RococóHistória da Cultura e das Artes
Iluminismo
z
O século XVIII foi um século de algumas ambiguidades e indefinições,
caracterizado por várias mudanças:
• Políticas: Revol...
As consequências dessas mudanças foram:
• Ascensão social e política da burguesia: junto com a aristocracia política e
adm...
AS LUZES (rupturas culturais e científicas):
No século XVIII, designou-se por Luzes o conhecimento racional, o saber
escla...
O SALÃO
O Salão tornou-se o novo espaço de conforto e intimidade. A aristocracia começou
a passar mais tempo nas suas mans...
A Arte do Rococó
z
O Rococó foi um movimento estético que floresceu na Europa entre o início e o
fim do século XVIII. Nasceu em Paris por vol...
Caracterizou-se acima de tudo pela sua índole hedonista e aristocrática, e na
preferência por temas leves e sentimentais, ...
Da França, onde assumiu a sua feição mais típica e onde mais tarde foi
reconhecido como patrimônio nacional, o Rococó difu...
O rococó tem como principais características:
• Cores claras e suaves;
• Linhas delicadas, sinuosas e informais;
• Tons pa...
Arquitetura
z
Na arquitetura o rococó teve grande aceitação e desenvolvimento na Alemanha
e na Austria. Esta é marcada pela sensibilidad...
Princípios:
• Diferenciação dos edificios dando atenção à sua função;
• Traçado exterior simples;
• Espaço interior que de...
Devido a isto a arquitetura civil foi a mais previligiada, aparacendo o hôtel e o château
(palácio campestre).
Caracteristicas exteriores dos edificios:
• Perde-se a monumentalidade – edifícios baixos;
• Fachadas são mais alinhadas, ...
Hotel Soubise, França
Palácio de Biron, Paris
Palácio do Raio, Braga
Palácio de Queluz, Lisboa
Os jardins seguem o exemplo do Barroco tendo um grande impacto na integração do
cenário arquitetónico.
“É o tempo do eféme...
Caracteristicas interiores dos edifícios:
• O plano das habitações centra-se no salão
principal;
• Divisões baixas, pequen...
Salão Gasparini, Palácio Real de Madrid, Espanha
Palácio de Nymphenburg, Alemanha
Kaisersaal do Palácio de Wurzburg, Alemanha
Arquitetura Relegiosa:
• Plantas longitudinais complexas;
• Exteriores simples mas cheios de janelas;
• Uso e abuso da con...
Capela Interior da Residência de Wurzburg, Alemanha
Igreja de Wies, Alemanha
Igreja de Wies, Alemanha
Igreja de São Francisco, Porto
Igreja de São Francisco, Porto
Escultura
z
Próxima da estética barroca pela expressão plástica, mas igualmente oposta a
ela pelas novas formas, objectivos e materiai...
Características específicas:
• Novos cânones estéticos – linhas curvas e contracurvas mais delicadas e fluidas;
• Na figur...
Podemos referir dois géneros:
• Escultura decorativa, parte integrante da arquitectura, cobrindo quase todas as
estruturas...
Os materiais mais usados foram:
• A pedra e o bronze (esculturas grandes de exterior);
• O ouro e a prata (esculturas de p...
Abandono dos temas “nobres” e preferência por temas “menores”.
Temas da pequena escultura:
• Irónicos
• Jocosos
• Sensuais...
Principais Escultores
Nicola Salvi
Fonte de Trevos, Roma
Étienne-Maurice Falconet
Bouchardon
Clodion
Pintura
z
A pintura do Rococó divide-se em dois campos nitidamente diferenciados. Um
deles forma um documento visual intimista e des...
Temáticas:
• Cenas pastoris;
• Amor, sedução e erotismo;
• Hedonismo;
• Retrato.
Todos os temas foram tratados de forma li...
A pintura moral foi quase inexistente pois a decoração moral era feita através de
pequenos painéis de tela colocados sobre...
