Fisiologia neuromuscular 01

17.742 visualizações

Publicada em

0 comentários
7 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
17.742
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
522
Comentários
0
Gostaram
7
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fisiologia neuromuscular 01

  1. 1. FISIOLOGIA NEUROMUSCULAR II Prof. Ms Guilherme Gularte de Agostini [email_address]
  2. 2. Fatores Neuromotores relacionados ao aumento da força <ul><li>Hipertrofia Muscular </li></ul><ul><li>Alteração da Qualidade Proteíca </li></ul><ul><li>Fatores Neurais </li></ul>
  3. 4. Larry Scott, 1965, 1966
  4. 5. Sérgio Oliva 1967 - 1969
  5. 6. Arnold 1970 – 1975, 1980
  6. 7. Franco Columbu 1976, 1981
  7. 8. Frank Zane 1977 - 1979
  8. 9. Chris Dickerson, 1982
  9. 10. Samir Bannout, 1983
  10. 11. Lee Haney 1984 - 1991
  11. 12. Dorian Yates 1992 - 1997
  12. 13. Ronnie Coleman, 1998 - 2002
  13. 14. 1965 X 2002
  14. 15. 1977 X 1984
  15. 17. Micro-Lesão-Muscular
  16. 18. Introdução <ul><li>Vários trabalhos tem relatado que músculos não adaptados a contrações musculares Excêntricas sofrem Lesão muscular. </li></ul><ul><li>Os sintomas incluem: Diminuição da força, menor ADM, desenvolvimento de dor muscular tardia, elevada concentração de CK e maior rigidez muscular. </li></ul>
  17. 19. Reação Inflamatória <ul><li>Em resposta a condições que ameaçam a função muscular normal, ocorre aumento na [LEUCÓCITOS] . </li></ul><ul><li>Em resposta à lesão, os NEUTRÓFILOS (um tipo de leucócitos) invadem o local da Lesão e promovem a liberação de Citocinas. </li></ul><ul><li>Citocinas (subastâncias imunoreguladoras) ativam células inflamatórias. </li></ul>
  18. 20. <ul><li>Neutrófilos também podem liberar Radicais Livres que podem lesar a membrana celular (sarcolema). </li></ul><ul><li>Após a resposta inflamatória, os Macrófagos invadem o local da lesão e removem os resíduos celulares num processo de fagocitose e após nova invasão de macrófagos, inicia-se a Regeneração Muscular. </li></ul>Reação Inflamatória
  19. 23. Fatores que Contribuem para a Magnitude da Lesão Excêntrica
  20. 24. Introdução <ul><li>Há um consenso de que o alongamento muscular causa mais lesão; </li></ul><ul><li>O encurtamento para o mesmo comprimento muscular não causa qualquer lesão; </li></ul><ul><li>Alongamento em fibras relaxadas não causa Lesão percebida </li></ul>
  21. 25. Introdução <ul><li>A velocidade de alongamento não interfere no processo; </li></ul><ul><li>Para Comprimentos constantes, maior tensão gera maior Lesão; </li></ul><ul><li>A tensão muscular varia com o comprimento do mesmo; </li></ul><ul><li>Newman encontrou grande lesão nos flexores do cotovelo em grandes amplitudes, mesmo a tensão sendo reduzida. </li></ul>
  22. 26. Resultados <ul><li>Diversos trabalhos tem demonstrado que o comprimento do sarcômero é o maior determinante, sendo que a lesão aumenta com o alongamento muscular na fase descendente da curva tensão-comprimento. </li></ul>
  23. 28. Pergunta <ul><li>O quanto de tensão provoca micro lesão ? </li></ul><ul><li>Uma diminuição na tensão com o alongamento muscular acima do comprimento ótimo aumenta a Lesão. </li></ul><ul><li>Um aumento da força da contração voluntária promove aumento do recrutamento de fibras musculares, aumentando o número de fibras lesadas, e assim, promovendo mais dor e reduzindo a força máxima. </li></ul>
  24. 29. Conclusão para Tensão <ul><li>A dependência da tensão depende de como a mesma será variada. </li></ul>
  25. 30. Conclusões para Lesão Excêntrica <ul><li>Alterações iniciais no exercício excêntrico promovem grandes alongamentos do sarcômeros. </li></ul><ul><li>Muitos desses grandes alongamentos re-interdigitam-se espontaneamente após o exercício, mas outros permanecem rompidos e, sofrem mais alongamento em nova contração. </li></ul><ul><li>Mais áreas do sarcômero são rompidas em nova contração. </li></ul>
