Diagnóstico setorialdo sistema cooperativista da produçãoCacaueira da UHE Belo Monte.                  na área de influência
Diagnóstico setorial do sistema cooperativista daprodução cacaueira na área de influência da UHEBelo Monte.               ...
Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará.Instituição jurídica de direito privado, sem fins l...
O cacau, na TransamazônicaManoel Leite – Produtor de cacau                    (COOPCAO)    “O cacau, na Transamazônica,   ...
SUMÁRIO1. Introdução			                            04   5.2.COOPESAME	64                         5.	 Crédito e financiamen...
1. Introdução	        A elaboração, estabelecimento e condução     dessa lavoura em associação a outras culturas de       ...
2. A Cultura do Cacau	        O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é uma       As civilizações pré-colombianas domesticaram   ...
Diagnóstico Setorial                                                                                                      ...
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3. Área de abrangência do estudo3.1. Municípios envolvidos                                                                ...
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4.	 O estudo e a metodologia utilizada	        O presente estudo caracteriza-se como         diversas metodologias de Diag...
5.	 Diagnóstico do setor cooperativistada produção de cacau na região	 5.1	 Cooperativas de produção convencional		5.1.1	 ...
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  1. 1. Diagnóstico setorialdo sistema cooperativista da produçãoCacaueira da UHE Belo Monte. na área de influência
  2. 2. Diagnóstico setorial do sistema cooperativista daprodução cacaueira na área de influência da UHEBelo Monte. Belém, Dezembro de 2012 Verção 1.0
  3. 3. Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará.Instituição jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada pela Lei 5.764/71 (Legislação Cooperati-vista).Representa e defende os interesses sindicais (na qualidade de sindicato patronal), econômicos, políticos esociais das cooperativas do Estado do Pará. Desde que foi criada, em 1973, tem contribuído de forma signi-ficativa para a consolidação do cooperativismo paraense.OCB-PA Sindicato e Organização das Cooperativas Equipe de Produção do DiagnósticoBrasileiras do Estado do Pará Coordenação Geral (Gestão 2010/2014) Andreos Ramiro Pinto LeitePresidente Coordenação de Levantamento de CampoErnandes Raiol Mirna Rafaela Almeida da SilvaVice-Presidente Técnica de Levantamento de CampoIvan Costa Geanne Rocha da SilvaDiretora Secretária Análise e Tratamento de DadosGlaise Coelho Ediana Leite de OliveiraDiretora Financeira Referencial TeóricoRaimunda Nazaré de Oliveira Brandão Bruno Calzavara Flores Siglea Freitas ChavesDiretor de MarketingFrancisco José Rego Magalhães Revisora Waldinett Nascimento TorresSecretário ExecutivoManoel Rodrigues Teixeira Editoração Víctor Emanuel Montes MoreiraConselho FiscalJosé Carlos Pereira da Silva Áldina Chaves SouzaRoberta Gleice de Oliveira Sousa
  4. 4. O cacau, na TransamazônicaManoel Leite – Produtor de cacau (COOPCAO) “O cacau, na Transamazônica, Podemos afirmar com certeza É uma planta abençoada, Produtora de riqueza E com suas qualidades Já tirou muita gente da pobreza.”
  5. 5. SUMÁRIO1. Introdução 04 5.2.COOPESAME 64 5. Crédito e financiamento 135 2. Estrutural 203 1. Socioeconômico 64 6. Organização e Apoio do ATER 136 3. Produtivo 2062. A Cultura do Cacau 06 7. Matriz F.O.F.A 138 4. Comercialização 2092.1. O Cacau no Brasil 07 2. Estrutural 712.2. O Cacau na região da Transamazônica 11 3. Produtivo 75 5.6.COOPOXIN 141 5. Crédito e financiamento 211 4. Comercialização 78 1. Socioeconômico 141 6. Organização e Apoio do ATER 2123. Área de abrangência 5. Crédito e financiamento 80 2. Estrutural 146 7. Matriz F.O.F.A 215 do estudo 14 6. Organização e Apoio do ATER 81 3. Produtivo 1503.1. Altamira 14 7. Matriz F.O.F.A 83 4. Comercialização 153 6. Possibilidades da formação3.2. Anapu 17 5.3.COOPATRANS 85 5. Crédito e financiamento 155 de uma central de3.3. Brasil Novo 21 1. Socioeconômico 85 6. Organização e Apoio do ATER 156 cooperativas na região 2183.4. Medicilândia 24 01. Produção Convencional 218 2. Estrutural 90 7. Matriz F.O.F.A 1583.5. Pacajá 27 02. Produção Orgânica 219 3. Produtivo 93 5.7.COOPBOM 1603.6. Uruará 313.7. Vitória do Xingu 34 4. Comercialização 96 1. Socioeconômico 160 7. Ações sugeridas 222 5. Crédito e financiamento 98 2. Estrutural 165 01. Produção Convencional 2224. O estudo e a metodologia 6. Organização e Apoio do ATER 99 3. Produtivo 168 02. Produção Orgânica 223 utilizada 38 7. Matriz F.O.F.A 101 4. Comercialização 171 5.4.COOPCOPAM 103 5. Crédito e financiamento 173 8. Consideraçõesfinais 2265. Diagnóstico do setor 1. Socioeconômico 103 6. Organização e Apoio do ATER 174 9. Referências 228 cooperativista da produção 2. Estrutural 108 7. Matriz F.O.F.A 176 de cacau na região 40 3. Produtivo 111 5.8.COOPOTRAN 1785.1.COOPBRAN 40 4. Comercialização 113 1. Socioeconômico 1781. Socioeconômico 40 5. Crédito e financiamento 115 2. Estrutural 1842. Estrutural 47 6. Organização e Apoio do ATER 116 3. Produtivo 1873. Produtivo 52 7. Matriz F.O.F.A 119 4. Comercialização 1904. Comercialização 56 5.5.COOPCAO 120 5. Crédito e financiamento 1925. Crédito e financiamento 58 1. Socioeconômico 120 6. Organização e Apoio do ATER 1946. Organização e Apoio do ATER 59 2. Estrutural 126 7. Matriz F.O.F.A 1967. Matriz F.O.F.A 62 3. Produtivo 130 5.9..COPOPS 198 4. Comercialização 133 1. Socioeconômico 198
  6. 6. 1. Introdução A elaboração, estabelecimento e condução dessa lavoura em associação a outras culturas de A região de influência direta e indireta da vas voltadas ao segmento da produção, beneficia-de programas e projetos de exploração agropecuá- reconhecido valor econômico, certamente esti- construção da UHE de Belo Monte já se constitui mento primário e comercialização do cacau (PBA,ria de forma racional e sustentável dependem da mulam a exploração racional da cacauicultura no território essencialmente voltado à agricultura, 2011).viabilidade de sistemas agrícolas que contribuam Brasil, em especial nos estados do Pará e da Bahia. agropecuária e cultivo do cacau. No que diz respei- Diante do exposto o presente trabalho tevepara o desenvolvimento econômico de suas áreas Dessa forma, surgem novas possibilidades de ex- to à produção cacaueira percebe-se, que, embora por objetivo realizar um diagnóstico do setor co-de implantação, da manutenção do equilíbrio dos ploração aos agricultores, expandindo e alavan- ela apresente grande potencial para o aumento da operativista da produção cacaueira da região daecossistemas e a consequente melhoria de renda