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Escola Bíblica Dominical
Jesus e o Dinheiro
Lição 10
OEvangelhoSegundoLucas
“E, vendo Jesus que ele ficara muito triste,
disse: Quão dificilmente entrarão no
Reino de Deus os que têm riquezas!” (Lc
18.24).
OEvangelhoSegundoLucas
As Escrituras não condenam a aquisição
honesta de riquezas, e, sim, o amor a elas
dispensado.
OEvangelhoSegundoLucas
Como mordomos que somos,
ensinar o uso correto do
dinheiro e dos bens confiados
por Deus a nós, à luz do ensino
de Jesus.
OEvangelhoSegundoLucas
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
 I. Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na
perspectiva secular e na cristã.
 II. Explicar o dinheiro, os bens e as posses na
perspectiva do judaísmo do tempo de Jesus.
 III. Conhecer o que Jesus ensinou sobre o
dinheiro, as posses e os bens.
 IV. Conscientizar o aluno da importância de
entesourar tesouros no céu.
OEvangelhoSegundoLucas
I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E
CRISTÃ
1. Perspectiva secular.
2. Perspectiva cristã.
II – DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE
JESUS
1. Ricos e pobres.
2. Generosidade e prosperidade.
III – DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza.
2. Jesus ensinou a confiança em Deus.
IV – DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
1. Avaliando a intenção do coração.
2. Entesourando no céu.
OEvangelhoSegundoLucas
O dinheiro, os bens e as
posses, na perspectiva de
Jesus, não devem ser o
significado último da vida.
OEvangelhoSegundoLucas
O cristianismo bíblico e ortodoxo sempre
manteve uma posição de cautela e até
mesmo reserva com respeito ao uso do
dinheiro e aquisição de riquezas. Na
verdade, os primeiros líderes cristãos,
inspirados nos ensinos de Jesus,
passaram a desestimular a aquisição de
bens materiais. Entretanto, o
secularismo e o materialismo sempre
rondaram o arraial cristão e, vez por
outra, Mamon tem deixado suas marcas
em nosso meio.
OEvangelhoSegundoLucas
Observaremos, nesta lição, que os ensinos
de Jesus sobre a aquisição de riquezas se
distanciam do judaísmo de seus dias e,
também, daquele que é praticado hoje por
muitos setores do cristianismo evangélico.
Longe de estimular a aquisição de bens,
como fazem dezenas de igrejas, Jesus
aconselhava se desvencilhar delas.
Aprendamos com o Mestre o uso correto do
dinheiro e como ser bons mordomos dos
bens que nos foram confiados.
OEvangelhoSegundoLucas
1. Perspectiva secular.
2. Perspectiva cristã.
OEvangelhoSegundoLucas
Uma das formas mais comuns
de se enxergar o dinheiro,
bens e posses na cultura
secular é vê-los apenas como
algo de natureza puramente
material. Tanto no mundo
antigo quanto no
contemporâneo, é possível
observar que a realidade
material pareceu sempre se
sobrepor à espiritual.
1. Perspectiva secular
OEvangelhoSegundoLucas
O material passa a dominar
a vida das pessoas e isso
inclui dinheiro, bens e
posses. No Mundo
Ocidental, essa forma de
enxergar as coisas
transformou-se em uma
filosofia de vida que se
recusa a enxergar outra
coisa além da matéria.
1. Perspectiva secular
OEvangelhoSegundoLucas
Por essa perspectiva, o
material é superestimado
enquanto o espiritual é
ignorado e suplantado. Nesse
contexto, quem tem posses é
valorizado, e quem não as
possui nada vale. O
dinheiro, como valor
material que garante posses,
ganha o status de senhor
em vez de servo.
1. Perspectiva secular
OEvangelhoSegundoLucas
No contexto cristão, o mesmo
Deus que fez o espiritual é o
mesmo que fez o material.
Nos ensinos de Cristo, não há
um dualismo entre matéria e
espírito! Todavia, as coisas
espirituais, por serem de
natureza eterna, ganham
primazia sobre as
materiais, que são apenas
temporais (Lc 10.41).