Principais Pintores
Antoine Watteau
Jean-Antoine Watteau (1684
– 1721) foi um grande pintor
francês do movimento
rococó era um homem
inteligen...
Jean-Antoine Watteau, Italian Comedians
François Boucher
François Boucher (1703 —
1770) foi um pintor francês,
um dos pintores que melhor
soube interpretar o espí...
Fragonard
Nicolas Lancret
Thomas Gainsborough
Mobiliário
z
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Rococó, HCA 11º
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Rococó, HCA 11º

1.062 visualizações

Publicada em

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de História e Cultura das Artes, 11º ano, sobre o estilo Rococó e o período histórico no qual se integrou.

Publicada em: Arte e fotografia
0 comentários
5 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.062
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
54
Comentários
0
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Rococó, HCA 11º

  1. 1. RococóHistória da Cultura e das Artes
  2. 2. Iluminismo z
  3. 3. O século XVIII foi um século de algumas ambiguidades e indefinições, caracterizado por várias mudanças: • Políticas: Revoluções liberais - Movimentações político-militares que, em cada país, derrubaram o Absolutismo monárquico e implantaram a nova ordem político-social do liberalismo; • Económicas: novo dinamismo produtivo; novo comercio colonial; oficinas domesticas; grandes manufaturas; • Sociais: Crescimento populacional; • Académicas: Desenvolvimento científico-técnico.
  4. 4. As consequências dessas mudanças foram: • Ascensão social e política da burguesia: junto com a aristocracia política e administrativa, esta classe formou a elite do Antigo Regime que beneficiou do enriquecimento geral da época; • Maior interesse pela educação e pela cultura: consequência da propagação do pensamento iluminista, dominante no século XVIII. Considerava-se que só pela educação seria possível levar os homens a perceber os erros em que viviam e a reformar as sociedades segundo leis mais conformes à ordem natural e à Razão.
  5. 5. AS LUZES (rupturas culturais e científicas): No século XVIII, designou-se por Luzes o conhecimento racional, o saber esclarecido, o único capaz de tornar claro (iluminar) todas as coisas. Aqueles que aplicavam o conhecimento racional eram os iluministas, homens que ousavam saber. Este valorizava o indivíduo por aquilo que ele possuía de mais valioso: a sua Razão, único meio fidedigno para desvendar os segredos do Universo e construir o conhecimento sobre a Natureza, os homens e as sociedades. Concebia o conhecimento como o único meio de libertar o Homem da servidão, dos preconceitos, dos erros e injustiças. O único caminho através do qual se poderia construir o progresso e o bem-estar das populações, conduzindo-as à felicidade , considerada como um direito natural de todos os homens e supremo objectivo da sua existência.
  6. 6. O SALÃO O Salão tornou-se o novo espaço de conforto e intimidade. A aristocracia começou a passar mais tempo nas suas mansões privadas, que procurou tornar tão confortáveis como a corte. A estética da moda privilegiava, na decoração dos interiores, a beleza requintada e elegante, o luxo e a exuberância, a frivolidade, a sensualidade e o intimismo. Assim, nasceu o Rococó que floresceu em ambientes alegres, de bom viver. O crescente interesse das elites pelas coisas do espírito tornou usuais as reuniões que tinham por objectivo o debate por áreas do saber, a discussão literária, o exercício linguístico e a divulgação das línguas vivas ou a apresentação de personalidades em voga - músicos, cantores de ópera, escritores, filósofos e cientistas - à alta sociedade da época. Deste modo, o salão tornou-se o centro de dinamização cultural!
