V seminário internacional em promoção da saúd1

131 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
131
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

V seminário internacional em promoção da saúd1

  1. 1. 1 V SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM PROMOÇÃO DA SAÚDE 29 Á 31 DE OUTUBRO DE 2014-TEATRO CELINA QUEIROZ UNIVERSIDADE DE FORTALEZA DILEMAS DOS PORTADORES DE CÂNCER DO PRIMEIRO EXAME, AO ESTÁGIO PALIATIVO. * Vilma Pereira da Silva, RESUMO O presente estudo busca desenvolver a compreensão sobre cuidados dos usuários, portadores de neoplasia e faz uma reflexão diante da complexida]de que o mesmo encontra, no caminho á percorrer para conseguir acionar o Sistema Único de Saúde em todos os seus graus de complexidade, desde o acesso a uma consulta e exame, até o final do tratamento. Tem como objetivo abordar o dilema que enfrentam os pacientes diante da grande dificuldade para o acesso a simples exames, como uma mamografia e exames mais complexos, como colonoscopias e biópsias. Há um enfrentamento da maioria dos pacientes usuários em busca do primeiro atendimento, até a solicitação do primeiro exame de um pedido de mamografia, que dura em média três meses nas Unidades de Saúde na maioria das vezes por falta da contratação de profissionais qualificados e aparelhos de alta resolução. O tempo de espera, em algumas unidades se estende até um ano nas idas e vindas do usuário,quando ocorre evolução mais grave para o quadro de pacientes paliativos. Através de análise bibliográfica e exploratória em campo, como Residente Multiprofissional do Serviço Social na Unidade de Oncologia-UNACON do Hospital Universitário Antonio Pedro-HUAP/UFF;verificou-se que os pacientes iniciam os primeiros atendimentos no ambulatório da oncologia e aproximadamente entre dez (10) portadores de câncer ao dia, (4)quatro chegam apresentando evolução para o quadro paliativo. Palavras chaves: portadores de câncer; cuidados paliativos; políticas de saúde. ________________ *Assistente Social, Pós-Graduanda (PG) no Programa de Residência em Pós-Graduação Multiprofissional do Hospital Universitário Antonio Pedro, UNACON/HUAP/UFF-Niterói-RJ; Universidade Federal Fluminense-UFF.email:vilmap.fariasuff@gmail.com.
  2. 2. 2 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo apresentar análise sobre a dificuldade dos portadores de câncer quando em busca de atendimento, o usuário tem a saúde agravada, pois a maioria das Unidades de Saúde, Postos de Saúde, UPAS e Médicos de Família não possuem aparelhos de ressonância magnética, mamografia ou colonoscopia entre outros, para realizar exames e diagnósticos e imediatizar em tempo, o atendimento, já que esses exames é de suma importância pois retrata imagens de alta definição dos órgãos através da utilização de campo magnético, permitindo avaliação e prevenção da saúde. O obstáculo na identificação do diagnóstico é um dos problema para os pacientes de câncer, que é dificultado pela ausência destes exames entre outros nas unidades médicas, o que permite o avanço da enfermidade, já que a grande maioria da população assistida é assalariada e dificuldades financeiras, A Constituição de 1988 determina que é dever do Estado garantir saúde a toda a população e,portanto criou o SUS-Sistema Único de Saúde, que se apresenta como uma complexa rede de atendimento em que estados e municípios, orientados por um fragilíssimo sistema de regulação;deve ser revisto para garantir atendimento de qualidade aos 190 milhões de brasileiros, dos quais 140 milhões dependem exclusivamente da saúde pública. Neste sentido, milhares de pacientes com câncer enfrentam verdadeiras batalhas para conseguir o tratamento, que lhes é de direito. A luta dos portadores de câncer, começa muitas das vezes nas unidades básicas de saúde, com dificuldades para conseguir consultas, primeiramente com médico generalista e,posteriormente,com especialistas e seus respectivos encaminhamentos para exames. Ao chegar ao Hospital Universitário Antonio Pedro-HUAP na maioria das vezes a doença já se AP]resenta em estágio avançado ou evolui para esta condição mesmo durante o tratamento com intenção curativa, cuja abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil com]trole e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, através de seus procedimentos, garantir a qualidade de vida. METODOLOGIA Este estudo é de caráter exploratório descritivo, desenvolvido a partir da reanálise de entrevistas social realizada com familiares acompanhantes e doentes com câncer, atendido pela Unidade UNACON,Hematologia e Setor de Emergência Buscou-se analisar documentos de pacientes da oncologia no Arquivo Geral do Hospital- HUAP que apresenta um