JASON LEVY REIS DE SOUZA         VICTOR SAID DOS SANTOS SOUSADESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE        UMA OU...
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Não sei ao certo se o Aquecimento Global deriva-se de causas naturais ouantropogênicas, na verdade, pouco me importa. O qu...
SUMÁRIO DE ILUSTRAÇÕESFigura 1    A natureza como Recurso Social                                  08Figura 2    Exploração...
SUMÁRIO1. APRESENTAÇÃO                                              052. “DESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE”...
51. APRESENTAÇÃO      O presente relatório solicitado pela professora Patrícia Ponte da disciplina deGeografia docente no ...
62. “DESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE” - ASPECTOS    GERAIS: O 1º MOMENTO      A Palestra foi dividida em T...
73. MOMENTO I: DESENVOLVIMENTO   3.1. A RELAÇÃO POSITIVISTA DO CAPITALISMO COM A NATUREZA      Para compreendermos a intro...
8como um todo é bem mais desenvolvida e “refinada” do que em qualquer outroperíodo histórico da humanidade, se atualmente ...
9digo que ela pertence a alguém, aquela árvore torna-se social. Quando euterritorializo elementos naturais como árvores, f...
104. MOMENTO II: CAPITALISMO     4.1. A CRISE DO CAPITALISMO       Podemos afirmar que a crise do capitalismo resulta de u...
11         Figura 2, Figura 3 e Figura 4 – Exploração do Planeta em Prol do Capitalismo        Fontes: agal-gz.org; marior...
12sem dúvidas alguma foi um grande avanço para o combate aos problemasambientais.            Porém, o que muito chamou a a...
13posicionamento, mas outros aspectos levaram à tal alteração, são eles segundoBarros-Platiau (2011):       Figura 7 e Fig...
14     4.3. O PROTOCOLO DE KYOTO       O Protocolo de Kyoto, assim como o Eco-92 foram responsáveis por causaruma mudança ...
15                     Figura 11 - Participação dos países no Protocolo de KyotoLegenda - Posição de cada país frente ao P...
165. MOMENTO III: SUSTENTABILIDADE     5.1. COMPREENDO A SUSTENTABILIDADE       A sustentabilidade é um modelo politico, e...
17       Sustentabilidade Social: Esta sustentabilidade visa uma melhor qualidadede vida, igualdade na redistribuição de r...
18antes vista, sendo que nos períodos glaciais não houve uma fusão das calotas tãoexorbitante quanto na atualidade e neste...
19   5.3. OS OITO OBJETIVOS DO MILÊNIO      Uma das medidas tomadas pela ONU (Organização das Nações Unidas ) noano de 200...
20       Objetivo 4: Redução da mortalidade infantil. No mundo dados comprovam quea cada ano 11 milhões de bebês morrem po...
21correto, porém como somente essa ação irá ajudar a deter essa racionalização seboa parte do uso da água gasta no mundo é...
22deter o crescimento dos oceanos, mesmo com essa informação os mesmos não temapresentado nenhuma posição ao governo para ...
23utilização chegam a ser 200 vezes menos prejudicais e emitem um terço do CO2,em comparação as sacolas recicláveis.      ...
24CONSIDERAÇOES FINAIS     Na palestra sobre “Desenvolvimento, Capitalismo e Sustentabilidade” ocorridano dia 06 de Junho,...
25REFERÊNCIAS1. _______. O Conceito de Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável.  Disponível em: < www.catalisa.org....
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  1. 1. JASON LEVY REIS DE SOUZA VICTOR SAID DOS SANTOS SOUSADESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE UMA OUTRA FORMA DE VER O MUNDO Salvador 2012
  2. 2. JASON LEVY REIS DE SOUZA VICTOR SAID DOS SANTOS SOUSADESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE UMA OUTRA FORMA DE VER O MUNDO Relatório de descritivo e de pesquisa solicitado como objeto de avaliação parcial da II Unidade pela professora Patrícia Ponte da Disciplina de Geografia no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia, Coordenação de Automação e Controle Industrial. Professora Orientadora: Patrícia Ponte. Salvador 2012
  3. 3. Não sei ao certo se o Aquecimento Global deriva-se de causas naturais ouantropogênicas, na verdade, pouco me importa. O que de fato me importa é se é possível pará-lo.
