Pintura do sec.XIX a meados do sec.XX

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Trabalho realizado no âmbito da disciplina de História e Cultura das Artes, 11º ano, sobre todos os estilos de pintura entre o século XIX até meados de século XX.

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Pintura do sec.XIX a meados do sec.XX

  1. 1. História da Cultura e das Artes Valeriya Rozhkova, 11º4, nº19 Pintura séc. XIX e meados de séc. XX
  2. 2. Romantismo
  3. 3. Os românticos caracterizam-se por estar em oposição à arte neoclássica, quebrando o academismo. Eles lutavam pela livre expressão do seu “eu” pessoal, caracterizada por aderir aos sentimentos, a imaginação, ao nacionalismo e a natureza. O romantismo foi marcado pelo amor à natureza livre e autêntica, pela aquisição de uma sensibilidade poética pela paisagem, valorizada pela profusão de cores, refletindo assim o estado de espírito do autor. Não foi um estilo unificado em termos de técnica ou temática, já que foi uma pintura individulaizada e diversificada em pontos de vista estilisticos. Introdução
  4. 4. • Espontaneidade e individualismo; • Influência Neoclássioca no tratamento realista e naturalista; • Paleta crómatica variada; • Exploração de contrastes fortes – intenso sefeitos de claro-escuro conferindo dramatismo à luminosidade; • Expressividade e sentimentalismo das cenas; • Preferiu o oleo; • Pintura celada, fluida, vigorosa e espontânea; • Estruturas agitadas e movimentadas – reforçam o sentido trágico e dramático; • Figura humana já não obedece aos cânones clássicos – em escroço e contraposto; Traços estilísticos comuns
  5. 5. • Históricas; • Literárias – no movimento romântico a literatura andou a par da pintura, influenciando-se mutuamamente; • Mitológicas – tratadas com acentuado misticismo e espiritualidade • Retrato – sobretudo de figuras populares e anónimas; • Atualidade político-social – naufrágios, revoltas sociais, lutas nacionais; • Oníricas e fantásticas; • Costumes populares; • Inspiradas nas tradições, habitos e raças exóticos; • Vida animal; • Paisagem – tema de grande preferência; Temáticas preferidas
  6. 6. Pintores • Eugène Delacroix; • Théodore Géricault; • Franscisco Goya; • John Constable; • Leonel Marques Pereira (Português); • Vieira Portuense (Português).
  7. 7. La Liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix Análise técnico -formal: • Pintura histórica: Representa a exaltação do passado histórico numa dimensão nacionalista e ética evocando acontecimentos e personagens exemplares. • Contrastes fortes de claro- escuro e de cor; • Ambiente nostálgico e dramático entre as personagens e fundo paisagístico. • As cenas sao carregadas de sentimento; • Composição dinâmica
  8. 8. Orfã no cemitério, Eugène Delacroix
  9. 9. A barca de Dante, Eugène Delacroix
  10. 10. A balsa da Medusa, Théodore Géricault Análise técnico -formal: • Representação hístórica de um naufrágio que aconteceu na altura e se tornou um escandalo nacional, em que o capitão deixou a sua tripulação e passageiros às mãos da morte; • Intrepretação dramática; • Figuras humanas em escorço e posições dificéis carregadas de tragédia; • Contrastes luminosos que enfatizam o dramatismo;
  11. 11. Retrato de um Cleptómano, Théodore Géricault
  12. 12. Catedral de Salsbury, John Constable Análise técnico -formal: • Paisagem como cúmplice do desenrolar do drama humano; • Realismo; • Utilização das cores da natureza; • Luz natural que consegue dar um efeito vivo e sereno; • Pinceladas largas e sinuosas no céu e nas árvores; • Composição que transmite nostálgia;
  13. 13. Naturalismo e Realismo
  14. 14. Naturalismo - Introdução Naturalismo foi uma tendência marcada pelo interesse na respresentação objetiva do real visível, abandonando as tematicas relegiosas, fantasistas ou de inspiração histórica e literária, libertando a arte do subjetivismo e sentimentalismo exagerados que o Romantismo defendera.