2. Perspectiva cristã
Na perspectiva cristã,
portanto, as dimensões
material e espiritual devem
coexistir. Assim como
servimos a Deus com o nosso
espírito, nossa dimensão
espiritual, devemos também
servir com o nosso corpo
(1Co 6.19,20; 1Ts 5.23),
nossa dimensão material.
2. Perspectiva cristã
OEvangelhoSegundoLucas
Dessa forma, quem se tornou
participante dos valores
espirituais deve também
servir com seus bens
materiais (Rm 15.27; Lc 8.3).
Aqui, o dinheiro, como valor
material, não é visto como
senhor, mas apenas como um
servo.
2. Perspectiva cristã
OEvangelhoSegundoLucas
SINOPSE DO TÓPICO (1)
Na perspectiva secular, o
dinheiro é apenas um
elemento material; na cristã,
as dimensões espiritual e
material devem coexistir.
OEvangelhoSegundoLucas
1. Ricos e pobres
2. Generosidade e prosperidade
OEvangelhoSegundoLucas
No judaísmo do tempo de Jesus, a
sociedade estava dividida em dois
grupos: os ricos e os pobres. Na
classe mais abastada, estavam os
sacerdotes, participantes de uma
elite que controlava o sistema de
sacrifícios e lucravam com ele, e
os herodianos que possuíam
grandes propriedades.
1. Ricos e pobres
Um outro grupo era formado por
membros da aristocracia judaica
que enriqueceu à custa de
impostos de suas propriedades e
ao seu comércio.
1. Ricos e pobres
OEvangelhoSegundoLucas
O último grupo era formado
por judeus comerciantes,
que, embora não possuíssem
herdades, participavam
ativamente da vida
econômica da nação.
1. Ricos e pobres
OEvangelhoSegundoLucas
No extremo oposto
dessa situação, estavam
os pobres! Estes eram
“o povo da terra” (Lc
21.1-4). Não possuíam
nada e ainda eram
oprimidos pelos ricos
(Tg 2.6).
1. Ricos e pobres
Na cultura judaica nos dias
de Jesus, a posse de bens
materiais não era vista
como um mal em si. O
expositor bíblico P. H. Davids
observa que os exemplos de
Abraão, Salomão e Jó
serviam de inspiração
àqueles que almejavam a
prosperidade.
2. Generosidade e prosperidade
A ideia era que os ricos
prosperavam porque sobre
eles estava o favor de
Deus. Dessa forma, a
prosperidade passou a ser
associada à piedade.
2. Generosidade e prosperidade
OEvangelhoSegundoLucas
Para evitar a avareza e a
ganância, a tradição
rabínica estimulava os ricos a
serem generosos e solidários
com os pobres, que era
maioria na comunidade.
Evidentemente que essa
concepção estimulava apenas
as ações exteriores, sem
levar em conta as atitudes
interiores (Lc 21.4).
2. Generosidade e prosperidade
OEvangelhoSegundoLucas
SINOPSE DO TÓPICO (2)
No judaísmo do tempo de
Jesus havia dois grupos
sociais, os ricos e os pobres;
a ideia era de que os ricos
prosperavam porque tinham
o favor de Deus.
OEvangelhoSegundoLucas
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza.
2. Jesus ensinou a confiança em Deus.
OEvangelhoSegundoLucas
O ensino de Jesus sobre o
uso das riquezas foi muito
mais radical do que
ensinava o judaísmo e a
tradição rabínica dos seus
dias. Jesus, ao contrário
dos rabinos, não
associou a piedade com
a prosperidade. A
riqueza de alguém nada
dizia sobre a sua real
condição espiritual.
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza
Piedade Prosperidade
Para Jesus, o perigo das
riquezas estava no fato de
que elas poderiam, até
mesmo, se transformar
numa personificação do
mal e reivindicar o
culto para si. Por isso,
advertiu: “Não podeis
servir a Deus e [as
riquezas]” (Lc 16.13).
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza
OEvangelhoSegundoLucas
O vocábulo traduzido como
“riqueza”, nesse texto,
corresponde à palavra grega de
origem aramaica Mammonas,
traduzida na ARC como Mamom.
