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CURSO: EDUCAÇÃO ESPECIAL
E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
www.imec-edu.com.br
AULA 3
Quem é o professor numa escola inclusiva?
Professor inclusivo é aquele que prepara a sala de aula para alunos
especiais, oferecendo espaço para locomoção, integrando o aluno ao
convívio e relacionamento com outros alunos que não possuam
deficiência.
É preciso que as escolas tenham condições de atuarem no cuidado de
ensinar crianças e jovens especiais, com professores preparados e uma
estrutura completa e que traga segurança e liberdade a esses alunos, que
só querem e precisam ser queridos, respeitados e terem o direito de
aprenderem como qualquer pessoa.
Além disso, os professores devem estar preparados para vencerem suas
próprias limitações, preconceitos e crenças, se abrindo ao novo e se
permitindo conhecer melhor a vida e as dificuldades dos alunos especiais,
podendo auxiliá-los além da sala de aula e se tornando um influenciador
em suas vidas e tornando a sala em uma área 100% inclusiva.
Alunos especiais podem ter vários tipos de dificuldades, e sem dúvida
o maior desafio é quando essa dificuldade é intelectual, ou seja, a
criança não consegue aprender com a mesma facilidade e rapidez do
que seus colegas de classe.
É neste momento que o professor é mais do que fundamental, pois
deverá ter paciência e respeito pelo aluno e incentivá-lo a aprender e
continuar neste processo, não o deixando desistir e tendo o cuidado
de repetir quantas vezes for necessária a lição até ele aprender e fazer
junto com ele as lições até ele conseguir mobilidade sozinho.
Seja um professor que respeita o ritmo
de aprendizagem de cada aluno
Foco nas competências dos alunos,
e não em suas limitações
Para conhecer seus alunos, suas competências, suas necessidades
educacionais específicas e possíveis formas de aprendizagem, o
professor precisa de tempo. Reconhecer que cada aluno pertence ao
grupo dependerá da comunicação e da interação eficaz entre
professor-aluno, aluno-aluno, assim como da observação constante
durante todo o processo de aprendizagem.
Quando conhecemos as características de determinadas deficiências
reconhecemos suas restrições. Muitas vezes, identificar as limitações
pode ter um efeito paralisante. Por outro lado, se identificamos as
competências, encontramos alternativas de ensino e condições
favoráveis à participação nas aulas e à aprendizagem.
Inclusão do aluno especial nas
atividades da turma
As limitações físicas ou psicológicas são vistas por muitos como
empecilho para se praticar certas atividades. Porém, a tarefa do
professor é fazer com que os alunos com necessidades especiais se
sintam incluídos na turma.
É necessário flexibilizar o modo de ensino buscando otimizar o
aprendizado de acordo com a necessidade de cada aluno,
considerando suas características e dificuldades.
Portanto, o papel do professor na Educação Inclusiva vai muito além
dos ensinamentos. É preciso explorar o lado humano, solidário e a
sua capacidade profissional. Nesse sentido, o professor tem um papel
importante de mediação entre aprendizado, socialização dos alunos e
no respeito às diferenças.
Desafios da inclusão devem ser debatidos
por toda a equipe
A formação e a aquisição de conhecimentos sobre a educação
inclusiva são imprescindíveis para fundamentar a prática pedagógica
dos professores. A formação continuada possibilita ao professor a
atualização e a transformação de sua prática profissional. O acesso
ao conhecimento e o exercício da reflexão permitem a
ressignificação dos princípios e a possibilidade de mudar os
paradigmas já construídos.
Quando as escolas disponibilizam espaços de integração dos
professores – para que possam manifestar suas necessidades -, elas
cumprem sua função na Educação inclusiva. A equipe gestora, que
respeita as necessidades dos docentes, poderá organizar reuniões
com temas para estudo e pesquisa para a formação continuada dos
educadores.
O perfil de professores na educação inclusiva
A educação especial e inclusiva exige que os professores
transformem sua maneira de pensar e ver o mundo. Como educador,
é necessário observar as limitações dos alunos especiais e aprimorar
seu método de ensino.
Nesse sentido, o professor de Educação Especial precisa ter um perfil
motivador e que consiga ampliar a curiosidade do aluno em busca de
novos conhecimentos. Também é preciso ter o senso crítico de
reconhecer o que está dando certo e repensar o que está falhando.
