: potential mechanisms and the effects of passive warm up on exercise performance. Sports Med. 2003;33(6):439-54. 3. Bishop D. Warm up II: performance changes follow- ing active warm up and how to structure the warm up. Sports Med. 2003;33(7):483-98. 4. Young WB, Behm DG. Should static stretching be used during a warm-up for strength and activities? Stren Cond J. 2002;24(6):33-37. 5. Endlich PW, Farina GR, Dambroz C, Gonçalves WLS, Moysés MR, Mill JG, et al. Efeitos agudos do alonga- mento estático no desempenho da forca dinâmica em homens jovens. Rev Bras Med Esporte. 2009; 15(3):200-3. 6. Robergs A, Robergs SO. Fisiologia do exercício. São Paulo: Phorte; 2002. 7. Nicoli AIV, Cordova KO, Barreto, ACLYG, Novaes JS. Influência dos diferentes tipos de aquecimento no número de repetições nos exercícios resistidos. Arq Mov. 2007;3(2):42-55. 8. Ramos GV, Santos RR, Gonçalves A. Influência do alongamento sobre a força muscular: uma breve revi- são sobre as possíveis causas. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2007;9(2):203-4. resistidos, exercem redução no desempenho da força. Uma possível justificativa para tal fato é que uma sessão de exercício de resistência promoveria mu- danças metabólicas agudas durante o treino de força subsequente (40), comprometendo as adaptações decorrentes ao estímulo dessa força a partir da al- teração do padrão de recrutamento muscular (40). Sabe-se ainda que fadiga, intensidade e volume de aquecimento são fatores decisivos ao se analisar a performance muscular, parecendo existir um nível ótimo dessas variáveis durante o aquecimento, que estaria relacionado a um melhor rendimento (3). No entanto, cabe ressaltar que, de acordo com esses estudos (38, 39), os exercícios de resistência de lon- ga duração (21-160 minutos) são os que poderiam influenciar negativamente a prática de exercícios resistidos. Considerando que no estudo em questão o tempo total de treino aeróbico foi de 10 minutos, conclui-se que a realização de exercícios aeróbicos com baixo volume e intensidade, antes do treino de força, não é capaz de produzir efeitos deletérios no desempenho muscular. Outro fator que pode ter influenciado os resulta- dos do estudo é a ocorrência da familiarização e do teste de contração voluntária máxima de extensão do joelho no mesmo dia, pois pode ter ocorrido fa- diga muscular, comprometendo a eficácia na reali- zação do teste inicial. Do mesmo modo, fatores de cunho psicológico, como motivação para execução dos testes e habituação, devem ser considerados como relevantes ao se avaliar o desempenho mus- cular em voluntários. Ainda, para uma maior fide- dignidade dos resultados após os diferentes tipos de aquecimento, haveria a possibilidade da amostra de cada grupo ser constituída de maior número de indivíduos, ou os participantes do estudo poderiam ter executado todos os tipos de aquecimento pro- postos em diferentes dias e reavaliados após cada sessão. Apesar desses possíveis vieses, pode-se considerar que os cuidados preparatórios realiza- dos antes da execução das medidas de avaliação e durante as três formas de aquecimento foram sufi- cientes para garantir a validade interna do estudo. Conclusão De forma aguda, assumindo-se as limitações des- te estudo e as características do grupo amostral, in- fere-se, com base nos resultados, que não existiram