A riqueza pode se transformar
em um ídolo, ou deus, para
aqueles que a possui. Nesse
aspecto, as riquezas tornam-se
um obstáculo no caminho
daquele que serve a Deus (Lc
8.14).
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza
OEvangelhoSegundoLucas
Embora Jesus tenha
mostrado que as riquezas
podem, até mesmo, se
tornar uma personificação
do mal, Ele não as
demonizou. No entanto, na
perspectiva lucana, Jesus
desencoraja a aquisição de
riquezas (Lc 12.13; 18.22)
e estimula a confiança em
Deus.
2. Jesus ensinou a confiança em Deus
OEvangelhoSegundoLucas
E havia uma razão para isso.
Logo após mostrar os perigos
da avareza a alguém que
queria fazer dEle um juiz em
uma questão relacionada a
uma herança, Jesus revela a
seus discípulos que a melhor
forma de se proteger desse
mal é confiar inteiramente na
provisão divina (Lc 12.13-34).
2. Jesus ensinou a confiança em Deus
As riquezas dão a falsa
sensação de segurança e
de independência das
coisas espirituais. Daí,
sua recomendação para
não se confiar nelas (Lc
12.33,34).
2. Jesus ensinou a confiança em Deus
OEvangelhoSegundoLucas
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Jesus ensinou sobre o dinheiro e
alertou sobre o seu perigo. Por
isso, os discípulos deviam colocar
a sua confiança em Deus.
OEvangelhoSegundoLucas
1. Avaliando a intenção do coração.
2. Entesourando no céu.
OEvangelhoSegundoLucas
Avareza é definida como um
apego demasiado e sórdido ao
dinheiro e mesquinhez. Vimos
que, para evitar esse mal, a
tradição rabínica estimulava
as práticas filantrópicas e
solidárias. O ensino de Jesus
sobre o uso das riquezas vai
muito além da simples doação
de bens e ações filantrópicas.
1. Avaliando a intenção do coração
OEvangelhoSegundoLucas
Jesus não se limitava a avaliar
apenas as ações exteriores,
mas, sobretudo, voltava-se
para as atitudes interiores.
Dessa forma, valorizou as
atitudes da mulher pecadora
na casa de Simão, o leproso,
e de Maria de Betânia, a irmã
de Marta e de Lázaro (Lc
7.36-50).
1. Avaliando a intenção do coração
OEvangelhoSegundoLucas
Não era, portanto, apenas se
desfazer dos bens, mas a
atitude e intenção com que
isso era feito (Lc 11.41; 21.1-
4). Não basta apenas ofertar,
ou dar o dízimo, mas a
atitude com que se faz essas
coisas. Não era apenas doar,
mas doar-se.
1. Avaliando a intenção do coração
OEvangelhoSegundoLucas
Mordomo é alguém que
administra os bens de
outra pessoa. Os bens
não lhe pertencem, mas
ele pode usufruir deles
enquanto os administra
para seu legítimo dono.
2. Entesourando no céu
OEvangelhoSegundoLucas
Jesus contou a parábola
do administrador, ou
mordomo infiel, para
mostrar esse fato (Lc
16.1-13). O
entendimento entre os
intérpretes da Bíblia é
que essa parábola tem
um fim escatológico.
2. Entesourando no céu
OEvangelhoSegundoLucas
Assim como os filhos
deste mundo são
perspicazes e astutos no
que diz respeito ao uso
de suas riquezas, assim
também os filhos do
Reino devem ser sábios
na aplicação de seus
bens.
2. Entesourando no céu
OEvangelhoSegundoLucas
O ensino da parábola é
que o melhor
investimento é usar os
recursos materiais
adquiridos na
propagação do Reino de
Deus e, dessa forma,
ganhar amigos para a
vida eterna (Lc 16.9).
2. Entesourando no céu
OEvangelhoSegundoLucas
SINOPSE DO TÓPICO (4)
Jesus ensinou a respeito do uso
correto do dinheiro, mostrando o
cuidado que devemos ter com a
avareza.
OEvangelhoSegundoLucas
Conclusão
Não há valor moral no dinheiro em si. Ter dinheiro
pode ser uma coisa boa ou ruim. Isso vai depender
do conjunto de valores daquele que o utiliza.