  15. 15. Naturalismo – Características • Pintura da Natureza, captada ao ar livre, inaugurando a pintura fora dos ateliers; • Maior fidelidade possivel aos fenómenos da Natureza; • Luz e atmosfera criadas pelos efeitos de luz desempenham um papel primordial.
  16. 16. Pintores • Charles Daubigny • Théodor Rosseau • Jean-Baptiste-Camile Corot
  17. 17. A Colheita, Daubigny Análise técnico -formal: • Representação realista de um ambiente natural; • Imitação exata da natureza; • A luz e as cores adaptam-se a realidade; • Insento de subjetividade.
  18. 18. A paisagem de Barbizon, Théodor Rousseau
  19. 19. Recordação de Mortefontaine,Jean-Baptiste-Camille Corot
  20. 20. Realismo - Introdução O realismo foi influenciado pelo Naturalismo e esteve ligado aos acontecimentos socias e políticos dessa época, visando a captação da realidade social, com toda a fidelidade àquilo que se observa, completamente insento de subjetividade. Para os realistas a arte é uma denúncia social e política, tendo como inspiração a vida quotiadiana em que as personagens eram pessoas comuns e anónimas.
  21. 21. Realismo - Características • Fieis à realidade; • Figura humana respeita a anatomia; • Cor ambiente quase morta; • Precisão quase fotográfica do desenho; • Simplificação do claro-escuro; • Pintura concreta; • Inspiração em assuntos vulgares; • Serenidade nas expressões faciais e corporais;
  22. 22. Pintores • Francois Millet; • Gustave Courbet; • Eduard Manet; • Daumier;
  23. 23. As Respigadoras do Trigo, Millet Análise técnico -formal: • Tema do cotidiano rural, trabalho de campo que retrata a vida dura dos camponeses; • Tratamento simples e cru; • Reprodução desapaixonada e neutra da realidade; • Exactidão do desenho; • Pintura é quase como que uma fotografia nítida concreta e sólida;
  24. 24. O Atelier, Courbet Análise técnico -formal: • Tema do cotidiano, neste caso do estúdio do artista que contém muito significado por trás de cada personagem; • Cores mortas; • As personagens representam uma posição serena; • Desenho minuncioso e preciso.
  25. 25. Cortadores de Pedra, Courbet
  26. 26. Il bar delle Folies – Bergère, Manet
  27. 27. Pré-Rafaelitas
  28. 28. Introdução A Irmandade Pré - Rafaelita designa um grupo de pintores ingleses constituído em 1848. Este grupo surge como reacção à arte académica inglesa que seguia os moldes dos artistas clássicos do Renascimento. Inseridos no espírito revivalista romântico da época, os pré-rafaelitas desejam devolver à arte a sua pureza e honestidade anteriores, que consideram existir na arte medieval do Gótico final e Renascimento inicial. Ao auto denominarem-se pré-rafaelitas realçando o facto de se inspirarem na arte anterior a Rafael, artista que tanto influenciava a academia inglesa.
  29. 29. Características • Pintados com cores fortes e "esmaltadas"; • Individualismo; • Liberdade e ausência de regras; • Imagens repletas de pormenores; • Grande minúcia no desenho; • Pintavam geralmente ao ar livre observando directamente a natureza; • Arte mais sensível; • Produção artística não era unificada nem homogénea em carácter ou qualidade.
  30. 30. Temáticas • Por um lado alguns destes artistas (Millais, Holman Hunt) vão dedicar-se a temas e problemas da sociedade actual, utilizando para isso uma representação realista; • Por outro lado outros artistas (Rossetti, Edward Burne-Jones) vão ligar-se mais a temas medievais inspirados em Dante na sua Divina Comédia, em lendas, cenas religiosas, carregando as suas composições de misticismo – sendo esta variante a que dominou o movimento.
