Universidade Federal de Viçosa
Departamento de Solos

Z N D MT
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Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mat...
1. Biodiversidade, solos e conhecimento.
2. A matriz agrícola e os ecossistemas.
3. Um pouco de nossa experiência.
Manejo agroecológico dos agroecossistemas
Construção
coletiva dos Saberes

Agroecologia

Biodiversidade

Solos

Água

A bi...
1. Por que a biodiversidade é importante?
A
auto-regulação
e
a
sustentabilidade
agroecossistemas dependem da biodiversidade.

dos

Biodiversidade: cria interações c...
Biodiversidade funcional
 A biodiversidade tem um papel no funcionamento dos
agroecossistemas - serviços do ecossistemas ...
Serviços dos ecossistemas (bondades) e agricultura
Embora a agricultura possa ser beneficiada pela
biodiversidade, a agri...
Os serviços dos agroecossistemas (as bondades)
dependem em grande parte da biodiversidade associada
(Perfecto and Vanderm...
2. Por que o solo é importante?
Solo morto, comida morta! Solo tem que ter qualidade:
“Alimente o seu solo se você quer ter uma planta sadia!”
“Cuide do...
SOLOS TROPICAIS
Como consequência de sua gênese tropical, são em geral
solos profundos;
baixa disponibilidade de nutrien...
a) Profundidade dos solos e nutrientes: buscar onde está!
Os solos profundos, fruto do intemperismo, podem ser
melhor exp...
Por que as árvores são importantes?
- Melhor uso do ambiente do solo em profundidade.
b) Atividade biológica. Baixa disponibilidade de nutrientes,
dependemos da atividade biológica para ciclar os
nutrientes, ...
Os solos tropicais podem ser considerados uma grande
reserva de fósforo do mundo (Resende, 1997).
Um hectare de solo bras...
c) Matéria orgânica. Para isto são necessárias entradas
constantes de material orgânico no solo (alimentar os
microrganism...
d) Resíduos
 Bagaço de cana-de-açúcar
energia/ biocombustível!
 Palha de café
 Pó de rochas: quanto perde como resíduos...
3. Por que o conhecimento do/a agricultor/a é importante?
O conhecimento local não tem sido historicamente
refletido nas pesquisas científicas.
Entretanto, complexa sabedoria sobre...
O complexo K-C-P

(Barrera Bassols & Zinck, Geoderma 111, 2003).
Visão de mundo (Kosmos), Conhecimento (Corpus) e
práticas de manejo (Praxis).
O complexo K–C–P articula sabedoria empírica...
3.1. Qual o papel do conhecimento científico/técnico no
manejo dos agroecossistemas sustentáveis?
Ajudar a compreender os...
Para quem compreende a agroecologia como ciência movimento e
prática...

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 Criar ambientes de interação agroecológica: confiança,
compartilhar os problemas e as soluções; surgimento das
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Intercâmbios: ambientes de interação agroecológica –
baseado na metodologia campesino a campesino
 Identifique agricultores agroecológicos ou com potencial
agroecológico.
- indicadores: querer e ter disponibilidade para...
Cultura: intermedia a
relação do ser humano
com a natureza
Curso de Análise e desenho de sistemas rurais: Professor
Pablo Tittonell – Universidade de Wageningen
4. E os ecossistemas?

pastagem
Café

Fragmentos de mata…

Fragmentos envoltos por uma matriz agrícola de monocultura.
Est...
Agroecologia não combina com monocultura
Área Cultivada
Arroz (5%)
Café (4%)

Outros (13%)

Feijão (7%)

Cana-de-açúcar (1...
5. Um pouco de nossa experiência
DRP – Diagnóstico Rural Participativo (1993)
Um
dos
principais
problemas: enfraquecimento
dos solos – erosão e
nutrientes....
Monitoramento participativo (1996-1999)
Sistematização (participativa) das experiências – 2003/
2004 (Souza, 2006)
Critérios para a definição de espécies nos SAFs

Compatibilidade
com o Café

Biomassa
- solo coberto
(herbáceas)
- quantid...
Comparação entre café convencional (pleno sol) e
agroflorestal (Souza et al. 2010)
Indicadores
População de café (árvores/...
Joao do santos
Muito obrigada!

