Aula 1Histórico do uso de cadáveres humanosAnatomia, não e uma ciência morta, pois é através dela que os profissionais da ...
Foi através de Hipócrates na Grécia, criou a célebre "Teoria Humoral da Enfermidade",com base na aparência externa do indi...
efetuou estudos fisiológicos em cães, porcos, cavalos, aves, macacos e fez alusão ao serhumano, cometendo desta maneira, g...
A força e o dinamismo desmedidos do corpo humano atingiram seu ápice comMichelangelo Buonarotti. Ele passou pelo menos vin...
A anatomia é o ramo da medicina que estuda, macro e microscopicamente, aconstituição e o desenvolvimento dos seres organiz...
passou a lutar na guerra de Tróia, superando melhor lutador Troy, Hector, em umcombate. Antes da demissão de Troy e o cava...
Idade. Verificam-se modificações anatômicas com o progredir da idade, nos diversosperíodos ou fases da vida intra e extra-...
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Texto de anatomia

  1. 1. Aula 1Histórico do uso de cadáveres humanosAnatomia, não e uma ciência morta, pois é através dela que os profissionais da área dasaúde adquirem conhecimentos dissecando ou observando o corpo humanoA “Anatomia” tem os seus primeiros relatos deste o início da civilização, a partir doinstante em que o homem passa observar em outro homem e em outros animais.Ohomem pré-histórico já observava à sua volta a existência de seres diferentes de seucorpo, os animais. Com isso, passou a gravar nas paredes das cavernas e fazer esculturasdas formas que via. Com isso passou a notar detalhes, que hoje nos permite identificaras espécies animais .Da simples observação, passou-se a prática da dissecação, o que levou a anatomia a sefirmar como princípio fundamental da prática na “área da saúde” , A anatomia é umaantiga ciência médica básica.A partir do ano 150 a. C. a dissecação humana foi proibida por razões éticas e religiosas. O estudo da anatomia humana, segundo recomeçou mais por razões práticas queintelectuais, e o motivo mais importante para a dissecação humana, foi o desejo de sabera causa da morte por razões essencialmente médico-legais, de averiguar o que haviamatado uma pessoa importante ou elucidar a natureza da peste ou outra enfermidadeinfecciosa.A história do uso do cadáver humano retrata que o meio mais antigo, de que se temconhecimento, para conservação de cadáveres, é a mumificação ou, este método erapraticado pelos egípcios com finalidade religiosa e não para preparar cadáveresdesconhecidos. Acreditava-se que os mortos continuariam vivos no túmulo, porém erauma graça concedida apenas aos nobres e reis, como pode ser observado pela cabeçamumificada do Faraó Ramses V. No Egito dos Faraós, a mais de 5.000 anos,desenvolveu-se esta técnica de embalsamento, permitindo os primeiros estudosanatômicos das doenças.Os primeiros cientistas Anatomistas e Médicos foram os egípcios. Após vieram osMesopotâmios. Foram os gregos que denotaram um maior avanço no estudo daanatomia. Os médicos guerreiros conheciam ossos, juntas, músculos e tendões do corpo.O cadáver humano não era violado, por questões religiosas e leis oficiais estabelecidas .Foi Alcameon de Croton (500 a.C.) que forneceu os mais antigos registros deobservações anatômicas reais, fazendo dissecação em animais e o seu tratado sobre anatureza tornou-se um texto médico fundamental .