  26. 31. Conclusões para Lesão Excêntrica <ul><li>Segundo Flitney & Hirst (1978), quando as fibras musculares são alongadas numa ação excêntrica, a ligação Acto-Miosina provavelmente é desligada mecanicamente, antes do que, ATP dependente. Essa carga produz alto estresse nas estruturas envolvidas e pode contribuir para a lesão do tecido. </li></ul>
  27. 32. Lesão x Tipo de Fibra Muscular <ul><li>Armstrong et al(1983) encontrou que as fibras vermelhas sofreram mais lesão em ratos que correram em esteira rolante; </li></ul><ul><li>Lieber & Fridén (1988) encontraram que o alongamento em estímulo tetânico lesou mais as fibras brancas. </li></ul>
  28. 33. Lesão x Tipo de Fibra Muscular <ul><li>Lesão depende de quais músculos foram ativados e das variações do comprimento do sarcômero. </li></ul><ul><li>São necessários estudos qual apliquem músculos com a mesma forma da curva tensão-comprimento. </li></ul><ul><li>Se isso não resolver a questão, explicações baseados no diâmetro da fibra e nas diferentes proteínas deverão ser considerados </li></ul>
  29. 35. Metodologia <ul><li>Suspensão dos membros inferiores por 14 dias de ratos. (retirada de Carga) </li></ul><ul><li>Retirada da suspensão (sobrecarga) </li></ul><ul><li>Avaliado: Tipos de fibras musculares, e grau de MLM </li></ul>
  30. 36. Resultados
  31. 38. Resultados
  32. 39. Conclusões <ul><li>A maior incidência de MLM nas fibras SO são devidos ao seu seletivo recrutamento, já que as mesmas possuem um baixo limiar de recrutamento. </li></ul><ul><li>A ausência de carga parece afetar mais tb as fibras SO e assim quando solicitadas ao exercício exibem maior MLM. </li></ul>
  33. 42. Quem é o canhão ?
  34. 49. CÉLULAS SATÉLITES Fisiologia e Biologia Molecular
  35. 50. Músculo Esquelético <ul><li>Exibe grande capacidade para se adaptar a demandas fisiológicas do crescimento, treinamento e lesão. </li></ul><ul><li>Esse capacidade é atribuída a uma pequena população de células chamadas de Células Satélites . </li></ul><ul><li>Em 1961, Mauro a descobriu e as denominou de Satélites devido a sua localização no músculo. </li></ul>
  36. 51. Localização das Satélites <ul><li>Localizam-se na periferia muscular, num espaço compreendido entre a lamina basal e o sarcolema. </li></ul><ul><li>Diferem completamente da Célula Muscular, qual situa-se envolvida pelo sarcolema (Membrana Plasmática da Fibra Muscular). </li></ul>
  37. 54. Função das Células Satélites <ul><li>Em condições fisiológicas inalteradas, permanecem em estado Quiescente , e não se proliferam. </li></ul><ul><li>Em resposta a estímulos como microtrauma , tornam-se ativas, proliferam e expressam marcadores da Miogênese (Mioblastos). </li></ul><ul><li>Mioblastos  Regeneração Muscular </li></ul>
  38. 57. Regeneração Muscular <ul><li>O processo de regeneração muscular envolve Fatores de Crescimento e uma seqüência de eventos celulares, quais resultam na regulação da população das células satélites. </li></ul><ul><li>Dentre todos os fatores de crescimento conhecidos, dois estão bem documentados na literatura: o IGF-1 e o HGF </li></ul>
  39. 59. Fator de Crescimento Insulínico IGF-1 <ul><li>Importante na regulação do metabolismo da Insulina ; </li></ul><ul><li>Presentes em processos de regeneração muscular, proliferando e diferenciando a população de células satélites. </li></ul>
  40. 61. Processo do Reparo Celular <ul><li>O aumento da Massa muscular via treinamento resistido ocorre via Ativação , Proliferação , Migração e Fusão para fibras musculares existentes. </li></ul>
