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ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
POTENCIALIDADES PARA O MERCADO SUPLEMENTAR
CENÁRIO PREDOMINANTE NO SETOR
SUPLEMENTAR
 Atenção Centrada no indivíduo e na doença
 Sem enfoque de Vigilância à Saúde
 Ênfase no consumo de meios diagnósticos e terapêuticos
 Usuário caminha pela rede de serviços sem coordenação – livre escolha
 Atuação dos serviços de forma não-articulada:
• Laboratórios
• Centros de Imagem
• Hospitais
• Consultórios médicos de especialidades
• Centros de Reabilitação
• Pronto-atendimentos
Insustentabilidade e pouco valor entregue ao usuário
Estudos e pesquisas sobre “problema da
saúde” mostram custos crescentes,
ineficiência e produtividade declinante
• 42% dos usuários da saúde suplementar estão insatisfeitos, classificaram
os serviços como péssimos, ruins ou regulares
Pesquisa Datafolha/CFM, Agosto de 2015 com usuários da saúde suplementar
• Os planos de saúde lideraram as reclamações do Idec em 2014
₋ Reajustes abusivos e negativas de coberturas são as reclamações mais
frequentes
• 84% enfrentaram algum tipo de problema nos últimos 2 anos
Pesquisa Datafolha/APM, Estado de SP
₋ 80% queixas relacionadas a PS
₋ 69% reclamações de consultas médicas
₋ 58% exames e diagnósticos
ATRIBUTOS ESSENCIAIS DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA
 Primeiro Contato
• Porta de entrada para o Sistema de Saúde
 Longitudinalidade
• Vínculo do usuário com a unidade ou profissional
 Integralidade
• Disponibilidade coordenada de serviços em todos os níveis
 Coordenação
• Vigilância à Saúde e Gestão da Informação
Starfield B, organizador. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Ministério da Saúde; 2002.
A ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL DO MODELO
DE ATENÇÃO À SAÚDE NO BRASIL
Centralidade da Atenção Primária
Atenção Terciária
Nível Hospitalar
Atenção Primária
Porta de Entrada, Coordenação
do Cuidado e Vigilância à Saúde
Atenção Secundária
Nível Ambulatorial/Especialidades
Maior atuação
Poucas ações efetivas
Saúde Suplementar
TRANSIÇÃO DE MODELO PIRAMIDAL
PARA MODELO EM REDE
Centralidade da Atenção Primária
APS
Atenção Terciária
Nível Hospitalar
Atenção Primária
Porta de Entrada,
Coordenação do Cuidado e
Vigilância à Saúde
Atenção Secundária
Nível Ambulatorial/
Especialidades
Mendes EV. As redes de atenção à saúde: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011.
Redes de Atenção à Saúde
TRANSIÇÃO DE MODELO PIRAMIDAL PARA
MODELO EM REDE
Integrados por meio de sistemas de apoio técnico,
logístico e de gestão
Integralidade do cuidado
Arranjos organizativos de ações e serviços de
saúde, de diferentes densidades tecnológicas
TRANSIÇÃO DE MODELO PIRAMIDAL PARA
MODELO EM REDE
COMO BUSCAR SOLUÇÕES PARA O
PROBLEMA?
• A solução do atual sistema não pede mais dinheiro, pede a
reconfiguração de recursos já existentes no sistema
• Mudar a arquitetura do sistema: tanto a natureza dos agentes como a
forma pela qual se relacionam
• Considerar a interdependência entre os agentes envolvidos
• Construir o novo “a partir” do sistema atual
Necessidades dos usuários
Por onde
começar?
Segmentar os serviços segundo os problemas que elas resolvem
“PROBLEMAS DE SAÚDE” SE MANIFESTAM
COMO 3 PROBLEMAS DISTINTOS
Problemas cuja
solução só se descobre
por experimentação
1
Problemas
diagnosticáveis sem
ambiguidade e tratáveis
de forma padrão
Problemas médicos
não resolvíveis
2 3
Cada problema exige um tipo diferente de solução
Solution Shops Value Addedd Processes Redes orquestradas
COMO BUSCAR SOLUÇÕES PARA O
PROBLEMA?
Saúde
Populacional
Linha de
cuidado
Softwares
Data base
Clínicas
especializadas
Minute Clinic
Atendimento
multiprofissional
Call center
Avaliação de
performance
Modelo de
Remuneração
Automação de
Processos
Informações
Gerenciais
COMO BUSCAR SOLUÇÕES PARA O
PROBLEMA?