e cando a produção nacional de cacau. sua produção, com possibilidades para incremen- área de influência da UHE de Belo Monte.do nível de vida das populações locais. Nesse sentido, o território da Transamazôni- tar a rentabilidade, geração de emprego e renda, o Nesta perspectiva, a lavoura cacaueira ca no oeste paraense representa um rico espaço setor ainda apresenta fragilidades que podem serrepresenta um empreendimento apropriado e para o fortalecimento do cultivo de cacau brasi- minimizadas ou mesmo eliminadas, pois a atualpromissor, possibilitando retorno financeiro satis- leiro, gerando divisas ao estado, emprego e renda cadeia produtiva da cultura do cacau ainda é inci-fatório, mantendo o equilíbrio ecológico e fixando às populações dos municípios que o compõem e piente e por isso existem lacunas operacionais noo homem a terra, adaptando-se perfeitamente às contribuindo para uma produção assentada em cultivo, comercialização e nível de beneficiamen-condições agroecológicas das regiões de clima tro- bases sustentáveis com a crescente incorporação to, sendo, por isso, oportuno fomentar o apoio aopical e úmido como a Amazônia, demonstrado ain- da agricultura familiar neste território que vive mo- processo cacaueira (PBA, 2011).da ser uma alternativa segura para a melhoria das mento peculiar de crescimento devido a recentes A união dos agricultores da região da áreacondições socioeconômicas de suas populações. empreendimentos, dentre eles destacando-se a de influência da UHE de Belo Monte fez com queTais fatores aliados à possibilidade de exploração construção da UHE de Belo monte. ao longo do tempo surgissem algumas cooperati- 04 05
  7. 7. 2. A Cultura do Cacau O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é uma As civilizações pré-colombianas domesticaram dos pelo Brasil e Equador, que juntos produzem dutor e exportador de cacau do mundo, produzin-planta perene da família Sterculiaceae, originária e conceberam o processamento das amêndoas 88% de todo mercado mundial de cacau (Mendes do riquezas e dominando praticamente sozinhodo continente Sul Americano, cujo valor econô- que originou o chocolate, enquanto os espanhóis & Lima, 2011). todo o mercado internacional, constituindo-semico se baseia na exploração das amêndoas que, monopolizaram o produto por séculos após o des- De outro lado, os maiores importadores de num dos pilares fundamentais para o enriqueci-após fermentação e secagem, constituem a prin- cobrimento, até ser contrabandeado por nave- cacau são os Estados Unidos, Holanda, Alemanha, mento de muitas famílias de cacauicultores e con-cipal matéria-prima da agroindústria do chocola- gadores holandeses e ingleses, globalizando seu Inglaterra e França, respondendo juntos com mais tribuindo em muito para o desenvolvimento re-te. Das sementes pode-se também extrair o óleo consumo, principalmente na Europa do final do de 60% das importações mundiais. Já em termos gional.e a manteiga, largamente utilizada pela indústria século XVII, ampliando enormemente a deman- de consumo per capita destacam-se países do les- Na Amazônia a cultura cacaueira ganhoufarmacológica e de cosméticos, enquanto a pol- da pela produção de cacau (Portal São Francisco, te europeu, Rússia e Estados Unidos (Portal São importância econômica a partir do século XVII,pa por ser rica em açúcares pode ser utilizada na 2012). Francisco, 2012). quando deixou de ser um produto extrativista parafabricação de geleia, vinho, licor, vinagre e suco. Devido a suas características edafoclimá- se tornar um produto agrícola. Entretanto, devidoAlém disso, a cultura pode ainda ser aproveitada ticas seu cultivo ocorre em regiões tropicais, po- à forma rudimentar com que seu desenvolvimentocomo adubo, sabão e ração animal (Silva Neto et dendo ser encontrado na América do Sul, no Ca- 2.1 O Cacau no Brasil se encaminhou na região, a caucaicultura foi pau-al., 2001; Filgueiras et al., 2004). ribe, na África, no Sudeste da Ásia e até em ilhas latinamente substituída pela exploração econômi- De forma geral, a exploração do cacau e do Pacífico Sul. Atualmente os maiores produtores No Brasil o cultivo de cacaueiro em larga ca da borracha no final do século seguinte (Silvade seus subprodutos sempre esteve relacionada mundiais provêm do Oeste do continente africano, escala se instalou ainda no século XVIII no sul da Neto et al., 2001).ao poderio econômico, seja como objeto de culto, onde Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Nigéria e Bahia, trazendo riquezas e crescimento para a re- Somente a partir da década de 1960, comseja como fonte de riquezas e símbolo de poder. República dos Camarões lideram o ranking, segui- gião das plantações. O país se tornou o maior pro- o início das atividades da CEPLAC na Região Ama- 06 07
  8. 8. Diagnóstico Setorial A Cultura do Cacau zônica e mais precisamente no decorrer de 1976, Ainda de acordo com o autor, em relação à área Ainda assim, a região nordeste é a maior produtora concentrando 63 % da produção nacional no com o advento do Plano de Diretrizes para Expan- plantada na Amazônia, aproximadamente um ter- estado da Bahia, seguida pela região Norte com 34 % nos estados do Pará, Amazonas e Rondônia, sendo são da Cacauicultura Nacional (PROCACAU), é que ço dessa meta foi atingida somente no estado do as regiões Sudeste e Centro-Oeste representadas pelo estado do Espírito Santo e Mato Grosso, respecti- essa atividade iria receber um impulso notável e Pará, onde a região da Transamazônica se destaca vamente (Figura 2). começar a se constituir em uma atividade econô- com cerca de 30 mil hectares plantados. mica explorada de maneira racional e com orienta- Tal estímulo garantiu e sustentou a cres- ção técnica qualificada nos Estados amazônicos. cente participação da região na produção nacional Segundo Mendes (2009), como forma de como um dos principais produtos de exportação, garantir a dianteira na produção mundial de cacau daí sua importância como fonte geradora de divisas. para o Brasil, o PROCACAU estabeleceu como meta De fato, nos últimos vinte anos, mesmo com as os- inicial a instalação de 300 mil hectares de cacauei- cilações na produção cacaueira em nível nacional, ros, sendo 160 mil na Amazônia e 140 mil distribu- o estado do Pará saltou de 49 mil em 1990 para 85 ídos na região do sul da Bahia e do Espírito Santo. mil hectares de cacau colhidos em 2011 (Figura 1). Figura 2. Produção Agrícola regional de amêndoa de cacau no Brasil durante a safra de 2011. Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal. Atualmente, o Brasil continua na lista dos principais exportadores de cacau do mundo. No en- tanto, nas últimas décadas a produção cacaueira no sul da Bahia tem decaído devido, principalmente, a baixa do preço do cacau no mercado internacional, a concorrência com os países africanos e a infestação com a praga da “vassoura-de-bruxa” que infestou as plantações baianas (Figura 3). Em contrapartida, para Figura 1. Área colhida em hectares de lavoura de cacau no Brasil e no Estado do Pará de 1990 a 2010. compensar a diminuição da produção nacional, a região norte vem gradativamente aumentando sua Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal. participação, passando de 14 % em 2002 para 26 % em 2011 (Cuenca & Nazário, 2004). 08 09
