Casamento

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Casamento

  1. 1. 1 CASAMENTO GAY É VONTADE HUMANA
  2. 2. 2
  3. 3. 3 TEMA • Casamento A palavra casamento é derivada de "casa", enquanto que matrimonio tem origem no radical mater ("mãe") seguindo o mesmo modelo lexical de "patrimônio". Também pode ser do latim medieval casamentu” (“ato solene de união entre duas pessoas, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil”). Deste modo se pode dizer que casamento é um vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento religioso, governamental ou apenas social que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade como a afetiva, cuja representação arquetípica é a coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato que também compreende o patrimônio. As pessoas se casam por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade. Frequentemente um casamento é iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor), por um oficial do registro civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se. Em direito, é chamado "cônjuge" às pessoas que fazem parte de um casamento. O termo é neutro e pode se referir a homens e mulheres, sem distinção entre os sexos.
  4. 4. 4 • Tipos Há uma grande variedade, dependendo de fatores culturais, nas regras sociais que regem a seleção de um parceiro para o casamento. Há uma variação no quanto a seleção de parceiros é uma decisão individual pelos próprios parceiros ou de uma decisão coletiva por parte de seus parentes, existindo uma variedade das regras que regulam quais parceiros são opções válidas. Em muitas sociedades, a escolha do parceiro é limitada às pessoas de grupos sociais específicos. Em algumas sociedades, a regra é que um parceiro é selecionado do próprio grupo de um indivíduo social (endogamia). Este é o caso de muitas sociedades baseadas em classes e castas. No entanto, em outras sociedades um parceiro deve ser escolhido de um grupo diferente do que o dele (exogamia). Este é o caso de muitas sociedades que praticam religiões totêmicas, na qual a sociedade é dividida em vários clãs totêmicos exogâmicos, como a maioria das sociedades aborígenes australianas. Em outras sociedades, uma pessoa deve se casar com seu primo, uma mulher deve se casar com o filho da irmã de seu pai e um homem deve se casar com a filha do irmão de sua mãe - este é normalmente o caso de uma sociedade que tem uma regra de “rastreamento” de parentesco exclusivamente através de grupos de descendência patrilinear ou matrilinear, como entre o povo Akan, da África. Outro tipo de seleção de casamento é o levirato, em que as viúvas são obrigadas a casar com o irmão do seu marido. Este tipo de casamento é encontrado principalmente em sociedades onde o parentesco é baseado em grupos de clãs endogâmicos. Em outras culturas com regras menos rígidas que regem os grupos dos quais um parceiro pode ser escolhido, a seleção de um parceiro de casamento pode exigir um processo em que o casal deve passar por uma corte ou o casamento pode ser
  5. 5. 5 arranjado pelos pais do casal ou por uma pessoa de fora, uma casamenteira. Um casamento pragmático (ou 'arranjado') é facilitado por procedimentos formais da família ou de grupos políticos. Uma autoridade responsável organiza ou incentiva o casamento; eles podem, ainda, contratar uma casamenteira profissional para encontrar um parceiro adequado para uma pessoa solteira. O papel de autoridade pode ser exercido por pais, família, um oficial religioso ou um consenso do grupo. Em algumas sociedades, desde a Ásia Central até o Cáucaso e a África, ainda existe o costume de sequestro da noiva, em que uma mulher é capturado por um homem e seus amigos. O exemplo mais famoso é o Rapto das Sabinas, que forneceu às primeiras esposas aos cidadãos de Roma. Assim se pode ter desde casamento religioso (celebrado perante uma autoridade religiosa) e casamento civil (celebrado sob os princípios da legislação vigente em determinado Estado), como casamento arranjado (celebrado antes do envolvimento afetivo dos contraentes e normalmente combinado por terceiros (pais, irmãos, chefe do clã etc.) e casamento de conveniência (que é realizado primariamente por motivos econômicos ou sociais). Bem como: casamento aberto (em que é permitido aos cônjuges ter outros parceiros sexuais por consentimento mútuo), casamento celibatário (sem relações sexuais), casamento misto (entre pessoas de distinta origem racial, religiosa, étnica etc.), casamento morganático (entre duas pessoas de estratos sociais diferentes no qual o cônjuge de posição considerada inferior não recebe os direitos normalmente atribuídos por lei, como por exemplo: entre um membro de uma casa real e uma mulher da baixa nobreza), casamento poligâmico (realizado entre um homem e várias mulheres) e casamento poliândrico (realizado entre uma mulher e vários homens, ocorre em certas partes do Himalaia).