“Agroecologia: é preciso ter sabedoria para trabalhar e paciência para
esperar” Dadinho – agricultor agro...
Apresentação Irene Cardoso   cba agroecologia 2013
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Apresentação Irene Cardoso cba agroecologia 2013

  1. 1. Universidade Federal de Viçosa Departamento de Solos Z N D MT O A A AA Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata Manejando agroecossistemas Profa Irene Maria Cardoso ce tro d n e te n lo ia co g s a rn tiv s lte a a
  2. 2. 1. Biodiversidade, solos e conhecimento. 2. A matriz agrícola e os ecossistemas. 3. Um pouco de nossa experiência.
  3. 3. Manejo agroecológico dos agroecossistemas Construção coletiva dos Saberes Agroecologia Biodiversidade Solos Água A biodiversidade é importante para produzir os serviços ambientais (“as bondades da natureza”), incluindo a qualidade dos solos. Solo de qualidade é a base para o desenvolvimento dos agroecossistemas saudáveis. A biodiversidade precisa ser estudada e manejada, e para isto o conhecimento do agricultor pode-se associar ao conhecimento científico.
  4. 4. 1. Por que a biodiversidade é importante?
  5. 5. A auto-regulação e a sustentabilidade agroecossistemas dependem da biodiversidade. dos Biodiversidade: cria interações complexas entre solos, plantas e animais. Destas interações resultam vários benefícios: Cobertura do solo e proteção contra ventos: conservação dos solo e água. Promove a ciclagem dos nutrientes. Melhora o uso dos recursos locais (melhor uso do P do solo, da polinização, do controle biológico). Produção permanente e diversificada de alimentos (para a família, animais domésticos e selvagens e mercado). Altieri, 2004
  6. 6. Biodiversidade funcional  A biodiversidade tem um papel no funcionamento dos agroecossistemas - serviços do ecossistemas (Costanza et al., 1997).  Os grupos funcionais (plantas, decompositores, engenheiros do ecossistema, herbívoros, microsimbiontes, polinizadores, transformadores, parasitas e predadores) estimulam os processos ecológicos e por isto são responsáveis pelos serviços dos ecossistemas (Swift et al., 2004).
  7. 7. Serviços dos ecossistemas (bondades) e agricultura Embora a agricultura possa ser beneficiada pela biodiversidade, a agricultura afeta negativamente a biodiversidade mais do que se beneficia dela. Práticas incentivadas pelas políticas agrícolas (revolução-verde), cujo enfoque principal foi o aumento da produção agrícola, via intensificação dos processos de produção. Esta intensificação levou a um crescente uso de insumos externos ao agroecossistemas (fertilizantes e agrotóxicos por exemplo) em substituição ao uso da biodiversidade como “provedora” dos serviços ambientais.
  8. 8. Os serviços dos agroecossistemas (as bondades) dependem em grande parte da biodiversidade associada (Perfecto and Vandermeer, 2008). As árvores, especialmente multifuncionalidade, favorece muito a associada. devido a biodiversidade
  9. 9. 2. Por que o solo é importante?
  10. 10. Solo morto, comida morta! Solo tem que ter qualidade: “Alimente o seu solo se você quer ter uma planta sadia!” “Cuide do solo e as plantas serão saudáveis!”
  11. 11. SOLOS TROPICAIS Como consequência de sua gênese tropical, são em geral solos profundos; baixa disponibilidade de nutrientes (por quilo de solo); baixa CTC; grande capacidade de fixação de fósforo; ácidos e altos níveis de alumínio trocável; friáveis, susceptíveis a erosão (devido a estrutura). Ou seja, são solos muito intemperizados e lixiviados. Solos ruins, fracos, pobres e mal falados! Como lidamos e como devemos lidar com os nossos solos?