  2. 2. Foi através de Hipócrates na Grécia, criou a célebre "Teoria Humoral da Enfermidade",com base na aparência externa do indivíduo e correlacionando causas e efeitos, aindaque empiricamente. Considerado um dos fundadores da ciência anatômica, e a ele sãoatribuídos 72 textos e num destes afirmou que “A Natureza do corpo é o início daCiência Médica”Os “Ensinamentos e Juramento” de Hipócrates deram partida aos códigos moral e éticoda prática profissional, e o mundo grego conheceu uma nova imagem do médico, agorasendo um homem simples, humano, real . Nessa mesma Roma antiga, viveu CorneliusCelsus, que descreveu os 4 sinais cardeais da inflamação: vermelhidão, inchaço, calor edor .Setenta e dois anos depois de Hipócrates, surge Aristóteles, o qual adotava o coraçãocomo centro das emoções. Aristóteles (384-322 a.C.), foi o fundador da anatomiacomparativa, sendo o mais famoso dos discípulos de Platô, também não usou cadávereshumanos, concentrando seus estudos de dissecação nos vertebrados .Quase meio século depois de Aristóteles, surgiu o primeiro homem a ousar dissecar ocadáver humano, apesar de todos os perigos e preconceitos existentes na época . FoiHerófilo concretizando o desejo de muitos anatomistas ao dissecar o corpo humano, eassim, desenvolveu um esquema de distribuição, formato e tamanho dos órgãos:descreveu o fígado, o cérebro, os órgãos sexuais. Através dos seus estudos pioneirosnascia a Medicina. Erasístrato de Quios (290 a.C.) colaborador de Herófilo tambémdissecou cadáveres humanos e formou a Escola de Alexandria, a qual deu, a partir dali,impulso às ciências anatômicas .O “restaurador da anatomia”, fez voltar, de forma inovadora, o hábito de dissecarcadáveres humanos, adotado por Herófilo e Erasístrato, dando porém mais ênfase àprática anatômica universitária. Realizou dissecações públicas em Bolonha em 1315 eescreveu sua Anatomia em 1316. Nesta época de Mondino, era comum as aulas práticasde anatomia acontecerem na casa do próprio professor . Surgia a fase da realimportância do cadáver desconhecido, não só para o estudo da anatomia, como tambémposteriormente, pré-requisito para a cirurgia .Depois de Mondino, o uso de cadáver na prática da anatomia teve um retrocesso, com osurgimento de Galeno de Pérgamo, que demonstrou e escreveu sobre anatomia sem terdissecado um só cadáver humano . Galeno teve reconhecimento na Roma Imperial, emrelação à prática médica, que percebeu a ação do cérebro sobre todas as manifestaçõesfísicas dos doentes romanos. A religião grega era mais hostil e dominante do que areligião egípcia, no que se refere a qualquer interferência quanto ao uso dos corpos dosmortos. “As leis romanas impediam o uso de cadáveres humanos para estudos”. Masum dos pontos fracos do ensino de Galeno foi frustar o desenvolvimento da Medicinapor séculos. O conteúdo teológico de suas idéias era bastante aceitável para a crescenteteologia da fé cristã, objetá-las tornou-se, com o tempo, uma séria ofensa. Galeno,
  3. 3. efetuou estudos fisiológicos em cães, porcos, cavalos, aves, macacos e fez alusão ao serhumano, cometendo desta maneira, grandes erros, descobertos depois por anatomistasde outras épocas. Suas descobertas foram ainda utilizadas por 1400 anos . Os estudosprovenientes nessa época e nas seguintes dependiam da autorização expressa do rei, oucorria-se o risco de ser preso e condenado.Em 1275, o italiano Guglielmo Saliceto lança “Chirurgia”, é o primeiro registro dedissecação de um cadáver humano.Em 1315, Frederico II imperador da Alemanha e das Sicílias tornou obrigatório para oscirurgiões o estudo da anatomia em cadáveres humanos, e a partir daí foram fundadoscursos de anatomia nas Universidades da Itália, França e toda Europa, posteriormente.Porém existem provas de que as dissecações começaram na Itália antes de 1240.Meio às dificuldades, clandestinidade e resistência das classes cléricas egovernamentais, um fato importante e histórico acontecia em 1376, quando o DuqueAnjou autorizou a dissecação pública e anual de um cadáver, o que constituiu-se numimportante avanço para o estudo da anatomia.Na Idade Média o curso da Anatomia modificou-se quando um artista italiano, tentandoesculpir um crucifixo para uma igreja, obteve do prior a permissão para esfolar umcadáver para verificação de seus músculos. Nascia a Anatomia como arte .O Renascimento chegava em boa hora para o bem e progresso da humanidade, pois oespírito liberal rompia as barreiras do culto cego das autoridades e, aos poucos, ganhavaespaço em nome da razão e evolução dos tempos. A anatomia foi estudada por artistascomo, por exemplo, Leonardo da Vinci, que contribuiu muito para a anatomia .Estudando com finalidade de buscar a perfeição em suas formas artísticas, acabou porcontribuir com a descrição de partes do corpo. Ele acreditava que a verdade anatômicana arte só poderia ser atingida na mesa de dissecação.As proporções do corpo humano não foram simplesmente medidas e cálculos, mas umconhecimento exato do corpo, sendo o primeiro a se dedicar de maneira sistemática aanalisar a anatomia e as proporções do corpo humano e dos animais. Os desenhos de DaVinci evidenciam, não só a arte, mas também um profundo conhecimento anatômico,mostrando não apenas anatomia de superfície, mas grupos musculares perfeitos, comoos músculos do dorso e membros superiores vistos na figuraA comparação de imagens obtidas nos modernos aparelhos de tomografiacomputadorizada com seus desenhos sobre a anatomia oferece uma espécie derevelação: Leonardo acertou com exatidão espantosa, por exemplo, detalhes sobre aposição do feto no interior do útero antecipando imagens modernas. Da Vinci é a maiorprova de que a arte e ciência caminham juntas de mãos dadas e, na anatomia, o cadáverfoi esse elo.