  6. 6. 6 • Casamento gay O casamento entre pessoas do mesmo sexo (comumente referido como casamento gay, casamento homossexual ou casamento homoafetivo) é a união oficial entre duas pessoas do mesmo sexo biológico (masculino com masculino, ou feminino com feminino, ou ainda macho como macho, ou fêmea com fêmea) ou da mesma identidade de gênero (homem com homem, ou mulher com mulher). No decorrer da história vários tipos de casamentos do mesmo sexo têm existido e vão desde relações informais não sancionadas a uniões altamente ritualizadas. Na Antiguidade se teve no sul da província chinesa de Fujian, durante o período da dinastia Ming, as mulheres comprometiam-se em contratos com outras mulheres mais jovens em elaboradas cerimônias. Os homens também entravam em acordos semelhantes. A primeira menção histórica da realização de casamentos do mesmo sexo ocorreu durante o início do Império Romano. Por exemplo, relata-se que o imperador Nero envolveu-se em uma cerimônia de casamento com um de seus escravos e com um jovem chamado Sporus. Note-se, no entanto, que um casamento entre dois homens romanos (ou com um escravo) não tinha legitimidade jurídica no direito romano (com exceção, provavelmente, a partir da vontade arbitrária do imperador). Em 342, no entanto, os imperadores cristãos Constâncio II e Constante I emitiram uma lei no Código de Teodósio que proibia o casamento homossexual em Roma e ordenava a execução daqueles que assim o fizessem. Na Idade Média ocorreu um casamento homossexual entre dois homens, Pedro Díaz e Muño Vandilaz, no município galego de Rairiz de Veiga, na atual Espanha, em 16 de abril de 1061. Eles foram casados por um padre de uma pequena capela. No Período contemporâneo. Em 2001, os Países Baixos
  7. 7. 7 tornaram-se o primeiro país do mundo a conceder o direito ao casamento aos casais do mesmo sexo. Em 2013, cerca de um bilhão de pessoas (ou 15% da população mundial) vivem em áreas que reconhecem o casamento homossexual. Os argumentos contrários de casamento de pessoas do mesmo sexo se baseam na não aceitação da homossexualidade a ponto de em determinados países o considerarem ilegal com restrições à liberdade de expressão, prisão, prisão perpétua, punição sem encarceramento, pena de morte. Há os que argumentam que diante da teoria da seleção natural de Darwin a homossexualidade não faz sentido porque a atração pelo mesmo sexo não serve a propósito evolutivo nenhum. Nos últimos anos, embora as diferentes confissões religiosas tenham discutido a aceitação da homossexualidade, incluindo nesse debate a celebração de casamentos religiosos entre pessoas do mesmo sexo, as religiões organizadas, na sua maioria, se restringem a celebrar casamentos entre pessoas de sexos diferentes. E apresentam seus argumentos como em Levítico 20:13 que diz: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.” Mas, também são considerados argumentos a favor de casamento homossexual. Por exemplo, o de se negar aos casais do mesmo sexo o acesso ao matrimônio e a todos os seus benefícios legais conexos representa uma discriminação baseada na orientação sexual. Outro exemplo é a afirmação de que o bem-estar financeiro, psicológico e físico é reforçado pelo casamento e que filhos de casais do mesmo sexo podem se beneficiar de serem criados por dois pais dentro de uma união legalmente reconhecida e apoiada por instituições da sociedade. Mais outro exemplo são os documentos judiciais movidos por associações científicas americanas (psicologia, sociologia e antropologia) afirmando que manter homens e mulheres homossexuais como inelegíveis para o casamento tanto os
  8. 8. 8 estigmatiza quanto impulsiona a discriminação pública contra eles. As bases biológicas do homossexualismo seguem sob debate. Uns acham que existe o “gene gay masculino” que pode ser determinante na sexualidade tanto de homens quanto de mulheres e assim se poderia acabar com alguns dogmas pregados por homofóbicos, como por exemplo, a ideia de que ser gay é uma escolha e de que é possível transformar gays em heterossexuais. Outros acham que o fato de homens serem homossexuais são por fatores e influências à que são expostos na infância e adolescência. Há também a chamada Teoria da Seleção de Parentesco apregoando que em épocas de grande crise não vale a pena para o indivíduo gastar energia tentando se reproduzir – é mais fácil ajudar a criar os filhos de irmãos ou primos, que possuem uma porção significativa dos próprios genes dele. Fazendo a conta, é como se o organismo gay estivesse se reproduzindo da mesma forma, o que talvez explique por que a seleção natural não elimina essa característica aparentemente prejudicial do ponto de vista genético. De fato, em muitas espécies existe a categoria dos que apenas ajudam a cuidar da prole de seus parentes. O fato é que, apesar da seleção de parentesco, a homossexualidade ainda continua com aura de mistério. • Acasalamento de animais A observação do comportamento homossexual em animais pode ser visto como um argumento contra e a favor da aceitação do casamento gay e tem sido usada como "pecado contra a natureza" ou “algo natural”. Contra se pode observar a geneticista Simon Levay dizendo em 1996 que "embora o comportamento homossexual seja muito comum no mundo animal, parece ser muito incomum que os animais tenham uma predisposição de longa duração
  9. 9. 9 para se engajar em tal comportamento à exclusão das atividades heterossexuais. Assim, uma orientação homossexual, se é que se pode falar de tal coisa nos animais, parece ser uma raridade." Bem como, o pesquisador John Gagnon referendando a ideia de que o fator anatômico por si só já é um forte indício de que nunca foi intenção do Criador (ou da evolução, se preferir) que houvessem relações homossexuais ou homoafetivas. A favor se tem alguns exemplos. As girafas durante o acasalamento, quando nove em cada dez pares ocorrem entre machos. Nos pássaros australianos Galahs 44% dos pares são formados por indivíduos do mesmo sexo. Cerca de 10% dos carneiros (machos) se recusam a acasalar com fêmeas, mas prontamente se acasalam com outros carneiros do mesmo sexo. Espécies de pinguins, onde indivíduos do mesmo sexo são companheiros por toda a vida e se recusam a formar um par com as fêmeas quando surge essa oportunidade. Registra-se haver acasalamento de animais de diferentes espécies. Pesquisadores descobriram que a desativação do gene fucose mutarotase em ratos de laboratório - o que influencia os níveis de estrogênio a que o cérebro é exposto - fez com que os camundongos fêmeas se comportassem como se tivessem crescido com o sexo masculino. Em março de 2011, uma pesquisa mostrou que a serotonina está envolvida no mecanismo de orientação sexual de ratos. Um estudo publicado pelo periódico "Trends in Ecology and Evolution" concluiu a importância do comportamento homossexual para a evolução de muitas espécies animais, como entre as fêmeas do albatroz-de-laysan do Havaí, que se unem a outras fêmeas para criar os filhotes, especialmente na escassez de machos, tendo mais sucesso que as fêmeas solteiras. O estudo conclui que a homossexualidade ajudou as espécies de diferentes maneiras ao longo da evolução.
  10. 10. 10 REFLEXÃO • Casamento gay para diminuir a população Meishu-Sama ensina em “Tolice do Controle da Natalidade” em 20 de agosto de 1949: “Atualmente, o Japão está incentivando o controle da natalidade, devido à insuficiência de alimentos em relação ao elevado número de seus habitantes. (...) Por conseguinte, ainda que entre em vigor neste momento o método para diminuir a população do país através do controle da natalidade, é impossível saber se daqui a alguns anos ainda será necessária essa preocupação. Isso não significa que devamos pensar em expandir nosso território, cometendo os mesmos erros do passado; nem em sonho deve-se pensar nisso. Mas quem pode dizer que não virá a época em que o problema da população será resolvido pacificamente? Vejamos. Caso fosse concretizada a Nação Mundial de que falam certos intelectuais dos Estados Unidos, talvez fosse possível a política de contrabalançar a população dos países, isto é, fazer com que parte da população de um país superpovoado emigrasse para lugares onde a densidade demográfica seja baixa. (...) Sendo assim, os que são a favor do controle da natalidade talvez precisem levar em conta esses pontos.” Deste modo, segundo esse ensinamento não haveria necessidade de diminuir a população, logo não haveria necessidade de casamento gay. Alguns raciocinam em termos religiosos dizendo: “(...) O mandamento dado por Ele para que nos multiplicássemos e enchêssemos a Terra continua em vigor. Homossexuais não podem desfrutar desse privilégio.”