  4. 4. SUMÁRIO DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 A natureza como Recurso Social 08Figura 2 Exploração do planeta em prol do capitalismo 15Figura 3 Exploração do planeta em prol do capitalismo 17Figura 4 Exploração do planeta em prol do capitalismo 19Figura 5 A conferência de Estocolmo 21Figura 6 A conferência de Estocolmo 23Figura 7 O Posicionamento brasileiro na conferência de Estocolmo 08Figura 8 O Posicionamento brasileiro na conferência de Estocolmo 15Figura 9 Rio+10 ou Rio 92 ou Eco 92 17Figura 10 Rio+10 ou Rio 92 ou Eco 92 19Figura 11 Participação dos países no Protocolo de Kyoto 21Figura 12 A relação ideal entre a sociedade e natureza 23Figura 13 Equilíbrio e coexistência entre o meio ambiente e a sociedade 08Figura 14 Os 8 Objetivos do Milênio 15Figura 15 Gráfico de gasto de agua no mundo 17Figura 16 Distribuição da Mata Atlântica 19Figura 17 Ecobags e campanhas anti-sacola plástica 21
  5. 5. SUMÁRIO1. APRESENTAÇÃO 052. “DESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE” -ASPECTOS GERAIS: O 1º MOMENTO 063. MOMENTO I: DESENVOLVIMENTO 073.1. A RELAÇÃO POSITIVISTA DO CAPITALISMO COM A NATUREZA 073.2. RECURSOS NATURAIS E RECURSOS SOCIAIS 084. MOMENTO II: CAPITALISMO 104.1. A CRISE DO CAPITALISMO 104.2. A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O MEIO AMBIENTEEM ESTOCOLMO 114.3. O PROTOCOLO DE KYOTO 145. MOMENTO III: SUSTENTABILIDADE 165.1. COMPREENDO A SUSTENTABILIDADE 165.2. O PROBLEMA: AQUECIMENTO GLOBAL, ASPECTOS ECONOMICOS 175.3. OS OITO OBJETIVOS DO MILÊNIO 195.4. A GEOPOLITICA DO AQUECIMENTO GLOBAL 205.5. SACOLAS PLASTICAS 22CONSIDERAÇÕES FINAIS 24REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 25
  6. 6. 51. APRESENTAÇÃO O presente relatório solicitado pela professora Patrícia Ponte da disciplina deGeografia docente no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia daBahia – IFBA, Coordenação de Automação e Controle Industrial. Trás como principalobjetivo dar continuidade à produção de trabalhos técnicos baseados nas normas daABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) aos estudantes do 2º ano docurso de Automação e Controle Industrial. Assim como uma melhor compreensão dotema abordado na palestra sobre “Desenvolvimento, capitalismo e sustentabilidade”. Sendo a metodologia utilizadas neste relatório a revisão bibliográfica epalestra sobre “Desenvolvimento, capitalismo e sustentabilidade” ocorrida no dia 6de Junho de 2012, tendo como palestrante o Professor graduado em geografia pelaUFS (Universidade Federal de Sergipe), especialista em Curso Internacional deDesenvolvimento Rural e Aba pelo Ministério da Agricultura, assim como especialistaem Administração Pública e Planejamento e mestre em geografia pela UniversidadeFederal da Bahia, Clímaco Dias. Sendo o debatedor o professor Ronaldo MaiaFrança. Para a elaboração da pesquisa bibliográfica foi utilizado os mais diversostipos de fontes. Desde livros a apostilas, slides, artigos científicos, resumos e etc.Este relatório ainda busca dar continuidade às práticas e exercício das normastécnicas regidas pela ABNT que estarão presentes ao longo do curso e de suasfuturas profissões. Visando exercitar e analisar os conhecimentos dos estudantesaté aqui obtidos.
  7. 7. 62. “DESENVOLVIMENTO, CAPITALISMO E SUSTENTABILIDADE” - ASPECTOS GERAIS: O 1º MOMENTO A Palestra foi dividida em Três Momentos principais: • 1º Momento: palestrante, Clímaco Dias, abordou o tema “desenvolvimento, capitalismo e sustentabilidade”. Sendo que dentro deste momento houve outros três momentos: o Momento I: foi abordado exclusivamente o tema desenvolvimento, neste foi dado ênfase ao desenvolvimento do capitalista em progressões positivistas. O Capitalismo cresceu indiferente à natureza. Como se não houvesse conexões entre estes. o Momento II: foi abordado o benefício das medidas da “política verde” enquanto elemento de favorecimento do Capitalismo. Ou seja, foi abordado que determinadas medidas em prol do “meio ambiente” acabam por favorecer principalmente o capitalismo e não o meio ambiente de forma direta. o Momento III: Já no último momento foi feita a conclusão do 1º Momento e falou-se sobre sustentabilidade enfatizando principalmente nas medidas para “salvar o planeta”, que quando postas no futuro soarão hipócritas. Pois se deseja mudar o futuro: comece do presente. • 2º Momento: Este momento foi caracterizado como o momento de debate entre as partes. O debatedor, Ronaldo França, rebateu às afirmativas do palestrante Clímaco. Importante salientar que o 2º Momento não será abordado aqui, pois devido ao linguajar excessivamente cultista do debatedor, foi decidido por consenso que este não seria abordado. Afinal sua linguagem não foi acessível ao meio adolescente o qual estava imerso. • 3º Momento: Bloco das perguntas, neste foram feitas perguntas aos palestrantes.