  7. 7. A Arte do Rococó z
  8. 8. O Rococó foi um movimento estético que floresceu na Europa entre o início e o fim do século XVIII. Nasceu em Paris por volta de 1715-20 como uma reação da aristocracia francesa contra o Barroco suntuoso, palaciano e solene praticado no período de Luís XIV. Atingiu o seu apogeu em 1730 e entrou em declinio após a morte de Luis XV (1774). d
  9. 9. Caracterizou-se acima de tudo pela sua índole hedonista e aristocrática, e na preferência por temas leves e sentimentais, estando nele impregnado um espirito tolerante, crítico, irreverente, intimista e individualista que caracterizou o Homem do Século das Luzes. Fugiu assim às imposições canónicas apelando à criatividade individual, excentricidade e a improvisação constante. d
  10. 10. Da França, onde assumiu a sua feição mais típica e onde mais tarde foi reconhecido como patrimônio nacional, o Rococó difundiu-se pela Europa e teve como importantes centros de cultivo a Alemanha, Inglaterra, Áustria e Itália, com alguma representação também em outros locais, como a Península Ibérica, os países eslavos e nórdicos, chegando até mesmo às Américas. d
  11. 11. O rococó tem como principais características: • Cores claras e suaves; • Linhas delicadas, sinuosas e informais; • Tons pastel e douramento; • Representação da vida profana da aristocracia; • Representação de Alegorias; • Estilo decorativo; • Unificação do espaço interno, com maior graça e intimidade; • Texturas suaves;
  12. 12. Arquitetura z
  13. 13. Na arquitetura o rococó teve grande aceitação e desenvolvimento na Alemanha e na Austria. Esta é marcada pela sensibilidade, percebida na distribuição dos ambientes interiores, destinados a valorizar um modo de vida individual e caprichoso. Dando-se principalmente nos espaços interiores ao nível de adornação. q
  14. 14. Princípios: • Diferenciação dos edificios dando atenção à sua função; • Traçado exterior simples; • Espaço interior que deve proporcionar conforto, comodida e intimidade; • Uso de elementos decorativos barrocos, mais exagerados mas também mais libertinos e sensuais; • Novos elementos decorativos ( conchas, algas marinhas, rocalhos, etc); • Utilização de materiais fingidos: falsos mármores (escariola), madeiras e estuques pintados; • Decoração excessiva, tanto nas fachadas quanto nos interiores; • Curvas e contra curvas animam as paredes e os ritmos decorativos, afirmando a assimetria; • Artificialidade dos detalhes, mas sem a grandiosidade nem a religiosidade do barroco; • Exagero formal.
  15. 15. Devido a isto a arquitetura civil foi a mais previligiada, aparacendo o hôtel e o château (palácio campestre).
  16. 16. Caracteristicas exteriores dos edificios: • Perde-se a monumentalidade – edifícios baixos; • Fachadas são mais alinhadas, nelas banem-se os elementos clássicos de decoração e os ângulos retos sao suavizados por curvas; • Os tetos apresentam ser de duas àguas; • Porta e janelas são agora de maiores dimensões, encontram-se alinhadas na vertical e na horizontal emolduradas com arcos de volta perfeita ou abatidos; • Uso abundante do ferro furjado.
  17. 17. Hotel Soubise, França
  18. 18. Palácio de Biron, Paris
  19. 19. Palácio do Raio, Braga
  20. 20. Palácio de Queluz, Lisboa
  21. 21. Os jardins seguem o exemplo do Barroco tendo um grande impacto na integração do cenário arquitetónico. “É o tempo do efémero e do folguedo” m Palácio de Queluz, Lisboa
  22. 22. Caracteristicas interiores dos edifícios: • O plano das habitações centra-se no salão principal; • Divisões baixas, pequenas, independentes e arredondadas; • Paredes cobertas de exagerada decoração pintadas em cores claras e ténues onde sobressai o dourado e o prateado das molduras dos painéis.
  23. 23. Salão Gasparini, Palácio Real de Madrid, Espanha
  24. 24. Palácio de Nymphenburg, Alemanha
  25. 25. Kaisersaal do Palácio de Wurzburg, Alemanha
  26. 26. Arquitetura Relegiosa: • Plantas longitudinais complexas; • Exteriores simples mas cheios de janelas; • Uso e abuso da concha como elemento decorativo; • Decoração interior onde a pintura e a escultura se misturam com a arquitetura.
