 O trabalho filológico tem como objetivo a
reconstituição de um texto, total ou parcial, ou a
determinação e o esclarecim...
Crítica Textual
 O objetivo desta primeira etapa é a reconstituição do
texto, isto é, “emendar” o texto para aproxima-lo ...
• Collatio codicum (comparação dos códigos)
Depois de um exame geral, seleciona-se um manuscrito
mais completo ou que pare...
• Estemática (desvendar a origem)
Consiste no estabelecimento da genealogia do códice. O
modo de transmissão genealógica p...
• EMENDATIO
 Emendatio é o nome dado ao conjunto das operações
que visam à correção do texto. E certamente a mais
importa...
CRÍTICA HISTÓRICO-LITERÁRIA
Terminado o trabalho da crítica textual com a
reconstituição do texto, passa-se ao estudo dos...
 AUTENTICIDADE
Autenticidade diz respeito à autoria do texto, que se
dirá autêntico se realmente for do autor ao qual se ...
 FONTES
Neste tópico, pesquisam-se as citações diretas e as
indiretas, as alusões, os possíveis plágios, as imitações, em...
 SORTE
Neste item, o filólogo procura rastrear a sorte, boa ou má,
do documento. O êxito de um texto manuscrito se avalia...
• LINGUAGEM DO TEXTO
 Do estudo da linguagem do documento, o filólogo
pode colher muitas informações importantes para um ...
• Avaliação critica
Como último passo desta etapa, o filólogo fará uma
avaliação critica final da obra sob dois aspectos:...
EXEGESE DO PORMENOR
 A exegese do Pormenor busca a revelar as alusões
obscuras, esclarecer detalhes que o leitor vier a
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A exegese do pormenor buscará aclarar as alusões
muitas vezes obscuras, verificará a autenticidade e a
correção das citaç...
EDIÇÃO
Edição Crítica
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 Edição Diplomática
Digo eu, Cosme Pereira das
Mercês, abaixo assignado
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Edição Paleográfica
• É o resultado de um manuscrito antigo que se revela
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A evolução política
 A Fenícia limitava-se ao norte com a Ásia menor ao sul
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A CIVILIZAÇÃO FINÍCIA
 O povo fenício eram diferentes dos egípcios e dos
mesopotâmicos: Agricultores e guerreiros.
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REFERÊNCIAS
BASSETTO, Bruno Fregni. Elementos de filologia românica. 2ª
Edição, Vol. 1. Editora Edusp, São Paulo, 2001.
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Retrata sobre o trabalho filológico, e algumas edições. Abordei também sobre o povo fenício e seu alfabeto.

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  1. 1.  O trabalho filológico tem como objetivo a reconstituição de um texto, total ou parcial, ou a determinação e o esclarecimento de algum aspecto relevante a ele relacionado. Estende-se desde a crítica textual, cujo objeto é o próprio texto, até as questões histórico-literárias, como a autoria, a autenticidade, a datação etc., e o estudo e a exegese do pormenor.
  2. 2. Crítica Textual  O objetivo desta primeira etapa é a reconstituição do texto, isto é, “emendar” o texto para aproxima-lo ao máximo da forma que recebera do próprio autor. • Recensio (recenseamento) Consiste no levantamento de todos os códices. distingue- se em (tradição direta e tradição indireta). Tradição direta: os manuscritos podem ser do próprio autor, denominados “autógrafos” ou de copistas, chamados “apóstrofos” Tradição indireta: constituída por versões, comentários, citações, alusões, glosas, paráfrases, e imitações
  3. 3. • Collatio codicum (comparação dos códigos) Depois de um exame geral, seleciona-se um manuscrito mais completo ou que pareça bom, ou no caso, do impresso, a ultima edição. Texto ou exemplar de texto: torna-se a base da comparação, com a finalidade de eliminar os chamados códices descript, isto é, copias de um modelo existente e conhecido como “exemplar de copia” ou “antígrafo” Interpolação: é a inserção de um fragmento variável na copia de um documento, que para Lachmann, é suficiente para levar a eliminação do documento.
  4. 4. • Estemática (desvendar a origem) Consiste no estabelecimento da genealogia do códice. O modo de transmissão genealógica pode ser: Vertical: quando a derivação é direta do original ou do arquétipo. Transversal: quando a derivação é por comparação de textos de épocas, lugares e valor diferente. Horizontal: se for por coleção de textos da mesma época e lugar. Por contaminação: nos casos em que o copista inseriu as anotações marginais ou interlineares, suprimindo com isto os correspondentes tópicos originais, a linha pontilhada, no sistmma, indica esse modo de transmissão
  5. 5. • EMENDATIO  Emendatio é o nome dado ao conjunto das operações que visam à correção do texto. E certamente a mais importante desse processo da reconstituição do texto, por que é segundo um postulado da tradução manuscrita. “quem diz copias, diz erro”.  Emendatio ope codicum: fazem-se uma comparação e um exame das variantes encontradas nos códices estudadas na collatio.  Emendatio ope conjectura: envolve a intuição do filólogo e o conhecimento profundo que deve ter do autor, da obra e da época do texto estudado. Essas qualidades lhe permitem até recriar passagens mutiladas ou totalmente danificadas por manchas, desgastes ou perfurações dos códices.