  31. 31. Pintores • William Hunt; • John Millais; • Tomas Cooper Gotch; • Dante Rossetti.
  32. 32. Valentine Rescuing Sylvia from Proteus, Hunt
  33. 33. Amaryllis, Hunt
  34. 34. John Millais
  35. 35. Ophelia, John Millais
  36. 36. Proserpine, Dante Gabriel Rossetti
  37. 37. Helena de Troia, Dante Gabriel Rossetti
  38. 38. Impressionismo
  39. 39. Introdução Pode-se dizer que o Impressionismo foi uma tendência da arte, principalmente francesa, que dominou o fim do século XIX. Foi uma reacção ao intelectualismo socio-político do Realismo e ao academismo na época, apresentando uma pintura mais intuitiva e espontânea, realizada perante o motivo, procurando o imediatismo da perceção e sensação. Baseada na captação de uma determinada realidade ou momento, sensível e fugaz, como a luz e os seus efeitos sobre a natureza, as pessoas e os objetos, no qualo tema nao interessava muito.
  40. 40. Características • Pintura executava-se no momento, perante o motivo • Nega-se a racionalização da arte; • A cor dá as formas, e é usada pura sem misturas; • Pinceladas curtas, rápidas, fragmentadas e são rigorosamente colocadas pela lei das cores complementares, de modo a obter a fusão dos tons; • As formas desaparecem, não mais se percebem os contornos, permanecendo no quadro apenas borrões de tinta. Resultado disto sao quadros de aspeto incabado e rugoso (tinta não alisada), de cores abertas, formas e volumes pouco definidos e quase desmaterializados, que pões em evidência os jogos da cor e da luz.
  41. 41. Temas • Grandes avenidas; • Estabelecimentos de diversão; • Construções de aço; • Natureza; • Piqueniques;
  42. 42. Pintores • Claud Monet; • Renoir; • Pissaro; • Degas.
  43. 43. Dans la Prairie, Claude Monet
  44. 44. Nascer do sol, Claude Monet Análise técnico -formal: • Pinceladas soltas que tentam retratar os movimentos da cena retratada; • Valorização da ação natural da luz neste caso sobre a água; • Formas menos definidas sem contornos nítidos; • Importância da mancha sobre o desenho.
  45. 45. Irmãs, Renoir
  46. 46. Bal du moulin de la Galette, Renoir
  47. 47. Hyde Park, Pissaro
  48. 48. Bailarina e as Flores, Edgar Degas
  49. 49. Aula de Dança, Edgar Degas
  50. 50. Neo-Impressionismo
  51. 51. Introdução Esta tendência surgiu de fazer evoluir o impressionismo no sentido do rigor da aplicação das novas teorias ciéntificas da cor. Teve origem com George Seurat que usou um novo método que consistia na redução das pinceladas a pequenas manchas arrendondadas – Pontilhismo – de cor pura não misturada. Com este método, a representação do instante luminoso passou a ser um elemento secundário do quadro, aumentando-se o jogo harmonioso de cores em si. A obra deixou de ser uma impressão fugaz e passou a ser uma rigorosa construção de cores, de formas e de linhas, perseguindo as leis universais e eternas da harmonia, ritmo, simetria e contraste.
  52. 52. Temas • Vida citadina; • Paisagens marítimas; • Diversões.
  53. 53. Pintores • George Seurat; • Paul Signac.
  54. 54. The Seine and la Grande Jatte, George Seurat
  55. 55. O Circo, George Seurat
  56. 56. Pinheiro, Paul Signac Análise técnico -formal: • Uso da técnica do pontilhismo; • Pontos coloridos justapostos considerado ser o culminar do desprezo pela linha de contorno; • Composição harmoniosa; • Cores puras.
