A Semeadura de uma Religião: OS ORIXÁS
Regentes da Natureza.
Milagres e fenômenos são as chaves de toda semeadura religios...
Para um sacerdote dos Orixás na Nigéria, provavelmente é uma heresia oferendar Ogum em um cemitério. Mas nós só oferendamo...
Algumas religiões atuais atribuem a si o domínio da verdade, e é pura perda de tempo argumentar que o tempo todo Deusa tem...
Os tronos são a classe de divindades que estão mais próximas de nós porque são responsáveis pela natureza como um todo e q...
Comecemos por conhecer os orixás a partir de seus fatores originais:
Oxalá – fator magnetizador
Oya – fator cristalizador
...
Ele tem na sua função sacerdotal o dever de transmitir para as pessoas que procuram uma mensagem direcionadoras dela; esta...
Ele tem na sua função sacerdotal o dever de transmitir para as pessoas que procuram uma mensagem direcionadoras dela; esta...
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A semeadura de uma religião

  1. 1. A Semeadura de uma Religião: OS ORIXÁS Regentes da Natureza. Milagres e fenômenos são as chaves de toda semeadura religiosa e com a Umbanda não seria diferente, pois eles acontecem a todo instante por todo o Brasil e surpreendem os descrentes, os ateus, os zombeteiros e até... os fiéis Umbandistas, já acostumados a eles nos seus trabalhos rituais. Saibam que, em se tratando de coisas divinas, os milagres e os fenômenos são coisas comuns e acontecem em todas as religiões, pois só assim o senso comum cede lugar à fé e permite que toda uma vida desregrada seja reordenada e colocada na senda luminosa da evolução espiritual e consciencial. Neste aspecto a Umbanda tem sido destacada, pois os milagres de alguns médiuns e os fenômenos realizados pelos mentores espirituais provam a todos que por trás do visível (matéria) está o invisível (Deus). E se fôssemos listar os prodígios e fenômenos, nunca terminaríamos porque estão se renovando a todo instante em lugares distantes, e sem qualquer ligação material entre si. Mas se assim é, é porque assim acontece com todas as semeaduras religiosas. Algumas pessoas mais afoitas endeusam quem realiza “milagres e não entendem que o correto seria meditarem no porquê deles estarem acontecendo. Não percebem que os prodígios visam dar provas concretas dos mistério ocultos regidos pelos sagrados Orixás e que estes visam fornecer meios mais acessíveis para a propagação da religião Umbandista. A Umbanda ainda é muito recente para prescindir dos prodígios e dos fenômenos. E nós esperamos que nunca os dispense pois as pessoas mais descrentes ou arredias só se convencem da existência dos poderes divinos quando se deparam com os prodígios realizados pelos médiuns. Aí sim deixam de lado o senso comum, despertam para a fé e dedicam parte do tempo à religião. A Umbanda é nova e talvez daqui a uns três séculos os seus dirigentes se reunam e , tendo muitas idealizações sobre suas mesas, optem por uma que mais fale aos corações dos Umbandistas de então. Mas não esqueçam que, se os primeiros cristãos são vistos como exemplo a ser cultivado no campo religioso do Cristianismo pelo seu desprendimento, fé inabalável e tenacidade na defesa da religião que adotaram, vocês, os Umbandistas de hoje, serão vistos, no futuro, pela forma que se portarem diante das dificuldades que esta nova religião está sofrendo, já que ela é combatida pelas mais velhas com todas as armas, recursos e truculências que têm à disposição. Afinal, os romanos tinham o circo onde atiravam os cristãos de então aos leões. Os neo-cristãos de hoje têm à sua disposição a televisão, onde atiram os Umbandistas às hienas mercadoras da fé em Jesus Cristo. Tenham consciência do momento atual de sua religião e portem-se à altura do que de vocês esperam os sagrados Orixás, já renovados no Ritual de Umbanda Sagrada. E, creiam, daqui a alguns séculos as hienas terão se calado, pois terão encontrado a resposta de Deus a seus desafios. Mas até