Certamente, usar o dinheiro para ajudar uma obra
filantrópica, ou investir na obra missionária, é uma
coisa útil e louvável. Todavia, usar esse dinheiro,
como advertiu Jesus, simplesmente com a atitude de
querer mais posses, mais prestígio, mais
autossatisfação, acaba se tornando uma coisa ruim.
Leiamos com cuidado o terceiro Evangelho e
descubramos o exercício da verdadeira mordomia
cristã.
OEvangelhoSegundoLucas
Perguntas
Uma das formas mais comuns de enxergar o
dinheiro, bens e posses na cultura secular é
vê-los apenas como algo de natureza
puramente material.
Como é visto o dinheiro na cultura secular?
OEvangelhoSegundoLucas
Perguntas
Os pobres eram “o povo da terra” (Lc 21.1-4).
Não possuíam nada e ainda eram oprimidos
pelos ricos (Tg 2.6).
Como era a situação dos pobres nos dias de Jesus?
OEvangelhoSegundoLucas
Perguntas
A posse de bens materiais não era vista como
um mal em si.
Como o judaísmo via as riquezas?
OEvangelhoSegundoLucas
Perguntas
Ele avaliava não apenas as ações exteriores,
mas sobretudo as atitudes interiores.
Como Jesus avaliava aqueles que possuíam riquezas?
OEvangelhoSegundoLucas
Perguntas
Resposta livre. A ideia é que o aluno responda
sob a perspectiva bíblica ensinada na lição.
O que você pensa a respeito do ter dinheiro? É algo
ruim ou bom?
OEvangelhoSegundoLucas
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Próxima aula
Lição 11
A Última Ceia
Convide alguém para estudar
conosco!
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Vem ai
3º. Trimestre - 2015
Lição 1-Uma Mensagem à Igreja Local e à
Liderança
Lição 2-O Evangelho da Graça
Lição 3- Oração e Recomendação às Mulheres
Cristãs
Lição 4- Pastores e Diáconos
Lição 5- Apostasia, Fidelidade e Diligência no
Ministério
Lição 6- Conselhos Gerais
Lição 7- Eu Sei em Quem Tenho Crido
Lição 8- Aprovados por Deus em Cristo Jesus
Lição 9- A Corrupção dos Últimos Dias
Lição 10- O Líder Diante da Chegada da Morte
Lição 11- A Organização de Uma Igreja Local
Lição 12- Exortações Gerais
Lição 13- A Manifestação da Graça da Salvação

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Jesus ensina sobre dinheiro e riquezas

  • 1. Escola Bíblica Dominical Jesus e o Dinheiro Lição 10
  • 2. OEvangelhoSegundoLucas “E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!” (Lc 18.24).
  • 3. OEvangelhoSegundoLucas As Escrituras não condenam a aquisição honesta de riquezas, e, sim, o amor a elas dispensado.
  • 4. OEvangelhoSegundoLucas Como mordomos que somos, ensinar o uso correto do dinheiro e dos bens confiados por Deus a nós, à luz do ensino de Jesus.
  • 5. OEvangelhoSegundoLucas Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:  I. Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva secular e na cristã.  II. Explicar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva do judaísmo do tempo de Jesus.  III. Conhecer o que Jesus ensinou sobre o dinheiro, as posses e os bens.  IV. Conscientizar o aluno da importância de entesourar tesouros no céu.
  • 6. OEvangelhoSegundoLucas I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ 1. Perspectiva secular. 2. Perspectiva cristã. II – DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS 1. Ricos e pobres. 2. Generosidade e prosperidade. III – DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS 1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza. 2. Jesus ensinou a confiança em Deus. IV – DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ 1. Avaliando a intenção do coração. 2. Entesourando no céu.
  • 7. OEvangelhoSegundoLucas O dinheiro, os bens e as posses, na perspectiva de Jesus, não devem ser o significado último da vida.
  • 8. OEvangelhoSegundoLucas O cristianismo bíblico e ortodoxo sempre manteve uma posição de cautela e até mesmo reserva com respeito ao uso do dinheiro e aquisição de riquezas. Na verdade, os primeiros líderes cristãos, inspirados nos ensinos de Jesus, passaram a desestimular a aquisição de bens materiais. Entretanto, o secularismo e o materialismo sempre rondaram o arraial cristão e, vez por outra, Mamon tem deixado suas marcas em nosso meio.