  57. 57. The Papal Palace, Paul Signac
  58. 58. Pós-Impressionismo
  59. 59. Cruzam-se diferentes tendências na busca de novos caminhos para a arte. Derivam do Impressionismo na medida em que separam a pintura da representação minunsiosa da natureza e a interpretam pelos valores específicos - os da cor e da bidimensionalidade. Mas divergem dele pois reagem contra a superficialidade da sua análise ilusiónistica da realidade. Introdução
  60. 60. • Conciliação entre efeito volumétrico e o gosto puramente estético; • Uso de cores contrastantes para distendir e definir níveis e formas; • Efeitos pictóricos com base em pesquisas estruturais, espaciais e cromáticas; • Uso de cores puras, com grande carga emocional e modulado; • Imaginativas criações com base em traços curvos, tentando expressar a angústia e a desolação interior; • Criação de composições simplificadas e estático, olhando para a harmonia das massas cromáticas em perfis bem apertados. Introdução
  61. 61. Pintores • Van Gogh; • Paul Cezanhe; • Paul Gauguin.
  62. 62. Noite Estrelada sobre o Rohne, Van Gogh
  63. 63. L'Eglise d'Auvers sur Oise, Van Gogh Análise técnico -formal: • Pinceladas agitadas, onduladas e cortadas; • Formas sinuosas e flamejantes; • Cores puras e agressivas; • Pintura grossa e pesada - empaste;
  64. 64. Mont Sainte-Victoire, Paul Cezanne
  65. 65. Estrada antes da Montanha, Paul Cezanne
  66. 66. Fauvismo
  67. 67. Introdução O Fauvismo é uma tendência estética da pintura, surgida no final do século XIX e desenvolvida no início do século XX. Este movimento foi tipicamente francês, iniciou-se por parte dos artistas que se opunham a seguir a regra da estética impressionista, em vigor na época. Também influenciou muito a ruptura da arte moderna com a antiga estética vigente, além disso, modificou a idéia de utilização das cores nas artes plásticas. Para o movimento Fauvista a criação artística deve ser livre e espontânea, baseada no instinto, nos impulsos primários.
  68. 68. Características • Colorido brutal; • Larga preferência por cores puras; • Pinceladas violentas e definitivas; • Irrealidade na correspondência das cores ; • Manchas largas; • Grandes planos; • Linhas e cores não possuem uma ordem pre-determinada.
  69. 69. Temática Leve, baseada na alegria de viver e nas emoções, e não tinha fundamentação ou intenção crítica nem política.
  70. 70. Princípios • Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos; • Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias; • As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.
  71. 71. Pintores • Henri Matisse • Georges Braque
  72. 72. A dança, Matisse Análise técnico -formal: • Cores intensas ; • Uso de formatos planos, grandes, simples e com traços largos; • Intenção de demonstrar sentimentos;
  73. 73. Matisse
  74. 74. Tempo cinzento na enseada, Braque
  75. 75. O estaque, Braque
  76. 76. Expressionismo
  77. 77. Introdução O Expressionismo foi uma corrente artística concentrada especialmente na Alemanha, entre os anos de 1905 e 1930. Esses artistas tentaram transmitir a sua arte utilizando uma forma psicológica onde pudessem expressar os seus sentimentos íntimos, mais do que o mundo exterior o fazia. É uma pintura pessoal e intensamente apaixonada que pretende representar as realidades invisivéis.
  78. 78. Características Gerais • Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.; • Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais; • Pesquisa no domínio psicológico; • Cores resplandescentes, vibrantes, fundidas ou separadas; • Dinamismo improvisado, abrupto, inesperado; • Técnica violenta; • Preferência pelo patético, trágico e sombrio.
  79. 79. Movimentos Esta arte que é o reflexo dos tempos perturbados que antecederam e acompanharam a Primeira Guerra Mundial, foi desenvolvida por dois movimentos de pintores: • Die Brücke (A Ponte); • Der Blaue Reiter (O Cavaleiro azul).
  80. 80. Die Brücke (A Ponte) Associação de artistas Alemães fundada em 1905. Pretendiam uma arte mais pura e instintiva, reagindo ao Impressionismo, que estivesse diretamente ligada a expressão das realidades interiores, sendo esta “a ponte que leva do visível para o invisível”. Expressaram os sentimentos e traumas da alma humana com dramatismo e uma intenção de denúncia e crítica política e social.