  9. 9. Diagnóstico Setorial A Cultura do Cacau 2.2 O Cacau na região da Transamazônica. A partir dos projetos de infraestrutura pen- A base econômica da Transamazônica está sados para a região amazônica durante os gover- assentada em atividades de caráter agropecuário, nos militares, em particular a abertura de estradas, madeireiro e pesqueiro, com destaque para a pro- diversos trabalhadores e migrantes ocuparam e dução cacaueira, tendo oito dos maiores municí- tornaram as áreas de entorno desses empreendi- pios produtores de cacau do Estado e o Município mentos em seu espaço de vida, dando origem a de Medicilândia como o segundo maior produtor Figura 3. Quantidade de amêndoa de cacau produzida por regiões do Brasil de 1990 a 2010. diversas localidades, comunidades e municípios. de amêndoas do Brasil, apresentando 31 % da área Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal. O território da Transamazônica, localizado colhida em todo o estado do Pará. Medicilândia e no oeste paraense, não foge à regra, tendo sido Uruará destacam-se pelo aumento de área colhida De fato, Mendes (2009) afirma que a produção cacaueira na região amazônica apresenta uma povoado e tido experimentado a expansão de suas na última década, enquanto o município de Pacajá série de vantagens comparativas quando assentada na pequena propriedade e enriquecida por meio de atividades produtivas após o projeto de constru- sofreu sensível queda no final da década de 90 (Fi- diversos modelos de consórcios ou sistemas agroflorestais, pois a partir dessa estrutura produtiva supera- ção da BR 230, tonando-se um dos maiores polos gura 4 e 5). se a fragilidade dos produtores às oscilações de mercado e aos débitos contraídos com crédito rural. Além produtores de cacau e madeira em tora do Brasil disso, a consequente facilidade de manejo da vassoura-de-bruxa, as grandes extensões de terra com so- e um dos maiores produtores de gado e café do los de alta fertilidade natural e os custos médios de produção bem inferiores aos praticadas na Bahia vêm estado do Pará. tornando a Amazônia uma região econômica e socialmente promissora a inverter as tendências e colocar Essa região compreende 15,5 % da exten- o Brasil num caminho mais seguro na produção de cacau. são total do Estado, abrangendo os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu. A população total do território é de 293.088 habitantes, dos quais 138.221 vivem na área rural, o que corresponde a 47,16% do total (Pará, 2010). 10 11
  10. 10. Diagnóstico Setorial A Cultura do Cacau A lavoura cacaueira gera milhares de empregos nos municípios produtores e aquece a econo- mia local, entretanto verifica-se que a presença do monocultivo ainda é predominante na região. Nos municípios de Medicilândia, Uruará, Pacajá e Brasil Novo o número de estabelecimentos agropecuários de origem não familiar superam e muito os de agricultura familiar, indicando a forte presença do mono- cultivo. O município de Senador José Porfírio é o único que se destaca por apresentar apenas estabele- cimentos de agricultura familiar, indicando o uso sustentável da cultura (Figura 6). Figura 4. Área colhida de cacau em hectare na Transamazônica no Estado do Pará de 1990 a 2010. Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal. Figura 6. Caracterização das unidades produtivas de cacau nos municípios da Transamazônica. Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal. Não obstante, a geração de emprego e renda advindos da lavoura cacaueira na Transamazônica pode estar contribuindo para a melhoria na qualidade de vida dos municípios produtores, trazendo de- Figura 5. Principais municípios produtores de cacau no Estado do Pará no ano de 2011 de acordo com a senvolvimento e gerando divisas para o Estado e para o Brasil. Além disso, a franca expansão das áreas área colhida em hectare. produtivas de cacau na Amazônia indica ainda uma crescente tendência de valorização da produção de Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal. forma sustentável por meio da agricultura familiar. 12 13
  11. 11. 3. Área de abrangência do estudo3.1. Municípios envolvidos lução do IDHM de renda, longevidade e educação desde a década de 1990 até 2000, onde é observado 3.1.1. Altamira que houve elevação da qualidade de vida nas últimas décadas. O processo de formação de Altamira teve do Xingu (a 25 km Altamira), e o segundo comoinício através de missões Jesuítas na primeira me- Castelo de Sonhos (a 1100 km de Altamira). Res-tade do séc. XVIII, quando ainda integrava o gi- salta-se ainda que há dois fusos horários diferen-gantesco município de Souzel. Porém a elevação tes, com diferença de uma hora entre o segundoà categoria de município foi em seis de Novembro distrito citado e a sede do município (Prefeitura dede 1911, pela Lei Estadual nº 1.234. Altamira, 2011). O município de Altamira, Sudoeste do Es- Altamira é considerada o maior municípiotado do Pará, possui uma extensão territorial de do Brasil e o terceiro maior em escala mundial. A159.533,401 km². Está localizado às margens do rodovia Transamazônica (BR-230) corta o territóriorio Xingu a 03o12’12” S e 52o12’23” W, em uma pelos dois extremos e liga o município ao resto doaltitude de 109 metros (IBGE, 2010). O clima do Brasil. Sua população estimada é de 105.030 habi- Figura 7. Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000município é caracterizado como quente e úmido, tantes, com densidade demográfica de 0,63 hab/ Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasilcom temperatura média anual de 25o C. Devido km2, segundo levantamento do IBGE (2010). Deà extensa dimensão territorial, o município é divi- acordo com os últimos dados, o IDHM do municí-dido em dois distritos, um denominado Princesa pio é 0,737 (PNUD, 2000). A Figura 7 mostra a evo- 14 15