  4. 4. A força e o dinamismo desmedidos do corpo humano atingiram seu ápice comMichelangelo Buonarotti. Ele passou pelo menos vinte anos adquirindo conhecimentosanatômicos através das dissecações que praticava pessoalmente. Michelangelo tambémestudou o corpo humano a fundo, e para isso, dissecou e desenhou até que a figuradeixasse de ter quaisquer segredos . Usava modelos vivos para capturar a realidade,sendo retratado em obras como: David uma obra-prima de anatomia(exposto emFlorença – Galeria da Academia); Móises – exposto em uma igreja em Roma a esculturade Moisés concluída em 1516, traz a estrutura de um ombro dissecado na perna dopatriarca bíblico e as imagens do teto da Capela Sistina, que são imensas masanatomicamente corretas. Mas a ciência não podia parar e, movidos pelo ímpeto e desejo de aprender edesmistificar o proibido em prol da ciência, os anatomistas não se davam porvencidos .E, enquanto a autorização não chegava, eles insistiam em dissecar oscadáveres às escondidas, normalmente em calabouços ou subterrâneos devidamenteescolhidos para este fim.No passado apenas os cadáveres de criminosos e assassinos enforcados eram usados nasdissecações. Isto gerou um grave problema que era a quantidade insuficiente decadáveres para estudo, resultando com isto o aparecimento dos chamados“ressucitadores” que eram pessoas que supriam, com cadáveres roubados, os famososmédicos e anatomistas da época.A anatomia foi totalmente reformada por Andreas Vesalius, em seu livro “De humanicorporis fabrica”. nesta época a anatomia deu um grande passo para conquistardefinitivamente o seu papel fundamental como “Ciência Básica”. Finalmente o cadáverdesconhecido não só seria conhecido do público, como a partir dessa época passaria aser, depois do professor, a figura mais importante no ensino da anatomia.Vesalius em vez de apoiar-se em aparências, preferiu pesquisar todas as partes do corpo,corrigindo muitos erros cometidos por outros estudiosos anteriores a ele. Vesaliusdescobriu que várias das descrições de Galeno não estavam de acordo com os fatosobservados. As dissecações públicas de Vesalius, demonstradas através de seu livro DeHumani Corporis Fabrica comprovam que ele estabeleceu definitivamente o métodocorreto de dissecação anatômica. As poses dos corpos dissecados lembram mais a vidaque a morte, em alguns casos, o pano de fundo retrata paisagens naturais ou cidadesitalianas. Já a figura 30, retrata uma das pranchas de seu livro, a qual descreve todos osmúsculos superficiais do corpo. A postura do cadáver, sugeriu a posição anatômica,hoje padronizada, para o ensino de anatomia humana em todo mundo .Aula 2
  5. 5. A anatomia é o ramo da medicina que estuda, macro e microscopicamente, aconstituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Ela analisa, em termosdescritivos, cada um dos diferentes níveis de organização dos vegetais, dos animais e doser humano.Subdivisões.Microscopicamente: organizações subcelulares, celulares, histológicas (de tecidos),orgânicas, de sistemas etc.Macroscopicamente • Anatomia Sistêmica ou Descritiva • A anatomia topográfica • anatomia patológica • Anatomia Radiológica • Anatomia Antropológica • Anatomia comparada • Anatomia Aplicada A anatomia Sistêmica ou descritiva, ocupa-se de isolar e descrever, cada um dos componentes dos distintos sistemas anatômicos: aparelhos Esquelético( estrutura óssea); Articular;Muscular ; Nervoso(nervos, tendões); Circulatório( vasos sanguíneos), Respiratório; Digestório; Urinário; Reprodutor; Endócrino(secreções fisiológica especificas); Tegumentar ( camadas da pele); Linfático( órgãos linfóides, linfonodos, ductos, tecidos, capilares e vasos ) A anatomia topográfica estuda os órgãos e sistemas que compõem uma determinada parte do corpo. Já foram elaboradas, por exemplo, detalhadas análises anatomotopográficas da cabeça, do pescoço, da tronco( região abdominal) e dos membros inferiores e superiores. A principal área de aplicação desse ramo da anatomia é a cirurgia. A anatomia patológica estuda as