Método: Inovação Sistemática
A ciência das soluções originais se apóia no que já existe
Meu problema
Um problema
parecido
As melhores ideias
para resolver
problemas deste tipo
Minha solução
especifica
Desenvolvimento
• Análise de cenário (demanda dos usuários, situação
financeira, administrativa)
• Mapeamento e Avaliação dos recursos da rede
• Remodelagem e pactuação com serviços envolvidos
Protótipos de
soluções
IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO DE GESTÃO
POPULACIONAL
Atenção Integrada
• Incorporação de ferramentas de Informática em Saúde para
automatizações e ganho em escala
• Possibilidades de incorporação dos Atributos Essenciais da Atenção
Primária em diversos níveis do sistema de saúde
₋ Redes de Atenção
₋ Linhas de Cuidado
₋ Vigilância à Saúde
Protótipo Assistencial
Prestadores
Laboratórios, Clínicas e
Hospitais
Núcleo de Informação
Linhas de Cuidado
Estratificação
de Risco
Integração de
dados
• Call center
• Automatização da
informação
• Intervenção
multiprofissional
EXEMPLO
LINHA DE CUIDADO DIABETES
Prestadores
Laboratórios, Clínicas e
Hospitais
Núcleo de Informação
Estratificação
de Risco
CHECK-UP OU
CONSULTA DE ROTINA
CLÍNICO GERAL OU
ENDOCRINOLOGISTA
HB GLICADA
ALTERADA
Linha de Cuidado
DIABÉTICOS
INTERNAÇÃO DM
Call CenterMonitoramento
Individual
Ligação mensal de
acompanhamento pré-estruturado
Orientações sobre grupos e novas
ações
Interface com envio de dados para o
médico de referência
Monitoramento do retorno em
consulta conforme protocolo
Avaliação de
performance
Identificação de
benefícios conforme
assiduidade ao
Programa
Linha de Cuidado
DIABÉTICOS
Orientação para Gestão da
Medicação
Monitoramento da
evolução dos dados
laboratoriais e participação
das atividades
Prestadores
Grupo de Orientação Nutricional
Grupo de Orientação para o autocuidado
com os pés
Grupo de Orientação de Atividades Físicas
Prestadores
Call CenterMonitoramento
Individual
Monitoramento da
evolução dos dados
laboratoriais e participação
das atividades
Interface com envio de dados para o
médico de referência
Linha de Cuidado
DIABÉTICOS
1) Recebe formulário individual dos casos
estratificados;
2) Envia formulário individual com input de
dados de acompanhamento estruturado;
3) Envia informativo mensal para usuário.
Banco de dados da Operadora para gestão
da informação e avaliação do impacto
Acompanhamento on time do seguimento
do usuário no programa
1) Recebem formulário individual dos casos
estratificados;
2) Enviam formulário de feedback
administrativo sobre o agendamento;
3) Enviam formulário individual com input de
dados de acompanhamento;
EXEMPLO
Linha de Cuidado
DIABÉTICOS
EXEMPLO
EXEMPLO
LINHA DE CUIDADO PÓS INTERNAÇÃO
CUSTOS X INTERNAÇÃO
 Visita ao pronto socorro e reinternações por parte de pacientes que não
tomam seus medicamentos ou que tomam erroneamente (EUA):
• Entre US$ 250 a 300 bilhões por ano
• População de 327 milhões de pessoas
 Internação hospitalar em saúde mental:
 Maior gerador de custo (US$ 4.019,25/paciente psicótico/ano)
 Mais de US$ 8.038,50 em serviços hospitalares.
 1:5 pacientes são reinternados na Medicare
Programa de cuidados pós-internação:
- Ganho de USD 412/paciente internado em 30 dias = 33,9%
- Prevenção de reintarnação ou visita ao PS 1:7
HM Doctors; Associação Brasileira de Psiquiatria; AHRQ Publication n. 12(13) – 0084, Março, 2013.