  12. 12. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo O movimento da economia em Altamira está baseado, principalmente, na agricultura, na pecu- ária, no comércio e no serviço público. Destaca-se ainda outros setores como o extrativismo, a pesca, o artesanato e pequenas indústrias moveleiras. A agropecuária é a terceira maior atividade econômica da cidade, segundo mostra o levantamento do PIB do município realizado em 2010 pelo IBGE (Figura 8). No ano de 2010 o valor adicionado pela agropecuária foi de R$ 78.522,00, enquanto a indústria incorporou R$ 93.658,00 e os demais serviços prestados no município adicionou cerca de R$ 488.257,00. Figura 9. Figura 13. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Altamira no período de 1997 a 2011 Fonte: IBGE, 2012 Altamira é cidade é a principal da mesorregião Sudoeste paraense, e oferece apoio nos setores Figura 8. Produto Interno Bruto de Altamira (a preços correntes) em 2010. da saúde, educação, agricultura e comércio aos municípios vizinhos como: Uruará, Brasil Novo, Medici- Fonte: IBGE, 2012. lândia, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio. A cultura de cacau apresenta relevância para o município, pois é segundo produto agrícola mais cultivado município, perdendo apenas para produção de banana. Em 2011 o cacau (em amêndoa) re- 3.1.2 Anapu presentou 7% da produção agrícola de Altamira, enquanto a banana correspondeu da 83% (IBGE, 2012). Segundo dados do IBGE (2012), a produção de cacau aumentou nos últimos oito anos (Figura 9), e em O processo de formação de Anapu se deu com a denominação de Anapu, pela Lei Estadual nº 2011 chegou a produzir 3.760 toneladas, representando 6% da produção do Estado do Pará. na década de 1970 com estabelecimento Progra- 5.929 (IBGE, 2012). ma de Integração Nacional (PIN), ressalta-se que o Anapu, sudoeste paraense, está a uma alti- maior impulso foi a construção da Rodovia Tran- tude de 96 m, e sua sede está localizada a 03o28’20” samazônica. Somente em 1995 foi desmembrada S e 51o11’52” W. O clima da é caracterizado como dos municípios de Pacajá e Senador José Porfí- quente e úmido, com precipitação pluviométrica rio, e elevada à categoria de Município e Distrito anual variando entre 600 e 2000 mm, umidade re- 16 17
  13. 13. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo lativa de 80% e média térmica de 27oC. Brasil (2000), o IDHM do município em 1991 era de A extensão territorial do referido municí- 0,531 e saltou 0,645 2000, conforme a Figura 10. pio é de 11.895,506 km2. Segundo o IBGE (2012), Destaca-se que o maior avanço ocorrido na déca- a população estimada de Anapu é de 22.225 indi- da de 1990, em Anapu, foi na área de educação, víduos, com densidade demográfica de 1,75 hab/ onde o IDHM Educação saltou de 0,434 para 0,663 km2. De acordo como último levantamento publi- no mesmo período citado acima. cado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Figura 11. Produto Interno Bruto de Anapu (a preços correntes) em 2010. Fonte: IBGE, 2012 Entre os principais produtos agrícolas produzidos em Anapu estão: banana, cacau, coco-da-baía, café, mamão e laranja (Figura 12). A lavoura cacaueira é a segunda atividade agrícola mais importante do município, no ano de representou 4% da produção do Estado do Pará (IBGE, 2012). Figura 10. Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000. Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. As principais atividades econômicas do município estão baseadas nas atividades agrícolas e pe- cuária, além de serviços. Observa-se na Figura 11 a distribuição dos principais setores que compõem o PIB de Anapu (a preços correntes), segundo IBGE (2010), o valor referente a serviços foi de R$ 52.475; ocupando o segundo lugar em importância está setor agropecuário que correspondeu a R$ 25.014; já o valor adicionado bruto relativo à indústria foi de R$ 12.035. Figura 12. Lavoura permanente produzida no município de Anapu em 2011. Fonte: IBGE 2011. 18 19
  14. 14. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo Observa-se na Figura 13 que a produção de cacau em Anapu passou a ser representativa a partir de 1997, com a produção de 140 toneladas, e teve significativo aumento em 2010 e 2011, quando atin- giu 1.850t e 2.028t, respectivamente (IBGE, 2012). 3.1.3 Brasil Novo Brasil Novo teve origem na origem com na população do município é de 15.690 habitantes, década de 1970, momento em que o Governo Fe- com densidade demográfica de 2,47 hab/km2. A Fi- deral incentivava a colonização e a integração da gura 14 apresenta os dados referentes ao IDHM do Amazônia às outras regiões do Brasil. No início a município em 1993 e em 2000. Pode-se observar localidade foi criada seguindo a estrutura de uma quem em houve melhorias na renda, na longevida- Agrópole, administrada do Instituto de Coloniza- de e na educação da população brasilnovense. O ção e Reforma Agrária (INCRA). No início década IDHM do município aumentou de 0,591 (em 1991) de 1990 o território de Brasil Novo foi desmem- para 0,674 (em 2000); já o IDHM – Educação saltou brado de Medicilândia, Altamira e Porto de Moz e de 0,612 (em 1991), para 0,706 (em 2000). posteriormente foi elevado a categoria de municí- Figura 13. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Anapu no período de 1997 a 2011. pio pela Lei Estadual n.º 5.962 de 13/12/1991 (Geo Fonte: IBGE, 2012. Xingu, 2012). O município de Brasil novo, sudoeste do O município de Anapu faz fronteira ao Norte com Portel; a Leste com Pacajá e Novo Repartimen- Pará, está situado às margens da Rodovia Transa- to; ao Sul com São Félix do Xingu a Oeste com Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. mazônica (BR 230 - km 46) e está interligada a 15 vicinais. Sua sede compreende às coordenadas geográficas 03º18’17” S e 53º32’08” W, a uma alti- tude de 158,3m. O clima do município é quente e úmido, com precipitações pluviométricas varian- do entre 600 e 2000 mm anualmente. A tempera- tura do município varia anualmente de 23 a 31ºC, e a umidade relativa é em média de 80%. A extensão territorial de Brasil Novo é de 6.362, 575 km2. De acordo com o IBGE (2010) a 20 21
  15. 15. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo Figura 15. Produto Interno Bruto de Brasil Novo (a preços correntes) em 2010. Figura 14: Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000. Fonte: IBGE, 2012. Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Os principais produtos agrícolas de Brasil Novo são: banana, cacau, laranja, mamã, coco-da-baía, A estrutura econômica de Brasil Novo está baseada na pecuária extensiva de corte, na extração café e pimenta do reino, em ordem decrescente de produção. Em 2011 a lavoura do cacau correspondeu de madeira de lei, no comércio e na prestação de serviços básicos, agricultura, pequenas indústrias e a 27% da produção agrícola do município com 2.754 t. Em relação ao Pará, o municio representou 5% da serrarias de médio porte. Segundo o geógrafo Antônio Clébio Araújo, Brasil Novo apresenta condições produção de cacau no mesmo ano (IBGE, 2012). Observa-se na Figura 16 que a produção de cacau em para desenvolver economicamente devido possuir uma extensa área com solo agricultável. Segundo Brasil Novo se mantém na média de 2.708 t desde 1993 até 2011. dados do IBGE (2010), a agropecuária representa o segundo componente de importância no PIB do município (Figura 15). 22 23
