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“Períodos Teológicos” 
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Laço entre os estados 
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Aspecto da Subjetividade Humana 
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Dois Relatos da Criação 
Primeiro relato (Gen 1) 
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Solidão Original 
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Unidade Original 
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O homem se uniu (conheceu) 
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O estudo destes capítulos, talvez mais do que outros, torna-nos 
conscientes do significado e da necessidade da “teologia ...
Nossa Senhora, 
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por nós e ajudai-nos a 
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original de 
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Parte 2 - Cristo se refere ao princípio

  1. 1. “Não foi assim desde o princípio” Durante a conversa com os fariseus, que o interrogam sobre a indissolubilidade do matrimônio, duas vezes se referiu Jesus Cristo ao “princípio”. O diálogo decorreu da seguinte maneira: Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e, para experimentá-lo, perguntaram: “É permitido ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?” Ele respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Perguntaram: “Como então Moisés mandou dar atestado de divórcio e despedir a mulher?”. Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio” (Mt. 19, 3-8; cf. Mc.10, 2ss.).
  2. 2. “Períodos Teológicos” • “Princípio” • “Homem Original” • Gênesis – “Paraíso” • Antes do pecado original • “História” • “Homem Histórico” • Após o pecado original • Tríplice concupiscência • Redenção de Cristo • “Ressurreição” • Homem Escatológico” • Visão beatífica de Deus “face-a-face” • “Núpcias do Cordeiro” • Comunhão dos Santos
  3. 3. Laço entre os estados • A teologia sistemática descobrirá nestas duas situações antitéticas dois estados diversos da natureza humana: status naturae (estado de natureza íntegra) e status naturae lapsae (estado de natureza decaída). Quando Cristo, referindo-se ao “princípio”, manda os seus interlocutores para as palavras escritas em Gn 2, 24, ordena-lhes, em certo sentido, que ultrapassem o confim que se interpõe entre a primeira e a segunda situação do homem. Não aprova o que “por dureza de coração” Moisés permitiu, e refere-se às palavras da primeira ordem divina, ligada ao estado de inocência original do homem. Isso significa isto que tal ordem não perdeu o seu vigor, ainda que o homem tenha perdido a inocência primitiva. (TdC 3) • (...) As palavras de Cristo, que se referem ao “princípio”, permitem-nos encontrar no homem certa continuidade essencial e um laço entre estes dois estados diversos ou duas dimensões do ser humano. (TdC 4)
  4. 4. Aspecto da Subjetividade Humana • Jesus, na sua resposta aos fariseus, evita se embrenhar em controvérsias jurídicas ou casuísticas; em vez disso, faz referência duas vezes ao “princípio”. “Princípio” significa, portanto, aquilo de que fala o Livro do Gênesis. (TdC 1) • Na presente análise procuramos, sobretudo, tomar em consideração o aspecto da subjetividade humana. (TdC 18)
  5. 5. Dois Relatos da Criação Primeiro relato (Gen 1) • “Elohim” – tradição sacerdotal • Caráter teológico: definição do homem (homem e mulher) baseada na sua relação com Deus • Caráter Metafísico: “ens et bonun convertuntut” • Sete dias da criação, ser humano criado “à imagem e semelhança de Deus” • O homem não é criado de acordo com uma sucessão natural Segundo relato (Gen 2) • “Iaveh” – Javé • Caráter de subjetividade/psicológico • Homem criado do pó, mulher criada da costela do homem • Mais antigo relato da “consciência humana” • Linguagem “Mítica” • Consciência do corpo