  • 8. Fisioter Mov. 2011 abr/jun;24(2):221-9 de Albuquerque CV, Maschio JP, Gruber CR, de Souza RM, Hernandez S. 228 20. Grego NA, Manffra EF. Influência do volume de alon- gamento estático dos músculos isquiotibiais nas variáveis isocinéticas. Rev Bras Med Esporte. 2009; 15(2):104-9. 21. D’Alessandro RL, Silveira EAP, Anjos MTS, Silva AA, Fonseca ST. Análise da associação entre a dinamo- metria isocinética da articulação do joelho e o salto horizontal unipodal, hop teste, em atletas de volei- bol. Rev Bras Med Esporte. 2005;11(5):271-7. 22. Lima CS, Pinto RS. Cinesiologia e musculação. Porto Alegre: Artmed; 2006. 23. Terreri ASAP, Greve JMD, Amatuzzi MM. Avaliação isocinética no joelho do atleta. Rev Bras Med Esporte. 2001;7(5):170-4. 24. BittencourtNFN,AmaralGM,AnjosMTS,D’Alessandro R, Silva AA, Fonseca ST. Avaliação muscular isociné- tica da articulação do joelho em atletas das seleções brasileiras infanto e juvenil de voleibol masculino. Rev Bras de Med Esporte. 2005;11(6):331-6. 25. Dvir Z. Isocinética: avaliações musculares, inter- pretações e aplicações clínicas. São Paulo: Manole; 2002. 26. Perrin DH. Isokinetic exercise and assessment. Champaingn (IL/USA): Human Kinetics; 1993. 27. Cardozo G, Torres JB, Dantas EHM, Simão R. Com- portamento da força muscular após o alongamento es- tático. Rev Treinamento Desportivo. 2006;7(1):73-6. 28. Simão R, Senna G, Leitão N, Arruda R, Priore M, Maior AM, et al. Influência dos diferentes protoco- los de aquecimento na capacidade de desenvolver carga máxima no teste de 1RM. Fit Perf J. 2004; 3(5):261-5. 29. Bandy WD, Iron JM, Briggler M. The effect of time and frequency of static streching on flexibility of the hamstring muscles. Phyr Thu. 1997;77(10):1090-96. 30. Brentano MA, Rodrigues LP, Kruel LFM. Efeitos de diferentes sessões de aquecimento no torque e am- plitude articular de homens jovens. Rev Bras Educ Fís Esp. 2008;22(1):53-62. 31. Fermino RC, Winiarski ZH, Rosa RJ, Lorenci RG, Buso S, Simão R. Influência do aquecimento especí- fico e de alongamento no desempenho da força mus- cular em 10 repetições máximas. Rev Bras Ci e Mov. 2005;13(4):25-32. 9. Batista LH, Camargo PR, Oishi J, Salvini TF. Efeitos do alongamento ativo excêntrico dos músculos flexores do joelho na amplitude de movimento e torque. Rev Bras Fisioter. 2008;12(3):176-82. 10. Kokkonen J, Nelson AG, Cornwell C. Acute muscle stretching inhibits maximal strength performance. Med Sci Sports Exerc. 1998;69(4):411-15. 11. Shrier I. Does stretching improve performance? A systematic and critical review of the literature. Clin J Sport Med. 2004;14(5):267-73. 12. Cramer JT, Housh TJ, Johnson GO, Miller JM, Coburn JW, Beck TW. Acute effects of static stretching on peak torque in women. J Strength Cond Res. 2004; 18(2):236-41. 13. Cramer JT, Housh TJ, Johnson GO, Coburn JW, Beck TH. The acute effects of static stretching on peak torque, mean power output, electromyography, and mech- anomyography. Eur J Appl Physiol. 2005;93(5-6): 530-9. 14. Marek SM, Cramer JT, Fincher AL, Massey LL, Dangelmaier SM, Purkayastha S, et al. Acute effects of static and proprioceptive neuromuscular facili- tation stretching on muscle strength and power ou- tput. J Athl Train. 2005;40(2):94-103. 15. Power K, Behem D, Cahill F, Carroll M, Young W. An acute bout of static stretching: effects on force and jumping performance. Med Sci Sports Exerc. 2004;36(8):1389-96. 16. Amaral PR, Araújo SR, Chagas MH. Stretching ex- ercises used to warm up do not improve 1RM per- formance of volleyball players. Proceedings of the 25º ISBS Symposium; 25-29 jun. 2007; Ouro Preto: Universidade Federal de Ouro Preto; 2007. 17. Egan AD, Cramer JT, Massey L, Marek SM. Acute ef- fects of static stretching on peak torque and mean power output in national collegiate athletic associa- tion division I women’s basketball players. J Strength Cond Res. 2006;20(4):778-82. 18. Yamaguchi T, Ichii K. Effects of static stretching for 30 seconds and dynamic stretching on leg extension power. J Strength Cond Res. 2005;19(3):677-83. 19. Rebelo NA, Oliveira J. Relação entre a velocidade, a agilidade e a potência muscular de futebolistas pro- fissionais. Rev Port Cien Desp. 2006;6(3):342-48.
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