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Ensino Fundamental II
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Setor> e o acesso
está autorizado, exclusivamente, <descrever os envolvidos>.”
PÚBLICA
Ensino Fundamental II – 8º
Disciplina: História
Profº Me. Valdilei
Gonçalves Santos
PÚBLICA
Tema: Os primeiros
habitantes do Brasil
Os primeiros habitantes
do Brasil
Como o nossa HISTÓRIA tem descrevido nossos indígenas?
O que ADQUIRIMOS dos indígenas?
Como VIVEM os povos indígenas?
O que os indígenas VALORIZAVAM?
Qual é a RELIGIÃO do povo indígena?
Qual é a CULTURA indígena?
O que FAZEM os índios?
Qual é a IMPORTÂNCIA do índio?
Porque se comemora o DIA DO ÍNDIO?
Como VOCÊ vê os indígenas?
“Não se pode respeitar e valorizar o que não se
conhece. Ou pior ainda, não se pode respeitar ou
valorizar o que se conhece de forma deturpada,
equivocada e pré-conceitualmente”.
Gersem Baniwa
“Não existem índios no Brasil! É comum se afirmar que os antigos
habitantes do Brasil são índios. Isso não é verdade. Este é um equívoco
muito grande, que tem diminuído a complexa diversidade indígena. É um
apelido engendrado na mente do povo brasileiro. Somos mais que um
apelido. Somos mais que um conceito vazio. Somos povos! Somos gente
verdadeira. Somos ancestralidade”.
“As sociedades indígenas têm diferentes relações com a sociedade
brasileira. Algumas possuem 500 anos de contato; outras, trezentos,
duzentos anos; outras têm apenas quarenta ou cinquenta anos e
acredita-se que existem outras cinquenta comunidades que não possuem
contato algum com a sociedade nacional”.
Daniel Munduruku
https://www.youtube.com/watch?v=DCTEsPlfbww
Edson Kaiapó
OS PRIMEIROS HABITANTES DO “BRASIL”
Por volta de 1500, o Brasil tinha uma população
indígena estimada entre 3,5 e 5 milhões de habitantes,
distribuídos em centenas de povos que falavam perto de
1300. A história desses povos, anterior a conquista
europeia, é parcialmente conhecida. Boa parte de sua
cultura material (objetos, adornos, utensílios,
construções) desapareceu, destruídos pelos
colonizadores ou pela ação do tempo, já que a maioria
era materiais perecíveis) p 166
BRASIL
305 povos
274 línguas
896,9 mil indígenas
(crescimento demográfico de 205% nas últimas duas décadas)
TERRAS INDÍGENAS
13% Território nacional
98,42% Amazônia legal 1,58% sul/sudeste/nordeste/
partes do centro-oeste
Antes da chegada dos primeiros europeus
Por volta de 1500, o Brasil tinha uma população indígena estimada entre 3,5 e 5 milhões de
habitantes, distribuídos em centenas de povos que falavam perto de 1300. A história desses
povos, anterior a conquista europeia, é parcialmente conhecida. Boa parte de sua cultura material
(objetos, adornos, utensílios, construções) desapareceu, destruídos pelos colonizadores ou pela
ação do tempo, já que a maioria era materiais perecíveis) Livro de História p 166
Após a chegada dos primeiros europeus
BRASIL
305 povos
274 línguas
896,9 mil indígenas
(crescimento demográfico de 205% nas últimas duas décadas)
TERRAS INDÍGENAS
13% Território nacional
98,42% Amazônia legal 1,58% sul/sudeste/nordeste/partes do centro-oeste.
Informações da internet com dados atuais.
A área correspondente ao atual território brasileiro era muito
diferente há 12 mil anos, idade do mais antigo vestígio
humano aqui encontrado até o momento;
No Pleistoceno, época geológica entre 2 milhões e 10 mil
anos atrás, que terminou com a última glaciação, tinha outras
características climáticas, além de fauna e flora bem distintas;
a faixa litorânea era mais extensa, a floresta tropical era
menor, e a maior parte do território era composta de campos
e cerrados. Grandes tatus e preguiças-gigantes viviam na
região, mas acabaram desaparecendo, assim como outros
animais.
•
Sociedades dos caçadores-coletores no Brasil.
A datação da presença humana, no território hoje
ocupado pelo Brasil, permanece indefinida;
As evidências mais antigas e comprovadas de
ocupação datam aproximadamente de 12 a 8 mil
anos, e foram encontradas na região de Lagoa
Santa, em Minas Gerais;
As primeiras ossadas foram descobertas em 1840
pelo naturalista dinamarquês Peter Lund;
Em 1975, foi encontrado o crânio de uma mulher,
apelidada de Luzia, datado de 11.680 anos.