  6. 6. O que o “Princípio” nos ensina • Solidão original • Unidade original • Nudez original • Significado esponsal do corpo • Inocência original • Ciclo “Conhecimento – procriação”
  7. 7. Solidão Original • Essa solidão tem 2 significados: um que deriva da própria criatura do homem, isto é, da sua humanidade (o que é evidente na narrativa de Gn 2), e o outro que deriva da relação macho-fêmea, o que é evidente, de certo modo, com base no primeiro significado. (TdC 5) PRIMEIRO SIGNIFICADO DA SOLIDÃO ORIGINAL: “´SÓ” DIANTE DOS OUTROS SERES VIVOS E DE DEUS • O homem está só, porque é “diferente” do mundo visível, do mundo dos seres vivos. (TdC 5) • “Então o Senhor deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu, e apresentou-os ao homem para ver como os chamaria; cada ser vivo teria o nome que o homem lhe desse. E o homem deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens, mas não encontrou uma auxiliar que lhe correspondesse.” (Gn 2, 19-20) • O homem está “só”: isto quer dizer que, através da própria humanidade, através daquilo que ele é, o homem é constituído em uma relação com o próprio Deus que é única, exclusiva e irrepetível. (TdC 6)
  8. 8. Solidão Original SEGUNDO SIGNIFICADO DA SOLIDÃO ORIGINAL: O HOMEM AINDA NÃO TEM “AUXILIAR QUE LHE CORRESPONDA” • “E o Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe corresponda’” (Gn 2, 18) • É significativo que o primeiro homem (‘ādām), criado do “pó da terra”, só depois da criação da primeira mulher seja definido como “varão” ou “macho” (‘îš). Assim, portanto, quando Deus- Javé pronuncia as palavras a respeito da solidão, refere-se à solidão do “ser humano” (tanto o homem quanto a mulher) enquanto tal, e não só do “macho” ou “varão”. (TdC 5)
  9. 9. Unidade Original • “Então o Senhor Deus fez vir sobre o homem um profundo sono, e ele adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Depois, da costela tirada do homem, o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem.” (Gn 2, 21-22) • (...) não há dúvida que o homem cai nesse “profundo sono” com o desejo de encontrar um ser semelhante a si. (TdC 8) • “E o homem exclamou: ‘Desta vez sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘humana’ porque do homem foi tirada’”. (Gn 2,23) • Deste modo o homem (macho) manifesta pela primeira vez alegria e até mesmo de exultação, de que anteriormente não tinha motivo, por causa da falta de um ser semelhante a si. (TdC 8)
  10. 10. Unidade Original • Por isso deixará o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. (Gn 2, 24) • A unidade, de que fala Gênesis 2, 24 (“os doid serão uma só carne”), é sem dúvida aquela que se expressa e se realiza no ato conjugal. (TdC 10) • Criados à imagem de Deus também na medida em que formam autêntica comunhão de pessoas, o primeiro homem e a primeira mulher devem constituir o início e o modelo dessa comunhão para todos os homens e mulheres que, em qualquer época, se unem entre si tão intimamente que formam “uma só carne”. (TdC 10)
  11. 11. Unidade Original (...) O homem se tornou “imagem e semelhança de Deus não só mediante a própria humanidade, mas ainda mediante a comunhão de pessoas, que o homem e a mulher formam desde o “princípio”. O homem torna-se imagem de Deus não tento no momento da solidão quanto no momento da comunhão, (...) como imagem de uma imperscrutável comunhão divina de Pessoas. (TdC 9)
  12. 12. Nudez Original • “Homem e mulher estavam nus, mas não se envergonhavam.” (Gen 2, 25) • Devemos estabelecer, primeiramente, que se tratade verdadeira não-presença da vergonha, e não de uma falta ou subdesenvolvimento dela. As palavras “não se envergonhavam” servem para indicar a plenitude de compreensão do significado do corpo, ligada ao fato de “estarem nus”. (TdC 12) • A “nudez” significa a bondade original da visão divina. Significa toda a simplicidade e plenitude dessa visão, que mostra o valor “puro” do homem como macho e fêmea, o valor puro do corpo e do [seu] sexo. (TdC 13)