  8. 8. 73. MOMENTO I: DESENVOLVIMENTO 3.1. A RELAÇÃO POSITIVISTA DO CAPITALISMO COM A NATUREZA Para compreendermos a introdução da palestra e consequentemente oMomento I desta, é necessário, indispensavelmente, compreender o que de fato é opositivismo. O positivismo aplicado no contexto da palestra referencia-se não a correntefilosófica positivista desenvolvida por Auguste Comte ou ao ato de ser positivo. Não,o positivismo na palestra aplicado refere-se há uma forma de ver o mundo, umaforma onde cada objeto independe do outro para existir. Para melhor compreendereste conceito de positivismo utiliza-se a seguinte analogia: uma árvore, como todossabem, para se alimentar necessita da fotossíntese, que por sua vez, depende deoutros elementos como a luz solar, oxigênio e água. Esta é uma visão da árvorecomo um todo, ela é um organismo que para existir depende diretamente de outroselementos. Porém a esta visão positivista não vê correlação nenhuma da existênciada árvore com a fotossíntese ou desta para com a água, oxigênio e luz. A árvore existe, mas não depende da fotossíntese. Grosso modo, essa é avisão positivista aplicada por Clímaco. E é justamente baseando-se nesta teoria queeste fundamenta a introdução da palestra. A visão atual é que não há ligações entrea sociedade e a natureza, estas são independentes e indiferentes. Uma nãonecessita da outra para existir, talvez a natureza realmente não da sociedade paraexistir, porém o oposto é uma grande inverdade. A sociedade necessita indispensavelmente da natureza enquanto fonte dematéria prima, afinal é esta que mantém todas as nações em seu ápice dedesenvolvimento, permitindo o desenvolvimento da humanidade como um todo.Porém o pensamento atual não é este, é justamente o contrário: sociedade enatureza não se relacionam. São como duas caixas separadas que não secomunicam. Agora, observe o seguinte, se o pensamento de hoje é assim, como era opensamento no período pré-capitalista/capitalista inicial? Essa é justamente aquestão chave. A ideia atual do mundo, da natureza, da sociedade e da ciência
  9. 9. 8como um todo é bem mais desenvolvida e “refinada” do que em qualquer outroperíodo histórico da humanidade, se atualmente temos esse pensamento issoimplica dizer, que no período do capitalismo inicial a natureza era vista, no mínimo,como recurso inesgotável. Para melhor compreender este aspecto, Clímaco explica em palestra, que ateoria positivista: É justamente pensar o mundo como se o mundo fosse um conjunto de caixinhas separadas e que essas caixinhas não se comunicam. Então a natureza seria uma caixinha e a sociedade outra caixinha, então isso justifica o próprio capitalismo a ter uma relação com a natureza de predação. Uma relação predatória com a natureza, encarando essa natureza como algo inesgotável. Seja isso em relação às florestas, seja isso em relação aos oceanos, aos rios, aos solos, a todo um conjunto dessa 1 natureza. 3.2. RECURSOS NATURAIS E RECURSOS SOCIAIS À medida que há alterações na sociedade, há também alterações nanatureza. O nível de união entre os dois é tão íntimo que o oposto é igualmenteválido, se a natureza mudar: a sociedade muda. Temos dois exemplos claros disso:1º o Aquecimento Global como fenômeno que muda os hábitos da sociedade.Economizar água, substituir sacolas plásticas, gastar menos energia, etc. são todosexemplos clássicos, além de campanhas intensas para mudar os hábitos sociais emprol da natureza. 2º o Desmatamento em prol do consumo de madeira, seja para serusado como combustível ou para a produção de celulose, ou ainda produção demóveis, as aplicações são diversas. No fim das contas, “nós somos a natureza e a natureza é social”.2 Haverásempre essa interação, não é apenas a sociedade que muda, mas a “naturezanatural” também acaba por ser alterada tornando-se assim social. Parece confuso,mas não é. A natureza passará a ser social a partir do momento que deixa de serum “bem comum” e torna-se propriedade alheia. Quando eu planto uma árvore e1 Gravação realizada na palestra sobre “desenvolvimento, capitalismo e sustentabilidade” realizada noevento “Dia Mundial do Meio Ambiente - Rio + 20. ‘Economia Verde: Ela te inclui?’”, desenvolvidapelo IFBA, Campus Barbalho, Salvador - Bahia, no dia 6 de Junho de 2012, e tendo como palestrantee autor da citação presente, Clímado Dias.2 Idem.
  10. 10. 9digo que ela pertence a alguém, aquela árvore torna-se social. Quando euterritorializo elementos naturais como árvores, florestas, mares, montanhas, etcafirmando que eles me pertencem estes passam a ser tanto elementos naturais,quanto elementos sociais, porque é impossível negar a naturalidade da árvore,haverá então uma união do fator social com o fator natural. Então podemos avaliar a construção do capitalismo, o capitalismo sempreutilizou de recursos naturais, afinal são estes a matéria prima necessária para aexecução de praticamente tudo no mundo capitalista. Mas se analisar o que de fatoé um “recurso natural” perceberemos que de fato estes não existem, mas sim todosos recursos são sociais. Para exemplificar podemos utilizar a energia nuclear comoexemplo. Há 200 anos não possuíamos conhecimento sobre átomos, elétrons eprótons como possuímos hoje, na verdade, eles nada significavam. Não passavamde pequenos estudos e teorias, mas em sua maioria, insignificante. Porém atualmente o conhecimento sobre eles é indispensável para odesenvolvimento da energia nuclear. Se há 200 anos era algo insignificante hoje éde indispensável importância. E é a partir deste conceito que pode-se afirmar quetodo recurso utilizado pela sociedade nas produções de bens de consumo ou não ésocial e não natural. Então estes elementos naturais só se tornarão recursos quandoapoderados pela sociedade, e assim se tornando recursos sociais. Para ilustrar estaideia, observe a Figura 1. Figura 1 – A natureza como Recurso Social Fonte: www2.unesp.br