  • 9. OEvangelhoSegundoLucas Observaremos, nesta lição, que os ensinos de Jesus sobre a aquisição de riquezas se distanciam do judaísmo de seus dias e, também, daquele que é praticado hoje por muitos setores do cristianismo evangélico. Longe de estimular a aquisição de bens, como fazem dezenas de igrejas, Jesus aconselhava se desvencilhar delas. Aprendamos com o Mestre o uso correto do dinheiro e como ser bons mordomos dos bens que nos foram confiados.
  • 11. OEvangelhoSegundoLucas Uma das formas mais comuns de se enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material. Tanto no mundo antigo quanto no contemporâneo, é possível observar que a realidade material pareceu sempre se sobrepor à espiritual. 1. Perspectiva secular
  • 12. OEvangelhoSegundoLucas O material passa a dominar a vida das pessoas e isso inclui dinheiro, bens e posses. No Mundo Ocidental, essa forma de enxergar as coisas transformou-se em uma filosofia de vida que se recusa a enxergar outra coisa além da matéria. 1. Perspectiva secular
  • 13. OEvangelhoSegundoLucas Por essa perspectiva, o material é superestimado enquanto o espiritual é ignorado e suplantado. Nesse contexto, quem tem posses é valorizado, e quem não as possui nada vale. O dinheiro, como valor material que garante posses, ganha o status de senhor em vez de servo. 1. Perspectiva secular
  • 14. OEvangelhoSegundoLucas No contexto cristão, o mesmo Deus que fez o espiritual é o mesmo que fez o material. Nos ensinos de Cristo, não há um dualismo entre matéria e espírito! Todavia, as coisas espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais, que são apenas temporais (Lc 10.41). 2. Perspectiva cristã
  • 15. Na perspectiva cristã, portanto, as dimensões material e espiritual devem coexistir. Assim como servimos a Deus com o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso corpo (1Co 6.19,20; 1Ts 5.23), nossa dimensão material. 2. Perspectiva cristã
  • 16. OEvangelhoSegundoLucas Dessa forma, quem se tornou participante dos valores espirituais deve também servir com seus bens materiais (Rm 15.27; Lc 8.3). Aqui, o dinheiro, como valor material, não é visto como senhor, mas apenas como um servo. 2. Perspectiva cristã
  • 17. OEvangelhoSegundoLucas SINOPSE DO TÓPICO (1) Na perspectiva secular, o dinheiro é apenas um elemento material; na cristã, as dimensões espiritual e material devem coexistir.
  • 18. OEvangelhoSegundoLucas 1. Ricos e pobres 2. Generosidade e prosperidade
  • 19. OEvangelhoSegundoLucas No judaísmo do tempo de Jesus, a sociedade estava dividida em dois grupos: os ricos e os pobres. Na classe mais abastada, estavam os sacerdotes, participantes de uma elite que controlava o sistema de sacrifícios e lucravam com ele, e os herodianos que possuíam grandes propriedades. 1. Ricos e pobres
  • 20. Um outro grupo era formado por membros da aristocracia judaica que enriqueceu à custa de impostos de suas propriedades e ao seu comércio. 1. Ricos e pobres
  • 21. OEvangelhoSegundoLucas O último grupo era formado por judeus comerciantes, que, embora não possuíssem herdades, participavam ativamente da vida econômica da nação. 1. Ricos e pobres
  • 22. OEvangelhoSegundoLucas No extremo oposto dessa situação, estavam os pobres! Estes eram “o povo da terra” (Lc 21.1-4). Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6). 1. Ricos e pobres
  • 23. Na cultura judaica nos dias de Jesus, a posse de bens materiais não era vista como um mal em si. O expositor bíblico P. H. Davids observa que os exemplos de Abraão, Salomão e Jó serviam de inspiração àqueles que almejavam a prosperidade. 2. Generosidade e prosperidade
  • 24. A ideia era que os ricos prosperavam porque sobre eles estava o favor de Deus. Dessa forma, a prosperidade passou a ser associada à piedade. 2. Generosidade e prosperidade
  • 25. OEvangelhoSegundoLucas Para evitar a avareza e a ganância, a tradição rabínica estimulava os ricos a serem generosos e solidários com os pobres, que era maioria na comunidade. Evidentemente que essa concepção estimulava apenas as ações exteriores, sem levar em conta as atitudes interiores (Lc 21.4). 2. Generosidade e prosperidade
  • 26. OEvangelhoSegundoLucas SINOPSE DO TÓPICO (2) No judaísmo do tempo de Jesus havia dois grupos sociais, os ricos e os pobres; a ideia era de que os ricos prosperavam porque tinham o favor de Deus.