modificações por que passam as células, tecidos e órgãos em decorrência dos diferentes processos suscetíveis de tratamento: doenças, defeitos congênitos ou traumatismos. Esse ramo da anatomia desenvolveu-se, sobretudo, com base em autópsias. No entanto, o progresso dos métodos de observação e das técnicas de anestesia tem contribuído para que os dados fornecidos por autópsias sejam complementados por exames em seres vivos (as biópsias). Anatomia Antropológica – aplicação do conhecimento anatômico no estudo de grupos humanos atuais ou antigos. Por fim, a anatomia comparada ocupa-se do estudo dos aspectos que permitem distinguir as diversas espécies animais ou vegetais, a partir de critérios puramente morfológicos. ciência da classificação dos organismos vivos. Nesse domínio, intervêm ainda inúmeros aspectos descritivos relacionados com os restos fósseis e com as características embriológicas de cada espécie.Na mitologia grega, Aquiles foi o maior guerreiro da história grega. Ele era ofilho daninfa Tétis, que tentou torná-lo imortal, mergulhando-o no rio Styx. Ela estavaquase bem sucedida, no entanto, ela segurou-o pelo calcanhar e não submergir que partede seu corpo. Este foi o único ponto em seu corpo que foi dito ser vulnerável. Ele
  6. 6. passou a lutar na guerra de Tróia, superando melhor lutador Troy, Hector, em umcombate. Antes da demissão de Troy e o cavalo de Tróia, ele foi atingido por umaflecha no tornozelo por Paris, irmão de Hector, e morto.Nomenclatura anatômicaChama-se nomenclatura anatômica ao conjunto de termos empregados para indicar edescrever as partes do organismo; é a base da linguagem anatômica. Compreendetermos que indicam a situação e a direção das partes do corpo; termos gerais, comuns avários constituintes do corpo; e termos especiais, que denominam os diferentesconstituintes do corpo.Até o fim do século XIX não havia acordo geral sobre os termos usados na anatomia.Do primeiro esforço conjunto para criar uma terminologia anatômica padrão, realizadoem (1895), resultaria a Basle Nomina Anatomica (BNA). A Nomina Anatomica aceitahoje, oficial e internacionalmente, é a de Paris, PNA, de 1955, complementada porvários congressos internacionais de anatomia. Ao lado da Nomina Anatomica existem asnomenclaturas histológica e embriológica internacionais. A Sociedade Brasileira deAnatomia (SBA), publicou e mantém atualizada a tradução da Nomina Anatomica parao português, revista por uma comissão mista Brasil-Portugal, por decretos edeterminações dos governos de ambos os países.Os termos constantes da nomenclatura anatômica têm, em geral, origem grega, latina,árabe ou híbrida, e encontram seu fundamento na forma do órgão ou parte dele .Outrostermos, de origens as mais diversas, muitas vezes impróprios, foram consagrados pelouso e são conservados. Os nomes dos autores que acompanham muitas designaçõesdevem ser excluídos, porque além de nada significarem morfológica ou funcionalmente,não representam, na maioria das vezes, justa homenagem histórica.Termos gerais são habitualmente abreviados: a. - artéria; v. - veia; n. - nervo; m. -músculo; lig. - ligamento; gl. - glândula; g. - gânglio.Estudo de anatomiaO estudo da anatomia humana, é feito em cadáveres de indivíduos adultos, consideradosnormais, mas deve incluir noções relativas aos fatores gerais de variação e às diferençasmorfológicas decorrentes das modificações resultantes da passagem do estado de vivoao de cadáver. Em vista da relatividade dos conhecimentos que se podem obter peladissecação de cadáveres, a qual representa um meio e não a finalidade da anatomia, osmétodos de observação têm sido aperfeiçoados e deles se vale a anatomia para conseguirdados no próprio indivíduo vivo; assim, entre outros recursos, utilizam-se os raios X, acinerradiografia, as drogas radioativas, aparelhos elétricos registradores e, para examede órgãos cavitários, a endoscopia.Fatores gerais de variação em anatomia. São os seguintes os fatores gerais devariação em anatomia a considerar: idade, sexo, grupo étnico e biotipo.