A antropóloga brasileira Niède Guidom pesquisa
supostos vestígios de presença humana, entre
48 a 40 mil anos atrás, em São Raimundo
Nonato, no estado do Piauí. Se confirmada essa
datação, as teorias sobre os processos de
migração e ocupação do continente e do Brasil
deverão mudar.
Como isso ainda não correu, a polêmica sobre
essa datação continua em discussão pela
comunidade cientifica internacional.
Importância dos sítios arqueológicos brasileiros
OS INDÍCIOS ARQUEOLÓGICOS IDENTIFICAM PELO MENOS TRÊS
ETAPAS DE OCUPAÇÃO HUMANA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO:
 a primeira onda migratória, realizada por caçadores-coletores até
aproximadamente 12 mil anos atrás, era composta basicamente de
populações mais antigas. Sua expressão morfológica é como a de Luzia;
 a segunda onda, ocorrida entre 10 e 9 mil anos atrás, acompanhou a
ocupação mongoloide geral que penetrou pelo noroeste da América do Sul,
desceu pelo litoral atlântico e pode ser identificada nas populações dos
sambaquis;
 a terceira etapa, contemporânea da segunda e protagonizada pelo mesmo
tipo humano, penetrou pelo interior da floresta e foi mais significativa que a
anterior do ponto de vista demográfico.
DAS POPULAÇÕES
 Essas populações eram formadas exclusivamente por caçadores,
pescadores e coletores. Ainda não faziam a cerâmica, mas construíam
ferramentas de pedra e de osso, e algumas usavam arco e flecha;
 Não havia divisão do trabalho nem hierarquia social. Esse era o caso do
povo de Luzia, que viveu na região de Minas Gerais entre 12 e 11 mil
anos atrás;
 Até 5 mil anos atrás, essa foi basicamente a forma de sobrevivência das
populações. Apesar dessas características gerais, não havia de modo
algum homogeneidade entre as populações. Ao contrário, tudo indica
que havia variedades regionais.
Imagem:
NordNordWest
/
Creative
Commons
Atribuição-Partilha
nos
Termos
da
Mesma
Licença
3.0
Unported.
Sítios arqueológicos
Datações com mais
de 11000 anos
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9000 e 10000 anos
Lapa
Do Sol Calapônia
Serranópolis
Arroio
dos fósseis
Alice Bôur
Cipó (Santana)
Lagoa Santa
Unaí
Januária
Montalvânia
São Raimundo
Nonato
Brejões
Angico
Chã do
Caboclo
Sítios arqueológicos mais antigos do Brasil
Eles fabricavam ferramentas de pedra e de osso, e eram principalmente
pescadores e coletores de moluscos, base de sua dieta alimentar.
Os numerosos sítios com vestígios dessa cultura, encontrados na região
litorânea do sul e do sudeste, ficaram conhecidos como sambaquis(do tupi
tampa, “marisco”, e ki, “amontoamento”), isto é, depósitos de conchas
resultantes do consumo de animais marinhos, como ostras, mexilhões e
berbigões, que formavam plataformas de tamanho variado sobre as quais os
concheiros erguiam habitações e abrigos e enterravam seus mortos.
Há aproximadamente 5 mil anos, começaram a ocorrer transformações
significativas em várias comunidades, principalmente na região Amazônica.
Nessa época, houve expansão demográfica na região, acompanhada de
inovações materiais que já indicavam o uso da cerâmica e a prática da
agricultura
Povos dos sambaquis.
Você sabe o significado
da palavra “sambaquis”?
Povos dos sambaquis.
Povos dos sambaquis.
Povos dos sambaquis.
Povos dos sambaquis.
Povos dos sambaquis.
Povos dos sambaquis.
1- O que são os sambaquis?
2 - Onde a maioria dos sambaquis foram localizados?
3- Segundo os arqueólogos, os povos dos sambaquis habitavam nas proximidades do mar ou rios
e deles se alimentavam. Qual era a principal dieta alimentar?
4- O que os povos dos sambaquis faziam para sobreviver?
5- Quando diminuía a quantidade de moluscos, como caracóis e ostras, do que eles se
alimentavam?
6 - Quais as principais utilidades dos sambaquis?
7 - O que os pesquisadores encontraram nos sambaquis?
8 - Segundo análise dos sambaquis pelos pesquisadores, qual a diferença entre o meio ambiente
marinho do passado distante e o atual?
Povos dos sambaquis.
Vídeos:
Em sala
Animação: O que é um Sambaqui. Se houver recursos é possível utilizar essa
animação do Museu do Sambaqui de Joinville. Disponível no link:
https://www.facebook.com/associacaosambaqui/videos/1679109765708498/?__
mref=message_bubble. Acesso em 19 jan. 2019.
