Filmes para quem despreza o cinema nacional (Parte 3 - Década de 90)

152 visualizações

Publicada em

Para historiadores da sétima arte e admiradores das produções brasileiras, a década de 90 pode ser descrita como os anos dourados do cinema no país. Três grandes roteiros chegaram ao tapete vermelho da maior premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollwyood, o Oscar, e, embora nenhuma tenha conquistado a desejada estatueta, não há quem possa menosprezar a qualidade dos filmes “O Quatrilho”, “Central do Brasil” e “O que é isso, companheiro?”, que entraram para o hall da fama do cinema brasileiro.


A começar pelo filme Quatrilho, indicado a melhor filme estrangeiro, em 1996. Dirigido por Fábio Barreto, o drama se passa em uma comunidade rural do Rio Grande do Sul, no início do século XX. Na trama, dois casais dividem a mesma casa em harmonia, até o dia em que Teresa (Patrícia Pillar), esposa de Angelo (Alexandre Paternost), se apaixona por Massimo (Bruno Campos), casado com Pierina (Glória Pires). Embora o enredo ter sido preterido pelo filme holandês "A excêntrica família de Antonia”, vale a pena assistir a comovente história.

Um ano depois, em 1997, "O que é isso, companheiro", dirigido por Bruno Barreto, foi baseado no best-seller de Fernando Gabeira, homônimo. Embora também tenha perdido para um filme holandês, “Caráter”, quem quer saber um pouco mais da história brasileira não pode deixar de assistir a produção que conta a ativa participação de Gabeira na luta armada dos anos 1960, incluindo o sequestro de Charles Elbrick, então embaixador americano.

Fechando a lista, a não premiação de Central do Brasil, de 1998, talvez seja a maior injustiça para o cinema brasileiro à época. Além de concorrer a Melhor Filme Estangeiro, a produção esteve perto de coroar Fernanda Montenegro internacionalmente, indicada à estatueta de Melhor Atriz.

O longa de Walter Salles perdeu de “A vida é bela", enquanto a dama do teatro brasileiro viu a estatueta ser entregue a Gwyneth Paltrow. A trama, inspirada em Alice nas Cidades, de Wim Wenders, traz a amizade entre um menino à procura de suas raízes e de uma mulher em busca de uma segunda chance na vida.

Publicada em: Diversão e humor
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
152
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Filmes para quem despreza o cinema nacional (Parte 3 - Década de 90)

  1. 1. Filmes para quem despreza o cinema nacionalVITTORIO TEDESCHI
  2. 2. Para historiadores da sétima arte e admiradores das produções brasileiras, a década de 90 pode ser descrita como os anos dourados do cinema no país. Três grandes roteiros chegaram ao tapete vermelho da maior premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollwyood, o Oscar, e, embora nenhuma tenha conquistado a desejada estatueta, não há quem possa menosprezar a qualidade dos filmes “O Quatrilho”, “Central do Brasil” e “O que é isso, companheiro?”, que entraram para o hall da fama do cinema brasileiro.
  3. 3. A começar pelo filme Quatrilho, indicado a melhor filme estrangeiro, em 1996. Dirigido por Fábio Barreto, o drama se passa em uma comunidade rural do Rio Grande do Sul, no início do século XX. Na trama, dois casais dividem a mesma casa em harmonia, até o dia em que Teresa (Patrícia Pillar), esposa de Angelo (Alexandre Paternost), se apaixona por Massimo (Bruno Campos), casado com Pierina (Glória Pires). Embora o enredo ter sido preterido pelo filme holandês "A excêntrica família de Antonia”, vale a pena assistir a comovente história.
  4. 4. Um ano depois, em 1997, "O que é isso, companheiro", dirigido por Bruno Barreto, foi baseado no best-seller de Fernando Gabeira, homônimo. Embora também tenha perdido para um filme holandês, “Caráter”, quem quer saber um pouco mais da história brasileira não pode deixar de assistir a produção que conta a ativa participação de Gabeira na luta armada dos anos 1960, incluindo o sequestro de Charles Elbrick, então embaixador americano.
  5. 5. Fechando a lista, a não premiação de Central do Brasil, de 1998, talvez seja a maior injustiça para o cinema brasileiro à época. Além de concorrer a Melhor Filme Estangeiro, a produção esteve perto de coroar Fernanda Montenegro internacionalmente, indicada à estatueta de Melhor Atriz.
  6. 6. O longa de Walter Salles perdeu de “A vida é bela", enquanto a dama do teatro brasileiro viu a estatueta ser entregue a Gwyneth Paltrow. A trama, inspirada em Alice nas Cidades, de Wim Wenders, traz a amizade entre um menino à procura de suas raízes e de uma mulher em busca de uma segunda chance na vida.

×