  7. 7. Idade. Verificam-se modificações anatômicas com o progredir da idade, nos diversosperíodos ou fases da vida intra e extra-uterina.As fases de vida intra-uterina são: (1) ovo ou germe, primeiras duas semanas; (2)embrião, até o fim do segundo mês; (3) feto, do terceiro ao nono mês.Na vida pós-natal ou extra-uterina os períodos principais são os seguintes: (1) recém-nascido e período neonatal, primeira quinzena após o nascimento; (2) 1ª infância, até ofim do primeiro ano; (3) 2ª infancia, que inclui a segunda infância, entre os dois e cincoanos e a pequena puberdade, dos seis aos dez anos; (4) pré-puberdade, dos dez anos àpuberdade; (5) puberdade (início de maturidade sexual), dos 12 aos 14 anos, muitovariável nos seus limites e nos dois sexos; (6) pós-puberdade, da puberdade até cerca de21 anos nas mulheres e 25 anos nos homens, passando por adolescente e jovem,sucessivamente; (7) virilidade, em que o indivíduo é adulto, atinge a maturidade, queperdura até a menopausa (castração fisiológica natural), aproximadamente aos cinqüentaanos na mulher e aos sessenta no homem; (8) velhice, até ao redor dos oitenta anos,seguido de senilidade.Sexo. O sexo masculino e o feminino apresentam caracteres próprios, correspondentesao dimorfismo sexual.Grupo étnico. Compreende os grandes grupos raciais -- branco, negro e amarelo -- e osseus graus de mestiçagem, responsáveis por diferenças morfológicas externas e internas.Biótipo. Refere-se ao tipo constitucional que existe em cada grupo racial. Há dois tiposextremos e um médio, além dos tipos intermediários. Nos tipos extremos é que melhorse notam as diferenças, quer nos caracteres morfológicos externos, quer nos internos,derivando das mesmas uma construção corpórea qualitativa e quantitativamente diversa.Os tipos extremos são denominados: (1) longilíneo -- indivíduos esguios, magros, altos, com pescoço longo, tórax achatadoanteroposteriormente e membros longos em relação ao tronco; (2) brevilíneo -- atarracados, baixos, com pescoço curto, tórax tendendo para cilíndricoe membros curtos relativamente ao tronco.O normolíneo ou mediolíneo tem caracteres intermediários aos dois tipos extremos(éctipos). Além desses fatores de variação, existem as variações individuais, que vêmdificultar a aplicação prática dos conhecimentos anatômicos oriundos de uma descriçãopadrão.Normal em anatomia. De modo geral significa, sadio, hígido. No entanto, emanatomia, há que considerar os conceitos estatístico e idealístico. Pelo conceitoidealístico, entende-se por normal o melhor para o desempenho da função, enquanto,pelo conceito estatístico, normal é o mais freqüente, ou seja, o que ocorre na maioria doscasos estudados e que serve de base para a descrição anatômica padrão. Isso significa
  8. 8. que, embora haja uma constituição semelhante para todos os homens, existem diferençasde um indivíduo para outro, sem que seja prejudicado o bom funcionamento doorganismo. Essas pequenas diferenças morfológicas, que aparecem e são encontradasem qualquer dos sistemas orgânicos, denominam-se "variações". Quando o desvio danormalidade é maior, podendo perturbar uma determinada função, denomina-se"anomalia". Por fim, se a anomalia for tão acentuada que deforme profundamente aconstrução do organismo, é denominada "monstruosidade", que pertence propriamenteao domínio da teratologia, isto é, ao estudo das aberrações dos seres vivos.Aula 03Divisão anatômica do corpo humano. O corpo humano é constituído