que isso aconteça, fortaleçam sua fé no amor aos sagrados Orixás, pois eles são as divindades regentes desse nosso abençoado planeta. E se são chamados de “encantados” é porque encantam quem a eles se consagram e não se deixam abater pelas críticas sofridas, pelas zombarias assacadas ou pela falta de uma literatura Umbandista mais incisiva para o momento atual e mais esclarecedora acerca dos mistérios divinos que são os Orixás. Correspondam ao momento atual de sua religião e, no futuro, quando todos rezarem por uma mesma cartilha, aí se realizarão e dirão: “Meus amados Orixás, valeu a pena minha tenacidade, resignação, humildade, amor e fé, pois minha religião prosperou entre os homens!” Saravá, os Orixás! Saravá, irmãos em Oxalá! (Extraído de “O Código de Umbanda”, adaptado por Rodrigo Queiróz). O que é Orixá? Orixá é um poder divino em si mesmo e realiza-se na vida dos seus cultuadores como uma energia viva e divina capaz de realizar ações abrangentes, modificadoras da vida do ser. Orixá é o poder de Deus manifestado de forma “personificada” em que um ente de natureza divina irradia continuamente esse poder que concentra em si e doa graciosamente a todos que, movidos pela fé, a ele recorrer religiosamente por meio de cantos e orações. Já quem recorrer magisticamente a eles, aí é preciso outros procedimentos para ativação do seu poder realizador. Muitos são os poderes de Deus e muitos são os Orixás cultuados na Umbanda. Diferente do Candomblé Nagô, onde o sobrenome é designador da qualidade do Orixá, na Umbanda cada sobrenome simbólico indica uma entidade em si com sua hierarquia espiritual a manifestá-lo e trabalhar incorporado durante as giras ou sessões de incorporação. Ogum é o Orixá maior. Já Ogum Megê é o “Ogum dos Cemitérios”. Ogum para todos, Ogum Megê para os trabalhos espirituais no terreiro ou no cemitério.
  2. 2. Para um sacerdote dos Orixás na Nigéria, provavelmente é uma heresia oferendar Ogum em um cemitério. Mas nós só oferendamos Ogum Megê no cemitério, pois, para nós, ele é o ordenador ético e moral dos procedimentos nos domínios de Obaluaiê e Omulu, os donos do “Campo Santo”. Logo, se é nesse campo que essa entidade atua, é nele que deve ser firmado, oferendado e invocado magisticamente. Esses procedimentos não fomos nós, os encarnados, que determinamos. Quem os ensinou e ordenou que assim procedêssemos foi a espiritualidade que, aos se manifestar em seus médiuns, indicava como deviam proceder. Pouco a pouco, todo um novo conhecimento e uma nova forma de cultuar e ativar os poderes dos Orixás nos foram sendo transmitidos até que chegamos a um ponto em que precisamos limitar um pouco as muitas possibilidades colocadas à nossa disposição pelos guias espirituais. Isto é Orixá na Umbanda: uma força e um poder colocados à nossa disposição de uma forma diferente da já tradicional na Nigéria. Como a Umbanda nasceu no Brasil e foi pensada no plano espiritual por mentes evoluidíssimas, um novo modo e uma nova forma foram tomando corpo e resultaram em uma nova religião. Tal como o Cristianismo fez com o Velho Testamento: reescreveu-o no Novo Testamento e está aí, há dois mil anos acolhendo e sustentando religiosamente os seus seguidores. Orixá é poder divino e pode ser adaptado a vários modos e formas de culto e de magia. Orixá gera religiões e magias porque é poder fundamentado em Olorum, o nosso Divino Criador. Não tenham dúvidas, se for preciso, eles criam novas formas de culto e novos modos de ativá-los religiosa e magisticamente. Quando e onde for necessário, lá surgirão uma forma e um modo específicos onde seus fundamentos divinos, os naturais, os espirituais e os magísticos estarão preservados e intactos porque são divinos, são sagrados e são parte deles. Na verdade, os seus fundamentos são imutáveis porque são suas essências e suas qualidades religiosas e magísticas. Concluindo, Orixás é poder divino colocado à nossa disposição e alcance