  • 27. OEvangelhoSegundoLucas 1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza. 2. Jesus ensinou a confiança em Deus.
  • 28. OEvangelhoSegundoLucas O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e a tradição rabínica dos seus dias. Jesus, ao contrário dos rabinos, não associou a piedade com a prosperidade. A riqueza de alguém nada dizia sobre a sua real condição espiritual. 1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza Piedade Prosperidade
  • 29. Para Jesus, o perigo das riquezas estava no fato de que elas poderiam, até mesmo, se transformar numa personificação do mal e reivindicar o culto para si. Por isso, advertiu: “Não podeis servir a Deus e [as riquezas]” (Lc 16.13). 1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza
  • 30. OEvangelhoSegundoLucas O vocábulo traduzido como “riqueza”, nesse texto, corresponde à palavra grega de origem aramaica Mammonas, traduzida na ARC como Mamom. A riqueza pode se transformar em um ídolo, ou deus, para aqueles que a possui. Nesse aspecto, as riquezas tornam-se um obstáculo no caminho daquele que serve a Deus (Lc 8.14). 1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza
  • 31. OEvangelhoSegundoLucas Embora Jesus tenha mostrado que as riquezas podem, até mesmo, se tornar uma personificação do mal, Ele não as demonizou. No entanto, na perspectiva lucana, Jesus desencoraja a aquisição de riquezas (Lc 12.13; 18.22) e estimula a confiança em Deus. 2. Jesus ensinou a confiança em Deus
  • 32. OEvangelhoSegundoLucas E havia uma razão para isso. Logo após mostrar os perigos da avareza a alguém que queria fazer dEle um juiz em uma questão relacionada a uma herança, Jesus revela a seus discípulos que a melhor forma de se proteger desse mal é confiar inteiramente na provisão divina (Lc 12.13-34). 2. Jesus ensinou a confiança em Deus
  • 33. As riquezas dão a falsa sensação de segurança e de independência das coisas espirituais. Daí, sua recomendação para não se confiar nelas (Lc 12.33,34). 2. Jesus ensinou a confiança em Deus
  • 34. OEvangelhoSegundoLucas SINOPSE DO TÓPICO (3) Jesus ensinou sobre o dinheiro e alertou sobre o seu perigo. Por isso, os discípulos deviam colocar a sua confiança em Deus.
  • 35. OEvangelhoSegundoLucas 1. Avaliando a intenção do coração. 2. Entesourando no céu.