Para Casa
Vídeo: Sítio pré-histórico - Sambaqui. SP Arqueologia. Fonte: YouTube. Disponível
no link:
https://www.youtube.com/watch?v=3rY4RTXnnhE. Acesso em 30 de dez. 2018.
Vídeo: Sambaquis - Vale Ribeira - arqueologia São Paulo. Fonte: YouTube.
Disponível no link:
https://www.youtube.com/watch?v=e-a0peXbfB4. Acesso em 30 de dez. 2018.
SÍTIO ARQUEOLÓGICO SAMBAQUI
Imagem: Thigruner / Sitio arqueológico Sambaqui, Santa Catarina / Public Domain.
A CONQUISTA DA AGRICULTURA E DA CERÂMICA
Ao contrário do que sempre afirmou a arqueologia tradicional, a floresta
tropical não foi empecilho para a sedentarização e o desenvolvimento das
sociedades humanas.
E foi justamente na imensa região amazônica que ocorreu o mais
importante processo de conquista, expansão agrícola e desenvolvimento
cerâmico.
O passo decisivo nessa direção foi o desenvolvimento de técnicas de
controle e cultivo das plantas mais interessantes para a alimentação e o
domínio das diferentes formas de processamento, como o cozimento e a
torração, e armazenamento dos alimentos.
Todo esse quadro mudou o regime alimentar, facilitou a sedentarização,
provocou a diversificação social e possibilitou o crescimento demográfico
em várias regiões do território.
TRADIÇÕES CULTURAIS E ZONAS AGRÍCOLAS-CERAMISTAS
Imagem: NordNordWest / Creative Commons Atribuição-Partilha nos Termos da Mesma
Licença 3.0 Unported.
Tradições culturais:
Humaitá e Umbu
Itaparica
Povos concheiros
Povos do Pantanal
Povos da região Amazônia
Zonas agrícola-ceramistas:
Santarém
Ananatuba e Marajoara
Una
Aratu e Sapucaí
Itararé e Taquara
Tradições culturais e zonas agrícolas-ceramistas
No Brasil convencionou-se chamar esses montes de Sambaqui,
palavra de origem Tupi. Mesmo sendo uma palavra indígena, é
bom ter claro que esses povos não eram indígenas e viveram em
um tempo anterior à ocupação indígena.
O conceito de Sambaqui foi definido como categoria em meados
dos anos de 1870, como sendo todo tipo de sítio conchífero do
litoral brasileiro.
Esses povos dos sambaquis foram os grupos que deixaram a maior
quantidade de vestígios de sua permanência no território que
depois foi denominado de Brasil.
Esses materiais, muitos deles bem preservados, permitem que se
tenha noção do modo de vida e das condições ambientais daquele
tempo.
Textos impresso:
BARATA, G. Resenha do livro: Sambaqui: Arqueologia do litoral
brasileiro de Madu Gaspar. Disponível no link:
http://www.comciencia.br/dossies-1-
72/resenhas/arqueologia/sambaqui.htm. Acesso em: 30 dez. de
2018:
Sociedades agricultoras no Brasil: civilização tapajônica e
civilização marajoara.
Documentário Povos indígenas: conhecer para valorizar, produzido pelo Museu do Índio/Funai e
Secretaria de Estado do Rio de Janeiro em 2011.
Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=MwMEuK-DfEw
Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=Tf-tOJGRYOI
Parte 3: https://www.youtube.com/watch?v=VZmWUF3e75I&t=1s
Parte 4: https://www.youtube.com/watch?v=XhZPOcYy6Wk
Parte 5: https://www.youtube.com/watch?v=IPqYxU9dd_M&t=6s
Ensino Fundamental II
"Este documento foi classificado pelo <Nome da Dependência /
Setor> e o acesso
está autorizado, exclusivamente, <descrever os envolvidos>.”
PÚBLICA
Ensino Fundamental II – 8º
Disciplina: História
Profº Me. Valdilei
Gonçalves Santos
PÚBLICA
Tema: Sociedades agricultoras no
Brasil: civilização tapajônica e
civilização marajoara.
1 Descreva a civilização marajoara
2 O que foi a cultura marajoara?
3 Como é a arte marajoara?
4 A respeito da cultura marajoara descreva o que se perdeu e
o que subsiste
Anotem no caderno para ser respondido ao longo de nossa aula
A cultura marajoara ocupou parte do território brasileiro que hoje
corresponde à Amazônia. A civilização marajoara atingiu um nível
elevado de complexidade como testemunham os vestígios
arqueológicos encontrados.