  27. 27. Capela Interior da Residência de Wurzburg, Alemanha
  28. 28. Igreja de Wies, Alemanha
  29. 29. Igreja de Wies, Alemanha
  30. 30. Igreja de São Francisco, Porto
  31. 31. Igreja de São Francisco, Porto
  32. 32. Escultura z
  33. 33. Próxima da estética barroca pela expressão plástica, mas igualmente oposta a ela pelas novas formas, objectivos e materiais, a escultura deste período apresenta características inovadoras. 6
  34. 34. Características específicas: • Novos cânones estéticos – linhas curvas e contracurvas mais delicadas e fluidas; • Na figura humana, utilizaram o cânone anatómico maneirista, de corpos alongados e silhuetas caprichosas; • Nos grupos escultóricos, as composições possuíam movimento e ritmo e um elevado sentido cénico, fazendo o enquadramento perfeito da escultura com o cenário.
  35. 35. Podemos referir dois géneros: • Escultura decorativa, parte integrante da arquitectura, cobrindo quase todas as estruturas e superfícies construídas com rebuscados e movimentados relevos de inspiração naturalista; • Estatuária de pequeno porte, destinada sobretudo a interiores, com funções decorativas e/ou de entretenimento.
  36. 36. Os materiais mais usados foram: • A pedra e o bronze (esculturas grandes de exterior); • O ouro e a prata (esculturas de pequena dimensão e objetos ornamentais); • A madeira, a argila, o estuque e o gesso; • A porcelana - biscuit (“O verdadeiro e inato material do Rococó”).
  37. 37. Abandono dos temas “nobres” e preferência por temas “menores”. Temas da pequena escultura: • Irónicos • Jocosos • Sensuais Temas da estatuário monumental: • Mitológica • Profana • Religiosa
  38. 38. Principais Escultores
  39. 39. Nicola Salvi Fonte de Trevos, Roma
  40. 40. Étienne-Maurice Falconet
  41. 41. Bouchardon
  42. 42. Clodion
  43. 43. Pintura z
  44. 44. A pintura do Rococó divide-se em dois campos nitidamente diferenciados. Um deles forma um documento visual intimista e despreocupado do modo de vida e da concepção de mundo das elites européias do século XVIII, e o outro, adaptando elementos constituintes do estilo à decoração monumental de igrejas e palácios, serviu como meio de glorificação da fé e do poder civil. 7
  45. 45. Temáticas: • Cenas pastoris; • Amor, sedução e erotismo; • Hedonismo; • Retrato. Todos os temas foram tratados de forma ligeira e superficial. Composições ritmicas, exuberantes, ornamentados com elementos ligados ao mundo marinho, nos quais o cromatismo varias entre os brancos, azuis e rosas.
  46. 46. A pintura moral foi quase inexistente pois a decoração moral era feita através de pequenos painéis de tela colocados sobre os paineis decorativos fixos.
  47. 47. Principais Pintores
  48. 48. Antoine Watteau Jean-Antoine Watteau (1684 – 1721) foi um grande pintor francês do movimento rococó era um homem inteligente e bastante esperto. Tendo sido uma das principais figuras deste período artístico, destacou- se pelas suas pinturas de temas galantes e pastorais. Brueghel, Bosch e Rubens foram suas principais inspirações, artistas que reconhecidamente se utilizavam da luz, sombra e de cores fortes nas suas obras.
  49. 49. Jean-Antoine Watteau, Italian Comedians
  50. 50. François Boucher François Boucher (1703 — 1770) foi um pintor francês, um dos pintores que melhor soube interpretar o espírito do Rococó. É muito conhecido pelas suas pinturas idílicas (ambiente campestre e pelo amor suave e terno), plenas de volume e carisma, que vulgarmente recorriam a temas mitológicos e evocavam a Antiguidade Clássica.
  51. 51. Fragonard
  52. 52. Nicolas Lancret
  53. 53. Thomas Gainsborough
  54. 54. Mobiliário z

×