Poemas Do Edgardo Xavier 2009

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Poemas de poeta portugues, Sintra-Portugal

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Poemas Do Edgardo Xavier 2009

  1. 1. ...sei a prata dos silêncios e o barulho dos sentidos... Ed g a rd o X a v ie r
  2. 2. Outra Pele Sinto a luz da tarde como outra pele e saio de mim O gosto é acre no tempo das promessas e o ar anil quando arde no teu corpo de seda e jasmim Não leio palavras nos teus olhos mas sei a prata dos silêncios e o barulho dos sentidos Sei que pelo amor até as pedras adoçam os gumes e se moldam à mão que lhes trava o voo Pelo amor sangram as escarpas seixos e papoilas Há vermelho nos trigais
  3. 3. Limite Salga-me a boca na maresia dos teus lábios túmidos e despe-me de roupa e de pele ainda que fuja ainda que gele O amor não se esgota na lisura das sedes e antes se amarra de raiva no sangue das tuas redes Doces são os dedos quando me esventram na pressa de beber-me
  4. 4. Duelo À carne expectante anuncio o meu corpo em trovoada de sentidos Há dores cheiros gemidos na tua terra queimada Na promessa de redenção crestam-se os lábios E as chagas É tempo amor Sangra-me a sede mais feroz e mistura a tua noite ao meu veneno
  5. 5. As lágrimas como fonte rio aberto pranto sereno submersos padrões de dor sangrada nos mistérios do peito na incerteza das mãos na inclemência com que nos fustigamos de palavras e uivos Somos a fusão de corpos exângues na avidez de um fogo já extinto
  6. 6. É tempo de papoilas nos trigais e nas matas livres do sopé da serra frágeis tons de rubro em verde solto na terra ou na boca das mulheres que o amor ferra
  7. 7. A música vem de ti promessa ainda demorada na luz do tempo no pó da estrada A música vem e chegam também a urze e o azul que te precedem És a flor na aurora branda ou pedra que geme na tua boca calada
  8. 8. É em ti que moro e vivo que visito os horizontes águas serras montes que trazes no teu olhar Se tu és fogo tempo e luz Eu sou o mar
  9. 9. Os sentimentos são urgentes Os sentidos, não As emoções são sempre fortes Quando seguro a tua Mão
  10. 10. Corre-me no sangue a tua voz ardente som de terra queimada a golpes de tempo Corre-me no corpo a força do lume aceso na seda breve dos teus dedos descuidados
  11. 11. Conta-me o que vês do alto do teu prado Diz-me do sol e do vento dentro do teu sobrado Mostra-me como é fácil ser-se espuma na melodia das ondas Conta-me como é bom ser mulher e sereia
  12. 12. Por coração uma pedra e no corpo este vazio Crescem a sede e as mágoas no parado deste frio Se vens acordo e esqueço que o coração de pedra não sente Volto a ser rio
  13. 13. Poemas de Edgardo Xavier Mem Martins - Portugal Música: Vogel music Imagens da Internet Formatado por Vilma Nunes vibrasilva@gmail.com Primavera - São Paulo - Brasil

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