Questionário pré-formatado
na solicitação de alta pelo
médico gestor do caso
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Disparo de Formulário individual
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Núcleo de Informação
HOSPITAL
PATOLOGIA
FATORES
SOCIODEMOGRÁFICOS
RENDA
ESCOLARIDADE
IDADE
Linha de Cuidado
PÓS INTERNAÇÃO
Estratificação
de Risco
INTERNAÇÃO
Call Center
Monitoramento
Individual
Equipe de Psicologia
Equipe de Enfermagem
Monitoramento da
evolução e cumprimento
do plano pós-internação
Interface com envio de dados para o
médico de referência
Avaliação da
qualidade do
Hospital
Identificação de benefícios
conforme assiduidade ao
Programa
Linha de Cuidado
PÓS INTERNAÇÃO
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Medicação
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acompanhamento pré-estruturado
pós-alta
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realização de exames pós internação
AHRQ Publication n. 12(13) – 0084, Março, 2013.
Call Center
Monitoramento
Individual
Monitoramento da
evolução e cumprimento
do plano pós-internação
Interface com envio de dados para o
médico de referência
Linha de Cuidado
PÓS INTERNAÇÃO
1) Recebe formulário individual dos casos estratificados;
2) Envia e recebe formulário de feedback administrativo
para monitoramento da equipe multidisciplinar do Call
Center;
Acompanhamento on time do seguimento do
usuário no programa
Banco de dados da Operadora para gestão da
informação e avaliação do impacto
OUTRAS LINHAS DE CUIDADO
• Linha de cuidado da Criança
• Linha de cuidado da Mulher - Ca de colo uterino
• Linha de cuidado da Mulher – Ca de mama
• Linha de cuidado Cardiovascular
• Linha de cuidado de Obesidade
• Linha de cuidado de Dor Crônica
• Linha de cuidado de Saúde Mental
MODELO DE TRABALHO DA VZ ASSOCIADOS
Anete Augusta Fioranelli de Paula
Médica de Família e Comunidade pela SBMFC e
Especialista em Clínica Médica pela SBCM. Mestre
em Ciências pela FMUSP. Atuou por 7 anos como
MFC na assistência, gestão e preceptoria na
Graduação de Medicina e Residência em MFC. Atua
há 7 anos na área de Gestão de Projetos, com
experiência internacional e, atualmente, também atua
como Supervisora de Educação Permanente para
serviços de Atenção Primária à Saúde em OS parceira
da SMS/SP.
Fábio Luiz Vieira
Médico de Família e Comunidade pela SBMFC.
Especialista em Gestão de Serviços de Saúde pela
Faculdade de Saúde Pública da USP e OPAS, com
formação em Economia da Saúde pela London School
of Hygiene and Tropical Medicine. Atua há 10 anos na
área de Gestão da Saúde, incluindo experiência
internacional.
Autores
OBRIGADO!
www.vzassociados.com.br
fabio@vzassociados.com.br
Av. Paulista, 460 – 8º. andar – São Paulo
Tel: (11) 3427-3355

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  • 1. ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE POTENCIALIDADES PARA O MERCADO SUPLEMENTAR
  • 2. CENÁRIO PREDOMINANTE NO SETOR SUPLEMENTAR  Atenção Centrada no indivíduo e na doença  Sem enfoque de Vigilância à Saúde  Ênfase no consumo de meios diagnósticos e terapêuticos  Usuário caminha pela rede de serviços sem coordenação – livre escolha  Atuação dos serviços de forma não-articulada: • Laboratórios • Centros de Imagem • Hospitais • Consultórios médicos de especialidades • Centros de Reabilitação • Pronto-atendimentos Insustentabilidade e pouco valor entregue ao usuário
  • 3. Estudos e pesquisas sobre “problema da saúde” mostram custos crescentes, ineficiência e produtividade declinante • 42% dos usuários da saúde suplementar estão insatisfeitos, classificaram os serviços como péssimos, ruins ou regulares Pesquisa Datafolha/CFM, Agosto de 2015 com usuários da saúde suplementar • Os planos de saúde lideraram as reclamações do Idec em 2014 ₋ Reajustes abusivos e negativas de coberturas são as reclamações mais frequentes • 84% enfrentaram algum tipo de problema nos últimos 2 anos Pesquisa Datafolha/APM, Estado de SP ₋ 80% queixas relacionadas a PS ₋ 69% reclamações de consultas médicas ₋ 58% exames e diagnósticos
  • 4. ATRIBUTOS ESSENCIAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA  Primeiro Contato • Porta de entrada para o Sistema de Saúde  Longitudinalidade • Vínculo do usuário com a unidade ou profissional  Integralidade • Disponibilidade coordenada de serviços em todos os níveis  Coordenação • Vigilância à Saúde e Gestão da Informação Starfield B, organizador. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Ministério da Saúde; 2002.