  81. 81. Die Brücke (A Ponte) - Estética • Linguagem figurativa; • Formas simplificadas, deformadas e aguçadas; • Contornos negros e preenchimento com cores violentas ou sombrias; • Antinaturalista; • Pinceladas rapidas; • Execução espontânea e temperamental;
  82. 82. Die Brücke (A Ponte) - Temáticas • Vida íntima; • Sexualidade e erotismo; • Cenas de rua ou cafés; • Mundo da prostituição; • Miséria urbana; • Retrato e auto-retrato; Concluindo assim que este movimento retratava a atualidade social do pintors, com incidência na vida burguesa e na marginalidade.
  83. 83. Die Brücke (A Ponte) - Pintores • Ernst Lüdwig Kirchner - grande impulsionador do grupo, líder • Emil Nolde • Karl Schimdt-Rottluff • Erich Heckel • Otto Müller
  84. 84. Retrato de Gerda, Ernst Ludwig Kirchner Análise técnico -formal: • É um retrato, que foi uma das temáticas preferidas do expressionismo de “A Ponte”; • Formas construídas pela linha e pela mancha; • Cores vibrantes e contrastantes; • Desenho rude e aguçado.
  85. 85. A Artista, Ernst Ludwig Kirchner
  86. 86. Crucificação, Emil Nolde
  87. 87. Sol da tarde, Karl Schmidt-Rottluff
  88. 88. Ciganos, Otto Muller Análise técnico -formal: • Temática erótica devido ao peito descoberto da mulher; • Formas simplificadas e deformadas; • Dá-se maior importância às personagens.
  89. 89. Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) Em 1910, também na Alemanha surgiu outro movimento fundado pelo russo Wassily Kandinsky. Este teve como objetivo vanguardar a arte europeia. Concebiam a arte como produto da unidade existencial entre o Homem e a Natureza, contruindo obras baseadas nas suas experiências pessoais mas dando-lhes um sentido que fosse válido para todos os Homens.
  90. 90. Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) - Estética • Temáticas naturalistas; • Execução refletida e pensada; • Simplificação e geomtrização das formas; • Valorização da mancha crómatica; • Composições equilibradas segunido ritmos musicais; • Expressividade que incide no lírico e na emoção.
  91. 91. Die Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul) - Pintores • Wassily Kandinsky • Paul Klee • Franz Marc • August Macke
  92. 92. Outono na Bavaria, Wassily Kandinsky
  93. 93. Som Branco, Wassily Kandinsky
  94. 94. Porcos, Franz Marc Análise técnico -formal: • Geometrização das formas; • Composição pensada; • A reconquista da pureza da natureza, com tendência emotiva e abstracta da superfície; • Cor apresenta-se como lírica, pura e límpida, quente e fria.
  95. 95. Cavalos a pastar, Franz Marc
  96. 96. Jardim Zoológico, August Macke
  97. 97. Dadaismo
  98. 98. Introdução O Dadaísmo foi um movimento cultural, artístico e filosófico que surgiu durante a Primeira Grande Guerra. O seu nome deriva da palavra “dada” que caracteriza os sons que os bebés fazem antes de começarem a falar. Os artistas deste movimento impressionados pelo clima de violência e crueldade pretendiam negar os conceitos de arte e objeto, criando uma antiarte que demonstrava o vazio espiritual e o sentimento do absurdo instalado pela guera, suportando os seus coneitos em teorias filosóficas de Schopenhauer e Nietszche.
  99. 99. Características • Temáticas provocatórias; • Conteúdos insólitos; • Técnias misturadas; • Colagens; • Atribuição de valor artísitcos a objetos que não o são; • Pretende inquietar e provocar o público; • Promoveu a consciencialização do absurdo e vazio; • Renovação da arte.
  100. 100. Pintores • Raoul Hausmann; • Marcel Duchamp; • Kurt Schwitters.