  41. 63. Migração das Células satélites <ul><li>O processo de Migração das Células Satélites depende da integridade da Lamina Basal . </li></ul><ul><li>Após a ruptura da Lamina Basal, as Células Satélites usam tecidos adjacentes como ponte para migrarem ao local da Lesão. </li></ul>
  42. 64. <ul><li>Em resposta ao trauma sem ruptura de membrana, as Células Satélites migram sob a Lamina basal da porção intacta da célula para a parte lesada. </li></ul>Migração das Células Satélites
  43. 65. Ciclo da Regeneração da Micro-Lesão-Muscular
  44. 71. Área de secção transversa Tipos de Hipertrofia
  45. 72. Hipertrofia Sarcoplasmática
  46. 73. Hipertrofia Sarcoplasmática CHO CHO CHO CrP CrP CrP H 2 O CrP CrP CrP CrP CrP CHO CHO CHO CHO CHO H 2 O H 2 O H 2 O H 2 O
  47. 74. Hipertrofia Miofibrilar
  48. 76. Sarcoplasmática x Miofibrilar
  49. 77. DNA, RNA e Hipertrofia Bases genéticas da Hipertrofia muscular
  50. 78. Transcrição e seu Controle <ul><li>RNA é o resultado de uma cópia intranuclear de parte do DNA. </li></ul><ul><li>Importante na conversão da informação do DNA na seqüência de Aa em uma proteína. </li></ul><ul><li>A transcrição consiste da formação três tipos de RNAs derivado de uma cópia da fita dupla do DNA. </li></ul>
  51. 79. Modificações Pós-Transcrição: Translação <ul><li>A mensagem do RNAm é traduzida em uma seqüência de Aa (isso é chamado de TRANSLAÇÃO). </li></ul><ul><li>O processo de formação do RNAm acontece no núcleo celular, com posterior transporte até o citoplasma, para iniciar a síntese proteíca. </li></ul>
  52. 80. Controle da translação <ul><li>A translação pode ser rapidamente alterada em resposta a estímulos específicos ou ao esta do nutricional. </li></ul><ul><li>Como a alteração da síntese proteíca é rápida, imagina-se que certa quantidade de RNAm esteja presente no citoplasma na forma inativa (ligação a proteínas). </li></ul><ul><li>Desligamento do complexo RNAm – proteína promove ativação do RNAm. </li></ul>
  53. 81. <ul><li>RNAm  Matriz para síntese de proteínas no citoplasma. Desta forma, as bases do RNAm especifica a seqüência de Aa na cadeia de polipeptídeos. </li></ul><ul><li>RNAt  Liga-se a Aa específicos e os carrega até o complexo RNAm e ribossomos, onde o polipeptídeo é formado </li></ul>Transcrição e seu Controle
  54. 82. <ul><li>RNAr  Fica junto dos ribossomos. Local onde as proteínas são sintetizadas. </li></ul><ul><li>Código Genético  relação entre a seqüência de 4 bases do DNA, transcritos para RNAm e a seqüência de Aa de um polipeptídeo. </li></ul>Transcrição e seu Controle
  55. 83. Gaining Weight: The scientific basis of increasing skeletal muscle mass Houston, M can. J. Appl. Physiol., 1999
  56. 84. Introdução <ul><li>Fisioculturistas de hoje possuem maiores valores de LBM que seus antepassados. </li></ul><ul><li>Isso talvez deva-se a melhor treinamento, nutrição e drogas. </li></ul><ul><li>Sabe-se que para potencializar a hipertrofia deve-se: </li></ul>
  57. 85. Introdução <ul><li>Combinação de dieta, treinamento resistido e repouso. </li></ul><ul><li>Esses fatores acima, mais ajustes hormonais determinam o balanço entre anabolismo e catabolismo. </li></ul>
  58. 86. Constituição muscular <ul><li>Os dois componentes dominantes do músculo são a água e as proteínas, numa relação de 4:1 respectivamente. </li></ul><ul><li>Isso sugere que para aumentar 1 kg de LBM, deve-se aumentar em 200gr a fixação proteíca. </li></ul><ul><li>Sabe-se que 1kg proteínas gastam 6.000kcal para serem anabolizadas. </li></ul>
  59. 87. Interação entre treinamento e dieta <ul><li>Relação anabolismo x catabolismo é essencial; </li></ul><ul><li>Sabe-se que o aumento na captação celular de Aa aumenta a síntese proteíca. </li></ul><ul><li>Taxa de síntese de proteínas pode durar mais de 48 horas, principalmente com muita ação excêntrica envolvida. </li></ul>