  • 36. OEvangelhoSegundoLucas Avareza é definida como um apego demasiado e sórdido ao dinheiro e mesquinhez. Vimos que, para evitar esse mal, a tradição rabínica estimulava as práticas filantrópicas e solidárias. O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas vai muito além da simples doação de bens e ações filantrópicas. 1. Avaliando a intenção do coração
  • 37. OEvangelhoSegundoLucas Jesus não se limitava a avaliar apenas as ações exteriores, mas, sobretudo, voltava-se para as atitudes interiores. Dessa forma, valorizou as atitudes da mulher pecadora na casa de Simão, o leproso, e de Maria de Betânia, a irmã de Marta e de Lázaro (Lc 7.36-50). 1. Avaliando a intenção do coração
  • 38. OEvangelhoSegundoLucas Não era, portanto, apenas se desfazer dos bens, mas a atitude e intenção com que isso era feito (Lc 11.41; 21.1- 4). Não basta apenas ofertar, ou dar o dízimo, mas a atitude com que se faz essas coisas. Não era apenas doar, mas doar-se. 1. Avaliando a intenção do coração
  • 39. OEvangelhoSegundoLucas Mordomo é alguém que administra os bens de outra pessoa. Os bens não lhe pertencem, mas ele pode usufruir deles enquanto os administra para seu legítimo dono. 2. Entesourando no céu
  • 40. OEvangelhoSegundoLucas Jesus contou a parábola do administrador, ou mordomo infiel, para mostrar esse fato (Lc 16.1-13). O entendimento entre os intérpretes da Bíblia é que essa parábola tem um fim escatológico. 2. Entesourando no céu
  • 41. OEvangelhoSegundoLucas Assim como os filhos deste mundo são perspicazes e astutos no que diz respeito ao uso de suas riquezas, assim também os filhos do Reino devem ser sábios na aplicação de seus bens. 2. Entesourando no céu
  • 42. OEvangelhoSegundoLucas O ensino da parábola é que o melhor investimento é usar os recursos materiais adquiridos na propagação do Reino de Deus e, dessa forma, ganhar amigos para a vida eterna (Lc 16.9). 2. Entesourando no céu
  • 43. OEvangelhoSegundoLucas SINOPSE DO TÓPICO (4) Jesus ensinou a respeito do uso correto do dinheiro, mostrando o cuidado que devemos ter com a avareza.
  • 44. OEvangelhoSegundoLucas Conclusão Não há valor moral no dinheiro em si. Ter dinheiro pode ser uma coisa boa ou ruim. Isso vai depender do conjunto de valores daquele que o utiliza. Certamente, usar o dinheiro para ajudar uma obra filantrópica, ou investir na obra missionária, é uma coisa útil e louvável. Todavia, usar esse dinheiro, como advertiu Jesus, simplesmente com a atitude de querer mais posses, mais prestígio, mais autossatisfação, acaba se tornando uma coisa ruim. Leiamos com cuidado o terceiro Evangelho e descubramos o exercício da verdadeira mordomia cristã.
  • 45. OEvangelhoSegundoLucas Perguntas Uma das formas mais comuns de enxergar o dinheiro, bens e posses na cultura secular é vê-los apenas como algo de natureza puramente material. Como é visto o dinheiro na cultura secular?
  • 46. OEvangelhoSegundoLucas Perguntas Os pobres eram “o povo da terra” (Lc 21.1-4). Não possuíam nada e ainda eram oprimidos pelos ricos (Tg 2.6). Como era a situação dos pobres nos dias de Jesus?
  • 47. OEvangelhoSegundoLucas Perguntas A posse de bens materiais não era vista como um mal em si. Como o judaísmo via as riquezas?
  • 48. OEvangelhoSegundoLucas Perguntas Ele avaliava não apenas as ações exteriores, mas sobretudo as atitudes interiores. Como Jesus avaliava aqueles que possuíam riquezas?
  • 49. OEvangelhoSegundoLucas Perguntas Resposta livre. A ideia é que o aluno responda sob a perspectiva bíblica ensinada na lição. O que você pensa a respeito do ter dinheiro? É algo ruim ou bom?
  • 50. OEvangelhoSegundoLucas Estudo disponível no Facebook Slide Share www.facebook.com/EBDFrutosparaVida www.slideshare.net
  • 51. OEvangelhoSegundoLucas Próxima aula Lição 11 A Última Ceia Convide alguém para estudar conosco!
  • 52. OEvangelhoSegundoLucas Vem ai 3º. Trimestre - 2015 Lição 1-Uma Mensagem à Igreja Local e à Liderança Lição 2-O Evangelho da Graça Lição 3- Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs Lição 4- Pastores e Diáconos Lição 5- Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério Lição 6- Conselhos Gerais Lição 7- Eu Sei em Quem Tenho Crido Lição 8- Aprovados por Deus em Cristo Jesus Lição 9- A Corrupção dos Últimos Dias Lição 10- O Líder Diante da Chegada da Morte Lição 11- A Organização de Uma Igreja Local Lição 12- Exortações Gerais Lição 13- A Manifestação da Graça da Salvação