para recorrermos quando criam-nos ou criamo-nos dificuldades que paralisam nossa evolução espiritual ou material. Ou ambas! Texto extraído do livro “Os Arquétipos da Umbanda - As hierarquias espirituais dos Orixás” de Rubens Saraceni - Editora Madras. Pai Rubens Saraceni. Os Tronos de Deus Deus é em si o todo! Mas o todo é formado por muitas partes. Cada parte é um aspecto da criação e Deus está em todas elas ao mesmo tempo porque é Onipresente. A onipresença de Deus é incontestada e todas as religiões organizadas a têm como dogma. O Panteísmo tem sua origem nesse fato, verdadeiro, e fundamenta sua crença de que, se Deus é onipresente e está em tudo e todos ao mesmo tempo, então pode-se cultuá-Lo por meio daquela com que melhor se afinizar. Isso é verdadeiro, ainda que nunca devamos nos esquecer de que uma parte não é o todo e sim só uma de suas partes. Um “deus” do fogo não é Deus mas uma forma de cultuá-Lo por meio de uma de suas partes, que é o elemento Fogo. Um “deus” da água... é uma de suas partes, que é o elemento Àgua. Um “deus” da terra... é uma de suas partes, que é o elemento Terra. Um “deus” do ar... é uma de suas partes, que é o elemento Ar. Um “deus” dos minerais... é uma de suas partes, que é o elemento Mineral. Um “deus” dos vegetais... é uma de suas partes, que são os Vegetais. Um “deus” dos cristais... é uma de suas partes, que são os Cristais. Um “deus” do tempo... é uma de suas partes, que é o Tempo. Um “deus” dos animais; dos répteis; das aves; das montanhas; dos mares; dos rios; dos lagos; das cachoeiras; dos cemitérios; da chuva; dos ventos; do sol; dos raios; etc. etc. e etc., não são Deus e sim algumas de suas muitas partes. Deus, nosso Divino Criador, é em si tudo e todos e está em tudo e é o princípio de tudo, e todos prevêm Dele. Já não se questiona a Unidade e o Princípio, no entanto todos reconhecem que há uma miriáde de seres divinos espalhados pela criação e que ou são os regentes de uma de suas partes ou são guardiões dos seus mistérios sagrados. Ninguém duvida da existência dos Anjos, pois estão descritos na Bíblia, assim como os Tronos, os Arcanjos, os Serafins, etc. Ninguém duvida das existência dos Devas porque estão descritos nos livros sagrados hinduístas. Ninguém duvida da existência dos Orixás porque estão descritos nos livros sagrados e na tradição oral nigeriana. E assim com todas as atuais religiões! Mas muitos duvidam da existência das cosmogonias antigas, tais como a egípcia, grega, babilônica ou caldéia, nórdica, caucasiana; mongólica; romana; cartaginesa; havaiana, polinésia; indígenas americanas (índios americanos e canadenses, astecas, maias, incas, índios tupis-guaranis), africanas em geral (muitas), etc.
  3. 3. Algumas religiões atuais atribuem a si o domínio da verdade, e é pura perda de tempo argumentar que o tempo todo Deusa tem amparado a todos por meio de suas muitas divindades, não importando para Ele como isso vem acontecendo no decorrer dos tempos e das muitas culturas e religiões já desaparecidas. Muitos denominam as religiões e culturas antigas de atrasadas, arcaicas, pagãs, selvagens, primitivas, etc., e nomeiam-se evoluídos, salvos, eleitos, privilegiados, escolhidos, etc. Tudo nesse campo, tão concreto e tão abstrato ao mesmo tempo, obedece aos que estão comandando a humanidade e não adianta discutir quem está certo ou errado, mas devemos discutir o que nos influencia realmente e quem conduz a nós e à nossa evolução a partire do lado invisível da criação e como podemos acessá-Lo e direcionar Seus poderes em nosso auxílio e benefício. Já comentamos os Tronos de Deus em vários dos nossos livros e os temos descrito como a classe de divindades sustentadoras da criação e da evolução dos seres. Aqui, porque se trata de um livro que comenta e descreve a magia simbólica, nós os comentaremos a partir de suas funções originais na criação para que, após entendê-los, compreendam a magia riscada simbólica e