Porque desapareceu muito antes
da chegada dos portugueses ao
Brasil?
Apenas temos especulações para
responder a esta questão. Mas
sabemos sim que as formas e
padrões encontrados nos vestígios
de cerâmica marajoara de cerca de
400 d.C são hoje fonte de
inspiração dos artesãos da região.
Acultura marajoara
Você provavelmente já ouviu falar dos Incas, Maias e
Astecas. Essas civilizações são chamadas pré-
colombianas, uma divisão que inclui tudo que aconteceu
no continente americano desde o Paleolítico até a
chegada dos europeus, no século 15.
A cultura Marajoara, que ocupou parte do território
brasileiro que hoje corresponde à Amazônia, também faz
parte da era pré-colombiana.
Espere, você nunca ouviu falar nesse povo?
É normal.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, os
marajoaras já haviam desaparecido cerca de duzentos
anos antes. A civilização marajoara floresceu por volta
do ano 400 d.C, mas há indicações da atividade humana
na região desde o ano 1000 a.C. Outras civilizações
também ocuparam o território que mais tarde viria a se
chamar Brasil a partir de 1500, mas de todas, a cultura
Marajoara foi a que atingiu um maior nível de
complexidade, muito mais do que muitas pessoas
simplesmente vivendo juntas.
O povo Marajoara recebeu esse nome por causa da
atual ilha de Marajó, onde viveram, atingindo um
número aproximado de cem mil pessoas durante a
quarta fase da ocupação da ilha. Alguns estudos
arqueológicos propõem que esta civilização começou
com um grupo originário dos Andes, enquanto outros
afirmam que ela se originou na própria ilha.
De qualquer forma, a cultura Marajoara desenvolveu-
se de maneira muito complexa. Eles eram qualificados
especialmente na agricultura – afinal, alimentar
100.000 pessoas caçando e pescando não parece ser
uma tarefa para amadores…
Outra característica interessante do
povo Marajoara é que eles criaram
colinas artificiais, ou usaram
formações montanhosas existentes,
para construir suas casas, e assim,
evitar qualquer inundação.
Já a arte marajoara é composta principalmente por
artefatos de cerâmica, trabalhados de maneira cuidadosa
e extremamente detalhada. Os primeiros artefatos foram
descobertos em 1871 e desde então têm sido vistos como
prova da sofisticação da cultura marajoara.
A ARTE MARAJOARA
A cultura Marajoara foi a que alcançou o maior nível de complexidade
social na pré-história brasileira. Essa complexidade se expressa também
na sua produção cerâmica, tecnicamente elaborada, caracterizada por
uma grande diversidade de formas e decorada com esmero. As peças
exibidas aqui estão relacionadas a práticas cerimoniais. Algumas foram
encontradas em contextos funerários, outras provavelmente foram
utilizadas em rituais de passagem. A iconografia Marajoara – fortemente
centrada na figura humana e na representação de animais da floresta
tropical revestidos de significados simbólicos – compõe um intrincado
sistema de comunicação visual que se vale de simetrias, elementos
pareados, repetições rítmicas e oposições binárias para reafirmar,
transmitir e perpetuar uma determinada visão de mundo.
Seus objetos eram funcionais e decorativos, e há um pouco de
tudo: potes, vasos, urnas funerárias, brinquedos e até pequenas
tangas, como as da imagem abaixo. Feitas de barro, as peças
eram então decoradas com desenhos de cobras ou outros
animais. Também foram produzidos cestos de palha, jóias e
ferramentas.
Algumas urnas funerárias também foram encontradas, o que ajudou os
estudiosos a compreender as tradições funerárias dos Marajoara. A carne
de uma pessoa era removida dos ossos e os restos eram depositados
dentro da urna.
O pesquisador suíço Emilio Goeldi é um dos principais responsáveis pela
catalogação das obras de cerâmica encontradas na região de Marajoara.
Vaso funerário, 400-1400, The Collection of H. Law
cultura marajoara
Atualmente, a cultura Marajoara é uma inspiração para os
artesãos que vivem na região.
Inspirados nos gráficos e nos motivos geométricos deixados
pelos ancestrais, fabricam vasos e outros objetos
cerâmicos, num processo quase todo artesanal. Em
algumas aldeias, a economia da comunidade depende
dessa produção.
CULTURA MARAJOARA, O QUE SE PERDEU E O QUE SUBSISTE
Infelizmente, muitas peças foram perdidas, tanto pela falta de
cuidado de algumas pessoas que as encontraram quanto pela
passagem do tempo. Em 2018, um incêndio de grandes
proporções atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, reduzindo
à cinzas grande parte desses artefatos que estavam sob a
salvaguarda da instituição.