  16. 16. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo Área do município é de 8.272,629 km2. A estimativa da população de Medicilândia em 2012 é de 28.227 pessoas (IBGE, 2012). Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2000), o IDHM do município era de 0,71 em 2000, enquanto em 1991 era 0,606 (Figura 17). É notável que houve melhorias no IDHM- Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação de 1991 para 2000, porém o mais expressivo foi o IDHM-Educação que passou de 0,574 (1991) para 0,717 (200). Figura 16. Figura 13. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Brasil Novo no período de 1997 a 2011. Fonte: IBGE, 2012. O território brasilnovense, limita-se ao Norte com o município de Porto de Moz, ao Sul e a Leste com o município de Altamira e a Oeste com o município de Medicilândia. Figura 17. Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000. Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. 3.1.4 Medicilândia Com o fechamento da usina de açúcar em 2001, Medicilândia sofreu uma grande crise financeira O processo de formação de Medicilândia iniciou na década de 1970 através do programa de e abalou desenvolvimento da cidade. Atualmente a base da economia do município é a agricultura, o integração nacional (PIN), criado pelo Governo Federal, assim como vários municípios às margens da ro- comércio, a pecuária, serviço público e privado, além de uma fábrica de chocolate (Geo Xingu). Segun- dovia Transamazônica. Medicilândia foi uma Agrovila pertencente ao município de Prainha, e na década do dados do IBG (2010), a agropecuária representa grande importância ao PIB do município, no ano de de 1980 foi elevada a categoria de município pela lei estadual nº 5438, de 06-05-1988. 2010 valor adicionado desse setor foi de R$ 59.922, enquanto o valor acionado pela indústria atingiu R$ Medicilândia está localizada as margens da Rodovia Transamazônica (BR 230 - km 90). A sede do muni- 9786 (Figura 18) cípio está situada a 03° 26’ 45” S e 52° 53’ 20” W, a uma altitude de 151 m. O clima do município é quente e úmido, com média térmica anual de 25,6º C, umidade relativa de 80% na maioria dos meses do ano. 24 25
  17. 17. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo Desde a década de 1990 a produção de cacau em Medicilândia permaneceu ininterrupta (Figura 20). Destaca-se a última década a produção de cacau aumentou a média de produção durante a década de 1990 foi de 8.45t, nos últimos onze anos a média é de 13.977t, com maior produção 2011 (IBGE, 2012). Figura 18. Produto Interno Bruto de Medicilândia (a preços correntes) em 2010 As principais culturas perenes que movimentam a economia são: banana, cacau, café, coco-da- -baía, pimenta-do-reino e mamão. Em 2011 a produção de banana foi de 30.600t; já a de cacau atingiu 22.467t e a de café 5.390t (IBGE, 2012). Ressalta-se que Medicilância é principal produtor de cacau do Esta- Figura 20. Figura 13. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Medilândia no período de 1997 do do Pará, em 2011 foram colhidos 22.467 ha, o que representou 31% da produção estadual (Figura, 19). a 2011. Fonte: IBGE, 2012. Medicilândia faz fronteira ao Norte com Prainha; a Leste a Sul com Brasil Novo e a Oeste com Uruará. 3.1.5 Pacajá A origem de Pacajá está relacionada ao estabelecimento do PIN na mesorregião Sudoeste Para- ense, quando da construção da Rodovia Transamazônica na década de 1970. Até a primeira metade da década de 1980, Pacajá era uma Agrovila ligada ao município de Portel, transformou-se em município por meio da Lei nº 5.447, de 10 de maio de 1988 (Portal Amazônia, 2012). Figura 19. Área (ha) de cacau (amêndoa) colhida no ano de 2011 no Estado do Pará. 26 27
  18. 18. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo A sede do município está localizada a 03º50’16” S e a 50º38’15” W, estando a uma altitude aproxi- mada de 105 metros. O clima do município e quente e úmido, com índice pluviométrico anual é de 2.300 mm, média térmica de 26,5 ºC e umidade relativa 85%, em média, anualmente. A extensão territorial de Pacajá compreende 11.832,333 km². A população estimada para o ano de 2012 é de 41.654 pessoas, com crescimento de 1.675 pessoas nos últimos dois anos (IBGE, 2012). Da década de 1990 para 2000 o IDHM do município passou de 0,5 para 0,661 (Figura 21). O IDHM para renda, lon- gevidade e educação também aumentaram ao longo desse período, destaca-se a educação que passou de 0,459 para 0,694 (Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil). Figura 22. Produto Interno Bruto de Pacajá (a preços correntes) em 2010. Na agropecuária, destaca-se o número expressivo do rebanho bovino do município, ocupando a 12º colocação em relação ao efetivo bovino do Estado, com 350.037 cabeças (IBGE, 2012). De acordo com a figura 23, no ramo da lavoura permanente, a principal cultura é a banana que, em 2011, teve uma produção de 12.888t, produção esta seguida pela de coco-da-baía com 3.060t e a de cacau com 1.251t (IBGE, 2012) Figura 21. Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000. Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Na figura 22, pode-se observar que assim com a maioria das cidades ao longo da transamazôni- ca, o setor que mais influencia no PIB do município de Pacajá é o de Serviços, seguido pela Agropecuária, em 2010 foi registrado R$ 96.558 e R$ 65.041, respectivamente (IBGE, 2012). 28 29
  19. 19. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo O município de Pacajá limita-se ao Norte com Portel; a Leste com Tucuruí e Baião; ao Sul Novo Repartimento; e a Oeste com Anapu. 3.1.6 Uruará A formação de Uruará também está relacionada ao estabelecimento do Plano de Integração Na- cional na década de 1970. A Agrópole Uruará, ligada ao município de Prainha, estava localizada no km 180 da rodovia Transamazônica e foi impulsionada pela aglomeração de pessoas que migraram para a região nas proximidades de uma escola que fora construída no local. Em 1988 seu território tornou-se Figura 23. Produção (tonelada) das principais culturas perenes no município de Pacajá em 2011. independente de Prainha e foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5435. O município de Uruará, na mesorregião sudoeste paraense, está às margens da Rodovia Transa- Nota-se que, na última década, houve uma redução na produção cacaueira no município de mazônica (BR 230 -180 km no trecho entre Altamira e Itaituba). Sua sede está localizada a 03º43’03” S e Pacajá (Figura 24). Durante a década de 1990 a produção média era de 3.199t, passando para 1.497t na 3º44’12 W, a altitude de 129 metros. O clima do município é caracterizado como quente e úmido, com década de 2000 (IBGE, 2012). média térmica anual de 25,6ºC, umidade relativa de 80% na maior parte no ano, e pluviosidade anual de aproximadamente 2000 mm. A área do município é 10.791,371 km². A população estimada no ano de 2012 é de 44.727 pes- soas. O IDHM do município em 1991 era de 0,587, já em 2000 passou para 0,713 (Figura 25). O maior crescimento registrado foi no IDHM Educação aumentou de 0,586 para 0,742 no mesmo período (Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2000). Figura 24. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Pacajá no período de 1997 a 2011. Fonte: IBGE, 2012. 30 31