sagrada. Comecemos por assim descrevê-los: Os Tronos são seres divinos assentados nos muitos níveis vibratórios da criação e têm como funções divinas dar sustentação aos meios amparar os seres nos seus muitos estágios evolutivos. Existem Tronos para todas as funções divinas sustentadoras dos meios e dos seres. Logo, os Tronos exercem funções e os nomeamos por elas. O homem que constrói casa é um construtor. Só que para construir uma casa seu construtor precisa ter uma equipe de profissionais especializados, tais como o pedreiro, o carpinteiro, o serralheiro, o eletricista, o encanador, o pintor, etc., e cada um deles tem seus auxiliares, especializados ou não. Cada um desses profissionais contribui com sua parcela de trabalho para que uma casa esteja pronta para ser habitada. Com os Tronos acontece a mesma coisa e o Trono Construtor dos meios destinados aos seres é uma emanação onisciente, onipotente e oniquerente de Deus. Um Trono é um poder. Logo, Trono e poder são sinônimos. O Trono Cosntrutor é uma manifestação de Deus e o temos como responsável pela construção dos meios nos quais os seres vivem e evoluem continuamente. Pai Rubens Saraceni. Orixás Os tronos de Deus Este trabalho de revelação do Mistério “Tronos de Deus” é fruto de uma Vontade Maior que tem se manifestado por meio da minha psicografia mediúnica, pela qual uma nova abordagem dos mistérios divinos tem sido feita pelos Mestres da Luz. Eu o considero fundamental, porque é o coroamento de um trabalho meticuloso, levando a bom termo, pois os muitos livros psicografados sempre trouxeram conhecimentos novos e de nível superior aos então existentes dentro da Umbanda, mais preocupados com a parte ritualística e prática. Aos poucos um raio do conhecimento superior foi nos enviando parte da ciência divina e o Mistério “Orixás” foi sendo revelado de forma admirável. Se antes só tínhamos as lendas para estudá-los e entendermos a divindade de sua natureza, aos poucos fomos juntando as peças fundamentais que sustentam as religiões: os Tronos de Deus! Sim, essa classe de divindades, ao contrário dos Anjos e Arcanjos, ainda não havia se revelado à nós, os espíritos encarnados, e o que tínhamos sobre esse mistério era o seu enquadramento como uma classe de anjos. Sabemos que Deus gerou em Si várias classes de divindades, e também que umas complementam as outras na sustentação da criação divina, na manutenção dos princípios que regem e na realização das vontades maiores manifestadas pelo nosso Divino Criador. Os anjos já vem sendo descritos há muitos milênios e são conhecidos da humanidade muito antes do surgimento das atuais religiões, que só tiveram o trabalho de incorporá-los às suas teogonias. Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potências, Virtudes, Principados, Arcanjos, Anjos e Gênios são classes de divindades de Deus e regem sobre os muitos aspectos da obra divina. Até onde nos foi revelado, podemos comentá-las da seguinte maneira: SERAFINS : Classe de divindades que cuidam da criação divina como um todo; QUERUBINS: Classe de divindades que cuidam dos seres da natureza e lidam com as suas energias vitais; TRONOS: Classe de divindades fatorais, responsáveis pela evolução dos seres, das criaturas e das espécies; DOMINAÇÕES: Classe de divindades que cuidam dos domínios de Deus, mas em nível localizado, já que a criação divina é infinita; POTÊNCIAS: Classe de divindades que vigiam as correntes eletromagnéticas divinas, pelas quais fluem as energias vivas geradas por Deus; VIRTUDES: Classe de divindades que velam os princípios divinos; PRINCIPADOS: Classe de divindades responsáveis pelos sistemas mecânicos celestes; ARCANJOS: Classe de divindades responsáveis pela manutenção do equilíbrio na criação divina; ANJOS: Classe de divindades responsáveis pela vigilância, em todos os aspectos da criação divina; GÊNIOS: Classe de divindades responsáveis pelas fontes de energias vivas geradas por Deus.