Não se sabe exatamente como o Marajoara chegou ao fim de sua
civilização. Estudos sugerem que eles simplesmente deixaram a
ilha por volta de 1300, muito antes da chegada dos colonos
europeus em 1500. Mas por quê? Por enquanto, restam apenas
especulações.
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  • 1. Ensino Fundamental II "Este documento foi classificado pelo <Nome da Dependência / Setor> e o acesso está autorizado, exclusivamente, <descrever os envolvidos>.” PÚBLICA Ensino Fundamental II – 8º Disciplina: História Profº Me. Valdilei Gonçalves Santos PÚBLICA Tema: Os primeiros habitantes do Brasil
  • 3.
  • 4.
  • 5. Como o nossa HISTÓRIA tem descrevido nossos indígenas? O que ADQUIRIMOS dos indígenas? Como VIVEM os povos indígenas? O que os indígenas VALORIZAVAM? Qual é a RELIGIÃO do povo indígena? Qual é a CULTURA indígena? O que FAZEM os índios? Qual é a IMPORTÂNCIA do índio? Porque se comemora o DIA DO ÍNDIO? Como VOCÊ vê os indígenas?
  • 6.
  • 7. “Não se pode respeitar e valorizar o que não se conhece. Ou pior ainda, não se pode respeitar ou valorizar o que se conhece de forma deturpada, equivocada e pré-conceitualmente”. Gersem Baniwa
  • 8. “Não existem índios no Brasil! É comum se afirmar que os antigos habitantes do Brasil são índios. Isso não é verdade. Este é um equívoco muito grande, que tem diminuído a complexa diversidade indígena. É um apelido engendrado na mente do povo brasileiro. Somos mais que um apelido. Somos mais que um conceito vazio. Somos povos! Somos gente verdadeira. Somos ancestralidade”. “As sociedades indígenas têm diferentes relações com a sociedade brasileira. Algumas possuem 500 anos de contato; outras, trezentos, duzentos anos; outras têm apenas quarenta ou cinquenta anos e acredita-se que existem outras cinquenta comunidades que não possuem contato algum com a sociedade nacional”. Daniel Munduruku https://www.youtube.com/watch?v=DCTEsPlfbww Edson Kaiapó
  • 9. OS PRIMEIROS HABITANTES DO “BRASIL” Por volta de 1500, o Brasil tinha uma população indígena estimada entre 3,5 e 5 milhões de habitantes, distribuídos em centenas de povos que falavam perto de 1300. A história desses povos, anterior a conquista europeia, é parcialmente conhecida. Boa parte de sua cultura material (objetos, adornos, utensílios, construções) desapareceu, destruídos pelos colonizadores ou pela ação do tempo, já que a maioria era materiais perecíveis) p 166
  • 10. BRASIL 305 povos 274 línguas 896,9 mil indígenas (crescimento demográfico de 205% nas últimas duas décadas) TERRAS INDÍGENAS 13% Território nacional 98,42% Amazônia legal 1,58% sul/sudeste/nordeste/ partes do centro-oeste
  • 11.
  • 12. Antes da chegada dos primeiros europeus Por volta de 1500, o Brasil tinha uma população indígena estimada entre 3,5 e 5 milhões de habitantes, distribuídos em centenas de povos que falavam perto de 1300. A história desses povos, anterior a conquista europeia, é parcialmente conhecida. Boa parte de sua cultura material (objetos, adornos, utensílios, construções) desapareceu, destruídos pelos colonizadores ou pela ação do tempo, já que a maioria era materiais perecíveis) Livro de História p 166 Após a chegada dos primeiros europeus BRASIL 305 povos 274 línguas 896,9 mil indígenas (crescimento demográfico de 205% nas últimas duas décadas) TERRAS INDÍGENAS 13% Território nacional 98,42% Amazônia legal 1,58% sul/sudeste/nordeste/partes do centro-oeste. Informações da internet com dados atuais.
  • 13.
  • 14.
  • 15. A área correspondente ao atual território brasileiro era muito diferente há 12 mil anos, idade do mais antigo vestígio humano aqui encontrado até o momento; No Pleistoceno, época geológica entre 2 milhões e 10 mil anos atrás, que terminou com a última glaciação, tinha outras características climáticas, além de fauna e flora bem distintas; a faixa litorânea era mais extensa, a floresta tropical era menor, e a maior parte do território era composta de campos e cerrados. Grandes tatus e preguiças-gigantes viviam na região, mas acabaram desaparecendo, assim como outros animais. • Sociedades dos caçadores-coletores no Brasil.