  6. 6. CRÍTICA HISTÓRICO-LITERÁRIA Terminado o trabalho da crítica textual com a reconstituição do texto, passa-se ao estudo dos vários aspectos da chamada crítica História-Literária, que procura esclarecer possíveis pontos obscuros, eliminar lacunas no conhecimento de dados a respeito do texto etc. Aqui também são usados os critérios externos, sobretudo citações, alusões, referências, etc. A crítica histórico-literária aborda os itens identificados a seguir.
  7. 7.  AUTENTICIDADE Autenticidade diz respeito à autoria do texto, que se dirá autêntico se realmente for do autor ao qual se atribui.  DATAÇÃO Determinar a data, o ano ou pelo menos a época em que o documento foi escrito pode ser muito útil para a compreensão de seus conteúdos, de sua forma, finalmente e outros aspectos, já que um escrito de forma ou de outra, é um reflexo de sua época.
  8. 8.  FONTES Neste tópico, pesquisam-se as citações diretas e as indiretas, as alusões, os possíveis plágios, as imitações, em resumo toda e qualquer influência de outros autores sobre o texto.  CIRCUNSTÂNCIAS Circunstâncias são todas as variáveis que “estão ao redor” de algo. Situar um documento em seu contexto histórico, cultural, social e político pode facilitar a compreensão de sua mensagem, esclarecer tópicos e alusões, além de alinhar auto e obra segundo as diversas correntes filosóficas, literárias, políticas etc.
  9. 9.  SORTE Neste item, o filólogo procura rastrear a sorte, boa ou má, do documento. O êxito de um texto manuscrito se avalia pelo número de cópias, pelas citações, referências, estudos, alusões, etc.  UNIDADE E INTEGRIDADE A um manuscrito era possível acrescentar textos e também suprimir lhe uma parte menos ou maior, estudando esse ângulo, o filólogo verifica a integridade da obra, isto é, se está inteira, íntegra e completa.
  10. 10. • LINGUAGEM DO TEXTO  Do estudo da linguagem do documento, o filólogo pode colher muitas informações importantes para um co nhecimento mais aprofundado do próprio texto.
  11. 11. • Avaliação critica Como último passo desta etapa, o filólogo fará uma avaliação critica final da obra sob dois aspectos: seu valor documental, e seu valor literário.
  12. 12. EXEGESE DO PORMENOR  A exegese do Pormenor busca a revelar as alusões obscuras, esclarecer detalhes que o leitor vier a encontrar.  Esse trabalho exige muito conhecimento por parte dos pesquisadores referentes ciências afins, bem como do contexto próximo e remoto. Completando o trabalho filológico, procurar-se-á estabelecer os detalhes ou os pormenores, que o leitor provavelmente não consiga entender claramente, ou que mereçam um aprofundamento maior. Para isso, aplicam- se os princípios da hermenêutica, a ciência da interpretação; à prática dessa ciência se dá o nome de exegese.
  13. 13. A exegese do pormenor buscará aclarar as alusões muitas vezes obscuras, verificará a autenticidade e a correção das citações, possíveis erros de históricos, tentará ao menos explicar expressões típicas, tópicos obscurecidos por interpolações ou supressões, pesquisará a razão de aparentes ou reais incoerências do texto e outros problemas semelhantes.
  14. 14. EDIÇÃO Edição Crítica • É a que procura estabelecer o texto perfeito confrontando manuscritos ou edições antigas. • Tem como objetivo em restaurar os textos antigos.
  15. 15.  Edição Diplomática Digo eu, Cosme Pereira das Mercês, abaixo assignado que entre os mais bens que possuo livre e desembarga do de qualquer onus amigavel ou judicial, bem assim uma posse de terra nos terrenos da Fasenda 5 Aguada Nova deste Municipio, [...].
  16. 16. Edição Paleográfica • É o resultado de um manuscrito antigo que se revela mais adequada do que a reprodução fac-similada. Outros tipos de edição • A edição comentada se baseia no texto fidedigno e traz comentários sobre aspectos obscuros abordando termos técnicos, específicos e vocábulos polissêmicos.
  17. 17. A evolução política  A Fenícia limitava-se ao norte com a Ásia menor ao sul com a Palestina, a leste com a cordilheira do Líbano e o oeste com o mar mediterrâneo, sendo de origem semita.  Os fenícios não tinham uma unidade política definida. Sendo assim, os mesmos se agrupavam-se em cidades- estados, contendo um governo autônomo e soberano.
  18. 18. A CIVILIZAÇÃO FINÍCIA  O povo fenício eram diferentes dos egípcios e dos mesopotâmicos: Agricultores e guerreiros.  O comércio, principal atividade econômica dos fenícios.  O fenícios foram os primeiros a compreender a importância da escrita, porque era básico para suas operações comerciais. O alfabeto fenício foi a contribuição mais importante para a civilização, pois o mesmo que deu origem a outros dois alfabetos mais importantes da antiguidade (Grego e o Romano) que são utilizados até hoje.
  19. 19. REFERÊNCIAS BASSETTO, Bruno Fregni. Elementos de filologia românica. 2ª Edição, Vol. 1. Editora Edusp, São Paulo, 2001. VASCONCELOS, Alves. Contribuição da Filologia e da Crítica Textual para o Estudo de Documentos Manuscritos de Paranaguá. SIGNUM: Estud. Ling., Londrina,2012.

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