  4. 4. Os tronos são a classe de divindades que estão mais próximas de nós porque são responsáveis pela natureza como um todo e que cuidam dos seres, assim como são as divindades geradoras dos fatores de Deus. Os fatores de Deus estão na própria gênese divina e os encontramos como a natureza individual de uma substância ou de um ser. Portanto, os tronos estão na origem de tudo. Estão na ancestralidade dos seres e no próprio ser, porque sua natureza íntima é análoga à do trono que gera o fator, em cuja onda divina foi gerado. Um trono é em si uma qualidade divina e a manifesta por meio de seu magnetismo, sua vibração, sua irra- diação energética, seu grau hierárquico, seu mental, sua natureza, seus sentidos. Cada trono é em um mistério em si mesmo porque foi gerado em Deus, em cada uma das suas qualidades e tornou-se um gerador natural dela a partir de si. Deus é todas as qualidades em Si e seus tronos são os geradores naturais delas. Por isso eles são denominados “divindades naturais” e de regentes “das naturezas”. Natureza é a qualidade de uma coisa. Assim sendo a natureza da terra é sólida e sua qualidade é a firmeza. Mas a terra também é seca. Logo a qualidade da terra é seca e firme. E se acrescentarmos água à terra, aí teremos uma substância mista, pois a água é úmida e maleável. Como são dois elementos, surge uma substância mista que nem é terra nem é água, mas terra úmida ou água terrosa. Com os tronos acontece o mesmo, pois são um só elemento ou tronos puros, e outros são tronos mistos, ou de vários elementos. Isso faz com que suas hierarquias se multipliquem, alcançando todos os níveis da criação, não deixando nada fora de sua regência natural. Texto Extraído do Livro “Gênese Divina de Umbanda Sagrada - Rubens Saraceni – Editora Madras. Pai Rubens Saraceni Os fatores dos Orixás Os fatores dos orixás qualificam os seres acolhidos por eles no primeiro instante de vida fora de Deus e dão a cada um uma natureza e uma personalidade que individualizaram o ser e permitiram que dessa forma, individualizados, iniciem suas evoluções e a abertura de todo o código genético divino que ira dotar cada um com faculdades mentais específicas que, no decorrer dos tempos se transformaram em dons. Esses dons desenvolvidos ao longo do tempo são regidos por dentro pelo orixá ancestral da pessoa e são regidos por fora pelos outros orixás que participaram ativamente na abertura deles. A abertura de faculdades mentais é um processo lento e que precisa ser amparado e regulado continuamente se não a faculdade que esta sendo aberta foge de controle e sofre distorções que prejudicaram a evolução do ser. A abertura das faculdades mentais são feitas por vibrações divinas emitidas pelos orixás que denominamos aqui na terra como orixá de frente e adjunto. Mais do que conduzir à religiosidade de uma pessoa a função desse par de orixás é regular a abertura de faculdades do ser. Com isso entendido é preciso que o médium compreenda a real função desse par de orixás em sua vida e estudando-o e aprendendo sobre suas funções divinas na criação perceba o rumo que foi dado na sua vida quando reencarnou pois e muito comum as pessoas entenderem a ação desse par unicamente a partir da interpretação desenvolvida aqui na terra e dentro da Umbanda. Ex: alguém que tenha Ogum como seu orixá de frente pode pensar e até acreditar que sua função como médium e trabalhar o tempo todo no campo das demandas cortando-as da vida de quem esta sendo demandada. Mais isso não é verdade pois Ogum, mais do que cortar demanda, atua reordenando os procedimentos dos seres, realinhando-os com a sua irradiação divina regida pelo seu ancestral e também atua intensamente no desenvolvimento intimo do caráter e do senso de moralidade das pessoas. A atuação de Ogum dentro da Umbanda ficou limitada quase que unicamente a cortar demandas, fato esse aludido em quase todos os pontos cantados já feitos para ele, com a maioria dos médiuns desconhecendo suas milhares de outras funções tão importante quanto essa mas que são tão importante para o equilíbrio e a evolução dos seres que é preciso voltarmos nossa atenção para elas uma vez que Ogum corta demandas mas também aperfeiçoa e depura o caráter e a moral dos seus filhos assim como, por ser o potencializador divino da potencia ou força interna a todas as outras faculdades dos seres. Ex: a faculdade regida por Oxalá é que desperta no intimo dos seres a religiosidade, quando esta enfraquecida mostra na pessoa uma falta de fé, de confiança, de perseverança e Oxalá não tem como repotencialazar essa faculdade enfraquecida. Então ele recorre a Ogum para que esse re-potencialize essa faculdade regida por ele pois assim que isso for feito a pessoa que esta com seu sentido da fé enfraquecido volte a crer, confiar e perseverar no seu aperfeiçoamento e aprimoramento através do senso de religiosidade. Essa ação que é repotencializadora é atribuição de Ogum na criação não esta ligada a cortar demandas, e sim devolver a força interior de uma pessoa que enfraqueceu-se apartir de decepções intimas acontecidas a partir de sua religiosidade. Mais esta que é uma função importantíssima para os seres não é a única que Ogum realiza e sim é só mais uma entre outras milhares de funções realizadas simultaneamente por ele na vida de milhões de seres. Conclusão: é importante para o médium conhecer um pouco mais sobre cada um dos orixás e principalmente sobre os que formam o seu triangulo de força, pois apartir desse conhecimento sobre ele perceberá que os rumos divinos para a sua encarnação passam por eles e não tem como fugir deles porque o resultado será desfavorável ao médium.