  20. 20. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo Figura 25. Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000. Figura 26. Produto Interno Bruto de Uruará (a preços correntes) em 2010. Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Segundo o Antônio C. Araújo, Uruará está em constante progresso merece ênfase na represen- tatividade do desenvolvimento da região, pois conta uma boa estrutura em relação a outros municípios A economia de Uruará está baseada na pecuária, agricultura, serviço público, comércio e indústria fundados ao longo da Transamazônica na década de 1970. madeireira. Com destaque para a pecuária de corte, ressalta-se que em Uruará está 20º maior rebanho Dentre as principais culturas perenes de importância econômica na região estão: a banana que, bovino do Estado do Pará, com 288172. O PIB do município está representado na Figura 26. Observa-se em 2011, alcançou a produção de 31.028t; seguida do cacau com 6.673t e do café com 1896 t (IBGE, que os serviços prestados representam 60% do PIB municipal, enquanto as atividades agropecuárias 2012). representam 27% e a indústria 13% (IBGE, 2010). Segundo o IBGE (2012), a lavoura cacaueira, desde a década de 1990, sempre produziu acima de 2.781t por ano, e atingiu as maiores produções na última década com a média de 4.874t nesse período (Figura 27). 32 33
  21. 21. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo A extensão territorial do município é de 3.089,537 km². A população estimada em 2010 foi de 13.431 pessoas, sendo a densidade demográfica igual a 4,28 hab/km². O IDHM do município é 0,664 (Figura 28). Nota-se que houve evolução desde 1991 até 2000, principalmente na educação que passou do IDHM 0,518 para 0,703 no mesmo período. Figura 27. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Uruará no período de 1997 a 2011. Fonte: IBGE, 2012. Os limites do município de Uruará são: a Norte com Prainha e Medicilândia; a Leste com Medici- lândia e Altamira; a Sul com Altamira e a Oeste com Santarém. Figura 28. Dados de IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação em 1993 e 2000. Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. 3.1.7 Vitória do Xingu O principal pilar da economia vitoriense é o funcionalismo público, além desse pode-se citar a pesca, a agricultura, a pecuária, serviços terceirizados, além do porto da cidade que serve como ponto O processo de formação de Vitória do Xingu iniciou em 1750 através de uma expedição de pa- de entrada e saída de mercadorias e de passageiros para diversos locais dentro e fora do Estado (Geo dres jesuítas, liderada pelo padre Roque Hunderfund. Vitória do Xingu inicialmente era um povoado, e Xingu, 2012). Conforme mostra a Figura 29, o valor adicionado dos serviços corresponde a 62% do PIB em 1911 passou a ser Distrito de Altamira; já em 1965 passou tornou-se Vila; somente em 1991 foi seu do município, enquanto o relativo à agropecuária corresponde a 31% (IBGE, 2010). território foi desmembrado dos municípios de Altamira, Senador José Porfírio e Porto de Moz e elevada a categoria de município através da Lei 5701. O município de Vitória do Xingu,situado na margem direita do rio Tucuruí, está localizado segun- dos as coordenadas geográficas 02º52’48” S e 52º00’36” W. O clima local é caracterizado como quente e úmido, com temperatura média anual de 27ºC, umidade relativa de 80% e precipitações pluviométricas entre 600 e 2000 mm. 34 35
  22. 22. Diagnóstico Setorial Área de abrangência do estudo Figura 29. Produto Interno Bruto de Vitória do Xingu (a preços correntes) em 2010 Figura 30. Produção de cacau (em amêndoa) no município de Vitória do Xingu no período de 1997 a 2011. No setor da agricultura, as principais culturas perenes produzidas no município são: banana, Fonte: IBGE, 2012. cacau e coco-da-baía. No ano de 2011 essas culturas produziram7.800t, 2.392t e 1.500 futos respectiva- mente. O cacau representa a segunda colocação em importância econômica do município. Observa-se As fronteiras de Vitória do Xingu são: norte com o município de Porto de Moz; a leste com os na Figura 30 que a produção de cacau permaneceu ininterrupta desde a década de 1993, com destaque municípios de Senador José Porfírio e Anapu; a Sul com o município de Senador José Porfírio; e a Oeste para a década de 2000. A produção média na década de 1990 foi de 994t, passando para 1.266, 417t nos com os municípios de Altamira e Brasil Novo. últimos 11 anos (IBGE, 2012). 36 37
  23. 23. 4. O estudo e a metodologia utilizada O presente estudo caracteriza-se como diversas metodologias de Diagnóstico Rural Rápi- fortes e fraquezas. As questões levantadas indivi-pesquisa descritiva com abordagem qualiquanti- do, Diagnóstico Rural Participativo (Mead, 1991). O dualmente possibilitam um diagnóstico quanto aotativa. A descritiva é realizada por considerar que preenchimento de cada questionário foi de apro- potencial das cooperativas analisadas.a principal finalidade é o delineamento ou análise ximadamente 20 minutos, aplicados em reuniões Esta pesquisa foi realizada seguindo as se-das características de determinada população ou previamente agendadas com produtores rurais guintes etapas: elaboração do plano de pesquisa,fenômeno, no caso específico, da descrição da si- das cooperativas nas cidades de Anapu, Brasil elaboração dos questionários, aplicação dos ques-tuação de cooperativas de cacauicultores e seus Novo, Medicilândia, Pacajá, Senador José Porfírio, tionários, processamento e análise e apresentaçãocooperados na Transamazônica, sendo utilizado o Uruará, Vitória do Xingu, num total de 9 (nove) co- dos resultados.questionário como instrumento da coleta de da- operativas participantes no processo.dos. A abordagem qualitativa não requer o uso de Além dos questionários, realizaram-se en-métodos e técnicas estatísticas. trevistas com algumas lideranças envolvidas no Visando fazer um levantamento dos coope- processo, onde foi empregado o discurso do sujei-rados sobre sua situação socioeconômica, estrutu- to coletivo, neste método o entrevistador subme-ral, produtiva, comercial, crédito e financiamento, te as entrevistadas a palavras chaves baseadas naestrutura organizacional das cooperativas e acesso construção da análise SWOT ou matriz FOFA, dan-à assistência técnica; por meio de questionários se- do ao entrevistado liberdade para emitir, livremen-miestruturados. Para a elaboração do questionário te, seu ponto de vista sobre a atividade cacaueira ee da metodologia de trabalho foram consultadas o sistema de organização em cooperativas, pontos 38 39