  • 16. A datação da presença humana, no território hoje ocupado pelo Brasil, permanece indefinida; As evidências mais antigas e comprovadas de ocupação datam aproximadamente de 12 a 8 mil anos, e foram encontradas na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais; As primeiras ossadas foram descobertas em 1840 pelo naturalista dinamarquês Peter Lund; Em 1975, foi encontrado o crânio de uma mulher, apelidada de Luzia, datado de 11.680 anos.
  • 17. A antropóloga brasileira Niède Guidom pesquisa supostos vestígios de presença humana, entre 48 a 40 mil anos atrás, em São Raimundo Nonato, no estado do Piauí. Se confirmada essa datação, as teorias sobre os processos de migração e ocupação do continente e do Brasil deverão mudar. Como isso ainda não correu, a polêmica sobre essa datação continua em discussão pela comunidade cientifica internacional.
  • 18. Importância dos sítios arqueológicos brasileiros OS INDÍCIOS ARQUEOLÓGICOS IDENTIFICAM PELO MENOS TRÊS ETAPAS DE OCUPAÇÃO HUMANA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO:  a primeira onda migratória, realizada por caçadores-coletores até aproximadamente 12 mil anos atrás, era composta basicamente de populações mais antigas. Sua expressão morfológica é como a de Luzia;  a segunda onda, ocorrida entre 10 e 9 mil anos atrás, acompanhou a ocupação mongoloide geral que penetrou pelo noroeste da América do Sul, desceu pelo litoral atlântico e pode ser identificada nas populações dos sambaquis;  a terceira etapa, contemporânea da segunda e protagonizada pelo mesmo tipo humano, penetrou pelo interior da floresta e foi mais significativa que a anterior do ponto de vista demográfico.
  • 19. DAS POPULAÇÕES  Essas populações eram formadas exclusivamente por caçadores, pescadores e coletores. Ainda não faziam a cerâmica, mas construíam ferramentas de pedra e de osso, e algumas usavam arco e flecha;  Não havia divisão do trabalho nem hierarquia social. Esse era o caso do povo de Luzia, que viveu na região de Minas Gerais entre 12 e 11 mil anos atrás;  Até 5 mil anos atrás, essa foi basicamente a forma de sobrevivência das populações. Apesar dessas características gerais, não havia de modo algum homogeneidade entre as populações. Ao contrário, tudo indica que havia variedades regionais.
  • 20. Imagem: NordNordWest / Creative Commons Atribuição-Partilha nos Termos da Mesma Licença 3.0 Unported. Sítios arqueológicos Datações com mais de 11000 anos Datações entre 9000 e 10000 anos Lapa Do Sol Calapônia Serranópolis Arroio dos fósseis Alice Bôur Cipó (Santana) Lagoa Santa Unaí Januária Montalvânia São Raimundo Nonato Brejões Angico Chã do Caboclo Sítios arqueológicos mais antigos do Brasil
  • 21. Eles fabricavam ferramentas de pedra e de osso, e eram principalmente pescadores e coletores de moluscos, base de sua dieta alimentar. Os numerosos sítios com vestígios dessa cultura, encontrados na região litorânea do sul e do sudeste, ficaram conhecidos como sambaquis(do tupi tampa, “marisco”, e ki, “amontoamento”), isto é, depósitos de conchas resultantes do consumo de animais marinhos, como ostras, mexilhões e berbigões, que formavam plataformas de tamanho variado sobre as quais os concheiros erguiam habitações e abrigos e enterravam seus mortos. Há aproximadamente 5 mil anos, começaram a ocorrer transformações significativas em várias comunidades, principalmente na região Amazônica. Nessa época, houve expansão demográfica na região, acompanhada de inovações materiais que já indicavam o uso da cerâmica e a prática da agricultura
  • 22. Povos dos sambaquis. Você sabe o significado da palavra “sambaquis”?
  • 28. Povos dos sambaquis. 1- O que são os sambaquis? 2 - Onde a maioria dos sambaquis foram localizados? 3- Segundo os arqueólogos, os povos dos sambaquis habitavam nas proximidades do mar ou rios e deles se alimentavam. Qual era a principal dieta alimentar? 4- O que os povos dos sambaquis faziam para sobreviver? 5- Quando diminuía a quantidade de moluscos, como caracóis e ostras, do que eles se alimentavam? 6 - Quais as principais utilidades dos sambaquis? 7 - O que os pesquisadores encontraram nos sambaquis? 8 - Segundo análise dos sambaquis pelos pesquisadores, qual a diferença entre o meio ambiente marinho do passado distante e o atual?