fundamentalmente de cabeça, pescoço, tronco emembros. A cabeça compreende crânio e face e une-se ao tronco por meio do pescoço.No tronco consideram-se o tórax, o abdome e a pelve, com as respectivas cavidadestorácica e abdominal separadas entre si por um septo muscular, o diafragma. A cavidadeabdominal prolonga-se na cavidade pélvica.Os membros, em número de quatro, dois superiores e dois inferiores, possuem umaparte radicular, cinta ou cintura do membro, pela qual se unem ao tronco, e uma partelivre. Na parte livre de cada membro superior consideram-se o braço, o antebraço e amão, esta última com palma e dorso, e cinco dedos. Na parte livre do membro inferiorconsideram-se a coxa, a perna e o pé, este último com planta e dorso do pé, e cincodedos. A parte radicular do membro superior é denominada espádua ou ombro; a domembro inferior denomina-se quadril. Na transição do braço para o antebraço há ocotovelo; do antebraço à mão, o pulso ou punho; da coxa à perna, o joelho; e da pernaao pé, o tornozelo.Na parte posterior do pescoço, tronco e quadril, encontram-se, respectivamente, a nuca,o dorso, o lombo e a região sacrococcígea. Ladeando esta última, localizam-se asnádegas, regiões glúteas.Planos e eixos do corpo humano. A descrição anatômica do corpo humano baseia-seno indivíduo adulto, em posição ereta, isto é, em pé ou posição ortostática, com osmembros superiores estendidos, aplicados ao tronco, os inferiores justapostos, e com aface, as palmas da mão e as pontas dos pés dirigidas para a frente. Nessa posiçãoanatômica de descrição, o corpo humano pode ser delimitado por planos e atravessadopor eixos imaginários, a saber: (1) plano longitudinal, que divide o corpo em partesdireita e esquerda, sendo que, se essa divisão for mediana, em metades direita eesquerda simétricas, o plano será sagital mediano; por qualquer outro plano sagital,paralelo a esse, será um plano lateral, direito ou esquerdo; (2) plano horizontal outransversal, que separa o corpo em partes superior e inferior; há o transversal cranial, o
  9. 9. transversal caudal, e todos os outros a eles paralelos; (3) planos frontais, ventrais oudorsais, isto é, anteriores ou posteriores, e a eles paralelos; (4) a cada plano correspondeum eixo, tendo-se assim, eixos sagitais, anteroposteriores; eixos longitudinais, ouverticais, súpero-inferiores; e eixos transversais, laterolaterais ou destro-sinistros.Termos de posição em anatomia. Na descrição anatômica usam-se termos específicospara situar um órgão ou parte dele em relação a outros. Medial significa que a estruturaestá mais próxima do plano sagital mediano. Lateral indica posição mais afastada doplano mediano. Muitas vezes os termos medial e lateral também são usados paradesignar a posição relativa de duas estruturas: "o nervo é medial à artéria". Anteriorpode significar a parte "da frente" do corpo, porém em sentido mais amplo refere-setambém à posição mais próxima da frente do corpo. Do mesmo modo, posterior refere-se às costas. Proximal e distal é a porção mais próxima ou mais afastada do centro.Cranial e caudal são termos indicativos de formações superiores (mais próximas dacabeça) ou inferiores (mais próximas da região caudal). Interno e externo, superficial eprofundo, são outros termos de posição muito empregados em anatomia, assim comointermédio, isto é, que tem situação intermediária a duas outras estruturas ou formações.

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