  24. 24. 5. Diagnóstico do setor cooperativistada produção de cacau na região 5.1 Cooperativas de produção convencional 5.1.1 COOPBRAN 5.1.1.1 Socioeconômico A pesquisa mostrou que, em relação ao tempo, na propriedade, 81% dos cooperados analisadosse encontram no lote há mais de 10 anos, 5% entre cinco e 10 anos e 14% até cinco anos. Em relação a saber se sua renda é exclusiva da propriedade, 48% responderam “sim” e 52% res-ponderam “não” e 100% dos cooperados entrevistados sempre atuaram em atividades rurais. Figura 31. Tempo na Propriedade Figura 32. Renda Exclusiva da PropriedadeCOOPBRAN - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil NovoMunicípio: Brasil Novo 40 41
  25. 25. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região Em relação à estrutura populacional das propriedades em média 6,29 pessoas residem no lote sendo que destes 5,05 indivíduos são da própria família do cooperado, 4,81 são envolvidos nas ativida- des de produção e apenas 0,33 é a média de membros residentes que trabalham fora da propriedade demonstrando a fixação destes no meio rural. Figura 34. Profissão Anterior Figura 35. Escolaridade A pesquisa mostrou que, em relação ao tempo, na propriedade, 81% dos cooperados analisados se encontram no lote há mais de 10 anos, 5% entre cinco e 10 anos e 14% até cinco anos. Em relação a saber se sua renda é exclusiva da propriedade, 48% responderam “sim” e 52% res- ponderam “não” e 100% dos cooperados entrevistados sempre atuaram em atividades rurais. Figura 36. Renda Mensal Familiar (Salários Mínimos) Figura 37. Vínculo a Programas Sociais Tabela 1. Configuração de Habitantes das Propriedades Figura 38. Contratação de Mão de Obra COOPBRAN - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil Novo No que tange à contratação de mão de obra, 76% das propriedades terceirizam algum tipo de Município: Brasil Novo tarefa, seja de forma temporária ou permanente e 24% não contratam. 42 43
  26. 26. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 5.1.1.2 Estrutural Figura 41. Forma de Aquisição da Propriedade Noventa por cento dos cooperados indagados afirmaram que a forma de aquisição da proprie- dade foi por meio de compra direta, 5% receberam-na por herança e os 5% restantes foram beneficiados por programa de reforma agrária.Figura 39. Condições da Estrada no Período Não Chuvoso Figura 40. Condições da Estrada no Período Chuvoso No quesito logístico, as condições das estradas foram avaliadas sendo que, no período não chu- voso, 71% das propriedades encontram boas condições de acesso e 29% apresentam condições transi- táveis. Já no período de maior pluviosidade, 53% dos entrevistados relataram condições apenas transi- táveis, 33% condições ruins e apenas 14% citaram boas condições das estradas. Tabela 2. Estrutura Básica COOPBRAN - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil Novo Município: Brasil Novo 44 45
  27. 27. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região Quanto à estrutura básica, 71,43% recebem energia elétrica, 85,71% possuem rádio, 71,43% pos- suem aparelho de TV e 4,76% possuem acesso à internet como meio de comunicação, 71,43% têm gela- 5.1.1.3 Produtivo deira, todos possuem fogão a gás, 90,47% possuem filtro de água, 71,43% têm banheiro em alvenaria e 71,43% possuem parabólica. Figura 42. Atividade Principal Figura 43. Interesse em Novas Atividades No âmbito da produção, 76% dos cooperados têm na cacauicultura sua atividade principal; 19%, a pecuária e 5%, outras atividades agrícolas. Cinquenta e nove por cento destes apresentam interesse em diversificar a produção além das atividades já existentes em suas propriedades. Tabela 3. Estrutura Produtiva Dentre as estruturas produtivas apresentadas, apenas 14,28% possuem cocho, 38,09% possuem barcaça, 4,76% apresentam estufa, 23,91% têm secador, 38,09% possuem armazém e 42,86% possuem balança. COOPBRAN - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil Novo Figura 44. Tipo de Produção Município: Brasil Novo 46 47
  28. 28. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 5.1.1.4 Comercialização Tabela 5. Média de Preços Pagos Tabela 4. Tamanhos Médios de Propriedade, Lavoura de Cacau e Área Produtiva e Produção Anual A totalidade dos entrevistados pratica o método convencional de cultivo da cacauicultura e as Figura 45. Forma de Comercialização propriedades têm em média 69,08 ha. sendo que o tamanho médio da área produtiva cacaueira é de 12,75 ha. e a produção média é de 9,03 toneladas. Figura 46. Satisfação com Preço Pago pelo Atravessador Todos os cooperados da COOPBRAN vendem suas produções para atravessadores, recebendo, em média, R$ 4,24 pelo quilo da amêndoa, sendo importante ressaltar que, em sua integralidade, os entrevistados não se encontram satisfeitos com o valor pago. COOPBRAN - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil Novo Município: Brasil Novo 48 49
  29. 29. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 5.1.1.5 Crédito e Financiamento 5.1.1.6 Organização e Apoio de ATER Quanto ao fomento financeiro da produção ao crédito, 90,48% dos cooperados entrevistados já receberam algum tipo de crédito e 38,10% possuem financiamento em aberto, seja em atraso ou em fase de pagamento. No que tange o acesso ao crédito, 38,10% dos entrevistados relataram dificuldades para tal, sen- do a burocracia o motivo mais recorrentemente citado e 76,19% apresentam interesse em adquirir novo financiamento. O Banco da Amazônia tem sido a principal instituição a financiar os produtores cooperados da COOPBRAN seguida pelo Banco do Brasil. Tabela 8. Cargo na Cooperativa e Nível de Figura 47. Motivação de Entrada na Cooperativa Satisfação com a Cooperativa Quanto à estrutura organizacional, 19,05% dos cooperados pesquisados ocupam algum cargo na cooperativa. 42,86% dos entrevistados declaram não estarem satisfeitos com o andamento das ati- vidades da cooperativa. Sessenta e dois por cento dos entrevistados foram motivados pela necessidade de acesso ao Tabela 6. Percentual de Acesso a Crédito e Financiamento Tabela 7. Instituição de Crédito crédito ao se associarem à cooperativa, 19% citaram acesso ao mercado como motivação e 19% devido à busca por maior visibilidade e organização do setor produtivo. COOPBRAN - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil Novo Município: Brasil Novo 50 51