  • 29. Povos dos sambaquis. Vídeos: Em sala Animação: O que é um Sambaqui. Se houver recursos é possível utilizar essa animação do Museu do Sambaqui de Joinville. Disponível no link: https://www.facebook.com/associacaosambaqui/videos/1679109765708498/?__ mref=message_bubble. Acesso em 19 jan. 2019. Para Casa Vídeo: Sítio pré-histórico - Sambaqui. SP Arqueologia. Fonte: YouTube. Disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=3rY4RTXnnhE. Acesso em 30 de dez. 2018. Vídeo: Sambaquis - Vale Ribeira - arqueologia São Paulo. Fonte: YouTube. Disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=e-a0peXbfB4. Acesso em 30 de dez. 2018.
  • 30. SÍTIO ARQUEOLÓGICO SAMBAQUI Imagem: Thigruner / Sitio arqueológico Sambaqui, Santa Catarina / Public Domain.
  • 31. A CONQUISTA DA AGRICULTURA E DA CERÂMICA Ao contrário do que sempre afirmou a arqueologia tradicional, a floresta tropical não foi empecilho para a sedentarização e o desenvolvimento das sociedades humanas. E foi justamente na imensa região amazônica que ocorreu o mais importante processo de conquista, expansão agrícola e desenvolvimento cerâmico. O passo decisivo nessa direção foi o desenvolvimento de técnicas de controle e cultivo das plantas mais interessantes para a alimentação e o domínio das diferentes formas de processamento, como o cozimento e a torração, e armazenamento dos alimentos. Todo esse quadro mudou o regime alimentar, facilitou a sedentarização, provocou a diversificação social e possibilitou o crescimento demográfico em várias regiões do território.
  • 32. TRADIÇÕES CULTURAIS E ZONAS AGRÍCOLAS-CERAMISTAS Imagem: NordNordWest / Creative Commons Atribuição-Partilha nos Termos da Mesma Licença 3.0 Unported. Tradições culturais: Humaitá e Umbu Itaparica Povos concheiros Povos do Pantanal Povos da região Amazônia Zonas agrícola-ceramistas: Santarém Ananatuba e Marajoara Una Aratu e Sapucaí Itararé e Taquara Tradições culturais e zonas agrícolas-ceramistas
  • 33. No Brasil convencionou-se chamar esses montes de Sambaqui, palavra de origem Tupi. Mesmo sendo uma palavra indígena, é bom ter claro que esses povos não eram indígenas e viveram em um tempo anterior à ocupação indígena. O conceito de Sambaqui foi definido como categoria em meados dos anos de 1870, como sendo todo tipo de sítio conchífero do litoral brasileiro. Esses povos dos sambaquis foram os grupos que deixaram a maior quantidade de vestígios de sua permanência no território que depois foi denominado de Brasil. Esses materiais, muitos deles bem preservados, permitem que se tenha noção do modo de vida e das condições ambientais daquele tempo. Textos impresso: BARATA, G. Resenha do livro: Sambaqui: Arqueologia do litoral brasileiro de Madu Gaspar. Disponível no link: http://www.comciencia.br/dossies-1- 72/resenhas/arqueologia/sambaqui.htm. Acesso em: 30 dez. de 2018:
  • 34. Sociedades agricultoras no Brasil: civilização tapajônica e civilização marajoara. Documentário Povos indígenas: conhecer para valorizar, produzido pelo Museu do Índio/Funai e Secretaria de Estado do Rio de Janeiro em 2011. Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=MwMEuK-DfEw Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=Tf-tOJGRYOI Parte 3: https://www.youtube.com/watch?v=VZmWUF3e75I&t=1s Parte 4: https://www.youtube.com/watch?v=XhZPOcYy6Wk Parte 5: https://www.youtube.com/watch?v=IPqYxU9dd_M&t=6s
  • 35. Ensino Fundamental II "Este documento foi classificado pelo <Nome da Dependência / Setor> e o acesso está autorizado, exclusivamente, <descrever os envolvidos>.” PÚBLICA Ensino Fundamental II – 8º Disciplina: História Profº Me. Valdilei Gonçalves Santos PÚBLICA Tema: Sociedades agricultoras no Brasil: civilização tapajônica e civilização marajoara.
  • 36. 1 Descreva a civilização marajoara 2 O que foi a cultura marajoara? 3 Como é a arte marajoara? 4 A respeito da cultura marajoara descreva o que se perdeu e o que subsiste Anotem no caderno para ser respondido ao longo de nossa aula
  • 37. A cultura marajoara ocupou parte do território brasileiro que hoje corresponde à Amazônia. A civilização marajoara atingiu um nível elevado de complexidade como testemunham os vestígios arqueológicos encontrados.
  • 38. Porque desapareceu muito antes da chegada dos portugueses ao Brasil? Apenas temos especulações para responder a esta questão. Mas sabemos sim que as formas e padrões encontrados nos vestígios de cerâmica marajoara de cerca de 400 d.C são hoje fonte de inspiração dos artesãos da região.