  11. 11. 11 • Matrimônio tem limite No ensinamento “Destino e Liberalismo” em 25 de janeiro de 1949, Meishu-Sama apregoa que: “A predestinação é algo atribuído a uma pessoa em caráter definitivo, e de maneira alguma pode ser mudada. Já o destino é livre, dentro dos limites da predestinação, e, dependendo do esforço de cada um, pode-se atingir o nível mais alto ou, ao contrário, decair ao nível mais baixo. O liberalismo, que hoje se tornou alvo da atenção de tantas pessoas, é muito semelhante ao destino. O verdadeiro liberalismo está restrito a certos limites. É impossível existir a liberdade infinita; a verdadeira liberdade é aquela que tem limites. Assim, quando ultrapassamos esses limites, não só invadimos e prejudicamos a liberdade dos outros, como também nos tornamos traidores da cultura. Pela mesma razão, quando ultrapassamos os limites do destino, invariavelmente fracassamos.” Que critérios a sociedade usa para decidir qual violação deve se tornar legal só porque um grupo minoritário assim o quer? [diz-se minoritário devido a pesquisa do IBOPE em 12 de abril de 2013 mostrando que a maioria da população continua contra o casamento gay]. Apenas dois entre muitos exemplos: (1) Casal de irmãos que teve quatro filhos luta para legalizar o incesto (isso sem mencionar, ainda falando em incesto, o caso da menina de 18 anos que se prepara para casar com o próprio pai após dois anos de namoro); (2) Partido político na Holanda pretende legalizar a pedofilia e a pornografia infantil, sob o jargão gay de que “qualquer forma de amor é válida”, alguns holandeses acham que sexo com crianças é só mais uma forma de expressão de amor, por isso defendem a tese de que as crianças também “amam” e a sexualidade delas foi reprimida pelos padrões e regras da sociedade, dos quais pretendem libertar as crianças.
  12. 12. 12 • Para haver casamento não basta haver amor Meishu-Sama em “Filosofia do Amor” em 21 de janeiro de 1950: “Na vida humana, não existe problema tão complicado e de difícil solução quanto o amor. Em suma, o amor é a flor da vida e também o espinho. Existem aqueles que dizem que o amor é soberano e também quem o considere como a causa da imoralidade. Do nosso ponto de vista, ele realmente se posiciona acima de tudo e também é verdade que há casos em que ele pode se tornar imoralidade. Apresentarei, a seguir, a nossa opinião sobre o amor. O amor é a maior bênção que Deus atribuiu ao homem; é algo tão atraente que por mais que apreciemos a sua beleza, não é suficiente. E quando o amor atinge o auge, ele se torna algo tão perigoso, a ponto de uma pessoa não se importar em abandonar a vida. Por isso, podemos até dizer que os romances e as peças teatrais não existiriam sem o amor. Caso ele não existisse neste mundo, com certeza, a vida seria como um campo seco de um gélido inverno. Entretanto, quando observamos a realidade, notamos que são mais numerosos os exemplos de infelicidade do que de felicidade no amor. Brigas entre os homens, sofrimentos sem solução, destruição do destino, suicídio por amor; homicídios e outros fatos desagradáveis, quase sem exceção, têm a causa no amor. Podemos dizer que se trata de algo realmente terrível.” Visto isso se pode concluir que do ponto de vista laico o amor nem só não é soberano, como também pode ser causa de imoralidade e infelicidade. Continuando: “Sendo assim, escreverei pelo ponto de vista religioso, a maneira correta de se lidar com o amor. Esse problema não é tão difícil assim. É muito fácil. Podem achar isso estranho, mas em suma, o amor, na realidade, deve ser inteligente, corajoso e verdadeiro. Primeiramente, vamos supor que se estabeleça o amor entre um homem e uma mulher. Neste caso, não se deve deixar levar pela opinião pessoal. Deve-