  11. 11. 104. MOMENTO II: CAPITALISMO 4.1. A CRISE DO CAPITALISMO Podemos afirmar que a crise do capitalismo resulta de uma série de fatores,um deles, se não principal, é o caráter predatório do capitalismo para com anatureza. A cada nova catástrofe mundial vê-se claramente as consequências daexploração excessiva da natureza. Fica claro a cada enchente, seca, tempestade,ciclone, terremoto e tsunami as consequência do abuso descontrolado da natureza,porém crises naturais acabam consequentemente gerando crises no capitalismo. Mas não só por parte da atuação da natureza gerando catástrofes no mundo,mas por parte da ação maléfica da raça humana na natureza que gerará por si sódiversas crises no capitalismo. O capitalismo utiliza da natureza para sobreviver,mas ele com seu uso imprudente gerará as devidas crises, pois a exploração emalgum momento acabará por levar à extinção destes recursos e é justamente nestasatitudes que o capitalismo peca. Numa tentativa frenética de se manter vivo e saciaros monstros chamados “consumidores”, que ele mesmo criou, este irá levar aoesgotamento e exaustão os recursos naturais, ou melhor, os recursos sociais. Afinal alimentar uma nação obesa como a dos Estados Unidos da América,ou alimentar as megas indústrias massivas da China, é no mínimo destrutivo para oplaneta, Ilustrado na Figuras 2, 3, 4. O capitalismo acaba por utilizar de forma tãoimatura e impensada os recursos que lhes foi dado que acabará por levar-se àextinção, pois haverá um momento que a natureza não irá suprir mais suasnecessidades e todo esse desgaste destrutivo somados aos maiores poluentes doplaneta que são as termelétricas, os desmatamentos de florestas, as atividadeindustrial e agricultura, assim como a pecuária acabarão por resultar em uma crisetrágica ao capitalista. Atualmente esta crise deriva-se de outros nomes, são principalmente eles: oaquecimento global, o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio. Porém taisnome de peso não surgiram do nada, eles receberam todo um carinho especial eatenção especial há algumas décadas atrás, especificamente em 1972, foi realizadaA Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente em Estocolmo.
  12. 12. 11 Figura 2, Figura 3 e Figura 4 – Exploração do Planeta em Prol do Capitalismo Fontes: agal-gz.org; mariorangelgeografo.blogspot.com; arquivoetc.blogspot.com 4.2. A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O MEIO AMBIENTE EM ESTOCOLMO No período de 6 a 16 de julho de 1972 ocorria em Estocolmo, capital e maiorcidade da Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente,ilustrada na Figura 5 e Figura 6. Inegavelmente foi uma das principais conferenciassobre meio ambiente do mundo, pois este foi o primeiro encontro internacional areunir representantes de 113 países, com o objetivo de debater e apresentarsoluções sobre os problemas ambientais vividos naquela época, assim como foiabordado questões como a relação entre desenvolvimento e o meio ambiente. Figura 5 e Figura 6 – A conferência de Estocolmo Fontes: professormarcianodantas.blogspot.com; vendamuitomais.com.br. Apesar de não ter havido nenhuma decisão que de fato viesse a ser efetivadae levasse há alguma solução para o tema ali abordado: os problemas ambientais,em especial as emissões exorbitantes de CO2. A conferência acabou por ser ummarco de progresso das nações, afinal o mundo estava assumindo publicamente aexistência de efeitos climáticos atípicos e que poderiam ter causas humanas, isso
  13. 13. 12sem dúvidas alguma foi um grande avanço para o combate aos problemasambientais. Porém, o que muito chamou a atenção neste período foi a postura daDelegação Brasileira para com esta conferência. O Brasil assumiu uma posturacompletamente econômica, em um evento ambiental: “leve suas industriaspoluidoras para o Brasil, pois precisamos de emprego.”3 Foi justamente esta apostura ambiental do Brasil em 1972. O país assumiu que naquele momento o quede fato importava não era o meio ambiente, mas sim a geração de empregos para anação. E GODOY (2007), pontua (Figuras 7 e 8 ilustram a citação): Segundo Viola e Reis (1992:83), o governo brasileiro, na Conferência de 1972, liderou o bloco de países em desenvolvimento que tinham posição de resistência ao reconhecimento da importância da problemática ambiental (sob o argumento de que a principal poluição era a miséria) e que se negavam a reconhecer o problema da explosão demográfica. A posição do Brasil - na época sob o governo militar - era a de "Desenvolver primeiro e pagar os custos da poluição mais tarde", como declarou o Ministro Costa Cavalcanti, na ocasião. A visão na época era a de que os problemas ambientais eram originados da pobreza, que era a principal fonte de poluição e que dispor de mais alimentos, habitação, assistência médica, emprego e condições sanitárias tinha mais prioridade do que reduzir a poluição da atmosfera. Ou seja, o desenvolvimento não poderia ser sacrificado por considerações ambientais dado que essa preocupação poderia prejudicar as exportações dos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A posição defendida era de que todos tinham direito ao crescimento econômico. Na Conferência de Estocolmo, o Brasil liderou 77 países (do total de 113 países) com acusações aos países industrializados e defesa do crescimento a qualquer custo. Em protesto estendeu uma faixa com os dizeres: “Bem vindos à poluição, estamos abertos a ela. O Brasil é um país que não tem restrições, temos várias cidades que receberiam de braços abertos a sua poluição, porque nós queremos empregos, dólares para o nosso desenvolvimento”. Essa faixa é famosa, pois, reflete o pensamento da época de todos terem o direito de crescer economicamente mesmo que às custas de grande degradação ambiental. Não se pode esquecer que o Brasil estava em pleno milagre econômico. (GODOY, 2007) Contudo, o posicionamento do Brasil alterna-se em 1992, quando o paíssediou a RIO +10, Eco-92 ou Rio 92, são ilustrados na Figura 9. A nação passou adefender a causa, “proteger o meio ambiente, é isso que queremos”. Essa decisãonão surgiu do nada, foi uma decisão bem pensada e avaliada. Mudar drasticamenteo seu posicionamento ambiental era quase uma obrigação, pois o Brasil é o paíscom a maior biodiversidade do mundo, sendo assim, era indispensável tal3 idem.