  101. 101. Elasticum, Raoul Hausmann
  102. 102. Crítico de Arte, Raoul Hausmann Análise técnico -formal: • Combinação insólita de letras e imagens; • Litografia; • Colagem fotográfica;
  103. 103. Mona Lisa com bigode, Marcel Duchamp
  104. 104. The Proposal, Kurt Schwitters
  105. 105. Merzbild Rossfett, Kurt Schwitters
  106. 106. Cubismo
  107. 107. Introdução O Cubismo foi um dos movimentos mais importantes para a Arte do século XX. Nasceu das experiências formais e técnico-construtivas dos pintores Pablo Picasso e Georges Braque. Ambos procuraram por uma representação formal e espacial que ultrapassa-se por completo as regras clássico-renascentistas das três dimensões do mundo físico e das leis da prespetiva. Representaram o motivo tomando vários pontos de vista na mesma representação, associando uma quarta dimensão, o tempo. Esta corrente desenvolveu-se em três fases.
  108. 108. 1ª Fase – Fase Cezanniana Esta fase decorreu entre 1907 e 1909, sendo resultado de influências de Cézanne sobretudo no caráter analítico das formas e planos de cor, que influenciou a análise de paisagens e objectos. Devido a isto teve o nome de fase cezannista ou cezanniana. Também a arte africana foi uma das grandes bases do cubismo devido às suas formas simplificadas e às volumetrias duras.
  109. 109. 1ª Fase - Características • Temáticas de paisagem e figura humana em atelier; • Representação racional e geométrica das formas; • Contorno quebrado; • Manutenção dos volumes; • Início do desdobramento de planos; • Rostos simplificados ou com máscaras; • Redução da paleta cromática.
  110. 110. As Meninas de Avinhão, Picasso Análise técnico -formal: • Geometrização da forma; • Figuras angulosas; • Corpos distorcidos pela prespetiva; • Algumas influências de arte africana (rosto-máscara); • Respresentação de interior (atelier); • Figuras confundem-se com o fundo.
  111. 111. Reservatório de Horta el Hebro, Picasso
  112. 112. Casas em Éstaque, Georges Braque
  113. 113. 2ª Fase – Fase Analítica A segunda fase durou de 1909 a 1912 tendo o nome de fase analítica ou hermética (irreconhecível) e foi a mais caracterísitica do cubismo, onde a corrente atingiu o auge dos seus objetivos. Procurou mostrar a verdade visual total do próprio objeto, representando não só o que se vê mas também o que se conhece dele. Foi nesta fase que se começou uma teorização do cubismo, sobretudo através do Grupo do Bateau Lavoir.
  114. 114. 2ª Fase – Caracterísitcas • Motivos desmultiplicados; • Infinidade de planos geométricos; • Bidimensionalidade; • Formas analisadas num plano, decompostas e montadas novamente nesse mesmo plano; • Prioridade da forma; • Distorção do objeto a tal ponto que quase tende para a abstracção; • Bicromia; • Estaticidade.
  115. 115. O Poeta, Picasso Análise técnico -formal: • Multiplicidade de planos; • Cor monocromática; • Formas decompostas; • Distorção do objeto; • O fundo confunde-se com a figura – total bidimensionalidade; • Estaticidade.
  116. 116. A rapariga com a mandolina, Picasso
  117. 117. 3ª Fase – Fase Sintética A terceira fase prolongou-se de 1912 a 1914 e caracterizou-se por um retorno estratégico à realidade e ao objeto, reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição da sua estrutura. Esta tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamada de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
  118. 118. 3ª Fase – Características • Redução dos pontos de vista; • Sintetização dos planos; • Introdução de objetos reais e tridimensionais (colagem); • Improtância da cor;
  119. 119. A mesa do musico, Georges Braque Análise técnico -formal: • Redução de planos; • Aparecimento das texturas; • Elementos mais nítidos.