  30. 30. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 5.1.1.7 Matriz F.O.F.A. Fortalezas Fraquezas A cooperativa possui sede própria A maior parte dos sócios se encontra de- com escritório e espaçoso galpão possibilitando sestimulados; estrutura comercial; A cooperativa se encontra descapitalizada Existe um grupo de cooperados que vêm e sem capital de giro; realizando ações de reaglutinação dos sócios inte- A cooperativa não possui estrutura para a ressados na retomada das atividades comerciais; logística produtiva como veículos de transporte Figura 48. Apoio de ATER Os cooperados possuem relevante volume para produção; de produção de cacau; Deficiência de estrutura produtiva básica A falta de apoio de assistência técnica e extensão rural foi declarada pela grande maioria dos A cooperativa já exerceu movimento de co- nas propriedades como cochos, estufas, armazéns entrevistados (72%). A CEPLAC é a única forma de ATER recebida por 14% e a EMATER conjuntamente mercialização conjunta possuindo assim experiên- e balanças. com a CEPLAC foi citada pelos outros 14% de produtores. cia prévia de forma coletiva. Oportunidades Ameaças Apesar de os produtores receberem valores A produção de cacau convencional, ainda insatisfatórios, atualmente, o mercado está aque- que com melhor qualidade, não encontra merca- cido podendo haver uma melhor negociação de do diferenciado na região, isto é, está subjulgado valores, de vez que a venda seja feita de forma co- à venda para atravessadores que pagam preços in- letiva, favorecendo a maior escala de comercializa- satisfatórios pelo produto; ção e permitindo redução de custos com logística. Falta de assistência técnica; Boa parte das propriedades produtoras se encontra em áreas com precárias estradas e vici- nais. COOPERSAME - Cooperativa Mista Regional dos Minis, Pequenos e Médios Produtores de Brasil Novo Município: Brasil Novo 52 53
  31. 31. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 5.1.2 COOPERSAME 5.2.2.1 Socioeconômico Figura 51. Profissão Anterior Figura 52. Escolaridade 91% dos entrevistados na COOPERSAME não tem outra vivência profissional, trabalhando unica- mente no meio rural. Figura 49. Tempo na Propriedade Figura 50. Renda Exclusiva da Propriedade Os produtores vinculados a COOPERSAME, possuem alto grau de fixação em suas propriedade, 100% dos entrevistados estão a mais de 10 anos em suas propriedades. Quando questionados sobre a formação da renda familiar, 55% dos entrevistados afirmaram ser Tabela 9. Configuração de Habitantes das Propriedades gerada exclusivamente pela propriedade. O grau de escolaridade na COOPERSAME é predominantemente baixo, 82% dos entrevistados tem somente o ensino fundamental incompleto. COOPERSAME - Cooperativa Mista Regional de Agricultores de Medicilândia. Município: Medicilândia. 54 55
  32. 32. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 100% contrata mão-de-obra, na forma de temporários, contratados informalmente. Esses contra- tos em sua maioria são estritamente para o período de safra. 5.1.2.2 Estrutural Figura 53. Renda Mensal Familiar (Salários Mínimos) Figura 54. Vínculo a Programas Sociais 82% dos entrevistados possui renda de até 3 salários mínimos, empatados em 9% produtores com renda de 4 à 8 e mais de 8 salários mínimos. 36% dos entrevistados são beneficiados por programas sociais do governo e 64% não se benefi- ciam desse complemento de renda. Figura 56. Condições da Estrada Figura 57. Condições da Estrada no Período Não Chuvoso no Período Chuvoso Para a maioria dos entrevistados, 82% dizem que as estradas no período não chuvoso é transitá- vel. No período chuvoso os mesmos 82% manifestam-se quanto as péssimas condições de tráfego, clas- sificando a estrada como ruim. Figura 55. Contratação de Mão de Obra COOPERSAME - Cooperativa Mista Regional de Agricultores de Medicilândia. Município: Medicilândia. 56 57
  33. 33. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região 5.1.2.3 Produtivo Figura 58. Forma de Aquisição da Propriedade Sobre a forma de aquisição da propriedade, 73% informou ter sido através de compra, 9% recebeu a propriedade através de herança, 9% foi beneficiado por reforma agrária. Figura 59. Atividade Principal Figura 60. Interesse em Novas Atividades Para 91% dos entrevistados na COOPERSAME o cacau é a principal atividade produtiva, seguida pela pecuária com 9%. A maioria dos entrevistados, 64% têm interesse em implantar uma nova atividade produtiva. Tabela 10. Estrutura Básica Tabela 11. Estrutura Produtiva COOPERSAME - Cooperativa Mista Regional de Agricultores de Medicilândia. Município: Medicilândia. 58 59
  34. 34. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região A totalidade dos entrevistados comercializa sua produção para atravessadores. Figura 63. Satisfação com Preço Pago pelo Atravessador Figura 61. Tipo de Produção Tabela 12. Tamanhos Médios de Propriedade, Lavoura de Cacau e Área Produtiva e Produção Anual 100% dos entrevistados na COOPERSAME está insatisfeito com o preço praticado pelos atravessa- dores Os entrevistados na Coopersame utilizam a forma convencional de produção de cacau em sua totalidade. 5.1.2.5 Crédito e Financiamento 5.1.2.4 Comercialização Tabela 14. Percentual de Acesso a Crédito e Financiamento Figura 62. Forma de Comercialização Tabela 13. Média de Preços Pagos COOPERSAME - Cooperativa Mista Regional de Agricultores de Medicilândia. Município: Medicilândia. 60 61
  35. 35. Diagnóstico Setorial Produção de cacau na região Quando questionados sobre acesso a crédito e financiamento, 100% dos entrevistados informa- Quando questionados sobre a motivação para integrar a cooperativa, as motivações foram bem ram ter acesso a financiamento, desses, 72,73% possuem financiamento em aberto, mesmo com acesso distribuídas com frequências bem próximas, 37% busca acesso ao mercado, 36% acesso ao crédito e 27% a crédito os produtores relataram ter dificuldades para obtê-lo e 100% tem interesse em acessar novos busca visibilidade e organização. financiamentos. Tabela 15. Instituição de Crédito O BASA é a principal instituição de acesso ao crédito, com 81,82% dos atendimentos. Figura 65. Apoio de ATER 5.1.2.6 Organização e Apoio de ATER Quando questionados sobre apoio de assistência técnica, verificou-se uma alta frequência de não atendidos, como nas demais cooperativas pesquisadas. 70% não recebe assistência técnica, 10% são atendidos pela CEPLAC, 10% INCRA e 10% IPAM. Tabela 16. Cargo na Cooperativa e Nível Figura 64. Motivação de Entrada na Cooperativa de Satisfação com a Cooperativa COOPERSAME - Cooperativa Mista Regional de Agricultores de Medicilândia. Município: Medicilândia. 62 63

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