  • 39. Acultura marajoara Você provavelmente já ouviu falar dos Incas, Maias e Astecas. Essas civilizações são chamadas pré- colombianas, uma divisão que inclui tudo que aconteceu no continente americano desde o Paleolítico até a chegada dos europeus, no século 15. A cultura Marajoara, que ocupou parte do território brasileiro que hoje corresponde à Amazônia, também faz parte da era pré-colombiana.
  • 40. Espere, você nunca ouviu falar nesse povo?
  • 41. É normal. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, os marajoaras já haviam desaparecido cerca de duzentos anos antes. A civilização marajoara floresceu por volta do ano 400 d.C, mas há indicações da atividade humana na região desde o ano 1000 a.C. Outras civilizações também ocuparam o território que mais tarde viria a se chamar Brasil a partir de 1500, mas de todas, a cultura Marajoara foi a que atingiu um maior nível de complexidade, muito mais do que muitas pessoas simplesmente vivendo juntas.
  • 42. O povo Marajoara recebeu esse nome por causa da atual ilha de Marajó, onde viveram, atingindo um número aproximado de cem mil pessoas durante a quarta fase da ocupação da ilha. Alguns estudos arqueológicos propõem que esta civilização começou com um grupo originário dos Andes, enquanto outros afirmam que ela se originou na própria ilha. De qualquer forma, a cultura Marajoara desenvolveu- se de maneira muito complexa. Eles eram qualificados especialmente na agricultura – afinal, alimentar 100.000 pessoas caçando e pescando não parece ser uma tarefa para amadores…
  • 43. Outra característica interessante do povo Marajoara é que eles criaram colinas artificiais, ou usaram formações montanhosas existentes, para construir suas casas, e assim, evitar qualquer inundação.
  • 44. Já a arte marajoara é composta principalmente por artefatos de cerâmica, trabalhados de maneira cuidadosa e extremamente detalhada. Os primeiros artefatos foram descobertos em 1871 e desde então têm sido vistos como prova da sofisticação da cultura marajoara. A ARTE MARAJOARA
  • 45.
  • 46. A cultura Marajoara foi a que alcançou o maior nível de complexidade social na pré-história brasileira. Essa complexidade se expressa também na sua produção cerâmica, tecnicamente elaborada, caracterizada por uma grande diversidade de formas e decorada com esmero. As peças exibidas aqui estão relacionadas a práticas cerimoniais. Algumas foram encontradas em contextos funerários, outras provavelmente foram utilizadas em rituais de passagem. A iconografia Marajoara – fortemente centrada na figura humana e na representação de animais da floresta tropical revestidos de significados simbólicos – compõe um intrincado sistema de comunicação visual que se vale de simetrias, elementos pareados, repetições rítmicas e oposições binárias para reafirmar, transmitir e perpetuar uma determinada visão de mundo.
  • 47. Seus objetos eram funcionais e decorativos, e há um pouco de tudo: potes, vasos, urnas funerárias, brinquedos e até pequenas tangas, como as da imagem abaixo. Feitas de barro, as peças eram então decoradas com desenhos de cobras ou outros animais. Também foram produzidos cestos de palha, jóias e ferramentas.
  • 48. Algumas urnas funerárias também foram encontradas, o que ajudou os estudiosos a compreender as tradições funerárias dos Marajoara. A carne de uma pessoa era removida dos ossos e os restos eram depositados dentro da urna. O pesquisador suíço Emilio Goeldi é um dos principais responsáveis pela catalogação das obras de cerâmica encontradas na região de Marajoara. Vaso funerário, 400-1400, The Collection of H. Law cultura marajoara
  • 49. Atualmente, a cultura Marajoara é uma inspiração para os artesãos que vivem na região. Inspirados nos gráficos e nos motivos geométricos deixados pelos ancestrais, fabricam vasos e outros objetos cerâmicos, num processo quase todo artesanal. Em algumas aldeias, a economia da comunidade depende dessa produção. CULTURA MARAJOARA, O QUE SE PERDEU E O QUE SUBSISTE
  • 50. Infelizmente, muitas peças foram perdidas, tanto pela falta de cuidado de algumas pessoas que as encontraram quanto pela passagem do tempo. Em 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, reduzindo à cinzas grande parte desses artefatos que estavam sob a salvaguarda da instituição. Não se sabe exatamente como o Marajoara chegou ao fim de sua civilização. Estudos sugerem que eles simplesmente deixaram a ilha por volta de 1300, muito antes da chegada dos colonos europeus em 1500. Mas por quê? Por enquanto, restam apenas especulações.