  13. 13. 13 se, sim, encarar objetivamente até o fim. Para tanto, é preciso observar, em primeiro lugar, o resultado: pensar na futura felicidade e infelicidade dos dois. Por exemplo, se o objetivo final for o casamento, constitui-se um bem e obter-se-á felicidade. Mas se for sem pretensão de casamento, mas por diversão pura e simplesmente, causada por um ímpeto momentâneo, no mínimo, a mulher ficará infeliz e por isso constitui-se um mal.” Assim, o amor de um casal deve ter como objetivo final o casamento. Continuando: “Entretanto, a pessoa interessada poderá afirmar: "Para se amar não se pode ficar pensando em bem ou mal, ou qual será o resultado; é só amar. É só ter o ímpeto do amor irrefreável." Mas isto constitui um amor cego, ou seja, significa que a pessoa foi tragada pelo amor. No caso de um homem, significa que fora engolido por uma frágil mulher, ou seja, fora vencido por ela. consequentemente, um fraco desse tipo não merece qualificação de homem. Será uma pessoa que dificilmente terá chance de subir na vida. O que queremos dizer é que devemos, a todo custo, tragar o amor. Assim fazendo, jamais haverá motivos para se cometerem erros. A mulher, por sua vez, deve ter como alvo de respeito um homem assim e, então, o amor será mais profundo e haverá satisfação. Consequentemente, o nosso ponto de vista sobre o amor jamais é negativo. Ele é realmente a flor da vida. Só que não se deve deixar dominar pelo amor; se conseguir dominá-lo, jamais haverá erro. Em termos gerais, é essa a filosofia do amor.” A filosofia do amor, segundo Meishu-Sama, considera que para se amar tem que se levar em conta o bem e o mal, não bastando o ímpeto do amor irrefreável. Os homossexuais que se amam podem achar que eles devem se casar, inclusive para obterem a felicidade, ao interpretarem erroneamente este ensinamento como “para haver amor basta se casarem”. Isso sem citar que nele não se mencione o amor entre homem e homem, ou mulher e mulher.
  14. 14. 14 Há os que veem nessa interpretação a possibilidade de se constituir um amor cego: “Repudio veementemente o conceito geralmente aceito pela sociedade para justificar o casamento gay de que “o que vale é o amor”. Tenta-se até usar Deus nessa justificativa com o fragilíssimo argumento de que “Deus é amor”. É verdade que Ele é amor, mas também é verdade que Ele não é contra Seus próprios princípios. Sua misericórdia não pode roubar Sua justiça. Ele ama o pecador, sim, mas, nas palavras Dele próprio, “Eu, o Senhor, não posso encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância”. Portanto que ninguém se engane: o fato de Ele amar o pecador de forma alguma significa que será conivente com seus pecados, assim como qualquer pai amoroso e responsável não pode deixar de repreender, corrigir e até castigar seus filhos ao vê-los cometendo erros capazes de prejudicá-los. Em resumo: o amor, por si só, está bem longe de ser suficiente como justificativa para o casamento entre iguais pelo ponto de vista de Deus. [Se assim não fosse, que problema haveria em legalizar o incesto e a pedofilia dos exemplos acima?] Até quando a sociedade vai achar que pode ignorar o que Deus realmente pensa a respeito (e não o que ela quer ou espera que Ele pense) sem sofrer as consequências?” Continuando: “Se pararmos para pensar, fora do Evangelho de Jesus Cristo realmente não há motivos convincentes para nos opormos ao casamento gay. Não fosse pelo Evangelho, muito provavelmente eu também estaria levantando uma bandeira a favor da causa gay. É justamente isso o que faz quem desconhece o Evangelho (se conhece, não o entende; se entende, não o vive). Por isso, todo o barulho feito pela comunidade gay acaba ocupando dentro das pessoas o espaço que deveria estar preenchido pelo Evangelho. Eis por que a ideologia gay conquista mais e mais a simpatia da sociedade.”