  12. 12. a) Profundidade dos solos e nutrientes: buscar onde está! Os solos profundos, fruto do intemperismo, podem ser melhor explorados no espaço e no tempo, utilizando sistemas diversificados – imitando a natureza. - Por que a nossa referência de análise de solos é 20 cm?
  13. 13. Por que as árvores são importantes? - Melhor uso do ambiente do solo em profundidade.
  14. 14. b) Atividade biológica. Baixa disponibilidade de nutrientes, dependemos da atividade biológica para ciclar os nutrientes, por exemplo, disponibilizando o fósforo e fixando o nitrogênio. Plantas com capacidades distintas de se associarem aos microrganismos e de liberarem substâncias químicas, criando rizosferas diferentes.  Espécies diferentes desempenham papéis diferentes. Algumas fixam nitrogênio da atmosfera outras exploram melhor o solo.
  15. 15. Os solos tropicais podem ser considerados uma grande reserva de fósforo do mundo (Resende, 1997). Um hectare de solo brasileiro (20 cm de profundidade): 1.800 kg de P2O5, em sua maioria fixado  Plantas, como o guandu (cajan cajanus) podem disponibilizar o fósforo fixado, utilizando para isto mecanismos especiais como a liberação de certos ácidos orgânicos (Ae et al., 1990). Fazer parcerias com os organismos do solo! O segredo é o mutirão!
  16. 16. c) Matéria orgânica. Para isto são necessárias entradas constantes de material orgânico no solo (alimentar os microrganismos, complexar o alumínio, estruturar os solos, melhorar a infiltração e retenção de água, proteger o solo das chuvas e sol intenso). Matéria orgânica nos trópicos Produção Destruição A matéria orgânica deve ser produzida no local, utilizando plantas com o objetivo de produção de biomassa.
  17. 17. d) Resíduos  Bagaço de cana-de-açúcar energia/ biocombustível!  Palha de café  Pó de rochas: quanto perde como resíduos de pedras ornamentais?  Restos de comida  Resíduos humanos
  18. 18. 3. Por que o conhecimento do/a agricultor/a é importante?
  19. 19. O conhecimento local não tem sido historicamente refletido nas pesquisas científicas. Entretanto, complexa sabedoria sobre o manejo dos agroecossistemas tem sido desenvolvida em vários locais do planeta. Esta sabedoria deve ter algum valor no manejo sustentável da terra!!!! Podemos jogar este conhecimento fora ????
  20. 20. O complexo K-C-P (Barrera Bassols & Zinck, Geoderma 111, 2003).
  21. 21. Visão de mundo (Kosmos), Conhecimento (Corpus) e práticas de manejo (Praxis). O complexo K–C–P articula sabedoria empírica das pessoas sobre os agro(ecossistemas). A interação dos três domínios do complexo K–C–P funde características sagradas e seculares, conhecimento e experiências, fatos e valores e matéria e mente.
  22. 22. 3.1. Qual o papel do conhecimento científico/técnico no manejo dos agroecossistemas sustentáveis? Ajudar a compreender os processos (laboratório, campo, casa de vegetação....). Sistematizar junto com os agricultores/as suas experiências: extrair lições, generalizar informações. Analisar e sintetizar as relações e fluxos presentes nos agroecossistemas. Criar modelos para permitir análises de cenários futuros. Úteis para estudo na escala de paisagens. Contribuir com informações para o desenho e redesenho dos agroecossistemas.
  23. 23. Para quem compreende a agroecologia como ciência movimento e prática... P T T P T P P T Em movimento...
