Guilherme F.W. Radomsky
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
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No âmbito acadêmico, as últimas décadas
passaram a destacar consumo como processo
potencialmente transformador
◦ A tend...
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Questões espaciais:

Vínculos territoriais
 Circuitos curtos de comercialização
◦ Existência de diferentes rotas e rel...
Vínculos extra-territoriais
Rotas de produtos e formatos de
reconhecimento e garantia
- selos e certificações encurtam red...
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Tendência a indicar o mercado de orgânicos e
ecológicos como alternativos
Tratamento do consumo (alimentos
ecológico...
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Estudos críticos sobre nicho de mercados (C.
Hinrichs; feiras, F. Portilho), certificações para
orgânicos e para comérc...
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Debate sobre convencionalização se torna
mais expressivo
◦ Crítica às premissas do “alternativo”

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Estudos sobre orgâ...
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Diferenciação dos consumidores de
alimentos ecológicos
 No Brasil se pode falar de diversidade de
consumidores, mas no...
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Mercados maduros  mercados mais
racionalizados
◦ Oferta mais expressiva e utilização dos canais
convencionais
◦ Se uma...
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Imersão, enraizamento e relações sociais
Construções sociais e históricas
Espaços de encontro e sociabilidade
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Oposição orgânicos x ecológicos nas feiras
◦ É possível um consumidor que procure mais que
produtos?
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Tensão:
◦ Consumidor “ego-trip” (Guivant, 2003)
 Individualismo, estética corporal, saúde
◦ Consumidor preocupado com ...
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Sinalização como fator importante para
consumo (Douglas e Isherwood).
Feiras ecológicas utilizam com mais
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Rede Ecovida de Agroecologia
Produtor e consumidor: Comunidade
imaginada

Feiras -> centrais nas experiências dos...
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Proposta de ser um formato paralelo às feiras
da cidade;
◦ Incluir municípios nos arredores (aspecto menos
localista).
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Consumidores ecológicos
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grupo seleto, mas muito focado e ativo.
papel dos mediadores  ativo e engajado
no âmbito do...
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Produção-consumo: local e em rede
◦ Consumidores: certificar para si e para outro

◦ Reciprocidade: outros consumidores...
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Dificuldades
◦ Organização inicial
◦ Problema da escala (transporte e trabalho para
poucos consumidores não convém).