  5. 5. Comecemos por conhecer os orixás a partir de seus fatores originais: Oxalá – fator magnetizador Oya – fator cristalizador O fator magnetizador de Oxalá tem por função qualificar tudo e todos a partir dos seus magnetismos íntimos. O fator cristalizador de Oya tem a função de dar forma final a tudo e a todos dando-lhes estabilidade. Oxum – fator conceptivo Oxumaré – fator renovador O fator conceptivo de Oxum tem por função conceber na vida dos seres tudo que é necessário para suprir suas necessidades intimas. O fator renovador de Oxumaré tem a função de renovar o que já envelheceu ou perdeu sua função original na vida do ser. Oxossi – fator expansor Oba – fator concentrador O fator expansor de Oxossi tem por função expandir tanto uma faculdade mental de um ser quando o campo dentro do qual ele esta evoluindo. O fator concentrador de Oba tem por função tanto de concentrar uma faculdade mental que tornou-se dispersiva quanto de afixar o ser em um único campo para que ele se reequilibre e redirecione sua evolução. Xangô – fator racionalizador Egunita – fator energizador O fator racionalizador de Xangô tem por função de desenvolver no intimo dos seres a razão ou senso que diferencia o que é certo e o que é errado. O fator energizador de Egunita tem a função de alimentar energeticamente todas as faculdades mentais em equilíbrio. Ogum – fator ordenador Iansã – fator direcionador O fator ordenador de Ogum tem a função de ordenar ou por em ordem tudo e todos colocando cada coisa no seu devido lugar. O fator direcionador de Iansã tem a função de direcionar a tudo e a todos na criação encaminhando cada um para o seu lugar. Obaluaiê – fator transmutador Nanã – fator decantador O fator transmutador de Obaluaiê tem a função de transmutar as coisas e os seres apartir dos seus íntimos e dos magnetismos individuais sem alterá-las externamente. O fator decantador de Nana tem a função de decantar ou remover dos seres e das coisas criadas tudo o que esta prejudicando e paralisando suas evoluções. Iemanjá – fator criacionista Omulu – fator estabilizador O fator criacionista de Iemanjá tem a função dotar os seres de faculdades criadoras possibilitando-lhes a criação das condições ideais para melhor evoluírem. O fator estabilizador de Omulu tem a função de dar estabilidade ao que vai sendo criado a volta dos seres para que possam evoluir em paz, harmonia e equilíbrio. Entre os muitos fatores de cada um dos orixás acima citados esses são os que mais facilmente os definem porque se pegarmos os sinônimos de cada um desses quatorze fatores teremos uma lista de funções realizadas por eles o tempo todo em nosso beneficio. É preciso que no estudo dos orixás tenhamos um ponto de partida para compreender melhor suas funções na criação e na vida dos seres, porque elas são as mesma que temos que desenvolver em nosso mental e torná-las dons do nosso espírito uma vez que o que esta em Deus esta nos orixás e tem que estar em nós pois só assim estaremos alinhados com eles e nos tornaremos extensões deles aqui na terra para melhor auxiliarmos os nossos semelhantes. A nossa ancestralidade não é só um referencial para nos compreendermos mas sim é também um indicador do rumo que devemos dar para a nossa evolução reproduzindo cada vez mais as qualidades do nosso Ancestre em nós e colocando-as em ação para sermos ulteis aos nossos semelhantes e tornarmo-nos com o passar do tempo em manifestadores espirituais das funções divinas do nosso regente pois é isso que distingui um sacerdote aqui na terra.