Nesse sentido, é preciso ter um perfil muito versátil e desafiador, que
busque dar o melhor de si no intuito de extrair o melhor de seus
alunos.
Formação inicial e continuada conectadas ao
cotidiano escolar
Estamos vivendo um momento de ajustar as necessidades dos
profissionais da educação às necessidades dos alunos. Para isso,
direcionemos agora os nossos esforços na atuação dos gestores, no
aproveitamento dos recursos, na reorganização dos sistemas de
ensino para que seja possível guiar o professor, como propulsor que
é; apoiá-lo a não esperar esquemas pré-definidos; acompanhá-lo na
construção dos saberes – para que possa, com autonomia, efetivar a
sala de aula inclusiva e tornar-se sujeito da aprendizagem e de sua
atuação profissional.
Na perspectiva da inclusão escolar, o professor da Educação
Especial não é mais um especialista em uma área específica,
suas atividades desenvolvem-se, preferencialmente, nas
escolas comuns, cabendo-lhes, no atendimento educacional
especializado aos alunos, público-alvo da educação especial,
as seguintes atribuições:
a) identificar, elaborar,
produzir e organizar serviços,
recursos pedagógicos, de
acessibilidade e estratégias,
considerando as
necessidades específicas dos
alunos de forma a construir
um plano de atuação para
eliminá-las.
b) Reconhecer as necessidades e habilidades do aluno. Ao
identificar certas necessidades do aluno, o professor de AEE
reconhece também as suas habilidades e, a partir de ambas, traça o
seu plano de atendimento. Se ele identifica necessidade de
comunicação alternativa para o aluno, indica recursos como a
prancha de comunicação, por exemplo; se observa que o aluno
movimenta a cabeça, consegue apontar com o dedo, pisca, essas
habilidades são consideradas por ele para a seleção e organização
de recursos educacionais e de acessibilidade.
c) Produzir materiais tais como textos transcritos, materiais didático-
pedagógicos adequados, textos ampliados, gravados, como,
também, poderá indicar a utilização de softwares e outros recursos
tecnológicos disponíveis.
d) Elaborar e executar o plano de AEE, avaliando a funcionalidade e a
aplicabilidade dos recursos educacionais e de acessibilidade. Na
execução do plano de AEE, o professor terá condições de saber se o
recurso de acessibilidade proposto promove participação do aluno
nas atividades escolares. O plano, portanto, deverá ser
constantemente revisado e atualizado, buscando-se sempre o
melhor para o aluno e considerando que cada um deve ser atendido
em suas particularidades.
Sobre o processo de inclusão educacional devemos:
a) rever a expectativa que existe em relação à aprendizagem do
aluno (a questão da expectativa em relação ao aluno deficiente ou
não é imprescindível no processo educacional, esse aspecto faz
ressonância a questão das profecias auto-realizadoras pesquisados
sobretudo ao longo da década de 80);
b) é indispensável a preparação de todos os profissionais
envolvidos no processo de inclusão escolar (um dos grandes
desafios é a “pedagogia do amor” pois estamos falando do
desenvolvimento de um trabalho profissional e a questão afetiva é
indispensável em qualquer ação profissional porém não deve
substituir os conhecimentos técnicos e didáticos do processo
educacional);
c) Preparação e suporte emocional para todos os envolvidos
(inúmeros autores, dentre eles podemos citar Ligia A do Amaral
que discutem o custo emocional presente na relação junto a pessoa
com deficiência, além das discussões existentes sobre o desgaste
oriundo de profissionais que trabalham com outros seres
humanos);
d) reconhecer os pais como “consultores especialistas” no cuidado
de seus filhos;
e) necessidade professor de apoio em sala de aula;
f) dar ênfase a educação cooperativa;
g) uma das soluções comumente encontrada é o auto-treinamento;
h) manter as mesmas oportunidades de aprendizagem;
i) preparar os estudantes para se tornarem adultos produtivos como
membros de suas comunidades;
j) Incluir uma criança com necessidades especiais não é deixá-la em
classes especiais e só levá-la para a classe regular na hora dos
assuntos não acadêmicos;
k) Incluir não significa deixar o estudante com necessidades
especiais numa sala de aula sem suporte adequado;
l) Conduzir o processo de inclusão na escola porque as pesquisas
mostram que os benefícios são amplos; amizades se desenvolvem,
estudantes sem deficiência aprendem a apreciar as diferenças e
aqueles com deficiência se tornam mais motivados.