verdadeiro banco de dados para estudo, constituindo-se numa importante ferramenta para a pesquisa, pois possibilita a otimização das informações, servindo de fonte para aprofundar e consolidar resultados. Para este trabalho, foram mantidos os critérios de observação na entrevista de outros profissionais do Serviço Social com pacientes, assim como a escuta multiprofissional dos profissionais da Enfermagem,Nutrição e Psicologia e Fisioterapia presentes na unidade. Para elaborar o trabalho, foram feitas as primeiras observações em campo,sobre os agravantes que incide na saúde dos portadores de câncer. Entrevista realizada com familiares e os próprios pacientes, confirma que os mesmos antes de chegar a Unidade de Oncologia-UNACON,Emergência ou Hematologia da (HUAP) já estavam fazendo
  3. 3. 3 algum tipo de tratamento ambulatorial em outra unidade de saúde, decorrendo um certo tempo, para que os mesmos fossem encaminhado para uma avaliação mais profunda, já que em certos casos alguns profissionais de saúde, tem uma certa dificuldade para identificar a doença e seus sintomas no primeiro momento em pacientes de algumas unidades de saúde, provando o despreparo nesta avaliação, Outro aspecto agravante, é a demora para que os usuários da saúde sejam inseridos no Sistema Nacional de Regulação (SISREG) para agendamento de consultas e exames especializados,quando muitos pacientes portadores de (CA), desistem do tratamento ou são abandonados por não obterem a inclusão no sistema de regulação para marcação de consultas e exames.Para tanto Marcon,Ferreira.C.L. (2005) esclarece que; O regulador avalia a necessidade do caso pelo laudo médico, consulta à disponibilidade assistencial mais adequada nas unidades de saúde mais próximas e autoriza a execução dos procedimentos necessários, baseado nas evidências clínicas e na “Programação Pactuada Integrada (PPI)”, se o caso envolver referências intermunicipais. Marcon,Ferreira( 2005,p.55). Instituída na NOB 01/1996, a Programação Pactuada Integral (PPI) foi definida pela NOAS 01/2002 como um instrumento fundamental de planejamento das ações e serviços de saúde, em busca da integralidade da atenção e da equidade na distribuição dos recurso(PublicadoD.O.U.6/11/1996_) No entanto a fila de espera continua sendo um obstáculo aos usuários portadores de (CA),para marcação de consultas especializadas,exames e procedimentos na rede de saúde,perpassando além do fluxo de solicitação de agendamentos a questão financeira na pactuação entre gestorrnviabiliza as marcações de consultas e exames quando não há alocação dos recursos; rebatendo nos usuários . Alguns autores apontam a demora na marcação e realização de exames e consultas especializadas na atenção secundária tem levado muitos usuários a buscar outras alternativas para sanar seu problema (procurando o setor privado ou se utilizando de clientelismos no serviço público) resultando assim num significativo número deconsultas(MOSCON,NELIZE;KRUGER,R.TANIA,2_) Analisando a incidência diária através de eistudo nos prontuários dos pacientes de (CA), os mesmos encontravam-se em atendimento médico árem outra Unidade de Saúde ambulatorial sendo avaliado por outros sintomas. Por falta de aparelhagem para diagnosticar em tempo real a enfermidade do paciente, este fica a mercê da evolução do câncer e as consultas geralmente são marcadas para atendimento entre dois ou três meses,podendo chegar a um ano como já ocorreu em alguns casos; enquanto a doença vai aos poucos consumindo a vitalidade do paciente, que acredita ser portador de outras patologias mais simples. Esteschegam á UNACOM/HUAP encaminhados por profissional de outros ambulatório médico, diagnosticado com cefaléia aguda, ou outros sintomas que mascaram a real condição de saúde, devido a falta de avaliação por exame de alta resolução nas Unidades de Saúde e por profissionais capacitados.Após investigação constata-se que o paciente é portador de câncer já avançado, evoluindo para o quadro de cuidados paliativos. Para tanto o modelo mínimo de garantias no atendimento a consultas e exames com qualidade, através da oferta de