  15. 15. 15 • Liberdade e diversidade não é base para haver matrimônio Não foi sob o mesmíssimo argumento de “liberdade e diversidade” que começou a história do casamento gay? Por que gays podem e incestuosos e pedófilos não? Se a moda pega, daqui a pouco outros grupos minoritários — adúlteros, homicidas, traficantes, contrabandistas, sonegadores, fanáticos religiosos… — também vão querer mudar a lei em favor de qualquer coisa que julguem ser direito deles. “Instinto e Abstinência” em 24 de dezembro de 1952, Meishu-Sama apregoa: “Nietzsche, o ser humano possui, desde o nascimento, vários instintos que lhe é quase impossível dominar, parecendo uma predestinação à qual ele está sujeito. À primeira vista, a teoria nos satisfaz [genética ao invés da ética]; entretanto, explicada apenas nesses termos, ela seria uma forma de admitir a imoralidade, o que é um pensamento um tanto perigoso. Os intelectuais poderão admiti-la como tese digna de estudos, mas nós, religiosos, de forma alguma poderemos aceitá-la.” Alguns chegam a explicitar que as pessoas nascem com o potencial de saber controlar seus instintos e retornar ao Pai, sejam elas heterossexuais ou homossexuais. Agora, se cada um vai optar por controlar seus instintos ou se deixar controlar por eles, é questão de escolha pessoal. • Casamento é vontade divina Meishu-Sama em “O Caminho do Casal”, 25 de fevereiro de 1949, diz que: “Ultimamente, tem-se discutido bastante a conveniência do casamento arranjado e do casamento por amor. Vou explicar esse assunto do ponto de vista espiritual. Em nosso país, principalmente nas cidades e até nos lugares mais afastados, sempre existem santuários onde está
  16. 16. 16 assentado Ubussuna (senhor protetor, padroeiro), ou seja, o deus Ubussuna ou Ujigami-sama (deus da linhagem familiar). Eles correspondem exatamente aos cartórios do Mundo Material. O deus Ubussuna é quem se encarrega dos matrimônios, funerais e até dos nascimentos. Desde os tempos antigos, quando nasce uma criança, as pessoas costumam ir ao templo para agradecer a Deus por lhes ter concedido a criança. Da mesma forma, quem une o homem e a mulher em casamento, é o deus Ubussuna e esse casamento pode ser por amor ou arranjado. Mas ambos são pela vontade do deus Ubussuna. Entretanto, quem desconhece isso, acredita que o casamento é realizado pelas mãos do homem e, por isso, no final de uma briga de casal, tão frequente na sociedade, um dos cônjuges diz: "Vá embora de casa"', mas isso é um grande erro. Sendo marido e mulher, unidos pela Vontade Divina, e o fato do ser humano dizer isso ou aquilo não seria um desrespeito enorme para com Deus? Por mais que seja um marido ou uma mulher que não agrada, foi Deus que definiu por existir a afinidade, portanto, é falta de consideração pensar de forma desprezível. Deve-se, com gratidão, agradecer. Consequentemente, sabendo disso e reconsiderando o assunto com sentimento de gratidão, é claro que as partes envolvidas conseguirão pensar que é uma boa esposa ou um bom marido.” E termina enumerando ensinamentos que se referem ao assunto, constantes na Bíblia, como: “Deixará o homem o pai e a mãe para unir-se à mulher e os dois serão uma só carne (Mt 19-5)”. Há os que argumentam dizendo: “Se fosse verdade que o grande ato da Criação é uma mera casualidade, não seria preciso haver uma formalidade chamada casamento, bastaria fazer como os animais na Natureza: macho e fêmea simplesmente se juntam e procriam. Tão mais simples, não? Mas o homem faz dessa junção um evento social, assina papéis para validá-la na sociedade, festeja-a com parentes e