Modalidades de atendimento especializado para alunos
com necessidades educacionais especiais incluídos em
turmas comuns:
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O perfil do professor inclusivo

  • 1. CURSO: EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA www.imec-edu.com.br AULA 3
  • 2. Quem é o professor numa escola inclusiva? Professor inclusivo é aquele que prepara a sala de aula para alunos especiais, oferecendo espaço para locomoção, integrando o aluno ao convívio e relacionamento com outros alunos que não possuam deficiência. É preciso que as escolas tenham condições de atuarem no cuidado de ensinar crianças e jovens especiais, com professores preparados e uma estrutura completa e que traga segurança e liberdade a esses alunos, que só querem e precisam ser queridos, respeitados e terem o direito de aprenderem como qualquer pessoa. Além disso, os professores devem estar preparados para vencerem suas próprias limitações, preconceitos e crenças, se abrindo ao novo e se permitindo conhecer melhor a vida e as dificuldades dos alunos especiais, podendo auxiliá-los além da sala de aula e se tornando um influenciador em suas vidas e tornando a sala em uma área 100% inclusiva.
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  • 6. Alunos especiais podem ter vários tipos de dificuldades, e sem dúvida o maior desafio é quando essa dificuldade é intelectual, ou seja, a criança não consegue aprender com a mesma facilidade e rapidez do que seus colegas de classe. É neste momento que o professor é mais do que fundamental, pois deverá ter paciência e respeito pelo aluno e incentivá-lo a aprender e continuar neste processo, não o deixando desistir e tendo o cuidado de repetir quantas vezes for necessária a lição até ele aprender e fazer junto com ele as lições até ele conseguir mobilidade sozinho. Seja um professor que respeita o ritmo de aprendizagem de cada aluno
  • 7. Foco nas competências dos alunos, e não em suas limitações Para conhecer seus alunos, suas competências, suas necessidades educacionais específicas e possíveis formas de aprendizagem, o professor precisa de tempo. Reconhecer que cada aluno pertence ao grupo dependerá da comunicação e da interação eficaz entre professor-aluno, aluno-aluno, assim como da observação constante durante todo o processo de aprendizagem. Quando conhecemos as características de determinadas deficiências reconhecemos suas restrições. Muitas vezes, identificar as limitações pode ter um efeito paralisante. Por outro lado, se identificamos as competências, encontramos alternativas de ensino e condições favoráveis à participação nas aulas e à aprendizagem.
  • 8. Inclusão do aluno especial nas atividades da turma As limitações físicas ou psicológicas são vistas por muitos como empecilho para se praticar certas atividades. Porém, a tarefa do professor é fazer com que os alunos com necessidades especiais se sintam incluídos na turma. É necessário flexibilizar o modo de ensino buscando otimizar o aprendizado de acordo com a necessidade de cada aluno, considerando suas características e dificuldades. Portanto, o papel do professor na Educação Inclusiva vai muito além dos ensinamentos. É preciso explorar o lado humano, solidário e a sua capacidade profissional. Nesse sentido, o professor tem um papel importante de mediação entre aprendizado, socialização dos alunos e no respeito às diferenças.
  • 9. Desafios da inclusão devem ser debatidos por toda a equipe A formação e a aquisição de conhecimentos sobre a educação inclusiva são imprescindíveis para fundamentar a prática pedagógica dos professores. A formação continuada possibilita ao professor a atualização e a transformação de sua prática profissional. O acesso ao conhecimento e o exercício da reflexão permitem a ressignificação dos princípios e a possibilidade de mudar os paradigmas já construídos. Quando as escolas disponibilizam espaços de integração dos professores – para que possam manifestar suas necessidades -, elas cumprem sua função na Educação inclusiva. A equipe gestora, que respeita as necessidades dos docentes, poderá organizar reuniões com temas para estudo e pesquisa para a formação continuada dos educadores.
  • 10. O perfil de professores na educação inclusiva A educação especial e inclusiva exige que os professores transformem sua maneira de pensar e ver o mundo. Como educador, é necessário observar as limitações dos alunos especiais e aprimorar seu método de ensino. Nesse sentido, o professor de Educação Especial precisa ter um perfil motivador e que consiga ampliar a curiosidade do aluno em busca de novos conhecimentos. Também é preciso ter o senso crítico de reconhecer o que está dando certo e repensar o que está falhando. Nesse sentido, é preciso ter um perfil muito versátil e desafiador, que busque dar o melhor de si no intuito de extrair o melhor de seus alunos.
