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  1. 2. Desigualdade Econômica <ul><li>  A desigualdade econômica (chamada imprecisamente de desigualdade social , que ela acaba por provocar) é um problema que afeta atualmente a maioria dos países, mas principalmente os países menos desenvolvidos. Isso se dá pela distribuição desigual de renda de um país. A desigualdade social vem acontecendo em todos os países e o Brasil é o oitavo país que tem o maior indíce de desigualdade social e econômica no mundo. </li></ul>
  2. 3. Desigualdade Social <ul><li>Fala-se em desigualdade social quando, numa determinada sociedade, alguns grupos sociais se encontram em situações que se julgam mais vantajosas do que outras. Portanto, a desigualdade é uma diferença que os indivíduos e grupos sociais julgam segundo escalas de valor. Rousseau e Marx viram na propriedade a origem da desigualdade, enquanto que, para Durkheim, é a divisão do trabalho que a origina. Na obra Discours sur l'origine de l'inégalité de Rousseau, &quot;os homens no estado natural são livres e iguais e não possuem propriedade; cada um contenta-se com as dádivas da Natureza [...]. A partir do momento em que os homens começam a cooperar e a acumular bens, este estado primitivo vai alterar-se irremediavelmente: desaparece a igualdade, cria-se a propriedade e daí resulta a divisão do trabalho&quot; (1995, Cherkaoui - &quot;Estratificação&quot;. In Tratado de Sociologia (org. R. Boudon). Porto: Edições ASA). À medida que se expande a divisão do trabalho as pessoas tornam-se cada vez mais dependentes umas das outras, pois cada um precisa dos bens e serviços dos outros. No entanto, os agentes económicos usufruem de diferente modo desses bens e serviços, pois estes não estão de igual modo acessíveis a todos: os seus rendimentos são diferentes e as suas situações sociais também. No mal-estar contemporâneo (que se caracteriza pela crise do Estado-providência, pela crise do trabalho e pela crise do sujeito ou crise de identidade), a desigualdade mais visível é a que procede das alterações económicas. Fala-se, então, da desigualdade de rendimentos, na medida em que uns têm uma parte maior do que outros. As desigualdades são essencialmente sociais, não se referem apenas à estratificação económica (relativa à repartição dos rendimentos, consumo, património...), mas também estão ligadas à existência de desigualdades de carácter mais qualitativo: políticas, de prestígio, etc. Por exemplo, em muitas sociedades, brancos e negros gozam de estatutos diferentes que, por esse facto, lhes conferem vantagens ou desvantagens. Estas desigualdades &quot;tradicionais&quot; ou estruturais subsistem ou tendem a acentuar-se, mas, actualmente, acrescem a estas outras formas de desigualdade: &quot;desigualdade perante o trabalho e o salário, ou ainda perante o endividamento, as incivilidades, as consequências da implosão do modelo familiar, as novas formas de violência. Instauradas pela dinâmica do desemprego ou pela da evolução das condições de vida&quot;, são vividas de forma dolorosa e silenciosa. &quot;Entraram assim em cena desigualdades novas. Procedem da requalificação de diferenças no interior de categorias consideradas anteriormente homogéneas&quot; (1997, Fitoussi e Rosanvallon - A nova era das desigualdades . Oeiras: Celta Editora). Estas desigualdades &quot;novas&quot; são, antes de tudo, &quot;intracategoriais&quot; e podem passar a ser mais importantes e tão persistentes como as desigualdades intercategorias. No exemplo de uma situação de desemprego de longa duração (com todas as consequências que isso implica) dentro de uma mesma categoria, pode levar o indivíduo a questionar-se: &quot;Porque é que a sorte daquele que me é próximo é tão diferente da minha?&quot; (Fitoussi e Rosanvallon). Sente-se excluído, pondo em causa a sua identidade, pois continua a ter como referência a categoria a que pertencia antes. &quot;São assim os princípios de igualdade, que a intuição faz pensar serem essenciais à coesão social e que são postos em causa pela multiplicação das desigualdades complexas. [...] Estas desigualdades são precisamente sintoma da transformação social e de uma modificação da relação do indivíduo com outrem&quot; (Fitoussi e Rosanvallon). </li></ul>

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