  13. 13. Nudez Original A situação que é indicada ...em particular de Gênesis 2,25 (...) não conhece ruptura interior nem contraposição entre o que é espiritual e o que é sensível. (TdC 13) Na experiência da vergonha (ou pudor), o ser humano experimenta medo em face do “segundo eu” (assim, por exemplo, a mulher diante do homem), e isso é substancialmente medo quanto ao próprio “eu”. Com a vergonha, o ser humano manifesta “instintivamente” a necessidade daafirmação e da aceitação deste “eu” de acordo com o seu justo valor. (TdC 12)
  14. 14. Significado Esponsal do Corpo • “Sozinho” o homem não realiza totalmente a sua essência. Ele só a realiza existindo “com alguém” – e, ainda mais profunda e completamente, existindo “para alguém”. (TdC 12) • Atravessando a profundidade da solidão original, o homem surge agora na dimensão do dom recíproco, cuja expressão é o corpo humano em toda a verdade original da sua masculinidade e feminilidade. (TdC 12) • O corpo humano, com o seu sexo – a sua masculinidade e feminilidade – visto no próprio mistério da criação, é não só fonte de fecundidade e de procriação, como em toda a ordem natural, mas encerra desde “o princípio” o atributo “esponsal”, isto é, a capacidade de expressar amor: exatamente aquele amor em que a pessoa humana se torna um dom e – mediante este dom – realiza o próprio sentido do seu ser e existir. (TdC 15) O dom era livre do pecado, livre da vergonha, livre do egoísmo. Homem e mulher livremente se davam um para o outro. Isso requer domínio de sí mesmo.
  15. 15. Significado Esponsal do Corpo A perspectiva “histórica” (depois do pecado original), se constituirá de modo diverso do que era no “princípio” beatífico. Mas nela o homem não deixará de conferir um significado esponsal ao próprio corpo. Mesmo que esse significado sofra e venha a sofrer muitas distorções, ele sempre permanecerá o nível mais profundo, que exige ser sempre revelado em toda a sua simplicidade e pureza, e se manifestar em toda a sua verdade, como sinal da “imagem de Deus”. Por aqui passa também o caminho que leva do mistério da criação à “redenção do corpo”. (TdC 15)
  16. 16. Inocência Original • A inocência original é, portanto, o que “radicalmente”, isto é, nas suas próprias raízes, exclui a vergonha do corpo na relação entre homem e mulher, que elimina a necessidade dessa vergonha em ambos, em seu coração, ou consciência. (TdC 16) • Depois do pecado original, o homem e a mulher perderam a graça da inocência original. (...) Reduzir o ser humano (o homem para a mulher e a mulher para o homem) interiormente a puro “objeto para mim”, deve assinalar o princípio da vergonha. (TdC 18 e 19)
  17. 17. Conhecimento e Procriação O homem se uniu (conheceu) a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, dizendo: “Ganhei um homem com a ajuda do Senhor” (Gen 4, 1) “O marido conhece a mulher” ou ambos “se conhecem” reciprocamente. Então eles revelam-se um ao outro com aquela específica profundidade do próprio “eu” humano, que por sinal se revela também mediante os sexos, masculinidade e feminilidade. (TdC 20)
  18. 18. O estudo destes capítulos, talvez mais do que outros, torna-nos conscientes do significado e da necessidade da “teologia do corpo”. Penso que entre as respostas que Cristo daria aos homens do nosso tempo e às suas interrogações, muitas vezes tão impacientes, seria ainda fundamental a que deu aos fariseus. Respondendo àquelas interrogações, Cristo iria se referir antes de qualquer coisa ao “princípio”. E isto, ainda mais no contexto de uma civilização que permanece sob a pressão de um modo de pensar e de julgar materialista e utilitário. (TdC 23)
  19. 19. Nossa Senhora, auxílio dos cristão, rogai por nós e ajudai-nos a Conhecer o plano original de Deus e dizer “fiat” a ele em Nossas vidas! Amém

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