  • 11. Formação inicial e continuada conectadas ao cotidiano escolar Estamos vivendo um momento de ajustar as necessidades dos profissionais da educação às necessidades dos alunos. Para isso, direcionemos agora os nossos esforços na atuação dos gestores, no aproveitamento dos recursos, na reorganização dos sistemas de ensino para que seja possível guiar o professor, como propulsor que é; apoiá-lo a não esperar esquemas pré-definidos; acompanhá-lo na construção dos saberes – para que possa, com autonomia, efetivar a sala de aula inclusiva e tornar-se sujeito da aprendizagem e de sua atuação profissional.
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  • 13. Na perspectiva da inclusão escolar, o professor da Educação Especial não é mais um especialista em uma área específica, suas atividades desenvolvem-se, preferencialmente, nas escolas comuns, cabendo-lhes, no atendimento educacional especializado aos alunos, público-alvo da educação especial, as seguintes atribuições: a) identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos de forma a construir um plano de atuação para eliminá-las.
  • 14. b) Reconhecer as necessidades e habilidades do aluno. Ao identificar certas necessidades do aluno, o professor de AEE reconhece também as suas habilidades e, a partir de ambas, traça o seu plano de atendimento. Se ele identifica necessidade de comunicação alternativa para o aluno, indica recursos como a prancha de comunicação, por exemplo; se observa que o aluno movimenta a cabeça, consegue apontar com o dedo, pisca, essas habilidades são consideradas por ele para a seleção e organização de recursos educacionais e de acessibilidade.
  • 15. c) Produzir materiais tais como textos transcritos, materiais didático- pedagógicos adequados, textos ampliados, gravados, como, também, poderá indicar a utilização de softwares e outros recursos tecnológicos disponíveis. d) Elaborar e executar o plano de AEE, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos educacionais e de acessibilidade. Na execução do plano de AEE, o professor terá condições de saber se o recurso de acessibilidade proposto promove participação do aluno nas atividades escolares. O plano, portanto, deverá ser constantemente revisado e atualizado, buscando-se sempre o melhor para o aluno e considerando que cada um deve ser atendido em suas particularidades.
  • 16. Sobre o processo de inclusão educacional devemos: a) rever a expectativa que existe em relação à aprendizagem do aluno (a questão da expectativa em relação ao aluno deficiente ou não é imprescindível no processo educacional, esse aspecto faz ressonância a questão das profecias auto-realizadoras pesquisados sobretudo ao longo da década de 80); b) é indispensável a preparação de todos os profissionais envolvidos no processo de inclusão escolar (um dos grandes desafios é a “pedagogia do amor” pois estamos falando do desenvolvimento de um trabalho profissional e a questão afetiva é indispensável em qualquer ação profissional porém não deve substituir os conhecimentos técnicos e didáticos do processo educacional);
  • 17. c) Preparação e suporte emocional para todos os envolvidos (inúmeros autores, dentre eles podemos citar Ligia A do Amaral que discutem o custo emocional presente na relação junto a pessoa com deficiência, além das discussões existentes sobre o desgaste oriundo de profissionais que trabalham com outros seres humanos); d) reconhecer os pais como “consultores especialistas” no cuidado de seus filhos; e) necessidade professor de apoio em sala de aula; f) dar ênfase a educação cooperativa; g) uma das soluções comumente encontrada é o auto-treinamento;
  • 18. h) manter as mesmas oportunidades de aprendizagem; i) preparar os estudantes para se tornarem adultos produtivos como membros de suas comunidades; j) Incluir uma criança com necessidades especiais não é deixá-la em classes especiais e só levá-la para a classe regular na hora dos assuntos não acadêmicos; k) Incluir não significa deixar o estudante com necessidades especiais numa sala de aula sem suporte adequado; l) Conduzir o processo de inclusão na escola porque as pesquisas mostram que os benefícios são amplos; amizades se desenvolvem, estudantes sem deficiência aprendem a apreciar as diferenças e aqueles com deficiência se tornam mais motivados.
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  • 29. Modalidades de atendimento especializado para alunos com necessidades educacionais especiais incluídos em turmas comuns: • sala de recursos multifuncional • professor itinerante • intérprete de Libras • mediador de aprendizagem • ensino colaborativo