  60. 88. <ul><li>Exercício resistido em estado catabólico (jejum) promove aumento do turnover proteíco. </li></ul><ul><li>Suplementação de CHO+Aa estimulam o anabolismo e diminuem o catabolismo. </li></ul><ul><li>Efeito pode ser media do pela Insulina. </li></ul>Interação entre treinamento e dieta
  61. 89. <ul><li>O aumento da ingestão proteíca promove o anabolismo, efeito este independente da realização do exercício. </li></ul><ul><li>Composição da dieta altera a resposta hormonal; > % Gord  > [Testosterona] </li></ul><ul><li>Equilíbrio Hídrico </li></ul>Interação entre treinamento e dieta
  62. 90. Adaptações musculares a 3 diferentes regimes de treinamento: especificidade do treinamento de repetições máximas Gerson E. R. Campos · Thomas J. Luecke · Heather K. Wendeln · Kumika Toma · Fredrick C. Hagerman · Thomas F. Murray · Kerry E. Ragg · Nicholas A. Ratamess · William J. Kraemer · Robert S. Staron European Journal of Applied Physiology, 2002
  63. 91. Introdução <ul><li>O mm. Esq. Humano é um tecido heterogêneo, composto por diversos tipos de fibras, quais permitem uma variedade de demandas funcionais. </li></ul><ul><li>Característica adicional do mm. Esq. É a habilidade p/ alterar o perfil fenotípico em reposta a um estímulo específico. </li></ul><ul><li>Berger ( 1962 ) sugeriu que 3 séries de 4-8 RM produzia ganhos ótimos na força comparado c/ outras combinações. </li></ul>
  64. 92. <ul><li>DeLorme’s classic work ( 1945 ) sugeriu q/ um programa de treinamento resistido usando baixas rep. e altas cargas favorecia adaptações na força/potência, enquanto altas rep. e baixas cargas proporcionavam melhoras na endurance muscular. </li></ul>Introdução
  65. 93. <ul><li>Anderson and Kearney ( 1982 ) testaram a hipótese de Delorme (3 grupos: 6-8; 30-40 e 100-150RM) qual foi confirmada. </li></ul><ul><li>Stone and Coulter( 1994 ) tb repetiram o experimento c/ mulheres (3 grupos:3s 6-8; 2s 15-20 e 1s 30-40RM) e obtiveram os mesmos resutados. </li></ul>Introdução
  66. 94. OBJETIVO: <ul><li>Comparar os efeitos de 3 programas diferentes de treinamento resistido nas adaptações dentro do mm. vasto lateral. </li></ul>
  67. 95. Métodos <ul><li>Sujeitos ñ treinados a no mínimo 6 meses. </li></ul><ul><li>Os sujeitos foram divididos em 4 grupos: Baixas, intermediárias, altas RM e controle. </li></ul><ul><li>VO2max: Iniciavam na carga 60W em 60rpm com acréscimo de 30W/min, até a exaustão. </li></ul>
  68. 96. <ul><li>Força e resistência muscular: Teste de CM e teste de RM a 60% da CM. O TCM teve intervalo de 4-5’ entre as tentativas e o mesmo intervalo p/ execução do TRM. (leg-press, agachamento e extensão de joelhos). </li></ul><ul><li>Protocolo de treinamento: 8 semanas, sendo 2x/s nas 4 primeiras semanas e 3x/s nas 4 ultimas semanas. </li></ul>Métodos
  69. 97. <ul><li>GBR: 4s de 3-5RM c/ 3’ de intervalo. </li></ul><ul><li>GIR: 3s de 9-11RM c/ 2’ intervalo. </li></ul><ul><li>GAR: 2s de 20-28RM c/ 1’ intervalo. </li></ul>Métodos
  70. 98. <ul><li>Biópsias: 80-160mg na porção medial do mm VL. Foi usada a cicatriz da biópsia pré p/ fazer a biópsia pós, pois a porção e a profundidade possuem tipos diferentes de fibras  ATPase miofibrilar. </li></ul><ul><li>Mensurações da Cadeia Pesada da Miosina (MHC) e capilarização. </li></ul>Métodos
  71. 99. RESULTADOS
  72. 100. Resultados
  73. 108. Conclusões <ul><li>O treinamento de baixas repetições é especifico em aumentar a força muscular e hipertrofia. </li></ul><ul><li>O treinamento de altas repetições promove menores aumentos na força, mas promove também ganhos na performance aeróbia. </li></ul>

×