  14. 14. 13posicionamento, mas outros aspectos levaram à tal alteração, são eles segundoBarros-Platiau (2011): Figura 7 e Figura 8 – O Posicionamento Brasileiro na conferência de Estocolmo Fontes: preservesim.com.br; lindomarpadilha.blogspot.com • Ser o país mais rico em diversidade biológica do planeta; • A necessidade da expansão do mercado nacional (afinal qual país não iria desejar a imagem de ecologicamente correto, quando ecologia está é o assunto do momento); • Seu modelo agroexportador exitoso; • Seu relativo crescimento econômico, que o permite integrar o seleto grupo de “emergentes” e o G-20; • Bem como sua reconhecida capacidade científica e tecnológica em alguns setores. Desde estas duas últimas décadas os aspectos ambientais vem tomandoforça em nosso país, como já dito, desde a Eco-92 o país vem progredindo nesteaspecto. Mas uma medida que muito chamou a atenção do mundo para o Brasil foi oposicionamento deste quanto ao: Protocolo de Kyoto. Figura 9 e Figura 10 – Rio+10 ou Rio 92 ou Eco 92 Fontes: essetalmeioambiente.com; brasilescola.com
  15. 15. 14 4.3. O PROTOCOLO DE KYOTO O Protocolo de Kyoto, assim como o Eco-92 foram responsáveis por causaruma mudança drástica no posicionamento do país com relação ao meio ambiente. Oprotocolo pode ser compreendido como uma tentativa de definir politicas ambientaispara o mundo. Este surgiu como o objetivo de regulamentar a emissão de poluentesna atmosfera do planeta, porém este protocolo possui uma grande falha, não éobrigatório aos países se adequar as normas do protocolo e é justamente este ogrande problema. Os países possuíam autonomia de se submeterem ou não à Kyoto. Mas nãoapenas isso, era possível regular a taxa de emissão que cada país reduziria dentroda faixa de tempo proposta no protocolo, as emissões deveriam ser reduzidas atédeterminado ano e neste caso Kyoto decidiu que as reduções de emissão depoluentes deveriam ser de 5,2% em comparação a 1990 e seriam reduções entre2008 e 2012. O protocolo por não possuir a obrigatoriedade da participação dos paísesacabou por apresentar diversa falhas, mas uma delas, aliás, a principal delas foi ofato do maior emissor de poluentes do mundo não participar do protocolo, osEstados Unidos da América não assinaram o protocolo, negando-se a diminuir asemissões de poluentes, assim como uma parte dos países. Especificamente para que houvesse a ratificação do Protocolo de Kyotohaveria a necessidade de 55% dos principais países poluentes se comprometessema participar, relação de países que assinaram o protocolo encontra-se na Figura 11.Porém isso só aconteceu 8 anos após o encontro das grandes nações, apenas em2005 o protocolo foi de fato ratificado. A Figura 12 Ilustra a relação ideal entre asociedade e natureza, seria como a projeção ideal de sobrevivência.
  16. 16. 15 Figura 11 - Participação dos países no Protocolo de KyotoLegenda - Posição de cada país frente ao Protocolo de Kyoto:¨€¨€ Países que assinaram e ratificaram o protocolo.¨€¨€ Países que assinaram, mas com ratificação pendente.¨€¨€ Países que assinaram, mas não aprovaram a ratificação.¨€¨€ Países que ainda não assumiram uma posição. Fonte: www.vendamuitomais.com.br Figura 12 – A relação ideal entre a sociedade e natureza Fonte: dasementearvore.blogspot.com.br
  17. 17. 165. MOMENTO III: SUSTENTABILIDADE 5.1. COMPREENDO A SUSTENTABILIDADE A sustentabilidade é um modelo politico, econômico e ambiental que visa àsustentação, desenvolvimento e manutenção da raça humana, sem prejudicar anatureza, gerando e fornecendo as gerações futuras condições de vida e habitaçãono planeta de forma sustentável, em contraposição da continuidade dabiodiversidade natural em nosso planeta, seja ela animal ou vegetal. Porémsustentabilidade não se limita a sustentabilidade ecológica, há vários outros tipos desustentabilidade e os principais são: Sustentabilidade Ecológica: este conceito abrange diversos aspectos,contudo, os principais deles são: diminuição na emissão de gases tóxicos epoluentes na natureza; consequente produção de tecnologias limpas; e melhoria nasleis de proteção ambiental. Pode-se também compreender como sustentabilidadeecológica um equilíbrio e coexistência entre o meio ambiente e a sociedade. Esteúltimo conceito é expresso na figura 13. Figura 13 – Equilíbrio e coexistência entre o meio ambiente e a sociedade Fonte: www.atitudessustentaveis.com.br