  4. 4. 4 aparelhos de alta resolução é direito de todo sujeito, conforme preceitua a Constituição Federal de 1988 que o estado tem a responsabilidade de promover o acesso irrestrito a saúde e serviços. Para tanto os Parâmetros de Atuação dos Assistentes Sociais na Saúde analisa que; o projeto saúde articulado ao mercado ou reatualização do modelo médico assistencial privatista está pautado na Política de Ajuste que tem como principais tendências a contenção dos gastos com racionalização da oferta; descentralização com isenção de responsabilidade do poder central. A tarefa do Estado, nesse projeto, consiste em garantir um mínimo aos que não podem pagar, ficando para o setor privado o atendimento aos que têm acesso ao mercado. Suas principais propostas são: caráter focalizado para atender às populações vulneráveis através do pacote básico para a saúde, ampliação da privatização, estímulo ao seguro privado, descentralização dos serviços ao nível local e eliminação da vinculação de fonte com relação ao financiamento.(CFESS,p.11,2009). A Política Nacional de Humanização na Saúde, através do Decreto-Lei no.7.508 de 28 de Junho de 2011, regulamenta a Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990 e determina no art. 38º. a humanização ao atendimento do usuário sendo fator determinante para o estabelecimento das metas de saúde previstas no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde. Dentre outras prerrogativas a Humanização da Saúde insere a qualidade nos serviços prestados de tecnologia e aparelhos médicos. “Apesar de assistir 80% dos brasileiros que procuram atendimento médico, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem à disposição a metade dos equipamentos clínicos em operação no país. No caso de aparelhos para diagnóstico por imagem, a situação é pior: apenas um terço do total serve ao SUS, segundo o banco de dados do Ministério da Saúde” (ANTONELLI, DIEGO;2013) Os apontamentos aqui presentes concordam com os argumentos de Muniz,de Fátima (2013) “que exprimem, assim, os processos subjetivos, então produzidos nos atos da atenção em saúde oncológica e nos modos de expressão da produção desejante, como afirmação da diferença. Mas, também, manifesta a reprodução hegemônica impressa, que conduz a uma única direção”. RESULTADOS Dois pacientes avaliados do gênero masculino usuários,portador do câncer (CA) encontrando-se em cuidados paliativos com diagnóstico de adenocarcinoma do pulmão, com dor torácica+ dispnéia Dez RX tórax; o segundo paciente, gênero masculino portador de Câncer (CA) de próstata,MTX óssea, MTX Hepática e Sepse Pulmonar; a terceira paciente do gênero feminino apresentava (CA) de reto avançado. A faixa etária dos pacientes apresentava idade entre 50 a 57 anos. Foi oferecido aos pacientes e familiares orientação social para obtenção dos direitos do paciente com câncer entre estes: Saque do FGTS, Saque PIS/PASEP, 20% de majoração na aposentadoria por invalidez,Vale Social (Lei 4.510 de 13/01/2005), Rio Card,( mediante indicação de acompanhante em laudo médico), Isenção do Imposto de Renda relativo aposentadoria,reforma e pensão inclusive as complementações (RIR/1999, art. 39, XXXIII; IN SRF nº 15, de 2001, art. 5º, XII).Quitação do Financiamento da casa liprópria(SFH) Sistema Financeiro de Habitação.Isenção do IPI na compra de veículos adaptados
  5. 5. 5 O REFERÊNCIAS ANTONELLI, Diego.Pouco Equipado,SUS atende 80% da demanda.Disponível em: <<http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1396974> Acesso em: 18 mai.2014. COLEÇÃO PARA ENTENDER A GESTÃO DO SUS 2011. Brasília, p.82,Brasília-DF-1ª.edição,2011. Disponível em: <http://www.conass.org.br> Acesso em: 20 de mai. De 2014. DECRETO LEI 7.508,28 de Junho de 2011. Regulamenta a Lei no.8.080, de 19 de setembro de 1990 e Art. 38º. IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA DE REGULAÇÃO (SISREG) PARA O AGENDAMENTO DE CONSULTAS E DE EXAMES ESPECIALIZADOS NO MUNICÍPIO DE GAROPABA. MARCON,Ferreira,C.L; JACOBSON,L.Alessandra;SABINO,L.F.Marlete;p.55,2005.Universidade Tuiuti do Paraná;UTP,UFSC,2005. ISENÇÃO DE ICMS Disponível em: < www.receita.rj.gov.br.> Acesso em: 12 de Mai.2014. JUDICIALIZAÇÃO, SAÚDE SOB O OLHAR CLÍNICO DA JUSTIÇA. Publicação,p.5,Set/Dez 2013. Disponível em: <http://www.conass.org.br/ANEXOS_CONASS_INFORMA/revistaCFM_judicialização.pdf> LEI No. A Lei nº 10.182, de 12/02/2001, restaura a vigência da Lei nº 8.989, de 24/02/1995, Disponível em: <www.receita.gov.br ou pelo link <http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenDGraves.htm>. LEI No. 12.732, de 22 de Novembro de 2012.E fixa o prazo de sessenta (60) dias para tratamento do câncer. MUNIZ, M.de,Fátima,L. Problematização dos fatores que interferem na linha do cuidado junto ao usuário com patologia oncológica: Uma proposta de intervenção em rede, a busca por uma ética a favor da vida.Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva-Universidade Federal Fluminense, 2013. NOB 01/1996- Norma operacional Básica do Sistema Único de Saúde-SUS (Publicado no D.O.U, de 6/11/1996)Instrumento de regulação do SUS. Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br/legislacao/nobsus96.htm> Acesso em: 20 mai.2014.
  6. 6. 6 Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Portaria 874 de, 16 de Maio de 2013.

×