  17. 17. 17 amigos, sai em lua de mel, etc. Mesmo entre os céticos, esses eventos sociais geralmente começam com uma cerimônia religiosa ou que inspire algum tipo de espiritualidade ou conexão com uma ordem superior. Creio que dificilmente alguém pensa no por que disso. Mera convenção social? Se ninguém está interessado na opinião de Deus ou dessa ordem superior, invocar espiritualidade para quê? Ah, então há interesse na opinião Dele? Muito bem, neste caso vamos compreender algumas coisas. Antes de tudo, casamento é mandamento de Deus, tanto quanto honrar pai e mãe, não matar, não roubar, não adulterar, etc. Todos os mandamentos de Deus são espirituais e têm um propósito espiritual bem definido. Com o casamento não é diferente. Mais que a mera junção de dois indivíduos, o casamento é um convênio ou contrato legítimo que torna o par unido perante Deus, além de perante a sociedade. Vem da primitiva obediência a esse mandamento o que mais tarde se tornaria uma convenção social, vindo a ser regulamentada também pela lei dos homens. O casamento foi instituído por Deus e surgiu bem antes do casamento civil. Portanto, não é uma mera convenção social inventada pelo homem. (...) Em lugar algum das escrituras lemos que em alguma época Ele tenha dado dois homens ou duas mulheres em casamento. Não há evidência escriturística alguma de que Ele aprova esse tipo de união (mas há várias evidências em contrário: Lev. 18:22; 20:13; Deut. 23:17; Isa. 3:9; Rom. 1:27; I Cor. 6:9–10; I Tim. 1:9–10; Jud. 1:7).” Meishu-Sama em “A Verdadeira Salvação” parece confirmar o que acaba de ser dito, pois ele não escreveu nada a respeito de casamento gay até 2150: “Sei das coisas que irão acontecer até daqui a um século.” “No entanto, a minha tese é muito mais revolucionária
  18. 18. 18 e adiantada para o nosso tempo, em dois séculos [até 2150, pois este foi escrito em 1950].” O que ele escreveu foi sobre o homossexualismo. Aumento de doentes em hospitais e sanatórios. 7 de setembro de 1952, “Divina Providência”, no livro “Divino Mistério”: “Hoje em dia, esse é o caminho percorrido pela maioria das pessoas. Os hospitais e sanatórios estão sempre abarrotados e com falta de leitos. Esse problema se agravará cada vez mais, porque a tendência é aumentar cada vez mais o número de doentes, inclusive mentais, e de homossexuais. Por isso o mundo está tão estranho, conturbado e doente.” Tentativa de suicídio. No “Evangelho do Paraíso” em “O que é o amor”: “No tempo em que eu era comerciante, havia em meu escritório uma funcionária de vinte anos mais ou menos, estudante da Escola de Belas-Artes. Meu trabalho era relacionado à arte, e ela fazia os desenhos. Seu nome era T. Certo dia, uma colega sua de escola, moça bonita de dezoito ou dezenove anos, chamada U., veio visitá-la. Como T. estava ocupada, pedi-lhe que esperasse na sala. Ao olhar casualmente para essa moça, percebi que ela se encontrava muito deprimida e intranquila. Não conseguindo conter-me, dirigi-me à sala onde T. trabalhava e fiz-lhe perguntas sobre a colega. No começo, ela não queria dizer a verdade, mas, devido à minha insistência, acabou contando-me tudo. Durante longo tempo, T. e U. mantiveram relações homossexuais, porém, recentemente, a mãe de T. descobrira o caso e advertira a filha com rigor, dizendo-lhe que teria que afastar-se de U. ou, então, deixar a escola. As duas haviam discutido o problema e resolvido se suicidar juntas, naquela noite. Impressionado, levei T. para outra sala e fiz-lhe exame espiritual, constatando que ela estava com encosto. Era o espírito de um pato. Ele confessou que encostara em T. há alguns
  19. 19. 19 meses e se apaixonara pelo espírito de rouxinol encostado em U. Pude, então, compreender que era essa a causa do problema. Com a repreensão que lhe dei, o espírito acabou se afastando da moça. Consequentemente, como no despertar de um sonho, o amor de T. em relação a U. desapareceu, e assim elas continuaram sendo simples amigas.” Embora os problemas da homossexualidade nestes dois últimos trechos de ensinamentos de Meihu-Sama parecem se dever apenas a condenação sofrida pela sociedade, talvez se possa conjecturar a causa do homossexualismo ao encosto de acasalamento de animais de diferentes espécies, ou quem sabe da mesma espécie, ou ainda a questões de outras vidas como reencontros só que agora ambos têm o mesmo sexo.
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