  18. 18. 17 Sustentabilidade Social: Esta sustentabilidade visa uma melhor qualidadede vida, igualdade na redistribuição de renda e participação e organização popularem aspectos socioeconômicos. Sustentabilidade Econômica: aplica-se à economia pública e privada.Objetiva a regularização do fluxo de investimentos, possuindo um equilíbrio debalanço de pagamento, e acesso a tecnologia. Sustentabilidade Cultural: entende-se este conceito como sendo o respeitoaos diferentes povos existentes e aos seus costumes, abrangendo ainda incentivosa melhorias e qualificação da vida destes, sem deterioração de sua cultura. Sustentabilidade Espacial: esta pode ser compreendida como sendo obalanceamento de espaços rurais e urbanos. O qual deve haver umadescentralização da população das metrópoles, havendo um equilíbrio populacional,ao invés dos grandes aglomerados, haver uma distribuição equitativa da populaçãono espaço. Assim como realizar investimentos em produções agrícolas de formainteligente e saudável, especialmente nas tecnologias agrícolas que não tragamagressões à natureza. Sustentabilidade Politica: tem como objetivo principal dar uma maiorautonomia governamental aos governos locais, assim como a criação de diversoscentros comunitários, que, consequentemente, irão auxiliar no desenvolvimento dasustentabilidade local. Sustentabilidade Ambiental: é o equilíbrio dos ecossistemas, erradicação dapobreza e interação social, em suma, é também a união dos conceitos anteriores emum novo conceito mais bem elaborado e desenvolvido, seria como asustentabilidade ideal. 5.2. O PROBLEMA: AQUECIMENTO GLOBAL, ASPECTOS ECONOMICOS Falando agora do aquecimento global que é inegavelmente um dos assuntosmais discutidos da contemporaneidade, e uma das hipóteses mais aceitasatualmente. Este evento, segundo a hipótese antropogênica, tem causas humanas,neste sentido um dos principais argumentos que não é justificado por sua grandeconcorrente, a hipótese Natural, é o derretimento das geleiras em velocidade nunca
  19. 19. 18antes vista, sendo que nos períodos glaciais não houve uma fusão das calotas tãoexorbitante quanto na atualidade e neste ponto o palestrante Clímaco tende aconcordar. Sendo assim uma das soluções é o desenvolvimento sustentável. Nestapossibilidade seria desenvolvido pelas grandes indústrias poluidoras tecnologia“limpa” que substituiriam o maquinário poluente atual. A grande solução para deter o aquecimento global, se de fato este for porconsequência da ação humana, é o desenvolvimento sustentável. A sustentabilidadeacaba por buscar uma forma de equilíbrio para o mundial. Mas essa busca só épossível quando para-se de pensar em um futuro ideal e passa-se a agir nopresente. É indispensável para que haja um futuro melhor, os empresários e ogoverno do presente passem a pensar menos em seus bolsos e mais no futuro, nofuturo das próximas gerações. Mas se assumirmos que a hipótese antropogênica é falha, pode-se basear naHipótese Natural, e esta expõe que a sustentabilidade seria para proteger países debaixa e alta renda de um possível resfriamento gradativo do planeta, e havendo essapossibilidade a fome reinaria no planeta, unido a outras consequências, como o fimda biodiversidade do planeta. Mas se o desenvolvimento sustentável visando estatragédia estivesse com força total, amenizaria essas tragédias. Porém haveria ainda beneficiados com o Aquecimento Global, é o caso daRússia. Esta possui diversos interesses econômicos no aquecimento global, poispaíses como a este, que possui vastas regiões frias e que impossibilita a plantaçãodevido a infertilidade dos solos, o aquecimento global seria a “salvação da lavoura”,só que neste caso, em sentido literal. Pois seriam abertos diversos horizontes para aagricultura. Especialmente com o derretimento da Sibéria. Um exemplo atual disto,mas em outro continente é a Oceania. Antes era quase impossível plantar batatasem determinadas áreas deste continente, porém com o aquecimento global já épossível ter uma plantação de batatas. A medida que a situação foi se agravando a ONU (Organização das NaçõesUnidas), acabou por perceber a seriedade do Aquecimento e implantou os: OitoObjetivos do Milênio.
  20. 20. 19 5.3. OS OITO OBJETIVOS DO MILÊNIO Uma das medidas tomadas pela ONU (Organização das Nações Unidas ) noano de 2000, após analisar os maiores problemas do mundo foi a criação dos “OitoObjetivos do Milênio”, ilustrado na Figura 14, ou seja, esses alvos tem que seratingidos até o fim de 2015 em todos os países. Dentre eles se encontram objetivoscomo : Figura 14: Os 8 Objetivos do Milênio Fonte: expocatadores.com.br Objetivo 1: Erradicar a fome e a miséria no país, já que 998 milhões depessoas no mundo vivem com menos de 1 dólar. Objetivo 2: Educação básica de qualidade para todos e fornecer materialdidático gratuito e capacitar professores, essas medidas devem ser incentivadaspelo governo. Cerca de Cento e treze milhões de crianças não frequentam a escola. Objetivo 3: Igualdade entre sexos e mais autonomia das mulheres, a ONUsugere que seja criados projetos de alfabetização e capacitação de profissionaisfemininas, pois dois terços de analfabetos no mundo são mulheres.