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Em questão para consumidores ecológicos do
grupo:
Proximidade/confiança
Pureza
Sabor/qualidade
Dimensão social da relaç...
alimentação como algo que se dá importância ou
não no mundo e no Brasil?
-- atitudes individualistas (corporais,
estéticas...
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  1. 1. Guilherme F.W. Radomsky Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  2. 2.  No âmbito acadêmico, as últimas décadas passaram a destacar consumo como processo potencialmente transformador ◦ A tendência anterior enfatizava a produção ◦ Consumo  Distinção social  Atitudes morais  Mudanças na esfera da produção
  3. 3.  Questões espaciais: Vínculos territoriais  Circuitos curtos de comercialização ◦ Existência de diferentes rotas e relações ◦ Impérios alimentares (Ploeg) x economias de proximidade ◦ Economias regionais, cultura e relações simbólicas ◦ Economias de qualidade
  4. 4. Vínculos extra-territoriais Rotas de produtos e formatos de reconhecimento e garantia - selos e certificações encurtam redes em razão da proximidade simbólica e reconhecimento entre produtores e consumidores - conexões espaciais entre distintos territórios
  5. 5.   Tendência a indicar o mercado de orgânicos e ecológicos como alternativos Tratamento do consumo (alimentos ecológicos/comércio justo) sob a ótica da conscientização, da cidadania e do civismo (Stewart Lockie; P. Allen).
  6. 6.  Estudos críticos sobre nicho de mercados (C. Hinrichs; feiras, F. Portilho), certificações para orgânicos e para comércio justo (Renard, 2005; outros) e da política do localismo (D. Goodman).
  7. 7.  Debate sobre convencionalização se torna mais expressivo ◦ Crítica às premissas do “alternativo”  Estudos sobre orgânicos e agronegócio ◦ Entrada significativa nas cadeias longas, supermercados  Limites e dilemas das certificações
  8. 8.  Diferenciação dos consumidores de alimentos ecológicos  No Brasil se pode falar de diversidade de consumidores, mas no âmbito dos ecológicos também?  Menos expressivo no Brasil (mais no hemisfério norte) ◦ O avesso da convencionalização? ◦ Nos últimos anos, mercados de ecológicos se tornam mais maduros (Lund et al., 2013)
  9. 9.  Mercados maduros  mercados mais racionalizados ◦ Oferta mais expressiva e utilização dos canais convencionais ◦ Se uma possível novidade da relação produçãoconsumo ecológico é que o consumidor se torna agente ativo, o “agronegócio do orgânico” parece facilitar a vida deste mesmo consumidor.  Conflitos que disputam tipos de consumidor e impõem formatos de como as relações sociais devem ser.
  10. 10.     Imersão, enraizamento e relações sociais Construções sociais e históricas Espaços de encontro e sociabilidade Feiras e grupos de compras coletivas: mobilização dos consumidores ◦ Em questão: a passividade do consumidor
  11. 11.  Oposição orgânicos x ecológicos nas feiras ◦ É possível um consumidor que procure mais que produtos?     Valores sociais, simbólicos e comunitários Vínculos duradouros Apoio ao agricultor Autenticidade, tipicidade
  12. 12.  Tensão: ◦ Consumidor “ego-trip” (Guivant, 2003)  Individualismo, estética corporal, saúde ◦ Consumidor preocupado com formatos produtivos, sustentabilidade e formas sociais no campo.
  13. 13.   Sinalização como fator importante para consumo (Douglas e Isherwood). Feiras ecológicas utilizam com mais intensidade os “marcadores”? cartazes, folders, símbolos e outros signos de distinção.
  14. 14.    Rede Ecovida de Agroecologia Produtor e consumidor: Comunidade imaginada Feiras -> centrais nas experiências dos agricultores e dos consumidores
  15. 15.  Proposta de ser um formato paralelo às feiras da cidade; ◦ Incluir municípios nos arredores (aspecto menos localista).  Problemas e dilemas ◦ Quem assume riscos iniciais do formato? ◦ Comparando-se às feiras, agricultor deve aumentar ou diminuir preços dos alimentos?  Grupo ou associação? loja ou cooperativa?
  16. 16. Consumidores ecológicos   grupo seleto, mas muito focado e ativo. papel dos mediadores  ativo e engajado no âmbito dos consumidores ◦ Crucial para a iniciativa (pessoas com experiência, trajetória...)
  17. 17.  Produção-consumo: local e em rede ◦ Consumidores: certificar para si e para outro ◦ Reciprocidade: outros consumidores (território distinto) certificam alimentos para mim.  produção/consumo local é insuficiente: expandir a rede em conexões de sentido (ecológico e economia solidária). Consumidores conhecedores do tema: - solicitação dos selos da Ecovida em todos os produtos
  18. 18.  Dificuldades ◦ Organização inicial ◦ Problema da escala (transporte e trabalho para poucos consumidores não convém). ◦ Tentativas de articulação com efeito em cascata [trabalho contínuo de “animação”] ◦ Apostar no formato: - feiras nunca foram superadas: relações face-aface, frescor dos alimentos, confiança e rotina, rastreabilidade e 'certificação' (origem produtor).
  19. 19.  Em questão para consumidores ecológicos do grupo: Proximidade/confiança Pureza Sabor/qualidade Dimensão social da relação que escapa das rotas comerciais das grandes cadeias ◦ Coletivo vs. individual no consumo ◦ ◦ ◦ ◦
  20. 20. alimentação como algo que se dá importância ou não no mundo e no Brasil? -- atitudes individualistas (corporais, estéticas) vs. sociais, de convivência.     Ruralidade, produção e agricultura ecológica? rural narrado, imaginado, mas mercantilizado. Tradições, tipicidade, sabor. Consumo, economia (reciprocidade) e mudança social

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