  6. 6. Ele tem na sua função sacerdotal o dever de transmitir para as pessoas que procuram uma mensagem direcionadoras dela; estabilizadoras de suas vidas; reordenadoras dos seus procedimentos; transmutadoras dos seus sentimentos; racionalizadoras do seu emocional desequilibrado; renovadora da sua fé em Deus; concebedora de novas expectativas do ser; etc. Fator e função são sinônimos e a partir de um chega-se ao outro, fornecendo-nos uma melhor compreensão dos Orixás, que no nível mais elevado da criação são mistérios manifestados pelo Divino Criador Olorum e dele são indissociados. A nível terra a compreensão dos Orixás passa pelo conhecimento sobre seus campos de trabalho religioso. Mas, no nível mais elevado da criação eles são divindades que em si mistérios que atuam sobre toda a criação, atuando sobre tudo e todos, mesmo que quem não os cultue disso não tenha consciência. Nosso egocentrismo humano tanto nos induz a crer que Deus é só nosso ou só exista para nós, particularizando e dando-lhe “feições” humanas. E o nosso tendemos a fazer com os Orixás. Isso não é verdade e o mesmo Deus que criou esse nosso Planeta criou todo o Universo. E o mesmo Deus que nos criou, criou incontáveis outras classes de seres espirituais não encarnantes, assim como criou todas as outras espécies que também encarnam nesse nosso Planeta. Assim como nós somos influenciados pelos fatores ou energias vivas dos Sagrados Orixás, tudo e todos são influenciados por eles. É por isso que toda pessoa seguidora de outra religião, mesmo que ele não saiba ou não queira, ainda assim vive e evolui sob a irradiação de um Orixá de frente e de um Orixá adjunto ou “junto”. Esse triangulo de forças independe da vontade das pessoas ou dos espíritos e não é invenção dos guias quando uma pessoa seguidora da outra religião se consegue com eles e detectam que ela esta com desequilíbrio nas suas “forças”, sendo necessário que façam oferendas para seus Orixás e suas forças espirituais. Tem Orixás e guias ou protetores espirituais, todas as pessoas os tem. - Incorpora-los, só quem possui a mediunidade de incorporação ou incorpora. - Aceita-los como algo natural na nossa vida, ai depende de cada um. - Mas ser auxiliado por eles, todos somos, mesmo que disso não tenhamos conhecimento. Pai Rubens Saraceni.
  7. 7. Ele tem na sua função sacerdotal o dever de transmitir para as pessoas que procuram uma mensagem direcionadoras dela; estabilizadoras de suas vidas; reordenadoras dos seus procedimentos; transmutadoras dos seus sentimentos; racionalizadoras do seu emocional desequilibrado; renovadora da sua fé em Deus; concebedora de novas expectativas do ser; etc. Fator e função são sinônimos e a partir de um chega-se ao outro, fornecendo-nos uma melhor compreensão dos Orixás, que no nível mais elevado da criação são mistérios manifestados pelo Divino Criador Olorum e dele são indissociados. A nível terra a compreensão dos Orixás passa pelo conhecimento sobre seus campos de trabalho religioso. Mas, no nível mais elevado da criação eles são divindades que em si mistérios que atuam sobre toda a criação, atuando sobre tudo e todos, mesmo que quem não os cultue disso não tenha consciência. Nosso egocentrismo humano tanto nos induz a crer que Deus é só nosso ou só exista para nós, particularizando e dando-lhe “feições” humanas. E o nosso tendemos a fazer com os Orixás. Isso não é verdade e o mesmo Deus que criou esse nosso Planeta criou todo o Universo. E o mesmo Deus que nos criou, criou incontáveis outras classes de seres espirituais não encarnantes, assim como criou todas as outras espécies que também encarnam nesse nosso Planeta. Assim como nós somos influenciados pelos fatores ou energias vivas dos Sagrados Orixás, tudo e todos são influenciados por eles. É por isso que toda pessoa seguidora de outra religião, mesmo que ele não saiba ou não queira, ainda assim vive e evolui sob a irradiação de um Orixá de frente e de um Orixá adjunto ou “junto”. Esse triangulo de forças independe da vontade das pessoas ou dos espíritos e não é invenção dos guias quando uma pessoa seguidora da outra religião se consegue com eles e detectam que ela esta com desequilíbrio nas suas “forças”, sendo necessário que façam oferendas para seus Orixás e suas forças espirituais. Tem Orixás e guias ou protetores espirituais, todas as pessoas os tem. - Incorpora-los, só quem possui a mediunidade de incorporação ou incorpora. - Aceita-los como algo natural na nossa vida, ai depende de cada um. - Mas ser auxiliado por eles, todos somos, mesmo que disso não tenhamos conhecimento. Pai Rubens Saraceni.

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