  24. 24.  Criar ambientes de interação agroecológica: confiança, compartilhar os problemas e as soluções; surgimento das questões de pesquisa; socialização dos resultados.  Pesquisa ação; pesquisa participante etc.  Pesquisa clássica.  Publicar: divulgar os resultados (escala).  Apoiar as instituições dos agricultores (resiliência).  Desenvolvimento de metodologias adequadas (campesino a campesino, análise e desenho de agroecossistemas, etc.).
  25. 25. Intercâmbios: ambientes de interação agroecológica – baseado na metodologia campesino a campesino
  26. 26.  Identifique agricultores agroecológicos ou com potencial agroecológico. - indicadores: querer e ter disponibilidade para participar dos processos coletivos. - “gostar de ouvir o sabiá cantar e de folia de reis”.  Promova os intercâmbios: visita coletiva à uma propriedade; contar a história da família, visitar a propriedade, discutir o observado. - Nesta visita, valorize primeiro os aspectos positivos.  Sistematize as experiências.  Planeje os próximos passos (encontro de avaliação, seminário, etc...
  27. 27. Cultura: intermedia a relação do ser humano com a natureza
  28. 28. Curso de Análise e desenho de sistemas rurais: Professor Pablo Tittonell – Universidade de Wageningen
  29. 29. 4. E os ecossistemas? pastagem Café Fragmentos de mata… Fragmentos envoltos por uma matriz agrícola de monocultura. Está é a realidade da Floresta Atlântica – ponto quente (hotspot) de biodiversidade. Perfecto et al. 2009 (Nature´s Matrix: Linking Agriculture, Conservation and Food Sovereignty).
  30. 30. Agroecologia não combina com monocultura Área Cultivada Arroz (5%) Café (4%) Outros (13%) Feijão (7%) Cana-de-açúcar (12%) Monocultura Milho (24%) Soja (35%) IBGE (2007) Monocultura
  31. 31. 5. Um pouco de nossa experiência
  32. 32. DRP – Diagnóstico Rural Participativo (1993) Um dos principais problemas: enfraquecimento dos solos – erosão e nutrientes.  Uma das prioridades: recuperação das terras.  Criação da comissão “terra forte” (agricultores, UFV e CTA). Uma das sugestões: sistemas agroflorestais; Implantação participativa
  33. 33. Monitoramento participativo (1996-1999) Sistematização (participativa) das experiências – 2003/ 2004 (Souza, 2006)
  34. 34. Critérios para a definição de espécies nos SAFs Compatibilidade com o Café Biomassa - solo coberto (herbáceas) - quantidade de resíduos Mão-de-obra - - aspectos fitossanitários - sistema radicular Diversidade de produção humano caducifolismo - alimento criação animal fauna facilidade de poda arquitetura dos ramos - madeira/lenha aquisição de mudas (quantidade e qualidade) Z N D MT O A A AA DPS/UFV ce tro d n e te n lo ia co g s a rn tiv s lte a a
  35. 35. Comparação entre café convencional (pleno sol) e agroflorestal (Souza et al. 2010) Indicadores População de café (árvores/ha) Convencional Agrofloresta 2.650 2.050 Produtividade (kg/árvore) 0,79 0,62 Preço (R$ saco – 60kg) 120 120 Total (R$/ha) 4.187,00 2.542,00 Custo (R$/ha) 2.300,0 750,00 Lucro (R$/ha) 1.887,00 1.792,001 54,93 29,50 R$ R$ Mamão (150 árvores) - 112,5 Banana (40 árvores) - 200 Citrus (123 árvores) - 110 Manga, abacate, goiaba, jaca (51 árvores) - 135 Palmito, figo, ameixa (162 árvores) - 144 Custos/lucro (%) Produtos da agrofloresta Outras frutas não comercializadas (114 árvores) - Maderia não comercializada (51 árvores) - - Sub-total - 701,502 Total 1.887,00 2.493,503
  36. 36. Joao do santos
  37. 37. Muito obrigada! “Agroecologia: é preciso ter sabedoria para trabalhar e paciência para esperar” Dadinho – agricultor agroecológico – Pedra Dourada, MG Ministério do Desenvolvimento Agrário

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