  120. 120. Picasso
  121. 121. A Guitarra, Juan Gris
  122. 122. Futurismo
  123. 123. Introdução Este movimento nasceu em Itália, em 1909, com a publicação do Manifesto Futurista do poeta Marinetti. Esta corrente combatia qualquer forma de arte ou cultura ligada ao tradicional e fazia exaltar a civilização industrial e a vida moderna. Assumia-se como movimento de rebelião ativa e de afrimação das novas e modernas energias da existência, aproximando-se emocionalemtne do expressionismo mas em termos plásticos ao cubismo.
  124. 124. Características • Desvalorização da tradição e do moralismo; • Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico; • Propaganda como principal forma de comunicação; • Uso de cores vivas e contrastes; • Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações; • Decomposição geométrica das formas; • Linhas de cor pura, ortogonais, angulares ou espiraladas; • Uso da 4ª dimensão – tempo; • Dinamismo; • Valorização da cor e da luz.
  125. 125. Pintores • Giacomo Balla • Umberto Boccioni • Gino Sevirini
  126. 126. Luz da Rua, Balla
  127. 127. Velocità d'automobile, Balla Análise técnico -formal: • Multiplicação da forma para se conseguir transmitir a sensação de movimento; • Composta por círculos quebrados; • Linhas espiraladas e linhas retas dando a ideia de velocidade; • Contraste entre o branco e o preto dando ênfase à luz.
  128. 128. A Cidade Sobe, Boccioni
  129. 129. Estados de Espirito I, Boccioni Análise técnico -formal: • Ao mesmo tempo acorrem vários acontecimentos; • Sobreposição de vários elementos e a sua dinâmica; • Planos agudos misturam- se com as linhas onduladas e com as letras; • Um todo bastante denso e complexo de informação.
  130. 130. A Dançarina de Azul, Gino Severini Análise técnico -formal: • Multiplicidade de planos traz uma sensação de dinámica que tem por objetivo transmitir-nos o movimento de uma dançarina; • Decomposição das formas geométricas que estão misturadas com linhas ortogonais e angulares.
  131. 131. A Dança do Pan-Pan no "Monico“, Severini
  132. 132. Abstracionismo
  133. 133. Introdução O Abstarcionismo nasceu oficialmente em 1910 com Kandinsky, mas desenvolveu-se maioritriamente entre 1918-1933. A arte abstrata foi encarada com a mais pura expressão da Arte, anulando o tema e o motivo na criação plástica, afirmava-se que a pintura podia viver sem objeto, apoiando-se no jogo dinâmico estabelecido pela livre estruturação de manchas e linhas sobre a tela, tornou-se ela assim a “espressão abstrata das pulsões espirituais do Homem”. Foi ela também um símbolo da arte moderna, uma arte totalmente nova que representava o espírito das novas sociedades sáidas da guerra.
  134. 134. Abstracionismo Lírico ou Expressivo Este ramo do abstracionismo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma "necessidade interior“, tendo derivado diretamente do expressionismo de O Cavalerio Azul. Aparece como reação às grandes revoluções do século XX,nomeadamente a Primeira Guerra Mundial. Procurava uma aproximação à música, onde a expressividade dos sons se transformava em linguagem artística. É desta forma que o abstracionismo lírico pretende igualar ou mesmo superar a música, transformando manchas de cor e linhas em ideias e simbolismos subjectivos, despertando emoções e sensações diferentes em cada pessoa.
  135. 135. Abstracionismo Expressivo - Características • O jogo de formas orgânicas ; • Cores vibrantes; • Linha de contorno sobressaída nitidamente não figurativa; • Jogo de linhas; • Sobreposições de tons.
  136. 136. Análise técnico -formal: • Rigor geométrico; • Organizada tensão das linhas diagonais do suporte quadrado; • As formas organizão-se apartir do centro, difundindo-se segundo uma força cerpentina. Sobre Branco II, Kandinsky
  137. 137. Kandinsky
  138. 138. Kandinsky
  139. 139. Abstracionismo Geométrico Ao contrário do abstracionismo lírico o abstracionismo geométrico está ligado à racionalização proveniente da análise intelectual e científica, foi diretamente influenciado pelo Cubismo e o Futurismo. Divide-se em duas correntes: Supermatismo na Rússia, Neoplasticismo na Holanda.