  21. 21. 20 Objetivo 4: Redução da mortalidade infantil. No mundo dados comprovam quea cada ano 11 milhões de bebês morrem por variados motivos Objetivo 5: Melhoria da saúde materna. A cada 48 partos uma mãe morre,este objetivo se aplicaria com ênfase nos países pobres e em desenvolvimento. Objetivo 6: Combater a epidemia de doenças, pois a cada dia 6800 pessoassão infectadas pelo vírus do HIV e a cada ano 2 milhões morrem pelo vírus. Objetivo 7: Garantia de sustentabilidade ambiental. Muitos governos apostamna coleta seletiva e reciclagem, que também gerará mais emprego. Objetivo 8: Estabelecer parcerias mundiais para o desenvolvimento, a ideia éigualar a economia entre os países. No Brasil o objetivo 1 já foi cumprido, pois no ano de 1990 a fome e misériachegavam a 25,6% e atualmente chega a 4,98%. Os outros objetivos estão ainda acaminho, e tem a previsão de serem cumpridos até o ano de 2015. 5.4. A GEOPOLITICA DO AQUECIMENTO GLOBAL Geopolítica é uma área da geografia onde se tem o objetivo de fazerinterpretações dos fatos da atualidade, estudando a relação entre o Estado egeografia, manipulando a mesma. Ao se falar em geopolítica do aquecimento globalé um pouco estranho já que este evento tem muito mais haver com a climatologia,mas o fato deste nome é porque os últimos acontecimentos provam o interesse doscapitalistas sobre um acontecimento que seria rentável para os mesmos, pois atémesmo o país que assina documentos de soluções contra este caso se torna umdos maiores pesquisadores em energias que acaba com a própria naturezadefendida pelos mesmos. Segundo o palestrante em um seus artigos ele critica a existência doaquecimento global, mais a falta de responsabilidade do governo e o interesse dosempresários nesse aquecimento que pode ser favorável para os mesmos. Um dospontos discutidos neste artigo é que embora o consenso hegemônico deste eventopara vários segmentos de poder, possui uma das hipóteses de que a faltageneralizada irá ocorrer por todo o mundo, causando certo terrorismo para apopulação mundial, forçando-os a diminuir seu consumo de água em partes é o
  22. 22. 21correto, porém como somente essa ação irá ajudar a deter essa racionalização seboa parte do uso da água gasta no mundo é feita pelas indústrias e agropecuárias eque em números chegar a usufruir de 22% a 70% e o ser humano que éconsiderado como um usuário excessivo do produto fica apenas com 8%(veja afigura a seguir), o que demostra que pode estar havendo um controle pelas grandespotencias sobre o povo e também um forte interesse econômico. Figura 15: Gráfico de gasto de agua no mundo Fonte: http://www.movimentocyan.com.br Este aquecimento global não se torna responsável pela falta de agua nomundo e sim a transformação da mesma em uma mercadoria produtiva a exemplosexiste a Nairóbi que chega a pagar cinco vezes mais que um norte- americanomédio, lembrando que neste país reside pessoas de baixa renda que não possuemdinheiro para comprar torneiras, diferente do norte da América, isso acontece porqueos ricos dessa região aproveita-se pelo fato dos rios estarem poluídos já que osescotos levam estes excrementos para os bacias poluindo-os e também associassea falta de estrutura no tratamento da água não só existente nesse país comotambém na Luanda e a lotação de pessoas na cidade gerando um descontrole. O aquecimento tem se mostrado importante em algumas áreas do mundo,pois incentiva a criar medidas corretas para caso não seja possível deter o calor.Apesar disso, alguns cientistas e ecologistas afirmam que não será mais possível
  23. 23. 22deter o crescimento dos oceanos, mesmo com essa informação os mesmos não temapresentado nenhuma posição ao governo para a retirada de pessoas que vivem emcidades litorâneas, se esta é uma forma de conscientizar as pessoas tem sedemostrado uma falta de respeito com a vida dos seres humanos. O professor Aziz Ab‘Saber, se mostrou surpreso quando observou aspesquisas feitas no Rio de Janeiro onde afirmava que o aquecimento global iriareduzir até 60% da mata atlântica e em sua entrevista a Folha de São Paulodiscordou e afirmou que muitos cientistas estão esquecendo de considerar ascorrentes marítimas. “Elas vão continuar mais ou menos como hoje”. Nesse sentidoé impossível prever qualquer consequência deste evento já que os diagnósticosapresentam uma divergência imensa, tornando todo planejamento politico inviável. Figura 16: Distribuição da Mata Atlântica. Fonte: mariorangelgeografo.blogspot.com 5.5. SACOLAS PLASTICAS Segundo pesquisas os sacos plásticos duram em tordo de 50 a 500 anos parase decompor, logo sua capacidade de reciclagem é bem maior que as chamadas“ecobags”, ilustradas na Figura 17, pesquisas afirmam que as sacolas plásticascausam um menor impacto ambiental de que as matérias-primas das ecobags, queem sua maioria são feitas de algodão. De acordo com uma pesquisa feita pelogoverno britânico nos anos de 2005 e 2007 apontam que os sacos plásticos a cada
  24. 24. 23utilização chegam a ser 200 vezes menos prejudicais e emitem um terço do CO2,em comparação as sacolas recicláveis. Figura 17 – Ecobags e campanhas anti-sacola plástica Fonte: google.com O produto está sendo utilizado numa base teórica sobre o desenvolvimento,quando na verdade tem toda uma manobra politica com a intenção de ganhar, poisestão utilizando uma lógica reversa já que a reciclagem sairá bem mais caro. Umadas outras questões levantadas é o uso das sacolas plásticas para jogar o lixo forajá que praticamente nenhum cidadão iria jogar sua sacola personalizada comresíduos, foi dada a proposta de utilizar o jornal, mas haveria alguns produtos nosquais somente o saco de polietileno resolveria, logo em estados como São Pauloque foi no Brasil um dos percursores da proibição do uso de sacolas plásticas teveque voltar ao uso das sacolas plásticas. Essa atitude foi causa de revolta para os segmentos que estavam ganhandoeconomicamente agora teria que voltar atrás. O desinteresse do governo no querealmente importa, a reciclagem, é claro! Mostrando que a sua preocupação nãoestá no prejuízo a natureza e sim a economia. O palestrante chega a afirmar queesta “solução” é uma forma de punir a classe trabalhadora, que não possui dinheirosuficiente para comprar sacolas e ainda ter dinheiro para pagar as suas contas eimpostos que não são baratos.