  • 5. A ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL DO MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE NO BRASIL Centralidade da Atenção Primária Atenção Terciária Nível Hospitalar Atenção Primária Porta de Entrada, Coordenação do Cuidado e Vigilância à Saúde Atenção Secundária Nível Ambulatorial/Especialidades Maior atuação Poucas ações efetivas Saúde Suplementar
  • 6. TRANSIÇÃO DE MODELO PIRAMIDAL PARA MODELO EM REDE Centralidade da Atenção Primária APS Atenção Terciária Nível Hospitalar Atenção Primária Porta de Entrada, Coordenação do Cuidado e Vigilância à Saúde Atenção Secundária Nível Ambulatorial/ Especialidades Mendes EV. As redes de atenção à saúde: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011.
  • 7. Redes de Atenção à Saúde TRANSIÇÃO DE MODELO PIRAMIDAL PARA MODELO EM REDE Integrados por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão Integralidade do cuidado Arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas
  • 8. TRANSIÇÃO DE MODELO PIRAMIDAL PARA MODELO EM REDE
  • 9. COMO BUSCAR SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA? • A solução do atual sistema não pede mais dinheiro, pede a reconfiguração de recursos já existentes no sistema • Mudar a arquitetura do sistema: tanto a natureza dos agentes como a forma pela qual se relacionam • Considerar a interdependência entre os agentes envolvidos • Construir o novo “a partir” do sistema atual Necessidades dos usuários Por onde começar? Segmentar os serviços segundo os problemas que elas resolvem
  • 10. “PROBLEMAS DE SAÚDE” SE MANIFESTAM COMO 3 PROBLEMAS DISTINTOS Problemas cuja solução só se descobre por experimentação 1 Problemas diagnosticáveis sem ambiguidade e tratáveis de forma padrão Problemas médicos não resolvíveis 2 3 Cada problema exige um tipo diferente de solução Solution Shops Value Addedd Processes Redes orquestradas
  • 11. COMO BUSCAR SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA? Saúde Populacional Linha de cuidado Softwares Data base Clínicas especializadas Minute Clinic Atendimento multiprofissional Call center Avaliação de performance Modelo de Remuneração Automação de Processos Informações Gerenciais
  • 12. COMO BUSCAR SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA? Método: Inovação Sistemática A ciência das soluções originais se apóia no que já existe Meu problema Um problema parecido As melhores ideias para resolver problemas deste tipo Minha solução especifica Desenvolvimento • Análise de cenário (demanda dos usuários, situação financeira, administrativa) • Mapeamento e Avaliação dos recursos da rede • Remodelagem e pactuação com serviços envolvidos Protótipos de soluções
  • 13. IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO DE GESTÃO POPULACIONAL Atenção Integrada • Incorporação de ferramentas de Informática em Saúde para automatizações e ganho em escala • Possibilidades de incorporação dos Atributos Essenciais da Atenção Primária em diversos níveis do sistema de saúde ₋ Redes de Atenção ₋ Linhas de Cuidado ₋ Vigilância à Saúde Protótipo Assistencial
  • 14. Prestadores Laboratórios, Clínicas e Hospitais Núcleo de Informação Linhas de Cuidado Estratificação de Risco Integração de dados • Call center • Automatização da informação • Intervenção multiprofissional
  • 16. Prestadores Laboratórios, Clínicas e Hospitais Núcleo de Informação Estratificação de Risco CHECK-UP OU CONSULTA DE ROTINA CLÍNICO GERAL OU ENDOCRINOLOGISTA HB GLICADA ALTERADA Linha de Cuidado DIABÉTICOS INTERNAÇÃO DM
  • 17. Call CenterMonitoramento Individual Ligação mensal de acompanhamento pré-estruturado Orientações sobre grupos e novas ações Interface com envio de dados para o médico de referência Monitoramento do retorno em consulta conforme protocolo Avaliação de performance Identificação de benefícios conforme assiduidade ao Programa Linha de Cuidado DIABÉTICOS Orientação para Gestão da Medicação Monitoramento da evolução dos dados laboratoriais e participação das atividades Prestadores Grupo de Orientação Nutricional Grupo de Orientação para o autocuidado com os pés Grupo de Orientação de Atividades Físicas