  140. 140. Suprematismo O Suprematismo foi um movimento artístico russo nascido por volta de 1915-16 nas mãos do pintor Kazimir Malevich, que procurou na pintura a realização plástica da noção pura de espaço centrando-se em formas geométricas básicas - particularmente o quadrado e o círculo.
  141. 141. Suprematismo - Características • Uso de formas geomtericas puras; • Paleta cromática restrita – cores primárias e secundárias, branco e preto; • Cor pura, sem modelado.
  142. 142. Análise técnico -formal: • Dinamismo das formas; • Formas puras e geométricas; • Grande intensidade e vibração cromáticas.
  143. 143. Oito Retângulos Vermelhos, Malevitch
  144. 144. Como a Garra Vermelha Golpeia os Brancos, Malevitch
  145. 145. Neoplasticismo O neoplasticismo teve seu início em 1917. Trata-se de uma doutrina estética proposta por Piet Mondrian, pintor holandês, e está baseada na concepção analítica da pintura, na procura de um tipo de arte que transcenda a realidade externa, material, numa tentativa de chegar à essência através de uma linguagem plástica e objetiva, reduzindo-a a formas geométricas e cores puras e torná-la universal.
  146. 146. Neoplasticismo - Características • Formas geométricas, estáticas; • Uso do branco, preto e cores primárias; • Cores limitadas por linhas verticais e horizontais a negro; • Planos geométricos puros e ortogonais; • Equilíbrio, harmonia e serenidade;
  147. 147. Quadro II, Piet Mondrian Análise técnico -formal: • Cores puras; • Eliminação de tudo quando é supérfluo; • Formas quadrangulares e retangulares estruturadas por linhas verticais e horizontais a negro.
  148. 148. Neo-Realismo
  149. 149. Introdução O neorrealismo foi uma corrente artística que marcou as propostas de pintura de pendor social dos anos 30 e 40, com um carácter ideológico marcadamente de esquerda (comunista). Foi também um movimento ligado às questões de carácter social, de denúncia e intervenção, apoiada no conceito de que a arte deve refletir a sociedade, marcado pelo fervor revolucionário comunista. Esta arte, diretamente ligada aos contextos sociais conheceu na prática, diferentes cambiantes temáticos, técnicos e formais.
  150. 150. Análise técnico -formal: • Crítica figurativa; • Atitude intervencionista; • Plastica figurativa vincadamente realista. Otto Dix, Retrato dos Pais do Artista III
  151. 151. A Colheita do Café, Cândido Portinari
  152. 152. Surrealismo
  153. 153. Introdução O movimento surrealista nasceu em França por volta de 1920, fruto das teses de Sigmund Freud, criador da Psicanálise, e do contexto político indefinido que marcou este período. Este questionava as crenças culturais então vigentes na Europa, bem como a postura humana, vulnerável frente a uma realidade cada vez mais difícil de compreender e dominar. Os surrealistas tinham como objetivo então retratar o espaço descoberto por Freud no interior da mente humana, o inconsciente, através da abstração ou de imagens simbólicas.
  154. 154. Características • Técnicas: desenho em estado semi-hipnótico; discursos escritos ou ditados durante o sono; representação dos sonhos. • Uso da colagem, o frottage, a assemblage e o dripping; • Técnica clássica do desenho e de gradação cromática; • Formas fantasmagóricas.
  155. 155. A persistência da memória, Dali
  156. 156. A face da guerra, Dali
  157. 157. Análise técnico -formal: • Interesse pela psicanálise; • Pintura ligada à temática sexual, sendo as gavetas um simbolo feminino e as bengalas o masculino e a paixão é representada pela girafa ardente. • Desenho e pintura automáticos; • Técnicas clássicas.
  158. 158. Invisibilidade indefinida, Yves Tanguy

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