  25. 25. 24CONSIDERAÇOES FINAIS Na palestra sobre “Desenvolvimento, Capitalismo e Sustentabilidade” ocorridano dia 06 de Junho, cujo palestrante era o mestre em geopolítica Clímaco Dias, ficouclara a relação entre o capitalismo e o desenvolvimento sustentável. Através deexemplos claros e bem elaborados, Clímaco mostrou que a busca pela“sustentabilidade” é também uma medida política e capitalista, de fato, maiscapitalista do que sustentável. Foram abordados ainda na palestra temas como a relação positivista docapitalismo para com a natureza, explicando que este é um conceito extremamenteatual, o capitalismo vê a necessidade de expandir seus lucros, mas jamais vê asconsequências para a natureza. Como se fossem duas existências extremamenteindividuais, sem correlações, indiferentes. Ao abordar recursos naturais e recursos sociais, este deixou clara a diferençaentre estes. Mostrando que todo recurso na realidade é social, pois quando recursos“naturais” passam a ter utilidade para a sociedade, este passa a ser,consequentemente, um recurso social. O palestrante ainda tratou de temas como a crise do capitalismo, as maioresconferencias mundiais como Conferencia de Estocolmo e a postura brasileira depraticamente vender o país. Assim como a Rio 92 e o Protocolo de Kyoto, duasconferencias que foram responsáveis pela mudança no posicionamento do país. Já quando abordou sustentabilidade, Clímaco direcionou-se principalmente àtemas como o derretimento das geleiras do Ártico, fenômeno que iniciou-se com aintensificação do processo de industrialização e consequente maior emissão de CO2na atmosfera. Relatando ainda as verdadeiras consequências de atitudes como aproibição do uso de sacolas plásticas, e a substituição destas pelas “ecobugs”. Por fim Clímaco trouxe ainda uma teoria alemã que diz que caso o nível do marde fato suba, esta seria a maior revolução capitalista da história, seria maior emelhor que qualquer guerra, pois nem em 200 anos de reconstrução seria possívelreconstruir o planeta. E conclui com a seguinte reflexão afirmação: “Qualquerdiscurso sobre o futuro é ridículo se ele não tentar alterar o presente”.
  26. 26. 25REFERÊNCIAS1. _______. O Conceito de Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: < www.catalisa.org.br>. Acessado em: jun de 2012.2. BARROS-PLATIAU, Ana Flávia Granja e. O Brasil na governança das grandes questões ambientais contemporâneas, país emergente?. IPEIA, Brasília, 2011.3. BARROS-PLATIAU, Ana Flávia. O Brasil na Governança das grandes questões ambientais contemporâneas. IPEIA, Brasília, 2011.4. DIAS, Clímaco. A geopolítica do aquecimento global. Disponível em: <dc236.4shared.com>. Acessado em: jun de 2012.5. GODOY, Amalia Maria Goldberg. A Conferência de Estocolmo - Evolução histórica 2. Disponível em: <amaliagodoy.blogspot.com.br>. Acessado em: jun de 2012.6. LAGO, André Aranha Corrêa do. Estocolmo, Rio Joanesburgo: O Brasil e as três conferências ambientais das Nações Unidas. Instituto Rio Branco, Brasília, 2006.7. OLIVEIRA, Daniella Massara Rodrigues de. Desenvolvimento Sustentável novamente em pauta na cúpula da terra. Disponível em: <www.mcampos.br/ JORNAL/n50/capa1.htm>. Acessado em: jun de 2012.8. REZENDE, Bruno. O saco plástico não é vilão e a ecobag não é a solução. Disponível em: <www.colunazero.com.br>. Acessado em: jun de 2012.9. SOUZA, Bruno. A proibição de sacolas plásticas: polemica nacional. Disponível: <scienceblogs.com.br>. Acessado em: jun de 2012.10. VASCONCELOS, Yuri; ALVES, Liane; CORREA, Elisa. O que são os objetivos para o milênio?. Disponível em: <planetasustentavel.abril.com.br>. Acessado: jun de 2012.

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