  • 18. Prestadores Call CenterMonitoramento Individual Monitoramento da evolução dos dados laboratoriais e participação das atividades Interface com envio de dados para o médico de referência Linha de Cuidado DIABÉTICOS 1) Recebe formulário individual dos casos estratificados; 2) Envia formulário individual com input de dados de acompanhamento estruturado; 3) Envia informativo mensal para usuário. Banco de dados da Operadora para gestão da informação e avaliação do impacto Acompanhamento on time do seguimento do usuário no programa 1) Recebem formulário individual dos casos estratificados; 2) Enviam formulário de feedback administrativo sobre o agendamento; 3) Enviam formulário individual com input de dados de acompanhamento;
  • 21. EXEMPLO LINHA DE CUIDADO PÓS INTERNAÇÃO
  • 22. CUSTOS X INTERNAÇÃO  Visita ao pronto socorro e reinternações por parte de pacientes que não tomam seus medicamentos ou que tomam erroneamente (EUA): • Entre US$ 250 a 300 bilhões por ano • População de 327 milhões de pessoas  Internação hospitalar em saúde mental:  Maior gerador de custo (US$ 4.019,25/paciente psicótico/ano)  Mais de US$ 8.038,50 em serviços hospitalares.  1:5 pacientes são reinternados na Medicare Programa de cuidados pós-internação: - Ganho de USD 412/paciente internado em 30 dias = 33,9% - Prevenção de reintarnação ou visita ao PS 1:7 HM Doctors; Associação Brasileira de Psiquiatria; AHRQ Publication n. 12(13) – 0084, Março, 2013.
  • 23. Questionário pré-formatado na solicitação de alta pelo médico gestor do caso (Equipe de Enfermagem do Prestador) Disparo de Formulário individual para NI Núcleo de Informação HOSPITAL PATOLOGIA FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS RENDA ESCOLARIDADE IDADE Linha de Cuidado PÓS INTERNAÇÃO Estratificação de Risco INTERNAÇÃO
  • 24. Call Center Monitoramento Individual Equipe de Psicologia Equipe de Enfermagem Monitoramento da evolução e cumprimento do plano pós-internação Interface com envio de dados para o médico de referência Avaliação da qualidade do Hospital Identificação de benefícios conforme assiduidade ao Programa Linha de Cuidado PÓS INTERNAÇÃO Orientação para Gestão da Medicação Ligação semanal (5 semanas) de acompanhamento pré-estruturado pós-alta Monitoramento para retorno em consulta conforme orientação médica Monitoramento do agendamento e realização de exames pós internação AHRQ Publication n. 12(13) – 0084, Março, 2013.
  • 25. Call Center Monitoramento Individual Monitoramento da evolução e cumprimento do plano pós-internação Interface com envio de dados para o médico de referência Linha de Cuidado PÓS INTERNAÇÃO 1) Recebe formulário individual dos casos estratificados; 2) Envia e recebe formulário de feedback administrativo para monitoramento da equipe multidisciplinar do Call Center; Acompanhamento on time do seguimento do usuário no programa Banco de dados da Operadora para gestão da informação e avaliação do impacto
  • 26. OUTRAS LINHAS DE CUIDADO • Linha de cuidado da Criança • Linha de cuidado da Mulher - Ca de colo uterino • Linha de cuidado da Mulher – Ca de mama • Linha de cuidado Cardiovascular • Linha de cuidado de Obesidade • Linha de cuidado de Dor Crônica • Linha de cuidado de Saúde Mental
  • 27. MODELO DE TRABALHO DA VZ ASSOCIADOS
  • 28. Anete Augusta Fioranelli de Paula Médica de Família e Comunidade pela SBMFC e Especialista em Clínica Médica pela SBCM. Mestre em Ciências pela FMUSP. Atuou por 7 anos como MFC na assistência, gestão e preceptoria na Graduação de Medicina e Residência em MFC. Atua há 7 anos na área de Gestão de Projetos, com experiência internacional e, atualmente, também atua como Supervisora de Educação Permanente para serviços de Atenção Primária à Saúde em OS parceira da SMS/SP. Fábio Luiz Vieira Médico de Família e Comunidade pela SBMFC. Especialista em Gestão de Serviços de Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da USP e OPAS, com formação em Economia da Saúde pela London School of Hygiene and Tropical Medicine. Atua há 10 anos na área de Gestão da Saúde, incluindo experiência internacional. Autores
  • 29. OBRIGADO! www.vzassociados.com.br fabio@vzassociados.com.br Av. Paulista, 460 – 8º. andar – São Paulo Tel: (11) 3427-3355